Serviço Social da Indústria              Departamento Regional da Bahia     DIAGNÓSTICO DE OFERTA E DEMANDA EMEDUCAÇÃO DE ...
DIAGNÓSTICO DE OFERTA E DEMANDA EMEDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA REGIÃO DO PÓLO           INDUSTRIAL DE CAMAÇARI
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9freqüentam classes de Educação de Jovens e Adultos de uma forma geral, “é cada vez maisreduzido o número de sujeitos que ...
10    1.1.      OBJETIVOSA pesquisa realizada tem como objetivos:    a) Identificar a oferta de educação de jovens e adult...
11         A fase seguinte foi a da pesquisa direta, onde foi realizado um survey 5 em bairrosdistintos dos municípios abr...
12       Estratégias   a) Escolas       Os dados referentes às escolas foram coletados a partir de listagem de todas as es...
13questionários nas dependências dessas empresas apenas com os trabalhadores terceirizados,de forma a cobrir a amostra. Ao...
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15        ESCOLA MUN LAURENTINO NOLASCO DA CRUZ                         CANDEIAS        ESCOLA MUN LINDAURA GUALBERTO     ...
16com a quantidade de escolas que possui turmas de EJA percebe-se em Camaçari um percentualbaixo de escolas, fato esse que...
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21os turnos diurnos. Para essa pesquisa esses dados não foram computados, pois oficialmentenão são considerados como matrí...
22oferecem entre 201 e 300 vagas.                                  Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011.       Entretanto, o...
23       Observa-se pelos dados da pesquisa que entre os 4 municípios existem 20.272 vagaspara EJA nas 67 escolas pesquisa...
24série, ou seja, ter uma idade incompatível com a última série cursada e aprovada. Essadefasagem deverá ser de pelo menos...
25professores, pois são escolas maiores, com mais estrutura e com um número maior de alunos.       Quando analisadas por m...
26maior parte das vagas oferecidas em EJA nas escolas pesquisadas está no turno noturno(92,54%). Entretanto, cabe salienta...
27levar a cabo o processo de ensino-aprendizagem utilizando esse tipo de material didático.Ainda assim, segundo alguns pro...
28ainda que quase um terço delas (32,8%) não tenha respondido a essa questão. 9%apresentaram o IDEB maior que 4. Como pode...
29                                Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011.       Com relação à estrutura física das escolas, ob...
30se observa uma distribuição mais regular dos equipamentos, excetuando-se auditório,laboratório de informática, quadra es...
31   3 PERFIL DA DEMANDA – TRABALHADORES       Como colocado anteriormente, a coleta de dados dos trabalhadores abrangeu a...
32os homens, é mais comum a saída da casa para procurar outra ocupação ou mesmo para arealização de “biscates”, como forma...
33IBGE, por exemplo. Esse alto percentual tem seus fundamentos na própria formaçãohistórico-social da população baiana.   ...
34                                  Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011.                                  Fonte: SESI, Pesq...
35                                          Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011.             b. Perfil Familiar/Residencial...
36empresas do PIC e/ou localizadas nos municípios de abrangência da pesquisa, residem emoutras cidades.       Assim, vê-se...
37                                  Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011.                                  Fonte: SESI, Pesq...
38             c. Perfil Ocupacional        Pode-se observar que entre os entrevistados, 8,39% estão desocupados. Entre os...
39  Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. | Obs.: 1. Outros: Autônomo, bancário, promotor de vendas; 2. Sem informação: não ...
40Trabalhador com nível médio completoTrabalhador com nível médio completoTrabalhador com nível médio incompletoTrabalhado...
41Trabalhador com nível médio completoTrabalhador com nível médio completo        É possível perceber não só erros de graf...
42                                         Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011.       Quando perguntados o que estão fazend...
43                                Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011.       Pode-se perceber que a renda dos trabalhadores...
44                                  Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011.       Ao serem perguntados se gostariam de continu...
45     4 TRABALHO E EDUCAÇÃO: ABORDAGEM DA REIET         O SESI é uma instituição que, desde sua fundação, tem oferta supl...
46todas as instituições pertencentes à rede de educação e trabalho, capazes de promover, emconjunto, o desenvolvimento ter...
47      Divulgação de seu perfil profissional junto às empresas contratantes.b) Para os Agentes Educativos    Divulgação...
48   5 CONSIDERAÇÕES FINAIS       O cenário apresentado pelo diagnóstico de oferta e demanda por Educação de Jovense Adult...
49trabalhadores de que o investimento de tempo e esforço no aumento de escolaridade levará àmelhoria da renda e das condiç...
50REFERÊNCIASBAHIA. Secretaria de Educação. Educação de jovens e adultos. Disponível em:<http://www.educacao.escolas.ba.go...
ANEXOS
ANEXO A – QUESTIONÁRIO APLICADO ÀS ESCOLAS
ANEXO B – QUESTIONÁRIO APLICADO AOS TRABALHADORES
ANEXO C – RELAÇÃO DAS EMPRESAS PARTICIPANTES DA          COMISSÃO DE RECURSOS HUMANOS DO COFICEMPRESA                CONTA...
IPC               Bárbara Fratoni           3634-2906               Barbara@ipcnor.com.br       ITF               Manoel A...
Publicação produzida pelo SESI – Departamento Regional da Bahiano formato 21 x 29,7cm. Impresso por Assaz Planejamento e C...
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  1. 1. Serviço Social da Indústria Departamento Regional da Bahia DIAGNÓSTICO DE OFERTA E DEMANDA EMEDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA REGIÃO DO PÓLO INDUSTRIAL DE CAMAÇARI Salvador - Bahia 2011
  2. 2. DIAGNÓSTICO DE OFERTA E DEMANDA EMEDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA REGIÃO DO PÓLO INDUSTRIAL DE CAMAÇARI
  3. 3. FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DA BAHIAPresidenteJosé de Freitas MascarenhasSERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA – SESIDEPARTAMENTO REGIONAL DA BAHIADiretor RegionalJosé de Freitas MascarenhasSuperintendente InterinoJosé Wagner Sancho FernandesASSESSORIA DE DESENVOLVIMENTO – ASDENCoordenadorAroldo Valente BarbosaAssessora de EducaçãoCléssia Lobo de MoraisNÚCLEO DE EDUCAÇÃO DO TRABALHADOR DA INDÚSTRIA - NETIGerenteSolange Maria Novis RibeiroGerente de ProcessoMárcia Maria Castro do LagoCONSULTORIA TÉCNICAMARCO XXI – CONSULTORES ASSOCIADOS LTDACoordenação GeralMarco Antonio Rocha MedeirosCoordenadora de EducaçãoSolange Oliveira LeiteEquipe Responsável pelo Diagnóstico de Oferta e DemandaMartha Maria Ramos Rocha dos Santos (coordenadora)Elisângela Lopes da Silva (sub-coordenadora)
  4. 4. Serviço Social da Indústria Departamento Regional da Bahia DIAGNÓSTICO DE OFERTA E DEMANDA EMEDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA REGIÃO DO PÓLO INDUSTRIAL DE CAMAÇARI Salvador - Bahia 2011
  5. 5. © 2011 SESI.Departamento Regional da BahiaÉ autorizada a reprodução total ou parcial desta publicação, desde que citada a fonte.Publicação em versão eletrônica disponível para download em: <http://www.sesi.fieb.org.br/reiet.>.ApoioServiço Social da Indústria - Departamento NacionalProjeto Gráfico e DiagramaçãoAssaz Planejamento e Comunicação IntegradaRevisãoMarco Antonio Rocha MedeirosNormalizaçãoRegina Rezende Ficha Catalográfica Serviço Social da Indústria. Federação das Indústrias do Estado da Bahia. Diagnóstico de oferta e demanda em educação de jovens e adultos na Região do Pólo Industrial de Camaçari: relatório final da pesquisa /Serviço Social da Indústria – SESI. Federação das Indústrias do Estado da Bahia-FIEB. – Salvador: SESI, 2011. 1.Educação. 2. Educação – jovens –adultos. 3. Pólo Industrial de Camaçari. 4. Relatório de pesquisa. 5. SESI –FIEB. I.Título. CDU: 37.04SESI. Departamento Regional da BahiaRua Edístio Pondé, 342 (Stiep)Salvador/BA CEP: 41770-395Telefone: (71) 3343-1216Fax: (71) 33413906Homepage: www.sesi.fieb.org.br
  6. 6. LISTA DE SIGLASAMBEV – Companhia de Bebidas das AméricasCAGED – Cadastro Geral de Empregados e DesempregadosCOFIC – Comitê de Fomento Industrial de CamaçariDIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos SocioeconômicosECA – Estatuto da Criança e do AdolescenteEJA – Educação de Jovens e AdultosIBGE – Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaINEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio TeixeiraPED – Pesquisa de Emprego e DesempregoPIC – Pólo Industrial de CamaçariPNLD – Plano Nacional do Livro DidáticoRAIS – Relação Anual de Informações SociaisREIET – Rede Interorganizacional de Educação do TrabalhadorRLAM – Refinaria Landulfo Alves MataripeSESI – Serviço Social da Indústria
