SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 19
Leitura do Texto
Canto IV
Despedidas em Belém – Estofes 84 – 93
O Velho do Restelo – Estrofes 94 – 104
Estrofe 84:
o Localização da acção é no porto da ínclita Ulisseia (Belém, Lisboa)
o Preparação das naus
o Caracterização dos marinheiros
Estrofe 85:
o Descreve os vestuários dos navegadores
o Descrição das naus
o Naus prometem levar os marinheiros à imortalidade
Estrofe 86:
o Preparação espiritual dos marinheiros (oração e pedido de auxílio)
o Estão a preparar a alma para a morte
Estrofe 87:
o Os navegadores saem da igreja de Nossa Sra. de Belém, com muita
ansiedade.
Estrofe 88:
o Descrição da multidão no dia da partida, entre eles havia os parentes, os
amigos, e todos já estão tristes e com saudade.
o Vinham os navegadores com os religiosos, a rezarem.
Estrofe 89:
o O povo não acreditava no sucesso desta viagem, já que pensavam que
nunca mais, os iam ver. (Estavam “perdidos”)
o Homens, mães, esposas, e irmãs estavam tristes de “de já nos não
tornar a ver tão cedo”
Estrofe 90:
o Uma mãe, triste, amargurada tenta persuadir o filho a ficar, e não partir
na viagem. (chantagem psicológica)
Estrofe 91:
o Uma esposa, está muito triste ao ver que o seu esposo vai partir por
mares tão perigosos. A vida do esposo não é só dele, ele tem uma
responsabilidade pela vida dos dois.
o Ela está mais zangada que triste porque vai ficar desamparada e sozinha
enquanto o esposo vai navegar.
Estrofe 92:
o Está toda a gente a chorar e muito triste.
o Passa para um plano mais geral e hiperboliza-se as emoções – os
montes se emocionam.
Estrofe 93:
o Os navegadores estavam com a vista baixa porque não queriam olhar e
enfrentar a multidão a chorar para não ficarem ainda mais tristes
e, quem sabe, desistirem da viagem.
Estrofe figura de Estilo Exemplo
84 Perífrase “Porque a gente marítima e a de Marte”
86 Perífrase “ Que sempre as nautas ante os olhos anda/ Pera o sumo Poder, que a etérea Corte”
“Depois de aparelhados, desta sorte / aparelhámos a alma pera a morte”
85 Personificação e
Comparação
“Elas prometem, vendo os mares largos / De ser no Olimpo estrelas como a de Argos”
87 Perífrase “Partimo-nos assi do santo templo / Que nas praias do mar está assentado” (Igreja)
“Que o nome tem da terra, pera exemplo / Donde Deus foi em carne ao mundo dado.”
87 Anáfora “ Que nas praias do mar está assentado,/ Que o nome tem da terra, pêra exemplo,”
87 Apóstrofe “ Certifico-me, ó Rei, que, se contemplo”
89 Enumeração “Mães, Esposas, Irmãs, que o temeroso”
90 Apóstrofe “ Qual vai dizendo: - “ó Filho, a quem eu tinha”
90 Dupla Adjectivação “ Que em choro acabará, penoso e amaro”
90 Anáfora “ Porque me deixas, mísera e mesquinha?/ Porque de mim te vás, ó filho caro”
91 Apóstrofe/ Dupla
Adjectivação
“ Qual em cabelo:” “ó doce e amado esposo”
91 Aliteração e Pergunta
Retórica
“Quereis que com as velas leve o vento?”
92 Personificação “A branca areia as lágrimas banhavam,/ Que em multidão co elas se igualavam.”
93 Sinédoque “A Mãe, nem a Esposa” Nomes singulares, a representarem o plural, porque estão a
representar a todas.
Leitura do Texto
Canto IV
Despedidas em Belém – Estofes 84 – 93
O Velho do Restelo – Estrofes 94 – 104
Estrofe 94:
o Descrição do Velho e onde ele se situa (Restelo, entre a
multidão)
o Descrição da sua fúria que é hiperbolizada.
o Ele está aborrecido e prepara-se para falar.
o O velho do Restelo olha para os navegadores com um olhar
desapontado e abana a cabeça de um lado ao outro como a
dizer que não.
Estrofe 95:
o Não existe fama nem honra mas só vaidade.
o As pessoas que sofrem mais nestas viagens são os que ficam para trás e lamentam
mais do que os navegadores.
Estrofe 96:
o O velho diz que, com esta viagem, muitos navegadores vão estar com a alma
inquieta, e promovem-se adultérios.
