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Datação Relativa
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Os métodos radiométricos, baseiam-se na
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Cronostratigráfica
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Período
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Era Mesozóica
Reconstituição paleogeográfica de uma paisagem mesozóica (adaptado de Roque, 2001).
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Era Cenozóica
Reconstituição paleogeográfica de uma paisagem com mamíferos do Terciário (adaptado de Roque et
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Plantas e Animais
 
 
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Ficha de Trabalho nº 1 – Datação Relativa
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CHAVE
A – Princípio da horizontalidade original.          D – Princípio da identidad...
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Ficha de Trabalho nº 2 – Datação Absoluta
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A medida do tempo geológico e a idade da Terra

  1. 1. A Medida do Tempo Geológico e a Idade da Terra
  2. 2. A Determinação da Idade da Terra Em 1785, reconhecia a longa história das transformações geológicas. Admitir que os agentes físicos que alteram a superfície da Terra têm trabalhado continuamente ao longo de todo o tempo geológico. James Hutton (modificado de Palmer, 2000). O clérigo irlandês James Usseher, arcebispo de Almagh, baseado nos textos bíblicos e somando as idades dos personagens neles citados, decreta, em 1654, que o mundo foi criado às nove horas da manhã do dia 26 de Outubro do ano 4004 a C.. Um membro do clérigo (modificado de Gates, 1999). Ernest Rutherford (modificado de Palmer, 2000). Ernest Rutherford estabeleceu os princípios fundamentais da transformação radioativa de elementos instáveis. Em 1904, Rutherford sugeriu que as idades das rochas deveriam ser calculadas através da acumulação de hélio em minerais radioativos.
  3. 3. Datação Relativa As rochas sedimentares dispõem-se em camadas, também designadas estratos, que equivalem a uma dada espessura de depósito mais ou menos homogéneo, separado das camadas contíguas por juntas de estratificação. A homogeneidade resulta de um processo sedimentar regular e contínuo, em que as condições ambientais e o tipo de sedimento se mantêm relativamente constantes. Quando ocorre alguma alteração nas condições ambientais ou, por outro lado, alguma alteração da sedimentação, fica registada por um contacto que se traduz numa superfície que marca a descontinuidade de dois estratos distintos – junta de estratificação.
  4. 4. Os estratos das rochas sedimentares revelam algumas características do ambiente de sedimentação do qual fazem parte e indicam a idade relativa. Esta não indica o tempo exato em que determinado acontecimento ocorreu, mas revela que esse fenómeno foi antecedido por um e seguido por outro. A espessura de uma camada corresponde a um intervalo de tempo variável e os contactos, por vezes discordantes, são importantes para descrever a história geológica de uma área. Datação Relativa
  5. 5. Em que consiste a Datação Relativa? A datação relativa consiste em definir uma ordem geométrica estratigráfica em que a cronologia estabelece a datação de um fenómeno em relação a um outro. Esta não indica o tempo exato em que um determinado acontecimento ocorreu, mas revela que esse fenómeno foi antecedido por um e seguido por outro. Para a determinação das idades relativas são utilizados os seguintes princípios estratigráficos: Princípio da horizontalidade original; Princípio da interceção; Princípio da sobreposição; Princípio da identidade paleontológica; Princípio da inclusões; Princípio da continuidade;
  6. 6. Em que é que consiste o princípio da horizontalidade original? O princípio da horizontalidade original, admite que os sedimentos são sempre depositados em camadas horizontais e é o fenómeno geológico que altera a horizontalidade que é sempre posterior à sedimentação. Quando as rochas sedimentares apresentam camadas inclinadas, é porque estas foram deslocadas da sua posição inicial por movimentos da crosta depois da sua sedimentação. A B Princípio da horizontalidade original (adaptado de Roque, 2001).
