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Desreguladores endócrinos são moléculas exógenas ambientais que podem afetar a síntese, secreção, transporte, metabolismo, ligação, ação e catabolismo de hormônios naturais do organismo, podendo exercer seu efeito mesmo quando em mínimas quantidades. O glifosato é um herbicida utilizado no combate às plantas daninhas prejudiciais a diversas culturas, bastante efetivo, não seletivo e pós-emergente que inibe o crescimento da planta através da interferência com a produção de aminoácidos aromáticos essenciais pela inibição da fotossíntese. E�����������������õ�����m baixas concentrações não tóxicas ele causa efeito de desregulação sobre a enzima aromatase em células de placenta humana in vitro, reduzindo a atividade da enzima aromatase e reduzindo a expressão da proteína StAR (proteína de regulação rápida da esteroidogênese). ��􀁆� � � � 􀁐� � � 􀁯􀁭� � � � � 􀁏� � � � � � 􀁘� � � � � � ��􀁘􀁙� � � A contaminaçã çã o do solo e da água tanto fluv fluv fluv ial como subterrânea, pelo intenso uso do glifosato, pode levar a distúrbios reprodutivos, além da possibilidade da persistência de resíduos destas substâncias no sangue, na carne, no leite, na urina e nas fezes dos animais levando à recontaminação do solo e podendo chegar ao consumo humano. O objetivo desta revisão é apresentar informações atuais sobre a toxicologia do glifosato e a sua importância sobre a saúde humana, suscitando o debate nessa área, uma vez que a legislação brasileira ainda não contempla o controle desse tipo de efeito tóxico.
Palavras-chave: desregulador endócrino químico; glifosato; Roundup.

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Glifosato como desregulador endócrino

  1. 1. Glifosato como desregulador endócrino químicoGlyphosate as endocrine chemical disruptorRenata Marino RomanoMarco Aurélio RomanoCláudio Alvarenga de OliveiraResumoDesreguladores endócrinos são moléculas exógenas ambientais quepodem afetar a síntese, secreção, transporte, metabolismo, ligação, açãoe catabolismo de hormônios naturais do organismo, podendo exercer seuefeito mesmo quando em mínimas quantidades. O glifosato é um herbicidautilizado no combate às plantas daninhas prejudiciais a diversas culturas,bastante efetivo, não seletivo e pós-emergente que inibe o crescimento daplanta através da interferência com a produção de aminoácidos aromáticosessenciais pela inibição da fotossíntese. E���������������������������m baixas concentrações nãotóxicas ele causa efeito de desregulação sobre a enzima aromatase emcélulas de placenta humana in vitro, reduzindo a atividade da enzimaaromatase e reduzindo a expressão da proteína StAR (proteína de regulaçãorápida da esteroidogênese).��������������������������������������� ��������Acontaminação do solo e da água tanto fluvialcomo subterrânea, pelo intenso uso do glifosato, pode levar a distúrbiosreprodutivos, além da possibilidade da persistência de resíduos destassubstâncias no sangue, na carne, no leite, na urina e nas fezes dos animaislevando à recontaminação do solo e podendo chegar ao consumo humano.Oobjetivodestarevisãoéapresentarinformaçõesatuaissobreatoxicologiado glifosato e a sua importância sobre a saúde humana, suscitando o debatenessa área, uma vez que a legislação brasileira ainda não contempla ocontrole desse tipo de efeito tóxico.Palavras-chave: desregulador endócrino químico; glifosato;Roundup. M.Sc.; Médica Veterinária; Doutoranda em Ciências (Fisiologia Humana) no Instituto de CiênciasBiomédicas da Universidade de São Paulo – ICB/USP; E-mail: reromano@usp.br Dr.; Médico Veterinário; Professor do Departamento de Farmácia na Universidade Estadual doCentro-Oeste – UNICENTRO; E-mail: mromano@unicentro.br PhD; Livre-Docência pela FMVZ-USP; Médico Veterinário; Professor do Departamento deReproduçãoAnimal na Universidade de São Paulo – USP; Bolsista de Produtividade em Pesquisado CNPq; E-mail: cadolive@pg.cnpq.brAmbiência Guarapuava, PR v.5 n.2 p.359 - 372 Maio/Ago. 2009 ISSN 1808 - 0251Recebido para publicação em 27/08/2007 e aceito em 03/06/2009
