Relações Interpessoais entre Grupos e Indivíduos

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Trabalho elaborado por Cristina Moreira, 12º A, 2008/2009, para a disciplina de Psicologia B
Colégio Nª SRª da Boavista

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Relações Interpessoais entre Grupos e Indivíduos

  1. 1. Processos de relação entre os indivíduos e os grupos Colégio N.ª Sr. Da Boavista Psicologia B
  2. 2. Introdução <ul><li>Cada um de nós aprende a conhecer-se e a conhecer os outros no seio de relações. Estas relações são não apenas aquelas que estabelecemos com as coisas e os lugares, mas sobretudo as relações que temos com os outros. Somos seres que nos completamos através do desenvolvimento em contextos socioculturais, que aprendemos com os outros e construímos formas partilhadas de ser e de nos comportarmos. </li></ul><ul><li>Viver em sociedade significa não viver só, o que implica, por isso mesmo, conviver e interagir com o nosso semelhante, ou seja, viver em sociedade gere as relações interpessoais </li></ul><ul><li>Vivemos no interior de diversos grupos sociais onde conservamos relações com os outros. As relações que temos com os outros caracterizam-se por sentimentos diferentes e mesmo contraditórios: sentimo-nos atraídos por algumas pessoas, estabelecemos relações de intimidade com outras, temos experiência de relações marcadas pela agressividade. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>É deste tipo de interacções que vou abordar ao longo deste trabalho, ou seja, ao longo do trabalho será dito o que são e como se explicam as relações de atracção, de agressão e de intimidade. Também falarei das relações que estabelecemos com outros a um nível que não passa pela proximidade dos processos que já referi. Os estereótipos classificam a realidade social facilitando o nosso contacto com os grupos a que não pertencemos, o que por vezes pode levar à discriminação. </li></ul><ul><li>Então, falarei sobre alguns processos de relação: atracção interpessoal, agressão, intimidade, estereótipos, preconceitos, conflito/cooperação. </li></ul>
  4. 4. Atracção interpessoal <ul><li>Este subtema é muito importante porque, ao compreendermos a atracção interpessoal, compreendemos o funcionamento dos grupos sociais, isto é, como se originam, desenvolvem, evoluem e rompem as relações interpessoais dentro dos grupos. </li></ul><ul><li>A atracção interpessoal baseia-se na preferência por determinadas pessoas, levando-nos a querer partilhar a sua presença. Está relacionada com a vivência pessoal de cada um. Envolve emoções, afectos, sentimentos e afecta as relações interpessoais. </li></ul><ul><li>Os relacionamentos entre os sujeitos visam, sobretudo, o bem-estar pessoal e o dos outros. Mas, para que os relacionamentos sejam benéficos e equilibrados, há que primeiro conhecermo-nos a nós próprios. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Lugar comum ou não, é um facto de que quanto melhor nos conhecermos, melhor lidaremos com os outros, pois assim evitaremos, certamente, não fazer aos outros aquilo que não gostamos que nos façam a nós (Confúcio). </li></ul>
  6. 6. <ul><li>A atracção interpessoal pode ser explicada sob duas perspectivas: a comportamental (concreta) e a emocional (abstracta). </li></ul><ul><li>A atracção enquanto comportamento revela-se através das acções físicas que um sujeito tem para com o outro que pretende atrair, como por exemplo: estar presente nos mesmos espaços geográficos que o sujeito alvo se encontra . </li></ul><ul><li>Por outro lado, a atracção enquanto emoção revela-se pelo conjunto de sentimentos positivos e/ou negativos que um sujeito experimenta ao interagir com o outro, como por exemplo: o sentimento de bem-estar, de conforto, respeito, quando está perto do sujeito alvo , e/ou, no sentido inverso, de mal-estar, de aborrecimento . </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Os comportamentos variam conforme as normas sociais e culturais de cada grupo humano. Concordando com os teóricos, acrescento ainda que a atracção comportamental e emocional também depende da personalidade e do carácter de cada pessoa. Isto, porque pessoalmente diferencio ambos os conceitos. Considero o carácter como sendo o “genes” (a essência) com o qual nascemos e a personalidade a moldagem desses genes. Dizendo de outra forma, o carácter é versátil sem nunca deixar de ser aquilo que é, de facto. Metaforicamente falando, poderei dizer que o carácter é o diamante bruto e a personalidade o diamante polido. </li></ul>
  8. 8. Factores que influenciam a atracção <ul><li>Ainda que o processo de atracção esteja relacionado com a história pessoal de cada um existe, contudo, um conjunto de factores comuns que explicam o que nos leva a aproximarmo-nos de alguém. Os principais factores são: </li></ul><ul><ul><ul><li>Proximidade; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Atracção física; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Semelhanças interpessoais; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Complementaridade; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Reciprocidade </li></ul></ul></ul>