  7. 7. O princípio da interceção defende que um corpo rochoso que intercepta um outro é mais recente que este. Em que é que consiste o princípio da interceção? Princípio da relação intrusão fractura (adaptado de Roque et al, 2001). Quando uma intrusão magmática atravessa rochas, ou uma falha corta outras rochas, podemos concluir que a intrusão ou a falha são mais recentes que as rochas atravessadas ou cortadas
  8. 8. O princípio da sobreposição, primeiramente verificado pelo dinamarquês Nicolau Steno, em 1669, estabelece que numa sucessão de estratos não deformados, qualquer deles é mais recente do que aquele que lhe serve de base e mais antigo do que aquele que o cobre. Em que se baseia o princípio da sobreposição?
  9. 9. Em que se baseia o princípio da sobreposição? Aplicação do princípio da sobreposição a rochas do Grande Canyon do Colorado (adaptado de Roque et al, 2001).
  10. 10. O princípio da continuidade defende que uma camada sedimentar que apresente a mesma composição é aproximadamente da mesma idade em toda a sua extensão . O que é que admite o princípio da continuidade? Os estratos que se correspondem em cada uma das séries são da mesma idade. O estrato 3 da série A é da mesma idade do estrato 3 da série B e assim sucessivamente (adaptedo de Batista & Slva, 1988). Existem, contudo, algumas exceções à aplicação deste princípio, nomeadamente, por variação lateral de fácies. Por exemplo, um conglomerado pode tornar-se progressivamente mais fino; este, por sua vez, torna-se num arenito, de granulometria cada vez mais pequena e, finalmente, num siltito.
  11. 11. Em que consiste o princípio da identidade paleontológica? O princípio da identidade paleontológica foi estabelecido pelo engenheiro William Smith no fim do séc. XVIII; admite que os estratos ou conjunto de estratos caraterizados pelas mesmas associações de fósseis são da mesma idade. Este princípio permite efetuar correlações estratigráficas entre formações geológicas afastadas umas das outras, mesmo por centenas de quilómetros. Quando fósseis com as mesmas características ocorrem em áreas geográficas distintas, é possível relacionar as unidades rochosas e considerar que se formaram no mesmo tempo geológico.
  12. 12. Em que consiste o princípio da identidade paleontológica? Esquema que mostra a aplicação do princípio da identidade paleontológica (adaptado de Roque, 2001). Camadas sedimentares contendo os mesmos fósseis podem considerar-se da mesma idade, ou seja vertentes que se situem muito afastadas umas das outras mas contenham os mesmos fósseis podem ser consideradas da mesma idade. Assim, a camada D das diferentes vertentes da figura são consideradas da mesma idade. Por outro lado é possível detetar lacunas estratigráficas, como é o caso da segunda vertente da figura em que a camada B foi erodida
  13. 13. O princípio da inclusão estabelece que qualquer corpo rochoso que contenha fragmentos de um outro é mais recente que este último, ou seja, se um fragmento de A está incluso em B, B é posterior a A. Em que se baseia o princípio das inclusões? Princípio das inclusões. A – O grés (B) foi depositado no topo do granito erodido. Calhaus de granito estão presentes na base do grés. B – O grés foi intruido pelo granito que inclui alguns pedaços, não digeridos do grés (adaptado de Macedo, 1993).
  14. 14. Descontinuidades sedimentares Os estratos rochosos são concordantes quando a sua deposição ocorreu sem descontinuidades sedimentares, podendo atingir grandes espessuras em alguns locais da superfície terrestre, por exemplo no Grande Canyon. Grande espessura dos sedimentos no grande Canyon do Colorado (adaptado de Roque, 2001). Contudo, a observação da crosta terrestre demonstra-nos que o processo de sedimentação foi interrompido algumas vezes, por variações ambientais que conduzem a tempos de erosão ou de não deposição. Estas variações afetam, não só as terras emersas, mas também as margens continentais, uma vez que vão destruir algum registo estratigráfico. Assim, o registo preservado é incompleto e marcado por descontinuidades.