  2. 2. Ambiência - Revista do Setor de Ciências Agrárias e Ambientais V. 5 N. 2 Maio/Ago. 2009360AbstractEndocrine disruptors (EDs) are exogenous molecular factors that mayaffect the synthesis, secretion, transport, metabolism, binding, action, andcatabolism of the body’s natural hormones. They are able to produce theireffect even when they are present in minimum quantities. Glyphosate is anherbicide used to combat weeds that are harmful to different plants. It isvery effective, non-selective and post-emergent, inhibiting the plant growthby interfering with the production of essential aromatic amino acids for theinhibition of photosynthesis.At low and non-toxic concentrations it causesdisruption effects upon the aromatase enzyme in human placenta cells invitro, reducing the activity of this enzyme and reducing the expression ofthe StAR protein (steroid acute regulatory protein). The contaminationof soil and of both surface and underground water due to the intense useof glyphosate may lead to reproductive disorders and also the possibilityof the persistence of residues of these substances in blood, meat, milk,urine and animal excrements, leading to the recontamination of the soiland possibly reaching products consumed by humans. The purpose ofthis review has been to provide current information on the toxicology ofglyphosate (formulation Roundup) and its importance for human health,raising the debate in this field, since the Brazilian legislation does notaddress the control of such toxic effects yet.Key words: endocrine chemical disrupter; glyphosate; Roundup.IntroduçãoDurante os últimos cinquenta anos,asindústriasquímicasligadasàagriculturae pecuária produziram inúmeros produtosquímicos para utilização no meioambiente, entre os quais podem serencontradas substâncias que mimetizamhormônios ou possuem atividade dedesregulação endócrina, especialmentecom propriedades estrogênicas ou dehormônios tireoideanos (SOLOMON eSCHETTLER, 2000; SCOTT, 2005).Estas substâncias, denominadasdesreguladores endócrinos químicos,incluem diversos produtos de uso comumnaagriculturacomoalquilfenóis,glifosato,ácido diclorofenoxiacético (2,4D),praguicidas organoclorados, metolacloro,acetocloro,alacloro,clorpirifós,metoxicloroe piretróides sintéticos (KRIMSKI, 2000;CURWIN et al., 2005).Desregulação endócrina, noentanto, não é um fenômeno recente.Em 1930, estudos envolvendo animais delaboratório demonstraram propriedadesestrogênicas de um grande número deprodutos químicos industriais, dentre eleso DDT (diclorodifeniltricloroetano), umpraguicida que causou feminilização emgalos(SOLOMONeSCHETTLER,2000).As alterações endócrinas podemser decorrentes de antagonismos esinergismosbioquímicosouemreceptoresespecíficos para os hormônios esteróides.No geral, relacionam-se com o aumento
  3. 3. 361do clearance metabólico da testosterona,decréscimo na síntese de testosterona,ação anti-androgênica de algunspraguicidas como o DDE (metabólitodo DDT) e aumento da secreção dosestrógenos pela ação de substânciascomo o DDT, dieldrin, metoxicloro etoxafeno (LE BLANC et al., 1997).No entanto, seu potencial riscodesregulador não está somente no contatodireto com os componentes, mas nainteração destes com outras substânciasou com produtos nitrogenados contidosnos fertilizantes encontrados no solo e naágua do subsolo (PORTER et al., 1999;SCOTT, 2005).Seus efeitos podem ser agudos oucrônicos, na dependência do tempo deexposição, concentração no ambiente,modo de contato com