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SUMÁRIO



1 INTRODUÇÃO                                                     1



2 PROBLEMA                                                        1



3 JUSTIFICATIVAS                                                  2



4 OBJETIVO GERAL                                                  2


4.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS                                         3


5 METODOLOGIA                                                     3



6 OS PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS E A PSICOLOGIA                    4



7 PODER, AUTORIDADE E INICIATIVA: O CHEFE E SEUS SUBORDINADOS.    7



8 O BEM ESTAR PSICOLÓGICO E A QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO.     11



9 BEM ESTAR PSICOLÓGICO X QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO.         16



10 CONSIDERAÇÕES FINAIS                                          19



BIBLIOGRAFIA                                                     20
POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES           1
                                        DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO.
___________________________________________________________________

     1. INTRODUÇÃO


     As relações de trabalho vêm sofrendo modificações ao longo do tempo assim
como diferentes percepções pelos administradores. Hoje além da preocupação
física, existe também uma preocupação com a integridade moral do trabalhador.
Com o início da 1ª Guerra Mundial, as medidas protéticas focaram a qualidade de
vida no trabalho e, a partir do final da década de 1960, as ações passaram a visar a
saúde mental do trabalhador.
     A luta das empresas para obtenção do lucro força um ritmo intenso de trabalho
exigindo do trabalhador jornada de trabalho em turnos, ritmos, intensidade,
repetitividade e responsabilidade excessivas. Esses fatores contribuem para
desencadear uma série de distúrbios na saúde mental do trabalhador.

     As altas taxas de desemprego que assolam grande parte dos países aumenta a
competitividade por um emprego e torna as pessoas, a cada dia mais inseguras.
fazendo com que as pessoas tornem o ambiente de trabalho um lugar de conflitos
sem escrúpulos.

     A OIT e a OMS revelam perspectivas pessimistas para os próximos anos com
relação ao impacto psicológico sobre os trabalhadores. Predominara a depressão,
stress, angústias, desajustes familiares e outros danos psíquicos.

     Os organismos internacionais, os Estados, os movimentos representantes dos
trabalhadores, as empresas e, finalmente, o Direito esboça uma luta contra os
agentes nocivos. Adotar a prática de qualidade de vida no trabalho melhora não
somente à saúde física dos trabalhadores, mas também à sua saúde mental e o seu
aspecto psíquico social.

       2. PROBLEMA


       Quais os impactos psicológicos ocorridos nas empresas decorrentes da
aplicação do Direito Administrativo, considerando as questões do poder, autoridade,
iniciativa e a qualidade de vida no trabalho.
POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES           2
                                      DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO.
___________________________________________________________________



3. JUSTIFICATIVAS


        O estudo dos impactos psicológicos nas empresas, gerados a partir da
análise dos princípios administrativos, é de fundamental importância para explicar o
comportamento dos indivíduos em seu ambiente de trabalho, no caso nas empresas
públicas.
      Se buscarmos conhecer sobre o direito administrativo, esses estudos
contribuirão para que o desenvolvimento desse assunto não se limite a acompanhar
os acontecimentos, mas a procurar as posteriores soluções demandadas.
      Obter o entendimento a respeito do poder, autoridade e iniciativa é
necessário, pois nas empresas e nas relações sociais verificaremos a presença
desses fatores e será preciso saber, conviver e definir cada um desses agentes para
se posicionar de forma benéfica nesse ambiente.
      Ainda buscando o bem estar psicológico, observamos que a qualidade de
vida no trabalho é fundamental, pois para os funcionários da empresa estarem bem
psicologicamente eles precisam de um ambiente de trabalho organizado, limpo e
agradável para que o mesmo possa desempenhar a sua função de modo a ter
produtividade e eficiência.




      4. OBJETIVO GERAL


      Demonstrar que os impactos psicológicos gerados nas empresas podem ser
estudados a partir da aplicação do Direito Administrativo, mostrando que é
necessário entender sobre o que é o poder, autoridade e iniciativa, e ressaltando
que a qualidade de vida no trabalho é fundamental para se obter o bem estar
psicológico.
POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES                3
                                            DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO.
___________________________________________________________________

      4.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS


             •   Estudar através dos princípios da Legalidade, Supremacia do Interesse
                 Público, Impessoalidade, Publicidade e Eficiência, os Impactos
                 Psicológicos gerados nas empresas, especialmente as Empresas
                 Públicas.
             •   Analisar os conceitos de Poder, Autoridade e Iniciativa e sua finalidade
                 no ambiente de trabalho.
             •   Utilizar a qualidade de vida no trabalho como uma ferramenta para
                 encontrar o bem estar psicológico, bem como mostrar exemplos de
                 como conseguir esse bem estar.




      5. METODOLOGIA


      Levantamento bibliográfico e pesquisas em “Sites” relacionados.
       O Projeto será desenvolvido através de pesquisas bibliográficas e de campo
para verificar exemplos de praticas realizadas na empresa Banco do Brasil S/A
relativas à qualidade de vida no trabalho.
      Estudaremos os impactos psicológicos gerados nas empresas, através das
aplicações dos princípios do Direito Administrativo.
      Os princípios fundamentais do Direito Administrativo conferem identidade ao
mesmo e lhes oferecem coerência e unidade, fazendo com que possa ser
identificado um regime jurídico-administrativo com as peculiaridades que lhes sejam
inerentes.
      A nova missão do Direito Administrativo deverá orientar o progresso das
relações entre o homem e o Estado, e no coletivo, entre a sociedade e os centros do
poder público.
      Nesse mesmo contexto, veremos a relação do poder, autoridade e iniciativa: o
chefe e seus subordinados, mostrando as duas visões da autoridade formal dentro
de uma empresa. E compreenderemos o comportamento do chefe com seus
subordinados e a realização de uma chefia eficaz.
POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES           4
                                       DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO.
___________________________________________________________________

       Falaremos do bem estar psicológico e da realização de recursos dentro da
empresa para encontrar formas de impulsionar a reestruturação desse bem estar.
No texto veremos também a qualidade de vida no trabalho, buscando compreender
as questões sociais, psicológicas e organizacionais.
       Finalizaremos com o estudo do bem estar psicológico versus qualidade de
vida no trabalho, visando à interação trabalhador e empresa, e dentro desse mesmo
assunto os vários tipos de assédio que poderão ocorrer no ambiente de trabalho.




