Técnico em Paisagismo - Relatório Final

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Técnico em Paisagismo - Relatório Final

  1. 1. 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA COLÉGIO POLITÉCNICO DA UFSM CURSO TÉCNICO EM PAISAGISMO UTILIZAÇÃO DE PLANTAS NATIVAS EM PROJETOS DE PAISAGISMO NO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO DE ESTÁGIO/INTERVENÇÃO Sabrina Feksa Frasson Santa Maria, RS, Brasil 2013
  2. 2. 2 UTILIZAÇÃO DE PLANTAS NATIVAS EM PROJETOS DE PAISAGISMO NO RIO GRANDE DO SUL Sabrina Feksa Frasson Relatório de estágio/Intervenção apresentado ao Técnico em Paisagismo do Colégio Politécnico da UFSM, como requisito parcial para obtenção do título em Técnico em Paisagismo Orientador: Prof. Ísis Portolan dos Santos Santa Maria, RS, Brasil 2013
  3. 3. 3 Universidade Federal de Santa Maria Colégio Politécnico da UFSM Técnico em Paisagismo UTILIZAÇÃO DE PLANTAS NATIVAS EM PROJETOS DE PAISAGISMO NO RIO GRANDE DO SUL Relatório de Estágio/Intervenção realizado na TONI BACKES PAISAGISMO & ARQUITETURA Elaborado por Sabrina Feksa Frasson Prof. Ísis Portolan dos Santos (Orientador) Carla Ereno Vieiro (Supervisor da empresa) Sabrina Feksa Frasson (Estagiário) Santa Maria, 31 de julho de 2013.
  4. 4. 4 Dedico este relatório para meus professores que me abriram novos caminhos e me auxiliaram na minha escolha profissional, a minha família que me apoiou durante o Técnico e o estágio e ao Luan que me acompanhou e ajudou nessas escolhas.
  5. 5. 5 AGRADECIMENTOS Agradeço o Colégio Politécnico da UFSM por me oportunizar este Técnico, aos meus professores que se dedicaram muito superando minhas expectativas, me auxiliando e estimulando a fazer o nosso melhor e incentivando-nos em buscar um estágio no nível do ensino oferecido por eles. Devo agradecer a minha família, pela persistência e disposição em me apoiar nos estudos e no estágio fora de Santa Maria – RS, aos meus colegas pela disposição em ajudar nas dificuldades e aos Luan por estar sempre comigo. E agradeço a toda equipe do Toni Backes paisagismo & arquitetura que me disponibilizaram todas as experiências e tiveram muita paciência em me explicar e ensinar novas práticas.
  6. 6. 6 “O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã.” (Leonado da Vinci)
  7. 7. 7 RESUMO Relatório de Estágio/Intervenção Colégio Politécnico da UFSM Universidade Federal de Santa Maria UTILIZAÇÃO DE PLANTAS NATIVAS EM PROJETOS DE PAISAGISMO NO RIO GRANDE DO SUL AUTOR: SABRINA FEKSA FRASSON ORIENTADOR: ÍSIS PORTOLAN DOS SANTOS Santa Maria, 31 de julho de 2013. O Estágio Supervisionado, de 300 horas como requisito parcial para a formação no curso Técnico em Paisagismo do Colégio Politécnico da UFSM, foi desenvolvido na empresa Toni Backes paisagismo & arquitetura no município de Nova Petrópolis – RS. Este estágio teve como objetivo a aplicação da aprendizagem, o conhecimento de novas técnicas usadas no paisagismo, à utilização de espécies nativas e o contato com uma forma mais sustentável de trabalhar. Durante o estágio foi possível identificar novos conteúdos a serem estudados e teorias a serem aplicadas nos projetos de paisagismo. O estágio desenvolveu-se através do acompanhamento de implantações de jardins residenciais e de condomínios. Nestas ações foi adquirido o conhecimento de novas espécies frutíferas e comestíveis, que possam criar um jardim mais interativo. Parte do estágio também se deteve a observação da criação de canteiros e maciços, vendo como é feita a disposição das espécies por cores e volumes além da utilização prioritária das espécies nativas. Observando as facilidades e dificuldades que se enfrenta nesse ramo, conclui-se que o paisagismo é uma área de ampla expansão, principalmente na região serrana do Rio Grande do Sul, onde essa área já é desenvolvida por longo tempo e continua em ascensão. Palavras-chave: Projeto paisagístico. Implantação de jardins. Espécies nativas.