o O povo português não vai ganhar nenhuma fama e/ou glória com esta viagem.
Estrofe 97:
o Com esta viagem, irão acontecer muitas mortes e desastres
o Não haverá fama, histórias, triunfos, nem palmas ou vitórias com esta navegação.
Estrofe 98:
o A nova geração é insana, pecadora e desobediente.
o O reino desperdiça as tristes vidas dos navegadores.
Estrofe 99:
o O povo está a perseguir uma estúpida fantasia.
o Ele pensa que as pessoas deviam estimar a sua vida em vez de desprezá-la.
Estrofe 100:
o Ele pensa que a religião (a fé Cristã) devia ser espalhada no Norte de
África, pois ficaria mais perto, fácil e barato
Estrofe 101:
o Portugal deveria ignorar um inimigo próximo (os Mouros), para poder
controlá-lo com mais facilidade
o O povo não deveria ir buscar inimigos de longe.
Estrofe 102:
o O povo não têm juízo e toma estas decisões irracionais.
o A viagem nunca dará fama, nem memória ou glória.
o Maldiz o inventor do primeiro barco que supostamente merece estar
no inferno.
o Ele diz que os descobrimentos só trarão problemas.
Estrofe 103 e 104:
o O velho relaciona a ousadia dos Portugueses com figuras mitológicas:
Prometeu e Ícaro, que ousaram ir além dos seus limites para
conquistar o fogo e o ar e foram severamente castigados.
o Em conclusão, o descontentamento do ser humano é uma “Estranha
condição” que pode conduzir á desgraça.
Estrofe Nome da figura de Estilo Exemplo
94 Sinédoque “Que ficava nas praias, entre a gente” Praias; plural para representar uma
parte.
94 Hipérbole “Que nós no mar ouvimos claramente”
95 Apóstrofe “-Ó glória de mandar ó vã cobiça”
96 Anáfora “Chamam-te ilustre, chamam-te subida!”
96 Enumeração “De fazendas, de reinos e de impérios!”
97 Perguntas retóricas Estrofe 97
97 Anáfora/Enumeração “Que famas lhe prometerás? Que histórias? / Que triunfos? Que palmas?
Que vitórias?”
98 Apóstrofe “Mas ó tu, geração daquele insano”
98 Dupla Adjectivação “Da quieta e da simples inocência”
99 Dupla Adjectivação “Já que à bruta crueza e feridade”
102 Perífrase “Nas ondas velas pós em seco lenho!” - barco
100 Perguntas retóricas Estrofe inteira
103 Exclamação …
104 Exclamação …
Canto IV
Estrofes 84 a 104
Versos decassilábicos
Rima é cruzada e emparelhada – abababcc
Estrofes são oitavas
Despedidas em Belém
Plano da História de Portugal
Este episódio não pertence a uma categoria específica, mas como
expressa emoções como a tristeza e a revolta aproximam-se da
categoria lírica.
O Velho do Restelo
Plano da Intervenção do Poeta (segundo António José Saraiva, a
voz do Velho é a voz do próprio Camões – que apesar de
engrandecer a viagem de Gama também a critica, dando espaço
àqueles que prefeririam outra opções expansionistas).
Despedidas em Belém:
• As naus estão para desembarcarem do Rio Tejo, em Belém, para a
longa viagem à Índia a data é 8 de Junho, 1497.
Vasco da Gama foi o comandante das naus e desta viagem.
O Velho do Restelo:
A personagem “Velho do Restelo” deu origem a uma expressão
idiomática usada para descrever uma pessoa muito conservadora e
que não gosta de mudanças.
Narrador:
O Narrador é Vasco da Gama e está a contar a história ao Rei
de Melinde. O narrador é participante porque Vasco da Gama
também partiu de Belém. O narrador é subjectivo porque ele
descreve os navegadores, os que ficam, as naus, e o Velho do
Restelo.
Narratário:
O narratário é o Rei de Melinde, porque Vasco da Gama está a
contar-lhe a história.
Questões para reflectir:
Bibliografia:
Pinto Pais, A. Os Lusíadas, Luís de Camões – Edição escolar, Areal Editores, 5ª ed.
Cabral, A. S. Camões épico – Introdução à leitura de “Os Lusíadas”, Edições Sebenta.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Ilha dos Amores- Os Lusíadas: simbologia
Ilha dos Amores- Os Lusíadas: simbologiaIlha dos Amores- Os Lusíadas: simbologia
Ilha dos Amores- Os Lusíadas: simbologiasin3stesia
 