o produto e tipode degradação, interferindo no padrãohormonaldosreprodutoresepromovendoqueda na fertilidade e até infertilidade(AKINGBEMI et al., 2004).Baseada nestas informações e nofato do crescente uso de fitossanitáriosno Brasil, esta revisão aborda aspectosquímicos e toxicológicos do herbicidaglifosato, por ser amplamente utilizadona agricultura e na jardinagem; e tambémconceitos de endocrinologia reprodutivae morfologia testicular, objetivando,principalmente, a promoção da discussãodos efeitos tóxicos sobre o sistemaendócrino, pois é fundamental quenovos critérios de avaliação toxicológicasejam implementados no controle dessesprodutos pelos órgãos competentes.GlifosatoO glifosato [nome comum;nome químico: N-fosfonometilglicina(C3H8NO5P)] é um herbicida utilizado nocombate às plantas daninhas prejudiciaisa diversas culturas, bastante efetivo, nãoseletivoepós-emergente(CERDEIRAetal.,2007),representandocercade30%dototaldeherbicidasutilizadosnalavoura(INOUEet al., 2003). Nas culturas tradicionais, suaaplicação é realizada antes do plantio ouapós o plantio com uso de equipamentosadequados para evitar o contato com aplanta cultivada. O desenvolvimentode sementes de espécies comerciaisresistentes ao glifosato (transgênicas)proporciona segurança na aplicação doproduto em qualquer fase do crescimentoda planta (CERDEIRA et al., 2007).Seu uso ainda contempla o controlede plantas daninhas aquáticas, ondeseu efeito sobre a biodiversidade aindaé discutível (SANCHES et al., 2003;BRAUSCH e SMITH, 2007). O estudocomparativo de diferentes formulaçõesà base de glifosato em sedimentosaquáticos demonstra toxicidade relativaà formulação, sendo que os organismosestudados,CeriodaphniadubiaeHyalellaazteca, mostram-se bastante sensíveis aesse herbicida (TSUI e CHU, 2004).O glifosato inibe o crescimentoda planta através da interferência coma produção de aminoácidos aromáticosessenciais pela inibição da enzimaenolpiruvilshikimatofosfatosintase(EPSPS), a qual é responsável pelabiossíntesedechorismato,umintermediáriona biossíntese da fenilalanina, tirosinae triptofano (Figura 1). Esta via para abiossíntese de aminoácidos aromáticosnão é expressa por nenhum membro doreinoanimal,tornandoessemecanismodeação exclusiva às plantas (WILLIAMS etal., 2000; CERDEIRA et al., 2007).ROMANO, R.M.; ROMANO, M.A.; OLIVEIRA, C.A. de
  4. 4. Ambiência - Revista do Setor de Ciências Agrárias e Ambientais V. 5 N. 2 Maio/Ago. 2009362Figura 1. Via metabólica para a síntese de aminoácidos aromáticos essenciaisnas plantas. O glifosato atua por inibição competitiva da enzimaenolpiruvilshikimatofosfatosintase (EPSPS) e, consequente, inibição dasíntese dos aminoácidos triptofano, fenilalanina e tirosinaFonte: WILLIAMS et al., 2000As sementes transgênicasapresentam a expressão do geneCP4EPSPS da Agrobacterium sp,que inibe o efeito da enzima naturalda semente, transpondo o efeito doherbicida e produzindo as sementesresistentes ao glifosato. As variedadesde soja resistentes ao glifosato sãodenominadas GRS, glyphosate resistentssoybeans (CERDEIRA e DUKE, 2006;CERDEIRA et al., 2007).O glifosato é degradado pelosmicroorganismos presentes no solo commeia-vida frente à biodegradação deaproximadamente 28 dias, chegando a90% em noventa dias. A persistênciado produto no solo é de trinta a noventadias (RODRIGUES e ALMEIDA,
  5. 5. 3631998). Quando em contato com o solo,é rapidamente adsorvido pelos mineraisformando quelatos de ligação forte, sendoentão degradado pelos microorganismospresentes (HANEY et al., 2002; TONI etal., 2006). É uma substância não volátil,sofrendopoucafotóliseesuabiodegradaçãonão é influenciada pelo baixo pH do solo,condição frequente em solos brasileiros(ABREU-JR et al., 2003; TONI et al.,2006). As reações de biotransformaçãoe biodegradação do glifosato no meioambienteestãoesquematizadasnafigura2.O estudo da presença de glifosatoe ácido aminofosfônico (AMPA) emáguas superficiais no Rio Grande doFigura 2. Via simplificada de degradação do glifosato no solo. Existem diferençasentre solos previamente em contato com o produto e solos onde a aplicaçãoé realizada pela primeira vezFonte: WILLIAMS et al., 2000ROMANO, R.M.; ROMANO, M.A.; OLIVEIRA, C.A. de
