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2016. http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2015.12.004
ARTICLE IN PRESSRBR-278; No. of Pages 7
rev bras reumatol. 2016;xxx(xx):xxx–xxx
www.reumatologia.com.br
REVISTA BRASILEIRA DE
REUMATOLOGIA
Artigo original
Efetividade do kinesio taping na dor e incapacidade
na síndrome dolorosa miofascial cervical
Saime Aya,∗
, Hatice Ecem Konaka
, Deniz Evcikb
e Sibel Kibara
a Departamento de Medicina Física e Reabilitac¸ão, Faculdade de Medicina, Ufuk University, Ancara, Turquia
b Departamento de Fisioterapia e Reabilitac¸ão, Haymana Vocational Health School, Ankara University, Ancara, Turquia
informações sobre o artigo
Histórico do artigo:
Recebido em 18 de junho de 2015
Aceito em 20 de dezembro de 2015
On-line em xxx
Palavras-chave:
Síndrome dolorosa miofascial
Kinesio taping
Incapacidade
Dor
r e s u m o
Objetivo: Investigar a eficácia do kinesio taping e do taping placebo sobre a dor, limiar de dor
à pressão, amplitude de movimento cervical e incapacidade em pacientes com síndrome
dolorosa miofascial (SDM) cervical.
Métodos: Ensaio clínico randomizado duplo-cego controlado por placebo. Foram alocados
em dois grupos, aleatoriamente, 61 pacientes com SDM. O grupo 1 (n = 31) foi tratado com
kinesio taping e o grupo 2 (n = 30) foi tratado com taping placebo cinco vezes em intervalos de
três dias, durante 15 dias. Além disso, todos os pacientes foram submetidos a um programa
de exercícios para o pescoc¸o. Os pacientes foram avaliados em relac¸ão à dor, ao limiar de
dor à pressão, à amplitude de movimento cervical e à incapacidade. A dor foi avaliada com a
escala visual analógica, o limiar de dor à pressão foi medido com um algômetro e a amplitude
de movimento cervical ativa foi mensurada com a goniometria. A incapacidade foi avaliada
com o Neck Pain Disability Scale. As mensurac¸ões foram feitas antes e depois do tratamento.
Resultados: No fim do tratamento, houve melhoria estatisticamente significativa na dor, no
limiar de dor à pressão, na amplitude de movimento cervical e na incapacidade (p < 0,05)
em ambos os grupos. Também houve uma diferenc¸a estatisticamente significativa entre os
grupos em relac¸ão à dor, ao limiar de dor à pressão e à flexão-extensão cervical (p < 0,05);
não houve diferenc¸a na rotac¸ão cervical, flexão lateral cervical e incapacidade (p > 0,05).
Conclusão: O kinesio taping leva à melhoria na dor, no limiar de dor à pressão e na amplitude
de movimento cervical, mas não na incapacidade em um curto período. Portanto, o kinesio
taping pode ser usado como um método de terapia opcional para o tratamento de pacientes
com SDM.
© 2016 Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
∗
Autor para correspondência.
E-mail: saimeay@yahoo.com (S. Ay).
http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2015.12.004
0482-5004/© 2016 Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
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The effectiveness of kinesio taping on pain and disabilty in cervical
myofascial pain syndrome
Keywords:
Myofascial pain syndrome
Kinesio taping
Disability
Pain
a b s t r a c t
Objective: The aim of this study was to investigate the effectiveness of Kinesio Taping and
sham Kinesio Taping on pain, pressure pain treshold, cervical range of motion, and disability
in cervical myofascial pain syndrome patients (MPS).
Methods: This study was designed as a randomized, double-blind placebo controlled study.
Sixty one patients with MPS were randomly assigned into two groups. Group 1 (n = 31) were
treated with kinesio taping and group 2 (n = 30) were treated sham taping five times by
intervals of 3 days for 15 days. Additionally, all patients were given neck exercise program.
Patients were evaluated according to pain, pressure pain treshold, cervical range of motion
and disability. Pain was assessed by using Visual Analog Scale, pressure pain treshold was
measured by using an algometer, and active cervical range of motion was measured by
using goniometry. Disability was assessed with the neck pain disability index disability.
Measurements were taken before and after the treatment.
Results: At the end of the therapy, there were statistically significant improvements on pain,
pressure pain treshold, cervical range of motion, and disability (p < 0.05) in both groups.
Also there was a statistical difference between the groups regarding pain, pressure pain
treshold, cervical flexion-extension (p < 0.05); except cervical rotation, cervical lateral flexion
and disability(p > 0.05).
Conclusion: This study shows that Kinesio Taping leads to improvements on pain, pressure
pain treshold and cervical range of motion, but not disability in short time. Therefore, Kine-
sio Taping can be used as an alternative therapy method in the treatment of patients with
MPS.
© 2016 Elsevier Editora Ltda. All rights reserved.
Introduc¸ão
A síndrome dolorosa miofascial (SDM) é um dos problemas
musculoesqueléticos mais comuns e é uma causa importante
de morbidade em adultos. A SDM é uma condic¸ão caracte-
rizada por dor crônica e associada a pontos-gatilho em um
ou mais músculos, bandas tensas, dor referida caracterís-
tica e resposta de contrac¸ão local. Os pacientes chegam aos
servic¸os de saúde com dor local ou referida, fraqueza muscu-
lar, rigidez, dificuldade de locomoc¸ão, fraqueza, sensibilidade,
disfunc¸ões autonômicas e resposta de contrac¸ão local no mús-
culo afetado.1,2
A etiologia exata da SDM não é totalmente compreendida;
por conseguinte, o tratamento é focado em diminuir a dor,
melhorar a forc¸a muscular e proporcionar uma boa postura.
Os programas de orientac¸ão e treinamento dos pacientes, os
fármacos anti-inflamatórios não esteroides (Aine), as injec¸ões
locais, a fisioterapia, a acupuntura e programas de exercícios
são os métodos de tratamento mais comuns.1
O kinesio taping (KT) tem sido cada vez mais usado em
condic¸ões musculoesqueléticas e lesões esportivas. Essa téc-
nica foi desenvolvida no Japão por Kase e, recentemente,
tornou-se muito popular no tratamento da dor.3,4 O kinesio tape
é um material fino, leve e elástico, que não restringe o movi-
mento articular.4,5 Encontrou-se que é eficaz na diminuic¸ão
da dor e do espasmo muscular, no aumento da amplitude
de movimento (ADM), na melhoria da circulac¸ão sanguínea
e linfática local, na reduc¸ão do edema, no fortalecimento de
músculos enfraquecidos, no controle da instabilidade arti-
cular e no alinhamento postural.6–8 Embora os mecanismos
exatos do KT não sejam compreendidos, mecanismos de feed-
back sensório-motor e proprioceptivo, estímulos nociceptivos
inibitórios e excitatórios e a contenc¸ão mecânica foram expli-
cados como mecanismos subjacentes.4,6,7
Este ensaio clínico randomizado duplo-cego e controlado
por placebo teve como objetivo comparar a eficácia do KT e do
taping placebo sobre a dor, o limiar de dor à pressão, a ADM e
incapacidade em pacientes com SDM.