  15. 15. Uma descontinuidade sedimentar é uma alteração substancial numa sequência estratigráfica. Regista uma variação das condições ambientais que originou uma mudança litológica, ou uma interrupção da deposição, ou erosão do material depositado, ou uma combinação destes dois últimos fatores. Enquanto uma descontinuidade é um aspeto físico que pode ser identificado na sequência litológica, refere- se o intervalo de tempo correspondente à descontinuidade como um hiato. Uma quebra na sedimentação resultante de variações normais das condições ambientais, mas sem uma variação sedimentar apreciável denomina-se diastema.
  16. 16. Uma discordância é uma importante descontinuidade sedimentar. Pode ocorrer erosão das rochas previamente formadas antes de nova sedimentação. As discordâncias são importantes porque mostram que ocorreram, na crosta terrestre, significativos fenómenos geológicos e o seu reconhecimento permite calcular os intervalos de tempo que não se encontram representados nos estratos. A superfície de contacto entre duas formações discordantes designa-se superfície de discordância, a qual pode ter variados aspetos geométricos de acordo com as condições em que se originou. As discordâncias podem estar relacionadas com eventos tectónicos que geram diferenças na atitude da estratificação.
  17. 17. Em que consiste uma discordância? Discordância corresponde a uma importante descontinuidade sedimentar, ou seja, é uma alteração substancial numa sequência estratigráfica. Houve erosão das rochas previamente formadas e iniciou-se uma nova sedimentação. Discordância (adaptado de Roque et al, 2001).
  18. 18. Alguns tipos de discordâncias A B C D Tipos de discordâncias (adaptado de Macedo, 1993). A é uma discordância angular: marcada por um ângulo entre as séries de rochas estratificadas mais antigas e mais recentes; em B é uma disconformidade: camadas estratificadas paralelamente separadas por uma superfície irregular de erosão com relevo acentuado; em C temos uma Paraconformidade: camadas paralelas separadas por uma discordância marcada apenas por uma superfície de estratificação planar; e em D é uma inconformidade: rochas estratificadas que discordantemente sobrepõem rochas ígneas ou metamórficas.
  19. 19. Os métodos radiométricos, baseiam-se na propriedade de desintegração espontânea verificada em certos elementos químicos, ditos radioativos, cujos átomos possuem núcleos instáveis porque emitem partículas e essa emissão faz com que, ao longo do tempo, os átomos se transformem sucessivamente, até se tornarem estáveis. O intervalo de tempo necessário para que um átomo radioativo, devido à desintegração, reduza a sua massa a metade, chama-se período de semitransformação ou tempo de meia vida. Em que consiste a datação absoluta? A datação absoluta consiste no conjunto de métodos de datação de minerais e de rochas cristalizadas, por técnicas radiométricas, baseadas na desintegração radioativas de elementos instáveis, a partir do exemplo da figura. Potássio – 40 (adaptado de Roque et al, 2000).
