UNIVERSIDADE POSITIVO                                           NOTA (máx 6,0)                                            ...
relativo na admissão dos vendedores. Automaticamente, tende-se a procurar profissionais que já venderam algo parecido. Ist...
Ninguém precisa se sentir retardado por se ver de calça curta aos 40, vivendo como vivia aos 20. Adultos de hábitosconside...
quem vem depois, há um vácuo", diz. Segundo ela, que dá aula para educadores, ninguém mais quer ocupar o "lugar doadulto”....
A ERA DA EXCLUSÃO SOCIAL3 - Aluísio Pimenta4       O professor, cientista político e pai da sociologia moderna, Alain Tour...
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2ª prova de comunicação integrada professor sérgio czajkowski jr.

  1. 1. UNIVERSIDADE POSITIVO NOTA (máx 6,0) MARKETING COMUNICAÇÃO INTEGRADA Valor 6,0 (SEIS PONTOS) Disciplina: Comunicação Integrada Turno: Professor(a): Sergio Czajkowski Junior Aluno(a): Aluno(a): Aluno(a): Aluno(a): Aluno(a): Ano: 3º Turma: Nota(s) dos trabalhos (máx 4,0) Nota desta avaliação (máx 6,0) Nota final bimestral INSTRUÇÕES PARA A AVALIAÇÃO 1-) As questões devem ser respondidas, em grupos, de no máximo 5 (cinco) alunos. Caso o alunos prefira, também pode reesponder as questões individualmente. 2-) O trabalho deve ser entregue impresso, ou escrito manualmente, até o dia 30 de novembro de 2011 (último dia de aula), diretamente para o professor. 3-) Não existe número mínimo e máximo de linhas para as respostas, porquanto avaliar-se-á a qualidade dos textos e não a quantidade de linhas escritas. No entanto, considera-se, 15 linhas um número mínimo razoável. 4-) Os alunos podem consultar outras fontes bibliograficas, contudo, os trabalhos devem respeitar, ao máximo, as normas da ABNT.1-) A partir dos seus conhecimentos acerca do Processo de Inovação (vinculado à idéia de Criatividade) e dasinformações presentes no texto abaixo, responda o que se pede (Valor 3,0 pontos): GESTÃO DA INOVAÇÃO, O NOVO DESAFIO DO MARKETING- Edson Zogbi1 Preços, produtos, promoção e praças de distribuição. Os quatro “pês” tradicionais do marketing andaram evoluindo. Hoje,também temos o “P” de pessoas, o “P” de política e já tem gente falando de mais alguns. Mas, o que há de realmente novoacontecendo no mundo dos marqueteiros é outra coisa. A vedete do momento dentro das empresas é a gestão da inovação. Aliado ao espírito do tradicional P&D (setor de pesquisa e desenvolvimento), o marketing tem a nobre incumbência de criarestratégias que unam os novos produtos e serviços, criados corporativamente, aos nichos de mercado existentes, nos quais há menosresistência à aceitação da inovação e, conseqüentemente, mais resultados em curto prazo. Se estes resultados aparecem, justificam rapidamente os investimentos em inovação. Daí a necessidade de identificação donicho. Cabe, aqui, considerar que nicho é a parcela do mercado que está necessitando do produto ou serviço inovador,independentemente de ter consciência disso. Pode ser que os clientes de um nicho saibam do que precisam, e a necessidade seja clara.Também é possível que tenham a necessidade latente, mas não a percebam. Neste grupo, o produto ou serviço inovador causará uma“surpresa positiva” ao ser apresentado. Traduzindo em miúdos, o desafio é encontrar a melhor e mais rápida maneira de vender a novidade. Apesar de parecer simples,essa missão exige muito conhecimento explícito e tácito do gestor da inovação. Não é trabalho para recém-chegados ao mercado. Oconhecimento explícito é o que aprendemos nas escolas ou nos livros. Ele é, por assim dizer, “teorizável”. Quanto ao conhecimentotácito, aparece no dia-a-dia por meio da experiência do gestor