Material e métodos
Foram incluídos no estudo 73 pacientes (50 do sexo feminino,
23 do masculino) encaminhados ao nosso ambulatório com
SDM cervical que envolvia a parte superior do pescoc¸o e o mús-
culo levantador da escápula. O diagnóstico de SDM foi baseado
nos critérios descritos por Travell e Simons (é necessário que
o paciente atenda a no mínimo cinco critérios principais e um
secundário para o diagnóstico clínico).9 Os critérios de inclu-
são dos pacientes foram: apresentar pelo menos um ponto
gatilho ativo no músculo levantador da escápula, ter idade
superior a 18 anos e ter durac¸ão dos sintomas de pelo menos
três meses. Os critérios de exclusão foram diagnóstico de sín-
drome da fibromialgia, lesão de disco cervical, radiculopatia,
mielopatia, injec¸ão recente em um ponto gatilho, participac¸ão
em um programa de tratamento físico nos últimos seis meses,
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Figura 1 – Técnica de kinesio taping.
doenc¸as neurológicas e inflamatórias, gravidez ou história de
cirurgia no ombro e no pescoc¸o.
A seguir, foram feitos um exame físico e a avaliac¸ão do
hemograma completo, da velocidade de hemossedimentac¸ão,
da proteína C-reativa e dos marcadores bioquímicos.
Trata-se de um ensaio clínico randomizado prospectivo,
duplo-cego e controlado por placebo. Antes do tratamento,
todos os participantes receberam informac¸ões sobre o estudo
e assinaram um termo de consentimento informado. O estudo
foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres
Humanos da Universidade Ufuk.
Randomizac¸ão
Os pacientes foram aleatoriamente distribuídos em dois gru-
pos pelo método de envelopes numerados. Cartões com
designac¸ão dos grupos 1 e 2 foram colocados separadamente
em envelopes fechados; cada paciente escolhia aleatoria-
mente um envelope e entregava-o ao fisioterapeuta. Os dois
médicos examinadores e o paciente eram cegos em relac¸ão
à alocac¸ão de tratamento. Somente o fisioterapeuta que apli-
cou a terapia estava ciente do procedimento e o profissional
registrou os nomes dos pacientes e seus grupos.
O grupo 1 (n = 31) foi tratado com kinesio taping (Kinesio Tex
ouro, 2inx103.3 ft) conforme sugerido por Kase et al., por cinco
vezes, com intervalos de três dias, por 15 dias. O taping foi
feito por um fisioterapeuta certificado nesse método. A téc-
nica usada foi a inibic¸ão do músculo, que foi descrita por
Kase. Aplicou-se o taping ao músculo levantador da escápula.
O ombro era deprimido e o pescoc¸o, posicionado em flexão
lateral e rotac¸ão para o lado oposto. Foi usada uma fita I de 15
a 20 cm de comprimento. A aplicac¸ão iniciava do ângulo supe-
rior da escápula. A porc¸ão inicial da fita foi esticada ao máximo
4 a 5 cm e, em seguida, colada sobre a origem do músculo, que
estava ao nível dos processos transversos da 1 a a 4 a vértebras
torácicas sem estiramento5 (fig. 1).
O grupo 2 (n = 30) foi tratado com o taping placebo cinco
vezes, em intervalos de três dias, durante 15 dias. O taping
placebo foi feito com uma fita I do mesmo material em partes
ineficazes do músculo, sem tensão, com o pescoc¸o em posic¸ão
neutra (fig. 2).
Figura 2 – Técnica de taping placebo.
Além disso, todos os pacientes foram submetidos a um
programa de exercícios domiciliares que incluiu exercícios
isométricos-isotônicos para o pescoc¸o e exercícios de alon-
gamento para os extensores das costas todos os dias, durante
duas semanas.
Não foi permitido o uso de analgésicos ou Aine durante o
processo de tratamento.
Desfechos clínicos
Os pacientes foram avaliados em relac¸ão à dor, ao limiar de
dor à pressão, à ADM cervical e à incapacidade.
Dor
A dor foi avaliada com a escala visual analógica (EVA, 0-10 cm;
0 indica ausência de dor, 10 indica dor intensa).
Limiar de dor à pressão
O limiar de dor à pressão (LDP) no ponto gatilho foi medido
com um algômetro (algômetro Commander, JTECH Medical,
Utah). A medic¸ão foi feita três vezes e foi registrada a média
do valor médio.
Amplitude de movimento cervical
A ADM ativa das articulac¸ões cervicais (flexão, extensão, fle-
xão para a direita-esquerda e rotac¸ão) foi medida com um
goniômetro com o paciente na posic¸ão sentada.
Incapacidade
A incapacidade foi medida com a Neck Pain Disability Scale
(NPDS). A versão turca dessa escala foi considerada válida e
confiável. O questionário é composto por 20 itens e mede os
movimentos do pescoc¸o, a intensidade da dor, os efeito da dor
cervical sobre fatores emocionais e a interferência nas ativi-
dades de vida diária. Cada sec¸ão é pontuada em uma escala
de classificac¸ão de 0 a 5 e a pontuac¸ão total varia de 0 a 100.10
Análise estatística
As médias e desvios-padrão foram dados como estatísticas
descritivas. Todos os dados de normalidade foram testados
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SDM (n = 73)
Analisados (n = 31)
Perda no seguimento (n = 5)
Discordância com o tratamento
no caso de 4 pacientes, reação
alérgica em 1 paciente
Grupo 1 (n = 36)
Kinesio taping
Perda no seguimento (n = 7)
Discordância com o tratamento no
caso de 6 pacientes, reação alérgica
em 1 paciente
Grupo 2 (n= 37)
Taping placebo
Analisados (n = 30)
Alocação
Análise
2 semanas de
seguimento
Randomização
Figura 3 – Diagrama que mostra a distribuic¸ão dos pacientes ao longo do ensaio clínico.
com o teste de Kolmogorov-Smirnov. A análise perprotocolo
foi usada para a comparac¸ão dos grupos de tratamento. Para
determinar a diferenc¸a pré e pós-tratamento para todos os
grupos, foi usado o teste não paramétrico de Wilcoxon. Para
comparar as diferenc¸as entre dois grupos, foi usado o teste
U de Mann-Whitney. Foi aceito um nível de significância de
p < 0,05. Todas as análises foram feitas com o programa SPSS
para o software Windows 18.0.