  8. 8. 8 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO............................................................................... 9 1.1 Justificativa..................................................................................................... 9 1.2 Apresentação da Empresa............................................................................. 9 2 REVISÃO DE LITERATURA....................................................... 11 3 METODOLOGIA............................................................................ 14 3.1 Procedimentos metodológicos adotados........................................................ 14 4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS/REALIZADAS DURANTE O ESTÁGIO......................................................................................... 15 4.1 Acompanhamento e execução de jardins residenciais e de condomínios..... 15 4.2 Escolha de espécies nativas............................................................................... 27 4.3 Fotografar jardins.................................................................................. 38 4.4 Idas em floriculturas para pesquisa de mudas e preços................................ 39 CONCLUSÃO................................................................................................ 40 REFERÊNCIAS........................................................................... 41
  9. 9. 9 1 INTRODUÇÃO 1.1 Justificativa O estágio tem como finalidade o melhor aprendizado do aluno, sendo uma oportunidade exclusiva para aprender mais e conhecer novas técnicas e métodos. É onde o aluno cria experiências válidas para o comprometimento com o mercado de trabalho cada vez mais exigente. O estágio foi executado na empresa Toni Backes paisagismo & arquitetura, no período de 2 meses, em 40 horas semanais. A preferência na escolha desta empresa foi pela ótima estrutura e abrangência de trabalho nas áreas do paisagismo, facilidade de recursos e o tempo de atuação no paisagismo. É uma empresa que contribui com novas ideias, por ter direcionamento na sustentabilidade e profissionais experientes. Através do estágio foi possível a prática de produção e manuseio de várias espécies que são usadas no paisagismo, sendo que a maioria não tem uso disseminado na região de Santa Maria – RS, sede do Curso Técnico em Paisagismo. O estágio possibilitou aprender novas formas de criar canteiros, usar mais a diversidade e buscar que sejam jardins de interação das pessoas com a flora. 1.2 Apresentação da Empresa A empresa Toni Backes paisagismo & arquitetura localiza-se em Nova Petrópolis, no bairro Pousada da Neve, rua Encantado, nº 320. Deu início a suas atividades em 27 de setembro de 2002 como Escola de Paisagismo Perau do Encanto, e em 2007 tornou-se o escritório Toni Backes paisagismo & arquitetura com trabalhos na arquitetura ambiental e ecológica. Sendo os integrantes do escritório o Engenheiro Agrônomo Toni Backes e as arquitetas Gabriela Hilgert Pizzetti e Cristiane Sofia Kaiser, com 6 funcionários fixos e 2 estagiários. Os setores em que houve atuação do estagiário foram principalmente no de projeto e no viveiro. No setor de projetos foram desenvolvidas as atividades de auxilio e acompanhamento da supervisora e outros funcionários do escritório; no viveiro foram feitas
  10. 10. 10 atividades de semeadura de frutos que estavam maduros no Perau do Encanto, localização do escritório, e que serão futuras mudas usadas nos projetos paisagísticos. A carga horária a ser preenchida foi de 300 horas, sendo 40 horas semanais e 8 horas diárias. Realizando em 20 dias por mês, concluído em 2 meses.