  20. 20. Sabe-se que um grama de urânio 238 U ao fim de 4500 M.A se transformará parcialmente em chumbo 206 Pb (que é o isótopo produzido por decaimento radioativo de 238 U e o seu produto-filho), ficando reduzido a 0,5 gramas e que ao fim de outros 4500 M.A. só restará 0,25 gramas e, assim sucessivamente, até que deixará de haver urânio 238 U e haverá apenas chumbo 206 Pb. Assim sendo, é possível, em qualquer momento, calcular a idade do material pela relação entre a massa de chumbo 206 Pb proveniente da desintegração de urânio 238 U e a massa que ainda resta deste, que será tanto maior quanto mais recente for o mineral. Como se aplica a datação radiométrica? Átomo radioactivos Átomo estável em que se transforma Tempo de meia vida (anos) Intervalo de tempo susceptível de medição (anos) Minerais e materiais datados Carbono 14 Azoto 14 + 5500 M. A. + 100 a 40000 M.A Substâncias provenientes de seres vivos, ossos, conchas, madeira, etc. Potássio 40 Azoto 40 + 1300 M.A. 100000 a 4600 M.A. Moscovite, Biotite, Hornoblenda, rochas vulcânicas Urânio 238 Urânio 235 Chumbo 206 Chumbo 207 + 4500 M.A + 710 M.A.. 10 a 600 M.A. Zircão e Pecheblenda
  21. 21. 1- 75% 2 – duas semividas 3 – 0,7*109 *2=1,4*109
  22. 22. Escalas Biostratigráficas Quanto mais elevada for a taxa de evolução de um fóssil estratigráfico, melhor caracterizado fica o intervalo de tempo onde uma dada organização morfológica ocorre. Uma determinada entidade fóssil pode assim representar eficientemente um intervalo de tempo particular, constituindo um excelente marcador estratigráfico. A biostratigrafia estabelece juntamente uma escala de tempo relativa baseada em fósseis estratigráficos, sendo certos fósseis diagnósticos de horizontes estratigráficos definidos, constitui um método estratigráfico que não fornece idades absolutas, mas ajusta o registo fóssil ao registo litológico. As setas indicam a distribuição vertical das espécies numa série de canadas, também é visível a evolução das amonites (adaptado de assunção, 1973).
  23. 23. Escala Cronostratigráfica
  24. 24. Escala Cronostratigráfica Unidades Cronológicas Unidades Cronostratigráficas Era Grupo ou Eratema Período Sistema Época Série Idade Subandar e Andar A escala dos tempos geológicos baseia-se na seriação, no tempo dos principais acontecimentos ocorridos na Terra desde a sua formação há 4600 M.a.. A unidade cronostratigráfica base é o andar, a que corresponde, em termos de tempo, a idade. Os andares reúnem-se em séries. O intervalo de tempo correspondente à série é a época. As séries agrupam-se em sistemas, que em termos de tempo correspondem aos períodos. Os sistemas reúnem-se em grupos ou eratemas a que corresponde a era, em termos de tempo. A unidade cronostratigráica mais ampla é o Éon.
  25. 25. Grandes divisões da História da Terra Escala dos tempos geológicos (adaptado de Domingues et al, 1998).
  26. 26. Era Paleozóica A - Vida no mar Paleozóico. B – A Terra era habitada por anfíbios e répteis e coberta por fetos e outra vegetação(adaptado de Roque et al, 2001). A B
  27. 27. Evolução na Era PaleozóicaEraPaleozóica Período Intervalo de Tempo (M.a.) Plantas e Animais Câmbrico 570 a 505 Mares dominados por gastrópodes, vermes, braquiópodes, trilobites e algas Ordovícico 505 a 438 Primeiros peixes (peixes couraçados) e possivelmente as primeiras plantas terrestres Silúrico 438 a 408 Plantas e animais tornam-se abundantes nas áreas continentais. Devónico 408 a 360 Anfíbios evoluem e começa. A dominar as áreas continentais. Carbónico 360 a 286 Anfíbios e insectos tornam-se abundantes e os répteis aparecem pela primeira vez. Feto arbóreos e outras árvores originam jazigos de carvão. Pérmico 286 a 245 Os répteis começam a ter grande desenvolvimento. O Pérmico termina com uma grande extinção de seres vivos – trilobites e outros animais marinhos.
  28. 28. Era Mesozóica Reconstituição paleogeográfica de uma paisagem mesozóica (adaptado de Roque, 2001).
  29. 29. Evolução da Era Mesozóica EraMesozóica Período Intervalo de Tempo (M.a.) Plantas e Animais Triássico 245 a 208 Peixes com características semelhantes aos actuais. Desenvolvimento de répteis marinhos, aparecimento dos primeiros dinossauros. Grande desenvolvimento das Gimnospérmicas. Jurássico 208 a 144 Dinossauros em grande desenvolvimento e com formas gigantescas. Aparecimento de répteis adaptados ao voo. Surgem as primeiras aves e formas ancestrais de mamíferos. Grande diversidade de Cefalópodes: Amonites. Cretácico 144 a 66 Répteis terrestres e marinhos, como os dinossauros e pterossauros, embora muito abundantes, acabam por se extinguir. Desaparecimento das Amonites. Aparecimento das plantas com flor (Angiospérmicas).
