Leitura do TextoCanto IVDespedidas em Belém – Estofes 84 – 93O Velho do Restelo – Estrofes 94 – 104
Estrofe 84:o Localização da acção é no porto da ínclita Ulisseia (Belém, Lisboa)o Preparação das nauso Caracterização dos ...
Estrofe 87:o Os navegadores saem da igreja de Nossa Sra. de Belém, com muitaansiedade.Estrofe 88:o Descrição da multidão n...
Estrofe 91:o Uma esposa, está muito triste ao ver que o seu esposo vai partir pormares tão perigosos. A vida do esposo não...
Estrofe 93:o Os navegadores estavam com a vista baixa porque não queriam olhar eenfrentar a multidão a chorar para não fic...
Estrofe figura de Estilo Exemplo84 Perífrase “Porque a gente marítima e a de Marte”86 Perífrase “ Que sempre as nautas ant...
Leitura do TextoCanto IVDespedidas em Belém – Estofes 84 – 93O Velho do Restelo – Estrofes 94 – 104
Estrofe 94:o Descrição do Velho e onde ele se situa (Restelo, entre amultidão)o Descrição da sua fúria que é hiperbolizada...
Estrofe 95:o Não existe fama nem honra mas só vaidade.o As pessoas que sofrem mais nestas viagens são os que ficam para tr...
Estrofe 100:o Ele pensa que a religião (a fé Cristã) devia ser espalhada no Norte deÁfrica, pois ficaria mais perto, fácil...
Estrofe 102:o O povo não têm juízo e toma estas decisões irracionais.o A viagem nunca dará fama, nem memória ou glória.o M...
Estrofe Nome da figura de Estilo Exemplo94 Sinédoque “Que ficava nas praias, entre a gente” Praias; plural para representa...
Canto IVEstrofes 84 a 104Versos decassilábicosRima é cruzada e emparelhada – abababccEstrofes são oitavas
Despedidas em BelémPlano da História de PortugalEste episódio não pertence a uma categoria específica, mas comoexpressa em...
Despedidas em Belém:• As naus estão para desembarcarem do Rio Tejo, em Belém, para alonga viagem à Índia a data é 8 de Jun...
Narrador:O Narrador é Vasco da Gama e está a contar a história ao Reide Melinde. O narrador é participante porque Vasco da...
Questões para reflectir:
Bibliografia:Pinto Pais, A. Os Lusíadas, Luís de Camões – Edição escolar, Areal Editores, 5ª ed.Cabral, A. S. Camões épico...
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  1. 1. Leitura do TextoCanto IVDespedidas em Belém – Estofes 84 – 93O Velho do Restelo – Estrofes 94 – 104
  2. 2. Estrofe 84:o Localização da acção é no porto da ínclita Ulisseia (Belém, Lisboa)o Preparação das nauso Caracterização dos marinheirosEstrofe 85:o Descreve os vestuários dos navegadoreso Descrição das nauso Naus prometem levar os marinheiros à imortalidadeEstrofe 86:o Preparação espiritual dos marinheiros (oração e pedido de auxílio)o Estão a preparar a alma para a morte
  3. 3. Estrofe 87:o Os navegadores saem da igreja de Nossa Sra. de Belém, com muitaansiedade.Estrofe 88:o Descrição da multidão no dia da partida, entre eles havia os parentes, osamigos, e todos já estão tristes e com saudade.o Vinham os navegadores com os religiosos, a rezarem.Estrofe 89:o O povo não acreditava no sucesso desta viagem, já que pensavam quenunca mais, os iam ver. (Estavam “perdidos”)o Homens, mães, esposas, e irmãs estavam tristes de “de já nos nãotornar a ver tão cedo”Estrofe 90:o Uma mãe, triste, amargurada tenta persuadir o filho a ficar, e não partirna viagem. (chantagem psicológica)
  4. 4. Estrofe 91:o Uma esposa, está muito triste ao ver que o seu esposo vai partir pormares tão perigosos. A vida do esposo não é só dele, ele tem umaresponsabilidade pela vida dos dois.o Ela está mais zangada que triste porque vai ficar desamparada e sozinhaenquanto o esposo vai navegar.Estrofe 92:o Está toda a gente a chorar e muito triste.o Passa para um plano mais geral e hiperboliza-se as emoções – osmontes se emocionam.
  5. 5. Estrofe 93:o Os navegadores estavam com a vista baixa porque não queriam olhar eenfrentar a multidão a chorar para não ficarem ainda mais tristese, quem sabe, desistirem da viagem.
  6. 6. Estrofe figura de Estilo Exemplo84 Perífrase “Porque a gente marítima e a de Marte”86 Perífrase “ Que sempre as nautas ante os olhos anda/ Pera o sumo Poder, que a etérea Corte”“Depois de aparelhados, desta sorte / aparelhámos a alma pera a morte”85 Personificação eComparação“Elas prometem, vendo os mares largos / De ser no Olimpo estrelas como a de Argos”87 Perífrase “Partimo-nos assi do santo templo / Que nas praias do mar está assentado” (Igreja)“Que o nome tem da terra, pera exemplo / Donde Deus foi em carne ao mundo dado.”87 Anáfora “ Que nas praias do mar está assentado,/ Que o nome tem da terra, pêra exemplo,”87 Apóstrofe “ Certifico-me, ó Rei, que, se contemplo”89 Enumeração “Mães, Esposas, Irmãs, que o temeroso”90 Apóstrofe “ Qual vai dizendo: - “ó Filho, a quem eu tinha”90 Dupla Adjectivação “ Que em choro acabará, penoso e amaro”90 Anáfora “ Porque me deixas, mísera e mesquinha?/ Porque de mim te vás, ó filho caro”91 Apóstrofe/ DuplaAdjectivação“ Qual em cabelo:” “ó doce e amado esposo”91 Aliteração e PerguntaRetórica“Quereis que com as velas leve o vento?”92 Personificação “A branca areia as lágrimas banhavam,/ Que em multidão co elas se igualavam.”93 Sinédoque “A Mãe, nem a Esposa” Nomes singulares, a representarem o plural, porque estão arepresentar a todas.