  6. 6. Ambiência - Revista do Setor de Ciências Agrárias e Ambientais V. 5 N. 2 Maio/Ago. 2009364Sul, em áreas de cultivo intenso dearroz, evidenciou a ocorrência em baixasconcentrações, desses produtos, masestando em conformidade com os níveismáximos estabelecidos pela legislaçãobrasileiraeamericana(SILVAetal.,2003).Entretanto, a detecção de resíduosde praguicidas em residências deagricultores (CURWIN et al., 2005)e a presença desses resíduos e seusmetabólitos em urina das famíliasresidentes em área agrícola (CURWINet al., 2006) demonstra que há riscode exposição ambiental, o que tornaimportante o conhecimento dos efeitostóxicos em baixas doses por períodosprolongados (CURWIN et al., 2005;CURWIN et al., 2006). Além disso, apresença de alguns tipos de resíduos emalimentos também tem sido identificada(COX e SURGAN, 2006).Formulaçõescomerciaisdeglifosato:ingredientes ativos e inertesO registro de praguicidas define acomposição do produto em ingredientesativos e inertes. Os ingredientes ativossão os responsáveis pela ação principaldo praguicida, matando, repelindo ouprevenindo a manifestação de pragas. Osingredientes inertes são formados pelosadjuvantes, podendo ter efeito próprio,com ação química, sendo inclusivepotencialmente tóxico para o ser humano(COX e SURGAN, 2006).Existem diferenças na eficáciadas formulações de glifosato de acordocom o tipo de ingrediente inerte que éadicionado(HAEFSetal., 2002;BELLESet al., 2006). Nos ensaios toxicológicosé observada maior toxicidade nasformulações comerciais de glifosato doque quando se utiliza somente o sal den-fosfonometilglicina, indicando quea toxicidade dos ingredientes inertes émaior que a do ingrediente ativo, e que asua presença produz maior efeito tóxico(SURGAN,2005;COXeSURGAN,2006).Isso ainda pode ser confirmadoem cultivos de células testiculares decamundongos (Mus musculus) (WALSHet al., 2000), em mitocôndrias dehepatócitos de ratos (Rattus norvergicus)(PEIXOTO, 2005), em cultivo de célulasplacentárias humanas (RICHARD et al.,2005; BENACHOUR et al., 2007), emcultivo de células embrionárias humanas(BENACHOURetal.,2007)eemembriõesinvertebrados (MARC et al., 2002).Estudos toxicológicos in vitro e invivoVários estudos foram conduzidospara demonstrar a segurança e aslimitações da utilização do glifosato, esua marca comercial mais conhecida, oRoundup®.Ensaios,avaliandoseusefeitostóxicos sobre animais de laboratório,incluindo camundongos, ratos, coelhos,cães, macaco e galos; e outros in vitroem culturas celulares distintas vêmsendo realizados a partir da década de70 (WILLIAMS et al., 2000).A excreção do glifosato ocorrepor via fecal, sendo observada nas fezesa presença de 62 a 69% da dose oraladministrada, e por via renal, sendoencontrada cerca de 36% da dose oralna urina. A meia-vida da eliminaçãopelas fezes e urina é calculada emdois dias. A eliminação do produto épredominantemente na forma química