Resultados
Foram incluídos no estudo 36 pacientes do grupo 1
(27 mulheres e nove homens) e 37 do grupo 2 (30 mulhe-
res e sete homens) com SDM. Após a randomizac¸ão, quatro
pacientes do grupo 1 e seis do grupo 2 desistiram, pois não
podiam participar regularmente do programa de seguimento
do estudo. Em seguida, um paciente do grupo 1 e um do grupo
2 desistiram por causa da ocorrência de reac¸ão alérgica. Com-
pletaram o estudo 61 pacientes e não foram observados efeitos
colaterais (fig. 3).
A tabela 1 mostra as propriedades demográficas e clínicas
dos grupos 1 e 2. Não foram detectadas diferenc¸as estatis-
ticamente significativas entre os grupos nos valores iniciais
(p > 0,05), exceto no escore da NPDS (p < 0,05).
Os resultados do hemograma completo, da velocidade de
hemossedimentac¸ão, da proteína C-reativa e dos marcadores
bioquímicos estavam dentro da normalidade para ambos os
grupos.
Tabela 1 – Características demográficas e clínicas dos
pacientes
Grupo 1 (n = 31) Grupo 2 (n = 30) p
Idade (anos) 44,80 ± 17,19 44,10 ± 17,45 0,76
Sexo (feminino/masculino) 22/9 23/7 0,61
Durac¸ão da dor (meses) 14,48 ± 4,99 13,50 ± 2,76 0,97
EVA 5,00 ± 2,00 4,56 ± 2,17 0,38
LDP (N) 61,29 ± 8,92 61,73 ± 5,35 0,61
NPDS 49,77 ± 21,37 39,80 ± 12,51 0,05a
EVA, escala visual analógica; LDP (N), limiar de dor à pressão,
Newton; NPDS, Neck Pain Disability Scale.
a
p < 0,05.
Depois de duas semanas de seguimento, houve melhoria
estatisticamente significativa em ambos os grupos em relac¸ão
à EVA, LDP, ADM e NPDS (p < 0,05) (tabela 2).
Após o tratamento, foram observadas diferenc¸as estatis-
ticamente significativas na EVA, LDP e valores de flexão-
-extensão cervical (p < 0,05) entre os grupos. No entanto, não
foram encontradas diferenc¸as na rotac¸ão cervical, flexão late-
ral e NPDS (p > 0,05) (tabela 2).
Discussão
A síndrome dolorosa miofascial é o transtorno osteomuscu-
lar mais comumente encontrado por médicos fisiatras. Não
há um programa de tratamento padrão aceito para a SDM.
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Tabela 2 – Comparac¸ão dos parâmetros de avaliac¸ão em ambos os grupos e entre os grupos
Variável (independente) EVA Grupo 1 (n = 31)
(média ± DP)
Grupo 2 (n = 30)
(média ± DP)
p
Inicial 5,00 ± 2,00 4,56 ± 2,17
Pós-tratamento 2,35 ± 1,99 3,93 ± 1,96 0,004b
p 0,000a
0,000a
LDP
Inicial 61,29 ± 8,92 61,73 ± 5,35
Pós-tratamento 78,09 ± 7,18 71,43 ± 10,25 0,003b
p 0,000a
0,000a
Flexão cervical
Inicial 64,58 ± 7,66 59,86 ± 7,01
Pós-tratamento 71,90 ± 7,54 64,86 ± 6,79 0,001a
p 0,000a
0,001a
Extensão cervical
Inicial 51,93 ± 12,83 44,83 ± 12,42
Pós-tratamento 55,96 ± 13,63 47,20 ± 14,21 0,015
p 0,007b
0,003b
Flexão lateral direita
Inicial 39,64 ± 13,77 33,83 ± 5,52
Pós-tratamento 42,61 ± 14,78 35,93 ± 5,80 0,357
p 0,001a
0,003b
Flexão lateral esquerda
Inicial 40,93 ± 14,4 33,83 ± 5,52
Pós-tratamento 43,90 ± 14,94 42,43 ± 17,97 0,390
p 0,000a
0,001a
Rotac¸ão direita
Inicial 60,58 ± 11,58 61,36 ± 12,31
Pós-tratamento 64,74 ± 11,04 63,60 ± 9,55 0,348
p 0,001a
0,006b
Rotac¸ão esquerda
Inicial 63,09 ± 12,43 67,53 ± 8,24
Pós-tratamento 66,83 ± 13,01 67,93 ± 7,97 0,907
p 0,001a
0,10
NPDS
Inicial 49,77 ± 21,37 39,80 ± 12,51
Pós-tratamento 35,67 ± 20,27 36,10 ± 12,16 0,558
p 0,000a
0,000a
EVA, escala visual analógica; LDP, limiar de dor à pressão; NPDS, Neck Pain Disability Scale; DP, desvio padrão.
a
p < 0,001.
b
p < 0,05.
O ponto principal no tratamento da SDM é fornecer alívio da
dor nos pontos gatilho, melhorar a incapacidade e aumentar
o movimento cervical.1,2 O kinesio taping é uma técnica opcio-
nal nova usada na SDM.3,4 Este estudo foi planejado como um
ensaio clínico randomizado duplo-cego controlado por pla-
cebo em que foi avaliada a eficácia do método KT e taping
placebo sobre a dor, LDP, ADM das articulac¸ões cervicais e
incapacidade no tratamento da SDM. Depois de duas semanas
de tratamento, todos os parâmetros de avaliac¸ão mostraram
melhoria estatisticamente significativa em ambos os grupos
KT e taping placebo. Houve diferenc¸a estatisticamente signifi-
cativa entre os grupos em relac¸ão à EVA, LDP e flexão-extensão
cervical, mas não na rotac¸ão cervical, flexão lateral cervical e
escore na NPDS.