       6. OS PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS E A PSICOLOGIA

        A psicologia ainda observa o homem contemporâneo a partir das categorias
profissionais, desconsiderando que transformações sociais profundas geram
impactos psicológicos proporcionais a essas transformações.
        Grande parte dos trabalhos da psicologia continua a utilizar exclusivamente
teorias tradicionais para interpretar os impactos psicológicos gerados a partir do
direito administrativo. Com grande freqüência, os psicólogos analisam novos
sentimentos, comportamentos e conflitos humanos como diferentes manifestações
de velhas conhecidas tendências, deixando de captar aquilo que de novo emerge na
configuração psicológica do homem globalizado.
        Os impactos psicológicos decorrentes da aplicação do direito administrativo-
ramo do Direito Público que prescreve as normas de atividade da administração
pública- podem ser observadas através da aplicação de alguns dos princípios do
direito administrativo. Por Exemplo:


        a) Legalidade: Segundo este principio a Administração Pública só pode fazer
o que a lei admite, ou seja, as empresas podem realizar suas atividades se estas
estiverem de acordo com a legislação vigente do Brasil, se por exemplo uma
empresa pública precisar fazer uma compra de ar-condicionado não poderá comprar
de qualquer fornecedor, e sim realizar uma licitação que obedecerá a legislação das
licitações.
POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES            5
                                       DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO.
___________________________________________________________________

          No que decorre das relações entre particulares, é aplicável o principio da
autonomia da vontade, que lhes permite fazer tudo o que a lei não proíbe fazer tudo
o que não prejudica o outro.
          O Banco do Brasil S/A possui instruções codificadas, que contém todas as
normas do Banco. Portanto todas as atividades bancárias e administrativas são
orientadas por instruções que os funcionários conhecem, pois os mesmos realizam
as atividades que lhe forem repassadas de acordo com as normas estabelecidas.
          A administração pública não pode por simples ato administrativo, conceder
direitos ou criar obrigações, pois para tal ação ela necessita de lei. As empresas
públicas em especial têm de seguir essas orientações e não poderá criar atribuições
que não estejam amparadas em lei.
          Os funcionários precisam estar dispostos a vivenciar uma nova realidade,
pois independente de suas personalidades e vivências, seu comportamento no
ambiente de trabalho se dará de acordo com as instruções normativas da instituição,
o que não dá a empresa direito de lesão ou ameaça de lesão ao funcionário.


          b) Supremacia do interesse Público: Esse principio também pode ser
chamado de finalidade publica, e se encontra nos momentos de elaboração e
execução da lei pela administração pública.
          As empresas não poderão apoiar situações que beneficiem interesses
individuais, pois os interesses públicos têm supremacia sobre os individuais. Dentro
da instituição – empresa pública- não é permitido investir ou facilitar operações que
não estejam previstas no regulamento interno das empresas. Se a lei der a
administração os poderes de desapropriar, de requisitar, de intervir, de policiar, de
punir, é porque tem em vista atender o interesse geral que não pode ceder diante do
interesse individual. O vicio do desvio de poder ou desvio de finalidade, torna o ato
ilegal.


          c) Impessoalidade: Está relacionado com a finalidade pública, pois a
administração não poderá atuar, tendo em vista, prejudicar ou beneficiar pessoas
determinadas, pois o interesse público deve nortear o comportamento.