  7. 7. 365como foi ingerido, havendo pequenatransformação em AMPA. Tambémnão é evidenciada a formação demetabólitos tóxicos (BREWSTER etal., 1991; WILLIAMS et al., 2000).Em ampla revisão realizada porWilliams (2000), os autores citam quenão há evidências que doses orais de 0a 30mg/kg e de 0 a 30.000 ppm levem aalterações significativas na capacidade deratos se reproduzirem. Porém, observa-sea redução nas concentrações espermáticasno epidídimo em cerca de 20% emanimais expostos a doses orais de 25.000ppm e 50.000 ppm. �������������������Fêmeas que recebema dose de 50.000 ppm apresentamelevação no comprimento do ciclo estralde 4,9 para 5,4 dias.Apesar disso, observa-se quealgumas agricultoras que utilizamglifosato têm problemas para engravidar,mas o seu mecanismo de ação emmamíferos ainda é questionado. Richardetal.(2005)demonstraramqueoglifosatoem baixas concentrações não tóxicascausa efeito de desregulação sobre aenzima aromatase em células de placentahumana in vitro. A partir do momentoque o glifosato penetra na célula, e isso éfacilitado nas formulações de Roundup®com adjuvantes, ele reduz a atividadeda enzima aromatase, responsável pelasíntese de estrógenos.A diminuição da atividade daaromatase também foi observadaem cultivos de células embrionáriashumanas, sendo estas mais sensíveis queas células placentárias. A desregulaçãoda aromatase foi mais intensa napresença de Roundup®, mas também foiobservada na utilização de glifosato semadjuvantes. Efeitos citotóxicos tambémforam observados, sendo maiorescom o maior período de exposição aoproduto, mostrando efeito tempo e dosedependentes(BENACHOURetal.,2007).A exposição de patos (Anasplatyrhynchos) ao Roundup®causadiminuição significativa na produção detestosterona,afetandoemaproximadamente90% a sua concentração plasmática emdoses de 5 ou 100 mg/kg. Também háredução na concentração plasmática deestradiol nos animais expostos à dose de5 mg/kg (OLIVEIRA et al., 2007).Alterações no desenvolvimento dapuberdade em ratos (Rattus norvergicus)evidenciado pelo atraso à separaçãobalanoprepucial e alterações no pesoponderal são observadas em exposiçãoprolongada ao Roundup®em doses de 5,50 e 250 mg/kg (ROMANO et al., 2008).Sistemaendócrinoreprodutivoesuasusceptibilidade aos desreguladoresendócrinosA puberdade é a fase dodesenvolvimento onde ocorremprofundas alterações hormonais,físicas, comportamentais e psicológicasque tornam o indivíduo capaz de sereproduzir, pela produção de gametasviáveis transferidos através de umsistema reprodutivo maduro. Oinício da puberdade, nos mamíferos,depende de uma sequência completa eordenada de alterações maturacionaisque são iniciadas no cérebro, no eixohipotalâmico-hipofisário-gonadal.Esse eixo compreende a estimulação àprodução e liberação das gonadotrofinashipofisárias LH (hormônio luteinizante)e FSH (hormônio folículo estimulante)ROMANO, R.M.; ROMANO, M.A.; OLIVEIRA, C.A. de
  8. 8. Ambiência - Revista do Setor de Ciências Agrárias e Ambientais V. 5 N. 2 Maio/Ago. 2009366pela secreção hipotalâmica de GnRH(hormônio liberador de gonadotrofinas).O LH e o FSH atuam sobre as gônadasmasculinas e femininas estimulandoa produção de hormônios sexuais(testosterona, estradiol e progesterona)e de gametas (espermatozóides e óvulos)(OJEDA e BILGER, 2000).Os andrógenos são os esteróidescom dezenove moléculas de carbono,sendo a testosterona o andrógeno maisimportante secretado pelos testículos(HALL, 1994). A síntese dos hormôniosesteróides utiliza como precursor ocolesterol. Dentro da célula, este formadepósitos no citoplasma na forma deésteres, que serão utilizados à medidaque a esteroidogênese se intensifica(EPAND, 2006). O transporte intracelularde colesterol à membrana mitocondrialé feito pelas proteínas de regulaçãorápida da esteroidogênese (proteínasStAR) (STOCCO e CLARK, 1996;EPAND,2006).Aprimeiratransformaçãobioquímica sofrida pelo colesterol é suaconversão a pregnenolona, pelas enzimascitocromo P450scc, que tornam essassubstâncias mais solúveis em água,em resposta à hidroxilação (HALL,1994). Em seguida, a pregnenolona étransferida ao retículo endoplasmáticopara ser convertida em progesterona. Estaretorna à mitocôndria para transformaçãoem androstenediona. Finalmente, aconversão de androstenediona