  7. 7. SUMÁRIO1 APRESENTAÇÃO ............................................................................81.1. OBJETIVOS ..................................................................................... 101.2. METODOLOGIA ............................................................................. 102 PERFIL DA OFERTA – Escolas...................................................... 143 PERFIL DA DEMANDA – Trabalhadores ....................................... 313.1. PERFIL PESSOAL ............................................................................ 313.2. PERFIL FAMILIAR/RESIDENCIAL ............................................... 353.3. PERFIL OCUPACIONAL ................................................................. 384 TRABALHO E EDUCAÇÃO: abordagem da REIET...................... 455 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................... 48 REFERÊNCIAS................................................................................ 50 ANEXOS........................................................................................... 51 ANEXO A – Questionário aplicado às escolas ..................................... 52 ANEXO B – Questionário aplicado aos trabalhadores ......................... 54 ANEXO C - Relação das empresas participantes da Comissão de Recursos Humanos do Cofic..........................................56
  8. 8. 8 1 APRESENTAÇÃO As comunidades do entorno do Pólo Industrial de Camaçari sempre formaram a franjada oferta de mão de obra para aquele Pólo. Desde sua fundação, os trabalhadores maisespecializados e com melhor remuneração eram buscados em Salvador e cidades do sudeste-sul do país, cabendo a oferta de postos subalternos a trabalhadores de Camaçari e seuentorno. Em que pese o número de trabalhadores contratados diretamente por empresas doPólo de Camaçari ser a grande maioria da força de trabalho empregada ali até a década de 80,havia também um grande número de empreiteiras subcontratadas (as terceirizadas ou“gatas”), que somavam um número bem menor de trabalhadores no chão de fábrica. A partir da década de 90 do século passado, com uma forte reconversão do mercadode trabalho na indústria baiana, essa lógica se alterou, fazendo com que o número detrabalhadores contratados diretamente diminuísse radicalmente e, em contrapartida,aumentasse o número de terceirizados prestando serviços a empresas do Pólo Industrial deCamaçari. Ocorre que as condições e exigências para os postos de trabalho, agoraterceirizados, continuaram sendo as mesmas; no entanto, uma parte considerável dosterceirizados possui escolaridade formal superior à função que exerce. Também nesse período, o governo lança uma série de iniciativas de qualificação dotrabalhador, baseadas no seu projeto neoliberal, lançando sobre este a responsabilidade pelosucesso/fracasso no mercado de trabalho. Caberia, então, ao trabalhador a escolha porqualificar-se (e manter a empregabilidade) ou não (e correr os riscos de perdê-la). Essebinômio qualificação-emprego passou a ser pensado independentemente das circunstânciaseconômicas e tecnológicas, que retiravam do mercado postos e pessoas em nome dodesenvolvimento. De lá para cá, o número de trabalhadores terceirizados (Druck, Franco, 2007) 1, vemaumentando, e aumentando também a precarização das relações de trabalho. Segundo aliteratura especializada, essa relação pode representar algo em torno de 5/1 (cincotrabalhadores terceirizados para um trabalhador contratado diretamente). Do ponto de vista da escolarização desses trabalhadores, e das pessoas que1 DRUCK, G., FRANCO, T. Perda da razão social do trabalho. São Paulo: Ed. Boitempo, 2007.
  9. 9. 9freqüentam classes de Educação de Jovens e Adultos de uma forma geral, “é cada vez maisreduzido o número de sujeitos que não tiveram passagens anteriores pela escola” 2. Essaspassagens geralmente ocorreram de forma a deixar marcas, dificultando seu retorno. A partir de um estudo de caso3, realizado com a central de distribuição de matériasprimas do PIC, constatou-se a necessidade de uma intervenção em rede na questão daeducação do trabalhador terceirizado, que viabilize alternativas efetivas de retorno/ingresso àescola e conseqüente aumento na escolaridade formal. Hoje, o esforço do SESI, em parceria com outras instituições, se concentra emqualificar essa mão de obra, como forma de melhorar não apenas o perfil dos trabalhadoresprestadores de serviços, mas principalmente elevar o padrão de escolaridade dos municípiosdo entorno do PIC. Esse esforço se concentra especialmente nos seguintes setores daindústria: celulose, automotiva, metalurgia do cobre, têxtil e de bebidas, além do setor deserviços prestados às indústrias do PIC. Assim, o presente diagnóstico vem ao encontro da necessidade do SESI responder àdinâmica das relações entre os diversos atores em questão, no sentido de identificar ecaracterizar a oferta em Educação de Jovens e Adultos na região de abrangência do PóloIndustrial de Camaçari (notadamente nos municípios de Camaçari, Dias D’Ávila, Candeias eSimões Filho) e as demandas por escolaridade entre adultos dessa região, com abordagensmais profundas entre trabalhadores terceirizados do Pólo Industrial de Camaçari, a fim decontribuir para a formulação de intervenção em EJA naquelas localidades. Os resultados dessa pesquisa subsidiarão os trabalhos de criação da Rede de Educaçãodo Trabalhador – REIET – na região do PIC, rede essa que permitirá a formulação de umprojeto compartilhado de intervenção na educação básica de trabalhadores terceirizados doPIC.2 Cf. BAHIA. Secretaria de Educação. Superintendência de Desenvolvimento da Educação Básica. Educação de jovens eadultos: aprendizagem ao longo da vida. (org. p. MALTA, A. et. al.). Salvador, s/d, p.4.3 RIBEIRO, S.M.N. A educação do trabalhador na perspectiva do desenvolvimento territorial: o caso da EJA/SESI noPólo Petroquímico de Camaçari. Salvador: UBA/Escola de Administração, 2009. (dissertação de mestrado).
  10. 10. 10 1.1. OBJETIVOSA pesquisa realizada tem como objetivos: a) Identificar a oferta de educação de jovens e adultos na região; b) Identificar a demanda em educação dos trabalhadores terceirizados do PIC; c) Trazer para o debate em torno da EJA outros atores interessados no tema – como empresas contratantes e terceirizadas e representantes de instituições de educação e trabalho nos níveis municipal, estadual e federal. 1.2. METODOLOGIA Percurso metodológico a) Escolas Foi realizado inicialmente o levantamento secundário dos dados dos quatromunicípios sobre número de escolas, matrículas em classes regulares e classes de EJA enomes das escolas tanto no site do IBGE quanto do INEP. A partir desse levantamento, foramtambém contactadas as secretarias municipais de educação para então dar início à pesquisadireta. Para as escolas, a intenção foi de realizar a pesquisa em todas as unidades escolaresexistentes nos municípios, com a aplicação de um questionário (Anexo 1). b) Trabalhadores O levantamento secundário de dados sobre os trabalhadores foi realizado a partir dacoleta de dados do Censo Demográfico de 2000, no site do IBGE e do Ministério do Trabalhoe Emprego (RAIS e CAGED), além da base de dados da PED4. Esse levantamento permitiufazer o cálculo da amostra, a partir do universo de trabalhadores do PIC.4 Pesquisa de Emprego e Desemprego, executada em 5 Regiões Metropolitanas (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife,Salvador e São Paulo) e no Distrito Federal pelo DIEESE e pela Fundação Seade, tendo como parceiros locais aUniversidade Federal da Bahia e a SEI – Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Secretaria e Planejamento eTecnologia do Estado da Bahia.
  11. 11. 11 A fase seguinte foi a da pesquisa direta, onde foi realizado um survey 5 em bairrosdistintos dos municípios abrangidos pela pesquisa (Camaçari, Dias D’Ávila, Candeias eSimões Filho) e em algumas empresas do PIC e adjacências (Braskem, Paranapanema,Oxiteno, Deten, Monsanto, Ambev e RLAM). 6 Os dados coletados por meio de questionários(Anexo 2) foram utilizados para caracterizar a população de trabalhadores/potenciaistrabalhadores terceirizados do Pólo Industrial de Camaçari em seus diversos aspectos:escolaridade, dinâmica de trabalho, moradia, hábitos e costumes, perspectivas profissionais,valores, (in)disponibilidades, competências básicas requeridas para o trabalho.Para o cálculo dessa amostra foi escolhido o intervalo de confiança de 95%, desvio padrão 2e erro amostral de 3%.Cabe salientar que a amostra foi calculada sobre o total da população na faixa etáriaconsiderada de adultos (18 a 59 anos). O corte definitivo foi realizado após o levantamentosecundário, a partir dos municípios de residência dos trabalhadores terceirizados que jáprestam serviços a empresas do PIC. Município Amostra Camaçari 62 Candeias 61 Dias D’Ávila 60 Simões Filho 61 TOTAL 244 Durante a coleta de dados foram alcançados números mais elevados que o mínimo detrabalhadores a serem entrevistados, perfazendo um total de 298 questionários válidos. Foramretirados da amostra questionários preenchidos por trabalhadores que não têm residência fixano estado da Bahia, a maioria deles residentes em Sergipe.5 Survey: Tipo de ferramenta utilizada em pesquisa para coletar dados por amostragem. O survey é bastante utilizado empesquisas cujos resultados quantitativos não são conhecidos.6 Na RLAM foram entrevistados trabalhadores da Tenace, na Braskem trabalhadores da RIP, CNO, Monsertec e Mills. Asdemais empresas tinham trabalhadores de várias terceirizadas.