  30. 30. Era Cenozóica Reconstituição paleogeográfica de uma paisagem com mamíferos do Terciário (adaptado de Roque et al, 2001).
  31. 31. Evolução da Era Cenozóica ERACENOZÓICA Sub-Era Período Intervalo de Tempo (M.a.) Plantas e Animais     Terceári a Paleocénico Eocénico 24 a 2,5 66 a 24 Animais invertebrados representados por  quase todas as famílias actualmente  existentes. Mamíferos com formas sintéticas. Peixes,  anfíbios, répteis e aves semelhantes aos  actuais. Grande desenvolvimento dos mamíferos. Aparecimento dos primeiros primatas. Predonínio das angiospérmicas. Quaternário 2,5 a ... Predomínio dos mamíferos e aves. Aparecimento dos primeiros hominídeos. 
  32. 32. Ficha de Trabalho nº 1 – Datação Relativa Nome: __________________________________________________________ Turma: ___________ Nº: ______________ 1– Explica em que consiste a datação relativa. Resposta: A datação relativa consiste em definir uma ordem geométrica estratigráfica em que a cronologia estabelece a datação dos eventos que geraram os estratos, um em relação a um outro. Esta não indica o tempo exato em que um determinado acontecimento ocorreu, mas revela que esse fenómeno foi antecedido por um e seguido por outro. 2 – Refere as formas possíveis de determinar a idade dos fósseis de dinossauros. Resposta: As formas possíveis de determinar a idade dos dinossauros são a datação relativa e a datação absoluta das sucessões sedimentares que os contenham. 3 – De que modo o princípio da sobreposição permite determinar a idade relativa das camadas de uma sucessão sedimentar? Resposta: Numa sucessão de estratos não deformados, qualquer deles é mais recente do que aquele que lhe serve de base e mais antigo do que aquele que o cobre.
  33. 33. Continuação da ficha de trabalho nº 1 4 - Observa a figura 2, em que podemos observar estratos horizontais, estratos deformados, uma falha  (FF’), um filão (4) e uma superfície arrasada pela erosão (XX’-X1 X1 ’):    4.1 – Estabelece a idade relativa:      4.1.1 – Da superfície arrasada XX’ que tem continuidade em X1 X1 ’. Resposta: Esta superfície arrasada é a primeira camada mais antiga formada depois da regressão assinalada pela superfície de discordância.      4.1.2 – Da falha representada por FF’. Resposta: A falha (FF’) é mais recente que a sedimentação dos terrenos (estratos) 1 e 2.       4.1.3 – Do filão assinalado por 4. Justifique. Resposta: O filão (4) é posterior à primeira fase de sedimentação e ao dobramento, pois atravessa as rochas já dobradas, logo é um fenómeno posterior ao dobramento. Figura 1 (adaptado de Roque et al, 2001) x
  34. 34. Continuação da ficha de trabalho nº 1 CHAVE A – Princípio da horizontalidade original.          D – Princípio da identidade paleontológica. B – Princípio da relação intrusão-fractura.         E – Princípio da continuidade. C – Princípio da sobreposição.                           F – Princípio das inclusões C  -  Os  sedimentos  acumulam-se  em  camadas  em  que  os  mais  antigos  encontram-se  nas  camadas  inferiores e os mais recentes encontra-se nas camadas superiores, desde que não  tenham ocorrido deformações tectónicas.  B - Uma falha ou um corpo rochoso intrusivo é mais recente do que as rochas atravessadas  ou fracturadas.   F  -  Um  corpo  rochoso  que  contenha  fragmentos  de  um  outro  é  mais  recente  do  que  os  fragmentos.   D    -  Estratos  caracterizados  pela  mesma  associação  de  fósseis  são,  aproximadamente,  da  mesma idade.  A  - Os sedimentos geralmente são sempre depositados em camadas horizontais.  E  - Uma camada sedimentar  é, aproximadamente, da mesma idade em toda a sua extensão. 5 – Faz corresponder uma letra da chave a cada afirmação.
