4º Fórum Sicoob Norte - Expansão, Inovação e Solidez

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A palestra Inovação, Expansão e Solidez, proferida pelo presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) Márcio Lopes de Freitas, abriu o 4º Fórum Sicoob Norte em Rio Branco na noite do dia 16 de outubro, no auditório da FAAO. O evento sediado na capital do Acre cria um cenário facilitador para a discussão do tema ao reunir representantes dos sistemas de cooperativas de crédito das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul, cooperados, dirigentes, líderes sindicais, gestores, que durante três dias terão acesso a informações sobre este formato de organização financeira.

Os números são animadores. As cooperativas de crédito crescem vertiginosamente no país, com maior ênfase na região Norte. Segundo o presidente da OCB, Márcio Freitas, o Norte apresenta um crescimento em torno de 25% ao ano, o dobro do que é registrado nas demais regiões. São 200 mil associados em 814 cooperativas, que geram 11 mil empregos. E no rastro das cooperativas de crédito vêm as de outros segmentos pelo estímulo gerado pela organização social dos pequenos grupos de trabalhadores e igualdade de direitos e deveres na gestão dos negócios.

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4º Fórum Sicoob Norte - Expansão, Inovação e Solidez

  1. 1. Expansão, Inovação e Solidez Palestra Magna – 4º Fórum Sicoob Norte Márcio Lopes de Freitas Presidente do Sistema OCB Brasília, 16 outubro de 2013
  2. 2. Representação Cooperativista Representação política e institucional Representação sindical Educação cooperativista, promoção social e monitoramento
  3. 3. OCB: Principais números 6.603 É o número de cooperativas atuantes em 13 ramos de atividades econômicas. 321 mil É o total de empregos diretos gerados pelas cooperativas em 2012. 11 milhões É o total de associados a cooperativas filiadas ao sistema OCB. 44 milhões É o número total estimado de brasileiros envolvidos no cooperativismo. US$ 5,9 bilhões É o valor total das exportações das cooperativas brasileiras em 2012. Fonte: OCB e Organizações Estaduais Base: Dez/2012.
  4. 4. Sistema OCB: Principais números Região Cooperativas Associados Empregados Sudeste 2.357 5.101.181 99.985 Sul 1.011 4.483.780 161.692 666 746.161 24.872 1.755 551.054 23.316 814 199.801 11.602 6.603 11.081.977 321.467 Centro-Oeste Nordeste Norte TOTAIS Fonte: OCB e Organizações Estaduais Base: Jul/2013
  5. 5. Sistema OCB: Principais números As cooperativas brasileiras atuam em 13 ramos de atividades econômicas. Ramo de Atividade Agropecuário Consumo Crédito Educacional Especial Habitacional Infraestrutura Mineral Produção Saúde Trabalho Transporte Turismo e Lazer TOTAIS Cooperativas Associados Empregados 1.561 1.006.197 164.223 112 1.042 299 8 217 129 76 241 848 946 1.095 29 6.603 2.841.666 5.487.098 60.009 234 101.288 899.172 84.855 11.935 262.943 178.382 146.783 1.415 11.081.977 11.795 38.132 3.893 12 1.471 6.383 216 3.600 78.291 2.329 10.877 245 321.467 Fonte: OCB e Organizações Estaduais Base: Jul/2013
  6. 6. Sistema OCB: Principais números Evolução do Número de Cooperados 12000 10000 8000 6000 4000 2000 0 Nº de Cooperados (milhares) 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 4779 5259 5763 6160 6791 7393 7688 7888 8252 9017 10009 10377 Nº de Cooperados (milhares) Crescimento de 80% no número de cooperados em 10 anos (2003-2012), passando do patamar de 10 milhões. Fonte: OCB e Organizações Estaduais Base: DEZ/2012
  7. 7. Sistema OCB: Principais números Evolução de empregos gerados pelo cooperativismo no Brasil 350 300 250 200 150 100 50 0 Nº de Empregados (milhares) 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 165 160 171 185 193 205 236 239 256 271 296 304 77,7% de crescimento no número de empregados em 10 anos(2003-2012), passando do patamar de 300 000. Fonte: OCB e Organizações Estaduais Base: DEZ/2012
  8. 8. Sistema OCB: Principais números Evolução do Número de Cooperativas 7400 7261 7200 7000 6800 6652 6586 6603 6600 6400 6200 Nº de Cooperativas 2009 2010 2011 2012 7261 6652 6586 6603 A redução no número de cooperativas demonstra um caminho natural, de busca por maior competitividade no mercado. As cooperativas se juntam, seja por fusão ou incorporação, para ter maior escala e, assim, ganharem mais espaço e ampliarem seus negócios. Fonte: OCB e Organizações Estaduais Base: DEZ/2012
  9. 9. Cooperativismo de Crédito
  10. 10. Cooperativismo de crédito 5,5 Milhões O cooperativismo de crédito representa hoje 5,5 milhões de associados em todo o país. 70% de empréstimos Com a melhor relação de distribuição de volume na carteira de crédito rural, o cooperativismo de crédito hoje possui fundamental papel de inclusão financeira, com mais de 70% de empréstimos abaixo de R$ 5 mil. abaixo de R$ 5 mil. Mais de 400 municípios atendidos somente por cooperativas. Em aproximadamente 45% das cidades onde atuam, as cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras locais.