emtestosterona é realizada por enzimas noretículo endoplasmático. Essa reação élivremente reversível e a enzima 17βhidroxiesteróidedesidrogenase (17βHSD)possui dois sítios ativos, sugerindo quea atividade enzimática é influenciadapelas concentrações disponíveis tanto deandrostenediona quanto de testosterona eainda pela taxa de remoção de produtosda reação (HALL, 1994).As células testiculares tambémproduzem pequenas quantidades deestrógenos. Nos humanos apenas 10%do estradiol circulante é provenientedos testículos, sendo o tecido adiposoo principal produtor, enquanto que nosratos a maioria do estradiol é provenienteda síntese testicular (AKINGBEMI,2005). Os estrógenos são produzidos apartir da conversão de androstenedionaou de testosterona, e é caracterizadapela perda de uma molécula de carbono.Esta conversão é realizada pela enzimaaromatase. Os esteróides de maiorocorrência com atividade estrogênicasão o estradiol, o estriol e a estrona(NORMAN e LITWACK, 1997).A atual preocupação coma exposição masculina a agentesestrogênicos ambientais tem levado apesquisas na relação da sensibilidadea ação desses estrógenos. A secreçãohormonal de gonadotrofinas (FSH eLH) é regulada no hipotálamo e hipófisepela síntese de esteróides gonadais. Alocalização dos receptores de FSH estárestrita às células de Sertoli, enquantoos receptores de LH se expressam nascélulas de Leydig (AKINGBEMI, 2005).Apesar dessa distribuição definidados receptores gonadotróficos, aexpressão de receptores de estrógenos émais diversificada. São encontrados emnúcleos hipotalâmicos e gonadotrofoshipofisários, indicando que os estrógenospodem atuar diretamente sobre o eixohipotalâmico e influenciar na liberaçãodas gonadotrofinas. Os receptores deestrógenos também são encontrados em
  9. 9. 367células de Leydig, em células mióidesperitubulares e em células germinativas(SHUGHRUE et al., 1998).A expressão da enzima aromataseé identificada em vários tipos celularesdo testículo adulto, incluindo célulasde Leydig, de Sertoli, espermatócitos,espermátides e espermatozóides. Notestículo fetal é encontrada, somente nascélulas de Leydig e de Sertoli (FISHER etal., 1998; LEVALLET et al., 1998).Estudos com animais knockout paraos receptores de estrógenos (ERKOα)demonstram que os níveis de LH etestosterona estão elevados (EDDYet al., 1996). A deleção gênica dosreceptores de estrógenos ERKOα nãoocasiona alterações nos níveis de LHe testosterona (OGAWA et al., 1999).A não expressão da enzima aromatase(animais ARKO) implica em níveiselevados de FSH, LH e testosterona eausência de 17βestradiol (FISHER etal., 1998; ROBERTSON et al., 1999).O mecanismo de desregulação doglifosato estudado por Walsh (2000) emcultivo celular de Leydig da linhagemtumoralMA-10,quantificouaexpressãodaproteína StAR e da enzima aromatase noscultivos celulares submetidos a diferentesconcentraçõesdeRoundup®.Háareduçãode 90% dos níveis da proteína StAR,implicando que, de cada cem moléculasde colesterol disponíveis para o transporteao interior da membrana mitocondrial,apenasdezatingiramosistemaenzimáticoP450scc. Em seguida, a conversão decolesterol em pregnenolona foi reduzidaem 71% pela inibição da atividade deP450scc. Ao final das transformaçõesbioquímicas observou-se a redução de94% na esteroidogênese total.Morfologia testicular e suasusceptibilidade ao desreguladoresendócrinosOs testículos são compostos em seuparênquima por túbulos seminíferos, quesão envoltos por uma cápsula compostapor três camadas.As paredes dos túbulosseminíferos são formadas por célulasgerminativas e de Sertoli, onde serealiza a espermatogênese.As células deSertoli envolvem as células germinativasdesde a periferia até o lúmen do túbulo,formando a barreira hemato-testicular.O tecido intersticial que ocupa cerca de5% do volume testicular