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  • 1. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 1 2 PROBLEMA 1 3 JUSTIFICATIVAS 2 4 OBJETIVO GERAL 2 4.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 3 5 METODOLOGIA 3 6 OS PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS E A PSICOLOGIA 4 7 PODER, AUTORIDADE E INICIATIVA: O CHEFE E SEUS SUBORDINADOS. 7 8 O BEM ESTAR PSICOLÓGICO E A QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO. 11 9 BEM ESTAR PSICOLÓGICO X QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO. 16 10 CONSIDERAÇÕES FINAIS 19 BIBLIOGRAFIA 20
  • 2. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 1 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ 1. INTRODUÇÃO As relações de trabalho vêm sofrendo modificações ao longo do tempo assim como diferentes percepções pelos administradores. Hoje além da preocupação física, existe também uma preocupação com a integridade moral do trabalhador. Com o início da 1ª Guerra Mundial, as medidas protéticas focaram a qualidade de vida no trabalho e, a partir do final da década de 1960, as ações passaram a visar a saúde mental do trabalhador. A luta das empresas para obtenção do lucro força um ritmo intenso de trabalho exigindo do trabalhador jornada de trabalho em turnos, ritmos, intensidade, repetitividade e responsabilidade excessivas. Esses fatores contribuem para desencadear uma série de distúrbios na saúde mental do trabalhador. As altas taxas de desemprego que assolam grande parte dos países aumenta a competitividade por um emprego e torna as pessoas, a cada dia mais inseguras. fazendo com que as pessoas tornem o ambiente de trabalho um lugar de conflitos sem escrúpulos. A OIT e a OMS revelam perspectivas pessimistas para os próximos anos com relação ao impacto psicológico sobre os trabalhadores. Predominara a depressão, stress, angústias, desajustes familiares e outros danos psíquicos. Os organismos internacionais, os Estados, os movimentos representantes dos trabalhadores, as empresas e, finalmente, o Direito esboça uma luta contra os agentes nocivos. Adotar a prática de qualidade de vida no trabalho melhora não somente à saúde física dos trabalhadores, mas também à sua saúde mental e o seu aspecto psíquico social. 2. PROBLEMA Quais os impactos psicológicos ocorridos nas empresas decorrentes da aplicação do Direito Administrativo, considerando as questões do poder, autoridade, iniciativa e a qualidade de vida no trabalho.
  • 3. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 2 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ 3. JUSTIFICATIVAS O estudo dos impactos psicológicos nas empresas, gerados a partir da análise dos princípios administrativos, é de fundamental importância para explicar o comportamento dos indivíduos em seu ambiente de trabalho, no caso nas empresas públicas. Se buscarmos conhecer sobre o direito administrativo, esses estudos contribuirão para que o desenvolvimento desse assunto não se limite a acompanhar os acontecimentos, mas a procurar as posteriores soluções demandadas. Obter o entendimento a respeito do poder, autoridade e iniciativa é necessário, pois nas empresas e nas relações sociais verificaremos a presença desses fatores e será preciso saber, conviver e definir cada um desses agentes para se posicionar de forma benéfica nesse ambiente. Ainda buscando o bem estar psicológico, observamos que a qualidade de vida no trabalho é fundamental, pois para os funcionários da empresa estarem bem psicologicamente eles precisam de um ambiente de trabalho organizado, limpo e agradável para que o mesmo possa desempenhar a sua função de modo a ter produtividade e eficiência. 4. OBJETIVO GERAL Demonstrar que os impactos psicológicos gerados nas empresas podem ser estudados a partir da aplicação do Direito Administrativo, mostrando que é necessário entender sobre o que é o poder, autoridade e iniciativa, e ressaltando que a qualidade de vida no trabalho é fundamental para se obter o bem estar psicológico.
  • 4. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 3 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ 4.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Estudar através dos princípios da Legalidade, Supremacia do Interesse Público, Impessoalidade, Publicidade e Eficiência, os Impactos Psicológicos gerados nas empresas, especialmente as Empresas Públicas. • Analisar os conceitos de Poder, Autoridade e Iniciativa e sua finalidade no ambiente de trabalho. • Utilizar a qualidade de vida no trabalho como uma ferramenta para encontrar o bem estar psicológico, bem como mostrar exemplos de como conseguir esse bem estar. 5. METODOLOGIA Levantamento bibliográfico e pesquisas em “Sites” relacionados. O Projeto será desenvolvido através de pesquisas bibliográficas e de campo para verificar exemplos de praticas realizadas na empresa Banco do Brasil S/A relativas à qualidade de vida no trabalho. Estudaremos os impactos psicológicos gerados nas empresas, através das aplicações dos princípios do Direito Administrativo. Os princípios fundamentais do Direito Administrativo conferem identidade ao mesmo e lhes oferecem coerência e unidade, fazendo com que possa ser identificado um regime jurídico-administrativo com as peculiaridades que lhes sejam inerentes. A nova missão do Direito Administrativo deverá orientar o progresso das relações entre o homem e o Estado, e no coletivo, entre a sociedade e os centros do poder público. Nesse mesmo contexto, veremos a relação do poder, autoridade e iniciativa: o chefe e seus subordinados, mostrando as duas visões da autoridade formal dentro de uma empresa. E compreenderemos o comportamento do chefe com seus subordinados e a realização de uma chefia eficaz.