Embora haja uma grande quantidade de estudos na
literatura sobre o efeito do taping em lesões do sistema mus-
culoesquelético e esportivas, há uma quantidade limitada de
ensaios clínicos randomizados e controlados na SDM.3,11,12 No
entanto, não há ensaio clínico randomizado duplo-cego con-
trolado por placebo que avalie a eficácia do KT na dor, LDP,
ADM das articulac¸ões cervicais e incapacidade no tratamento
da SDM. Um estudo de caso sugeriu que o KT pode ser bené-
fico para o tratamento de um paciente com dor no ombro de
origem miofascial. Eles observaram uma melhoria significa-
tiva nos testes funcionais de amplitude de movimento ativa
do ombro e não houve alterac¸ão na EVA.13 Em um ensaio clí-
nico randomizado duplo-cego feito em 50 pacientes com SDM,
a eficiência do KT foi comparada com a do agulhamento seco e
foi observada diminuic¸ão significativa na dor, LDP e incapaci-
dade. Os autores mostraram que o KT foi pelo menos tão eficaz
quanto o agulhamento seco no tratamento da SDM.14 Her-
nandez et al. compararam a eficácia do KT e da manipulac¸ão
cervical e trust na dor cervical mecânica de 36 pacientes; eles
observaram que o KT ou a manipulac¸ão cervical e trust levam
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a uma reduc¸ão semelhante na gravidade da dor, incapaci-
dade e aumento na ADM.15 Embora Gonzalez et al. tenham
encontrado uma melhoria na dor e ADM de pacientes com
lesões cervicais agudas com o KT, essas foram pequenas e
não significativas clinicamente.8 No presente estudo, o grupo
KT mostrou melhoria estatisticamente significativa na EVA,
LDP, ADM e NPDS. Embora tenha sido observada melhoria
estatisticamente significativa na dor, LDP e flexão-extensão
cervical em comparac¸ão com o grupo placebo, não houve
alterac¸ão na rotac¸ão e flexão lateral cervical nem nos escores
da NPDS.
Várias teorias têm sido propostas para explicar os meca-
nismos do KT, incluindo melhorar a propriocepc¸ão, melhorar
mecanorreceptores cutâneos, melhorar a circulac¸ão sanguí-
nea e linfática, reduzir a intensidade da dor, realinhar as
articulac¸ões, auxiliar no alinhamento postural e relaxar os
músculos acionados em excesso.4,7,11 Como resultado do
KT, observou-se que a dor, o LDP, a ADM e as medidas de
incapacidade mostraram melhoria estatisticamente signifi-
cativa no grupo KT. A estimulac¸ão do mecanismo de teoria
das comportas resultou na diminuic¸ão da dor por meio do
aumento no feedback aferente encontrado na pele. Outra teo-
ria sugere que a melhoria na ADM e na dor é decorrente
de um aumento no mecanismo de feedback proprioceptivo e
facilitac¸ão muscular.4,7,8,11
O estudo de Thelen et al. encontrou que o KT melhora
a amplitude de movimento livre de dor do ombro, mas sem
efeito sobre a dor ou func¸ão. Também observou que o KT e a
manipulac¸ão e trust cervical reduzem a incapacidade.16 Uma
série de ensaios clínicos publicados sugere que o KT pode ser
benéfico no tratamento da síndrome dolorosa patelo-femoral,
síndrome do impacto do ombro, espasticidade de membro
inferior e reabilitac¸ão postural na doenc¸a de Parkinson.6,7,17,18
Algumas revisões sistemáticas avaliaram o efeito do KT em
condic¸ões musculoesqueléticas e diferentes transtornos clí-
nicos. Esses ensaios clínicos randomizados compararam o KT
com o taping placebo ou outras intervenc¸ões. Os resultados
das revisões sugerem que o KT não induziu a benefício sig-
nificativo ou que o seu efeito foi pequeno demais para ser
relevante na prática clínica. No entanto, esses ensaios clíni-
cos eram de qualidade baixa a moderada, estudaram amostras
pequenas e tinham períodos de seguimento muito curtos.4,7,8
A diferenc¸a mais importante do presente estudo foi ter uma
amostra maior e ter uma metodologia de ensaio clínico ran-
domizado duplo-cego controlado por placebo.
A restric¸ão da ADM cervical ocorreu principalmente em
razão do espasmo muscular na SDM. Estudos mostraram
melhoria nos valores de ADM após o KT.8,15 No presente
estudo, obteve-se um aumento significativo em duas sema-
nas na ADM cervical de ambos os grupos. Embora tenha sido
observada melhoria estatisticamente significativa na flexão-
-extensão cervical em comparac¸ão com o grupo placebo,
não houve alterac¸ão na rotac¸ão e flexão lateral cervical. O
aumento na ADM cervical pode ser decorrente da reduc¸ão
nos espasmos musculares cervicais dos pacientes ou do pro-
grama de exercícios aplicado aos pacientes. No presente
estudo, todos os pacientes foram submetidos a um pro-
grama de exercícios domiciliares e foi observada melhoria na
ADM cervical de ambos os grupos. A limitac¸ão do presente
estudo foi não ter um grupo que fez apenas exercícios, que
poderia ser comparado aos grupos KT e taping placebo. Além
disso, investigaram-se apenas os resultados em curto prazo
do KT.
Em conclusão, o KT é um método não invasivo e indolor
que tem poucos efeitos colaterais e é bem tolerado, tem sido
usado na SDM. Este estudo mostra que o KT resulta em melho-
ria na dor, LDP e ADM, mas não na incapacidade em curto
prazo. Portanto, o KT pode ser usado como um método de
terapia opcional para o tratamento de pacientes com SDM.
Contudo, são necessárias mais pesquisas para determinar os
efeitos clínicos e em longo prazo da técnica kinesio taping.
Conflitos de interesse
Os autores declaram não haver conflitos de interesse.