  11. 11. 11 2 REVISÃO DE LITERATURA Para a boa criação de um projeto paisagístico, o uso da criatividade é tão importante quanto o conhecimento das espécies vegetais utilizáveis. A prioridade no uso de nativas e a diversidade de espécies podem contribuir com a qualidade estética de um projeto. Plantas nativas são aquelas que ocorrem naturalmente em uma região, que não foram introduzidas pelo ser humano e nem necessitam diretamente dele para subsistirem. (STUMPF, ELISABETH R. T.; 2009, p. 39.) Devem-se valorizar as espécies nativas, conforme Gustavo Heiden (2009) para ter a conservação da fauna nativa. Para isso precisamos conhecê-la, divulga-la e atribuir a ela valores econômicos ou culturais, que visem sensibilizar a população para sua preservação. O estado do Rio Grande do Sul possui uma grande biodiversidade, e está dividido nos biomas Litoral, Encosta do Sudeste, Serra do Sudeste, Depressão Central, Campanha, Missões e Planalto Médio, que estão representados no Bioma Pampa. Cada um apresenta suas particularidades, no Litoral a vegetação é formada por espécies que ocorrem ao longo de rios, perto de lagoas, do mar, em dunas e áreas inundáveis. São espécies que são adaptadas ao estresse das secas, inundações, insolação e/ou salinidade. Na região da Encosta do Sudeste, é a transição entre o Litoral e a Serra do Sudeste, a vegetação tem influência de espécies arbóreas da Mata Atlântica, com floresta estacional semidecidual. A Serra do Sudeste possui formações rochosas constituídas por arenitos e conglomerados, com predominância da vegetação campestre herbáceo-arbustiva e ainda com ocorrência precisa de capões e mata com araucária. Na Depressão Central, com uma forte rede hidrográfica e transição entre campo e floresta. Os campos nos relevos planos e as florestas em áreas com maior declividade, e ainda possui áreas úmidas, os banhados e campos periodicamente alagados; compõe a floresta estacional decidual. E a Campanha com as coxilhas e vegetação campestre, vários tipos de solos que variam na composição florística é a região com menos área florestal do estado. Composto por banhados, campos de várzea perto dos rios, afloramentos rochosos, topos de cerros... Possui paisagens singulares, como os palmares de butiá-anão (Butia lalemantii) nos campos de areia, o parque do espinilho (Acacia caven) e a cina-cina (parkinsonia aculeata). (STUMPF, 2009). O bioma pode servir de inspiração para projetar algo que faça sentido à região. Fazer com que o jardim seja a continuação da natureza, sem o uso de espécies que não combinam
  12. 12. 12 com o ambiente. Segundo Stumpf (2009) a vegetação nativa apresenta adaptações morfológicas e fisiológicas, que fazem da flora local um leque de possibilidades para a aplicação no paisagismo. Uma grande parte das plantas ornamentais usadas no paisagismo não são nativas do local onde serão usadas, e isso pode ocorrer consequências negativas tanto nos ambientes naturais, quanto nos ambientes agrícolas. As plantas exóticas introduzidas como ornamentais, podem se tornar exóticas invasoras, agindo fortemente na substituição das espécies nativas. Se as exóticas forem substituídas pelo uso das espécies nativas, isso trará um grande estímulo para mudanças positivas no paisagismo e floricultura, reduzindo o risco de novas invasões em cada flora. A preferencia do uso das espécies nativas no paisagismo é destacado pela baixa necessidade de manutenção, a valorização, a preservação de cada diversidade e também o oferecimento de ambientes para a fauna. O objetivo do paisagismo é trazer a natureza para perto das pessoas. Além de valorizar a flora nativa, um jardim bem concebido e implantado pode desencadear os cinco sentidos do ser humano. O paisagismo envolve também o olfato, a audição, o paladar e o tato, o que proporciona uma rica vivência sensorial, ao somar as mais diversas e completas experiências perceptivas. Quanto mais um jardim consegue aguçar todos os sentidos, melhor cumpre seu papel. (ABBUD, BENEDITO; 2006, p. 15.) Um jardim precisa de tempo para se desenvolver e ficar como projetado. Então não será logo após a implantação que os resultados serão visíveis. Segundo Abbud (2006) o tempo tem a capacidade de mudar a paisagem, transformando, crescendo e amadurecendo o paisagismo, durante as estações e os anos. Juntamente com as espécies nativas, aparecem as plantas espontâneas que para muitos são consideradas plantas daninhas, mas se forem entendidas do por que estão em cada lugar, facilitará a sua remoção ou mesmo o uso paisagístico dela. Cada planta possui sua particularidade e podem ser usadas cuidadosamente nos projetos, e conforme Backes (2012) pela nossa falta de informação criticamo-las erroneamente. Podem ter alto valor alimentício e/ou medicinal, surgindo em calçadas, terrenos baldios e nos jardins. Devemos aprender a observar o surgimento das espécies e como elas se dispõem. (...) as plantas não vivem isoladas, mas em associações, que têm sua lógica e sua própria beleza. (...) é importante conhecer seu habitat natural, antes de querer utilizá- las em jardins. (DOURADO; 2009, p. 61.)