e dificilmente é armazenado ou formatado para ser retransmitido. É avivência com ele que o dissemina. Olhar o produto ou serviço, identificar o nicho para ele, adequar um ao outro, descobrir o caminho melhor, equilibrando otempo e os riscos decorrentes, exigem mais do que estudo e feeling; exigem larga experiência nas diversas expertises envolvidas. Voltando aos “pês”, é preciso ter em mente que inovação depende de pessoas, porque são elas que dão conta dos processos epreparam o ambiente para que as coisas fluam. Deve-se estimulá-las com motivação criativa e, ao mesmo tempo, delimitar focos parasua atuação. A motivação criativa é gerada pela disseminação do comportamento criativo. Quanto à necessidade de foco, sem umareferência histórica do produto ou serviço, as pessoas tendem a conectá-los a tudo que pareça “ter a ver” com o negócio. Isto geragrandes margens de erros estratégicos. Imagine que o produto inovador necessite de uma equipe de vendas, mas não existirá na faceda terra quem já tenha experiência em vendê-lo, porque é justamente uma inovação. Desta forma, o critério de experiência torna-se1 Edson Zogbi é Diretor de Marketing do Grupo Projeção, holding de empresas com foco em inovação - www.grupoprojeção.com.br.
  2. 2. relativo na admissão dos vendedores. Automaticamente, tende-se a procurar profissionais que já venderam algo parecido. Isto podeser esmagador para a estratégia, porque vícios, mal-entendidos e falta de adequação serão uma constante contra o sucesso do produtoinovador. O que fazer, então, neste caso? Deve-se abrir o leque de opções ao invés de fechá-lo. O melhor a fazer é optar pela contrataçãode bons vendedores de produtos nada parecidos com a inovação em questão, pois serão mais fáceis de treinar. Parece um paradoxo,mas não é. Delinear um foco para alguém é mais fácil do que mudar o foco de quem está ligado em outra coisa. Seria como pedir,simultaneamente, para dois atiradores acertarem um pato voando, sendo que o primeiro já estava acostumado a atirar em galinhas e osegundo estava apenas aguardando a ordem de tiro, observando a paisagem. Provavelmente, o primeiro vai matar primeiro o pato, porjá estar na posição de tiro, mas o segundo vai procurar entender melhor o vôo dos patos e seu comportamento e vai ser mais eficienteno decorrer do tempo. A gestão da inovação não pode basear-se em pesquisas, porque elas envolvem o que já está instituído e não o que é inovador.Mesmo no caso de pesquisas qualitativas, as repostas não terão a profundidade necessária, ou sofrerão algum tipo de distorção (típicado nosso povo latino). A melhor ferramenta de marketing será a execução de testes, onde podemos utilizar a tecnologia a nosso favor,por exemplo, com o uso de câmeras, que registram, durante a pesquisa, comportamentos nas reações do consumidor seminterferência. Mas isto está restrito a produtos de consumo, que comportam a experiência com eles. Produtos e serviços business tobusiness sugerem avaliações por meio de pilotos, onde a avaliação é mais complexa. Após conseguir montar uma equipe para vender os frutos da inovação, entramos na segunda fase: dar conhecimento a ela,primeiro sobre o produto ou serviço, suas características e aplicações, segundo sobre o nicho encontrado no mercado, como ele secomporta, qual sua relação dentro do segmento de atuação e quem são as pessoas certas para conversar. Este é um detalheimportantíssimo, descobrir as pessoas certas para vender. Afinal, elas estarão apostando na inovação, correndo riscos, e não équalquer profissional que coloca seu emprego ou negócio em risco. O perfil destes profissionais / clientes / prospects é bem específico. São pessoas que se articulam