r e f e r ê n c i a s
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1 s2.Artigo efetividade do kinesio taping na dor e uncapacidade na sindrome dolorosa miofascial cervical

  • 1. Como citar este artigo: Ay S, et al. Efetividade do kinesio taping na dor e incapacidade na síndrome dolorosa miofascial cervical. Rev Bras Reumatol. 2016. http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2015.12.004 ARTICLE IN PRESSRBR-278; No. of Pages 7 rev bras reumatol. 2016;xxx(xx):xxx–xxx www.reumatologia.com.br REVISTA BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA Artigo original Efetividade do kinesio taping na dor e incapacidade na síndrome dolorosa miofascial cervical Saime Aya,∗ , Hatice Ecem Konaka , Deniz Evcikb e Sibel Kibara a Departamento de Medicina Física e Reabilitac¸ão, Faculdade de Medicina, Ufuk University, Ancara, Turquia b Departamento de Fisioterapia e Reabilitac¸ão, Haymana Vocational Health School, Ankara University, Ancara, Turquia informações sobre o artigo Histórico do artigo: Recebido em 18 de junho de 2015 Aceito em 20 de dezembro de 2015 On-line em xxx Palavras-chave: Síndrome dolorosa miofascial Kinesio taping Incapacidade Dor r e s u m o Objetivo: Investigar a eficácia do kinesio taping e do taping placebo sobre a dor, limiar de dor à pressão, amplitude de movimento cervical e incapacidade em pacientes com síndrome dolorosa miofascial (SDM) cervical. Métodos: Ensaio clínico randomizado duplo-cego controlado por placebo. Foram alocados em dois grupos, aleatoriamente, 61 pacientes com SDM. O grupo 1 (n = 31) foi tratado com kinesio taping e o grupo 2 (n = 30) foi tratado com taping placebo cinco vezes em intervalos de três dias, durante 15 dias. Além disso, todos os pacientes foram submetidos a um programa de exercícios para o pescoc¸o. Os pacientes foram avaliados em relac¸ão à dor, ao limiar de dor à pressão, à amplitude de movimento cervical e à incapacidade. A dor foi avaliada com a escala visual analógica, o limiar de dor à pressão foi medido com um algômetro e a amplitude de movimento cervical ativa foi mensurada com a goniometria. A incapacidade foi avaliada com o Neck Pain Disability Scale. As mensurac¸ões foram feitas antes e depois do tratamento. Resultados: No fim do tratamento, houve melhoria estatisticamente significativa na dor, no limiar de dor à pressão, na amplitude de movimento cervical e na incapacidade (p < 0,05) em ambos os grupos. Também houve uma diferenc¸a estatisticamente significativa entre os grupos em relac¸ão à dor, ao limiar de dor à pressão e à flexão-extensão cervical (p < 0,05); não houve diferenc¸a na rotac¸ão cervical, flexão lateral cervical e incapacidade (p > 0,05). Conclusão: O kinesio taping leva à melhoria na dor, no limiar de dor à pressão e na amplitude de movimento cervical, mas não na incapacidade em um curto período. Portanto, o kinesio taping pode ser usado como um método de terapia opcional para o tratamento de pacientes com SDM. © 2016 Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados. ∗ Autor para correspondência. E-mail: saimeay@yahoo.com (S. Ay). http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2015.12.004 0482-5004/© 2016 Elsevier Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
  • 2. Como citar este artigo: Ay S, et al. Efetividade do kinesio taping na dor e incapacidade na síndrome dolorosa miofascial cervical. Rev Bras Reumatol. 2016. http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2015.12.004 ARTICLE IN PRESSRBR-278; No. of Pages 7 2 rev bras reumatol. 2016;xxx(xx):xxx–xxx The effectiveness of kinesio taping on pain and disabilty in cervical myofascial pain syndrome Keywords: Myofascial pain syndrome Kinesio taping Disability Pain a b s t r a c t Objective: The aim of this study was to investigate the effectiveness of Kinesio Taping and sham Kinesio Taping on pain, pressure pain treshold, cervical range of motion, and disability in cervical myofascial pain syndrome patients (MPS). Methods: This study was designed as a randomized, double-blind placebo controlled study. Sixty one patients with MPS were randomly assigned into two groups. Group 1 (n = 31) were treated with kinesio taping and group 2 (n = 30) were treated sham taping five times by intervals of 3 days for 15 days. Additionally, all patients were given neck exercise program. Patients were evaluated according to pain, pressure pain treshold, cervical range of motion and disability. Pain was assessed by using Visual Analog Scale, pressure pain treshold was measured by using an algometer, and active cervical range of motion was measured by using goniometry. Disability was assessed with the neck pain disability index disability. Measurements were taken before and after the treatment. Results: At the end of the therapy, there were statistically significant improvements on pain, pressure pain treshold, cervical range of motion, and disability (p < 0.05) in both groups. Also there was a statistical difference between the groups regarding pain, pressure pain treshold, cervical flexion-extension (p < 0.05); except cervical rotation, cervical lateral flexion and disability(p > 0.05). Conclusion: This study shows that Kinesio Taping leads to improvements on pain, pressure pain treshold and cervical range of motion, but not disability in short time. Therefore, Kine- sio Taping can be used as an alternative therapy method in the treatment of patients with MPS. © 2016 Elsevier Editora Ltda. All rights reserved. Introduc¸ão A síndrome dolorosa miofascial (SDM) é um dos problemas musculoesqueléticos mais comuns e é uma causa importante de morbidade em adultos. A SDM é uma condic¸ão caracte- rizada por dor crônica e associada a pontos-gatilho em um ou mais músculos, bandas tensas, dor referida caracterís- tica e resposta de contrac¸ão local. Os pacientes chegam aos servic¸os de saúde com dor local ou referida, fraqueza muscu- lar, rigidez, dificuldade de locomoc¸ão, fraqueza, sensibilidade, disfunc¸ões autonômicas e resposta de contrac¸ão local no mús- culo afetado.1,2 A etiologia exata da SDM não é totalmente compreendida; por conseguinte, o tratamento é focado em diminuir a dor, melhorar a forc¸a muscular e proporcionar uma boa postura. Os programas de orientac¸ão e treinamento dos pacientes, os fármacos anti-inflamatórios não