Manual de pioneirias e tecnicas de campo

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Manual de pioneirias e tecnicas de campo

  1. 1. TROPA SÊNIOR MANUAL DO MONITOR Dicas, Truques e Macetes DEZEMBRO/2008 Chefe Arthur
  2. 2. Salve Rapaziada Este material é simplesmente para apoio em suas atividades, principalmente neste nosso início de Grupo Escoteiro. O principal, é que vocês usem a CRIATIVIDADE e a INTELIGÊNCIA, para montarem seus acampamentos.
  3. 3. CONTEÚDO Viver ao Ar Livre .............................................................................4 Conselhos úteis:..............................................................................4 Ferramentas ...................................................................................4 O Machado e a machadinha...........................................................4 Quebra do Cabo..............................................................................5 Afrouxamento da Cabeça ...............................................................5 Manutenção do Machado ..............................................................5 Afiação............................................................................................5 Como substituir o cabo: Fio Correto Machado em ação ................5 Certo e Errado no uso do Machado ou Machadinha......................6 ALGUMAS PRECAUÇÕES.................................................................6 FACA E CANIVETE............................................................................6 FACÃO.............................................................................................6 LAMPIÕES.......................................................................................7 Lampiões a Querosene ...................................................................7 Como usar: .....................................................................................7 Lampiões Elétricos..........................................................................7 Lampiões a gás ...............................................................................7 Conselhos úteis...............................................................................7 NÓS E AMARRAS.............................................................................8 Nó Direito .......................................................................................8 Nó Direito Alceado .........................................................................8 Nó de Escota...................................................................................8 Nó de Escota Alceado .....................................................................8 Nó de Correr...................................................................................8 Nó em Oito .....................................................................................8 Volta da Ribeira ..............................................................................8 Volta do Fiel....................................................................................8 Volta do Fiel Duplo .........................................................................8 Catau ..............................................................................................8 Nó Aselha........................................................................................8 Nó de Arnez....................................................................................8 Balso pelo Seio................................................................................9 Fateixa ............................................................................................9 Lais de Guia.....................................................................................9 Nó de Pescador...............................................................................9 Volta Redonda com Cotes ..............................................................9 Volta do Salteador..........................................................................9 Moringa ..........................................................................................9 Nó de Frade ....................................................................................9 Enfardador......................................................................................9 Falcaça..........................................................................................10 Cadeira de Bombeiro....................................................................10 Amarra Diagonal...........................................................................10 Amarra Quadrada.........................................................................10 Amarra de Tripé............................................................................10 Amarra Paralela............................................................................10 ESTACAS E ESPEQUES ...................................................................12 ancoragem....................................................................................12 PIONEIRIAS ...................................................................................12 ABRIGOS, BIVAQUES E BARRACAS................................................12 A Barraca ......................................................................................14 PORTAIS........................................................................................16 Mesas ...........................................................................................19 Pioneirias Variadas .......................................................................20 Canto do lenhador........................................................................23 Forno de acampamento ...............................................................24 Fossas em acampamentos............................................................24 Latrina...........................................................................................25 Mastros.........................................................................................26 Chuveiro de acampamento ..........................................................26 Lavatórios .....................................................................................27 FAZENDO FOGO SEM FÓSFOROS..................................................28 MÉTODO DO ARCO.......................................................................28 MÉTODO COM PEDRA..................................................................28 MÉTODO LUPA .............................................................................28 Fogo sem fósforos só com bambu................................................28 Catapultas.....................................................................................29 Fogueiras.......................................................................................30 Os 7 passos que você deve saber sobre fogueiras:.......................30 1- Limpando o chão.......................................................................30 2- iniciando o fogo ........................................................................30 3- Mecha .......................................................................................30 4- Acendalha .................................................................................30 5- Fazendo o fogo..........................................................................30 6- Apagando o fogo.......................................................................30 7 - Tipos de fogueiras....................................................................30 COZINHA MATEIRA........................................................................31 FERRAMENTAS E CUIDADOS .........................................................32 fogo...............................................................................................32 HIGIENE.........................................................................................32 LATRINAS.......................................................................................33 PONTES E PINGUELAS ...................................................................33 TRAÇADOR ....................................................................................33 BASTÃO ESCOTEIRO ......................................................................33 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE DISTÂNCIAS E ALTURAS.................37 Dicas para os integrantes da Corte de Honra................................38 O que você deve saber sobre a Corte de Honra............................39 O poder judiciário da Corte de Honra ...........................................40 Ver POR regra 041 medidas disciplinares.....................................40 Atividades de patrulha..................................................................40 Conselho de monitores.................................................................40 Agilizando o Trabalho da Corte de Honra .....................................40 Votações .......................................................................................40 Tradições.......................................................................................41 Presidente da Corte de Honra.......................................................41 Competições e Pontuações...........................................................41 Cerimônias ....................................................................................42 Atenção especial ...........................................................................42 O Espírito de Patrulha ...................................................................42 COMO SE COMPORTAR EM ATIVIDADES EXTERNAS.....................42 FOGUEIRAS:...................................................................................42 ATALHOS:......................................................................................42 LAVANDO A LOUÇA:......................................................................42 ESCOVANDO OS DENTES:..............................................................42 BARULHOS: ...................................................................................42 ANIMAIS E PLANTAS:.....................................................................43 LIXO:..............................................................................................43 Dicas para jornadas.......................................................................43 Jornadas........................................................................................43 Paradas..........................................................................................43 Roupa da jornada..........................................................................43 Mochila .........................................................................................43 Sacos de dormir ............................................................................43 Capa de chuva...............................................................................43 Cantil.............................................................................................43 Sapatos..........................................................................................43 Agasalho........................................................................................43 Faca...............................................................................................43 Material de higiene.......................................................................43 Roupa de reserva ..........................................................................44 Iluminação.....................................................................................44 Remédios pessoais........................................................................44 Documentos..................................................................................44 Material de alimentação...............................................................44 Material comum a todos os participantes ....................................44 Alimentação..................................................................................44 Mapas ...........................................................................................44 Necessidades Fisiológicas..............................................................44 Lixo................................................................................................44 Acampamentos .............................................................................44 Atenção Especial ...........................................................................44 MANUAL DO MONITOR ................................................................45 Inspeção de giwell.........................................................................71 Exemplo de uma planilha de pontuação na Inspeção de Gilwell ..73 TRADIÇÕES DA PATRULHA............................................................74 REFERÊNCIAS.................................................................................76