bem onde trabalham e sabemacumpliciar seus superiores / investidores nos novos projetos. São pessoas seguras do que estão fazendo e podem colaborar noprocesso sugerindo mudanças e melhorias sobre o produto. Haverá, inevitavelmente, os casos de profissionais empolgados, mas sempreparo para consumir a inovação, estas serão as piores vendas, caso ocorram problemas eles tenderão a colocar todo o ônus sobre ofornecedor, rompendo imediatamente a relação ou esticando o problema e tentando adaptar as coisas ao seu interesse. No primeiro caso a porta se fecha, no segundo o custo de desfocar e retrabalhar o produto acaba não compensando, chegando adar prejuízo. A inovação deve conter, na estratégia, o custo do processo de aprendizado do mercado. Se apenas impulsionamos asvendas, estaremos transformando o que poderia ser durável num modismo, coisa passageira, com lembranças ruins e grandes chancesde também contaminar a imagem da empresa como um todo. O ditado dos 5% de inspiração e 95% de transpiração para aimplantação de uma idéia é facilmente comprovado na gestão da inovação. Historicamente, as grandes idéias que não tiveram umaestratégia de implantação não deram certo, ou pior, foram “roubadas” por quem sabia fazer a inovação acontecer. Esta é a maiorjustificativa para o P&D convocar o marketing para fazer a gestão da inovação, viabilizando-a.a) Diferencie os conceitos de criatividade e inovação, salientando qual a importância de cada um destes no universo corporativo (Valor 1,0 ponto)b) Em sua opinião, por que o Brasil, mesmo sendo dotado de uma população mundialmente conhecida por sua criatividade (sendo um dos principais ganhadores de prêmios em festivais de Publicidade), é, em contrapartida, um país que não apresenta a mesma tradição no campo das Inovações? (Valor 1,0 ponto)c) Quais são os principais fatores que fazem com que, com o passar do tempo, as pessoas tenham uma forte redução no seu potencial criativo? De que forma este processo poderia ser revertido? Justifique e exemplifique a sua resposta: (Valor 1,0 ponto)2-) A partir dos seus conhecimentos acerca da evolução histórica do Marketing, as diferenças existentes entre asnoções de Consumo e Consumismo e do atual processo de tribalização, bem como das informações presentes no textoabaixo, responda o que se pede (Valor 3,0 pontos): GRUPS MANTÊM, ADULTOS, HÁBITOS TEEN- Heloísa Helvécia da Revista da Folha2 Termo cunhado nos EUA apresenta quarentões que seguem usando tênis AlI Star e escutam bandas novas nos iPods 2 Fonte: Folha de São Paulo. 28 de abril de 2006. p. C 3.
  3. 3. Ninguém precisa se sentir retardado por se ver de calça curta aos 40, vivendo como vivia aos 20. Adultos de hábitosconsiderados próprios da juventude nem sempre são obcecados por aparência, consumistas infantis, portadores de distúrbio. Nemmesmo são um fenômeno novo. Agora, esses senhores e senhoras recebem mais respeito e outra classificação, a revista "New York"batizou-os de grups, (de "grown-ups", adultos), nome tirado de um episódio de Jornada nas Estrelas. "Grups" não são ET’s, mas às vezes são medidos como se fossem. A estilista Soraia Pimenta, 38, enfrentou isso ao ser chamada,um dia, à escola do filho. É que Murilo, 15, em fase "jura que-é-negão", tinha feito spikes (espetos no cabelo), e o colégio nãogostou. “Chego lá, para ouvir a diretora dizer que meu filho chamava muita atenção. Imagine a cara dela quando viu meus dreadlocks”. Com o filho, Soraia aprendeu a amar rap francês – algo típico dessa turma: gostos que coincidem com os das crias. "Se bem que ele acha minhas roupas estranhas e pergunta se não posso ser normal". Os grups podem ser normais; mas não se encaixam no