  • 5. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 4 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ Falaremos do bem estar psicológico e da realização de recursos dentro da empresa para encontrar formas de impulsionar a reestruturação desse bem estar. No texto veremos também a qualidade de vida no trabalho, buscando compreender as questões sociais, psicológicas e organizacionais. Finalizaremos com o estudo do bem estar psicológico versus qualidade de vida no trabalho, visando à interação trabalhador e empresa, e dentro desse mesmo assunto os vários tipos de assédio que poderão ocorrer no ambiente de trabalho. 6. OS PRINCÍPIOS ADMINISTRATIVOS E A PSICOLOGIA A psicologia ainda observa o homem contemporâneo a partir das categorias profissionais, desconsiderando que transformações sociais profundas geram impactos psicológicos proporcionais a essas transformações. Grande parte dos trabalhos da psicologia continua a utilizar exclusivamente teorias tradicionais para interpretar os impactos psicológicos gerados a partir do direito administrativo. Com grande freqüência, os psicólogos analisam novos sentimentos, comportamentos e conflitos humanos como diferentes manifestações de velhas conhecidas tendências, deixando de captar aquilo que de novo emerge na configuração psicológica do homem globalizado. Os impactos psicológicos decorrentes da aplicação do direito administrativo- ramo do Direito Público que prescreve as normas de atividade da administração pública- podem ser observadas através da aplicação de alguns dos princípios do direito administrativo. Por Exemplo: a) Legalidade: Segundo este principio a Administração Pública só pode fazer o que a lei admite, ou seja, as empresas podem realizar suas atividades se estas estiverem de acordo com a legislação vigente do Brasil, se por exemplo uma empresa pública precisar fazer uma compra de ar-condicionado não poderá comprar de qualquer fornecedor, e sim realizar uma licitação que obedecerá a legislação das licitações.
  • 6. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 5 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ No que decorre das relações entre particulares, é aplicável o principio da autonomia da vontade, que lhes permite fazer tudo o que a lei não proíbe fazer tudo o que não prejudica o outro. O Banco do Brasil S/A possui instruções codificadas, que contém todas as normas do Banco. Portanto todas as atividades bancárias e administrativas são orientadas por instruções que os funcionários conhecem, pois os mesmos realizam as atividades que lhe forem repassadas de acordo com as normas estabelecidas. A administração pública não pode por simples ato administrativo, conceder direitos ou criar obrigações, pois para tal ação ela necessita de lei. As empresas públicas em especial têm de seguir essas orientações e não poderá criar atribuições que não estejam amparadas em lei. Os funcionários precisam estar dispostos a vivenciar uma nova realidade, pois independente de suas personalidades e vivências, seu comportamento no ambiente de trabalho se dará de acordo com as instruções normativas da instituição, o que não dá a empresa direito de lesão ou ameaça de lesão ao funcionário. b) Supremacia do interesse Público: Esse principio também pode ser chamado de finalidade publica, e se encontra nos momentos de elaboração e execução da lei pela administração pública. As empresas não poderão apoiar situações que beneficiem interesses individuais, pois os interesses públicos têm supremacia sobre os individuais. Dentro da instituição – empresa pública- não é permitido investir ou facilitar operações que não estejam previstas no regulamento interno das empresas. Se a lei der a administração os poderes de desapropriar, de requisitar, de intervir, de policiar, de punir, é porque tem em vista atender o interesse geral que não pode ceder diante do interesse individual. O vicio do desvio de poder ou desvio de finalidade, torna o ato ilegal. c) Impessoalidade: Está relacionado com a finalidade pública, pois a administração não poderá atuar, tendo em vista, prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas, pois o interesse público deve nortear o comportamento.
  • 7. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 6 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ Podemos analisar esse principio observando que os atos e provimentos administrativos são de responsabilidade do órgão da entidade da administração e não do funcionário. As realizações governamentais não são do funcionário ou autoridade, mas da entidade pública em nome de quem as produzirá. A Constituição Federal no parágrafo 1° do artigo 37 proíbe que conste nome, símbolos e imagem que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou de servidores públicos em publicidade de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos. d) Presunção de Legitimidade ou de Veracidade: Neste principio observamos que a presunção da verdade que se relaciona com a certeza dos fatos, e por outro lado, a presunção da legalidade, pois se a administração pública se submete á lei presume-se até provar o contrário, que todos os seus atos sejam verdadeiros e praticados com observância das normas legais vigentes. Se ocorrer um processo administrativo contra uma Empresa, até que sejam analisadas as causas e efeitos, a empresa se submeterá à lei, e somente ao final do processo se poderá dizer que o mesmo não agiu de acordo com a norma vigente. e) Publicidade: levar o conhecimento do ato ou da atividade administrativa a terceiros, a fim de facilitar o controle e conferir possibilidade de execução, constitui o dever de dar publicidade. A atuação transparente do Poder Público exige a publicação ainda que meramente interna de toda forma de manifestação administrativa, constituindo-se este princípio requisito de eficácia dos atos administrativos. Observamos esse princípio aplicado às empresas públicas, quando estas têm de fazer a publicação de seus Demonstrativos Contábeis, em especial o Balanço Patrimonial. Quando as empresas fecham as suas contas de Receita e Despesas, e repassam o resultado, Lucro ou Prejuízo do exercício para o Balanço e este encontra - se fechado de acordo com a Legislação a empresa Pública tem de fazer a sua publicação em determinado período.
  • 8. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 7 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ O princípio propicia ainda a detenção de informações, certidões, atestados da administração, por qualquer interessado, desde que observada a forma legal, pois todos temos direito de receber informações dos órgãos públicos, sejam de interesse pessoal, coletivo e geral. f) Eficiência: Marca dos entendimentos possíveis: Tange ao agente público, que não pode atuar sem conhecimento de sua função, devendo buscar a consecução do melhor resultado possível. As empresas Públicas não almejam lucro, porém tem de utilizar com racionalidade os seus recursos. Por exemplo, uma determinada empresa Pública precisa de equipamentos de informática, faz os procedimentos necessários e recebe seus equipamentos a mesma deve zelar por estes, pois os mesmos lhe auxiliaram em seu serviço, para que o mesmo possa ser realizado com eficiência. Diz respeito também, a forma de organização da Administração Pública, que deverá atentar para os padrões modernos de gestão ou administração, vencendo o peso burocrático, atualizando-se e modernizando-se. Através dos recursos disponíveis as empresas públicas têm que administrar e gerir utilizando-se de ferramentas atualizadas. 7. PODER, AUTORIDADE E INICIATIVA: O CHEFE E SEUS SUBORDINADOS. O poder é ter o direito de agir, deliberar e mandar, ou seja, exercer uma influência. Quem exerce o poder muda as atitudes e o comportamento de outras pessoas. No caso, o chefe das empresas ou de um determinado departamento, pode utilizar sua influência, elogiando um trabalho desenvolvido pelo grupo de trabalho de sua empresa. Nesse mesmo assunto é importante lembrar da autoridade, que é um tipo de poder, e tem na legalidade uma tentativa de concluir seus poderes existentes.