  9. 9. Proximidade <ul><li>Quanto maior for a proximidade geográfica entre os sujeitos, maior serão os laços de amizade, simpatia, intimidade que se estabelecem entre eles. </li></ul><ul><li>Contudo, e porque para tudo há um oposto, poderá acontecer o inverso, ou seja, o contacto frequente poderá originar saturação, enfado e subsequentemente conflitos, inimizades e, portanto, a busca do afastamento do sujeito que nos incomoda. </li></ul><ul><li>Vários estudos mostram que as pessoas têm mais probabilidade de simpatizar e até de casar com algum colega da mesma faculdade ou que frequente os mesmos lugares, ou trabalhe no mesmo local. </li></ul>
  10. 10. Atracção física <ul><li>A atracção interpessoal é medida pela beleza exterior e não tanto pela beleza interior. Segundo alguns estudos, a atracção física, como sinal do que “ é belo é bom ”, exalta-se na camada social mais jovem. Eu acrescento que esta realidade – ser e parecer – cada vez mais se estende a todos os graus etários e sociais, o materialismo . </li></ul>
  11. 11. Semelhanças interpessoais <ul><li>Este factor reside não nas características individuais, mas nas da própria relação. Assim, é mais fácil estabelecer-se relações interpessoais com pessoas com as quais tenhamos opiniões, crenças, valores, sentimentos, comportamentos, interesses e atitudes semelhantes. As pessoas que têm afinidades aproximam-se. </li></ul>
  12. 12. Complementaridade <ul><li>Apesar, de se considerar que, numa primeira fase, as semelhanças interindividuais sejam um factor de aproximação, no desenvolvimento de uma relação, as pessoas são atraídas por características que elas não possuem; são dissemelhanças que tornam o outro atraente, na medida em que se completam. </li></ul>
  13. 13. Reciprocidade <ul><li>“ Gostar de quem gosta de nós” . O sujeito procura afecto, conforto, alento, etc., no outro, para satisfazer, sobretudo, as suas carências emocionais. Gostamos mais daquelas pessoas que simpatizam connosco. Esse reconhecimento leva a que respondamos com mais calor e afecto, o que desencadeia mais simpatia. As apreciações positivas dos outros têm um efeito muito forte na atracção que os outros exercem sobre nós. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Os factores que explicam a atracção interpessoal parecem não ter fim, são tantas as razões que nos levam a gostar de alguém. De seguida, encontram-se outros factores que se interligam com os anteriores e entre si: </li></ul><ul><ul><ul><li>Admiração: quando damos ao outro qualidades que prezamos. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Respeito: quando valorizamos a competência, capacidades ou talento do outro. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Aceitação: pela compreensão e disponibilidade evidenciada pelo outro. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Estima: a simpatia da outra pessoa aumenta a atracção que sinto por ela. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Gratidão: pelo bem que o outro propicia. </li></ul></ul></ul>
  15. 15. Agressão <ul><li>A agressividade é a forma mais comum que o sujeito tem de reagir, não só perante as suas frustrações, os seus complexos, impotências físicas e emocionais, mas também quando agredido física, emocional e psicologicamente por outrem. </li></ul>A agressividade faz parte do mundo animal racional e irracional, sendo que no animal irracional este comportamento deriva do instinto natural pela sobrevivência, enquanto que no Homem, que também reage naturalmente por instinto, muitas das vezes agride premeditadamente. A agressão é um comportamento que visa causar danos físicos ou psicológicos a uma pessoa ou pessoas e que reflecte intenção em destruir.
  16. 16. Tipos de agressão <ul><li>Agressão hostil </li></ul><ul><li>Agressão instrumental </li></ul>
  17. 17. Agressão hostil <ul><li>A agressão hostil é emotiva e impulsiva. É um comportamento que pretende causar danos ao outro, independentemente de qualquer vantagem que se possa obter. </li></ul>
  18. 18. Agressão instrumental <ul><li>A agressão instrumental visa atingir um objectivo, que tem por fim conseguir algo, cuja concretização pode ou não causar danos. É, frequentemente, planeada e, portanto, não impulsiva. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>A agressão pode ser sistematizada em função de dois critérios: o do objecto a que se dirige (alvo) e o da forma como se expressa . </li></ul><ul><li>Quanto ao alvo existem três tipos de agressividade: </li></ul><ul><ul><ul><li>Directa , </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Indirecta ou deslocada </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Auto-agressão. </li></ul></ul></ul><ul><li>As formas de expressar a agressividade dividem-se em três: </li></ul><ul><ul><ul><li>Aberta </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Inibida </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Dissimulada </li></ul></ul></ul>
  20. 20. Agressividade quanto ao alvo <ul><li>Agressão directa – o comportamento agressivo dirige-se à pessoa ou objecto que justifica a agressão. </li></ul><ul><li>Agressão deslocada – o comportamento agressivo dirige-se a um alvo que não é responsável pela causa que lhe deu origem. </li></ul><ul><li>Auto-agressão – dirigida contra si próprio, ou seja, quando o sujeito é simultaneamente o agressor e o agredido, manifestando-se através de comportamentos variados, como por exemplo: sentimentos de culpa e remorsos, automutilação e suicídio. </li></ul>