  12. 12. 12 Estratégias a) Escolas Os dados referentes às escolas foram coletados a partir de listagem de todas as escolasmunicipais e estaduais localizadas nos 4 municípios da pesquisa, e que segundo o INEP,possuíam classes de EJA em 2010. Segundo o site da instituição, havia 104 escolas com EJA,segundo o Censo Escolar 2010 (dados coletados em 16/10/2010, no site do Ministério deEducação). Porém, no período da pesquisa, algumas escolas não estavam com as classes deEJA funcionando – seja porque a própria escola estava fechada, seja porque as classes foramdeslocadas para outras unidades escolares próximas. Assim, foram localizadas e efetivamente entrevistadas 67 escolas nos 4 municípios, oque corresponde a 65,7% da listagem original de escolas com classes de EJA nos 4municípios, coletada no site do INEP. b) Trabalhadores A estratégia utilizada inicialmente foi de enviar e-mail para todos os setores de RHdas empresas participantes da Comissão de Recursos Humanos do Cofic (Anexo 3)solicitando a lista e contatos das empresas terceirizadas. Em seguida, foram feitostelefonemas para reforçar o pedido, no sentido de que pudessem ser iniciados os contatoscom as terceirizadas e, consequentemente, a definição do público a ser entrevistado pelapesquisa. Essa estratégia mostrou-se sem sucesso, uma vez que as empresas demoraram ematender e quando isso ocorreu, apenas 5 das 33 empresas contactadas responderam ao e-mailcom suas listagens de terceirizadas. O segundo passo era o contato com as terceirizadas que fossem comuns a pelo menosduas das 5 empresas e selecionar dessas os empregados a serem entrevistados. Foramselecionadas com esses critérios 40 empresas terceirizadas. Com o desenvolvimento dapesquisa, percebeu-se que a aplicação dos questionários deveria ser realizada nasdependências das contratantes, uma vez que era ali que trabalhavam efetivamente. Por contados princípios de segurança vigentes nessas empresas, a autorização para a aplicação dosquestionários é algo demorado. Por outro lado, também as terceirizadas não forneceram osendereços residenciais dos seus trabalhadores para que ali fossem realizadas as entrevistas. Voltou-se então às contratantes no sentido de solicitar autorização para aplicar os
  13. 13. 13questionários nas dependências dessas empresas apenas com os trabalhadores terceirizados,de forma a cobrir a amostra. Ao lado dessa estratégia, foi realizada pesquisa direta porta-a-porta, tomando como critério a entrevista a trabalhadores desocupados que já tinhamtrabalhado e/ou tinham interesse em trabalhar no PIC. Em complemento à coleta de dados nas empresas, a relação com instituiçõesreligiosas com ações voltadas para a educação de jovens e adultos possibilitou opreenchimento de questionários com moradores de bairros populares dos quatro municípiospesquisados.
  14. 14. 14 2 PERFIL DA OFERTA – ESCOLAS A partir de contatos feitos com as Secretarias Municipais de Educação, aliados aosdados levantados no site do Ministério de Educação (notadamente os dados do Censo Escolare INEP), foram levantadas as informações referentes a 67 escolas. São elas: QUADRO 2.1 - ESCOLAS PESQUISADAS POR MUNICÍPIO ESCOLA MUNICÍPIO CENTRO EDUCACIONAL YOLANDA PIRES CAMAÇARI ESCOLA ALBERTO FERREIRA BRANDÃO CAMAÇARI ESCOLA ANISIO TEXEIRA CAMAÇARI ESCOLA CLEUSA MARIA DE CARVALHO MOREIRA CAMAÇARI ESCOLA SÔNIA REGINA DE SOUZA CAMAÇARI ESCOLA CONCEIÇÃO DE MARIA CAMAÇARI ESCOLA VÍRGINIA REIS TUDE CAMAÇARI CENTRO EDUCACIONAL TANCREDO NEVES CAMAÇARI ESCOLA MUNICIPAL MARQUÊS DE ABRANTES CAMAÇARI ESCOLA MUNICIPAL PROF.LUIS ROGÉRIO CAMAÇARI ESCOLA MUNICIPAL FÉLIX JOAQUIM DE MORAES CAMAÇARI ESCOLA MUNICIPAL ILAY GARCIA ELLERY CAMAÇARI COLÉGIO MUNICIPAL SÃO THOMÁS DE CANTUÁRIA CAMAÇARI ESCOLA HELENA CELESTINO DE MAGALHÃES CAMAÇARI ESCOLA MUNICIPAL SANTO ANTONIO CAMAÇARI ESCOLA MUNCIPAL ELIZA DIAS CAMAÇARI ESCOLA MUN 14 DE AGOSTO CANDEIAS ESCOLA MUN ACM CANDEIAS ESCOLA MUN ALBERTINA DIAS COELHO CANDEIAS ESCOLA MUN ALFREDO DA SILVA SERRA CANDEIAS ESCOLA MUN ALZIRA FERREIRA RIBEIRO CANDEIAS ESCOLA MUN CASTRO ALVES CANDEIAS ESCOLA MUN COMUNITÁRIA SÃO FRANCISCO CANDEIAS ESCOLA MUN CONS LUIZ VIANA CANDEIAS ESCOLA MUN SOCIAL CULTURAL CRISTÃ CANDEIAS ESCOLA MUN DISNEYLÂNDIA CANDEIAS ESCOLA MUN DR. GUALBERTO DANTAS FONTES CANDEIAS ESCOLA MUN EGBERTO DE CARVALHO FERREIRA CANDEIAS ESCOLA MUN IVONICE COSTA SOTERO CANDEIAS ESCOLA MUN JULIETA VIANA CANDEIAS ESCOLA MUN JUNQUEIRA FREIRE CANDEIAS
  15. 15. 15 ESCOLA MUN LAURENTINO NOLASCO DA CRUZ CANDEIAS ESCOLA MUN LINDAURA GUALBERTO CANDEIAS ESCOLA MUN MARGARIDA SOUZA CANDEIAS ESCOLA MUN MONTEIRO LOBATO CANDEIAS ESCOLA MUN NOVA CANDEIAS CANDEIAS ESCOLA MUN PAULO VI CANDEIAS ESCOLA MUN PE JOSÉ DE ANCHIETA CANDEIAS ESCOLA MUN PE. MANOEL DA NÓBREGA CANDEIAS ESCOLA MUN SÃO JOÃO BATISTA CANDEIAS ESCOLA MUN TÉRCIA BORGES CANDEIAS ESCOLA MUN YEDA BARRADAS CARNEIRO CANDEIAS ESCOLA MUN. DE EDUCAÇÃO CRISTÃ CANDEIAS CENTRO EDUCACIONAL NORMÉLIO MOURA DA COSTA DIAS DÁVILA ESCOLA MUN. CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE DIAS DÁVILA ESCOLA MUN. CLAUDIONOR SIMÕES DO CARMO DIAS DÁVILA ESCOLA MUN. MARIA SANTIAGO BACELAR DE SANTANA DIAS DÁVILA ESCOLA MUN. PROFª. ALTAIR DA COSTA LIMA DIAS DÁVILA ESCOLA PE. LUIZ PALMEIRA SIMÕES FILHO CENTRO COMUNITÁRIO NOSSA IRMÃ DULCE SIMÕES FILHO COLÉGIO ESTADUAL ALBERTO SILVA SIMÕES FILHO COLÉGIO ESTADUAL REGINA SIMÕES SIMÕES FILHO ESCOLA DR. BERLINDO MAMEDE DE OLIVEIRA SIMÕES FILHO ESCOLA HERMES MIRANDA SIMÕES FILHO ESCOLA MUNICIPAL MARIA QUITÉRIA SIMÕES FILHO ESCOLA PROFª MARIA DE SOUZA CHAVES SIMÕES FILHO ESCOLA MUN PEDRO CERQUEIRA SANTOS SIMÕES FILHO ESCOLA MUN. GEORGINA DE SOUZA SIMÕES SIMÕES FILHO ESCOLA MUN. GILDO PIANA SIMÕES FILHO ESCOLA MUN. UNIÃO DA BAHIA SIMÕES FILHO ESCOLA MUN COMUNITÁRIA SÃO FRANCISCO SIMÕES FILHO ESCOLA MUN. DE EDUCAÇÃO CRISTÃ SIMÕES FILHO CENTRO COMUNICTÁRIO NOSSA ESPERANÇA SIMÕES FILHO ESCOLA MUNICIPAL 7 DE NOVEMBRO SIMÕES FILHO ESCOLA MUNICIPAL ANTONIA GONÇALVES DE SOUZA SIMÕES FILHO ESCOLA MUNICIPAL EDULIDO RIBEIRO MONTEIRO SIMÕES FILHO ESCOLA MUNICIPAL BÁRBARA BLITES DO CARMO SIMÕES FILHO Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Percebe-se no gráfico 2.1 que, apesar de não ser o município mais populoso, Candeiaspossui o maior percentual de escolas com classes de EJA entre os quatro municípiosabrangidos pela pesquisa, seguido de Simões Filho. Comparando-se o tamanho do município
  16. 16. 16com a quantidade de escolas que possui turmas de EJA percebe-se em Camaçari um percentualbaixo de escolas, fato esse que, segundo uma professora e gestora da rede Municipal da cidade,se explica porque Camaçari foi (durante as décadas de 60,70 e 80 do século XX) área desegurança nacional, o que fazia com que todas as ações estratégicas fossem realizadas pelogoverno federal, sem a participação do poder político local. Só mais recentemente (nosúltimos 20 anos) a ação do poder local tem sido mais efetiva, tanto em nível municipalquanto estadual. Dias d’Ávila não só é o município com menos escolas, como possui as escolas com oacesso mais difícil, segundo relatam alguns gestores de escolas desse município,entrevistados pela pesquisa. Isso provavelmente impacta na matrícula e no desempenho dosalunos que ali se matriculam. Entretanto, segundo relato dos próprios funcionários das escolas, o acesso ruim não éprerrogativa de um município apenas. Em todos os municípios há bairros mais distantes,cujas escolas são de difícil acesso, especialmente à noite, quando o percurso até a escola éfeito em geral por ruas sem calçamento ou iluminação pública e em locais com altos índicesde violência. Isso também distancia os possíveis estudantes das escolas. Os própriosfuncionários se deslocam nos ônibus escolares que servem aos estudantes nos turnos matutinoe vespertino como forma de conseguir chegar e sair mais facilmente das escolas que estãolocalizadas em bairros mais distantes e com problemas de acesso. Entretanto, no turnonoturno (como se verá adiante, o turno que concentra a maior parte da oferta em EJA nasescolas) não há transporte escolar e o percurso é feito de ônibus da frota municipal (quandohá) e/ou a pé.