  4. 4. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 4 VIVER AO AR LIVRE “Acampar é a parte mais alegre da vida de Escoteiro. Viver neste ar livre que Deus nos deu, entre colinas e árvores, pássaros e animais, junto ao mar e aos rios, isto é, viver com a natureza, tendo sua pequena casa de lona, preparando sua própria comida e explorando os arredores — tudo isso traz saúde e felicidade, num grau que nunca se consegue obter entre os tijolos e a fumaça da cidade. Excursionar, também quando penetramos cada vez mais longe, explorando cada dia, novos lugares, é uma gloriosa aventura, que nos torna mais fortes e rijos, insensíveis ao vento e à chuva, ao calor e ao frio. Aceitamos o que vier, com uma consciência de nossa capacidade com um sorriso, sabendo que venceremos no fim. Mas, naturalmente, para gostar de acampamentos e excursões é preciso saber como realizá-los adequadamente. É preciso saber como armar uma barraca, ou preparar um abrigo; como preparar e acender o fogo; como cozinhar; como amarrar troncos a fim de fazer uma ponte ou uma jangada; como se orientar e encontrar o caminho a seguir, de dia ou de noite, em lugares estranhos; e ainda muitas outras coisas.” (Baden-Powell – Escotismo Para Rapazes) O habitante da cidade, obrigado a viver entre paredes, que mal permitem o contato como sol, respirando continuamente o ar viciado por uma população densa, deve, forçosamente, sentir ao conviver com a natureza o prazer que experimenta o pássaro a quem se abriu a gaiola em que vive para desfrutar a liberdade de que gozara outrora. Ainda que a cidade tenha indiscutíveis encantos, e que por estarmos a eles acostumados já não nos poderíamos afastar, também é indiscutível que a vida urbana empobrece a saúde e diminui a alegria de viver que em alguns casos põe em aberto a luta do homem contra o homem. Parece que ao deixar de contemplar a natureza e seus encantos, o homem perde a sua natural simplicidade e vê abalada sua fé; é como ao se afastar de sua origem acaba, também a se afastar de Deus. Uma vez que não nos é possível restabelecer um vínculo íntimo com a natureza de forma permanente, é necessário que o façamos, ainda que de vez em quando. Os acampamentos se constituem em um modo de facilitar este retorno à fonte; uma aprendizagem de como amar e a admirar a natureza, como uma espécie de purificação da vida nas cidades. Um acampamento é uma comunidade que desenvolve sua vida em um lugar aprazível, afastada do ruído habitual, à beira de um rio, ao pé de uma montanha, na orla de um lago, ou próximo ao mar. É uma comunidade que se afasta da cidade, para encontrar no seio da natureza a tranqüilidade e o sossego que a vida urbana nega. Não chega a ela nem o rumor das ruas, nem os gases dos veículos, nem a fumaça das fábricas, nem os compromissos sociais e nem mesmo a preocupação dos negócios. Ocupa-se o tempo em gozar dos encantos da natureza, a brincar, rir, se divertir e ao mesmo tempo refletir sobre assuntos que talvez nunca nos preocuparam. A absoluta igualdade de abrigos, de comida e de direitos, faz com que não existam ali nem ódios, nem intrigas nem ambições ou mesquinharias de qualquer tipo. Uma amizade pura nasce assim naquela atmosfera de cordialidade e oferece seus melhores frutos e na cooperação, na tolerância e na solidariedade. CONSELHOS ÚTEIS: • Escolha bem o terreno, preferencialmente um platô, eliminando tudo o que ficará debaixo do piso que possa causar desconforto ou mesmo rasgar o piso. • Isolar o piso da barraca do terreno pode aumentar, consideravelmente, o conforto. Uma lona envolvendo, jornais melhora em muito o isolamento térmico e proporcionam um melhor nivelamento do colchonete ou do saco de dormir. • Ao deixar o local do acampamento, deixe-o ainda mais limpo do que o encontrou. • Caso o terreno seja arenoso e não permita a correta fixação dos espeques, pode-se fazer um amarrado de palha, capim ou gravetos, que enterrados à profundidade conveniente permitirão a fixação das adriças. • Observe a correta tensão das adriças que não devem estar frouxas nem tensionadas demasiadamente. Observe que os espeques mantenham a posição correta e que não tenham se deslocado em função da pouca firmeza do terreno. • A resistência ao vento é determinada pela tensão das adriças, pela correta montagem da barraca e do posicionamento em relação ao vento. Posicionar a entrada da barraca no lado oposto ao qual o vento sopra evita a excessiva ventilação que poderia esfriar em demasia em tempos mais frios, a entrada de poeira e impede que o vento infle a barraca prejudicando sua estabilidade. Em caso de ventos muito fortes, desmontar os avanços, que causam o efeito asa. • Antes de serem desarmadas, as barracas devem ser cuidadosamente limpas. Especialmente os pisos. Fechar os “zíperes”. A umidade também deve ser evitada, pois causa o apodrecimento da maioria dos materiais. • Caso seja inevitável, tão logo seja possível, as barracas devem ser abertas para que sequem e sejam convenientemente arejadas. • Lembre-se sempre da necessidade de limpeza do local do acampamento; todo o lixo gerado deve ser levado de volta, de forma que o lugar fique igual, ou melhor, do que estava antes do acampamento. • A menos que seja vital, não mutile a flora e a fauna; tenha em conta que você é um visitante ocasional e que eles são os “habitantes” permanentes. • Aprenda a desfrutar da paz e do canto dos pássaros, ao invés de gerar ruído com rádios e aparelhos de som. • Não se instale próximo a banheiros. Nos dias quentes e muito “concorridos”, não é o lugar mais agradável. • Pela manhã, remova tudo da barraca e permita que o sol entre na mesma. FERRAMENTAS O MACHADO E A MACHADINHA Em nossas atividades de lenhadores, ouso de machados é de suma importância. Insubstituível no abate de árvores e no corte de lenha é uma ferramenta que tem como contrapartida de sua utilidade a necessidade de cuidados para manter tanto a eficiência, quanto a segurança. Os problemas mais freqüentes no uso de machados e machadinhas são:
  5. 5. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 5 QUEBRA DO CABO Normalmente ocorre por uso inadequado de força, já que os machados devem cortar por seu próprio peso, ou por apodrecimento da madeira por má conservação. Para se efetuar a substituição, deve-se enterrar a lâmina em terra úmida, para se proteger a têmpera, e fazer uma pequena fogueira sobre o “olho” para que se carbonize a madeira remanescente do cabo. A seguir deve-se ajustar o novo cabo, pelo uso de uma cunha de ferro ou aço a ser introduzida em uma ranhura previamente feita no novo cabo. Por ser parte vital da ferramenta, este ajuste deve ser perfeito, proporcionando grande firmeza ao conjunto cabeça-cabo. AFROUXAMENTO DA CABEÇA Com o passar do tempo, a tendência é de que todos os cabos venham a se afrouxar da parte metálica. Um método de resgatar a firmeza é a de mergulhar a parte metálica em óleo, ou água para que a dilatação da madeira por efeito da capilaridade da madeira possa resgatar a rigidez do conjunto. No entanto, não se trata de solução absolutamente segura, sendo, assim, aconselhável a substituição do cabo, como descrito anteriormente. MANUTENÇÃO DO MACHADO O machado é um instrumento ao qual se deve dispensar os cuidados necessários para que conserve sua eficiência. Acabamos de ver como proceder para a substituição dos cabos. Com relação à porção metálica, é conveniente que se mantenha livre de oxidação (ferrugem). Assim, durante o seu uso, é conveniente que se mantenha seco e após a sua utilização, seja guardado lubrificado ou envolto em vaselina sólida. AFIAÇÃO Apesar de ser um método bastante usual, o uso do esmeril é desaconselhável, pois além de retirarem grandes porções de metal, o efeito de alta rotação causa aquecimento com conseqüente perda de têmpera. No caso de utilização de pedras rotativas, deve ser dada preferência às “pedras de água”, em baixa rotação, pois causarão menor calor e permitem maior controle da afiação. O método preferencial deve ser o uso de pedras planas, lubrificadas com óleo. Através de movimentos circulares, se obtém um fio uniforme e confiável. (ver figuras abaixo). COMO SUBSTITUIR O CABO: FIO CORRETO MACHADO EM AÇÃO Apesar de se tratar de uma ótima ferramenta, a falta de habilidade no seu manuseio fará com que seja de pouca serventia. Alguma prática e seguir os conselhos abaixo ajudarão bastante a explorar todo o potencial da ferramenta. Não golpear o tronco ou galho perpendicularmente. O ângulo correto é de cerca de 60º. Golpear alternadamente à direita e à esquerda. O primeiro golpe deve levantar uma lasca e o segundo deve cortá-la. Obviamente quanto mais profundo fique o talho, mais golpes serão necessários de cada lado. O apoio do material a ser cortado é de fundamental importância: Sendo o solo não rígido, os golpes serão amortecidos; Apoiar uma das pontas do tronco e golpeá-lo no meio também não é prática eficiente, já que o vão formado fará com que a tora oscile, diminuindo a eficiência dos golpes; Aplique sempre os golpes sobre o lado oposto àquele que está apoiado; Apenas quando se tratar de toras ou troncos muito grossos é que se pode dispensar o apoio. Uma prática muito usada, porém totalmente condenável, é se cortar a lenha diretamente sobre o solo, o que prejudica enormemente o fio do machado. Somente deve ser usado o apoio de madeira.
  6. 6. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 6 CERTO E ERRADO NO USO DO MACHADO OU MACHADINHA ALGUMAS PRECAUÇÕES Além dos cuidados com o machado, devemos ter cuidado para evitar os graves ferimentos que o manuseio errado pode causar: Uma boa prática é a utilização de capa ou bainha que além de proteger o fio da ferramenta evita acidentes; Um erro muito freqüente é transportar o machado segurando-se o cabo pela extremidade oposta ao ferro. Qualquer descuido fará com que a parte cortante fique livre e sem controle. Deve-se adotar uma das soluções seguintes: Levar a ferramenta com o ferro próximo à mão e com o fio para frente: Caso seja necessário o uso das duas mãos, Levar o machado ao cinto, em uma das laterais do corpo com o fio para trás. Não deixar o machado largado no chão, o que pode causar acidentes. FACA E CANIVETE A faca do acampador é um instrumento com tantos usos que qualquer descrição destes será incompleta. Assim, é um utensílio que deve servir para comer, cortar alimentos, cortar madeira, tiras, cordas, e emergencialmente, servir de chave de parafusos, abridor de latas, e uma infinidade de outras aplicações. Além de robusta, uma boa faca de acampamento deve ter cerca de 12 cm de lâmina e 3mm de espessura. Deve terminar em ponta e ter fio apenas em um de seus lados. A empunhadura deve ser cômoda tanto por seu formato, quanto por seu material. É muito importante que a empunhadura tenha guarda, que evita que a mão deslize e se fira na lâmina. A bainha é um acessório importante, pois além de proteger a lâmina, evita cortes acidentais. As lâminas, normalmente são feitas de aço inoxidável, que ao não ser nos tipos mais caros nem sempre proporcionam um fio duradouro. Nas lâminas sujeitas a oxidação, é aconselhável que sejam mantidas secas e sejam guardadas em suas bainhas com uma fina película de óleo lubrificante. Quando for emprestar uma faca, a lâmina deve estar com o fio para fora. A faca deve ser passada para que a outra pessoa pegue no cabo. (como desenho ao lado). Um bom canivete pode ser um substituto eficiente da faca, desde que possua uma lâmina forte e que permaneça firme quando aberto. Por não possuir guarda como as facas, cuidado adicional deve ser tomado em seu uso e manuseio para não se cortar as mãos. Existem tipos de mola que não são aconselháveis, pois, têm lâminas mais finas e fio dos dois lados, o que não faz deles os tipos mais aconselháveis em acampamentos. Finalmente, é bom lembrar que deve ser evitada a ostentação desnecessária da faca, que deve ser levada à cinta, única e exclusivamente quando estiver em uso; caso contrário, deve ser levada nos bolsos da mochila. FACÃO Um bom facão é outro instrumento de grande utilidade, podendo, inclusive, substituir o machado em serviços mais leves. É necessário que seja de bom aço para que tenha a resistência necessária. O uso do facão é serviço pesado, e caso não tenha a qualidade necessária torna-se bastante desgastante. Deve ser leve, porém sua construção deve ser tal que quando em movimento ganhe a energia necessária aos cortes a que se destina. Os melhores modelos são os que têm lâmina com cerca
  7. 7. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 7 de 4 cm de largura. Com relação ao comprimento, vários aspectos devem ser considerados: O primeiro aspecto a ser considerado é a estatura de quem o usa. Os mais curtos são mais ágeis para uso em matas fechadas e densas, porém requerem mais força de quem os usa; Os mais longos ganham mais força quando em movimento, porém não são recomendados para vegetação densa e têm a tendência de envergar. A exemplo das facas, os cabos devem ser de boa qualidade, anatômicos e sem protuberâncias a fim de que não machuquem as mãos. É sempre preferível que quando fora de uso seja levado em sua bainha. Quando de seu uso, certificar-se sempre de que não existem pessoas no raio de alcance da ferramenta. Quando caminhar, muito cuidado com o equilíbrio, pois quedas quando se seguram facões podem causar sérios acidentes. CANTIL Tão tradicional quanto útil, o cantil é um equipamento necessário em qualquer tipo de acampamento. Consiste de um recipiente de metal ou plástico revestido por uma bolsa que tem uma importante função. Quando molhada, esta bolsa mantém a água razoavelmente fresca, mesmo durante os dias mais quentes. Ainda que existam vários tipos de cantis, os melhores são os de alumínio com bolsa de feltro, que, entretanto, são mais caras. Os plásticos são bem mais baratos, porém tendem a deixar gosto desagradável na água. Existem os modelos plásticos quimicamente inertes, porém são de custo mais elevado. LAMPIÕES Dispor de luz suficiente é uma das necessidades que todos aqueles que se disponham a acampar. Entre os diversos tipos de lampiões conhecidos, podemos citar os seguintes modelos: LAMPIÕES A QUEROSENE São aparelhos mais baratos, porém têm como principais inconvenientes o fato de produzir uma luz fraca e bastante amarelada, inadequada quando se necessita fixar as vistas em algo específico e o risco de que algum choque possa derramar o combustível, e vir a causar incêndios. Existem tipos que utilizam camisas incandescentes que proporcionam luz mais intensa e menos amarela, porém o risco do derramamento do querosene é o mesmo. COMO USAR: Verifique o tamanho do pavio ou mecha. Quantidade de querosene, dependendo do transporte ás vezes é melhor levar vazio, para não derramar. Estado do vibro, sempre ter um de reserva. Antes de acender tenha a certeza que não há combustível em suas mãos e nem perto do lampião. Para acender pressione a alavanca para levantar o vidro, aproxime o fósforo ao pavio. Quando acender, baixe o vidro e regule a chama para não escurecer o vidro. Para apagar basta suspender o vidro e assoprar. LAMPIÕES ELÉTRICOS Existem vários tipos de lampiões elétricos, inclusive os dotados de lâmpadas fluorescentes e os que possuem baterias recarregáveis. São caros e normalmente a vida das pilhas ou baterias não excede algumas horas. LAMPIÕES A GÁS São os que apresentam a melhor relação custo benefício, pois propiciam luz intensa e duradoura a um custo razoável. São seguros já que não usam combustível líquido, sendo, atualmente o preferido dos acampadores. CONSELHOS ÚTEIS Estado da “camisa” - tenha sempre algumas de reserva Quantidade de gás no botijão E estado do “Filtro”. Se a rosca do lampião se adapta ao bujão de gás. Estado dos anéis de borracha de vedação, se estiverem ressecados, com rachaduras, troque. Para trocar a camisa, retire o parafuso de fixação, desmonte o lampião retirando o vidro . Prenda a “camisa” no “filtro” e remonte o lampião . Para acender o lampião, acenda o fósforo, o coloque bem perto da “camisa” pela abertura abaixo do vidro, até ela queimar totalmente. Depois de queimada abra um pouquinho a torneira, e regule a entrada de ar . • Se a “camisa” quebrar ou cair, desligue o lampião, espere esfriar e troque a “camisa”. • Sempre levar “camisas” de reserva, pois se rompem com facilidade quando em movimento, após a queima. • Evitar que se encostem objetos nas partes metálicas, pois o calor gerado poderia vir a causar incêndio. • Nunca mantenha lampiões a gás ou querosene dentro de barracas.