esteroides (Aine), as injec¸ões locais, a fisioterapia, a acupuntura e programas de exercícios são os métodos de tratamento mais comuns.1 O kinesio taping (KT) tem sido cada vez mais usado em condic¸ões musculoesqueléticas e lesões esportivas. Essa téc- nica foi desenvolvida no Japão por Kase e, recentemente, tornou-se muito popular no tratamento da dor.3,4 O kinesio tape é um material fino, leve e elástico, que não restringe o movi- mento articular.4,5 Encontrou-se que é eficaz na diminuic¸ão da dor e do espasmo muscular, no aumento da amplitude de movimento (ADM), na melhoria da circulac¸ão sanguínea e linfática local, na reduc¸ão do edema, no fortalecimento de músculos enfraquecidos, no controle da instabilidade arti- cular e no alinhamento postural.6–8 Embora os mecanismos exatos do KT não sejam compreendidos, mecanismos de feed- back sensório-motor e proprioceptivo, estímulos nociceptivos inibitórios e excitatórios e a contenc¸ão mecânica foram expli- cados como mecanismos subjacentes.4,6,7 Este ensaio clínico randomizado duplo-cego e controlado por placebo teve como objetivo comparar a eficácia do KT e do taping placebo sobre a dor, o limiar de dor à pressão, a ADM e incapacidade em pacientes com SDM. Material e métodos Foram incluídos no estudo 73 pacientes (50 do sexo feminino, 23 do masculino) encaminhados ao nosso ambulatório com SDM cervical que envolvia a parte superior do pescoc¸o e o mús- culo levantador da escápula. O diagnóstico de SDM foi baseado nos critérios descritos por Travell e Simons (é necessário que o paciente atenda a no mínimo cinco critérios principais e um secundário para o diagnóstico clínico).9 Os critérios de inclu- são dos pacientes foram: apresentar pelo menos um ponto gatilho ativo no músculo levantador da escápula, ter idade superior a 18 anos e ter durac¸ão dos sintomas de pelo menos três meses. Os critérios de exclusão foram diagnóstico de sín- drome da fibromialgia, lesão de disco cervical, radiculopatia, mielopatia, injec¸ão recente em um ponto gatilho, participac¸ão em um programa de tratamento físico nos últimos seis meses,
  • 3. Como citar este artigo: Ay S, et al. Efetividade do kinesio taping na dor e incapacidade na síndrome dolorosa miofascial cervical. Rev Bras Reumatol. 2016. http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2015.12.004 ARTICLE IN PRESSRBR-278; No. of Pages 7 rev bras reumatol. 2016;xxx(xx):xxx–xxx 3 Figura 1 – Técnica de kinesio taping. doenc¸as neurológicas e inflamatórias, gravidez ou história de cirurgia no ombro e no pescoc¸o. A seguir, foram feitos um exame físico e a avaliac¸ão do hemograma completo, da velocidade de hemossedimentac¸ão, da proteína C-reativa e dos marcadores bioquímicos. Trata-se de um ensaio clínico randomizado prospectivo, duplo-cego e controlado por placebo. Antes do tratamento, todos os participantes receberam informac¸ões sobre o estudo e assinaram um termo de consentimento informado. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Ufuk. Randomizac¸ão Os pacientes foram aleatoriamente distribuídos em dois gru- pos pelo método de envelopes numerados. Cartões com designac¸ão dos grupos 1 e 2 foram colocados separadamente em envelopes fechados; cada paciente escolhia aleatoria- mente um envelope e entregava-o ao fisioterapeuta. Os dois médicos examinadores e o paciente eram cegos em relac¸ão à alocac¸ão de tratamento. Somente o fisioterapeuta que apli- cou a terapia estava ciente do procedimento e o profissional registrou os nomes dos pacientes e seus grupos. O grupo 1 (n = 31) foi tratado com kinesio taping (Kinesio Tex ouro, 2inx103.3 ft) conforme sugerido por Kase et al., por cinco vezes, com intervalos de três dias, por 15 dias. O taping foi feito por um fisioterapeuta certificado nesse método. A téc- nica usada foi a inibic¸ão do músculo, que foi descrita por Kase. Aplicou-se o taping ao músculo levantador da escápula. O ombro era deprimido e o pescoc¸o, posicionado em flexão lateral e rotac¸ão para o lado oposto. Foi usada uma fita I de 15 a 20 cm de comprimento. A aplicac¸ão iniciava do ângulo supe- rior da escápula. A porc¸ão inicial da fita foi esticada ao máximo 4 a 5 cm e, em seguida, colada sobre a origem do músculo, que estava ao nível dos processos transversos da 1 a a 4 a vértebras torácicas sem estiramento5 (fig. 1). O grupo 2 (n = 30) foi tratado com o taping placebo cinco vezes, em intervalos de três dias, durante 15 dias. O taping placebo foi feito com uma fita I do mesmo material em partes ineficazes do músculo, sem tensão, com o pescoc¸o em posic¸ão neutra (fig. 2). Figura 2 – Técnica de taping placebo. Além disso, todos os pacientes foram submetidos a um programa de exercícios domiciliares que incluiu exercícios isométricos-isotônicos para o pescoc¸o e exercícios de alon- gamento para os extensores das costas todos os dias, durante duas semanas. Não foi permitido o uso de analgésicos ou Aine durante o processo de tratamento. Desfechos clínicos Os pacientes foram avaliados em relac¸ão à dor, ao limiar de dor à pressão, à ADM cervical e à incapacidade. Dor A dor foi avaliada com a escala visual analógica (EVA, 0-10 cm; 0 indica ausência de dor, 10 indica dor intensa). Limiar de dor à pressão O limiar de dor à pressão (LDP) no ponto gatilho foi medido com um algômetro (algômetro Commander, JTECH Medical, Utah). A medic¸ão foi feita três vezes e foi registrada a média do valor médio. Amplitude de movimento cervical A ADM ativa das articulac¸ões cervicais (flexão, extensão, fle- xão para a direita-esquerda e rotac¸ão) foi medida com um goniômetro com o paciente na posic¸ão sentada. Incapacidade A incapacidade foi medida com a Neck Pain Disability Scale (NPDS). A versão turca dessa escala foi considerada válida e confiável. O questionário é composto por 20 itens e mede os movimentos do pescoc¸o, a intensidade da dor, os efeito da dor cervical sobre fatores emocionais e a interferência nas ativi- dades de vida diária. Cada sec¸ão é pontuada em uma escala de classificac¸ão de 0 a 5 e a pontuac¸ão total varia de 0 a 100.10 Análise estatística As médias e desvios-padrão foram dados como estatísticas descritivas. Todos os dados de normalidade foram testados