  17. 17. 17 Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011.A maioria das escolas com EJA é municipal (95,5%).
  18. 18. 18 Fonte: Censo Escolar, INEP/MEC, 2010. Quando observadas por município, as escolas apresentam uma distribuição quaseuniforme no que se refere a natureza administrativa; com a maior parte delas municipais.Apenas Simões Filho apresenta uma distribuição em que as escolas estaduais são metade dasmunicipais. Cabe chamar atenção para o município de Camaçari que possui a única escolaprivada com classes de EJA – A Escola Pestalozzi. Os cursos de Educação de Jovens e Adultos oferecidos pelas Secretarias Estadual eMunicipais de Educação são hoje distribuídos nas seguintes categorias : Tempos Formativos: Os Tempos Formativos I, II e III são cursos de matrícula anual, nos quais as aulas são presenciais e exigem frequência diária. O currículo é organizado em eixos temáticos, temas geradores e áreas de conhecimento. O centro do processo de formação são as experiências de vida e estratégias de sobrevivência dos sujeitos jovens, adultos e idosos. O curso total é composto de três (03) segmentos distribuídos ao longo de sete (07) anos: * O 1º Tempo Formativo (equivale ao 1º segmento da educação fundamental) - 03 anos * O 2º Tempo Formativo (equivale ao 2º segmento da educação fundamental) - 02 anos * O 3º Tempo Formativo (equivale ao ensino médio) - 02 anos Tempo de Aprender: É um curso de matrícula e estrutura didática semestral. As aulas são semipresenciais, pois colocam-se como oferta própria àqueles educandos que trabalham em turnos ou dias alternados e não podem frequentar a escola regularmente. Os alunos poderão frequentar a escola três vezes por semana e têm garantido o direito de aproveitamento de estudos já realizados nos diferentes
  19. 19. 19 componentes curriculares. O curso total é composto de dois (02) segmentos distribuídos ao longo de quatro (04) anos: * Tempo de Aprender I (equivale ao 2º segmento da educação fundamental) – 2 anos * Tempo de Aprender II (equivale ao ensino médio) – 02 anos e meio.7 Entretanto, é comum o uso da nomenclatura mais antiga, inclusive pelos gestores dasescolas, segundo a qual o EJA I corresponderia aos primeiros anos do primeiro segmento doensino fundamental (1º, 2º e 3º anos); o EJA II seria relacionado aos últimos anos doprimeiro segmento do ensino fundamental (4º e 5º anos); o EJA III seria correspondente aos 2primeiros anos do segundo segmento do ensino fundamental (6º e 7º anos); o EJA IVcorresponderia aos últimos anos do ensino fundamental (8º e 9º anos) e o EJA Vcorresponderia ao ensino médio .QUADRO 2.2 - COMPARAÇÃO ENTRE EJA, TEMPO FORMATIVO E TEMPO DEAPRENDER, EM RELAÇÃO À EDUCAÇÃO REGULAR Educação Regular Tempo Tempo de EJA Fundamental Médio Formativo aprender 1º ao 3º ano I 1 4º e 5º ano II 1 6º e 7º ano III 2 1 8º e 9º ano IV 2 1 1º ao 3º ano V 3 2 Fonte: SEC/Bahia, 2010. Embora a nomenclatura tenha sido alterada, optou-se aqui por manter a antiganomenclatura (EJA I a V), em virtude das respostas dadas pelos gestores quando da aplicaçãodos questionários citarem essa e não a mais recente. Para melhor compreensão, apresenta-seum quadro comparativo: Percebe-se então que a maioria dos cursos oferecidos pelas escolas refere-se ao EJA IIe III.7 Cf. BAHIA. Secretaria de Educação. Educação de jovens e adultos. In:http://www.educacao.escolas.ba.gov.br/node/11#sub2. Publicado em 05.01.2010. Acesso em 16.10.2010.
  20. 20. 20 Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Em Camaçari, Candeias e Simões Filho estão presentes todas as modalidades de EJA,com ênfase para as classes iniciais. Em Dias D’Ávila, as 5 escolas pesquisadas possuem apenas EJA I e II. Ocorre queexiste uma modalidade de ensino chamada Aceleração, que não entra no cômputo dasmatrículas em EJA, mas é para jovens e adultos e que oferece cursos de Aceleração I (quecorresponde ao Fundamental I) e Aceleração II (Fundamental II). Existe no município umprojeto denominado “Acelera Dias”, que tem esse objetivo, e cuja oferta ocorre também para
  21. 21. 21os turnos diurnos. Para essa pesquisa esses dados não foram computados, pois oficialmentenão são considerados como matrícula de EJA. Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. A distribuição de vagas nas escolas pesquisadas demonstra que em 2010 mais de 60%das vagas disponíveis foram oferecidas em escolas com capacidade para mais de 150 vagas,como pode ser observado no gráfico acima. Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. O gráfico acima demonstra a quantidade de escolas e a oferta de vagas segundo omunicípio. Mais uma vez se vê que em Candeias está a maior parte das escolas e de vagasdisponíveis para EJA. Ali se observa que 6 escolas oferecem entre 101 e 200 vagas e 7
  22. 22. 22oferecem entre 201 e 300 vagas. Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Entretanto, o total de matrículas relatado pelas escolas nos 4 municípios foi de 9920em 2010, com uma média de 148 matriculados por escola. Esse total está subdimensionado,haja vista quase metade das escolas (46,3%) não ter informado durante a pesquisa aquantidade de alunos matriculados em classes de EJA. Segundo o INEP (Censo Escolar 2010), o total de matrículas nos quatro municípiosfoi 19207, distribuídas da seguinte forma: Fonte: INEP, Censo Escolar, 2010.
  23. 23. 23 Observa-se pelos dados da pesquisa que entre os 4 municípios existem 20.272 vagaspara EJA nas 67 escolas pesquisadas (65,7% do universo): uma média de 302 vagas porescola. Convém chamar a atenção para o fato de que o número de vagas diz respeito apenasàs escolas pesquisadas. Como Candeias teve o maior número de escolas pesquisadas emrelação aos demais municípios, parece que esse dado é o mais próximo da realidade dasescolas que oferecem classes de EJA. Outro dado importante diz respeito ao fato de que 8 gestores entrevistados nãoforneceram o número de vagas disponíveis em suas escolas. Por certo, esse parece ser o caso de Camaçari, Dias d’Ávila e Simões Filho, queapresentam o número de matrículas (segundo o Censo Escolar) maior que o número de vagas(segundo a pesquisa). Segundo gestores dos 4 municípios a realização de matrículas emnúmero bem superior até à capacidade das escolas ocorre porque, ao longo do ano letivo, háum percentual alto de evasão. Outro fator que merece atenção é a matrícula realizada para escolas estaduais e que,com o decorrer do ano letivo, os alunos são transferidos para escolas municipais. Issotambém pode mascarar os dados de vagas x matrículas. Entretanto, o maior problemadecorrente dessa troca é que as escolas municipais, em muitos casos, não são adaptadas paraadultos, o que faz com que os alunos tenham aulas em salas pensadas para crianças, commóveis e decoração infantil. Isso pode servir para desmotivá-los a continuar os estudos emespaços inadequados.QUADRO 2.3 – RELAÇÃO ENTRE VAGAS E MATRÍCULAS SEGUNDO MUNICÍPIO Nº de Vagas Nº de Matrículas Município (Pesquisa) (INEP) Camaçari 5373 7851 Candeias 9449 3406 Dias dÁvila 1900 2862 Simões Filho 3550 5088 Total 20272 19207 Fonte: SESI, Pesquisa Direta, 2011; INEP/MEC, 16/10/2010. Para se proceder à matrícula em classes de EJA na rede pública de ensino, segundo aLDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Lei n o 9394/96), é necessário ser maior de 15anos para o ensino fundamental e 18 anos para o ensino médio, e apresentar distorção idade-
  24. 24. 24série, ou seja, ter uma idade incompatível com a última série cursada e aprovada. Essadefasagem deverá ser de pelo menos 2 anos. 8 A questão da idade para as classes de EJA é questionada pelos professores, no sentidode que “adolescentes problemáticos” atrapalham os adultos trabalhadores. Estamos falando do trabalhador adulto que está no EJA, mas os outros jovens acabam atrapalhando aqueles que querem estudar. Mas a maioria que vem de outros turnos acaba atrapalhando os professores e também atrapalham os adultos que vêm à escola para recuperar o tempo perdido. (Professora de Escola de Camaçari) Além da idade, é necessário também apresentar RG, histórico escolar, comprovante deresidência e 2 fotos. Para a matrícula na rede pública, a pessoa pode realizar o aprendizado em escolas quedesenvolvem o conteúdo programático das classes de EJA e se inscrever nas escolasdefinidas pelo MEC para os exames. Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Durante o ano de 2010 foram contratados 832 professores. A maior parte das escolas(47,76%) possui até 10 professores. Observa-se, contudo, que 7,46% possuem mais de 308 Segundo o parecer 23/2008 do Conselho Nacional de Educação, havia a proposta de estabelecer 18 anos como idademínima para todos os cursos de EJA, e recomendava-se que até 2013 fosse alterada a legislação, para com isso evitar umaincompatibilidade entre a LDB e o Estatuto da Criança e do Adolescente, gerada pela questão da idade. Segundo o ECA,adulta é a pessoa que tem a partir de 18 anos. Entretanto essa proposta não foi acatada pelo Ministério de Educação.