estereótipo do quarentão assentado. Então é chato enfiá-los em outro estereótipo, muito embora usem tênis All Star; falem gíria; tenham "bala" para comprar moda jovem top; escutam bandas novas nos iPods; atuam em áreas charmosas como moda, artes, entretenimento e, quando dá, têm ocupações flexíveis, para pagar as contas sem abrir mão do tempo livre. “É a primeira vez que gerações diferentes compartilham preferências", aponta o sociólogo Dario Caldas, 40, do Observatório de Sinais, bureau de antecipação de tendências. Ele diz que o "juvenismo" é o reflexo, de um lado, de um desejo – compreensível – de querer viver mais, e, de outro, de uma exigência social que difunde valores jovens como a referência máxima. "A fronteira entre idades desapareceu, é preciso redefinir o que é ser adolescente, jovem e adulto. Virou uma salada só. Só a fatia de grups já é uma salada que não se confunde com, mas incluem os kidults – adoradores da Hello Kitty e leitores de Harry Potter, presos a fetiches de criança”. Fora do normal "Você tem 40! Não parece." Esse elogio irrita um grup. Pressupõe que o normal é parecer maracujá de gaveta. A cenógrafa Cláudia Briza, 40, não parece. Passei a ser considerada diferente só porque fiz 40. Nada mudou. Aos 20, era normal, aos 30, também. Agora, virei moderna? Só acho mais simples manter o estilo que criar uma personalidade para cada fase da vida. De regata sob moletom de capuz, fivelinhas aparando o cabelo natural, ela não é do tipo botox-bisturi. Lê mais mangá que revista feminina. Foi na fase adulta que essa mãe de família decidiu montar sua banda de rock. O primeiro CD demo está para sair. Não busco fama. Criei a Lagarta Alada para falar o que penso, é um jeito de protestar” E protesta contra a ditadura das aparências, em músicas como Mulheres Fabricadas ou Patricinhas Metidas a Muito Loucas. Sua parceira de banda, Lívia Beloto, 43, diz que enfrenta preconceito no ambiente do rock. "Estou sempre de camiseta, cinto de tacha e bota. De costas, pareço garota, aí eu viro e já viu, né?". Lívia tem uma A cenógrafa Cláudia Briza (esq.), 40, e Lívia Bellotto, 43, que criaram a banda Lagarta Alada filha de 24, um filho de 22 e um marido 11 anos mais novo. “Espero, daqui a dez anos, estar ainda saindo na balada com meusfilhos e tocando rock”. E quando eu tiver 64 E a voz do Pato Duke, personagem de desenho dos anos 60, na secretária eletrônica de Walkyria Garotti, 40, e JúlioEspírito Santo, 41. Juntos há 13 anos, os dois seguem o que acontece na cultura jovem, do hit ao raro. Na semana do SkolBeats, Júlio estava mais a fim de ver uma banda gótica holandesa. No iPod de Walkyria, rolava Interpol, Kasabian e uns"eletrônicos estranhos". “Eu pergunto ao Júlio o que a gente vai fazer quando for velhinho. Continuar indo a rave?", dizWalkyria, que é designer e tiete do gato Félix. Ela circula entre grups e teens, mas não crê em fim de conflito de gerações."Adolescente tem que se rebelar contra alguém, se não, o que vai ser dele?", diz. Menos pose Do seu observatório, o sociólogo Dario Caldas aposta, em relação à imagem, que vamos ver menos pose. "Depois detanta ênfase, a imagem vai perder importância", diz. "As pessoas continuarão querendo ser jovens, mas sem obsessão, semhomogeneização e sem precisar extremar isso na aparência. O Zeitgeist (espírito do tempo) aponta para o reequilíbrio e oautoconhecimento." Na moda, os ventos sopram sobriedade. "Rappers já usam calça de prega, colete, chapéu. O repertório daelegância começa a ser reativado. Daqui a pouco, boné virado com bermudão vai ser coisa de tiozinho mesmo." Psicóloga diz que há falta de conflito A geração dos "mais velhos" faz muita falta, na avaliação da psicóloga e psicanalista Mafalda Pepe, 48, professora docurso de especialização em psicoterapia psicanalítica da adolescência no instituto Sedes Sapientiae. "Nossos pais não sabiam oque era certo e errado, e nos diziam de modo autoritário como tínhamos de fazer para ser feliz. Mas nos rebelávamos, etínhamos uma definição clara de quem era quem nas relações. Hoje, quando se pensa na referência que um adulto deve ser para