  8. 8. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 8 Alem dos riscos de incêndios ou explosões por vazamentos, no caso dos lampiões a gás existe o risco de envenenamento. NÓS E AMARRAS NÓ DIREITO Utiliza-se para unir duas cordas da mesma espessura. NÓ DIREITO ALCEADO Como o Nó Direito simples é utilizado para unir dois cabos da mesma espessura, porém possuí uma alça que desata o nó quando puxada. Geralmente é usado quando o nó direito não é permanente e precisará ser desfeito mais tarde. NÓ DE ESCOTA Utiliza-se para unir duas cordas de diferentes espessuras NÓ DE ESCOTA ALCEADO Mesma utilidade do escota, só que mais fácil de desatar. É muito utilizado para prender bandeiras na adriça. NÓ DE CORRER Serve para fazer uma alça corrediça em uma corda. NÓ EM OITO Utiliza-se para evitar o desfiamento da ponta de uma corda. Utilizado também por montanhistas para unir duas cordas (nó em oito duplo). VOLTA DA RIBEIRA Utilizado para prender uma corda a um bastão (tronco, galhos, etc.) depois mante-la sob tensão. VOLTA DO FIEL Nó inicial ou final de amarras. Não corre lateralmente e suporta bem a tensão. Permite amarrar a corda a um ponto fixo. VOLTA DO FIEL DUPLO Utilizado para amarrar cabos de retenção e espias. CATAU Utiliza-se para reduzir o comprimento de uma corda sem cortá-la. Serve também para isolar alguma parte danificada da corda, sem deixá-la sob tensão. NÓ ASELHA É utilizado para fazer uma alça fixa no meio de um cabo. NÓ DE ARNEZ É utilizado para fazer uma alça fixa no meio de uma corda (sem utilizar as pontas).
  9. 9. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 9 BALSO PELO SEIO Serve para fazer duas alças fixas do mesmo tamanho em uma corda FATEIXA Serve para prender um cabo a uma argola, ponta de toldo sem amassar. LAIS DE GUIA Utilizado para fazer uma alça fixa (e bastante segura) tendo em mãos apenas uma ponta da corda. NÓ DE PESCADOR Utilizado para unir linhas de pesca, cordas corrediças, delgadas, rígidas, cabos metálicos e até cabos de couro. VOLTA REDONDA COM COTES Muito utilizado para amarar o sisal que estica um toldo no espeque. VOLTA DO SALTEADOR Utilizado para descer de algum lugar e levar a corda, o nó permite puxar a outra ponta e desfazer o nó. Utilizado para prender uma corda a um bastão, com uma ponta fixa e outra que quando puxada desata o nó. MORINGA O Nó de Moringa é utilizado para amarrar um cabo em um gargalo de garrafa ou jarro. É seguro e resistente. NÓ DE FRADE Usado para criar um tensor na corda. Pode servir para parar uma roldana ou auxiliar na subida de uma corda como nó de apoio. Também pode ser usado para a transmissão de código Morse. ENFARDADOR Permite ser sempre ajustado quando é necessário manter uma corda ou cabo sempre esticado. Numa falsa baiana, por exemplo, ao receber muito peso o cabo afrouxa, com este nó é possível estica-lo novamente com firmeza ser desfazer completamente o nó.
  10. 10. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 10 FALCAÇA A falcaça é feita na ponta de um cabo evitando que ele comece a desmanchar com o uso e o tempo. Pode ser feita com linha grossa CADEIRA DE BOMBEIRO É um nó simples e rápido de atar quando se precisa subir ou descer uma pessoa de uma árvore, barranco ou outro ponto. É seguro, porém mais utilizado em caso de emergência ou quando a altura não oferece grandes riscos. Para estes casos, existem cadeiras mais elaboradas e seguras. AMARRA DIAGONAL Serve para aproximar e unir duas varas que se encontram formando um ângulo agudo. É menos usada que a Amarra Quadrada, mas é muito utilizada na construção de cavaletes de ponte, pórticos etc. Para começar usa-se a Volta da Ribeira apertando fortemente as duas peças, dão-se três voltas redondas em torno das varas no sentido dos ângulos, e em seguida, mais três voltas no sentido dos ângulos suplementares, arrematando-se com um anel de duas ou três voltas entre as peças (enforcamento) e uma Volta de Fiel para encerrar. Pode-se também encerrar unido a ponta final a inicial com um nó direito. AMARRA QUADRADA É usada para unir dois troncos ou varas mais ou menos em ângulo reto. O cabo deve medir aproximadamente setenta vezes o diâmetro da peça mais grossa. Começa-se com uma Volta de Fiel bem firme ou uma Volta da Ribeira. A ponta que sobre desse nó, deve ser torcida com o cabo para maior segurança ou utilizada para terminar a amarra unindo-se a ponta final com um nó direito. As toras ou varas são rodeadas por três voltas completas redondas entre as peças (enforcamento) concluindo-se com a Volta do Fiel na vara oposta ao que se deu o nó de início ou com o nó direito na extremidade inicial. AMARRA DE TRIPÉ Esta amarra é usada para a construção de Tripés em acampamentos, afim de segurar lampiões ou servir como suporte para qualquer outro fim. A amarra de tripé é feita iniciando com uma volta da ribeira e passando alternadamente por cima e por baixo de cada uma das três varas, que devem estar colocadas lado a lado com uma pequena distância entre elas. A vara do meio deve estar colocada bem acima, afim de amarrar a sua extremidade inferior à extremidade superior das outras duas ao lado. Não é necessário o enforcamento nesta amarra, pois ao ajustar o tripé girando a vara do meio a amarra já sofre o "enforcamento" sendo suficientemente presa. Entretanto, em alguns casos o enforcamento pode ser feito, passando voltas entre as varas e finalizando com uma volta do fiel ou nó direito preso a extremidade inicial. AMARRA PARALELA
  11. 11. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes Serve para unir duas varas colocadas paralelamente. Pode ser usada para apoiar ou até sustentar o outro bambu. Faz-se uma argola e dá-se voltas sobre ela e as duas varas como se estivesse falcaçando, terminando, também como uma falcaça, passando a ponta do cabo pela argola e puxando a outra extremidade para apertar. Finaliza direito unindo as duas extremidades. Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 as duas varas como se estivesse falcaçando, terminando, também como uma falcaça, passando a ponta do cabo pela argola e puxando a outra extremidade para apertar. Finaliza-se com um nó Página 11
  12. 12. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 12 ESTACAS E ESPEQUES ANCORAGEM PIONEIRIAS ABRIGOS, BIVAQUES E BARRACAS Quando em atividades mateiras, é natural que o escoteiro procure comodidade montando abrigos para se proteger do sol, vento ou chuva. Com uma pequena lona é possível montar rapidamente um abrigo para se proteger das intempéries durante as atividades.
  13. 13. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 13 Existe uma inesgotável diversidade de modelos de abrigos e formas de acampar que só a experiência nos ensina. Uma simples lona em forma de tenda basta para construirmos um abrigo. Outro fator importante é sabermos aproveitar os materiais que a natureza nos oferece para a montagem de nosso abrigo. Não importa a altura de um abrigo ou o material que contamos para construí-lo, o importante é utilizar o que esta ao nosso alcance, para fazer da vida ao ar livre uma arte. A sobrevivência e a busca de conforto no campo desenvolvem o talento de fazer como uma lona plástica, diferentes desenhos de abrigos e tendas para acampamentos improvisados. Isso não quer dizer que não se tenha programado o acampamento, e sim que, com a lona que faz parte do equipamento, pode-se adaptar-se facilmente as necessidades em caso de alguma emergência. A escolha do local é muito importante, tente escolher uma área elevada e com um pequeno caimento, pois no caso de chuva você não correrá o risco de ter seu abrigo ou barraca alagada. Jamais monte seu abrigo na encosta de morros que apresentam riscos de desabamento, bem como sob árvores velhas que podem ter galhos derrubados com o vento. Tente imaginar o caminho que a água fará em caso de chuva forte, procurando por sinais que demonstrem tais caminhos. Carregar na mochila uma lona plástica é imprescindível, pois alem de poder proteger a própria mochila, serve para construir abrigos e nos proteger do sol, vento, frio e chuva, também como isolante do chão úmido e gelado, devendo fazer parte do equipamento para excursões e jornadas. Hoje, mais do que nunca, não se permite abusar do meio ambiente, o cuidado com o habitat de animais silvestres e de insetos que cumprem sua função junto ao reino vegetal, se tornam cada vez maiores. Lembre- se, o Escoteiro é bom para os animais e plantas. Por esta razão e usando a inteligência, evitamos danificar o local onde acampamos. Abrigos uma forma de improvisar uma casa Abrigos com armação de galhos cobertos de sapé
  14. 14. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 14 Abrigos com folhas de Seringueira, bananeira ou outras folhas grandes, são rápidos de construir. Abrigo utilizando os brotos de arvores cortadas, dobrando os galhos temos uma armação. Usando pedras do local Abrigo usando uma manta ou um plástico. Uma manta ou um pedaço de lona velha resolvem Um bom quebra vento e chuva. Abrigo com material da natureza, use o que estiver a seu alcance Uma pequena lona e quase vira uma barraca aquecida Abrigo feito com uma lona plástica contra o vento, baixinho, sem sombra de duvida e o mais aconselhado para todas as situações o conhecido ENVELOPÃO. A BARRACA A barraca sua casa no acampamento Existem atualmente vários tipos de barraca, sendo sem dúvida as melhores, as que possuem o assoalho impermeável, fixo as paredes. Isso assegura um perfeito isolamento da umidade do solo, e, quando a porta está fechada, impede a entrada de qualquer animal, até mesmo, insetos. A barraca deve ser uma confortável residência durante o acampamento, deve ser colocada em lugar bem seco ou gramado, onde bata o sol da manhã. Nunca a instale no capim alto, nem muito próximo a um rio, nem em lugar muito sombrio. Dicas de como montar: A montagem varia de acordo com o tipo de barraca. Os tipos mais comuns usados atualmente podem ser montados pelo seguinte passos: Desdobre a barraca, estendendo-a no chão. Verifique que suas portas estejam fechadas. Crave os espeques que prendem o assoalho ao chão. Monte a armação (varetas de vibra ou tubos) Prenda a barraca nas varetas (normalmente umas tirinhas com ganchinhos) Coloque o sobre-teto por cima da barraca, verifique o lado da porta, estique bem e coloque os espeques, sem bater muito. Cave a valeta de drenagem, para o caso de chuvas fortes. Fixe os espeques, firmemente no chão. Barraca tipo iglu Barraca de alta montanha
  15. 15. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 15 Barraca suspensa Barraca canadense Algumas dicas Os espeques devem sempre ser colocados a 45º de inclinação. Na falta do espeque original de sua barraca você pode improvisar, corte uma maderinha de + - 20 cm afie a ponta e faça uma cava para o esticador Cave a valeta de drenagem, para o caso de chuvas fortes. Obs.: A ponta do sopre-teto deve ficar em cima da vala, não se esqueça de fazer uma saída para a água na direção do terreno mais baixo. A Barraca para Alta Montanha Quando você coloca sobre a mesa da sua casa uma garrafa recém tirada da geladeira, depois de alguns minutos ela começa a "suar", isto é, o vapor d'água presente no ar à sua volta, por estar numa temperatura mais alta do que a da garrafa esfria-se ao entrar em contato com a sua superfície externa e acaba se condensando. Quando você coloca uma panela com tampa bem fechada, ainda morna, dentro da geladeira o metal da panela resfria-se rapidamente, todavia o ar dentro da panela esfria-se mais devagar. Enquanto houver essa diferença de temperatura entre o metal da panela e o ar que está dentro dela, o vapor d'água presente no ar que está dentro da panela condensa-se e uma boa parte fica acumulada na superfície interna da tampa. Agora imagine a seguinte situação análoga: Você está acampado no alto de uma montanha, onde a noite costuma ser bem fria. Chega a hora de dormir, você entra na barraca, fecha bem a porta para que não entre vento, entra no saco de dormir, apaga a lanterna e fecha os olhos. Depois de alguns minutos você começa a perceber que está "chovendo" dentro da barraca e lá fora o tempo está firme, com céu estrelado. "Chove" tanto que molha o saco de dormir a ponto de ele perder o seu papel de aquecê-lo, e você acaba passando a noite acordado, com frio, "torcendo" para que o dia amanheça logo. Por que isso aconteceu? Porque você estava dentro de uma barraca sem sobre-teto, ou seja só havia um único pano de cobertura. O calor do seu corpo aqueceu o ar interno da barraca e como a superfície interna do tecido da mesma estava a uma temperatura muito menor do que a do ar de dentro da barraca houve então a condensação do vapor d'água na superfície interna do tecido da barraca. Essa condensação é grande porque o seu corpo permanece continuamente aquecendo o ar do interior da barraca. A partir de um certo tamanho, as gotas formadas desprendem-se da superfície do tecido e caem formando a "chuva" interna. É o mesmo processo que acontece quando se coloca uma panela quente com tampa dentro da geladeira. Como evitar essa "fria"? Só vá acampar numa montanha (ou em qualquer outro lugar que fique muito frio à noite) se estiver com uma barraca com sobre-teto. O fenômeno físico sempre vai ocorrer, todavia a condensação só acontece na superfície do tecido mais externo. Observe a figura a seguir: O ar aquecido pelo seu corpo passa pela tela do teto interno e entra em contato com a cobertura externa e acaba se condensando. Todavia quando as gotas caem, elas entram em contato com a tela do teto interno (feita de malha bem fina) e escorrem pela parte externa da tela indo até o chão.