  25. 25. 25professores, pois são escolas maiores, com mais estrutura e com um número maior de alunos. Quando analisadas por município e à luz do número de vagas relatadas pelas escolas,vê-se que as escolas de Dias d’Ávila e Camaçari são as que possuem um maior número deprofessores por vagas (35 e 31, respectivamente). Cabe ressaltar que em Candeias, ainda queo número de vagas seja maior que o dos outros municípios, a relação entre as vagas e onúmero de professores é satisfatória (24 vagas por professor). Simões Filho apresenta umarelação que denota certa sub-utilização dos profissionais, com apenas 17 vagas por professor.QUADRO 2.4 – RELAÇÃO ENTRE VAGAS E NÚMERO DE PROFESSORESCONTRATADOS SEGUNDO MUNICÍPIO Vagas/ Município Professores Vagas Professor CAMAÇARI 172 5373 31 CANDEIAS 396 9449 24 DIAS DÁVILA 54 1900 35 SIMÕES FILHO 210 3550 17 TOTAL 832 20272 24 Fonte: SESI, Pesquisa Direta, 2011. Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Considerando-se o intuito da EJA de aumentar a escolaridade de pessoas comdefasagem série-idade, e, portanto, na maioria dos casos com uma vida laboral já em curso, a
  26. 26. 26maior parte das vagas oferecidas em EJA nas escolas pesquisadas está no turno noturno(92,54%). Entretanto, cabe salientar que essa prática não deve ser restritiva, já que legalmentenão tem amparo nenhum. Segundo a LDB, os cursos para adultos podem ser oferecidos emqualquer turno. Cabe às escolas rever essa posição, de forma a possibilitar que pessoas quetrabalham em regime de turno consigam ingressar/retornar às classes de EJA. Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Até 2010 era quase totalidade a existência de cursos de EJA apenas no turno noturno,o que deixava de fora trabalhadores que porventura trabalhassem em turno noturno. O gráficomostra um pequeno porcentual de escolas com cursos nos turnos matutino e vespertino nosmunicípios de Candeias e Simões Filho. Já em Camaçari e Dias d‘Ávila, o planejamento da oferta na área de EJA é feito tendocomo horizonte a totalidade dos cursos oferecida no turno noturno. Um dos grandes problemas da oferta de EJA exclusivamente no noturno está no fatode que os gestores não trabalham nesse turno, as bibliotecas e salas de informática tambémnão funcionam nesse turno, o que dificulta o andamento de um projeto pedagógico que tenhaferramentas de mídia e/ou a utilização de material da biblioteca como recursos deaprendizagem. Ainda, considerando-se que o MEC instituiu o plano nacional do livro didático(PNLD) para EJA apenas em 2010, 2011 é o primeiro ano em que efetivamente será possível
  27. 27. 27levar a cabo o processo de ensino-aprendizagem utilizando esse tipo de material didático.Ainda assim, segundo alguns professores: O livro didático fornecido pelo programa está fora da realidade exigida, temos um programa pedagógico e o livro não acompanha. (Professora E) Os alunos, mesmo com toda dificuldade são capazes de diagnosticar que o livro é inútil e até ironizam sua utilização. (Professor G) Por que não colocar um material que possa contemplar a realidade do aluno? (Professor A) Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011 | Obs.: Informações referentes ao ano de 2007. Quanto ao índice de desenvolvimento da educação básica (IDEB), a primeirainformação importante é que esse índice “é calculado com base no desempenho do estudanteem avaliações do Inep e em taxas de aprovação. Assim, para que o IDEB de uma escola ourede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e freqüente a sala de aula”. 9 Ouseja, o IDEB é formado pelas médias das notas de estudantes do 5º e 9º anos do ensinofundamental e do 3º ano do nível médio no Saeb e na Prova Brasil. 10 Observa-se que a maior parte das escolas (59,2%) apresenta o índice menor que 4,9 Cf. MEC, http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=180&Itemid=337.10 “O Saeb e a Prova Brasil são dois exames complementares que compõem o Sistema de Avaliação da Educação Básica. OSistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), realizado pelo Inep/MEC, abrange estudantes das redes públicase privadas do país, localizados em área rural e urbana, matriculados na 4ª e 8ª séries (ou 5º e 9º anos) do ensino fundamentale também no 3º ano do ensino médio. São aplicadas provas de Língua Portuguesa e Matemática. A avaliação é feita poramostragem. Nesses estratos, os resultados são apresentados para cada unidade da Federação e para o Brasil como um todo.A avaliação é censitária para alunos de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental público, nas redes estaduais, municipais efederais, de área rural e urbana, em escolas que tenham no mínimo 20 alunos matriculados na série avaliada. Nesse estrato, aprova recebe o nome de Prova Brasil e oferece resultados por escola, município, unidade da Federação e país.” Cf. MEC, inhttp://portalideb.inep.gov.br/web/saeb-e-prova-brasil/saeb-e-prova-brasil.
  28. 28. 28ainda que quase um terço delas (32,8%) não tenha respondido a essa questão. 9%apresentaram o IDEB maior que 4. Como pode ser observado no quadro abaixo (com basenos dados do MEC/INEP), os dados para a média das escolas desses municípios não diferemmuito dos resultados observados pela pesquisa nas escolas isoladamente, uma vez que, para amédia, o IDEB nesses municípios não alcançou 4 pontos nesses 3 anos. Considerando que oíndice tem 10 (dez) como nota máxima e uma projeção de chegar a 6 até o ano de 2020, háainda um longo caminho a percorrer para o Brasil se firmar como uma nação onde a educaçãoseja próxima à de grandes potências mundiais.QUADRO 2.5 - IDEB – CAMAÇARI, CANDEIAS, DIAS D’ÁVILA E SIMÕES FILHO –9º ANO (2005, 2007 E 2009) Competência Município 2005 2007 2009 Administrativa Municipal 2,2 2,6 3,3 Camaçari Estadual 3,3 2,8 SI Pública 2,3 2,6 3,3 Municipal 2,4 2,5 2,6 Candeias Estadual 2,5 2,8 3,0 Pública 2,4 2,6 2,8 Municipal 2,1 2,4 2,3 Dias dÁvila Estadual SI SI SI Pública 2,1 2,4 2,3 Municipal 2,6 2,8 2,6 Simões Estadual 2,5 2,4 2,5 Filho Pública 2,8 3,2 3,4 Fonte: MEC/INEP, 2011. (http://sistemasideb.inep.gov.br/resultado/)
  29. 29. 29 Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Com relação à estrutura física das escolas, observa-se que em 83,3% das escolas hábiblioteca; em 10% há laboratório de informática; e em 20% há sala de multimídia, itens quepodem significar maiores possibilidades de aprendizado por parte dos estudantes embora osdois últimos em poucas escolas. Entretanto, como já foi abordado anteriormente esses locaisnão permanecem abertos no turno noturno . Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Com relação aos municípios, entretanto, vê-se que é em Camaçari e Dias d’Ávila que
  30. 30. 30se observa uma distribuição mais regular dos equipamentos, excetuando-se auditório,laboratório de informática, quadra esportiva e sala de multimídia, que apresentam umpercentual reduzido na maioria das escolas.