  4. 4. quem vem depois, há um vácuo", diz. Segundo ela, que dá aula para educadores, ninguém mais quer ocupar o "lugar doadulto”. "A tendência é a gente se colocar como cúmplice do filho ou do aluno. Ficar no nosso lugar implicaria suportar ummovimento de rebeldia, que não há mais, por causa dessa cumplicidade. Não tem conflito, é como se uma geração tivessedesaparecido". O lugar do adulto, no raciocínio da professora, acaba ocupado pela publicidade, pela TV. "A mídia é que vaidizer para todo mundo e para o jovem em especial o que ele deve ser, o que é bacana, no que investir o tempo, a energia. Umaspecto ruim do fenômeno é esse", afirma Pepe. GERAÇÃO CANGURU - Gilberto Dimenstein Ao mapear novas tendências de consumo no Brasil, Jovens relataram que nunca usaram, nem mesmo umapublicitários acreditam ter detectado a "Geração Canguru". vez, roupas que adquiriram. Aposentam aparelhosSão jovens bem-sucedidos profissionalmente, têm entre 25 e eletrodomésticos comprados recentemente porque já estariam30 anos de idade e vivem na casa dos pais. O interesse neles defasados.é óbvio: compõem um nicho de consumidores com alto Psicólogos suspeitam que essa atitude seja uma fuga parapoder aquisitivo. aplacar a ansiedade e a carência, provocadas, em parte, pela falta Ainda na "bolsa" da mãe, eles mostram que mudaram de limite. Imaginando-se modernos, pais tentam ser amigos deas fronteiras entre o jovem e o adulto. Até pouquíssimo seus filhos e, assim, desfaz-se a obrigação de dizer não etempo atrás, um marmanjão de 30 anos, enfiado na casa dos enfrentar o conflito.pais, seria visto como uma anomalia, suspeito de algum O resultado é, no final, uma desconfiança, explicitadadesequilíbrio emocional que retardou seu crescimento. pelos entrevistados, ainda maior em relação aos adultos. Outro O efeito "canguru" revela que pais e filhos estão estudo, desta vez patrocinado pela MTV, detectou um início demutuamente mais compreensivos e tolerantes, capazes de tendência entre os jovens de insatisfação diante de paislidar com suas diferenças. Para quem se lembra dos extremamente permissivos. Estão demandando adultos mais paisconflitos familiares, do passado, marcados pelo choque de do que amigos.gerações, os "cangurus" até sugerem um grau de civilidade. Para complicar ainda mais a insegurança das crianças eNão é tão simples assim. Estudos de publicitários dos adolescentes, a violência nas grandes cidades leva os pais,divulgados nas últimas semanas indicam um lado compreensivelmente, a pilotar os filhos pelas madrugadas, paratumultuado - e nem um pouco saudável - dessa relação saber se não sofreram uma violência. Brincar nas ruas estáfamiliar. Por trás das frias estatísticas sobre tendência do desaparecendo da paisagem urbana, ajudando a formar seresmercado, a pergunta que aparece é a seguinte: até que ponto obesos, presos ao computador.os brasileiros mais ricos estão paparicando a tal ponto seus Há pencas de estudo mostrando como a brincadeira,filhos que produzem indivíduos com baixa autonomia? dessas em que nos sujamos, ralamos o joelho na árvore, ajuda a Ao investigar uma amostra de 1.500 mães e filhos, no desenvolver a criatividade, o senso de autonomia e deRio e em São Paulo, a TNS InterScience concluiu que 82% cooperação. É