Psicologia Criminal

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Trabalho realizado para a disciplina de Psicologia B; Colégio Nª SRª da Boavista; 07/08.
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Psicologia Criminal

  1. 1. PSICOLOGIA CRIMINAL
  2. 2. ÍNDICE Introdução O que é a psicologia criminal? Investigação Criminal Características de um investigador criminal Personalidade de um criminoso Síndrome de Estocolmo Alguns exemplos Conclusão Bibliografia
  3. 3. INTRODUÇÃO A criminalidade é um tema do qual ouvimos diariamente falar e que assombra o nosso dia-a-dia , e com o objectivo de assegurar a segurança pessoal auxiliando na investigação criminal, por exemplo, desenvolveu-se uma área dentro da psicologia aplicada, a psicologia criminal que será retratada ao longo deste trabalho.
  4. 4. O QUE É A PSICOLOGIA CRIMINAL? A psicologia criminal dedica-se ao estudo do comportamento criminoso, fazendo uma ligação entre a psicologia e o direito. Esta área da psicologia aplicada tenta encontrar as causas que levam a um comportamento desviante e o que desencadeia esse comportamento, assim como os efeitos sociais. Os objectivos da psicologia criminal é encontrar medidas de prevenção, reconstruindo o percurso de vida do indivíduo delinquente e compreender os processos mentais que o levaram à criminalidade.
  5. 5. Esta ciência nasceu da necessidade de fazer leis adequadas para indivíduos considerados doentes mentais. Um psicólogo especializado nesta área deverá ter conhecimentos referentes às doenças mentais, à psicologia em si e às leis civis.
  6. 6. INVESTIGAÇÃO CRIMINAL
  7. 7. Em Portugal ainda não existem programas de intervenção de psicólogos criminais em todas as áreas em que podem intervir. Contudo, estes profissionais estão presentes em Tribunais, Instituto Nacional de Medicina Legal, Estabelecimentos prisionais, centros de apoio à vítima ou ao criminoso, segurança social, entre outros.
  8. 8. <ul><li>O Psicólogo Criminal tem competências para: </li></ul><ul><li>Apoiar técnicos na formação e selecção da polícia e guardas prisionais; </li></ul><ul><li>Auxiliar estes agentes em conflitos e incidentes com delinquentes e infractores; </li></ul><ul><li>Fazer diagnóstico de reclusos com perturbações, podendo até aplicar terapias; </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Avaliar a forma como são tratados os reclusos nos estabelecimentos prisionais; </li></ul><ul><li>Ajudar os reclusos no processo de reinserção social; </li></ul><ul><li>Testemunharem tribunal como especialista para provar que o julgado sofre de uma perturbação mental; </li></ul><ul><li>Avaliar as falsas memórias dos depoimentos de testemunhas; </li></ul><ul><li>Apoiar vítimas de violência (doméstica ou sexual, por exemplo); </li></ul><ul><li>Apoiar a polícia no esboço de perfis criminosos, bem como na investigação de crimes. </li></ul>
  10. 10. CARACTERÍSTICAS DE UM INVESTIGADOR CRIMINAL
  11. 11. - Isenção         - Boa observação         - Precisão         - Objectividade         - Não ter opiniões pessoais         - “Cabeça limpa”         - Profissionalismo (sentimentos à parte)         - Honestidade         - Bom senso         - Humildade         - Trabalho por gosto         - Espírito crítico         - Perspicácia         - Independência intelectual imparcial         - Humano (espírito de cooperação)         - Imaginação         - Talento
  12. 12. PERSONALIDADE DE UM CRIMINOSO
  13. 13. Esta é uma das áreas de intervenção dos psicólogos criminais, apesar de em Portugal não ser muito usual. Actualmente, aceita-se que não existe uma personalidade tipicamente criminosa, mas é defendido a existência de diferentes formas de organização da personalidade, de diferentes maneiras de receber os diferentes estímulos do meio e os processos psíquicos e de diferentes maneiras de relação com o mundo exterior.
  14. 14. Em conclusão, o criminoso tem uma representação da realidade diferente, muito própria, desenvolvendo uma ordem de valores e significados diferentes, na qual o crime tem um determinado sentido e se forma num dado momento da sua história de vida.
  15. 15. SÍNDROME DE ESTOCOLMO
  16. 16. O QUE É A SÍNDROME DE ESTOCOLMO? A síndrome de Estocolmo é um estado psicológico em que a vítima de um sequestro cria laços afectivos com o seu. Este síndrome surge a partir de tentativas por parte da vítima de se identificar com o seu raptor. Esta “solidariedade” muitas vezes tornar-se numa relação de cumplicidade, chegando muitas vezes as vítimas a defender os seus sequestradores ou mesmo a ajudá-los a fugir à lei.
  17. 17. ALGUNS EXEMPLOS
  18. 18. Em Agosto de 2006 chegou aos mass media a história de Natasha Kampusch, sequestrada aos 10 anos quando ia para a escola e que viveu durante 8 anos fechada numa cave por Wolfgang Priklopil, seu raptor. Natasha fugiu do seu raptor, que se suicidou momentos depois de se aperceber da fuga da jovem. Natasha afirmou que Wolfgang fazia parte da sua vida e que a sua morte não era necessária, defendendo, assim, o seu raptor .
  19. 19. Disse ainda não ter perdido nada da sua juventude, pois assim poupou ter começado a fumar, beber e ter falsos amigos. Declarou ainda ter tido relações sexuais com o sequestrador, mas não ter sido forçada a nada.
  20. 20. Um outro caso mais antigo de síndrome de Estocolmo foi o de Patrícia Hearst que nos anos 70 foi raptada por um grupo de terroristas americanos que se chamavam Symbionese Liberation Army (SLA). Anos mais tarde foi apresentada uma mensagem gravada com Patrícia Hearst onde ela empunhava uma metralhadora. Na mensagem Patrícia dizia ter adoptado o nome de “Tania” e se ter juntado aos SLA.
  21. 21. Mais tarde 5 membros do grupo incluindo “Tania” foram vistos numa gravação a assaltar um banco. Só mais tarde todos os membros foram apanhados, mas até então Patrícia sempre lhes deu “cobertura” e protecção.
  22. 22. CONCLUSÃO Em suma, a psicologia aplicada, e neste caso a psicologia criminal, tem grande importância na compreensão de quem comete os crimes, porque o faz e ainda auxiliam os reclusos a integrar-se, novamente, na sociedade, tentando, deste modo, contribuir para a uma vida social segura.
  23. 23. BIBLIOGRAFIA Ser Humano – 2ª parte, Matos Monteiro, Manuela e Tavares Ferreira, Pedro, Porto Editora Outros recursos www.psicologiacriminal.pt www.wikipedia.pt
  24. 24. Trabalho realizado por: Cátia Martins N.º 4 T:12ºA

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