Despedidas em belém
Despedidas em belémDespedidas em belém
Despedidas em belémVanda Marques
 
Episódio de inês de castro
Episódio de inês de castroEpisódio de inês de castro
Episódio de inês de castroQuezia Neves
 
A Morte de Inês de Castro - Os Lusíadas
A Morte de Inês de Castro - Os LusíadasA Morte de Inês de Castro - Os Lusíadas
A Morte de Inês de Castro - Os Lusíadassin3stesia
 
10ºano Luís de Camões - parte A
10ºano Luís de Camões - parte A10ºano Luís de Camões - parte A
10ºano Luís de Camões - parte ALurdes Augusto
 
Intertextualidade Mensagem e Os Lusíadas
Intertextualidade Mensagem e Os LusíadasIntertextualidade Mensagem e Os Lusíadas
Intertextualidade Mensagem e Os LusíadasAntónio Teixeira
 
Os lusíadas adamastor - resumo (por estrofe) e análise global[1]
Os lusíadas   adamastor - resumo (por estrofe) e análise global[1]Os lusíadas   adamastor - resumo (por estrofe) e análise global[1]
Os lusíadas adamastor - resumo (por estrofe) e análise global[1]Maria João Lima
 
10ºano camões parte C
10ºano camões parte C10ºano camões parte C
10ºano camões parte CLurdes Augusto
 
Resumos de Português: Os Lusíadas
Resumos de Português: Os LusíadasResumos de Português: Os Lusíadas
Resumos de Português: Os LusíadasRaffaella Ergün
 
Oh! como se me alonga, de ano em ano
Oh! como se me alonga, de ano em anoOh! como se me alonga, de ano em ano
Oh! como se me alonga, de ano em anoHelena Coutinho
 
Estrutura externa e interna d'os lusíadas
Estrutura externa e interna d'os lusíadasEstrutura externa e interna d'os lusíadas
Estrutura externa e interna d'os lusíadasclaudiarmarques
 

Mais procurados (20)

Adamastor
AdamastorAdamastor
Adamastor
 
Ilha dos Amores- Os Lusíadas: simbologia
Ilha dos Amores- Os Lusíadas: simbologiaIlha dos Amores- Os Lusíadas: simbologia
Ilha dos Amores- Os Lusíadas: simbologia
 
Despedidas em belém
Despedidas em belémDespedidas em belém
Despedidas em belém
 
Episódio de inês de castro
Episódio de inês de castroEpisódio de inês de castro
Episódio de inês de castro
 
A Morte de Inês de Castro - Os Lusíadas
A Morte de Inês de Castro - Os LusíadasA Morte de Inês de Castro - Os Lusíadas
A Morte de Inês de Castro - Os Lusíadas
 
Lusiadas Figurasdeestilo
Lusiadas FigurasdeestiloLusiadas Figurasdeestilo
Lusiadas Figurasdeestilo
 
10ºano Luís de Camões - parte A
10ºano Luís de Camões - parte A10ºano Luís de Camões - parte A
10ºano Luís de Camões - parte A
 
Intertextualidade Mensagem e Os Lusíadas
Intertextualidade Mensagem e Os LusíadasIntertextualidade Mensagem e Os Lusíadas
Intertextualidade Mensagem e Os Lusíadas
 
Os lusíadas adamastor - resumo (por estrofe) e análise global[1]
Os lusíadas   adamastor - resumo (por estrofe) e análise global[1]Os lusíadas   adamastor - resumo (por estrofe) e análise global[1]
Os lusíadas adamastor - resumo (por estrofe) e análise global[1]
 
O Mostrengo
O MostrengoO Mostrengo
O Mostrengo
 
OS Lusíadas
OS LusíadasOS Lusíadas
OS Lusíadas
 
Canto v 92_100
Canto v 92_100Canto v 92_100
Canto v 92_100
 
Dedicatória
DedicatóriaDedicatória
Dedicatória
 
10ºano camões parte C
10ºano camões parte C10ºano camões parte C
10ºano camões parte C
 
Resumos de Português: Os Lusíadas
Resumos de Português: Os LusíadasResumos de Português: Os Lusíadas
Resumos de Português: Os Lusíadas
 
Oh! como se me alonga, de ano em ano
Oh! como se me alonga, de ano em anoOh! como se me alonga, de ano em ano
Oh! como se me alonga, de ano em ano
 
Invocação e Dedicarória
Invocação e DedicaróriaInvocação e Dedicarória
Invocação e Dedicarória
 
Teste 9º os lusíadas
Teste 9º os lusíadasTeste 9º os lusíadas
Teste 9º os lusíadas
 
Estrutura externa e interna d'os lusíadas
Estrutura externa e interna d'os lusíadasEstrutura externa e interna d'os lusíadas
Estrutura externa e interna d'os lusíadas
 