  21. 21. Agressividade quanto à forma de expressão <ul><li>Agressão aberta – este tipo de agressão (física ou psicológica) é explícita, isto é, realiza-se, por exemplo em espancamentos, ataques à auto-estima, humilhações. </li></ul><ul><li>Agressão dissimulada – é expressa de forma disfarçada, camuflada, e gera ansiedade. Este tipo de agressão recorre a meios não abertos para agredir, como o sarcasmo e o cinismo. </li></ul><ul><li>Agressão i nibida – o sujeito não manifesta agressão para com o outro, mas contra si próprio. Não é expressa abertamente, e gera rancor. Quando o sujeito retém/inibe a sua resposta, física ou verbal, a fim de evitar discussões ou conflitos. </li></ul>
  22. 22. Teorias sobre a agressividade Agressividade Quanto ao alvo Teorias sobre a agressividade Freud Lorenz Bandura
  23. 23. Concepção de Freud <ul><li>Freud distingue dois grandes tipos de pulsões: a pulsão da vida, Eros, e a pulsão de morte, Thánatos. As pulsões de vida visam a manutenção do indivíduo e as pulsões sexuais. Então, seriam as pulsões de morte, que são autodestrutivas, que explicariam os comportamentos agressivos. </li></ul><ul><li>Para Freud a agressividade tem origem biológica, ou seja, todos somos agressivos pois a agressividade é inata. </li></ul><ul><li>“ A agressividade constitui uma disposição instintiva primitiva e autónoma do ser humano” – Freud. </li></ul>
  24. 24. Concepção de Lorenz <ul><li>Segundo Lorenz a agressão é inata, pois está programada geneticamente, tal como nos outros animais, sendo desencadeada por certos estímulos que a revelam como uma questão de sobrevivência. </li></ul><ul><li>Diferentemente dos outros animais, o ser humano não possuía mecanismos reguladores eficazes no controlo da agressividade. </li></ul>
  25. 25. Concepção de Bandura <ul><li>A agressão resulta de uma aprendizagem social, isto é, da observação de comportamentos agressivos, essencialmente dos nossos pares. Então, podemos dizer que o comportamento agressivo é aprendido por observação e imitação de modelos (pais, professores, sociedade). </li></ul>
  26. 26. Factores que induzem à agressão <ul><li>Mecanismos biológicos – Existem hormonas e outras substâncias que, circulando no sangue, afectam o sistema nervoso activando e inibindo a expressão de agressividade. Apesar disto não se pode afirmar que a agressividade seja transmitida por hereditariedade. </li></ul><ul><li>Álcool – Vários estudos apontam para uma relação entre a embriaguez e a violência. Por razões de ordem biológica, social e psicológica, o álcool desencadeia respostas mais agressivas às provocações. </li></ul><ul><li>Temperatura – De acordo com algumas estatísticas dá-se um aumento da violência doméstica e de crimes mais violentes no Verão, em comparação com o Inverno, e nos dias de mais calor. Em testes laboratoriais, as pessoas reagem mais violentamente às provocações quando expostas a temperaturas mais elevadas. </li></ul>
  27. 27. <ul><li>Cultura – Oatley defendeu, nos anos 90, que as culturas individualistas eram mais agressivas do que as colectivistas. Numa sociedade onde a violência é valorizada, os indivíduos tendem a ser mais agressivos. As notícias, a banalidade com que se exibem armas, a falta de realismo ao retractar o sofrimento das vítimas, os filmes e séries violentas, o comportamento agressivo dos heróis, são factores que influenciam os comportamentos agressivos. </li></ul>
  28. 28. Intimidade <ul><li>As relações íntimas são um tipo particular de interacção social que apresenta características próprias. O seu significado varia de relacionamento para relacionamento e dentro de um mesmo relacionamento ao longo do tempo. A intimidade e relacionamentos saudáveis andam de mãos dadas. Certamente a intimidade é um ingrediente básico em qualquer relacionamento com algum significado: a base da amizade e uma das fundações do amor. </li></ul><ul><li>A intimidade tem uma dimensão relacional e uma dimensão pessoal . A dimensão pessoal está ligada à personalidade das pessoas, à sua história pessoal e ao contexto de vida em que se encontra. </li></ul>
  29. 29. <ul><li>A intimidade implica comunicação, essencialmente directa que pode ser verbal ou não verbal. As comunicações verbais dos pensamentos e emoções é um elemento fundamental da interacção íntima. É através da conversa que partilhamos com o outro as nossas emoções, sentimentos e pensamentos mais íntimos e confidências. </li></ul><ul><li>As interacções não verbais relacionam-se com a proximidade física, carícias, o toque, apoiar-se no corpo do outro, a forma como se sorri, como se olha o outro, etc. Por vezes, este tipo de interacções manifestam-se de forma mais verdadeira os nossos sentimentos e emoções. </li></ul>
  30. 30. Quando falamos de intimidade é importante ter em conta o contexto social, ou seja, a forma como as relações íntimas se exprimem e se exercitam varia com o espaço e o tempo. Acções consideradas agora vulgares podem não o ter sido à 50 ou 100 anos atrás.