  7. 7. Leitura do TextoCanto IVDespedidas em Belém – Estofes 84 – 93O Velho do Restelo – Estrofes 94 – 104
  8. 8. Estrofe 94:o Descrição do Velho e onde ele se situa (Restelo, entre amultidão)o Descrição da sua fúria que é hiperbolizada.o Ele está aborrecido e prepara-se para falar.o O velho do Restelo olha para os navegadores com um olhardesapontado e abana a cabeça de um lado ao outro como adizer que não.
  9. 9. Estrofe 95:o Não existe fama nem honra mas só vaidade.o As pessoas que sofrem mais nestas viagens são os que ficam para trás e lamentammais do que os navegadores.Estrofe 96:o O velho diz que, com esta viagem, muitos navegadores vão estar com a almainquieta, e promovem-se adultérios.o O povo português não vai ganhar nenhuma fama e/ou glória com esta viagem.Estrofe 97:o Com esta viagem, irão acontecer muitas mortes e desastreso Não haverá fama, histórias, triunfos, nem palmas ou vitórias com esta navegação.Estrofe 98:o A nova geração é insana, pecadora e desobediente.o O reino desperdiça as tristes vidas dos navegadores.Estrofe 99:o O povo está a perseguir uma estúpida fantasia.o Ele pensa que as pessoas deviam estimar a sua vida em vez de desprezá-la.
  10. 10. Estrofe 100:o Ele pensa que a religião (a fé Cristã) devia ser espalhada no Norte deÁfrica, pois ficaria mais perto, fácil e baratoEstrofe 101:o Portugal deveria ignorar um inimigo próximo (os Mouros), para podercontrolá-lo com mais facilidadeo O povo não deveria ir buscar inimigos de longe.
  11. 11. Estrofe 102:o O povo não têm juízo e toma estas decisões irracionais.o A viagem nunca dará fama, nem memória ou glória.o Maldiz o inventor do primeiro barco que supostamente merece estarno inferno.o Ele diz que os descobrimentos só trarão problemas.Estrofe 103 e 104:o O velho relaciona a ousadia dos Portugueses com figuras mitológicas:Prometeu e Ícaro, que ousaram ir além dos seus limites paraconquistar o fogo e o ar e foram severamente castigados.o Em conclusão, o descontentamento do ser humano é uma “Estranhacondição” que pode conduzir á desgraça.
  12. 12. Estrofe Nome da figura de Estilo Exemplo94 Sinédoque “Que ficava nas praias, entre a gente” Praias; plural para representar umaparte.94 Hipérbole “Que nós no mar ouvimos claramente”95 Apóstrofe “-Ó glória de mandar ó vã cobiça”96 Anáfora “Chamam-te ilustre, chamam-te subida!”96 Enumeração “De fazendas, de reinos e de impérios!”97 Perguntas retóricas Estrofe 9797 Anáfora/Enumeração “Que famas lhe prometerás? Que histórias? / Que triunfos? Que palmas?Que vitórias?”98 Apóstrofe “Mas ó tu, geração daquele insano”98 Dupla Adjectivação “Da quieta e da simples inocência”99 Dupla Adjectivação “Já que à bruta crueza e feridade”102 Perífrase “Nas ondas velas pós em seco lenho!” - barco100 Perguntas retóricas Estrofe inteira103 Exclamação …104 Exclamação …
  13. 13. Canto IVEstrofes 84 a 104Versos decassilábicosRima é cruzada e emparelhada – abababccEstrofes são oitavas
  14. 14. Despedidas em BelémPlano da História de PortugalEste episódio não pertence a uma categoria específica, mas comoexpressa emoções como a tristeza e a revolta aproximam-se dacategoria lírica.O Velho do ResteloPlano da Intervenção do Poeta (segundo António José Saraiva, avoz do Velho é a voz do próprio Camões – que apesar deengrandecer a viagem de Gama também a critica, dando espaçoàqueles que prefeririam outra opções expansionistas).
  15. 15. Despedidas em Belém:• As naus estão para desembarcarem do Rio Tejo, em Belém, para alonga viagem à Índia a data é 8 de Junho, 1497.Vasco da Gama foi o comandante das naus e desta viagem.O Velho do Restelo:A personagem “Velho do Restelo” deu origem a uma expressãoidiomática usada para descrever uma pessoa muito conservadora eque não gosta de mudanças.
  16. 16. Narrador:O Narrador é Vasco da Gama e está a contar a história ao Reide Melinde. O narrador é participante porque Vasco da Gamatambém partiu de Belém. O narrador é subjectivo porque eledescreve os navegadores, os que ficam, as naus, e o Velho doRestelo.Narratário:O narratário é o Rei de Melinde, porque Vasco da Gama está acontar-lhe a história.
  17. 17. Questões para reflectir:
  18. 18. Bibliografia:Pinto Pais, A. Os Lusíadas, Luís de Camões – Edição escolar, Areal Editores, 5ª ed.Cabral, A. S. Camões épico – Introdução à leitura de “Os Lusíadas”, Edições Sebenta.

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