  13. 13. 13 Para o desenvolvimento de um bom projeto paisagístico é preciso conhecer o cliente, saber qual será o uso do jardim e também conhecer o local. Interpretar os pedidos mais claramente possível e ainda superar as expectativas, apresentar espécies novas e antigas também, já que frequentemente espécies são deixadas de serem usadas por serem muito repetitivas, mas essas por se adaptarem muito bem à região, devem-se ser usada com cuidado. Não se deve calcular o máximo de espécies a serem usadas, mas sim o mínimo. Quanto mais variedades de espécies a serem usadas, mais natural ficará, sempre cuidando a harmonia entre elas. Usar espécies nativas no paisagismo é sinônimo de natural.
  14. 14. 14 3 METODOLOGIA 3.1 Procedimentos metodológicos adotados O estágio foi realizado nos projetos em andamento do escritório, principalmente na área de implantação de jardins, pois ser uma das épocas do ano mais apropriadas para a implantação de jardins. Por esse motivo o estágio começou em jardins que já estavam em andamento, e para melhor adaptação foi necessário pesquisar e se inteirar sobre esses jardins já implantados. As atividades propostas para efetivação do estágio foram o acompanhamento e execução de jardins residenciais e de condomínios, fotografar os jardins, atualização das plantas baixa dos clientes, ida a floriculturas para pesquisa de mudas e preços, atualização de planilhas de custos e listas de espécies. Para o acompanhamento de execução de jardins é necessário equipamento apropriado: botas de borracha, luvas de pano e tesoura de poda. Para fazer pesquisas de preços ou conversar com os clientes, devemos levar a pasta do cliente com a planta baixa, listas de espécies e imagens sugestivas juntamente com uma prancheta para apoio. Os equipamentos de que ficam guardados no carro e sempre que preciso estão a nossa disposição. Para ir até os locais é usado carro pessoal ou o carro do escritório, sendo que quando usado o pessoal a gasolina é paga pelo escritório. E para as fotografias, a câmera usada é do escritório ou pessoal. Em alguns condomínios fechados é necessário fazer cadastramento para ter acesso, então na primeira visita é necessário levar a carteira de identidade. A prioridade pelas espécies nativas veio a partir dos conhecimentos e estudos de Toni Backes. Sabendo as inúmeras vantagens do uso delas, possuímos uma grande diversidade de espécies, assim nos possibilitando a criações de projetos para vários gostos.
  15. 15. 15 4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS/REALIZADAS DURANTE O ESTÁGIO No escritório Toni Backes paisagismo & arquitetura, local onde foi desenvolvido o estágio com foco no uso de espécies nativas em projetos de paisagismo no Rio Grande do Sul. 4.1 Acompanhamento e execução de jardins residenciais e de condomínios Foi possível através das visitas feitas com o proprietário ou com a supervisora do estágio, nos jardins que estavam sendo implantados ou já concluídos. Os jardins eram em residências nos condomínios Aspen Moutain em Gramado – RS, no Reserva da Serra em Canela – RS e no Country Ville em Santa Cruz do Sul – RS e o paisagismo dos condomínios Laken em Gramado – RS e do condomínio Belle Ville em Santa Cruz do Sul – RS. Puderam haver diversas experiências, conversando com os clientes e observando os jardins, observando que há preferência pela escolha de jardins funcionais e que possibilitem a interação das pessoas. Para a execução dos jardins, o escritório contrata uma empresa para que faça esse serviço. O que é feito pela empresa Projetos de Paisagismo e Execução Exemplo, que trabalha com venda de mudas e também com a execução e projetos de paisagismo. A seguir são descritos alguns projetos em que houve acompanhamento do estagiário, como nas figuras 1 à 23.