Analise os lusiadas 1
Analise os lusiadas 1Analise os lusiadas 1
Analise os lusiadas 1
 

Destaque

Análise de Os Lusíadas
Análise de Os Lusíadas Análise de Os Lusíadas
Análise de Os Lusíadas Lurdes Augusto
 
Os Lusíadas - Reflexões do Poeta
Os Lusíadas - Reflexões do PoetaOs Lusíadas - Reflexões do Poeta
Os Lusíadas - Reflexões do PoetaDina Baptista
 
Tempestade e Chegada à Índia
Tempestade e Chegada à ÍndiaTempestade e Chegada à Índia
Tempestade e Chegada à Índiasin3stesia
 
Análise do episódio "Consílio dos deuses"
Análise do episódio "Consílio dos deuses"Análise do episódio "Consílio dos deuses"
Análise do episódio "Consílio dos deuses"Inês Moreira
 
Ficha de trabalho - Despedidas em Belém (Paráfrase)
Ficha de trabalho - Despedidas em Belém (Paráfrase)Ficha de trabalho - Despedidas em Belém (Paráfrase)
Ficha de trabalho - Despedidas em Belém (Paráfrase)Susana Sobrenome
 
Os Lusíadas: sistematização dos Cantos
Os Lusíadas: sistematização dos CantosOs Lusíadas: sistematização dos Cantos
Os Lusíadas: sistematização dos Cantossin3stesia
 
Ficha - Partida das Naus
Ficha - Partida das NausFicha - Partida das Naus
Ficha - Partida das Nauslurdesgracio
 

Destaque (11)

Velho do Restelo
Velho do ResteloVelho do Restelo
Velho do Restelo
 
Análise de Os Lusíadas
Análise de Os Lusíadas Análise de Os Lusíadas
Análise de Os Lusíadas
 
Os Lusíadas - Reflexões do Poeta
Os Lusíadas - Reflexões do PoetaOs Lusíadas - Reflexões do Poeta
Os Lusíadas - Reflexões do Poeta
 
Tempestade e Chegada à Índia
Tempestade e Chegada à ÍndiaTempestade e Chegada à Índia
Tempestade e Chegada à Índia
 
Análise do episódio "Consílio dos deuses"
Análise do episódio "Consílio dos deuses"Análise do episódio "Consílio dos deuses"
Análise do episódio "Consílio dos deuses"
 
velho do restelo
velho do restelovelho do restelo
velho do restelo
 
Ficha de trabalho - Despedidas em Belém (Paráfrase)
Ficha de trabalho - Despedidas em Belém (Paráfrase)Ficha de trabalho - Despedidas em Belém (Paráfrase)
Ficha de trabalho - Despedidas em Belém (Paráfrase)
 
Os Lusíadas O Velho do Restelo - IV Canto
Os Lusíadas   O Velho do Restelo -  IV CantoOs Lusíadas   O Velho do Restelo -  IV Canto
Os Lusíadas O Velho do Restelo - IV Canto
 
Os Lusíadas: sistematização dos Cantos
Os Lusíadas: sistematização dos CantosOs Lusíadas: sistematização dos Cantos
Os Lusíadas: sistematização dos Cantos
 
A tempestade
A tempestadeA tempestade
A tempestade
 
Ficha - Partida das Naus
Ficha - Partida das NausFicha - Partida das Naus
Ficha - Partida das Naus
 

Semelhante a As despedidas emocionantes em Belém e a visão crítica do Velho do Restelo

10ºano Luís de Camões parte B
10ºano Luís de Camões parte B10ºano Luís de Camões parte B
10ºano Luís de Camões parte BLurdes Augusto
 
O velho do restelo - Lusíadas
O velho do restelo - LusíadasO velho do restelo - Lusíadas
O velho do restelo - LusíadasJoão Baptista
 
oslusadas-ovelhodorestelo-ivcanto-110526182923-phpapp02.pdf
oslusadas-ovelhodorestelo-ivcanto-110526182923-phpapp02.pdfoslusadas-ovelhodorestelo-ivcanto-110526182923-phpapp02.pdf
oslusadas-ovelhodorestelo-ivcanto-110526182923-phpapp02.pdfClaudiaMariaReis
 
Lusíadas - Episódio do Adamastor
Lusíadas - Episódio do AdamastorLusíadas - Episódio do Adamastor
Lusíadas - Episódio do Adamastorcristianavieitas
 
Os Lusíadas - Estrutura e resumo.pdf
Os Lusíadas - Estrutura e resumo.pdfOs Lusíadas - Estrutura e resumo.pdf
Os Lusíadas - Estrutura e resumo.pdfPaula Vieira
 