  35. 35. Continuação da ficha de trabalho nº 1 Figura 2 6 – Observa a figura 3 onde se evidência uma discordância angular:     6.1 – Que dados da figura permitem afirmar a existência de uma discordância angular? Qual é a sua idade  relativa? Resposta: Existe uma discordância angular porque sobre estratos dobrados e erodidos assenta uma sucessão de estratos horizontais. A sua idade relativa é posterior ao dobramento dos estratos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7, e é anterior à deposição dos estratos 8, 9 e10.    6.2 – Dos estratos numerados de 1 até 10, indique os que correspondem:      6.2.1 – À primeira fase de sedimentação. Resposta: À primeira fase de sedimentação correspondem os estratos de 1 a 7.       6.2.2 – À segunda fase de sedimentação. Resposta: À segunda fase de sedimentação correspondem os estratos de 8 a 10.       6..2.3 – Os que, mais aproximadamente, permitem estabelecer a cronologia relativa da fase tectónica.  Justifique. Resposta: Os estratos que permitem, mais aproximadamente, estabelecer a cronologia relativa da fase tectónica são os estratos 7 e 8. O estrato 7 é o mais recente dos que restam da primeira fase de sedimentação e o estrato 8, sendo o mais antigo da segunda fase de sedimentação, foi o que se depositou logo a seguir à erosão dos estratos dobrados, portanto aquele cuja idade está mais próxima da fase tectónica.
  36. 36. Ficha de Trabalho nº 2 – Datação Absoluta Nome: ___________________________________________________________ Turma: ___________ Nº: ______________ 1 – Faz a distinção entre datação relativa e datação absoluta. Resposta: A datação relativa não indica o tempo exato em que um determinado acontecimento ocorreu, mas apenas refere que esse acontecimento foi antecedido por um e seguido por outro. A datação absoluta, é o conjunto de métodos de datação de minerais e de rochas cristalizadas, por técnicas radiométricas, baseadas na desintegração radioativa de elementos instáveis. No caso da datação absoluta, é possível indicar o tempo em que um determinado acontecimento ocorreu. 2  –  A  tabela  I  contêm  alguns  aspetos  relativos  a  alguns  átomos  utilizados  pelos  métodos  radiométricos: Átomo radioactivos  Átomo estável em que se transforma  Tempo de meia vida (anos)  Intervalo de tempo susceptível de medição Minerais e materiais datáveis  Carbono 14  Azoto 14  + 5500 M. a.  + 100 a 40000 M.a. Substâncias provenientes de seres vivos, ossos, conchas, madeira, etc.  Potássio 40  Azoto 40  + 1300 M.a.  100000 a 4600 M.a.  Moscovite, biotite, horneblenda, rochas vulcânicas Urânio 238 Urânio 235  Chumbo 206 Chumbo 207  + 4500 M.a. + 710 M.a..  10 a 600 M.a. Zircão e pecheblenda 
  37. 37. Continuação da ficha de trabalho nº 2 2.1 – Como se designam os elementos radioativos?  Resposta: Os elementos radioativos designam-se por isótopos radioativos. 2.2 – Como se distingue um elemento estável de um elemento instável? Resposta: Um elemento estável é aquele que não se altera com o tempo, ou seja não é radioativo. Um elemento instável é aquele que em determinado tempo se desintegra, ou seja é radioativo. 2.3 – Em que consiste o período de semitransformação ou período de meia-vida?  Resposta: É o intervalo de tempo necessário para que um átomo radioativo, devido à desintegração, reduza a sua massa a metade. 2.4 – Quais são os melhores isótopos para a determinação da idade das rochas? Resposta: A seleção dos melhores isótopos para a determinação da idade das rochas depende do período de tempo que se pretende datar. Se se pretender datar corpos geológicos correlativos dos dinossauros é melhor usar isótopos com um período de semitransformação maior do que se se pretender datar o aparecimento do Homem.
