O ciclo das rochas

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O ciclo das rochas
Biologia Geologia 10º Ano
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O ciclo das rochas

  1. 1. As rochas da litosfera são geradas em três grandes ambientes geológicos: o ambiente magmático, ambiente sedimentar e ambiente metamórfico. As rochas são estáveis no seu ambiente de génese e refletem as características termodinâmicas do mesmo. Uma vez sujeitas a outro ambiente, ficam instáveis e tendem a adaptar-se aos novos parâmetros de pressão e temperatura. Assim, quando rochas originadas em profundidade se encontram à superfície alteram-se por erosão e os seus produtos vão formar rochas sedimentares. Estas, por sua vez, ao afundarem-se na crosta sofrem modificações e originam rochas metamórficas ou magmáticas (fig. 17 e 18).
  2. 2. Figura 17 – Ciclo das rochas (segundo Oliveira et al, 1997).
  3. 3. Figura 18 – Esquema do ciclo das rochas (segundo Silva et al, 1997).
  4. 4. Note-se, no entanto, que o ciclo das rochas pode sofrer várias interrupções. Por exemplo, as rochas magmáticas, em vez de ficarem expostas à erosão, podem permanecer em profundidade estando sujeitas a pressões e temperaturas que as transformam em rochas metamórficas. Estas e as sedimentares, por seu turno, podem ficar expostas aos agentes da geodinâmica externa e os materiais daí resultantes vão formar outras rochas sedimentares, sem passarem pela fusão, e assim sucessivamente. A litosfera pode pois considerar-se um sistema de reações químicas e físicas, subdividindo-se em dois subsistemas acoplados: um interno, com pressões e temperaturas relativamente elevadas (onde se originam as rochas metamórficas e magmáticas), e outro externo, com pressões e temperaturas baixas (onde se formam as rochas sedimentares). Os dois subsistemas estão interligados através do vulcanismo e da orogénese. A diagénese estabelece a fronteira entre as transformações exógenas, que dependem fundamentalmente da energia solar, e as transformações endógenas, intimamente ligadas à energia interna do globo.
  5. 5. Se enquadrarmos o ciclo das rochas no mecanismo da dinâmica da litosfera, concluímos que aquele não representa mais do que uma parte do ciclo geológico. Vejamos então: as rochas dos continentes, expostas à mercê dos agentes da geodinâmica externa, são meteorizadas e os materiais daí resultantes são transportados e depositados em bacias de sedimentação próximas dos continentes ou no interior destes. Esses sedimentos, que podem ter milhares de metros de espessura, vão-se aprofundando na crosta onde, inicialmente por diagénese se transformam em rochas sedimentares, que, no entanto, por ação da pressão e da temperatura, gradualmente crescentes, se transformam em rochas metamórficas ou até magma (se se ultrapassarem determinados valores de pressão e temperatura, que levem à fusão dos materiais). O magma formado pode cristalizar em profundidade ou ascender à superfície, originando vulcanismo. Assim, distinguem-se as rochas magmáticas intrusivas ou plutónicas das rochas magmáticas extrusivas ou vulcânicas. À medida que o magma arrefece podem-se formar cristais, que são maiores nas rochas plutónicas.
  6. 6. Devido ao movimento contínuo de aproximação das placas litosféricas, ao mesmo tempo que ocorrem os fenómenos descritos, há deformações, enrugamentos e levantamento dos materiais rochosos, formando-se as cadeias montanhosas – orogénese – que, sujeitas de novo à erosão, completam um ciclo geológico para logo outro se iniciar. Dentro do ciclo geológico podem considerar-se três etapas: gliptogénese – etapa de destruição do relevo pela erosão, litogénese – etapa de formação de novas rochas e orogénese – etapa de formação de novas cordilheiras.

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