  31. 31. 31 3 PERFIL DA DEMANDA – TRABALHADORES Como colocado anteriormente, a coleta de dados dos trabalhadores abrangeu aquelesterceirizados que prestam serviços a empresas do PIC e desocupados residentes nosmunicípios de Camaçari, Candeias, Dias D’Ávila e Simões Filho. a. Perfil Pessoal Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. A amostra demonstra que 77% dos trabalhadores são homens, fato consideradonormal, em se tratando de emprego industrial, especialmente em funções ligadas àmanutenção. Entre os terceirizados, a presença de mulheres é mais facilmente verificada ematividades ligadas a serviços gerais, funções administrativas e entre os desocupados. O gráfico abaixo demonstra esses dados, embora se encontrem pequenos percentuaisde mulheres em atividades ligadas a segurança e vigilância, manutenção elétrica e ajudantes. Saliente-se que, como a pesquisa com os desocupados foi domiciliar, era de esperarum percentual maior de mulheres em casa no momento, uma vez que comumente asmulheres, quando se encontram sem emprego, permanecem mais tempo em casa cuidandodos afazeres domésticos, o que dificulta ainda mais a obtenção de uma nova ocupação. Entre
  32. 32. 32os homens, é mais comum a saída da casa para procurar outra ocupação ou mesmo para arealização de “biscates”, como forma de prover a subsistência (própria e/ou familiar). Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011.| Obs.: 1. Outros: Autônomo, bancário, promotor de vendas; 2. Sem informação: não preenchido pelo trabalhador; 3. Sem ocupação definida: encarregado, coordenador, conferente. Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Percebe-se que mais ou menos 80% dos trabalhadores entrevistados são negros emestiços, o que tem relação com os percentuais encontrados em outras pesquisas – PED e
  33. 33. 33IBGE, por exemplo. Esse alto percentual tem seus fundamentos na própria formaçãohistórico-social da população baiana. Os dados sobre escolaridade, apresentados a seguir, mostram que mais da metade dostrabalhadores entrevistados possuem o nível médio completo. Esse dado, recorrente emoutras pesquisas, dá a perceber que a tese de que os terceirizados estão em posição precáriano mercado de trabalho por conta da baixa escolaridade não corresponde à totalidade dostrabalhadores. Em verdade, o trabalho terceirizado veio responder a uma reconversãogerencial e tecnológica operada na indústria de ponta no Brasil desde os anos 90 do séculopassado. Para se ter uma idéia dessas mudanças, o Pólo de Camaçari possuía até 1985 cerca de85.000 trabalhadores, cuja política de gestão era baseada na seleção de pessoas com elevadograu de conhecimentos específicos (geralmente adquiridos em escolas técnicas ou na própriaexperiência) e o conseqüente pagamento de salários diferenciados de outros trabalhadores denível médio. A partir desse período, a política de contratação de pessoal foi sendo alterada, atéculminar com um Pólo Industrial “enxuto”, com cerca de 12.000 empregos diretos no iníciodos anos 2000. Ainda assim, 33,89% dos trabalhadores terceirizados possuem nível de escolaridadeinferior ao nível médio completo. Esse fato impacta também nas tentativas de certificaçãoISO 9002 que as empresas fazem, pois alguns certificados só são emitidos para empresas quetêm nos seus quadros trabalhadores com a escolaridade mínima de nível médio completo(sejam contratados diretamente ou terceirizados).
  34. 34. 34 Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Ao serem questionados porque pararam os estudos, 44% relataram que concluíram osestudos e 33,6% colocaram o trabalho como motivo para a interrupção dos estudos. Outrosmotivos aparecem com percentuais menores. Cabe observar que entre os que afirmam ter concluído os estudos, 83% pararam deestudar quando concluíram o nível médio. Porém há trabalhadores que pararam de estudarantes disso. Note-se que a conclusão dos estudos não está necessariamente relacionada ao fimda carreira escolar, ou seja, à conclusão de todos os níveis escolares. Muitas vezes, a simplesconclusão do nível fundamental é citada pelos trabalhadores como conclusão dos estudos.
  35. 35. 35 Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. b. Perfil Familiar/ResidencialFonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. | Obs.: “Municípios da RMS” se refere aos demais municípios, que não são os quaro em destaque e Salvador (Mata de São João, São Sebastião do Passé, Madre de Deus e Pojuca). “Outros municípios” se refere a municípios do Estado da Bahia que não o citados anteriormente (Santo Estevão, Santo Amaro e Alagoinhas). Embora a pesquisa tenha sido realizada com o foco nos municípios de Camaçari,Candeias, Dias d’Ávila e Simões Filho, a sistemática de abordagem (dentro das fábricas, nohorário de almoço) recuperou dados de trabalhadores que, mesmo prestando serviços a
  36. 36. 36empresas do PIC e/ou localizadas nos municípios de abrangência da pesquisa, residem emoutras cidades. Assim, vê-se um maior percentual de moradores de Camaçari (42,95%) e umaquantidade reduzida de moradores de Candeias (6,71%), se considerados os municípios-alvoda pesquisa. Entretanto, percebem-se pequenos percentuais de moradores de outrosmunicípios da RMS (5,7%) e 11% de moradores de Salvador na amostra. Isso demonstra quea seleção de trabalhadores para os postos de trabalho em empresas terceirizadas do PIC nemsempre está relacionada diretamente com o local de residência do trabalhador. Em relação à moradia, 75,2% dos trabalhadores possui casa própria, o que conferecerta estabilidade à vida pessoal dessas pessoas. Essa é uma característica bastante presentepara quem reside em cidades menores. Ainda que a situação de trabalho não seja a ideal, aspessoas geralmente possuem casa própria. Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. O padrão construtivo das casas também está mais próximo a modelos mais modernos,com a incidência maior de casas de tijolo e cimento (seja com laje, com telhado de cerâmicaou com telhado de Eternit). Isso também demonstra o grau de estabilidadefamiliar/residencial desses trabalhadores.
  37. 37. 37 Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Os trabalhadores possuem também um número significativo de eletrodomésticos eeletroportáteis em suas residências. Pode-se inferir que a renda desses trabalhadores é tal quepossibilita a compra desses aparelhos. Note-se que em mais de 90% das casas há fogão a gás,geladeira, liquidificador, aparelho de TV, aparelho de DVD, além do telefone celular. Outros aparelhos também são indicativos da renda desses trabalhadores. 46,6% temcomputador em casa, 38,9% possuem telefone fixo e 34,6% possuem TV a cabo.
  38. 38. 38 c. Perfil Ocupacional Pode-se observar que entre os entrevistados, 8,39% estão desocupados. Entre osocupados, as funções são em sua maioria da área de manutenção, que para efeito de análisefoi dividida em “manutenção elétrica”, “manutenção mecânica” e “manutenção”. Observa-setambém um percentual menor de trabalhadores em serviços gerais e em vigilância/segurança.Perceba-se que 11,74% dos trabalhadores declararam ser “montadores”, “montadoresindustriais” ou “montadores sênior”, ocupações da área de manutenção que obtiveram omaior percentual isoladamente. Assim, somados todos esses percentuais, os trabalhadores de manutenção perfazemum total de 34,56% dos trabalhadores entrevistados pela pesquisa.Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011 | Obs.: 1. Sem informação: não preenchido pelo trabalhador; 2. Sem ocupação definida: encarregado, coordenador, conferente.
  39. 39. 39 Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. | Obs.: 1. Outros: Autônomo, bancário, promotor de vendas; 2. Sem informação: não preenchido pelo trabalhador; 3. Sem ocupação definida: encarregado, coordenador, conferente. Quando cruzadas as variáveis escolaridade e ocupação parece não haver correlaçãodireta, exceto se forem observados os trabalhadores em construção civil e serviços gerais que,em sua maioria, não ultrapassam o nível médio completo, embora com uma presença forte emníveis de escolaridade inferiores e inexpressiva em níveis mais elevados. Cabe ressaltar quepara as funções em serviços gerais a prevalência do nível médio parece representar adificuldade que esses trabalhadores têm em alcançar postos de trabalho mais avançados, sejapor falta de experiência, seja por não possuir especialização em outras áreas, seja ainda porconta da retração na oferta de postos de trabalho para pessoas com formação generalista notrabalho industrial. Nesse caso, se inferem duas possibilidades: 1. A formação de nível médio não garantepor si só o acesso e permanência em determinadas ocupações; 2. O nível da formaçãoadquirida pelos trabalhadores não os qualifica efetivamente para o mercado de trabalho emfunções mais elevadas. Em ambos os casos, a questão é: Por que indivíduos com o nívelmédio completo não teriam a qualificação profissional para alcançarem melhores ocupaçõesno mercado de trabalho? É necessário analisar formação oferecida a esses sujeitos, demaneira que seja possível ultrapassar esses limites, sejam eles individuais ou conjunturais. Como exemplo, foram escaneados alguns questionários preenchidos pelos própriostrabalhadores.
  40. 40. 40Trabalhador com nível médio completoTrabalhador com nível médio completoTrabalhador com nível médio incompletoTrabalhador com nível médio completoTrabalhadora com nível médio completo
  41. 41. 41Trabalhador com nível médio completoTrabalhador com nível médio completo É possível perceber não só erros de grafia de palavras relativamente simples, mastambém a caligrafia típica de quem não tem muita familiaridade/facilidade em escrever. O gráfico abaixo mostra o tempo em que os trabalhadores desocupados estão semtrabalho. Como se trata de uma mão-de-obra de alta rotatividade, cerca de um terço dostrabalhadores permanece menos de um ano sem ocupação, e quase metade até 3 anos (essesvalores somados perfazem o total de 77,7% dos trabalhadores desocupados que têm maioreschances de retorno ao mercado de trabalho, uma vez capacitados para tanto). Aquelestrabalhadores que estão há mais de 4 anos sem retornar ao mercado encontrarão maioresdificuldades, a não ser que alterem o nível de escolaridade e/ou de qualificação para otrabalho industrial. Esses trabalhadores podem vir a ser o público preferencial de ações educativas, comoas da REIET.