  16. 16. 16 Figura 1- Cliente de Gramado - RS, condomínio fechado Aspen Moutain, ocorreu o acompanhamento quando já tinha começado a implantação do jardim. O estagiário ajudou no plantio das mudas, no desenho dos canteiros, desenhar na planta baixa como estava a disposição dos canteiros e aonde estava locada cada espécie. Figura 2 - Pedido de frutíferas e horta, um jardim interativo para o casal e o filho. O uso de espécies arbustivas e arbóreas no fundo do terreno para barrar o vento, assim ficando mais agradável o estar no fogo de chão.
  17. 17. 17 Figura 3 - Espiral de ervas. Construído com pedras de roça (basalto) encaixadas, na horizontal é um círculo e verticalmente forma um espiral e é preenchido por terra. Sendo que a luz do sol incide parcialmente em cada horário do dia e por ter uma altura em torno de um metro e meio variando a umidade do solo. A escolha de espécies a serem usadas no espiral varia desde as que necessitam mais luz solar e solo com pouca umidade bem no topo, espécies com média necessidade solar e umidade do solo no meio e pouca exigência de luz solar e mais umidade do solo na parte mais inferior do espiral. Figura 4 - Fogo de chão, à pedido do cliente. O piso e o círculo para o fogo é feito com pedra de areia e o muro com pedras de roça. Para a construção do círculo para fogo, o muro e o piso são usados cimento para a fixação dos mesmos. Sendo que no piso os espaços entre cada laje é preenchido por terra para que a grama entre. Nos vãos do muro foram plantadas espécies anuais.
  18. 18. 18 Figura 5 - Cliente de Gramado – RS, condomínio fechado Aspen Moutain, ocorreu o acompanhamento no pós venda e tiragem de fotografias para atualização. Encontro com a cliente, conversa sobre o que ela quer mudar, quais as cores das espécies anuais quer colocar nos canteiros. Figura 6 - Fundos da residência, com tablado e jardim em volta. Uso de espécies que gostam de sombra em baixo do tablado, em volta possuía frutíferas, capins, um lago com espécies aquáticas e espécies floríferas.
  19. 19. 19 Figura 7 - Lateral da casa, com degraus de pedra e espécies acompanhando no encostado da parede. Combinação de lonicera e lantana. Figura 8 - Cliente em Gramado – RS, condomínio fechado Aspen Moutain, condomínio fechado Aspen Moutain, ocorreu o acompanhamento no pós venda, substituição de uma espécie e tiragem de fotos para atualização. Aproveitamento da rocha que tem na frente do terreno, uso de bancos de troncos, grande variedade de espécies, entre elas a lavanda, aspargos, loropetalo, pitanga anã, lantana, teucrium.
  20. 20. 20 Figura 9 - Detalhe do jardim na entrada de carro, frente da residência. Com o uso de aspargo rabo de gato, lavanda, cipreste jacaré, pitanga anã e espécies anuais. E para a composição do canteiro o uso de pedras. Figura 10 - Fundos da residência. Canteiro acompanhando a casa, com espécies de meia sombra como lanterna chinesa, fórmio anão, lonicera, dianela, liriope, grama preta e o uso de pedra.
  21. 21. 21 Figura 11 - Cliente em Canela – RS, condomínio fechado Reserva da Serra, jardim concluído há um tempo, ida para tiragem de fotos e ver se precisava de manutenção. Uso de bromélias, trepadeiras na pérgola e na parede da casa, canteiros com espécies anuais. Figura 12 - Cliente em Canela – RS, condomínio fechado Reserva da Serra, jardim concluído há um tempo, ida para tiragem de fotos e ver se precisava de manutenção. Uso de muro baixo, em torno de um metro de altura, para contenção de terra, uso de espécies de sombra e meia sombra.