  11. 11. Cooperativismo de crédito “O sistema de crédito cooperativo tem a importante tarefa de fornecer e ampliar a oferta de serviços financeiros, promovendo o desenvolvimento regional e a inclusão financeira da população”. ALEXANDRE TOMBINI, Presidente do Banco Central Lançamento da Agenda Legislativa do Cooperativismo – 2012
  12. 12. Cooperativismo de crédito Market Share das Instituições Financeiras Brasileiras - Ativos Totais Colocação 1º 2º 4º 3º 5º 6º 7º 8º 9º 10º Instituição Financeira Banco do Brasil Itaú Caixa Econômica Bradesco Santander Cooperativas de Crédito HSBC Safra Citibank Banrisul Ativos Totais 1.140.056.761 990.297.225 814.487.216 770.792.629 478.124.605 155.219.351 143.804.238 131.084.907 61.466.156 52.770.327 % de Ativos Totais 17,95% 15,59% 12,83% 12,14% 7,53% 2,44% 2,26% 2,06% 0,97% 0,83% Fonte: Banco Central Base: Jun/2013
  13. 13. Cooperativismo de crédito Lei Complementar 130/2009 Reconheceu o cooperativismo de crédito um sistema único, estabelecendo incentivos para a consolidação do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Assegurou, às cooperativas, isonomia de condições operacionais com o sistema bancário tradicional, aprimorando a sua governança. Assegurou às cooperativas o acesso dos instrumentos do mercado financeiro, consolidando estas entidades como agentes financeiros dos seus associados. Garantiu a segregação de papeis estratégicos e executivos, produzindo grandes avanços à governança e à gestão destas entidades. Dentro deste cenário otimista, observa-se, por outro lado, que, a aproximação intersistêmica, na sua essência, se mantém no plano do desafio.
  14. 14. Cooperativismo de crédito FGCoop O Fundo Garantidor de Crédito das Cooperativas (FGCoop) agrega todas as cooperativas de crédito que operam depósitos, bem como seus bancos cooperativos. O fundo garante créditos de titularidade dos associados e clientes nos casos de (incogitável) interrupção das atividades de cooperativa ou banco associado. Em caráter preventivo, permite assistência ou suporte financeiro às cooperativas de crédito para impedir que fechem as suas portas, trazendo solidez ao setor. O FGCoop assegura o equilíbrio econômico-financeiro do setor e os limites técnicos das entidades assistidas, além de facilitar processos de incorporação por coirmãs. Além dos efeitos benéficos internos, causará boa impressão junto à sociedade, vez que projetará maior solidez, ampliando a credibilidade do setor.
  15. 15. Tendências do Cooperativismo
  16. 16. Tendências do Tendências doCooperativismo cooperativismo 1. Profissionalização da Gestão - Ramos do cooperativismo - Autocontrole - Capacitação - Comunicação - Governança 2. Intercooperação - Redes empresariais cooperativistas - Fortes alianças estratégicas - Inter-ramos e intra-ramos Tendências 3. Educação Cooperativista - Educação cooperativista - Capacitação cooperativista - Formação cooperativista 4. Sustentabilidade - Ações sociais - Ações ambientais - Educação
  17. 17. Tendências do cooperativismo O que se espera de uma cooperativa moderna? Aplicação compromissada corporativa: Governança moderna de princípios de governança • Participação igual e efetiva dos cooperados na tomada de decisão. • Transparência torna-se valor fundamental para a participação dos cooperados e para irradiar confiança e adesão a todo o sistema. Vigor na defesa dos interesses dos cooperados, tomando como base: Profissionalização da gestão • • • • • Inteligência de mercado; Emprego de modernas técnicas de gestão e negociação; Orientação ao mercado; Ganhos de escala; Incremento do poder de negociação.
  18. 18. Governança cooperativa O B J E T I VO S • Satisfação do cooperado • Perpetuação da cooperativa • Performance acima da média • Agregação de valor
  19. 19. Governança Governança cooperativa Relação de confiança e equilíbrio: o cooperado como dono e usuário.
  20. 20. Tendências de mercado: “Expansão, Inovação e Solidez”
  21. 21. Tendências de Mercado Quais são as principais tendências de mercado? Vivemos em um contexto altamente competitivo, principalmente no mundo corporativo, onde somos abruptamente forçados a adaptarmo-nos a constantes, e cada vez mais aceleradas, mudanças.
  22. 22. Tendências de Mercado Quais são as principais demandas de mercado desta geração? A economia atual exige que os empreendimentos busquem novos conceitos e formas de se pensar a organização produtiva, não somente em termos econômicos, mas também sob a perspectiva de novos tipos de estruturas organizacionais. Especialização da Produção Relações Comerciais Multilaterais Celeridade da Informação Evolução Tecnológica Exigências de Consumo Produtos e Serviços Sustentáveis