  16. 16. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 16 O volume de ar existente entre os dois tetos é um isolante térmico; impede que a superfície da tela se resfrie tanto quanto o tecido da cobertura externa, não havendo então condensação nesta parte. O resultado do uso destes dois tetos é que você passa a noite seco, dorme bem e acorda tranqüilo e bem disposto no dia seguinte. PORTAIS Um portal bem montado, um acampamento bem organizado, tudo limpo e em seu lugar. Isso é um autentico acampamento Escoteiro . Da mesma forma que o capricho e esmero do Escoteiro, um acampamento bem montado, limpo e organizado, confere dignidade e respeito próprio, mostra a qualidade e excelência de seus ocupantes.
  17. 17. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 17 Ter um bom acampamento é fazê-lo com a melhor boa vontade e esmero, em qualquer lugar onde se encontre e com os elementos e materiais que estiverem disponível.
  18. 18. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 18
  19. 19. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 19 MESAS A mesa deve ser bem planejada e sua construção caprichada, pois toda a patrulha devera caber sentada nela durante as refeições. Alem de servir como apoio para fogareiros, lampiões e mantimentos, é em torno da mesa que se passa boa parte do acampamento. Um tripé é suficiente para se fazer uma mesinha, porém os melhores Escoteiros certamente preferirão uma mesa mais elaborada, equilibrada e resistente.
  20. 20. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 20 PIONEIRIAS VARIADAS Não a limite para suas construções, deixe fluir sua criatividade e mãos a obra. Você sentira uma imensa satisfação ao termino da construção de sua pioneiria, adquirirá habilidades, conhecimentos e destreza. É possível realizar qualquer construção ao ar livre, por mais inútil que pareça, porque, com essa mesma atitude inventiva os grandes gênios têm alcançado os limites da tecnologia e os grandes acampadores a comodidade e diversão. A pedagogia que propõe os jogos Escoteiros é simples, estimulantes, divertidas, sugerem verdadeiras aventuras com espírito de equipe, desmotivam o uso de passatempos sedentários e dão uma fonte de idéias realizadas ao ar livre em acampamentos e excursões. Na sede é fácil e útil montar pioneirias para a patrulha praticar nós e amarras e se divertir com o desafio. Tome cuidado e observe as regras de segurança utilizando somente materiais de qualidade e em bom estado de conservação.
  21. 21. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 21 Latrina é algo indispensável em acampamentos onde não existem banheiros. Portanto nunca deixe de construí-la quando for a campo. É estimulante um leito cômodo onde se possa descansar. Isolar o corpo do frio e da umidade é prioritário para a saúde. A palha é excelente para esse fim, muito cômoda, justificando amplamente a iniciativa de construir um tear.
  22. 22. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 22
  23. 23. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 23 CANTO DO LENHADOR
  24. 24. FORNO DE ACAMPAMENTO Forno de barranco Este sem duvida é um dos mais fáceis de fazer, em todo acampamentos temos barrancos, e só escavar como vemos no desenho, um furo grande onde caiba a travessa que vamos usar e mais um espaço para que o buraco do calor fique fora da travessa, devemos deixar uns 20 cm na frente para termos espaço para fazermos uma porta, pode ser de latas de óleo abertas, ou uma esteira de bambu coberta de barro, o segundo buraco deve ter um buraco no teto para o calor ir para o forno, não se esqueça de fazer uma chaminé para a saída da fumaça, não pode ser muito grande ou o calor sairá todo. Forno de buraco Este é o verdadeiro forno de preguiçosos, arrume uma panela sem cabos plásticos e com uma boa tampa justa, faça uma fogueira e um buraco com uns 15 cm maior por lado que a panela, pronto o forno está feito, e só colocar brasas por todos os lados. Forno de lata Arrume uma lata de 18 litros, as que vêm com tinta, óleo, etc., evite usar lata com restos de tinta, limpe bem antes de usar, raspe a tinta com uma espátula, esfregue thinner com estopa, queime o resto da tinta colocando a lata no fogo, se você usar a lata com restos de tinta terá que jogar fora os alimentos que preparados no forno de lata, os alimentos ficarão com cheiro e gosto de tinta e ainda tóxicos. Tente arrumar uma lata que tenha sido usada com produtos alimentícios, a melhor e de óleo de cozinha. De posse de uma lata limpa corte 3 partes da tampa (como no desenho acima) a parte que não cortou servirá de dobradiça da tampa do forno. Este modelo de forno e ótimo para ser usado em cima de um fogão suspenso de acampamento. Forno tradicional Este modelo mais tradicional dos fornos, mas é mais trabalhoso de construir. Material necessário: Um pedaço de tubo de ferro de 40 cm, 1 tampa com 2 hastes com dobradiça, 1 chapa de ferro de 3 ou 4mm do tamanho do forno desejado uma boa medida 60x60cm, tijolos e muito barro argiloso. Como montar: Comece montando uma plataforma de aproximadamente 80x80cm com troncos grossos, com altura aproximada de 70 cm, cubra toda plataforma com folhas de bananeira, coloque uma camada de uns 5 cm de barro mas tome cuidado pois se for muito arenoso vai furar logo queimando a plataforma, quanto mais argiloso for mais dourará, coloque 3 fileiras de tijolos em forma de U a parte aberta ficará a frente, use barro para juntar os tijolos, o ideal é colocar um ferro na boca para segurar a chapa, no fundo devesse deixar uma entrada de ar, agora coloque a chapa vá montando conforme o desenho em formato de arco para quando chegar em cima só deve restar o espaço para a chaminé, cubra todo o forno com barro, é bom só usar no dia seguinte de um tempo do barro secar. Este modelo usa o fogo embaixo tipo o forno de lata, mas pode ser fabricado sem a chapa tipo pizzaria, mas deve ser maior para podermos colocar o fogo dentro. FOSSAS EM ACAMPAMENTOS Para manter a higiene e os animais afastados do acampamento e necessário construírem fossas, temos assim 2 tipos de fossa, a 1º e a escavada na terra, e a 2º aérea com sacos de lixo pendurados, mas as duas requerem uma serie de cuidados.
  25. 25. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 25 1- Faça os buracos conforme medidas acima. (deixe a terra do lado para fechá-lo no final do acampamento) 2- Fabrique duas tampas, com madeiras ou bambus transados e amarrados. 3- Você pode fabricar um dispositivo para erguer a tampa automaticamente com um pedal ou contra peso. 4- Para a fossa liquida, fabrique com galhos a uns 10 cm de profundidade uma esteira, faça uma cama com folhas para a filtragem dos líquidos. 5- No final de todos os dias jogue nas fossas um pouco de cal nas fossas, para que o cheiro de restos de comida não chame animais. 1- Para segurar os sacos faça uma armação com madeira ou bambus , o tamanho dependera do tamanho de saco que você levou, pegue o saco e encha com folhas ou o que tiver de mais fácil, a demissão da armação deve ser um pouco menor pois as pontas devem ser amarradas nas esquinas da armação. 2- O saco que ficou para líquidos deve ter um filtro, prepare-o com areia + pedriscos + folhas. 3- Antes de ir dormir não se esqueça de amarar bem o saco de sólidos e levá-lo longe em algum lugar próprio para lixo ou incinerá-lo. 4- No final do acampamento tampe todos os buracos, não deve deixar marcas que alguém acampou ali, ou melhor, deve deixar o local melhor do que o achou. LATRINA A latrina e uma necessidade quando no local de acampamento não temos sanitários.