Tétis e a ilha dos amores
Tétis e a ilha dos amoresTétis e a ilha dos amores
Tétis e a ilha dos amoresBruno Neves
 
Caderno informativo sobre os lusiadas_fichaapoio.pdf
Caderno informativo sobre os lusiadas_fichaapoio.pdfCaderno informativo sobre os lusiadas_fichaapoio.pdf
Caderno informativo sobre os lusiadas_fichaapoio.pdfPaula Duarte
 
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 130-131
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 130-131Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 130-131
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 130-131luisprista
 
Os lusíadas resumo
Os lusíadas resumoOs lusíadas resumo
Os lusíadas resumoMirceya Lima
 
Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 126-127
Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 126-127Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 126-127
Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 126-127luisprista
 
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 136-137
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 136-137Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 136-137
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 136-137luisprista
 

Semelhante a As despedidas emocionantes em Belém e a visão crítica do Velho do Restelo (20)

10ºano Luís de Camões parte B
10ºano Luís de Camões parte B10ºano Luís de Camões parte B
10ºano Luís de Camões parte B
 
O velho do restelo - Lusíadas
O velho do restelo - LusíadasO velho do restelo - Lusíadas
O velho do restelo - Lusíadas
 
Ficha l
Ficha lFicha l
Ficha l
 
Luís vaz de camões (1524 – 1580
Luís vaz de camões (1524 – 1580Luís vaz de camões (1524 – 1580
Luís vaz de camões (1524 – 1580
 
Gramaticaelusiadas
GramaticaelusiadasGramaticaelusiadas
Gramaticaelusiadas
 
oslusadas-ovelhodorestelo-ivcanto-110526182923-phpapp02.pdf
oslusadas-ovelhodorestelo-ivcanto-110526182923-phpapp02.pdfoslusadas-ovelhodorestelo-ivcanto-110526182923-phpapp02.pdf
oslusadas-ovelhodorestelo-ivcanto-110526182923-phpapp02.pdf
 
Lusíadas - Episódio do Adamastor
Lusíadas - Episódio do AdamastorLusíadas - Episódio do Adamastor
Lusíadas - Episódio do Adamastor
 
Os Lusíadas - Estrutura e resumo.pdf
Os Lusíadas - Estrutura e resumo.pdfOs Lusíadas - Estrutura e resumo.pdf
Os Lusíadas - Estrutura e resumo.pdf
 
Tétis e a ilha dos amores
Tétis e a ilha dos amoresTétis e a ilha dos amores
Tétis e a ilha dos amores
 
Lusiadas
LusiadasLusiadas
Lusiadas
 
Os Lusíadas
Os Lusíadas Os Lusíadas
Os Lusíadas
 
Caderno informativo sobre os lusiadas_fichaapoio.pdf
Caderno informativo sobre os lusiadas_fichaapoio.pdfCaderno informativo sobre os lusiadas_fichaapoio.pdf
Caderno informativo sobre os lusiadas_fichaapoio.pdf
 
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 130-131
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 130-131Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 130-131
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 130-131
 
Navio Negreiro Castro Alves
Navio Negreiro   Castro AlvesNavio Negreiro   Castro Alves
Navio Negreiro Castro Alves
 
Os lusíadas resumo
Os lusíadas resumoOs lusíadas resumo
Os lusíadas resumo
 
Os-lusiadas - resumo
 Os-lusiadas - resumo Os-lusiadas - resumo
Os-lusiadas - resumo
 
Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 126-127
Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 126-127Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 126-127
Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 126-127
 
Os Lusíadas Ilha dos Amores - Canto X
Os Lusíadas   Ilha dos Amores -  Canto XOs Lusíadas   Ilha dos Amores -  Canto X
Os Lusíadas Ilha dos Amores - Canto X
 
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 136-137
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 136-137Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 136-137
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, aula 136-137
 
Camoes
CamoesCamoes
Camoes
 

Mais de sin3stesia

Mensagem de Fernando Pessoa: interpretações e símbolos
Mensagem de Fernando Pessoa: interpretações e símbolosMensagem de Fernando Pessoa: interpretações e símbolos
Mensagem de Fernando Pessoa: interpretações e símbolossin3stesia
 
Batalha de Aljubarrota
Batalha de AljubarrotaBatalha de Aljubarrota
Batalha de Aljubarrotasin3stesia
 
Texto dramático história e categorias
Texto dramático história e categoriasTexto dramático história e categorias
Texto dramático história e categoriassin3stesia
 
Auto_Barca_Cavaleiros_Os_Quatro_Cavaleiros
Auto_Barca_Cavaleiros_Os_Quatro_CavaleirosAuto_Barca_Cavaleiros_Os_Quatro_Cavaleiros
Auto_Barca_Cavaleiros_Os_Quatro_Cavaleirossin3stesia
 