  • 9. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 8 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ Podemos dizer que na base da autoridade formal, há duas visões: Visão Clássica: A administração (chefe) dá ordens e os subordinados obedecem, pois ao entrarem em uma organização, os subordinados tendem a aceitar a autoridade de seus superiores. Visão da Aceitação: É aceitar uma ordem por influência, o subordinado decidirá se cumpre ou não as ordens, sendo que a maioria é aceita pelos membros da empresa. Mais essa visão, mostra que nem todos os comandos ou leis são obedecidos a qualquer momento. Para um indivíduo aceitar uma condição, em que exista autoridade, é necessário uma boa comunicação, acreditar que não está sendo incoerente, ser compatível com os seus interesses pessoais, ter aptidão física e mental para concluí-las. O primeiro trata de como um colega de trabalho, tende a admirar o prestígio e o carisma de um outro colega na empresa; o segundo mostra como o chefe que conhece bem o assunto completa o seus funcionários, o subordinado tem mais confiança no que ele fala; o terceiro é quando as leis são para todos, sem distinções de cargo; o quarto é a forma negativa do poder de recompensa, é a punição quando se tem pequenos privilégios ou até a perda do emprego; e o último mostra as recompensas sendo utilizadas para elogiar as ações bem realizadas pelos subordinados, e não como gratificação para a conclusão de uma tarefa. A face positiva tem como principal característica, a preocupação com os objetivos do grupo, os chefes que exercem o seu poder de forma positiva em relação aos seus subordinados, desenvolvem competência e autoconfiança, para os mesmos serem bem sucedidos como pessoa ou membro de uma empresa. Esse chefe aumenta o espírito de equipe, elevando a auto-estima dos subordinados. Já na face negativa, a palavra chave é submissão, a iniciativa ou liderança nessa face, enxerga os subordinados como meros empregados, que são usados conforme as necessidades da empresa. Para o poder ser utilizado com sucesso, é necessário evitar atos de egoísmo ou impulsividade de seu poder; entender que o poder é indispensável para a realização de tarefas; ter objetivos na carreira para usar e desenvolver o poder.
  • 10. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 9 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ Os chefes precisam informar a seus subordinados, que eles são inteiramente responsáveis por tarefas específicas. Sendo assim, os chefes devem comunicar com clareza as atividades e os objetivos aos seus subordinados, convencendo-os a aceitar as responsabilidades por essas tarefas. Chefe e seus subordinados Vamos entender primeiramente o que é ser chefe, qual sua relação com seus subordinados, como realizar uma chefia eficaz e outros assuntos relacionados. Chefe é aquele que pensa e promove uma ação no interesse comum de todo um grupo. Para ser um bom chefe, não basta saber mandar exclusivamente, mas sim escolher os seus subordinados em ação, os assessorando, educando-os e amparando-os no momento certo. Consiste em saber como levar os subordinados a trabalharem em conjunto, utilizando as qualidades de cada um, indicando o lugar onde cada subordinado possa render melhor, dando a todos um sentido de igualdade perante as tarefas. Deve, porém, conhecer a fundo os seus subordinados, abrindo oportunidades com relação as suas iniciativas brilhantes, levar sem desânimo as tarefas a serem cumpridas, essas são algumas das principais funções do chefe, tornando-as insubstituível. O chefe deve está moralmente presente em toda a parte, a presença moral tem uma grandeza que não se pode substituir. O mesmo antes de tudo, deve aprender com as necessidades do grupo em relação à tarefa que se tem a realizar, coordenando os esforços de cada um, comunicando a esperança de vencer, fazendo que todos consigam chegar à vitória. Antes de tudo, o chefe é um servidor, assumindo a sua responsabilidade e auxiliando os subordinados a assumirem seus deveres. Ele tem que ser atento mais que os outros (vendo o perigo ou uma ocasião favorável); mais objetivo nas decisões (para que as tarefas sigam no ponto desejado); mais perseverante (para vencer os obstáculos), ou seja, ser sempre resistente nas diversas situações.
  • 11. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 10 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ Chefe tem a obrigação de se valorizar, para estar à altura de sua missão. Os subordinados precisam confiar em seu chefe, para segui-lo até o fim, é preciso que o próprio chefe sinta essa confiança, para que ele mesmo tenha coragem de pedir a seus subordinados, os esforços e sacrifícios que os levaram ao reconhecimento da empresa. O chefe que critica o seu superior na frente de seus subordinados põe a perder sua credibilidade e influência. Para o chefe, a disciplina significa o entendimento completo de suas idéias, pois deu a ordem e confiança na realização da tarefa. Estando nesse cargo, o chefe não deve ficar passivo, ou inativo, pois se não chegar a dominar os acontecimentos, será dominado por eles, ou seja, a salvação do chefe está sempre na ação. Se ele esperar ordens ou tempo para atuar, não é um verdadeiro chefe, ele é alguém que sabe somente tomar iniciativas brilhantes. A capacidade de decidir é uma das qualidades direcionadas a quem está no comando, se o chefe falta com essa qualidade, às tarefas são paralisadas. O verdadeiro chefe é aquele que inicia sua obra com firmeza, decidindo com responsabilidade e levando seus subordinados a fazerem suas atividades. O funcionário obedecerá se o chefe demonstrar o que quer, ou seja, que manifeste decisão. Há uma grande dependência entre chefe e os subordinados, o chefe para alcançar prestígios, necessita bastante dos subordinados, mas as evidências mostram que os subordinados dependem mais do chefe. O chefe controla o salário, as promoções, a permanência no emprego, o prestígio, e todas as satisfações pessoais que os subordinados buscam no ambiente de trabalho. Se o chefe quer apoio e motivação dos seus subordinados, para a realização de seus projetos dentro da empresa, ele necessita anular o lado amedrontador na relação chefe e subordinado. Para exercer uma chefia eficaz deve-se lembrar: que o chefe deve dar informações importantes, para que os subordinados sintam-se seguros no trabalho e na convivência com o chefe; apoiar as atitudes corretas dos subordinados; deixar os subordinados expressarem suas idéias. Falando sobre poder, não esquecemos de citar a Delegação de Poder e Autoridade, pois está relacionado com o poder do chefe.
