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A PROPOSTA EDUCATIVA DA REUNIÃO DE GRUPO FAMILIAR NA DOENÇA MENTAL: UMA AÇÃO TRANSFORMADORA NA SAÚDE E NA SOCIEDADE®

  1. 1. A PROPOSTA EDUCATIVA DA REUNIÃO DE GRUPO FAMIIAR NA DOENÇA MENTAL: UMA AÇÃO TRANSFORMADORA NA SAÚDE E NA SOCIEDADE® Benedito Carlos Cabral1 Maria Eunice Mendes Loureiro2 Sergio de Carvalho Pereira3 Zenith Rosa Silvino4 Resumo: No estudo abordamos uma visão construtivista, que neste atendimento têm a participação de num mí- nimo de 5 famílias e no máximo 15, com duração de 2 horas, objetivando a socialização e a inserção social do cli ente portador de doença mental. Este projeto tem a finalidade de ampliar a confiabilidade da clientela, indo de en contro com a proposta da reforma psiquiátrica. Neste sentido, é necessário desempenhar atividades que facilitem o processo de reabilitação psicossocial, pelo sofrimento psíquico, somado a outros fatores que comprometem as suas emoções e significações. Estas atividades baseiam-se na afetividade e no acolhimento, proporcionando uma melhor auto-estima, organicidade e bem-estar a esta clientela. Palavras-chaves: educação, grupo familiar, doença mental, saúde, sociedade. Abstract: In the study we approached in a constructive vision, that this therapetical attendance has participation of in a minimum 5 families and maximum 15, with duration of 2 hours, objetive the socialization and insertion of the carrying customer of insanity. This project has the purpose to extend the trustworthiness of the clientele, going of meeting with the proposal of the psychiatric reform. In this direction, it is necessary to play activies that facilitate the progress of psicossocial whitewashing, for the psychic suffering, added to other factors that com- promisse its emotions and significationes. These activities are based on the affectivity and in the sheller, provi- ding the one best one auto-esteem, organization and well-being for this clientele. Key-words: education, familiar group, insanity, health, society. CONSIDERAÇÕES INICIAIS Defende-se que a formação profissional referenciada em competência, deverá tomar co- mo base a competência humana para cuidar em saúde – enfermagem. Tal competência parte da concepção de saúde como qualidade de vida e traduz-se na capacidade que deve ter o pro- fissional da área de assumir a responsabilidade do cuidado interagindo com o cliente, suas ne- cessidades e escolhas, valorizando sua autonomia para assumir sua própria saúde e de agir mo bilizando conhecimentos, habilidades, atitudes e valores requeridos pelas situações imprevis- tas ou na promoção/produção eficiente e eficaz cuidado (BRASIL, 2000). A assistência em saúde mental, por incrível que possa parecer, levou um bom tempo pa- ra começar a incorporar a idéia de que seus usuários são cidadãos. Ainda que não foram var- ridos da face da terra alguns instrumentos e métodos “terapêuticos”, como a camisa de força e as super-dosagens de medicamentos que na verdade são testemunhos de uma postura discrimi natória em relação à homens e mulheres titulares de direitos civis, políticos e humanos. Para que possamos oferecer aos doentes mentais um tratamento mais digno, temos que abrir várias 1 Enfermeiro. Docente do SENAC São Gonçalo. Pós-graduando do curso de formação pedagógica em educação profissional na área de saúde: enfermagem - Núcleo regional PROFAE/UFF. 2 Enfermeira. Docente do SENAC Cabo Frio. Pós-graduanda do curso de formação pedagógica em educação pro fissional na área de saúde: enfermagem - Núcleo regional PROFAE/UFF. 3 Enfermeiro do trabalho. Docente do SENAC São Gonçalo. Pós-graduando do curso de formação pedagógica em educação profissional na área de saúde: enfermagem - Núcleo regional PROFAE/UFF. 4 Enfermeira. Doutor em Enfermagem. Tutora do curso de formação pedagógica em educação profissional na á- rea de saúde: enfermagem - Núcleo regional PROFAE/UFF.