Auto_Barca_Inferno_Alcoviteira
Auto_Barca_Inferno_AlcoviteiraAuto_Barca_Inferno_Alcoviteira
Auto_Barca_Inferno_Alcoviteirasin3stesia
 
Auto da barca_do_inferno_O_Sapateiro_ppt
Auto da barca_do_inferno_O_Sapateiro_pptAuto da barca_do_inferno_O_Sapateiro_ppt
Auto da barca_do_inferno_O_Sapateiro_pptsin3stesia
 
Quadros de sistematizacao_Auto_Barca_Inferno
Quadros de sistematizacao_Auto_Barca_InfernoQuadros de sistematizacao_Auto_Barca_Inferno
Quadros de sistematizacao_Auto_Barca_Infernosin3stesia
 
Rubrica apresentação oral
Rubrica apresentação oralRubrica apresentação oral
Rubrica apresentação oralsin3stesia
 
Rubrica Avaliação Trabalho Escrito
Rubrica Avaliação Trabalho EscritoRubrica Avaliação Trabalho Escrito
Rubrica Avaliação Trabalho Escritosin3stesia
 
Rubrica Avaliacao Textos Criativos
Rubrica Avaliacao Textos CriativosRubrica Avaliacao Textos Criativos
Rubrica Avaliacao Textos Criativossin3stesia
 
Jorge Amado: biobibliografia
Jorge Amado: biobibliografiaJorge Amado: biobibliografia
Jorge Amado: biobibliografiasin3stesia
 
Capitães da Areia: linhas temáticas
Capitães da Areia: linhas temáticasCapitães da Areia: linhas temáticas
Capitães da Areia: linhas temáticassin3stesia
 
Florbela Espanca
Florbela EspancaFlorbela Espanca
Florbela Espancasin3stesia
 
Os Maias: Cap. I e II
Os Maias: Cap. I e IIOs Maias: Cap. I e II
Os Maias: Cap. I e IIsin3stesia
 
Cesário Verde - Contextualização
Cesário Verde - ContextualizaçãoCesário Verde - Contextualização
Cesário Verde - Contextualizaçãosin3stesia
 

Mais de sin3stesia (15)

Mensagem de Fernando Pessoa: interpretações e símbolos
Mensagem de Fernando Pessoa: interpretações e símbolosMensagem de Fernando Pessoa: interpretações e símbolos
Mensagem de Fernando Pessoa: interpretações e símbolos
 
Batalha de Aljubarrota
Batalha de AljubarrotaBatalha de Aljubarrota
Batalha de Aljubarrota
 
Texto dramático história e categorias
Texto dramático história e categoriasTexto dramático história e categorias
Texto dramático história e categorias
 
Auto_Barca_Cavaleiros_Os_Quatro_Cavaleiros
Auto_Barca_Cavaleiros_Os_Quatro_CavaleirosAuto_Barca_Cavaleiros_Os_Quatro_Cavaleiros
Auto_Barca_Cavaleiros_Os_Quatro_Cavaleiros
 
Auto_Barca_Inferno_Alcoviteira
Auto_Barca_Inferno_AlcoviteiraAuto_Barca_Inferno_Alcoviteira
Auto_Barca_Inferno_Alcoviteira
 
Auto da barca_do_inferno_O_Sapateiro_ppt
Auto da barca_do_inferno_O_Sapateiro_pptAuto da barca_do_inferno_O_Sapateiro_ppt
Auto da barca_do_inferno_O_Sapateiro_ppt
 
Quadros de sistematizacao_Auto_Barca_Inferno
Quadros de sistematizacao_Auto_Barca_InfernoQuadros de sistematizacao_Auto_Barca_Inferno
Quadros de sistematizacao_Auto_Barca_Inferno
 
Rubrica apresentação oral
Rubrica apresentação oralRubrica apresentação oral
Rubrica apresentação oral
 
Rubrica Avaliação Trabalho Escrito
Rubrica Avaliação Trabalho EscritoRubrica Avaliação Trabalho Escrito
Rubrica Avaliação Trabalho Escrito
 
Rubrica Avaliacao Textos Criativos
Rubrica Avaliacao Textos CriativosRubrica Avaliacao Textos Criativos
Rubrica Avaliacao Textos Criativos
 
Jorge Amado: biobibliografia
Jorge Amado: biobibliografiaJorge Amado: biobibliografia
Jorge Amado: biobibliografia
 