um espaço de estímulo à imaginação.das crianças e dos adolescentes influenciam fortemente as Todos sabem como é difícil alguém prosperar, comcompras das famílias. A pressão é especialmente intensa nas autonomia, se não souber lidar com a frustração. Muito se estudaclasses A e B, cujas crianças, segundo os pesquisadores, sobre a importância da resiliência - a capacidade de levar tombosempregam cada vez mais a estratégia das birras públicas e levantar como um elemento educativo fundamental.para ganhar, na marra, o objeto de desejo. Professores contam, cada vez mais, como os alunos não Com medo das birras, as mães tentam, segundo a têm paciência de construir o conhecimento e desistem logopesquisa, driblar os filhos e não levá-los às compras, quando as tarefas se complicam um pouco. Por isso, entre outrasespecialmente nos supermercados, mas, muitas vezes, razões, os alunos decepcionam-se rapidamente na faculdade, queacabam cedendo. Os responsáveis pelo levantamento da exige mais foco em poucos assuntos.InterScience atribuem parte do problema ao sentimento de Os educadores alertam que muitos jovens têm dificuldadeculpa. Isso porque, devido ao excesso de trabalho, os pais de postergar o prazer e buscam a realização imediata dos desejos;ficam muito tempo longe de casa e querem compensar a respondem exatamente ao bombardeamento publicitário,ausência com presentes. inclusive na ingestão de álcool, como vamos testemunhar, mais Uma pesquisa encomendada pelo Núcleo Jovem da uma vez, nas propagandas de cerveja neste verão. Daí o risco deAbril detectou que muitos dos novos consumidores vivem termos "cangurus" que fiquem cada vez mais na bolsa (e nouma ansiedade tamanha que nem sequer usufruem o que bolso) dos pais.levam para casa. Já estão esperando o produto que vai sair.É ninfomania consumista. Fonte: Folha de São Paulo. 12 de Dezembro de 2008. p. C 8.
  5. 5. A ERA DA EXCLUSÃO SOCIAL3 - Aluísio Pimenta4 O professor, cientista político e pai da sociologia moderna, Alain Touraine, em conferência na Universidade Cândido Mendes,no Rio de Janeiro, chamou nossa atenção para o grave problema da exclusão – a consequência mais nefasta da globalização. Segundoele, nós ainda pensamos que a luta está entre os que estão por baixo e querem subir e os que estão por cima e não querem cair. Na verdade, a coisa tornou-se totalmente diferente. Hoje, a luta é entre aqueles que estão se apossando das riquezas, isto é,estão dentro, e os que estão fora, ou excluídos. Mas uma vez o professor Touraine nos chama a atenção: "no mundo industrializado opercentual de excluídos gira em torno de 30%. Nos países emergentes os excluídos alcançam 50% ou mais." É que a globalização deumuita ênfase aos fatores financeiros. Desenvolveu-se uma cultura do mundo financeiro em detrimento do mundo social. Mesmoaqueles que vivem de seus salários só falam em bancos, capitais e juros. A exclusão tem levado a profundas mudanças nos hábitos e comportamentos, inclusive dos países desenvolvidos da Europa. Osestudiosos têm descrito o que ele chama de "geração canguru" – em referência ao fato dos filhotes de canguru, por serem marsupiais,viverem por muito tempo na bolsa materna. São jovens entre 20 e 30 anos que continuam vivendo na casa dos pais e só tardiamenteprocuram construir seus lares. São extremamente citados, neste particular, os casos da França e da Espanha, mas a "geração canguru" é, hoje, enorme mesmonos países anglo-saxões. Na Espanha, país onde a taxa de desemprego é das mais elevadas do mundo, já se observa que 60% dosjovens entre 25 e 30 anos vivem na casa dos pais. O que vem ocorrendo também na França. Na década dos 80 a percentagem de jovens com 20 