  31. 31. <ul><li>A intimidade pressupõe, então, uma relação mutual, de estabilidade e confiança, onde prevalece o diálogo e uma partilha de emoções, ideias, sentimentos. Num casal toda esta intimidade é mais intensa, mais frequente e mais duradoura. </li></ul><ul><li>Apesar de existirem várias expressões de intimidade irei abordar as duas mais importantes e estudadas: a amizade e o amor . </li></ul>
  32. 32. A Amizade <ul><li>Nunca ninguém conseguiu definir verdadeiramente o que é a amizade. </li></ul><ul><li>  Apesar de todos termos amigos, colegas, companheiros ou até melhores amigos, nunca conseguiríamos dar-lhe uma definição, acabando apenas por atribuir determinadas características que acabam por distinguir a amizade de outros tipos de interacções sociais. </li></ul><ul><li>Assim, uma relação de amizade é uma relação : pessoal, informal, voluntária, que implica reciprocidade, que envolve atracção pessoal, que facilita os objectivos que envolvidos querem atingir, positiva, de longa duração. </li></ul><ul><li>Sendo estas características essenciais para a definição de amizade, cada um pode acrescentar outras dependendo do seu conceito de amizade. Nas diversas relações sociais que estabelecemos durante a vida, podemos definir diferentes níveis, como por exemplo, o de melhor amigo e de um colega, ou de uma amizade superficial. Nestas definições não existe nenhum conjunto de características essenciais, contudo há algumas que ocorrem com mais frequência. </li></ul>
  33. 33. <ul><li>A amizade é um relacionamento humano que envolve conhecimento mútuo, estima e afeição. Amigos sentem-se bem na companhia uns dos outros e possuem um sentimento de lealdade entre si, ao ponto de colocarem os interesses dos outros antes dos próprios interesses. Amigos possuem gostos similares ou não, que podem convergir. A amizade resume-se em lealdade, confiança e amor. </li></ul><ul><li>Os amigos são pessoas muito importantes na nossa vida, sendo irmãos ou mesmo tornando-se irmãos. Podemos contar, desabafar e confiar neles. Além de se divertirem também gostam de trabalhar juntos. </li></ul>
  34. 34. <ul><li>A partir da análise do gráfico (resultado de um inquérito feito a 40000 pessoas em que se perguntava quais as qualidades que privilegiam numa relação de amizade) vemos que há certas características que são mais valorizadas face a outras, como o caso da confiança, lealdade, carinho, etc. Como em todas as amizades, estas envolvem reciprocidade, ou seja, a existência de expectativas em relação aos amigos. </li></ul>Qualidade da amizade Percentagem de respostas
  35. 35. <ul><li>O psicólogo britânico Michael Argyle, debruçou-se muito sobre a psicologia social. Dentro deste ramo da psicologia estudou várias temáticas, abordando também a amizade, e seleccionou cinco características que considerou mais importantes numa relação de amizade: </li></ul><ul><ul><ul><li>Defender o amigo quando está ausente; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Partilhar com ele os acontecimentos e ocorrências relevantes; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Apoiá-lo emocionalmente sempre que precise; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Confiar no outro e ser verdadeiro; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Apoiar o outro de forma espontânea e voluntária, sempre que necessário . </li></ul></ul></ul>
  36. 36. <ul><li>Apesar das relações de amizade serem muito importantes no período de vida das pessoas na sociedade, estas como “tudo” também têm um fim. Esta ruptura pode causar perturbações com mais ou menos importância dependendo das idades em que ocorrem, e dos diferentes tipos de amizade. </li></ul>
  37. 37. Amizades <ul><li>As amizades variam segundo um conjunto de factores. Existem diferentes circunstâncias que distinguem as relações de amizade, como: </li></ul><ul><li>Idade – Em qualquer idade, as amizades têm um papel muito importante no desenvolvimento e equilíbrio da pessoa. Todavia, manifesta-se de formas distintas nos diferentes estádios do ciclo de vida. </li></ul><ul><li> Na infância, os amigos são um factor decisivo no desenvolvimento cognitivo e socioafectivo, sendo elementos fundamentais no processo de construção da autonomia. Na adolescência, os amigos têm um papel predominante no processo de socialização. É no grupo de pares que se escolhem os amigos, sendo talvez a fase da vida em que as amizades têm mais importância. Nos adultos, as amizades têm um papel diferente, deixando de ter um predomínio tão grande. Enquadrados profissionalmente, os amigos perdem o carácter central das relações das anteriores idades. São, muitas vezes, os colegas de trabalho ou de outra actividade paralela, caracterizando-se por um menor grau de intimidade. </li></ul>