Capitães da Areia: linhas temáticas
Capitães da Areia: linhas temáticasCapitães da Areia: linhas temáticas
Capitães da Areia: linhas temáticas
 
Florbela Espanca
Florbela EspancaFlorbela Espanca
Florbela Espanca
 
Os Maias: Cap. I e II
Os Maias: Cap. I e IIOs Maias: Cap. I e II
Os Maias: Cap. I e II
 
Cesário Verde - Contextualização
Cesário Verde - ContextualizaçãoCesário Verde - Contextualização
Cesário Verde - Contextualização
 

As despedidas emocionantes em Belém e a visão crítica do Velho do Restelo

  • 1.
  • 2. Leitura do Texto Canto IV Despedidas em Belém – Estofes 84 – 93 O Velho do Restelo – Estrofes 94 – 104
  • 3. Estrofe 84: o Localização da acção é no porto da ínclita Ulisseia (Belém, Lisboa) o Preparação das naus o Caracterização dos marinheiros Estrofe 85: o Descreve os vestuários dos navegadores o Descrição das naus o Naus prometem levar os marinheiros à imortalidade Estrofe 86: o Preparação espiritual dos marinheiros (oração e pedido de auxílio) o Estão a preparar a alma para a morte
  • 4. Estrofe 87: o Os navegadores saem da igreja de Nossa Sra. de Belém, com muita ansiedade. Estrofe 88: o Descrição da multidão no dia da partida, entre eles havia os parentes, os amigos, e todos já estão tristes e com saudade. o Vinham os navegadores com os religiosos, a rezarem. Estrofe 89: o O povo não acreditava no sucesso desta viagem, já que pensavam que nunca mais, os iam ver. (Estavam “perdidos”) o Homens, mães, esposas, e irmãs estavam tristes de “de já nos não tornar a ver tão cedo” Estrofe 90: o Uma mãe, triste, amargurada tenta persuadir o filho a ficar, e não partir na viagem. (chantagem psicológica)
  • 5. Estrofe 91: o Uma esposa, está muito triste ao ver que o seu esposo vai partir por mares tão perigosos. A vida do esposo não é só dele, ele tem uma responsabilidade pela vida dos dois. o Ela está mais zangada que triste porque vai ficar desamparada e sozinha enquanto o esposo vai navegar. Estrofe 92: o Está toda a gente a chorar e muito triste. o Passa para um plano mais geral e hiperboliza-se as emoções – os montes se emocionam.
  • 6. Estrofe 93: o Os navegadores estavam com a vista baixa porque não queriam olhar e enfrentar a multidão a chorar para não ficarem ainda mais tristes e, quem sabe, desistirem da viagem.
  • 7. Estrofe figura de Estilo Exemplo 84 Perífrase “Porque a gente marítima e a de Marte” 86 Perífrase “ Que sempre as nautas ante os olhos anda/ Pera o sumo Poder, que a etérea Corte” “Depois de aparelhados, desta sorte / aparelhámos a alma pera a morte” 85 Personificação e Comparação “Elas prometem, vendo os mares largos / De ser no Olimpo estrelas como a de Argos” 87 Perífrase “Partimo-nos assi do santo templo / Que nas praias do mar está assentado” (Igreja) “Que o nome tem da terra, pera exemplo / Donde Deus foi em carne ao mundo dado.” 87 Anáfora “ Que nas praias do mar está assentado,/ Que o nome tem da terra, pêra exemplo,” 87 Apóstrofe “ Certifico-me, ó Rei, que, se contemplo” 89 Enumeração “Mães, Esposas, Irmãs, que o temeroso” 90 Apóstrofe “ Qual vai dizendo: - “ó Filho, a quem eu tinha” 90 Dupla Adjectivação “ Que em choro acabará, penoso e amaro” 90 Anáfora “ Porque me deixas, mísera e mesquinha?/ Porque de mim te vás, ó filho caro” 91 Apóstrofe/ Dupla Adjectivação “ Qual em cabelo:” “ó doce e amado esposo” 91 Aliteração e Pergunta Retórica “Quereis que com as velas leve o vento?” 92 Personificação “A branca areia as lágrimas banhavam,/ Que em multidão co elas se igualavam.” 93 Sinédoque “A Mãe, nem a Esposa” Nomes singulares, a representarem o plural, porque estão a representar a todas.
  • 8. Leitura do Texto Canto IV Despedidas em Belém – Estofes 84 – 93 O Velho do Restelo – Estrofes 94 – 104
  • 9. Estrofe 94: o Descrição do Velho e onde ele se situa (Restelo, entre a multidão) o Descrição da sua fúria que é hiperbolizada. o Ele está aborrecido e prepara-se para falar. o O velho do Restelo olha para os navegadores com um olhar desapontado e abana a cabeça de um lado ao outro como a dizer que não.