  26. 26. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 26 MASTROS CHUVEIRO DE ACAMPAMENTO --
  27. 27. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 27 LAVATÓRIOS
  28. 28. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 28 FAZENDO FOGO SEM FÓSFOROS MÉTODO DO ARCO Neste método o Escoteiro mantém a haste de madeira dura na vertical, com uma das mãos, cuja palma deverá estar protegida por um pedaço de pedra ou madeira e o faz girar rapidamente por meio de um arco, cuja corda está enrolada na haste oitavada de madeira dura. A ponta da haste, girando, começa a perfurar uma taboa de madeira macia, que o Escoteiro mantém no lugar com um dos seus pés. Um pequeno entalhe feito na borda da tabua, antes de começar toda a operação, liga com o exterior o buraco feito pela haste girando, e as pequeninas brasas ou fagulhas que saem da madeira caem por esta pequena abertura e vão incendiar a isca ou mecha de fibra secas ou algodão que o Escoteiro pôs sob a borda. MÉTODO COM PEDRA Arranje um pedaço de pedra bem duro, de modo que, com a ponta de aço da faca, consiga produzir faíscas com o atrito. Se a pedra quebrar ou se deixar riscar facilmente quando friccionada pelo aço procure outra. Aproxime as mãos para friccionar a pedra por cima e bem próximo à mecha (que deverá estar completamente seca) e cuide para quando começar a fazê-lo, desviar a cabeça para o lado, para que as faíscas não atinjam seus olhos. Uma vez a mecha acesa, abana lentamente as brasas até surgirem as chamas que são alimentadas gradativamente com gravetos até produzir fogo quando você deverá alimentá-lo com a lenha. MÉTODO LUPA O meio mais comum de se atear fogo sem auxílio de fósforos consiste em tomar uma lente convexa qualquer (serve a do binóculo) e dirigir os raios solares por ela condensados sobre a mecha. As lentes, condensando os raios, têm capacidade de aumentar muito seu poder calorífico. FOGO SEM FÓSFOROS SÓ COM BAMBU 1- Pegue um pedaço de bambu de mais ou menos 50 cm, com espessura media de 8 cm, bem seco, mas não pode ser podre. 2- Corte o bambu ao meio, vamos denominar para facilitar em parte 1 e parte 2. 3- Pegue a parte 1 e bem no meio faça um furo tipo v com a faca. 4- Pegue a parte 2 e afie um dos lados em toda sua extensão também no formato v. 5- Continuando com a parte 2 raspe a superfície tirando um tipo de verniz que o protege, raspe com a faca tirando uma espécie de palha fibrosa do bambu, faça uma bolinha, mas não muito densa para não abafar. 6- Coloque esta mecha de palha de bambu debaixo do corte em v da parte 1, ela deve ficar encostada no corte pela parte interna do bambu, ajude o aboio com uma lasca de bambu, 7- Esfregue a parte 2 com a berrada afiada no corte da parte 1 com a mecha, em poucos minutos terá fogo.
  29. 29. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 29 CATAPULTAS Na sede ou fora da cidade no campo, se tem a oportunidade de desenvolver jogos simples ou sofisticados, o importante é a liberdade de ação e criação para arrancar uma risada do jovem mais rebelde, sacudir o apático e motivar o introvertido. A catapulta foi um artefato de guerra usada na antiguidade. Os Escoteiros podem divertir-se lançando balões com água nas outras patrulhas
  30. 30. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 30 A arte de construir boas pioneirias para se ter atividades interessantes deve ser fator motivador para o Escoteiro FOGUEIRAS Não seja um Joãozinho patatenra aprenda a acender um fogo OS 7 PASSOS QUE VOCÊ DEVE SABER SOBRE FOGUEIRAS: 1- LIMPANDO O CHÃO Antes de acender uma fogueira, lembre-se de remover todo o capim, folhas secas, mato, etc. ao redor do local escolhido a fim de evitar que o fogo se propague ao redor. Muitos pavorosos incêndios de matas foram causados por jovens acampantes que não observaram as regras de segurança. 2- INICIANDO O FOGO Você deve apanhar e juntar toda a lenha necessária para o fogo. Madeira verde ou recém cortada não serve, nem madeira morta podre que já esteve caída no há muito tempo, galhos secos ainda presos nas árvores são um bom começo. Para fazer a fogueira, especialmente se o solo for úmido, você deve fazer uma base para depois montar a mecha. 3- MECHA Mecha isto é, aparas, lascas, palha e qualquer outro material que pegue fogo facilmente com a chama de um fósforo, normalmente fazendo uma pequena bolinha. 4- ACENDALHA Sobre a mecha arma-se uma pirâmide de gravetos finos, lascas, e tiras finas ou palitos de madeira seca, apoiadas na mecha e umas nas outras. Este material, que deve pegar fogo em contato com a mecha é chamado de acendalha. Para acender tudo isso ponha a chama do seu fósforo sob o fundo da mecha. 5- FAZENDO O FOGO Quando a madeira tiver realmente pegado fogo, juntar mais gravetos e galhos maiores e finalmente troncos. O melhor tipo de fogo para cozinhar é ter um bom monte de brasas vivas de lenha, ou umas três grandes toras de madeira. 6- APAGANDO O FOGO Um Escoteiro é sempre muito cuidadoso com o fogo. Quando usar uma fogueira,verifica se esta bem apagada antes de abandonar o local. O fogo deverá ser apagado com água e terra, e deve se pisar bastante em cima dele para que não fique nenhuma fagulha acesa que possa mais tarde iniciar um incêndio finalmente, a camada de terra com vegetação que estava ali no inicio e que havia sido tirada, a posta de lado, antes de fazer a fogueira, deve ser colocada de volta ao lugar, de modo que dificilmente se deixe qualquer vestigio. 7 - TIPOS DE FOGUEIRAS Esta seqüência de montagem de fogueira serve para iniciar qualquer tipo de fogo. Fogo de Caçador Um dos melhores para cozinhar, e o preferido dos exploradores. Escolha dois troncos verdes de cerca de 50 cm de comprimento e 15 cm de diâmetro cada. Coloque-os lado a lado, com a abertura mais larga virada para o vento e a mais estreita sendo usada para apoiar as panelas. Mantenha o fogo baixo. Acrescente lenha quando for necessário. O uso de carvão também e pode ser apropriado. Os troncos verdes podem ser substituídos por grandes pedras ou tijolos adequadamente empilhados. Fogo Estrela Nada melhor que fazer uma roda de amigos os redor deste fogo. Ele é de longa duração, com calor brando. Consome pouco combustível e não necessário cortar lenha. Junte alguns troncos ou galhos ecos, disponha-os em forma de estrela de modo que todos se encontrem no centro, onde se acende uma pequena fogueira. À medida que as pontas vão se queimando, é só empurrar os pauzinhos mais para o centro.
  31. 31. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 31 Fogo de conselho Esta montagem e ótima para iluminar, comece com uma mecha em seguida comece a colocar os troncos mais grossos e vá afinando. Fogo em linha Esta montagem de fogueira e pouco usada, pois e difícil iniciar o fogo. Fogo de Trincheira Este fogo consome pouca lenha, oferece menos riscos, não é incomodado pelo vento e não irradia tanto calor, sendo apropriado para os dias quentes. Construa uma valeta mais rasa e larga de um lado, e mais funda e estreita do outro, para que o vento sopre do lado mais largo para o mais estreito. Se o chão for duro, corte as bordas bem retas de modo que apóiem as panelas ou cruze sobre a cova alguns galhos bem verdes que possam apoiá-las. O único inconveniente deste fogo é ficar ao pé do chão, o que deixa seu uso pouco desconfortável. Fogo Refletor Para as noites frias, prepare este excelente aquecedor natural: construa uma pequena murada com troncos verdes para dirigir o calor em uma só direção. Prepare a fogueira protegida na muralha. Cuide para que o vento sopre em direção à paliçada e não à barraca. Uma rocha ou barranco também podem funcionar como refletor. Neste caso, verifique se o local é bom para se armar uma barraca. Este tipo de fogueira longa e mais usada para fazer um grande braseiro para assar animais inteiros. Agora posso começar uma fogueira COZINHA MATEIRA
  32. 32. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 32 FERRAMENTAS E CUIDADOS FOGO HIGIENE
  33. 33. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 33 LATRINAS PONTES E PINGUELAS TRAÇADOR BASTÃO ESCOTEIRO 1- Unidos entre si pelas mãos dos escoteiros e conservadas horizontalmente, servem para fazer uma barreira;
  34. 34. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 34 2- Usada como vara de saltos serve para atravessar cursos de água; 3- Pode servir para puxar alguém que caiu num rio ou poço; 4- Colocada aos ombros de dois escoteiros serve para transportar qualquer coisa, dividindo o peso pelos dois; 5 - Com uma peça de roupa atada e agitando-se no ar serve para chamar a atenção ao longe; 6- Quando alguém se machuca no tornozelo, serve como muleta; 7- Colocadas em forma de tripé, serve para sustentar uma bacia, dá um bom lavatório no campo; 8- Em tripé, podem sustentar uma panela ao fogo, ou um lampião; 9- Serve de varal para secar roupa, colocada entre os galhos de uma árvore ou arbusto; 10-Pode-se improvisar uma escada; 11- Com uma lona tem-se um abrigo de emergência para a chuva; 12- Passada entre as pernas, serve temporariamente de «banco»; 13- Colocada ao ombro ou segura nas mãos entre dois escoteiros, forma um bom degrau para outro escoteiro escalar um muro; 14- Apenas com um, ou com vários bastões ligadas ums aos outros, serve para medir a profundidade de rios, riachos lagos ou tanques;
  35. 35. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 35 15- Amarrando ramos numa extremidade pode ser usada como uma vassoura rudimentar; 16- Com vários bastões se constrói facilmente um mastro para bandeira; 17- Ao atravessar um riacho o bastão, serve como um ótimo apoio para manter o equilíbrio; 18- Segura com as duas mãos em cima das nádegas e por baixo da mochila, ajuda a aliviar o peso desta nas costas; 19 - Serve de apoio para longas caminhadas ou subidas íngremes; 20- Serve para testar o terreno à nossa frente, quando está coberto de ervas e não temos a certeza de ser enlameado ou seco; 21- Como apoio, ajuda a manter o equilíbrio em descidas muito acentuadas, ou a andar lateralmente em terrenos muito inclinados; Se estiver graduada metricamente serve de régua, e na avaliação de alturas e distâncias; 23- Enquanto se espera um transporte, os escoteiros podem-se entreter com alguns jogos de bastão; 24- Serve para registrar da vida escoteira do dono, dos locais de atividades, noites de campo, datas importantes etc.; 25- Pode-se usar para desenhar rapidamente sinais de pista no chão; 26- Batendo regularmente no chão, durante uma caminhada, serve para deixar uma boa pista para alguém que precise fazer o mesmo trajeto; 27- Fazendo do bastão uma alavanca, serve para remover grandes pesos; 28- Com um cobertor ou camisa do uniforme, servem para improvisar uma maca para transporte de feridos ou material; 29- Agitadas no ar, com o chapéu ou boina em cima, servem para as aclamações entusiásticas; 30- Serve para abrir ou alargar trilhos, principalmente em zonas rurais; 31- Á beira de um rio ou lago serve bem com vara de pescar; 32- Na vertical ou na horizontal pode se praticar nós e amarras; 33- Como defesa contra ataques de animais selvagens ou cães de rua; 34- Com um cabo atado, pode-se lançar por cima de um galho de árvore para depois fazer passar uma corda maior; 35- Numa noite escura e em mato denso ajuda a «apalpar» o caminho; 36- Enrolada no bastão, e servindo como pega, podes ter sempre um cabo amarrado em falcaça, com um comprimento fixo de 1 ou 2 metros, que pode usar sempre que precisar para medir distâncias. Todo Escoteiro deve saber usar seu bastão corretamente para descer uma colina. Incorreto! Além de ser necessário fazer muito mais força, é perigoso, pois podemos "espetar" a ponta do bastão no corpo, caso não tenhamos força suficiente para suportar o nosso peso. Quando
  36. 36. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 36 escorregamos, caímos sempre para trás, e o bastão nesta posição não serve de muito apoio. Correto! A força maior é feita com o braço que segura mais atrás o bastão. No caso de cairmos para trás, não nos machucamos. Além disso, quando escorregamos, é sempre para trás que caímos, e contra isso, o bastão nesta posição é o melhor apoio. Bastões
  37. 37. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 37 A forquilha Pioneira não e um bastão Escoteiro, ela contem uma mística própria, e só pode ser portada por Pioneiros Investidos. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE DISTÂNCIAS E ALTURAS
  38. 38. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 38 DICAS PARA OS INTEGRANTES DA CORTE DE HONRA Estas dicas para a Corte de Honra foram elaboradas para ajudar os novos integrantes da Corte de Honra.