  22. 22. 22 Figura 13 - Detalhe do jardim nos fundos da residência, lago já adaptado ao local. Com fonte e uso de espécies aquáticas como a ninfeia, junco e aguapé. Figura 14 - Espiral de ervas. Construído com pedras e madeira, uso de espécies comestíveis, tipo horta.
  23. 23. 23 Figura 15 - Cliente em Canela – RS, condomínio fechado Reserva da Serra, jardim concluído há um tempo, ida para tiragem de fotos e ver se precisava de manutenção. Figura 16 - Detalhe de espécies usadas na lateral da residência. Espécies arbustivas de meia sombra, a nandina se destaca com a cor da residência. Uso de abélia, loropetalum, pitanga anã, lonicera, lespedeza.
  24. 24. 24 Figura 17 - Cliente em Gramado, condomínio fechado Laken, o condomínio a recém está sendo montado, o cliente é o dono e contratou o escritório para fazer o paisagismo da entrada, onde será a recepção para venda dos lotes. Figura 18 - Cliente em Santa Cruz do Sul – RS, condomínio fechado Belle Ville, o cliente é o dono do condomínio e contratou o escritório para fazer o paisagismo da entrada, salão de festas, piscina, quadras de esporte, pista de caminhada e lago.
  25. 25. 25 Figura 19 - Mudas recém plantadas na entrada. Espécies usadas foram a neomarica, salvia mexicana e uma anual. Figura 20 - Detalhe pista de caminhada em volta do lago, mudas recém plantadas e coqueiros transplantados. Espécies usadas foram lantana, russelia, lavanda, jasmim amarelo, farroupilha, brinco de princesa. Uso de rochas já existentes no terreno.
  26. 26. 26 Figura 21 - Detalhe no uso de pedras, já existentes no local. Perto das quadras de esporte. Canteiros compostos com neomarica e abelia. Figura 22 - Detalhe no canteiro recém plantado com espécies de sombra, perto das quadras de esporte e com arbóreas de porte adulto. Composto por neomarica, iris, liriope, grama preta, clorofito e espécies de porte médio como orelha de onça e algumas frutíferas para compor esta área mais fechada.
  27. 27. 27 Figura 23 - Encomenda de mudas diversas pela floricultura Úrsula. Espécies para forração, trepadeiras e para compor os canteiros. Begônia, rabo de gato, ajuga, hera variegata, cinerária, margarida, tradescantia, verbena e capim santa fé. 4.2 Escolha de espécies nativas A escolha das espécies é feita a partir do tipo de jardim desejado. Tendo opções de trepadeiras, forrações, arbustos, folhagens altas, árvores e palmeiras. As principais espécies nativas usadas são:
  28. 28. 28 Trepadeiras Nome comum Nome científico Imagem Asa vermelha Heteropterys glabra Bignonia Bignonia binata Cipó de são joão Pyrostegia venusta
  29. 29. 29 Viuvinha Petrea subserrata Forrações Dickia Dyckia sp. Íris da praia Neomarica candida
  30. 30. 30 Pacová Philodendron renauxii Petunia Calibrachoa sellowiana Petunia Petunia integrifolia Verbena Verbena tenuisecta
  31. 31. 31 Arbustos Brinco de princesa Fuchsia regia Caliandra Calliandra brevipes Caliandra Calliandra tweediei Cereus Cereus Peruvianus
  32. 32. 32 Jacobínia Justicia carnea Lantana Lantana camara Lantana Lantana montevidensis Manacá Brunfelsia uniflora
  33. 33. 33 Manacá gigante Brunfelsia pauciflora Orelha de onça Tibouchina grandiflora Ora-pro-nobis Pereskia aculeata Pitanga anã Eugenia mattosii
  34. 34. 34 Quaresmeira arbustiva Tibouchina moricandiana Salvia azul Salvia guaranitica Vassourinha Diodia brasiliensis Folhagens altas Capim dos pampas Cortaderia sellowiana
  35. 35. 35 Capim santa fé Panicum prionitis Falsa íris Neomarica caerulea Árvores Araçá Psidium cattleyanum
  36. 36. 36 Butiá Butia eryosphata Camboim Myrciaria tenella Corticeira da serra Erythrina speciosa
  37. 37. 37 Goiabeira serrana Acca sellowiana Manacá da serra Tibouchina mutabilis Quaresmeira Tibouchina sellowiana