  • 10. Estrofe 95: o Não existe fama nem honra mas só vaidade. o As pessoas que sofrem mais nestas viagens são os que ficam para trás e lamentam mais do que os navegadores. Estrofe 96: o O velho diz que, com esta viagem, muitos navegadores vão estar com a alma inquieta, e promovem-se adultérios. o O povo português não vai ganhar nenhuma fama e/ou glória com esta viagem. Estrofe 97: o Com esta viagem, irão acontecer muitas mortes e desastres o Não haverá fama, histórias, triunfos, nem palmas ou vitórias com esta navegação. Estrofe 98: o A nova geração é insana, pecadora e desobediente. o O reino desperdiça as tristes vidas dos navegadores. Estrofe 99: o O povo está a perseguir uma estúpida fantasia. o Ele pensa que as pessoas deviam estimar a sua vida em vez de desprezá-la.
  • 11. Estrofe 100: o Ele pensa que a religião (a fé Cristã) devia ser espalhada no Norte de África, pois ficaria mais perto, fácil e barato Estrofe 101: o Portugal deveria ignorar um inimigo próximo (os Mouros), para poder controlá-lo com mais facilidade o O povo não deveria ir buscar inimigos de longe.
  • 12. Estrofe 102: o O povo não têm juízo e toma estas decisões irracionais. o A viagem nunca dará fama, nem memória ou glória. o Maldiz o inventor do primeiro barco que supostamente merece estar no inferno. o Ele diz que os descobrimentos só trarão problemas. Estrofe 103 e 104: o O velho relaciona a ousadia dos Portugueses com figuras mitológicas: Prometeu e Ícaro, que ousaram ir além dos seus limites para conquistar o fogo e o ar e foram severamente castigados. o Em conclusão, o descontentamento do ser humano é uma “Estranha condição” que pode conduzir á desgraça.
  • 13. Estrofe Nome da figura de Estilo Exemplo 94 Sinédoque “Que ficava nas praias, entre a gente” Praias; plural para representar uma parte. 94 Hipérbole “Que nós no mar ouvimos claramente” 95 Apóstrofe “-Ó glória de mandar ó vã cobiça” 96 Anáfora “Chamam-te ilustre, chamam-te subida!” 96 Enumeração “De fazendas, de reinos e de impérios!” 97 Perguntas retóricas Estrofe 97 97 Anáfora/Enumeração “Que famas lhe prometerás? Que histórias? / Que triunfos? Que palmas? Que vitórias?” 98 Apóstrofe “Mas ó tu, geração daquele insano” 98 Dupla Adjectivação “Da quieta e da simples inocência” 99 Dupla Adjectivação “Já que à bruta crueza e feridade” 102 Perífrase “Nas ondas velas pós em seco lenho!” - barco 100 Perguntas retóricas Estrofe inteira 103 Exclamação … 104 Exclamação …
  • 14. Canto IV Estrofes 84 a 104 Versos decassilábicos Rima é cruzada e emparelhada – abababcc Estrofes são oitavas
  • 15. Despedidas em Belém Plano da História de Portugal Este episódio não pertence a uma categoria específica, mas como expressa emoções como a tristeza e a revolta aproximam-se da categoria lírica. O Velho do Restelo Plano da Intervenção do Poeta (segundo António José Saraiva, a voz do Velho é a voz do próprio Camões – que apesar de engrandecer a viagem de Gama também a critica, dando espaço àqueles que prefeririam outra opções expansionistas).
  • 16. Despedidas em Belém: • As naus estão para desembarcarem do Rio Tejo, em Belém, para a longa viagem à Índia a data é 8 de Junho, 1497. Vasco da Gama foi o comandante das naus e desta viagem. O Velho do Restelo: A personagem “Velho do Restelo” deu origem a uma expressão idiomática usada para descrever uma pessoa muito conservadora e que não gosta de mudanças.
  • 17. Narrador: O Narrador é Vasco da Gama e está a contar a história ao Rei de Melinde. O narrador é participante porque Vasco da Gama também partiu de Belém. O narrador é subjectivo porque ele descreve os navegadores, os que ficam, as naus, e o Velho do Restelo. Narratário: O narratário é o Rei de Melinde, porque Vasco da Gama está a contar-lhe a história.
  • 19. Bibliografia: Pinto Pais, A. Os Lusíadas, Luís de Camões – Edição escolar, Areal Editores, 5ª ed. Cabral, A. S. Camões épico – Introdução à leitura de “Os Lusíadas”, Edições Sebenta.