  • 12. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 11 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ A delegação é uma função educativa que torna a chefia completa, e é através dela que o chefe motiva, orienta, corrige e avalia, ou seja, forma o gerente. A característica de um funcionário eficiente está em seus conhecimentos técnicos e nas habilidades humanas adquiridas, o desempenho está ligado diretamente com a competência. Se ocorrer uma desmotivação em relação ao subordinado, é fato que houve uma comunicação pouco esclarecedora do chefe para com o mesmo. Com a adoção da delegação, a gerência cresce com a organização, pois o direcionamento é somente nos recursos humanos. Assim, em uma perfeita delegação, a chefia precisa conhecer e estabelecer objetivos, e métodos para que a tarefa seja completa. Um funcionário trabalhando em um ambiente de não delegação, não sabe o que fazer, não possui orientação, não quer fazer, lhe falta o principal: motivação. Para se ter uma boa delegação é necessário que o administrador tenha maturidade e o conhecimento de capacidade dos funcionários, uma tarefa difícil pode ser considerada uma ação motivada, pois dependerá da relação estável entre o chefe e o subordinado, essa mesma relação requer confiança de ambas as partes. 8. O BEM ESTAR PSICOLÓGICO E A QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO. O entendimento de bem estar psicológico está em observar, como é a interação entre as oportunidades e as condições de vida, e o modo de como as pessoas organizam o conhecimento de si, conseguindo organizar as oportunidades pessoais e sociais. A utilização de recursos dentro da empresa de encontrar formas diante das dificuldades impulsiona a vigilância e a reestruturação do bem estar psicológico. Ser inteligente emocionalmente tem muita importância, pois assim a pessoa tem competência de avaliar seus próprios sentimentos, ou seja, juntando-se com a automotivação para lidar com as dificuldades da vida.
  • 13. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 12 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ O indivíduo automotivado que percebe ter dificuldades na vida, tem elevada auto-aceitação, senso de crescimento pessoal, propósito de vida e controle do ambiente em que vive, sendo assim, a automotivação atua tanto na reestruturação emocional interna quanto na externa. Estar bem psicologicamente mostra que a qualidade de vida no trabalho é bastante modificada, independente e motivadora. Chegar ao ambiente de trabalho, realizar suas obrigações, já não é um ato cansativo, pois o psicológico está pronto para cumprir com seus deveres, a qualidade de vida no trabalho torna-se evidente. Normalmente, quando se fala em qualidade de vida, o enfoque dado é o de que as pessoas devem responsabilizar-se pela modificação de determinados hábitos (tabagismo, alimentação inadequada, vida sedentária, etc.), visando uma vida saudável. Esse enfoque, entretanto, deixa a desejar, na medida em que não consegue nem dar conta da complexidade do problema e nem permite uma atuação adequada e resolutiva, seja para a organização, seja para o trabalhador. Isso decorre do fato de que nem tudo o que diz respeito á qualidade de vida no trabalho, depende exclusivamente da vontade ou ação unilateral do trabalhador. O termo Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), na sua origem, está associado ao Tavistok Institute of Human Relations. Há pouco mais de 40 anos, um pequeno grupo de pesquisadores ingleses, incluindo psicólogos, sociólogos, engenheiros, entre outros, tomou contato com a experiência que indicavam ser possível organizar o trabalho de forma diversa do modelo taylorista / fordista. Esta maneira alternativa privilegiava o conteúdo do trabalho, buscando compreender as questões sociais, psicológicas e organizacionais na situação de trabalho juntamente com as questões tecnológicas. A visão do homem que normalmente embasa o determinismo tecnológico é da pessoa como extensão não confiável da máquina, cujas atividades devem ser planejadas e controladas ao máximo. Entre outras idéias, o enfoque sócio-técnico prevê que os aspectos técnicos e sociais sejam otimizados conjuntamente, sem subordinação de um ao outro. Nesse modelo, a satisfação do trabalho provém de três fontes: as relações interpessoais no trabalho e fora dele e o desempenho no próprio trabalho.
  • 14. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 13 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ A responsabilidade, a realização e o reconhecimento são fundamentais para que haja orgulho e comprometimento com o trabalho. O significado da QVT varia de acordo com o contexto social e organizacional ou mesmo de pessoa para pessoa. Por esse motivo, deve ocorrer a participação dos membros da organização na definição e priorização dos componentes relevantes da QVT. De forma geral, são apontados por Walton, oito critérios mais relevantes: - Compensação justa e adequada que engloba: remuneração adequada, ou seja, aquela necessária para a pessoa atender suas necessidades pessoais e os padrões culturais, sociais e econômicos da sociedade em que vive; equidade interna e equidade externa; -Condições seguras e saudáveis de trabalho que levam em conta: a duração da jornada de trabalho, a carga de trabalho, o ambiente físico, o material e equipamento, condições de segurança e saúde no local de trabalho, estresse no trabalho; -Oportunidade imediata de uso e desenvolvimento das capacidades humanas envolve: autonomia, significado da tarefa, identidade da tarefa, variedade da habilidade requerida, feedback; -Oportunidade de contínuo crescimento e segurança abrange: possibilidade de carreira, crescimento pessoal, segurança no emprego; -Integração social na organização do trabalho inclui: igualdade de oportunidades, qualidade dos relacionamentos, senso comunitário; -Constitucionalismo na organização do trabalho diz respeito a: cumprimento dos direitos trabalhistas, privacidade pessoal, liberdade de expressão, normas e rotinas; -Congruência do trabalho com o espaço total da vida, ou seja, o equilíbrio entre jornada de trabalho, exigências de carreira, viagens e convívio familiar; -Relevância social de vida de trabalho desdobra-se em: imagem da organização, responsabilidade social da organização, responsabilidade social pelo serviços, responsabilidade social pelos empregados.