  38. 38. 38 Sesbânia Sesbania punicea Palmeira Jerivá Syagrus romanzoffiana 4.3 Fotografar jardins A necessidade de fotografar jardins era de poder comparar com o andamento dos mesmos e montar um banco de dados. Cada cliente possui um arquivo com fotografias desde a implantação e execução dos jardins, de como ficaram depois e um tempo depois, quando é feita a pós-venda. Podem ser usadas como exemplo para novos clientes, mostrando ideias usadas em jardins anteriores. A tiragem de fotos tem o cuidado de aparecer elementos que importam no paisagismo, possibilitando acompanhar o desenvolvimento das plantas e do jardim em si. Fazer com que vários elementos apareçam nas fotos, como por exemplo, o fogo de chão que com o tempo estará incluso no jardim, ou seja, o jardim se agregará a ele. A grama entrará por baixo dos
  39. 39. 39 vãos dos bancos, e se espalhará entre as pedras do piso, no muro plantas espontâneas e anuais. Esse acompanhamento é possível através das fotografias tiradas a partir da implantação, em visitas e manutenção. As fotografias são reduzidas em um tamanho de aproximadamente 10x8cm, para que não ocupem muito espaço no computador e são organizadas por pastas de clientes, e dentro é subdividido em conhecimento do terreno, preparação do terreno, execução do jardim (antes, é quando o jardim está sendo implantado), manutenção e concluído (depois, quando o jardim é entregado ao cliente e quando já está desenvolvido). 4.4 Idas em floriculturas para pesquisa de mudas e preços Para a implantação e manutenção dos jardins são feitas buscas de espécies e os melhores preços, para isso eram feitas listas de espécies e enviadas por e-mail para as floriculturas, e por comparação eram selecionadas quais tinham o melhor orçamento e a partir disso íamos visita-las e ver a qualidade das mudas. Conforme o orçamento recebido das floriculturas e a qualidade das mudas é feito uma comparação entre cada uma pra ver qual é mais viável, porém ocorre também de ser usadas mudas de floriculturas diferentes, isso acontece quando uma das floriculturas não possui mudas do porte desejado ou não estão saudáveis. Assim, o fornecedor pode ser mais de um. O escritório tem preferência em espécies nativas, mas isso varia conforme os pedidos do cliente. Porém quando apresentado os projetos, é mostrado a importância e o valor no uso das espécies nativas. Floricultura Úrsula.
  40. 40. 40 CONCLUSÃO Através da realização do estágio supervisionado, compreende-se a necessidade desta experiência. Com o conhecimento que é repassado, consegue-se associar as aulas do Técnico com as experiências tidas no estágio. O assunto sobre uso de espécies nativas em projetos paisagísticos no Rio Grande do Sul foi muito interessante, pois é necessário ter esse conhecimento da flora que temos e saber o quão ricos somos de biodiversidade. Não precisamos ir muito longe para conseguir projetar um jardim incrível. O uso prioritário das nativas é essencial para conservarmos o que temos, são desde espécies delicadas a rústicas, é um leque de opções. São espécies viáveis, fáceis de encontrar em floriculturas, e por serem nativas já são adaptadas em suas respectivas regiões. Então a possibilidade de perda da muda usada no projeto é consideravelmente menor. Concluiu-se que o uso das espécies nativas é positivo. Possui várias vantagens e não tem o que justifique não usá-las.
  41. 41. 41 REFERÊNCIAS BACKES, Toni. Paisagismo para celebrar a vida: jardins como cura da paisagem e das pessoas. Porto Alegre, 2012. STUMPF, E. R. T.; BARBIERI, R. L.; HEIDEM, G. Cores e Formas no Bioma Pampa – Plantas ornamentais nativas. Pelotas: EMBRAPA, 2009. ABBUD, B. Criando paisagens – Guia de trabalho em arquitetura paisagística. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2006. DOURADO, G. M. Modernidade Verde – Jardins de Burle Marx. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2009.

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