  39. 39. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 39 O QUE VOCÊ DEVE SABER SOBRE A CORTE DE HONRA Corte de Honra deve sempre trabalhar em conjunto com a chefia de seção. Os chefes de sua seção estão para ajudá-lo no que for preciso como um irmão mais velho e experiente, para fazer as coisas acontecer ou dando todas as informações que você precisa. Se alguma coisa não funciona como deve ou como você acha que tem que ser, convoque a sua Corte de Honra, chame a chefia de sua seção e coloque o assunto em discussão. Você é tão responsável como todos os outros pelas boas ou más coisas que acontecem em sua tropa, então, mãos à obra nenhuma tropa pode existir sem uma boa Corte de Honra. Pertencer à Corte de Honra é um privilégio de poucos.A Corte de Honra A Corte de Honra é o órgão mais importante da tropa. Ela zela pala Honra da tropa exercendo dois poderes: o poder executivo e o poder judiciário. CONSTITUIÇÃO A Corte de Honra é formada pelos monitores ou monitores e sub- monitores de todas as patrulhas da tropa, é presidida por um membro eleito democraticamente para exercer a função sendo primordial ter um alto espírito escoteiro e preferencialmente uma boa experiência de movimento escoteiro. A corte deve eleger outro membro para aser o escriba da Corte de Honra cargo de muita importância pois todas as decisões da tropa devem ser lavradas no livro de atas por ele para terem validade e assinadas por todos os presentes. s monitores são indicados para o cargo em eleição realizada no conselho de patrulha e nomeado pelo chefe de tropa, os monitores são eleitos por uma prazo fixado pela Corte de Honra e podendo ser reeleito.O presidente da Corte de Honra e o escriba também devem ter braço fixado podendo ser reeleitos. Todo monitor tem o direito e obrigação de participar de todas as reuniões da Corte de Honra. O chefe de tropa pode vetar o cargo de monitor de uma patrulha pois o cargo de monitor é um cargo de confiança do chefe, os monitores são considerados graduados sendo assistentes diretos do chefe de tropa. QUEM CONVOCA A CORTE DE HONRA A Corte de Honra é convocada por qualquer monitor ou a pedido do chefe através do presidente da Corte de Honra. O presidente da Corte deve encontrar um dia e hora que todos possam estar presentes. Quando o chefe de tropa convoca a Corte e ela não se realiza em tempo hábil a Corte tem que endossar as decisões do chefe de tropa pois muitas decisões requerem providencias imediatas. Quando se reune a Corte de Honra A corte de Honra deve reunir-se sempre que houver verdadeira necessidade. Deve-se reunir periodicamente para despachar os assuntos de rotina. Deve-se reunir para exercer o poder judiciário, fazer a programação anual e a revisão trimestral. Deve se reunir periodicamente para traçar metas de adestramento. Deve se reunir após os acampamentos ou atividades externas para avaliá-las. A reunião da Corte de Honra deve ser formal, solene, oficial e suas decisões são secretas. Em acampamentos, para avaliação da atividade do dia e planejar a atividade do dia seguinte. FUNÇÕES DA CORTE DE HONRA A Corte de Honra é responsável: Pela Administração da tropa. Pelas finanças da tropa. Pela programação de atividades da tropa. Pela competição inter-patrulhas. Pelo adestramento de seus monitores. Pela defesa da Honra da tropa. Manter altos padrões de conhecimento de etapas. Assegurar um alto nível de disciplina. Organização e de boa apresentação dos membros da tropa. Julgar os casos de quebra de compromisso da lei e promessa escoteira. Ela deve ainda: Em primeiro lugar deve guardar as verdadeiras aspirações e sentimento da tropa. Deve zelar pelo funcionamento correto das patrulhas dando-lhes condições e infra-estrutura para tal. Ela deve preparar para a tropa, bandeira, hino, grito, etc... Formular tradições e mantê-las. Nenhuma decisão da Corte de Honra pode quebrar a lei e a promessa escoteira ou levar qualquer membro da tropa ao perigo ou ridículo. A corte de Honra é guardiã dos costumes e tradições da tropa. A corte de honra deve cuidar para que seus monitores levem ao adestramento máximo da tropa. As decisões da Corte de Honra são todas secretas e nenhum de seus membros pode comentar ou divulgar suas decisões exceto no que tiver que ser levado ao conhecimento dos membros da patrulha pelos monitores, ou a tropa em geral, pelo chefe ou assistentes. COMO DEVE SER UMA REUNIÃO DA CORTE DE HONRA Após todos os presentes terem chegado ao local e hora marcada o presidente da Corte de Honra deve dizer: Como presidente da Corte de Honra da tropa declaro esta reunião da Corte de Honra aberta. Um membro da Corte previamente escolhido já preparou uma oração de abertura. Após a oração, o escriba da Corte fará a leitura da ata da última reunião , se todos estiverem de acordo a assinarão, se houver algum erro na próxima ata se colocará uma errata. O presidente da Corte de Honra uma errata. O presidente da Corte de Honra lerá a pauta do dia, previamente preparada poe ele com a sugestão de todos os monitores, que trazem as sugestões do conselho de patrulha. Após a debate e colocação de todos os assuntos do dia, o presidente deve perguntar aos chefes presentes se eles tem alguma pergunta a fazer ou aconselhar ou esclarecer algum assunto. Após todos tirarem suas dúvidas, o presidente da Corte deve dar ínicio as votações e contagem dos votos, após todos os dados da Corte serem anotados pelo escriba em um rascunho, para depois pássa-los a limpo no Livro de atas da tropa, será realizada a prece de encerramento. O livro de tas da Corte de Honra fica sobre a guarda do chefe de tropa. O chefe de
  40. 40. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 40 tropa tem direito a vetar qualquer decisão da Corte de Honra, mas não tem direito a voto. poder judiciário da Corte de Honra O PODER JUDICIÁRIO DA CORTE DE HONRA Nos casos de julgamento deve ser assegurado a presença e a defesa do interessado, só se fazendo na sua ausência quando o interessado avisado por escrito não comparecer. A Corte de Honra deve sempre levar em conta: a - A capacidade de cada indivíduo. b - Se foi induzido a fazer ou não fazer. c - Se tem algum problema físico ou mental. d - Se foi acidente ou proposital. e - O que o levou a fazer ou não fazer. f - A ver todas as hipóteses possíveis. Todas as punições devem ser por escrito e ter a assinatura do presidente da Corte de Honra do chefe da tropa e do diretor presidente do G.E. VER POR REGRA 041 MEDIDAS DISCIPLINARES É aconselhável que a Corte de Honra tente resolver os problemas e não punir. Chamar o jovem e mostrar seus erros, pedir que ele mesmo encontre um castigo adequado, o ideal seria que ele prestasse serviços a comunidade. 1º Ser chamado a Corte de Honra e tomar uma advertência verbal. 2º Tomar uma advertência por escrito 3º Chamar os Pais e colocá-los a parte dos acontecimentos 4º Tomar uma suspensão entre uma e quatro atividades. 5º Tomar uma suspensão entre um mês e um ano. 6º Expulsão do movimento escoteiro em último caso. ATIVIDADES DE PATRULHA Toda atividade de uma só patrulha deve ser aprovada previamente pela Corte de Honra. Para uma patrulha representar a tropa em atividades inter-grupos requer uma avaliação minuciosa da Corte de Honra, pois ela levara o nome da tropa e do G.E. para fora. Patrulha de “elite” este é o termo usado quando a Corte de Honra monta uma patrulha com os melhores membros da tropa para representá-la em alguma atividade especial, normalmente esta patrulha tem um nome diferente das da tropa. CONSELHO DE MONITORES O conselho de monitores é realizado entre monitores de duas tropas ou mais podendo ser do mesmo G.E. ou de outros G.E.s masculinas, femininas ou mistas. O conselho de monitores é realizado para preparar ou avaliar, atividades entre tropas. As resoluções destes conselhos de monitores devem ser levados para aprovação das Cortes de Honra de cada tropa pois só assim terão validade. O QUE DEVEMOS FAZER ANTES DA CORTE DE HONRA O que é a pré Corte de Honra? Uma semana antes da corte de Honra se reunir, os membros da Corte devem se reunir informalmente por alguns minutos para passarem o resultado do conselho de patrulha para o presidente da Corte de Honra preparar a pauta para a Corte de Honra da próxima semana, assim também todos os membros da Corte terão tempo para ir formando sua opinião sobre todos os assuntos que serão tratados. AGILIZANDO O TRABALHO DA CORTE DE HONRA Toda vez em que se reúne todos os monitores e o chefe da tropa, isso se caracteriza uma Corte de Honra. Para um assunto que requer a aprovação da Corte de Honra, mas não seja polêmico ou complexo, reúnem-se os monitores e o chefe da seção, só para tratar de um assunto. Sendo aprovado por todos os presentes. esta decisão tem que ser lavrada na ata da reunião da próxima Corte de Honra. Pode-se também reunir informalmente os monitores com a chefia da seção para tratarem de assuntos corriqueiros da administração da tropa, sem a necessidade de convocar uma Corte de Honra ou lavrá-la na ata da reunião, da próxima Corte de Honra VOTAÇÕES Quem coloca em votação e conta os votos é o presidente da Corte de Honra. É de suma importância que, antes de um assunto entrar em votação, seja discutido abertamente, analisando todos os prós e contras, nos mínimos detalhes, tirando todas as dúvidas. Todos na Corte de Honra tem o direito e a obrigação de discutir todos os assuntos. Quando um assunto entra em votação na Corte de Honra e a contagem dos votos, termina empatada: 1º Perguntar se algum membro da Corte quer mudar seu voto. 2º Persistindo o impasse, adiar a votação no mínimo por 7 dias para que os membros da Corte reflitam. 3° Persistindo, o impasse, o chefe da tropa, deve ser o juiz dando o voto de Minerva, esta hipótese deve ser usada em último caso. 4º É aconselhável que todas as votações tenham um resultado unânime, para que demonstre as verdadeiras aspirações da tropa. 5º Quando persistir um empate as vezes é aconselhável que as partes entrem em acordo que seja razoável para as partes.