  38. 38. Escola Secundária ................................ Geologia – 10º Ano Ano lectivo 2001/2002 Ficha de Trabalho nº 3 – Caracterização dos principais acontecimentos geológicos da História da Terra Nome: __________________________________________________________ Turma: ___________ Nº: ______________ 1 – Em que é que se baseia as escalas biostratigráficas? Resposta: As escalas biostratigráficas baseiam-se em fósseis estratigráficos que apresentam uma velocidade elevada de evolução e por isso permitem caracterizar o intervalo de tempo onde uma dada organização morfológica ocorre. 2 – A visão global dos grandes acontecimentos que marcam a História  da Terra permitiram estabelecer  grandes etapas. Estas são:                     Períodos                     Anos                     Horas                     Eras                                            (Assinale com um X a resposta correcta) 
  39. 39. Continuação da ficha de trabalho nº 3    3 – Quais são as principais características do Paleozóico? Resposta: Iniciou-se há 570 milhões de anos e nela ocorreu a explosão de vida. Caracteriza-se, principalmente, pelo aparecimento das trilobites, dos peixes, dos anfíbios que começam a dominar as áreas continentais e as plantas, mas ainda sem flor.    3.1 – Que acontecimentos caracterizam o fim da Era Paleozóica? Resposta: Os acontecimentos que caracterizam o fim do Paleozóico são principalmente a extinção das trilobites e de outros animais marinhos. 4 – Quais as principais características da Era mesozóica? Resposta: O Mesozóico caracteriza-se, principalmente, pelo grande desenvolvimento dos répteis nos meios terrestre e aquático, nomeadamente dos dinossauros, pelo aparecimento das primeiras aves e mamíferos e pela grande diversidade de Cefalópodes, nomeadamente as amonites.    4.1 – Quais os acontecimentos que caracterizam o fim da Era mesozóica? Resposta: Os acontecimentos que caracterizam o fim da Era Mesozóica são a extinção dos dinossauros e das amonites. Mais de 70% das famílias de anfíbios e répteis extinguiram-se. 5 – Caracteriza a Era cenozóica. Resposta: A Era cenozóica caracteriza-se pelo grande desenvolvimento dos mamíferos e das aves, pelo grande desenvolvimento das plantas com flor e pelo aparecimento dos primeiros primatas e do Homem.
  40. 40. Continuação da ficha de trabalho nº 3 6 – A figura seguinte representa a distribuição de alguns seres vivos ao longo do tempo geológico.  Observa-o e responde à questões: Figura 1      6.1 – Qual é o ser vivo que existe desde o Câmbrico até à actualidade? Resposta: Os seres vivos que existem do Câmbrico até à actualidade são os braquiópodes.      6.2.- Quais são os seres vivos que viveram apenas durante a Era Paleozóica e a Era Mesozóica? Resposta: Os seres vivos que viveram apenas na Era Paleozóica e na Era Mesozóica são as amonites e as goniatites.      6.3 – Quais foram os períodos de maior expansão das trilobites? Resposta: Os períodos de expsnção das trilobites foram Câmbrico, Ordovícico, Silúrico e Devónico. 7 – Faz a comparação do tempo de existência do Homem com a idade da Terra. Resposta:  Ao analisarmos uma escala dos tempos geológicos podemos contactar que a existência do Homem é quase insignificante comparativamente à idade da Terra, uma vez que esta tem cerca de 4600 milhões de anos, enquanto que os primeiros fósseis de hominídeos têm cerca de 4 milhões de anos.

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