  • 15. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 14 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ Quando desejamos atuar em relação à QVT existem três fatores a considerar: o trabalhador, a organização e a relação individuo / organização com seus conflitos, contradições e satisfações. Portanto, quando se fala em qualidade de vida no trabalho estes três fatores devem ser analisados e, eventualmente, devem ser feitas intervenções visando um ou mais deles. O trabalhador não se limita a vender sua força de trabalho para a organização, procura a satisfação e auto-realização por meio do trabalho. Ele tem uma vida fora do trabalho que afeta e é afetada pelo que ocorre na esfera laboral, Como o trabalhador pode atingir produtividade e qualidade se ele está insatisfeito, se seu trabalho é considerado por ele nobre, pouco desafiante e sem perspectivas, se suas relações interpessoais no trabalho são marcadas por desconfianças e competição, se não se sente notado e compreendido, se o trabalho o adoece e até mata, se todo o seu esforço não é reconhecido? A organização é vista pelo trabalhador como possuindo características peculiares. É preciso analisar o próprio trabalho, as condições em que o mesmo é realizado e a forma como está organizado. Será que se pode falar em qualidade de vida no trabalho em locais barulhentos, poluídos, sujos, onde o trabalhador representa apenas apêndice de uma máquina, expõe sua saúde e integridade física / mental diariamente, não é contemplado por políticas de recursos humanos justas ou adequadas? Ao visar à relação indivíduo / organização é preciso perguntar-se até que ponto alcançar os objetivos da organização ajuda o indivíduo a atingir seus próprios objetivos. Falar de qualidade de vida no trabalho tendo em vista a relação indivíduo / organização implica em atuar objetivando a humanização do trabalho. Humanizar o trabalho implica, entre outros, em informar os trabalhadores sobre tudo o que lhes diga respeito, fazer os investimentos necessários para garantir a saúde biopsicosocial dos trabalhadores, dar voz ao trabalhador para com ele aprender e construir. Na qualidade de vida no trabalho é dada à complexidade do fenômeno, não se devem esperar soluções mágicas ou receitas fáceis. É necessário conhecer, diagnosticar corretamente para se poder propor as mudanças necessárias.
  • 16. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 15 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ É indispensável criar um espaço em que todos possam expor suas idéias sem medo de sanções. De acordo com as normas codificadas, do Banco do Brasil S. A mostraremos algumas informações importantes relacionadas à qualidade de vida no trabalho. O livro 060, capítulo 0150, título 00001, subtítulo 0001, versão 0002, da CSL Belém informa: O objetivo é promover a melhoria da qualidade de vida no trabalho, a partir da promoção de estilo de vida saudável. Os Pressupostos - o desenvolvimento do Programa QVT tem por base os seguintes pressupostos: 1. É uma ação institucional; 2. A adesão de qualquer atividade integrante do Programa é voluntária; 3. Considera a diversidade do público em suas variações culturais; 4. A educação continuada é o caminho para adoção de estilo de vida saudável; 5. A responsabilidade pelos cuidados com a saúde e a segurança no trabalho é compartilhada entre a Empresa, funcionários, estagiários e adolescentes trabalhadores. O Público-Alvo são: funcionários, estagiários e adolescentes trabalhadores. Os Benefícios – o Programa QVT (Qualidade de Vida no Trabalho), de acordo com seu objetivo, é composto dos seguintes benefícios: 1. Verba QVT para práticas antiestresse; 2. Clube de Convênios; 3. Espaços QVT; 4. Página de Qualidade de Vida: acessível à internet / Banco do Brasil / Retrato da Empresa / Sustentabilidade / Práticas Administrativas / Qualidade de Vida no Trabalho; 5. Socioambiental / Qualidade de Vida no Trabalho 6. Curso de Gestão Própria da Saúde; 7. Eventos para a promoção da saúde e qualidade de vida; 8. Campanhas de saúde.
  • 17. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 16 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ 9. BEM ESTAR PSICOLÓGICO X QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO. A interação trabalhador e empresa torna-se dinâmica e adaptativa, quando as pessoas que nelas trabalham possuem desempenho satisfatório, realizando trabalhos importantes, gerando segurança em futuras tarefas que podem ser realizadas. As diferenças tecnológicas de informação e de comunicação, melhoram a qualidade de vida e os negócios das empresas, favorecendo a informação democrática ocorrendo uma participação maior dos funcionários. A teoria de informação causa alterações na mente do ser humano, dando-lhe mais autonomia no campo do trabalho, ou seja, o trabalhador precisa está bem psicologicamente para melhor se adequar às tecnologias. Para uma empresa buscar melhor a qualidade de vida no trabalho, ela precisa planejar e desenvolver ações que venham a somar nas relações de trabalho, no sentido de maior produtividade e de realização pessoal dos trabalhadores, estimulando a criatividade. O conhecimento de si mesmo fortalece o bem estar psicológico, e é nesse conhecimento que o ser humano tem condições de administrar seus próprios sentimentos e comportamentos. O self é um conhecimento de si mesmo, ele permite interpretar experiências, comportamentos e regular emoções, tem uma relação inteiramente com o bem estar psicológico e a qualidade de vida. Para conseguir obter um excelente bem estar psicológico é necessário: • Relações de confiança, satisfação e afetividade com outras pessoas; • Ser capaz de aceitar a si mesmo e os outros; • Manter seu processo de desenvolvimento aberto a outras experiências; • Administrar fatos complexos da vida pessoal e profissional; • Ter objetivos na vida, sabendo lidar com o passado e presente; • Sempre está se auto avaliando.