  • 4. Como citar este artigo: Ay S, et al. Efetividade do kinesio taping na dor e incapacidade na síndrome dolorosa miofascial cervical. Rev Bras Reumatol. 2016. http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2015.12.004 ARTICLE IN PRESSRBR-278; No. of Pages 7 4 rev bras reumatol. 2016;xxx(xx):xxx–xxx SDM (n = 73) Analisados (n = 31) Perda no seguimento (n = 5) Discordância com o tratamento no caso de 4 pacientes, reação alérgica em 1 paciente Grupo 1 (n = 36) Kinesio taping Perda no seguimento (n = 7) Discordância com o tratamento no caso de 6 pacientes, reação alérgica em 1 paciente Grupo 2 (n= 37) Taping placebo Analisados (n = 30) Alocação Análise 2 semanas de seguimento Randomização Figura 3 – Diagrama que mostra a distribuic¸ão dos pacientes ao longo do ensaio clínico. com o teste de Kolmogorov-Smirnov. A análise perprotocolo foi usada para a comparac¸ão dos grupos de tratamento. Para determinar a diferenc¸a pré e pós-tratamento para todos os grupos, foi usado o teste não paramétrico de Wilcoxon. Para comparar as diferenc¸as entre dois grupos, foi usado o teste U de Mann-Whitney. Foi aceito um nível de significância de p < 0,05. Todas as análises foram feitas com o programa SPSS para o software Windows 18.0. Resultados Foram incluídos no estudo 36 pacientes do grupo 1 (27 mulheres e nove homens) e 37 do grupo 2 (30 mulhe- res e sete homens) com SDM. Após a randomizac¸ão, quatro pacientes do grupo 1 e seis do grupo 2 desistiram, pois não podiam participar regularmente do programa de seguimento do estudo. Em seguida, um paciente do grupo 1 e um do grupo 2 desistiram por causa da ocorrência de reac¸ão alérgica. Com- pletaram o estudo 61 pacientes e não foram observados efeitos colaterais (fig. 3). A tabela 1 mostra as propriedades demográficas e clínicas dos grupos 1 e 2. Não foram detectadas diferenc¸as estatis- ticamente significativas entre os grupos nos valores iniciais (p > 0,05), exceto no escore da NPDS (p < 0,05). Os resultados do hemograma completo, da velocidade de hemossedimentac¸ão, da proteína C-reativa e dos marcadores bioquímicos estavam dentro da normalidade para ambos os grupos. Tabela 1 – Características demográficas e clínicas dos pacientes Grupo 1 (n = 31) Grupo 2 (n = 30) p Idade (anos) 44,80 ± 17,19 44,10 ± 17,45 0,76 Sexo (feminino/masculino) 22/9 23/7 0,61 Durac¸ão da dor (meses) 14,48 ± 4,99 13,50 ± 2,76 0,97 EVA 5,00 ± 2,00 4,56 ± 2,17 0,38 LDP (N) 61,29 ± 8,92 61,73 ± 5,35 0,61 NPDS 49,77 ± 21,37 39,80 ± 12,51 0,05a EVA, escala visual analógica; LDP (N), limiar de dor à pressão, Newton; NPDS, Neck Pain Disability Scale. a p < 0,05. Depois de duas semanas de seguimento, houve melhoria estatisticamente significativa em ambos os grupos em relac¸ão à EVA, LDP, ADM e NPDS (p < 0,05) (tabela 2). Após o tratamento, foram observadas diferenc¸as estatis- ticamente significativas na EVA, LDP e valores de flexão- -extensão cervical (p < 0,05) entre os grupos. No entanto, não foram encontradas diferenc¸as na rotac¸ão cervical, flexão late- ral e NPDS (p > 0,05) (tabela 2). Discussão A síndrome dolorosa miofascial é o transtorno osteomuscu- lar mais comumente encontrado por médicos fisiatras. Não há um programa de tratamento padrão aceito para a SDM.
  • 5. Como citar este artigo: Ay S, et al. Efetividade do kinesio taping na dor e incapacidade na síndrome dolorosa miofascial cervical. Rev Bras Reumatol. 2016. http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2015.12.004 ARTICLE IN PRESSRBR-278; No. of Pages 7 rev bras reumatol. 2016;xxx(xx):xxx–xxx 5 Tabela 2 – Comparac¸ão dos parâmetros de avaliac¸ão em ambos os grupos e entre os grupos Variável (independente) EVA Grupo 1 (n = 31) (média ± DP) Grupo 2 (n = 30) (média ± DP) p Inicial 5,00 ± 2,00 4,56 ± 2,17 Pós-tratamento 2,35 ± 1,99 3,93 ± 1,96 0,004b p 0,000a 0,000a LDP Inicial 61,29 ± 8,92 61,73 ± 5,35 Pós-tratamento 78,09 ± 7,18 71,43 ± 10,25 0,003b p 0,000a 0,000a Flexão cervical Inicial 64,58 ± 7,66 59,86 ± 7,01 Pós-tratamento 71,90 ± 7,54 64,86 ± 6,79 0,001a p 0,000a 0,001a Extensão cervical Inicial 51,93 ± 12,83 44,83 ± 12,42 Pós-tratamento 55,96 ± 13,63 47,20 ± 14,21 0,015 p 0,007b 0,003b Flexão lateral direita Inicial 39,64 ± 13,77 33,83 ± 5,52 Pós-tratamento 42,61 ± 14,78 35,93 ± 5,80 0,357 p 0,001a 0,003b Flexão lateral esquerda Inicial 40,93 ± 14,4 33,83 ± 5,52 Pós-tratamento 43,90 ± 14,94 42,43 ± 17,97 0,390 p 0,000a 0,001a Rotac¸ão direita Inicial 60,58 ± 11,58 61,36 ± 12,31 Pós-tratamento 64,74 ± 11,04 63,60 ± 9,55 0,348 p 0,001a 0,006b Rotac¸ão esquerda Inicial 63,09 ± 12,43 67,53 ± 8,24 Pós-tratamento 66,83 ± 13,01 67,93 ± 7,97 0,907 p 0,001a 0,10 NPDS Inicial 49,77 ± 21,37 39,80 ± 12,51 Pós-tratamento 35,67 ± 20,27 36,10 ± 12,16 0,558 p 0,000a 0,000a EVA, escala visual analógica; LDP, limiar de dor à pressão; NPDS, Neck Pain Disability Scale; DP, desvio padrão. a p < 0,001. b p < 0,05. O ponto principal no tratamento da SDM é fornecer alívio da dor nos pontos gatilho, melhorar a incapacidade e aumentar o movimento cervical.1,2 O kinesio taping é uma técnica opcio- nal nova usada na SDM.3,4 Este estudo foi planejado como um ensaio clínico randomizado duplo-cego controlado por pla- cebo em que foi avaliada a eficácia do método KT e taping placebo sobre a dor, LDP, ADM das articulac¸ões cervicais e incapacidade no tratamento da SDM. Depois de duas semanas de tratamento, todos os parâmetros de avaliac¸ão mostraram melhoria estatisticamente significativa em ambos os grupos KT e taping placebo. Houve diferenc¸a estatisticamente signifi- cativa entre os grupos em relac¸ão à EVA, LDP e flexão-extensão cervical, mas não na rotac¸ão cervical, flexão lateral cervical e escore na NPDS. Embora haja uma grande quantidade de estudos na literatura sobre o efeito do taping em lesões do sistema mus- culoesquelético e esportivas, há uma quantidade limitada de ensaios clínicos randomizados e controlados na SDM.3,11,12 No entanto, não há ensaio clínico randomizado duplo-cego con- trolado por placebo que avalie a eficácia do KT na dor, LDP, ADM das articulac¸ões cervicais e incapacidade no tratamento da SDM. Um estudo de caso sugeriu que o KT pode ser bené- fico para o tratamento de um paciente com dor no ombro de origem miofascial. Eles observaram uma melhoria significa- tiva nos testes funcionais de amplitude de movimento ativa do ombro e não houve alterac¸ão na EVA.13 Em um ensaio clí- nico randomizado duplo-cego feito em 50 pacientes com SDM, a eficiência do KT foi comparada com a do agulhamento seco e foi observada diminuic¸ão significativa na dor, LDP e incapaci- dade. Os autores mostraram que o KT foi pelo menos tão eficaz quanto o agulhamento seco no tratamento da SDM.14 Her- nandez et al. compararam a eficácia do KT e da manipulac¸ão cervical e trust na dor cervical mecânica de 36 pacientes; eles observaram que o KT ou a manipulac¸ão cervical e trust levam