total contém ascélulas de Leydig, que são responsáveispela produção testicular de andrógenos(NORMAN e LITWICK, 1997).A privação estrogênica emcamundongos ARKO causa váriosproblemas na morfologia e arquiteturados túbulos seminíferos. Nesses animaishá diminuição na espermatogênese,enquanto nenhuma alteração na secreçãode gonadotrofinas ou andrógenos éobservada. Inicialmente, observam-se problemas nos estágios iniciaisde espermiogênese, pelo aumento deapoptosecelulareaparecimentodecélulasmultinucleadas, e redução significativanas espermátides alongadas. As célulasde Sertoli e as células germinativasprimordiais não são alteradas. Emcontraste, houve hiperplasia e hipertrofiadas células de Leydig, provavelmente porocorrerem maiores níveis circulantes deLH (ROBERTSON et al., 1999).A desregulação dos receptores deestrógenos em camundongos ERKOαtambém causa distúrbios morfológicosnos testículos. Os animais homozigotosROMANO, R.M.; ROMANO, M.A.; OLIVEIRA, C.A. de
  10. 10. Ambiência - Revista do Setor de Ciências Agrárias e Ambientais V. 5 N. 2 Maio/Ago. 2009368apresentaram quantidades muito menoresde espermatozóides epididimais que osselvagenseosheterozigotos,alémdesereminférteis(apesardaaparênciamacroscópicanormal dos órgãos reprodutivos).A observação histológica dos túbulosseminíferos revela a presença de lúmendilatadoeepitélioseminíferodesorganizadocom poucas células espermatogênicasou ausência de lúmen e presença decélulas de Sertoli (EDDY et al., 1996).Apesar de a presença de estrógenonostestículosserimportante,váriosestudoscomsubstânciadeaçãoestrogênicatambémevidenciam problemas na morfologiatesticularenaespermatogênese.Aexposiçãoneonatal ao dietilestilbestrol (DES), aooctilfenol ou ao bisfenol-A causa retardona espermatogênese puberal (dezoito diasidade), diminuição no peso testicular,formação de lúmen, aumento no volumenuclear do espermatócito e elevação naapoptosedecélulasgerminativas(GOYALet al., 2003; ATANASSOVA et al., 2005).A inibição da produção detestosterona observada in vivo porOliveira (2007) e Romano (2007)resulta no comprometimento daespermatocitogênese, com reduçãosignificativa das camadas do epitéliogerminativo dos túbulos seminíferos, semalterações macroscópicas evidentes.Considerações finaisO glifosato é um herbicida muitocomumente utilizado, facilmenteadquirido, sendo classificado pelaANVISA como de toxicidade III ouproduto medianamente tóxico (BRASIL,2002). Entretanto, a sua toxicidade sobreo sistema reprodutivo é evidente, emdiversas espécies animais, e em dosesconsideradas pequenas.O sistema endócrino reprodutivoé composto pelo eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal o qual é reguladofinamente pela produção e liberação dehormônios em pequenas quantidades.Produtos químicos, como o caso doglifosato formulado, são capazes deinterferir nesse eixo podendo causargrandes problemas reprodutivos emexposições prolongadas, sem que hajaoutros prejuízos ao funcionamento geraldo organismo.Por essa razão, é necessário quese estabeleçam critérios de segurançados produtos químicos considerando-se, também, seu potencial comodesregulador endócrino, e não apenassua toxicidade aguda e crônica sobrea fertilidade de maneira genérica, semuma análise mais profunda da fisiologiareprodutiva.ReferênciasAbreu-Jr, C. H.; Muraoka, T.; Lavorante,A. F. Relationship between acidity andchemicals properties of Brazilian soils. Science Agricultural, v. 60, p. 337-343, 2003.Akingbemi, B. T.; Ge, R.; Klinefelter, G. R.; Zirkin, B. R.; Hardy M.P. Phthalate-Induced Leydig cell Hyperplasia is Associated With Multiple EndocrineDisturbances. PNAS – Proceedings of the National Academy of Sciences of the United Statesof America, v. 101, n. 3, p. 775-780, 2004.
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