  23. 23. Reputação e Credibilidade Credibilidade: um dos bens mais valiosos de qualquer instituição A credibilidade é considerada a principal vantagem competitiva de um negócio, sendo fator fundamental para o alcance das expectativas dos stakeholders, sejam eles internos (diretoria, gerentes, colaboradores) ou externos (clientes, opinião pública, reguladores). Monitoramento Diário Avaliação e Controle Nível Estratégico Nível Tático Gerenciamento de Riscos Nível Operacional Preservação da Reputação
  24. 24. Accountability Na administração, a prestação de contas é considerada um aspecto central da governança, tanto na esfera pública como na privada. Seu conceito é amplo, não estando ligado somente à questão orçamentária. Prestar contas é importante para dar feedback das ações aos clientes, aos representados, aos órgãos reguladores, à opinião pública e à sociedade. No cooperativismo, tornase ferramenta fundamental aos próprios cooperados. Tem o objetivo de tornar o processo decisório mais participativo, gerando resultados mais eficientes. Prestar contas também é fundamental para manter a reputação do negócio intacta.
  25. 25. Maximizando os Resultados Gestão Inovação Pessoas Negócio Tecnologia Sustentabilidade
  26. 26. Gestão como estratégia Como garantir sucesso do seu negócio em um cenário tão dinâmico e competitivo? Para ampliar a efetividade nas ações desenvolvidas e maximizar os resultados almejados, é extremante necessário que o planejamento estratégico do negócio alcance as seguintes perspectivas: • Como gerir o controle de gastos. Objetividade • Como identificar mudanças de tendência. Foco em Resultados Tempestividade • Como focar estratégicos. as ações em objetivos • Como realizar tarefas no tempo oportuno. Transparência • Como dar publicidade e prestar contas. Mensurações • Como medir e avaliar a eficiência dos processos. Racionalização Austeridade
  27. 27. Inovação como Estratégia Quais são as vantagens de um empreendimento inovador? A inovação traz a possibilidade de agregar valor ao negócio no ambiente altamente competitivo, diferenciando-o, ainda que momentaneamente, dos demais concorrentes. Estratégia do Oceano Azul (W. Chan Kim e Renée Mauborgne) Oceano Vermelho Oceano Azul Competição em mercados existentes Criação de mercados inexplorados Vencer os concorrentes Concorrência irrelevante Aproveitar a demanda existente Criar e capturar a nova demanda Exercer o trade-off “custo-benefício” Romper trade-off de “custo-benefício”
  28. 28. Sustentabilidade como Estratégia Qual é a relação entre as medidas de gestão e o desenvolvimento sustentável? O conceito de desenvolvimento sustentável evoluiu nos últimos anos, sendo definido atualmente como um modelo econômico, social, cultural e ambiental equilibrado, que satisfaça as necessidades das gerações atuais, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer suas próprias necessidades. Desenvolvimento Sustentável Ecologicamente Correto Economicamente Viável Socialmente Justo Culturamente Aceito Sustentabilidade
  29. 29. Sustentabilidade como Estratégia Quais são as vantagens de um empreendimento sustentável? O desenvolvimento sustentável deve ser considerado no planejamento estratégico não apenas porque é a coisa certa a fazer, mas principalmente porque faz sentido aos negócios. Ampliação da qualidade do produto / serviço. Otimização dos processos Efeito multiplicador da economia Diminuição de custos Sustentabilidade Credibilidade e fortalecimento da imagem do negócio Prosperidade do negócio
  30. 30. Cooperativismo e Sustentabilidade Qual é a relação entre cooperativismo e sustentabilidade? Em seu papel de inclusão social, cultural e econômica, o cooperativismo pode ser considerado o modelo de negócio mais viável para o desenvolvimento sustentável. Princípios Cooperativistas 1º Adesão voluntária e livre 2º Gestão democrática 3º Participação econômica dos membros 4º Autonomia e independência 5º Educação, Formação e Informação 6º Intercooperação 7º Interesse pela Comunidade Sustentabilidade Ecologicamente Correto Economicamente Viável Socialmente Justo Culturamente Aceito
  31. 31. Expansão, Inovação e Solidez Inovação Solidez Expansão Medidas de gestão que promovam o desenvolvimento sustentável, a busca de novos mercados e a ampliação dos processos participativos. - Medidas de gestão que ampliem a prestação de contas; - Marco regulatório que dê segurança jurídica e econômica ao setor. Manutenção da credibilidade e garantia de ambiente político e econômico favoráveis ao desenvolvimento do cooperativismo.
  32. 32. Márcio Lopes de Freitas Presidente do Sistema OCB 61 3217-1501 | ocb@ocb.coop.br

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