  • 6. Como citar este artigo: Ay S, et al. Efetividade do kinesio taping na dor e incapacidade na síndrome dolorosa miofascial cervical. Rev Bras Reumatol. 2016. http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2015.12.004 ARTICLE IN PRESSRBR-278; No. of Pages 7 6 rev bras reumatol. 2016;xxx(xx):xxx–xxx a uma reduc¸ão semelhante na gravidade da dor, incapaci- dade e aumento na ADM.15 Embora Gonzalez et al. tenham encontrado uma melhoria na dor e ADM de pacientes com lesões cervicais agudas com o KT, essas foram pequenas e não significativas clinicamente.8 No presente estudo, o grupo KT mostrou melhoria estatisticamente significativa na EVA, LDP, ADM e NPDS. Embora tenha sido observada melhoria estatisticamente significativa na dor, LDP e flexão-extensão cervical em comparac¸ão com o grupo placebo, não houve alterac¸ão na rotac¸ão e flexão lateral cervical nem nos escores da NPDS. Várias teorias têm sido propostas para explicar os meca- nismos do KT, incluindo melhorar a propriocepc¸ão, melhorar mecanorreceptores cutâneos, melhorar a circulac¸ão sanguí- nea e linfática, reduzir a intensidade da dor, realinhar as articulac¸ões, auxiliar no alinhamento postural e relaxar os músculos acionados em excesso.4,7,11 Como resultado do KT, observou-se que a dor, o LDP, a ADM e as medidas de incapacidade mostraram melhoria estatisticamente signifi- cativa no grupo KT. A estimulac¸ão do mecanismo de teoria das comportas resultou na diminuic¸ão da dor por meio do aumento no feedback aferente encontrado na pele. Outra teo- ria sugere que a melhoria na ADM e na dor é decorrente de um aumento no mecanismo de feedback proprioceptivo e facilitac¸ão muscular.4,7,8,11 O estudo de Thelen et al. encontrou que o KT melhora a amplitude de movimento livre de dor do ombro, mas sem efeito sobre a dor ou func¸ão. Também observou que o KT e a manipulac¸ão e trust cervical reduzem a incapacidade.16 Uma série de ensaios clínicos publicados sugere que o KT pode ser benéfico no tratamento da síndrome dolorosa patelo-femoral, síndrome do impacto do ombro, espasticidade de membro inferior e reabilitac¸ão postural na doenc¸a de Parkinson.6,7,17,18 Algumas revisões sistemáticas avaliaram o efeito do KT em condic¸ões musculoesqueléticas e diferentes transtornos clí- nicos. Esses ensaios clínicos randomizados compararam o KT com o taping placebo ou outras intervenc¸ões. Os resultados das revisões sugerem que o KT não induziu a benefício sig- nificativo ou que o seu efeito foi pequeno demais para ser relevante na prática clínica. No entanto, esses ensaios clíni- cos eram de qualidade baixa a moderada, estudaram amostras pequenas e tinham períodos de seguimento muito curtos.4,7,8 A diferenc¸a mais importante do presente estudo foi ter uma amostra maior e ter uma metodologia de ensaio clínico ran- domizado duplo-cego controlado por placebo. A restric¸ão da ADM cervical ocorreu principalmente em razão do espasmo muscular na SDM. Estudos mostraram melhoria nos valores de ADM após o KT.8,15 No presente estudo, obteve-se um aumento significativo em duas sema- nas na ADM cervical de ambos os grupos. Embora tenha sido observada melhoria estatisticamente significativa na flexão- -extensão cervical em comparac¸ão com o grupo placebo, não houve alterac¸ão na rotac¸ão e flexão lateral cervical. O aumento na ADM cervical pode ser decorrente da reduc¸ão nos espasmos musculares cervicais dos pacientes ou do pro- grama de exercícios aplicado aos pacientes. No presente estudo, todos os pacientes foram submetidos a um pro- grama de exercícios domiciliares e foi observada melhoria na ADM cervical de ambos os grupos. A limitac¸ão do presente estudo foi não ter um grupo que fez apenas exercícios, que poderia ser comparado aos grupos KT e taping placebo. Além disso, investigaram-se apenas os resultados em curto prazo do KT. Em conclusão, o KT é um método não invasivo e indolor que tem poucos efeitos colaterais e é bem tolerado, tem sido usado na SDM. Este estudo mostra que o KT resulta em melho- ria na dor, LDP e ADM, mas não na incapacidade em curto prazo. Portanto, o KT pode ser usado como um método de terapia opcional para o tratamento de pacientes com SDM. Contudo, são necessárias mais pesquisas para determinar os efeitos clínicos e em longo prazo da técnica kinesio taping. Conflitos de interesse Os autores declaram não haver conflitos de interesse. r e f e r ê n c i a s 1. Giamberardino MA, Affaitati G, Fabrizio A, Costantini R. 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  • 7. Como citar este artigo: Ay S, et al. Efetividade do kinesio taping na dor e incapacidade na síndrome dolorosa miofascial cervical. Rev Bras Reumatol. 2016. http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2015.12.004 ARTICLE IN PRESSRBR-278; No. of Pages 7 rev bras reumatol. 2016;xxx(xx):xxx–xxx 7 14. Westhuizen VD, Hendrik J. The relative effectiveness of Kinesiotape versus dry needling in patients with myofascial pain syndrome of trapezius muscle. http://hdl.handle.net/10321/732, 2012. 15. Hernandez MS, Sanchez AMC, Morales MA, Cleland JA, Palomo IL, Penas CF. Short term effects of kinesio taping versus cervical thrust manipulation in patients with mechanical neck pain: a randomized clinical trial. J Orthop Sports Phys Ther. 2012;42:724–30. 16. Thelen MD, Dauber JA, Stoneman PD. The clinical efficacy of kinesio tape for shoulder pain: a randomized double blinded, clinical trial. J Orthop Sports Phys Ther. 2008;38: 389–95. 17. Freedman SR, Brody LT, Rosenthal M, Wise JC. Short term effects of patellar kinesio taping on pain and hop function in patients with patellofemoral pain syndrome. Sports Health. 2014;6:294. 18. Capecci M, Serpicelli C, Fiorentini L, Censi G, Ferretti M, Orni C. Postural rehabilitation and kinesio taping for axial postural disorders in Parkinson’s disease. Arch Phys Med Rehabil. 2014;95:1067–75.