  38. 38. <ul><li>Género – considera-se que entre as mulheres domina mais a intimidade e as confidências do que entre os homens. Para estes a amizade é mais voltada para a actividade profissional ou outra, do que para a partilha de emoções. </li></ul><ul><li>Contexto social – os valores que regem a amizade variam de cultura para cultura, a época, etc. Por exemplo, no século XIX prevaleciam valores mais associados ao heroísmo, à coragem, ao dever. Contudo, hoje os padrões do que é ser amigo são outros (confiança, intimidade, partilha de interesses). </li></ul><ul><li>Características individuais – para umas pessoas é mais importante ter amigos, enquanto que para outras é menos relevante; para uns é mais fácil estabelecer relações de amizade baseadas na partilha de emoções, sentimentos e confidências, para outros não; para alguns é fácil iniciar relações de amizade; etc. </li></ul>
  39. 39. Amor <ul><li>A palavra amor adapta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia , ou ainda, atracção, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. </li></ul><ul><li>O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objecto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manutenção e motivação. </li></ul>
  40. 40. <ul><li>Ainda existem várias conotações envolvidas com os vários tipos de Amor. Por exemplo, podemos amar os nossos pais e o nosso namorado, mas será que os dois tipos de amor serão iguais? Evidentemente que não. </li></ul><ul><li>O amor apaixonado, romântico, a que correspondem os termos proximidade, fascinação, desejo sexual, fantasia sobre o outro é um estado de envolvimento muito forte com outra pessoa, em que intervém uma excitação fisiológica, um desejo sexual. Por outro lado, o amor companheiro é um forte afecto que sentimos por um conjunto de pessoas com quem temos relações fortes. </li></ul>
  41. 41. Modelo de amor <ul><li>O que têm em comum as várias espécies de amor, e como compreender as diferenças? </li></ul><ul><li>O psicólogo Robert Sternberg respondeu a esta pergunta através de um modelo, o modelo triangular do amor. </li></ul>Paixão Atracção erótica; sentir-se apaixonado Intimidade Desabafar com outros e partilhar sentimentos Compromisso Intenção de manter-se numa relação Segundo Robert, o amor tem três dimensões: intimidade, paixão e compromisso. À intimidade correspondem sentimentos que visam a proximidade emocional, a união, a compreensão mútua e a partilha. A paixão envolve um intenso desejo sexual, uma vontade irreprimível de estar com o outro. Ao compromisso corresponde a intenção de um compromisso em manter uma relação amorosa.
  42. 42. <ul><li>Robert apresenta um quadro em que procura situar os diferentes tipos de relação: </li></ul>Paixão Intimidade Compromisso Tipos de amor resultantes - - - = Não há amor + - - = Paixão - + - = Amizade - - + = Amor vazio + + - = Amor romântico - + + = Amor companheiro + - + = Amor fátuo + + + = Amor
  43. 43. Estereótipos <ul><li>Podemos definir estereótipo como o conjunto de crenças e opiniões segundo as quais certos indivíduos possuem determinadas características simplesmente por pertencerem a um determinado grupo. Os estereótipos são crenças a propósito de características, atributos e comportamentos dos membros de determinados grupos, são formas rígidas e esquemáticas de pensar que resultam de processos de simplificação e que se generalizam a todos os elementos do grupo a que se referem. </li></ul><ul><li>Exemplos de estereótipos: “os futebolistas têm pouca cultura”; “o lugar da mulher é na cozinha”; “as loiras são burras”; “os alentejanos são preguiçosos”; “os médicos são dedicados”, etc. </li></ul>
  44. 44. Estereótipos e categorização <ul><li>Tal como na base das impressões, na base dos estereótipos está também um processo de categorização: colocamos os indivíduos que nos rodeiam em “gavetas”, o que nos permite, de uma forma rápida e económica, orientarmo-nos na vida social. Depois do estereótipo ser interiorizado é aplicado de uma forma quase mecânica. </li></ul><ul><li>Uma categoria é estereotipada quando os elementos de um mesmo grupo partilham a convicção de que um ou mais traços particulares caracterizam as pessoas dessa categoria. </li></ul>
  45. 45. <ul><li>São visões rígidas e simplistas dos objectos em que incidem, referindo apenas os seus aspectos parcelares e caricaturas, isolados dos contextos complexos de que faziam parte. São esquemas unificadores dos seres de uma classe ou categoria que, apresentando os aspectos mais salientes, ignoram as diferenças. </li></ul><ul><li>Os estereótipos ajudam na integração social dos indivíduos porque os identificam com determinados hábitos sociais e facilitam a acção de acordo com os padrões de conduta vigentes numa sociedade. Então, quando nos comportamos de acordo com os estereótipos, obtemos a aceitação social, pois agimos de acordo com o que está estabelecido. </li></ul>
  46. 46. De forma mais ou menos subtil, os meninos e as meninas são socializadas segundo estereótipos de género
  47. 47. As funções dos estereótipos <ul><li>Os estereótipos têm duas funções: função sociocognitiva e função socioafectiva. O categorizar a realidade social permite-nos encarar eficazmente o mundo em que estamos inseridos, definindo o que está bem ou mal, o que é justo ou injusto, isto é, o que denominamos por função sociocognitiva. </li></ul><ul><li>Por outro lado, a função socioafectiva relaciona-se com o sentimento de identidade social. Isto significa que, parte do que somos tem a ver com o facto de fazermos parte de determinados grupos sociais, o que nos leva a distinguirmo-nos dos outros que pertencem a grupos diferentes. </li></ul>