  41. 41. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 41 TRADIÇÕES Toda tropa deve ter suas tradições tais como bandeira, grito, cerimônias, hino, etc assim também acontece com a Corte de Honra é aconselhável criar uma sala para a Corte de Honra e deve ficar fechada à sete chaves, ninguém deve saber o que há dentro. é dever da Corte de Honra manter todas as tradições da tropa PRESIDENTE DA CORTE DE HONRA 1 - O Presidente da Corte de Honra representará a Tropa Sênior sempre que houver necessidade. 2 - O Presidente da Corte de Honra coordenará o conselho de tropa. 3 - O Presidente da Corte de de Honra coordenará a Corte de Honra. 4 - O Presidente da Corte de Honra com auxílio dos outros monitores, marcarão o is a local que será realizado, o conselho de tropa e a Corte de Honra. 5 -O Presidente da Corte de Honra deve preparar uma pauta antecipadamente com sugestões de todos os monitores para a Corte de Honra e conselho de tropa. 6 -O Presidente da Corte de Honra deve ter um local apropriado e decorado de acordo para realizar as seções da Corte de Honra 7 -O presidente da Cortde de Honra com o auxilio dos demais monitores são responsáveis pelo material comum à tropa, devendo guardá-lo, limpá-lo, conserva-lo e relacioná-lo. 8- O Presidente da Corte de Honra será eleito entre os membros da Corte de Honra por voto direto e aberto, para esta função é necessário que o candidato tenha alto grau de espírito escoteiro, que seja um líder dentro da tropa e que seja bem adestrado. 9- Para um eleito assumir o cargo de presidente da Corte de de Honra terá que ter a aprovação do chefe de tropa pois o chefe de tropa poderá vetar este cargo. 10- Quando o Presidente da Corte de Honra chegar a idade de transferir-se para a próxima seção deverá preparar seu substituto pelo menos três meses antes, pois durante este período estará sendo preparado para assumir as novas responsabilidades que o cargo impõem. 11- É aconselhável que cada Corte de Honra crie uma cerimônia de passagem do cargo de Presidente. 12- O presidente da Corte de Honra é responsável por todo material das investiduras da tropa. Ser presidente da Corte de Honra de sua tropa é um privilégio e uma honra que só poucos alcançam. Quem sucede ou substitui o Presidente da Corte de Honra Quando o presidente da Corte de Honra chega a idade de transferir-se para a proxima seção ou se afasta do movimento ou não pode estar presente as reuniões da Corte de Honra, a corte deve eleger um substituto de preferência antes do atual se afastar para que ele possa ir se familiarizando e entrosando-se com as responsabilidade e obrigações que o cargo impõem. É aconselhavel haver um substituto eleito para o caso de uma falta inesperada do presidente da Corte de Honra é essencial levar em conta o espiríto escoteiro, responsabilidade, conhecimento de escotismo, esperiência, emfim tudo que possa levar a uma boa administração da tropa. COMPETIÇÕES E PONTUAÇÕES Para um bom desempenho da tropa é necessário a competição inter-patrulhas, cabe a Corte de Honra decidir quantos pontos valerão cada item. Fica a cargo da chefia todos os detalhes para elaborar planilhas, contagens de pontos organizar as competições e vistoriá-las. Para uma patrulha representar a tropa em atividades inter-grupos é necessário ter a aprovação da Corte de Honra. Alguns itens que devem ser pontuados Presença em atividades. Garbo. Chamadas e formações. Inspeções nos cantos de patrulha. Jogos em geral. Materiais de acampamento. Pionerias em acampamentos. Qualidade de alimentação.atividades de patrulha. Atividades cívicas.
  42. 42. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 42 Atividades religiosas. Algumas tropas costumam pontuar as notas escolares. Etapas de classe. Especialidade Cordões. Cabe a Corte de Honra instituir troféus, tais como: bandeirola de eficiência, mensal, anual ou melhor elemento do mês, troféus para atividades específicas. CERIMÔNIAS Estas cerimônias devem estar todas escritas no livro de atas da Corte de Honra, para que com o tempo não mudem ou se esqueçam, perdendo a a tradição da tropa. Cerimônias de chegada de um novo membro na tropa. Cerimônias de despedida de um membro da tropa. Cerimônias de Promessa. Cerimônias de graduação de monitores. Cerimônias de entrega de etapas de classe. Cerimônias de mudança de presidente na Corte de Honra ATENÇÃO ESPECIAL A Corte de Honra deve ter cuidados especiais para: Namoros, flertes, ficar e gravidez. Drogas; Aids; Homossexualismo; Segurança em atividades; Em primeiro lugar deve levar em conta a segurança; A Corte de Honra deve proibir a saída da sede de todas as patrulhas que não tiverem um caixa de primeiros socorros completa revisada e pelo menos um membro da patrulha que saiba usá-la. Os itens abaixo devem ser revisados no máximo a cada seis meses: Vencimentos dos remédios. Bulas. Manual de uso. Acomodamento dos remédios. Se todo material foi reposto. O ESPÍRITO DE PATRULHA Como é que se consegue essa coisa tão especial que é o espírito de patrulha que faz com que todos os seus membros citam-se orgulhosos e participantes? O segredo está em fazer todas as coisas juntos e com isso, surge naturalmente o sentimento de que “todos fazemos parte”. Para chegar lá, aqui vão algumas dicas: Planejar as coisas como uma patrulha Seja o que for que a sua patrulha deseja fazer, como por exemplo, atividades externas como acampamentos, provas de classe, especialidades, uma campanha financeira, etc.. Procurem planejar com todo mundo dando suas idéias. Usem as reuniões de patrulha para isso, seja na sede da tropa, na casa de algum membro da patrulha ou em algum lugar agradável ao ar livre. Fazer as coisas como uma patrulha Todas as atividades der sua patrulha Identificar-se como uma patrulha A unidade na tropa é a patrulha Todas as coisas que distinguem a sua patrulha das demais como por exemplo: o nome, o emblema, a bandeira, o grito, a canção, a assinatura, o código secreto. Aproveitem bem estas dicas. COMO SE COMPORTAR EM ATIVIDADES EXTERNAS As atividades externas são uma parte importante do Escotismo. Porém, devemos sempre lembrar que, quando vamos para o meio da Natureza, NÓS somos os intrusos. Assim, devemos agir de forma a causarmos o menor impacto possível ao meio ambiente. Abaixo, vão alguma dicas de como usufruir das coisas boas que a Natureza nos oferece, com respeito carinho para com as coisas que nos cercam. FOGUEIRAS: Quem não gosta daquela conversa ao redor de uma fogueirinha? Acho que todos nós, mas hoje em dia devemos evitar fazer fogueiras, pois cada vez mais o número de pessoas que praticam atividades ao ar livre aumenta, e se todos fizerem aquela fogueirinha, vamos acabar destruindo uma grande área verde, seja pra tirar lenha ou com incêndios. Isso sem contarmos que o fogo espanta qualquer animal do local. Em alguns lugares o problema com lenha é tão grande, que gera depredação, como é o caso do abrigo do Terreirão, no Parque Nacional do Alto Caparaó, que teve seu assoalho, janela e forro destruídos pela ação de vândalos em busca de lenha. Vamos utilizar os fogareiros e deixar as fogueiras para os casos de emergência. ATALHOS: Os atalhos devem ser evitados, pois degradam muito e acabam se transformando em erosão devido a ação da água. A distância economizada é muito pouca, comparada com o impacto causado pelos atalhos que dificilmente serão fechados. Portanto, evite os atalhos e, nas trilhas, procure andar em fila indiana, pois o impacto é menor. LAVANDO A LOUÇA: Procure não utilizar o rio para lavar sua louça. Uma sugestão é raspar todo o resto da panela no lixo, pegar água numa panela, mesmo que suja, e se afastar bastante do rio. Com a água da panela, você poderá ensaboar toda sua louça (procure utilizar sabão neutro; jogar um pouco de areia e esfregar com as mãos ajuda a tirar a comida grudada na panela). Depois é só pegar mais água e enxaguar tudo. Lembre-se de não deixar nenhum resíduo, nem mesmo espuma. Se for necessário pegue mais água e jogue no local. ESCOVANDO OS DENTES: Como no parágrafo acima, tente pegar um pouco d'água e se afastar do rio, escove os dentes e utilize bastante água na hora de enxaguar a boca. Procure utilizar pouco creme dental, cuspir na grama e no mesmo lugar; com o que sobrou da água, jogue no local onde você cuspiu. Desta forma você não deixa nenhum resíduo aparente. BARULHOS:
  43. 43. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 43 É muito comum nos lugares mais acessíveis aquela gritaria desagradável ou aquele som alto. Acho importante alertar que o barulho também é uma forma de depredação da natureza, que afugenta os animais e quebra toda a tranqüilidade do local, além de ser uma grande falta de respeito com o próximo. Se você quer escutar música leve um walkman, e se quer fazer gritaria, vá para um estádio de futebol! Lembre-se que ninguém é obrigado a gostar da sua música ou a ouvir seus gritos. ANIMAIS E PLANTAS: Os animais e as plantas fazem parte de um ecossistema local e onde cada um tem um papel importante, portanto devem ser apenas apreciados e fotografados. LIXO: Uma regra para todo excursionista e amante da natureza é: TUDO QUE VAI, VOLTA. Todo o lixo deve ser trazido de volta até mesmo o papel higiênico, que pode ser colocado em duas sacolinhas. Até mesmo o que fazer com as fezes já está sendo discutido no meio excursionista; pode parecer engraçado mas é um tema importante, ainda mais quando falamos em alta montanha, onde a decomposição é quase nula. Em regiões como aqui no Brasil eu sugiro apenas cobrir com folhas e terra. Também é bom lembrar que devemos fazer nossas necessidades a, no mínimo, 100 metros de qualquer rio ou nascente. Colabore, não traga apenas seu lixo, tente trazer todo lixo que for possível. Nas caminhadas é bom deixar um bolso da calça ou da mochila separado para aqueles lixinhos como papel de bala, chicletes, etc... Os fumantes podem levar uma embalagem de filme fotográfico no bolso para utilizar de cinzeiro DICAS PARA JORNADAS Em todas as jornadas todo o material deve estar alojado dentro da mochila. JORNADAS Durante as jornadas esteja preparado para tudo, chuva, garoa, ventos, de –7º a calor de 45º, mormaço escaldante, não lute contra a natureza e sim integre-se a ela. PARADAS Durante a jornada caminhe uma hora e pare por dez ou quinze minutos, na terceira parada descanse por trinta minutos e assim sucessivamente até o fim do percurso, ( padrão militar). Com tempo frio diminua o tempo das paradas para 3 ou 4 minutos para não esfriar os músculos, e aumente o numero de paradas. ROUPA DA JORNADA Uniforme completo com cobertura, em geral é muito bom para caminhadas mas em alguns casos é melhor com bermudas, ou uma calça de moletom de cotom, e meião escoteiro por cima, chapelão, boné ou ainda amarrar um lenço na cabeça para evitar que o suor caia nos olhos. MOCHILA A mochila deve ser nylon com encosto de fibra ou armação com cinta e bolsos externos tipo cargueira com no mínimo capacidade de 75 litros, a montagens da mochila á muito importante, comece colocando no fundo o saco de dormir, ponho, a roupa de reserva, no centro coloque as panelas o prato envolva-os com parte da barraca, em seguida a alimentação o cantil, etc, deixe os bolsos para materiais que possam usar durante a jornada se tiver que levar as varetas da barraca coloque-as dentro da mochila em um canto. Todo material colocado na mochila deve ser alojado dentro de sacos plásticos. Cuidado com o ajuste da mochila ela deve ficar bem encaixada no corpo, evite levar coisas penduradas por fora, pois podem enroscar facilmente, ela deve ficar no máximo com 1/3 do seu peso. SACOS DE DORMIR De tamanho ideal para dormir à vontade sem aperto de preferência com sacola de compactar, existem sacos impermeáveis que suportam temperaturas de ate –10 º, é aconselhável levar um isolante para que o saco de dormir não fique úmido e haja um maior conforto ao dormir pois em jornadas o descanso e essencial. CAPA DE CHUVA E indispensável para todas as atv externas, existem modelos tipo poncho mais resistentes, ou mesmo aquelas simples tipo estádio, em ultimo caso usar um saco de lixo com 3 furos, para as mochilas que não forem impermeáveis existem capas próprias. CANTIL Nunca esquecê-lo, existem muitos tipos de cantis, os aconselháveis são os térmicos leves e que não atrapalham de lona tipo dromedário para transportar dentro da mochila com capacidade mínima de 3 litros. SAPATOS Os sapatos para caminhada devem ser usados, confortáveis e de solado aderente de preferência a prova de d’água e que protejam os tornozelos tipo montanha, levar um par de sapatos de reserva ou os que esta usando de total confiança. Nunca caminhe com os pés molhados ou úmidos sempre com os pés secos e hidratados só assim não criarão bolhas, sempre cortar as unhas bem curtas. Use no mínimo 3 pares de meias se as meias molharem troque-as e isole a umidade do calçado com sacos plásticos. AGASALHO O agasalho deve ser de nylon tipo jaquetão, pois protege bem do frio e do vento, não esqueça das luvas de couro. FACA Uma faca tipo escoteiro é o suficiente, não há necessidade de nada grande e pesado, em muitas jornadas dependendo do terreno um canivete e o suficiente. MATERIAL DE HIGIENE Uma toalha de rosto, escova de dentes, um sabonete e um creme dental para cada grupo de 6 e o suficiente, nunca esquecer sacos de lixo e papel higiênico.