  • 18. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 17 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ Percebemos que a automotivação é indispensável nas relações interpessoais e intrapessoais, impulsionando o indivíduo á planejar sua própria vida, lidando com as dificuldades e tentando manter as formas necessárias para se ter o bem estar psicológico. Nas relações de trabalho, era notável que primeiramente a vida do trabalhador era importante, logo em seguida a qualidade de vida no próprio trabalho e por último a limpeza mental do trabalhador. Nesse âmbito, órgãos e empresas começaram a dar atenção ao estado emocional do trabalhador. No ambiente de trabalho ouve-se falar em assédio moral, poucos sabem a seu respeito, outros arriscam a defini-lo, mais primeiramente o que é o assédio? É um ato de constrangimento físico ou psicológico, onde o alvo é exclusivamente uma pessoa. O assédio moral é quando um ser humano demonstra comportamento abusivo, mexendo com a dignidade de outra pessoa, humilhando-a e constrangendo-a. Seu maior objetivo é a exclusão, como por exemplo, do empregado no emprego. O assédio atinge exclusivamente o lado psicológico da pessoa. Ele pode ser classificado como uma espécie de dano moral, que modifica os direitos da personalidade do indivíduo. A característica evidente do assédio moral é quando alguém usa a superioridade de seu cargo para humilhar os subalternos, com o propósito de excluir esse alguém, que ele julga ser indesejável no grupo. O assédio pode ser por motivo de discriminação ou até mesmo de competição. Há também o assédio vertical, que é a utilização do poder do chefe para mostrar o abuso de seu poder, se livrando de algumas vezes das conseqüências que poderia sofrer no trabalho. Esse chefe cria situações para que o empregado sinta-se mal, chegando a pedir sua demissão. Isso acontece também no meio dos colegas de trabalho, que passam a perceber que o colega se destaca no meio deles, e começam a denegrir sua imagem.
  • 19. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 18 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ São vários os tipos de assédio que deteriores o psicológico do trabalhador, existe o assédio combinado que é a união do chefe e dos colegas de trabalho com a meta de excluir um funcionário e o assédio ascendente, apresenta um subordinado que se julga competente para ter o cargo de chefe. As principais pessoas que sofrem assédio moral são os empregados estáveis, como diretores, funcionários públicos, já que a estabilidade os impede de serem demitidos sem justa causa. Há também os trabalhadores vítimas de acidentes de trabalho, ou de uma doença, onde os colegas ou o chefe ficam zombando da sua situação, criando um ambiente desagradável ao assediado, com a possibilidade de começar a ter problemas psicológicos. Se o assédio tem a exclusão como finalidade, isso afeta totalmente a auto- estima, pois o indivíduo se torna marginalizado, ouve críticas excessivas de seus atos, recebe tarefas que chegam a ser humilhantes, ocorrendo transferência de departamento, dentre outros. A principal meta do terrorismo psicológico é afetar a saúde mental e física do assediado. Por ser uma forma discreta de apresentar problemas psicológicos, torna-se mais difícil identificar o assédio moral, levando a pessoa a se sentir culpada ou que merece passar por situação de caráter constrangedor. Assédio moral é uma das formas de causar problemas de personalidade no individuo, criando uma situação de roubo de direito de ter personalidade, causando um dano na saúde psicológica da pessoa. O assediado se julga inútil e não tem força para recomeçar. A pessoa que resiste a uma doença psicológica seja porque ela tem um equilíbrio emocional ou procurou um especialista, ela não será prejudicada, nem todo o mal a personalidade é assédio moral.
  • 20. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 19 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ 10. CONSIDERAÇÕES FINAIS Torna-se fundamental compreender a importância da aplicação dos Direitos Administrativos para conferir o caráter da organização de unidade de um sistema jurídico, e assim ressaltar os princípios que normatizam o Direito Administrativo. As empresas públicas precisam obedecer aos princípios administrativos, os mesmos servem para que os impactos psicológicos possam ser evitados e se esses princípios forem em locais de trabalho podem gerar benefícios psicológicos para os indivíduos que os utilizam. Entendemos que o chefe exercendo o Poder, Autoridade e Iniciativa de forma correta alcançará um ótimo rendimento na empresa. Sendo que as duas visões: clássica e de aceitação são decorrentes das atitudes exclusivas do chefe, e para a realização de uma chefia eficaz é necessário que o chefe faça uma boa comunicação. Concluímos que o bem estar psicológico proporciona melhores condições de vida, e que a automotivação é essencial na reestruturação emocional tanto interna quanto na externa. Sendo que a qualidade de vida no trabalho atua em três fatores: o trabalhador, a organização e a relação individuo / organização. Notamos a integração entre bem estar psicológico versus qualidade de vida no trabalho, ou seja, pessoas que possuem desempenhos satisfatórios na vida pessoal e profissional, concluem com sucesso suas tarefas na empresa.
  • 21. POSSÍVEIS IMPACTOS PSICOLÓGICOS, VERIFICADOS NAS EMPRESAS, DECORRENTES 20 DA APLICAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO. ___________________________________________________________________ BIBLIOGRAFIA CAETANO, Marcello. Princípios Fundamentais de Direitos Administrativos. Rio de Janeiro: Forense. 1970. LEAVITT, Haroldo. Psicologia para Administradores. São Paulo: Editora Cultrix, 1990. URIS, Aurem. Novos Rumos em administração em empresas. São Paulo: Saraiva, 2001. Bernardes, Ruy. Princípios Administrativos. Belém - Pará, 2008. Disponível em http://www.cfa.org.br/download/RD2905.pdf. Acesso em 20 fev.2008. Aragão, Gerson. Princípios e atos administrativos. Belém – Pará, 2008. Disponível em http://www.direitonet.com.br/textos/x/23/00/230/. Acesso em 19 fev. 2008. Matias, Mirlene. Relações entre estrutura Organizacional e bem estar psicológico. Belém – Pará, 2008. Disponível em http://www.facef.br/rea/edicao08/ed08_art03.pdf. Acesso em 19 fev.2008. Machado, Clovis. Autoridade, poder e influência. Belém – Pará, 2008. Disponível em http://www.pr.gov.br/batebyte/edicoes/1997/bb62/autorida.htm. Acesso em 18 fev. 2008.