  48. 48. <ul><li>Segundo Maisonneuve, os estereótipos caracterizam-se por simplicidade (as imagens transmitidas pelo estereótipo são pobres), uniformidade (o estereótipo é uniforme num dado grupo), tonalidade afectiva (um estereótipo nunca é neutro: ou é favorável ou é desfavorável), durabilidade e constância (o estereótipo tem tendência a perpetuar-se no tempo, no interior do grupo que o partilha) e pregnância (o grau de adesão ao estereótipo varia de indivíduo para o outro, podendo ir desde uma adesão vaga a uma adesão perspicaz). </li></ul>
  49. 49. Preconceitos
  50. 50. <ul><li>Conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério. Literalmente significa “pré-juízo”, “pré-julgamento”. É uma atitude geralmente negativa em relação a membros de um grupo resultante de um juízo desfavorável que foi prévia e infundadamente constituído. </li></ul><ul><li>De um modo geral, o ponto de partida do preconceito é o estereótipo, exemplo: &quot;todos os alemães são prepotentes&quot;, &quot;todos os americanos são arrogantes&quot;, &quot;os ingleses são frios&quot;, &quot;os alentejanos são preguiçosos&quot;, &quot;os jovens são violentos&quot;, etc. </li></ul><ul><li>Então, o preconceito é uma atitude que envolve um pré-juízo, na maior parte das vezes negativo, relativamente a pessoas e/ou grupos sociais. </li></ul>
  51. 51. <ul><li>Os pre conceitos têm uma função principalmente socioafectiva, isto porque expressam um desejo de união e de protecção de um grupo social. Assumem, em geral, posições radicais contra um ou vários grupos. </li></ul><ul><li>O preconceito é constituída por três componentes: componente cognitiva (ideias que se formulam acerca de membros de um grupo social); componente afectiva (sentimentos que se experimentam relativamente ao alvo do preconceito) e componente comportamental (predisposição para agir em relação a membros de um grupo social). </li></ul><ul><li>O preconceito pode conduzir à discriminação , isto é, traduzir-se em comportamentos injustos que prejudicam os membros de um determinado grupo. </li></ul>
  52. 52. Discriminação <ul><li>Como referi anteriormente, por outras palavras, a discriminação designa o comportamento dirigido aos indivíduos visados pelo preconceito. </li></ul><ul><li>Os preconceitos, muitas vezes, são acompanhados de hostilidade. Para Allport esta é aprendida socialmente. </li></ul><ul><li>Apesar de, na base da discriminação ser o preconceito, não podemos confundir discriminação com preconceito. O preconceito é uma atitude e, por sua vez, a discriminação é o comportamento que decorre do preconceito. </li></ul><ul><li>O tipo de discriminação está relacionado com o preconceito que lhe está subjacente. </li></ul>
  53. 53. <ul><li>Os comportamentos discriminatórios manifestam-se com mais intensidade em períodos de crise económica e social. A discriminação pode manifestar-se em diferentes níveis, podendo ir desde uma atitude de evitamento até comportamentos hostis e a agressões ao indivíduos e grupos visados. </li></ul><ul><li>Segundo Allport, A hostilidade patente nos preconceitos pode assumir diversos graus: verbalização negativa (as pessoas só falam dos seus preconceitos com aqueles com que têm confiança, aos quais expressão as suas opiniões negativas); evitamento de relações (as pessoas furtam-se ao convívio com os elementos dos grupos hostilizados); medidas discriminatórias (as pessoas desses grupos são excluídos de determinados empregos, de morar em determinados bairros, de frequentar escolas, participar em determinados cargos, etc); agressão física (algumas vezes as pessoas discriminadas são também alvo de agressões); extermínio (liquidação dos sujeitos discriminados, massacres, linchamentos, genocídio étnico). </li></ul>
  54. 54. <ul><li>Quando ouvimos o termo discriminação associado ao termo positivo, refere-se às medidas que visam apoiar aqueles que sofrem a exclusão económica, física, social. As primeiras iniciativas ocorreram nos EUA, nos anos 50, em que minorias como os hispanos, os índios e os negros tiveram um tratamento preferencial nas áreas da educação, saúde e habitação. </li></ul>
  55. 55. Discriminação e auto-estima <ul><li>Na maioria das vezes, a discriminação tem um efeito negativo sobre a auto-estima dos discriminados. Depois de se debruçar sobre o funcionamento dos grupos sociais, Kurt Lewin considerava que as pessoas discriminadas interiorizavam o estatuto de vítimas, autodesvalorizando-se. </li></ul><ul><li>É possível confirmar que, após vários estudos recentes, grupos frequentemente discriminados acabam por partilhar juízos negativos sobre si mesmos. </li></ul>