  42. 42. 42 Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Quando perguntados o que estão fazendo para ingressarem/retornarem ao mercado detrabalho, 11,74% dos trabalhadores afirmam que colocam currículo em empresas e 9,25%afirmam que pedem emprego a amigos/conhecidos. Alternativas também são utilizadas emquantidade menor, como mostra o gráfico abaixo. Cabe salientar que essa busca na maioriados casos é ativa, ou seja, depende de um movimento do próprio trabalhador. Apenas 1,42%dos trabalhadores esperam chamados para trabalho. Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. | Obs.: Foram solicitadas até 3 alternativas para cada trabalhador.
  43. 43. 43 Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Pode-se perceber que a renda dos trabalhadores terceirizados gira em torno de menosde 1 até 7 salários mínimos (vigentes no momento da pesquisa), sendo que o maior percentualdeles recebe entre 2 e 3 SM. Poucos trabalhadores declararam possuir uma segunda ocupaçãoe renda advinda dela (34 trabalhadores, que perfazem o percentual de 11,4%). Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Entre os trabalhadores, ¾ deles trabalham entre 21 e 44 horas semanais, que é oregime de trabalho mais usual no PIC.
  44. 44. 44 Fonte: SESI, Pesquisa direta, 2011. Ao serem perguntados se gostariam de continuar estudando, 86% dos trabalhadoresafirmaram que sim. Quando questionados sobre quais as expectativas, percebe-se que“melhorar renda e qualidade de vida” e “ter uma profissão” (18,79% cada um) são aquelasque os trabalhadores apontam como motivos mais relevantes. Observe-se, entretanto, quemesmo respondendo que gostariam de continuar estudando, praticamente um terço dostrabalhadores não responderam nada sobre suas expectativas. Isso pode denotar certadesmotivação por parte desses trabalhadores de que o aumento da escolarização possa alterarsua posição no mercado de trabalho. É exatamente sobre esse percentual de trabalhadores quedeve se assentar uma ação por parte do SESI, no sentido de trazê-los de volta para a escola.
  45. 45. 45 4 TRABALHO E EDUCAÇÃO: ABORDAGEM DA REIET O SESI é uma instituição que, desde sua fundação, tem oferta supletiva de educação,especialmente voltada para o trabalhador da indústria. A partir da década de 90, o SESI-Bahia começou a empreender ações voltadas para aeducação de jovens e adultos, inicialmente com o programa de alfabetização de trabalhadoresda construção civil nos canteiros de obra. Em seguida, foram introduzidos os cursos do nívelfundamental e médio (então 1º e 2º graus), por meio do Telecurso 2000, em parceria com aSecretaria de Educação do Estado da Bahia para atender os demais setores da indústria, nospróprios locais de trabalho. Ao final dessa década, o trabalho do SESI teve um salto de qualidade com a criaçãodo NETI (Núcleo de Educação do Trabalhador na Indústria) que executava o Programa deErradicação do Analfabetismo na Indústria. No período de 1999 à 2008, foram 46.349 matrículas novas (Fonte: NETI) em elevação de escolaridade na Bahia, em todos os segmentos de ensino – Ensino Fundamental I e II, e Ensino Médio, em 594 empresas (fonte:SIME). O foco sempre esteve na Alfabetização, considerada pelo SESI como o processo relativo aos primeiros anos de escolaridade, isto é, o Ensino Fundamental I11. O SESI passou então a apoiar de forma eficaz o Estado no sentido de desenvolver oaprendizado dos conteúdos de EJA e, embora não sendo uma escola, colaborou grandementecom a diminuição do analfabetismo e da subescolarização dos trabalhadores na indústria naBahia através da instalação de salas de aula nas empresas. A partir da constatação de que os trabalhadores terceirizados eram os que tinhammaiores dificuldades de manter a empregabilidade e que um dos motivos poderia ser a baixaescolaridade o SESI passou a pensar numa maneira de contribuir para a diminuição dessequadro de privação. A REIET, então, surgiu como proposta a partir do trabalho realizado por Ribeiro 12(2009) , segundo o qual se percebia que a questão do aumento da escolaridade detrabalhadores terceirizados em empresas do PIC não poderia ser uma “via de mão única”, ouseja, não deveria ser imputada exclusivamente aos trabalhadores, e sim compartilhada por11 SISTEMA FIEB, SESI. Estudo sobre a elevação de escolaridade na EJA – Sesi Bahia – Análises e Propostas. Salvador,jul. 2009, p.11.12 RIBEIRO, S.M.N. A educação do trabalhador na perspectiva do desenvolvimento territorial: o caso da EJA/SESI noPólo Petroquímico de Camaçari. Salvador: UBA/Escola de Administração, 2009. (dissertação de mestrado).
  46. 46. 46todas as instituições pertencentes à rede de educação e trabalho, capazes de promover, emconjunto, o desenvolvimento territorial. Fonte: Ribeiro, 2009, p. 110. Esse tipo de estrutura já é muito utilizado nos negócios como resposta às exigências de elevada capacidade de resposta às demandas externas que as organizações estão submetidas na contemporaneidade, induzindo atitudes colaboracionistas em torno da competitividade e gestão da tecnologia. (Ribeiro, 2009, p.109) Nesse sentido, a REIET tem o objetivo de promover a intervenção de forma conjunta,a partir dos resultados do presente diagnóstico, no sentido de modificar os encaminhamentosdados atualmente à necessidade de aumento na escolaridade dos trabalhadores terceirizados.Entre os benefícios gerados pela REIET estão: a) Para o Trabalhador  Identificação das diferentes metodologias de EJA apropriadas para atender as suas necessidades específicas;  Orientação quanto à melhor estratégia para ingresso/reingresso e conclusão da educação básica em menor tempo;  Identificação das instituições que oferecem os serviços educacionais de EJA;  Identificação de possíveis contratantes de seus serviços profissionais;
  47. 47. 47  Divulgação de seu perfil profissional junto às empresas contratantes.b) Para os Agentes Educativos  Divulgação dos seus serviços educacionais;  Conhecimento qualificado sobre a demanda de serviços educacionais para trabalhadores e empresas;  Identificação de dados que subsidiem a elaboração de propostas educativas que atendam com maior eficácia às especificidades das empresas e dos trabalhadores;  Aumento do número de trabalhadores atendidos.c) Para as Empresas  Contratação de serviços educacionais customizados que atendam às suas necessidades específicas;  Otimização de recursos financeiros;  Identificação de trabalhadores com perfis mais adequados às suas necessidades;  Atuação de forma concertada para a elevação do nível de escolaridade do trabalhador da indústria na região;  Divulgação de suas ações de responsabilidade social.d) Para o Poder Público  Otimização de recursos;  Compartilhamento de informações;  Ampliação do atendimento em EJA;  Identificação de dados que melhor subsidiem as Políticas Públicas na área de EJA;  Participação em uma iniciativa conjunta que reúne trabalhadores e empresas;  Identificação de parceiros técnicos e financeiros;  Ampliação da mobilização dos jovens e adultos sem Educação Básica completa;  Divulgação dos desafios e êxitos das iniciativas em EJA.