anos que moravam na casa dos pais era de cerca de 59%. Na décadaseguinte passou para 72%. O responsável por essa mudança foi o desemprego. Na França, no início dos anos 80, podia-se observarque 29,5% dos jovens com 20 anos tinha emprego estável. Dez anos depois este número baixou para 9,5%. Estatísticas recentes indicam que 13,6% dos jovens franceses, entre 21 e 24 anos, estão desempregados. No que se refere aospaíses da América Latina e ao Brasil não há necessidade de estatísticas. Elas estão sangrando aos nossos olhos e a violência aberta éuma demonstração clara e gritante. A política financeira em detrimento de uma política social está destruindo a classe média, nãosomente nos países do chamado Terceiro Mundo, mas também nos industrializados. Calcula-se que existam, nos paísesdesenvolvidos, sete pobres para cada da classe média. Na América Latina esta percentagem dobra. Outro fato que os sociólogos descrevem na "geração canguru" é o de uma profunda mudança no comportamento dos jovens,causando muitas vezes problemas em família, principalmente atritos entre pais e filhos. É que hoje, devido à alta taxa de desemprego,os jovens adiam seus casamentos e passam a namorar nas casas paternas, deixando os familiares perplexos. Tudo o que se disse leva-nos a pensar na necessidade de mudarmos esta sociedade da cultura financeira, do desemprego e daexclusão para uma sociedade mais humana, mais justa e solidária. É quando Alain Touraine nos adverte: "chegou o momento de sesuperar a discussão financeira e encarar os reais problemas da exclusão e da desigualdade social. Ainda estamos muito atrelados auma idéia, que foi dominante e fazia sentido num determinado momento, de que para salvar a economia era preciso sacrificar osocial." É urgente construir uma sociedade mais vinculada à comunidade. A altíssima taxa de desemprego é intolerável, especialmenteentre os jovens que estão, com isso, cada vez mais próximos da violência, das drogas e do crime. Vamos agir dentro daquele pensamento do Padre Lebret: "O engajamento é ato misericordioso impelido pela justiça, animadopelo amor. Não se agarrar tanto aos males, mas às suas causas. Para que gemer? O que é preciso e atracar-se corpo a corpo com o mal,atacá-lo e vencê-lo." De posse dos dados apresentados nos textos, bem como de outras fontes complementares de consulta: a) tendo como ponto de partida o texto obrigatório do bimestre, o qual promove uma distinção entre os conceitosde Consumo e Consumismo, saliente quais são as principais diferenças entre estes, bem como a forma através daqual este (ou seja, o Consumismo) impulsionou as atividades relacionadas ao Marketing e, por conseguinte, as demaismodalidades de comunicação (Valor 1,0 ponto): b) Formule um produto (que tenha uma maior vinculação ao setor de serviços5), destinado à geração grups e/oucanguru, bem como demonstre a sua viabilidade técnica, ou seja, a possibilidade deste ser implementado nomercado brasileiro (Valor 1,0 ponto): c) Cite, explique e justifique quais os principais atributos que deveriam estar presentes em uma campanhapublicitária, que vise a sensibilizar as pessoas, a adquirirem o serviço desenvolvido (lembre-se que, nacontemporaneidade, o mais importante é se salientar os benefícios para os clientes e não mais os atributos dosprodutos):3 Fonte: Folha de São Paulo. Quarta-feira, 11 de Agosto de 1999. p. C 3.4 Aluísio Pimenta é membro da Academia Mineira de Letras, ex-Reitor da UFMG e da UEMG.5 As principais características estão nos slides das aulas e são: Intangibilidade, Perecibilidade, Variabilidade, Inseparabilidade e baseado em Recursos Humanos(RH).

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