  56. 56. Conflito e cooperação <ul><li>Para Sherif a origem dos conflitos está na luta de interesses, ou seja, diferentes grupos lutam pelo mesmo objectivo. Por exemplo: israelitas e palestinianos. </li></ul><ul><li>Em 1958, Sherif e os seus colaboradores, organizaram experiências num campo de férias de Verão, em Oklahoma, com um grupo de rapazes de 11 e 12 anos, saudáveis e equilibrados, que não se conheciam. Foram divididos em dois grupos – as Águias e as Serpentes. A cada grupo foram atribuídas tarefas que implicavam a cooperação interna e levariam à coesão do grupo. </li></ul><ul><li>Após assegurarem a coesão dentro de cada grupo passaram ao confronto directo entre os dois grupos, com jogos, onde um seria o vencedor e outro o derrotado, proporcionando prémios e troféus à equipa vencedora e recompensas a cada elemento individualmente. O nível de competitividade foi crescendo e no final da segunda semana a rivalidade era forte e evidente. </li></ul>
  57. 57. <ul><li>Os rapazes de cada equipa tornaram-se hostis em relação aos da outra, com agressões, assaltos, insultos. Cada grupo sobrevalorizava os seus resultados, ao mesmo tempo que subavaliavam os do outro grupo. Os rapazes mais agressivos tornaram-se líderes no seu grupo, onde não havia lugar a divergências. Entretanto, os investigadores adoptaram comportamentos que favoreciam um grupo em detrimento do outro. O grupo mais prejudicado reagia contra os rapazes do outro grupo e não contra os chefes do acampamento. O nível de coesão dentro de cada grupo aumentou ainda mais, respeitando rigorosamente as normas vigentes. </li></ul><ul><li>Os investigadores terminaram com as actividades competitivas e procuraram a união dos dois grupos favorecendo o contacto entre eles: visualização de filmes em conjunto, etc. Mas o ambiente entre os dois grupos era tão hostil que a participação nessas actividades, ao invés de produzir cooperação, aumentou ainda mais o conflito, aprofundando-se os estereótipos negativos. </li></ul>
  58. 58. <ul><li>Os investigadores introduziram aquilo a que chamaram objectivos superordenados , ou seja, estabeleceram actividades essenciais para ambos os grupos, mas que só se podiam concretizar se houvesse colaboração mútua. Por exemplo, trabalharam em conjunto para reparar a avaria do veículo que distribuía a água pelo acampamento. A execução desta tarefa, em cooperação, essencial para ambos os grupos, alterou progressivamente a avaliação mútua. A hostilidade deu lugar ao desenvolvimento de novas amizades e, no fim das férias, os dois grupos formavam apenas um. </li></ul><ul><li>Com esta experiência foi possível avaliar a formação de conflitos entre grupos e o papel da cooperação no processo de superação de relações hostis. </li></ul>
  59. 59. <ul><li>O conflito está presente nas várias dimensões da vida social, no contexto das interacções sociais. A situação de conflito pode arcar o carácter de conflito intrapessoal (interno), conflito interpessoal (entre pessoas) e conflito intergrupal (entre grupos). </li></ul><ul><li>Podemos dizer que o conflito surge devido à contraposição de interesses entre pessoas ou grupos, gerando um estado de tensão que pode originar violência. Durante muito tempo identificou-se o conflito com agressividade, confronto, violência, irritação, choque. Ou seja, só eram associados ao conflito comportamentos e sentimentos negativos e prejudiciais para quem estaria envolvido. Actualmente a psicologia tem outra perspectiva acerca do conflito e da sua resolução. </li></ul>
  60. 60. Conflito e relação <ul><li>É necessário termos consciência e não esquecermos que o conflito só existe se houver uma relação próxima entre as partes, uma interacção significativa que justifique o confronto. Caso não haja relação não há conflito, seja entre pessoas, seja entre grupos. </li></ul><ul><li>Uma causa para o conflito é o estado de insatisfação entre as partes. Essa insatisfação pode ter várias origens: competição pelo poder, desacordo de pontos de vista, discordância de interesses, incompatibilidade de objectivos, etc. </li></ul><ul><li>Nas últimas décadas, a psicologia, especialmente a psicologia do desenvolvimento, tem visto os conflitos interpessoais num panorama positivo. A vivência dos conflitos e as crises que causam correspondem, geralmente, a processos de desenvolvimento psicológico. </li></ul>
  61. 61. <ul><li>Quando o conflito é ultrapassado, ficamos mais capazes de responder de maneira mais adequada à situação que vivemos. Perdendo a conotação totalmente negativa, os conflitos são encarados como um elemento vital à mudança. </li></ul><ul><li>Tal como os conflito intrapessoais, os conflitos intergrupais têm sido encarados de forma diferente. Ao nível intragrupal os conflitos também albergam o seu carácter positivo, isto porque o confronto é gerador de mudança que é fundamento de evolução e do desenvolvimento social. </li></ul><ul><li>Como disse, o conflito social é encarado como elemento vital da mudança e das dinâmicas sociais. Além disso, também proporciona uma redistribuição das forças e das tensões que se modificam pelo efeito do conflito bem como dos meios que facilitam a sua solução. </li></ul>