  44. 44. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 44 ROUPA DE RESERVA Poncho 3 pares de meias, 1 calça de moletom de cotom, 1 camiseta, uma troca de roupa de baixo. Para locais frios minhoca, meias de lã, camisa de flanela, calça de nylon. ILUMINAÇÃO Para caminhadas curtas pode-se levar um lampião descartável, mas para as longas uma lanterna de duas pilhas basta, existem lanternas de colocar na cabeça que são muito práticas, não esqueça de levar lâmpada de reserva e pilhas. REMÉDIOS PESSOAIS Nunca esquecer hidratante para os pés, hipoglós ou drenisom n, para assaduras, uma pomada antialérgica, óculos escuros, repelente de mosquitos, hidrafil ou manteiga de cacau para que os lábios não rachem no frio, todos os remédios alojados em saco tipo zip em local de fácil acesso. DOCUMENTOS Documentos pessoais, passagens, dinheiro, etc devem ficar dentro de um saquinho tipo zip no bolso do uniforme ou na pochete. MATERIAL DE ALIMENTAÇÃO Prato plástico ou alumínio e uma colher é o suficiente, para longos percursos, a caneca é substituída pelo cantil e o garfo e dispensável. MATERIAL COMUM A TODOS OS PARTICIPANTES Dividir o material igualmente entre todos os participantes. Uma barraca iglu para cada três. Um toldo 3x4. Lampião descartável ou a carbureto. Fogareiro descartável e refil para cada alimentação. Uma panela Para trilhas perigosas cordas, cadeirinhas, mosquetoes, etc. Caixa de 1º socorros completa, sacos hipodérmicos. ALIMENTAÇÃO À alimentação deve ser estudada minuciosamente para cada tipo de atividade, o cardápio deve ser apropriado para o clima mas deve ser bem dosado para alimentar, sustentar e não pesar no estômago. Para caminhadas longas e aconselhável comer algo a cada duas ou três horas, mastigar chiclete, balas de goma chocolate, uva passa, bananinhas, são muito boas pois tem alto teor de potássio (evita as caimbras), certos alimentos ajudam a passar a sede e dão animo. Algumas sugestões: Para jantar o sopão tradicional, arroz com salsichas em lata, miojo com almôndegas em lata , um chá quente e umas pipocas é bom para encerrar a noite. Almoço, um lanche reforçado e leve, coloque em tupperware queijo tipo provolone, salame, copa, bacon, etc cortado bem pequeno, algumas pessoas gostam de pão tipo italiano pois este dura dias embrulhado em celofane ou papel alumínio. Obs: Para longas caminhadas não se deve levar nada fresco ou dentro de geladeiras, leite em caixinhas, garrafas de refrigerantes, salgadinhos, pão fresco ou de forma, nada que amasse, estrague ou azede, para levar sal, óleo, temperos, etc, tubos de filmes fotográficos são ótimos. MAPAS A patrulha deve levar mapas de todo o percurso, material para mapear o caminho, panfletos ou materiais informativos do local, saber os locais de apoio, pontos de informações próximos , telefones mais próximos, etc, enfim tudo que possa ajudá-lo na jornada e nunca esquecer de agradecer qualquer pessoa que o ajude por menos que for a ajuda ou informação. NECESSIDADES FISIOLÓGICAS Quando não houver banheiro, fazer um local reservado e distante de cursos de água, sempre tomando o cuidado de cobrir para evitar contaminação, doenças e mau cheiro. LIXO Sempre levar de volta e quando possível juntar o lixo que outros deixaram para trás, contribuindo assim para a despoluição da natureza, evite levar garrafas de vidro pois o vidro não é um material biodegradável. ACAMPAMENTOS Procurar um local em que sua instalação cause o menor impacto possível ao meio ambiente. Não abrir novas clareiras. Evitar de fazer valetas em volta da barraca ou fogões de trincheira, não cortar vegetação, evitar ao máximo fazer fogueiras pois o risco de incêndio e muito grande em algumas áreas leva a degradação da vegetação local prejudicando o equilíbrio da natureza. ATENÇÃO ESPECIAL Nunca levar nada que não for essencial para jornadas, apos algumas horas de caminhada 1 grama pesa 1 kilo. Atenção, com o suor se da a perda de potássio, podendo vir a dar cãimbras, para repor o potássio, coma alimentos salgados, ou um pouco de sal, pode ser substituído por tabletes de caldo em cubos mastigados aos pedacinhos ou como caldo para aquecer. Mantenha as mãos sempre livres. Nunca corra riscos que não forem estritamente necessários. Deve-se sempre andar na velocidade do mais lento, nunca deixar ninguém para traz. Atenção para que no inicio da jornada não sair em disparada, manter um ritmo constante e o correto para chegar ao final. Andar sempre em fila indiana separados aproximadamente 2 metros um do outro. Em estradas ande sempre do lado esquerdo da pista. Nunca invada propriedade particular. Compras de material Antes de comprar materiais de jornadas, pesquise bem, veja em primeiro lugar a qualidade pois materiais de má qualidade podem deixá-lo em grandes dificuldades na hora que mais precisar, antes de comprar consulte lojas especializadas. Aproveite bem estas dicas que poderão tirá-lo de muitas dificuldades.
  45. 45. GRUPO ESCOTEIRO NOVO HORIZONTE – 195PR MANUAL DO MONITOR – Dicas, Truques e Macetes – dezembro 2008 Página 45 As grandes aventuras estão aí, aproveite-as. MANUAL DO MONITOR Você que pretende ser monitor ou que já é, este manual irá lhe ajudar a entender um pouco mais, definir algumas atitudes deste cargo tão importante e um dos mais cobrados. Você está em uma idade de mudanças e terá, que além de se encontrar, ajudar os elementos à encontrarem o seu caminho. É por isso que o cargo de monitor é tão difícil pois você terá que ajudar outras pessoas e a você ao mesmo tempo, sendo que algumas vezes terão o mesmo problema. A função deste manual é apenas para consulta, para ajudar e ensinar algo diferente “de um ex-monitor diretamente para um monitor”. Ele servirá quando você tiver alguma dificuldade ou quiser um conselho, pois neste caso será muito útil, tendo nele dicas, lembretes e fatos que aconteceram na minha tropa comigo e com outros monitores. Eu sei que você irá ler algumas coisas e não irá pôr em prática. Mas ficarei feliz se pelo menos tentar usar a maioria e observar como é verdade, pois muitas já passei e aprendi fazendo. E você sabe como é, só aprendemos quando “apanhamos” e só assim percebemos que era verdade e não esquecemos nunca mais da lição. Não pense que com esse manual, você já irá ser um monitor e não irá precisar do seu chefe. Pelo contrário, a função do Chefe é fundamentalpar a a sua formação como bom monitor, você nunca será monitor sem a ajuda do seu chefe. “ Os que forem á frente tem obrigação de orientar os que vem atrás” Autor desconhecido As Sete Normas... As seis palavras mais importantes “ADMITO QUE O ERRO FOI MEU” As cinco palavras mais importantes “VOCÊ FEZ UM BOM TRABALHO” As quatro palavras mais importantes “QUAL A SUA OPINIÃO” As três palavras mais importantes “FAÇA O FAVOR” As duas palavras mais importantes “MUITO OBRIGADO” A palavra mais importante “NÓS” A palavra menos importante “EU” Antes de você ler o resto é bom saber o que é um monitor. O monitor é um membro eleito por sua patrulha, no Conselho de Patrulha, para ser o líder dela. O Monitor deverá ser o melhor elemento e/ou aquele que se destaca em conhecimentos e liderança. O Monitor dirige SEMPRE: nos jogos, nas atividades, nas tarefas a serem cumpridas, nas provas de etapas, nos acampamentos e sempre que a patrulha estiver em atividade. Dirige na qualidade de líder da patrulha, sendo o Presidente do Conselho de Patrulha, gerenciando a vida da patrulha, atribuindo funções e avaliando o desempenho de todos. Como líder da patrulha participa da Corte de Honra, sendo a voz com direito de voto da Patrulha no órgão máximo de direção da Tropa. “Um líder não se improvisa, um líder se cria” Ser monitor não é ser “aquele que leva o bastão” ou “aquele que sabe mais que os outros”. Ser monitor é ser um líder a serviço da patrulha, aquele a quem todos ouvem e respeitam. Aquele que ajuda todos os membros da patrulha a atingirem suas metas, sem esquecer de ninguém, agindo sempre com “justiça e honestidade” Por ser o líder da patrulha, é responsável por todos os atos dela. Perante a chefia, monitores e demais membros. O monitor é responsável pela orientação de seus seniores e cabe a ele fazer com que todos trabalhem afinados e em prol da patrulha. O monitor deve dizer : "Nós trabalhamos" e não "eu trabalhei" "Nós vencemos" e não "eu venci" Eu sempre brinquei com alguns, para entenderem um pouco da divisão da tropa. Com um time de futebol, vôlei,... Podemos ter uma noção. Os elementos são os jogadores e o monitor o capitão que possui o dom da voz de liderança e respeito perante os demais. E a chefia seria o técnico que está sempre com eles comandando os jogadores e direcionado-os por onde é mais seguro e confiável caminhar para o sucesso (pois possuem conhecimento e já passaram por isso), mesmo não podendo entrar em campo (participar das atividades). “ A diferença básica entre um homem comum e um guerreiro é que um guerreiro torna tudo como desafio, enquanto um homem comum torna tudo como bênção ou como castigo” Autor desconhecido Tenha certeza que muitos já se questionaram, o porquê de ser Monitor. E você que é monitor ou que irá pegar a monitoria, já se fez e conseguiu uma resposta simultânea ?. É muito difícil definirmos assim diretamente, mesmo depois de ter saído da monitoria já ha algum tempo. Fica difícil definir o sentimento e a vontade que tive e que você espero que tenha pois são internas e portanto difíceis de aflorar de nós em palavras. Mas tentarei separar por épocas de monitoria e seus diversos pensamentos: os novos, os velhos seniores, os que já foram

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