  2. 2. 1 frentes de luta; é preciso atuar junto às famílias, junto aos legisladores, junto aos poderes constituídos, sobre tudo é preciso trabalhar no sentido de promover uma grande mudança cul- tural que permita ao conjunto da nossa sociedade exercer pressão sobre aqueles que têm o po- der de realizar mudanças efetivas. A “carta de direitos” é um valioso documento que sintetiza os principais aspectos dessa luta. Diante do exposto o objeto de estudo é a atuação de uma equipe multiprofissional na reu nião de grupo familiar em saúde mental como ação educativa na transformação da sociedade. Para nortear o estudo, tivemos como questões: quais as atividades desenvolvidas, como atuam e como avaliam a sua ação. Para o desenvolvimento do estudo, tivemos como objetivos: identificar e descrever as a- tividades desenvolvidas pela equipe terapêutica frente ao doente e a família; avaliar a sua atua ção e sugerir propostas de trabalho. Quanto às contribuições do estudo, estas se darão à medida em que este proporcionar subsídios para a melhoria da assistência, quanto ao ensino, permitirá a comunidade ampliar seus conhecimentos acerca do assunto. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A CID-10, em seu capítulo V, que constitui um volume separado específica aos trans- tornos mentais e de comportamento, usando como critérios de comportamento, usando como critérios de classificação os próprios sinais e sintomas de cada quadro mental, não procurando buscar aplicações de suas causas. Isso é compreensível, uma vez que sua intenção é uniformi- zar a linguagem dos profissionais. O transtorno é assim usado para identificar e definir um conjunto de sintomas que geralmente envolvem o sofrimento pessoal e interferência nas fun- ções que o indivíduo necessita exercer em sua vida. A equipe terapêutica é formada por vários profissionais dependendo de cada programa terapêutico que o tratamento englobe. Na equipe básica encontram-se o enfermeiro, psicólo- go, psiquiatra, assistente social e técnico de enfermagem. A chave do ambiente terapêutico está no estabelecimento de uma relação de confiança entre a equipe terapêutica e os pacientes. O grupo – família exerce marcante influência sobre a pessoa seja criança, jovem ou a- dulto em quaisquer situações da vida. Aproveitar grupos já existentes e mobilizá-los ou mobi- lizar pessoas e organizá-los em grupos deve ser uma preocupação constante do enfermeiro. Considera-se a família, o grupo primário da célula-máter da sociedade. Pode ser um instru- mento de cura e ajustamento ou ser responsável pela geração de quadros mórbidos. No art. 3º da lei nº-. 10.216, de 6 de abril de 2001, dispõe sobre a proteção e direitos das
  3. 3. 2 pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial na saúde men- tal. é responsabilidade do Estado o desenvolvimento da política de saúde mental, a as- sistência e a promoção de ações de saúde aos portadores de transtornos mentais com a devida participação da sociedade e da família, a qual será prestada em estabeleci- mento de saúde mental, assim entendidas as instituições ou unidades que ofereçam a assistência em saúde aos portadores de transtornos mentais (BRASIL, 2001, p. 01). Os grupos de apoio surgirão a partir da necessidade dos familiares se reunirem com o fim de compartilhar experiências afins, manejando dentro de um ambiente de compreensão, a desesperança associada aos diferentes diagnósticos e estabelecer redes comunitárias de apoio, aprendendo a conviver com a doença. Sugerimos algumas regras ou fundamentos conforme Rogers, para uma aprendizagem centrada no doente mental: estimular a aprender por si mesmo, responsabilizar-se pelo que a- prender, estimular a participação ativa; estimular o crescimento gradativo com aprendizado e- ficiente; conscientizar a auto-disciplina e estimular a auto-avaliação (ANEXO). CONCLUSÕES Pelo exposto, percebe-se que a doença mental ao contrário do que muitos pensam, cons- tituiu-se num período da vida, o qual pode com diligência, mostrar o seu potencial para as di- versas atividades criativas. O problema reside em dedicar-se mais atenção à saúde mental e descobrir formas eficazes para serem utilizadas junto a eles que lhes possibilitem viver condig namente, participando e contribuindo para o crescimento e a satisfação pessoal. Conseqüente- mente favorecerá uma melhor participação dos mesmos na sociedade. É importante saber que a consciência crítica é um ingrediente fundamental ao exercício da cidadania, ou seja, do processo constante de lutas por conquistas e sua preservação. O imo- bilismo, ao contrário, é resultante da descrença, do desconhecimento e da alienação popular pode ser uma importante contribuição para mobilizar e movimentar o povo e fazer a idéia de cidadania. RECOMENDAÇÕES Maior conscientização e preocupação por parte das instituições, órgãos governamentais e da sociedade em geral, quanto às necessidades dos doentes mentais nas instituições através de um amplo estudo das condições humanas e materiais para a sua assistência; presença de u- ma equipe multidisciplinar nestas instituições; estabelecimento de critérios quanto ao número de pessoal necessário para a assistência de enfermagem nestas instituições, bem como, exi- gência de capacitação para desempenho das atividades; conscientização dos órgãos de classe e
  4. 4. 3 dos profissionais de enfermagem quanto à necessidade de assumir seu espaço nas instituições de saúde, assistenciais e outros. BIBLIOGRAFIA AMARANTE, Paulo (coord.) Loucos pela vida: a trajetória da reforma psiquiátrica no Brasil. RJ: Fiocruz, 1995. BRASIL, M.S. Secretaria de gestão de investimentos de saúde. Projeto de profissionalização dos trabalhadores da área de enfermagem. Referenciais conceituais para a organização do sistema de certificação de competências – SCC do PROFAE, Brasília: M.S., 2000. ____________. Profissionalização de auxiliares de enfermagem – saúde mental. Brasília: D.F., 1994. ____________. Relatório final da 2ª conferência nacional de saúde mental. Brasília: D.F., 1994. ____________. Lei nº. 10.216 de 06/04/2001. DOU, de 09/04/2001. ____________. Norma operacional básica do SUS/NOAS-01. Brasília, 2001.

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