  62. 62. <ul><li>Nos conflitos intergrupais a concepção de “nós” é reforçada por oposição a “eles”. Este sentimento corresponde à necessidade de as pessoas verem o seu grupo como o “melhor”. A situação do conflito fortalece esta necessidade, podendo aumentar a rejeição a “eles”. O desenvolvimento dos preconceitos e da discriminação dá origem a estes sentimentos. </li></ul><ul><li>Os conflitos são uma realidade e podem ser úteis nas diferentes instâncias, isto porque impedem a estagnação e estimulam o surgimento de ideias e estratégias. </li></ul><ul><li>Em suma, apesar de os conflitos incrementarem um carácter pernicioso estes também possuam um carácter positivo inerente à vida social do Homem. </li></ul>
  63. 63. Cooperação e relação <ul><li>Não basta o simples contacto entre grupos hostis para se ultrapassarem os preconceitos e o conflito. O contacto que envolva a cooperação tem muito mais probabilidade de sucesso na superação de conflitos. </li></ul>
  64. 64. Resolução de conflitos Dominação Imposição unilateral da solução por parte de um grupo a outro Submissão Cedência de um grupo às exigências de outro Inacção Os grupos ou apenas um, não agem, esperando que o tempo resolva o conflito Negociação Descoberta de uma plataforma de acordo através de um conjunto de cedências e exigências Mediação Recurso a alguém exterior ao conflito que clarifique a situação e estabeleça a comunicação entre ambas as partes
  65. 65. Conclusão <ul><li>Com a realização deste trabalho consegui perceber muito melhor o conceito de grupo e como funcionam os grupos. Antes de elaborar este trabalho não tinha noção da imensa importância dos grupos na sociedade. Sabia que eram importantes mas não tanto como acho agora. </li></ul><ul><li>Além disso, comecei a perceber melhor a noção de preconceito e discriminação. Anteriormente confundia os dois conceitos. </li></ul><ul><li>O grupo é uma unidade social, um conjunto de indivíduos, mais ou menos estruturada, com objectivos e interesses comuns cujos elementos estabelecem entre si relações e interagem. Um conjunto de pessoas constitui um grupo quando estas Interagem com frequência, partilham normas e valores comuns, cooperam para atingir determinado objectivo, reconhecem e são reconhecidos pelos outros como pertencentes do grupo. </li></ul>
  66. 66. <ul><li>No interior do grupo, estabelecem-se comunicações entre os seus membros. Chamam-se redes de comunicação aos canais e ao modo como as pessoas se relacionam no interior de um grupo. As redes de comunicação reproduzem os modelos de transmissão de mensagens que se estabelecem entre os membros de um grupo. </li></ul><ul><li>Cada grupo tem o seu papel e estatuto. O papel é a conduta que é legítimo esperar de uma pessoa em determinada situação social em virtude da posição que ocupa. Implica um conjunto de responsabilidades e deveres. Define-se mais em relação ao grupo a que um indivíduo pertence, do que à sociedade no seu todo. </li></ul>
  67. 67. <ul><li>Por sua vez, o estatuto é a posição que o indivíduo ocupa na hierarquia social. Essa posição permite legitimamente esperar dos outros determinados comportamentos, implica um conjunto de privilégios e direitos. </li></ul><ul><li>Estatutos e papéis são modelos sociais de comportamento que dão a um indivíduo um quadro de referência relativamente estável para a relação com os outros. </li></ul><ul><li>A liderança é o processo mediante o qual certos indivíduos motivam, mobilizam e dirigem os elementos do grupo a que pertencem para a realização de objectivos e para a satisfação de necessidades. Praticamente todos os grupos, independentemente da sua dimensão e do seu grau de formalidade têm um líder. </li></ul>
  68. 68. <ul><li>Um líder é um indivíduo que, tendo mais impacto do que os outros no comportamento e atitudes do grupo, orienta as suas características, dá ordens, toma decisões, resolve conflitos, serve como modelo, domina conhecimentos e competências e responde pelas suas acções e pelas do grupo. </li></ul><ul><li>É frequente que um líder se destaque pela competência em actividades que ajudem o grupo a atingir determinados objectivos. Os líderes tendem a possuir inteligência interpessoal que contribui para uma bem sucedida interacção entre os elementos do grupo. Os líderes estão motivados para o sucesso e para o poder. O domínio de informação é uma posição privilegiada no que respeita aos canais de comunicação do grupo. </li></ul><ul><li>A nossa sociedade está recheada de grupos, é assim que temos de viver, é assim que aprendemos, é assim que nos construímos. </li></ul>
  69. 69. Bibliografia e Fontes <ul><li>Monteiro, Manuela Matos e Ferreira, Pedro Tavares – Ser humano , Psicologia B do 12º ano - 1ª parte, Porto Editora </li></ul><ul><li>http://pt.wikipedia.org/wiki/Conflito </li></ul><ul><li>http://pt.wikipedia.org/wiki/Discrimina%C3%A7%C3%A3o </li></ul><ul><li>http://pt.wikipedia.org/wiki/Agress%C3%A3o </li></ul><ul><li>http://w3.ualg.pt/~jfarinha/activ_docente/psicologia%20social/glossario/glossario.htm </li></ul><ul><li>http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_(Sociologia) </li></ul><ul><li>www.youtube.com </li></ul>
  70. 70. <ul><li>Trabalho realizado por: </li></ul>Cristina Moreira n.º 3 - 12º Colégio Nª SRª da Boavista 2008/2009

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