  48. 48. 48 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS O cenário apresentado pelo diagnóstico de oferta e demanda por Educação de Jovense Adultos entre trabalhadores terceirizados do Pólo Industrial de Camaçari tem comoprincipal característica o fato de haver uma oferta de vagas passível de ser preenchida portrabalhadores terceirizados do PIC. Essas vagas são mais abundantes para as classes de EJAII e III (que seriam correspondentes ao Tempo Formativo I – entre o 4º e o 7º ano do ensinofundamental). Esses cursos abrangeriam um percentual de 11,4% dos trabalhadores, aquelesque possuem o fundamental incompleto. Entretanto, quando se observa o turno noturno como preferencial para a instalaçãodessas classes de EJA cabe uma observação; os trabalhadores que trabalham durante todo odia poderiam freqüentar essas classes, mas aqueles que trabalham em regime de turnofacilmente se desmotivariam – o que inclusive foi apontado por alguns como sendo o motivopelo qual abandonaram os estudos.Segundo professores de EJA em uma escola de Candeias: Vários motivos levam esses adultos a recomeçar os estudos: alguns simplesmente querem, outros são obrigados pela empresa onde trabalham, outros porque buscam empregos e são barrados na falta de formação. No entanto, algumas empresas não flexibilizam para que esse adulto volte a estudar, exigindo que ele dê prioridade à sua carga horária de trabalho. O que se vê são alunos que vão direto do trabalho para a escola, outros que não se alimentam - pois o tempo depois do trabalho é curto para tomar banho, se alimentar e ir para a escola. Os alunos do EJA são os mais interessados, mas não rendem, não produzem devido ao cansaço, à falta de alimentação. (Professor A) O programa do EJA deveria ser mais flexível para esses alunos trabalhadores, aplicando um plano pedagógico especifico. Não deveria ter tanto conteúdo, deveria ser mais dinâmico e direto. No entanto, o programa é o mesmo aplicado aos alunos dos turnos matutino e vespertino, com idades que variam de 13 a 16 anos. Nós não temos condições de fazer diferente, mesmo sabendo que trabalhar com adultos é diferente de trabalhar com jovens adolescentes, somos obrigados a ter adolescentes indisciplinados que prejudicam o aprendizado dos adultos trabalhadores. (Professor B) Caberia às escolas oferecerem uma modalidade semi-presencial equivalente ao“Tempo de Aprender”, da Secretaria de Educação do Estado da Bahia. Existe também uma expectativa muito grande entre os trabalhadores em relação aoretorno aos estudos, mesmo para aqueles que já concluíram o nível médio (55% da amostra).O desejo expresso por aqueles que desejam “ter uma profissão” e “melhorar de vida”remetem à necessidade de oferta de cursos profissionalizantes para esses trabalhadores. Apartir da oferta de cursos que se aproximem do desejo, será mais fácil convencer esses
  49. 49. 49trabalhadores de que o investimento de tempo e esforço no aumento de escolaridade levará àmelhoria da renda e das condições de trabalho. Entretanto, para que a oferta seja plenamente aproveitada pelos trabalhadores quedemandam educação há uma necessidade de investimentos por parte do Estado e municípiosem infra-estrutura. Foram muito constantes durante a pesquisa reclamações de gestores efuncionários das escolas em relação ao acesso – dificultado no turno noturno – por conta deruas sem iluminação ou sinalização, escolas localizadas em locais muito distantes e sem umainfra-estrutura de transportes adequada e principalmente a estrutura física das escolas. Em se tratando de um público diferenciado e que tem contato diário comequipamentos de alta tecnologia, seria de todo conveniente promover também oaparelhamento das escolas com equipamentos modernos e tecnologias multimeios para tornarmais interessante e motivador o processo de aprendizagem desses sujeitos. Porém, a escola sozinha não será capaz de promover todas as mudanças necessáriaspara se chegar a um padrão adequado de elevação da escolaridade do trabalhador terceirizadodo PIC. É necessária a integração das ações educativas com as empresas, no sentido decolaborar com o retorno/ingresso dos trabalhadores às escolas. As empresas precisam sersensibilizadas para o fato de que, ainda que haja rotatividade, o trabalhador qualificado porela vai ser aproveitado por outra empresa, assim como o trabalhador qualificado por outra vaiser aproveitado por ela. Ou seja, a elevação da escolaridade e qualificação profissional dotrabalhador deve ser encarada como ação de responsabilidade social pelas empresas, gerandouma força de trabalho mais motivada e conhecedora da importância do trabalho que realiza;em suma, uma força de trabalho comprometida com os resultados e não apenas com o fazerdiário de suas funções. Essas evidências apontadas pela pesquisa necessitam de um espaço para que sejamamadurecidas e colocadas em prática estratégias para efetivar as mudanças necessárias. AREIET é o espaço privilegiado de encontro, discussão conjunta e encaminhamentos dessasquestões e dos desafios encontrados para a elevação da escolaridade dos trabalhadores. Namedida em que os diferentes atores (poder publico municipal, empresas e SESI) se debruçamsobre os dados da realidade podem, conjuntamente, encontrar as melhores soluções.
  50. 50. 50REFERÊNCIASBAHIA. Secretaria de Educação. Educação de jovens e adultos. Disponível em:<http://www.educacao.escolas.ba.gov.br/node/11#sub2.> . Acesso: 16. out. 2010.________. Secretaria de Educação. Superintendência de Desenvolvimento da EducaçãoBásica. Educação de jovens e adultos: aprendizagem ao longo da vida. Salvador: SEC,[s.d]. p.4. (Org. MALTA, A. et.al).DRUCK, G., FRANCO, T. Perda da razão social do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2007.FEDERAÇÃO DA INDÚSTRIA DO ESTADO DA BAHIA – SISTEMA FIEB. Estudosobre a elevação de escolaridade na EJA : análise e propostas. Salvador, 2009. p.11._________. Orientações para apresentação de publicações institucionais do SistemaFIEB. Salvador, 2010.RIBEIRO, S.M.N. A educação do trabalhador na perspectiva do desenvolvimentoterritorial: o caso da EJA/SESI no Pólo Petroquímico de Camaçari. 2009. 156f. Dissertação(Mestrado Profissional em Desenvolvimento e Gestão Social) - UFBA/Escola deAdministração, Salvador, 2009.
  51. 51. ANEXOS
  52. 52. ANEXO A – QUESTIONÁRIO APLICADO ÀS ESCOLAS
  53. 53. ANEXO B – QUESTIONÁRIO APLICADO AOS TRABALHADORES
  54. 54. ANEXO C – RELAÇÃO DAS EMPRESAS PARTICIPANTES DA COMISSÃO DE RECURSOS HUMANOS DO COFICEMPRESA CONTATO FONE EMAIL ABB Ana de Fátima Carmo 3649-1065/9936-7968 Ana.carmo@br.abb.comBahia Peccell Silmara Cerqueira 3634-0406 silmara_cerqueira@bahiaspeccell.com Bahiagás Alexssandra Nereu 3206-6147 alexsandranereu@bahiagas.com.br Basf Annibal Leite de S. Filho 3634-3929 Annibal.filho@basf.com.br Braskem Homero Arandas 3413-.1556/ 9984-0644 Homero.arandas@braskem.com.br Adriana Prado 3413-4264 Adriana.prado@braskem.com.br Ana Dias 9212-9599 Ana.dias@braskem.com.br Nadja Mello 3413-9196 nadja.mello@braskem.com.br Cristiane Melo 3413-1141 / 9178-7592 cristiane.melo@braskem.com.br Aline Rauen 3504-7205-9985-9708 aline.rauen@braskem.com.br Luiz Baqueiro luiz.baqueiro@braskem.com.brBridgestone Carlos Alberto R.Júnior 3644-9013/9216-8135 crodrigues@bfbr.com.br Caraiba Carlos Henrique L. da Cunha 2203-1590 chlisboa@paranapanema.com.br Cetrel Rita de Cássia Mesquita 3634-6830 Rita@cetrel.com.br Columbia João Luiz T.Aleixo 3616-1104 jaleixo@columbianchemicals.com Janete A. Passos 3616-1124 jpassos@columbianchemicals.com Continental Ana Rita Fraga 3642-8244 Ana.fraga@conti.com.br Copenor Miguel Carlos Guerreiro 3632-9227 miguel.guerreiro@copenor.com.br 3632-9221 Deten Marcelo Gantois 3634-3330/8895-1100 mgantois@deten.com.br DHL Mariana Bagesteiro 3649-2830 Mariana.bagesteiro@dhl.com Dow/TDI Ana Rita Barros 3649-5711/9984-4782 Abbarros1@dow.com Dow-Aratu Raimundo Augusto 9971-2753/ 3649-5363 rasantosfo@dow.com Dupont Fernanda de O. Abbado 2109-6024 Fernanda.o.abbado@dupont.com.br Júlio Soares 2109-6010 Júlio-cesar.soares@bra.dupont.com Fabíola Frois 2109-6077 Fabíola.m.fois@bra.dupont.com Elekeiroz Inez Miranda 3632-7733/3632-7733 Inez.miranda@elekeiroz.com.br Aline Santos Aline.santos@elekeiroz.com.br Ford Ana Moreno Amoren18@ford.comGrupo Unigel Kricia Galvao 3602-5545 Kricia.galvao@unigel.com.br
  55. 55. IPC Bárbara Fratoni 3634-2906 Barbara@ipcnor.com.br ITF Manoel Araujo 3634-2906 Manoel.araujo@itfchemichal.com.br Kordsa Sérgio Porto 2104-4733 Sergio.porto@kordsa.com.br Mônica Santos 2104-4742 Monica.santos@kordsa.com.br Milllennium Paulo Dantas 3634-9127/3634-9109 pdantas@cristalglobal.com Bertrand Carneiro 9126-8747/ bcarneiro@cristalglobal.com Monsanto Marcio Frade 3444-7224 Marcio.l.frade@monsanto.com Ilma Dantas 3444-7142 Ilma.dantas@monsanto.com Oxiteno Maria Cristina Schoof 3634-7619 Cristina.schoof@oxiteno.com.br Alessandra Rebouças Petrobras-Fafen Carlos Carvalho 9977-3663 carlosacarvalho@petrobras.com.br Quattor Isabel Andrade 3797-3896 iandrade@quattor.com.brTequimar/Ultracargo Irandir Brito 8187-6098/3602-6496 Irandir.brito@ultracargo.com.br Taminco José Edson Muniz 3642-8059 Edson.muniz@taminco.comVale Dep. Mang. E Daniela Muniz 8737-6327 Daniela.muniz@rdmbr.com Ligas Jefferson Rosa Jefferson.rosa@vale.com White Martins Genice Jesus 3390-3116 Genice_jesus@praxair.com Ultracargo GrafTech Brasil Ana Castro 2108-9610 / 9965-5448 Ana.castro@graftech.com
  56. 56. Publicação produzida pelo SESI – Departamento Regional da Bahiano formato 21 x 29,7cm. Impresso por Assaz Planejamento e Comunicação Integrada.

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