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A crise internacional e as mulheres katia born

  1. 1. 1 “A Crise Internacional e as Mulheres” Katia Born Ribeiro PSB ALAGOASPSB NO FÓRUM SOCIAL TEMÁTICODE 24 A 29 DE JANEIRO DE 2012 – PORTO ALEGRE – RSA CRISE INTERNACIONAL De acordo com o Observatório Brasil da Igualdade de Gênero, Boletim Mulher eTrabalho da SPM, a crise internacional foi desencadeada com a crise do mercado de hipotecassubprine, nos Estados Unidos. E teve como conseqüência, uma desconfiança nos mercadosfinanceiros, gerando uma crise de liquidez, com sérios efeitos sobre a produção, o emprego e arenda ao redor do mundo. No contexto da economia mundializada, em que, investimentos, capitais, pessoas eempresas de dezenas de países se relacionam diretamente, se deslocam, se afetam e semisturam dificilmente uma crise financeira econômica, desencadeada em um País centraldeixa de ser sentida no resto do mundo. Atualmente, o Instituto de Pesquisa Aplicada – IPEA, em seu comunicado nº 130, alertasobre o agravamento da crise na Europa que pode elevar a economia brasileira a um círculovicioso, onde o desaquecimento mais intenso da atividade econômica se propagará com forçapara o mercado de trabalho, levando a menos expansão da renda, podendo piorar naatividade industrial já estagnada.OS IMPACTOS GERAIS DA CRISE INTERNACIONAL NA ECONOMIA BRASILEIRA Os primeiros sinais da crise internacional sobre o mercado de trabalho brasileiro semanifestaram ainda, em outubro de 2008, quando começou a haver uma diminuição no ritmode queda do emprego verificado no país, que é seguida, a partir de janeiro de 2009, peloaumento das taxas de desemprego em proporções superiores ao que se poderia atribuir àsazonalidade do período. Segundo o IPEA, caso a atual crise européia se transforme em nova crise financeiraglobal, acompanhada por congelamento dos canais de financiamento e forte retração dademanda mundial, os efeitos seriam fortemente sentidos no Brasil. Neste cenário, haveriaqueda no fluxo líquido de entrada de capitais estrangeiros no País, devido ao aumento dosníveis globais de aversão ao risco, podendo haver redução de linhas de crédito internacionais,o que dificultaria captações de empresas brasileiras no exterior e recuo nos preços dos papéisnas empresas brasileiras nos mercados de ações.
  2. 2. 2A CRISE ECONÔMICA INTERNACIONAL E OS IMPACTOS SOBRE A VIDA DAS MULHERES Nos últimos anos tem-se falado muito na crise financeira que tem interferido na vidade milhões de pessoas de todos os continentes do planeta. Um dos temas que mais se discuteé o que gera consequências no mercado de trabalho brasileiro. No entanto, dentro dasdiscussões sobre o tema, ignoram-se os impactos da crise sobre a oferta e a qualidade dosempregos por sexo. Podemos dizer, por exemplo, que a população feminina é a maisprejudicada em razão da sua inserção mais precária no mercado de trabalho. A crise econômica internacional e as respostas equivocadas a ela intensificam afeminização da pobreza. Por isso, combater as consequências e também as causas da crise éessencial para o empoderamento das mulheres. Existem indícios, de que o contexto da crise internacional retirou mais mulheres domercado de trabalho do que homens. Em outras palavras, parece que o baixo dinamismoeconômico, tem empurrado as mulheres para a inatividade, apresentando uma maiorprobabilidade de que mulheres retornem às suas casas e se responsabilizem pelas atividadesdomésticas do que os homens, seja pelo fato de que trabalhavam em pequenosempreendimentos familiares que não sobreviveram à crise, seja porque a perda derendimento familiar impossibilitou a manutenção de uma empregada doméstica quedesenvolviam atividades que agora deverão ser desempenhadas por ela, ao passo que atrabalhadora doméstica dispensada pode voltar também, para a “inatividade”. Desse modo, asmulheres que perdem seus postos de trabalho não se tornam necessariamentedesempregadas, pois desistem de procurar emprego e caem na inatividade. Como se observou, o processo de feminização do mercado de trabalho, nos últimosanos foi refreado. Apesar de os homens terem perdido mais empregos que as mulheres nosetor formal – e isto porque o setor de atividade econômico mais atingido foi a indústria, que étradicionalmente de ocupação masculina – as mulheres em geral, se retiraram mais domercado de trabalho.AS MULHERES SÃO FUNDAMENTAIS NA SUPERAÇÃO DA CRISE INTERNACIONAL Segundo Alain Touraine (sociólogo francês), “as mulheres ainda não se deram conta daimportância que têm para a superação da crise mundial. A crise mundial é um reflexo do“triunfo” do capital financeiro sobre os valores sociais, por isso, acredito que a superação daturbulência atual será possível por meio de 03(três) bandeiras: a defesa dos direitos humanos,da ecologia e do feminismo”. É importante ressaltar, que as mulheres são agentes principais da transformaçãosocial, pois detêm a importância do processo de estabelecer um sistema mais voltado para asnecessidades dos indivíduos, uma vez que possuem atributos com característicasmodificadoras, diferentes e transformadoras, pois têm aprendido ao longo do tempo aconviver com as diferenças e adversidades. Hoje, as mulheres percebem-se mais livres, donas das suas escolhas, mantenedora dassuas conquistas, empoderadas e decididas a não mais serem submissas e reprimidas, podendodesenhar a direção de suas vidas.
  3. 3. 3 Muitos são os estudos internacionais que concluem que a igualdade entre mulheres ehomens é um elemento, não somente de consolidação dos direitos da cidadania, comotambém de desenvolvimento econômico e social. É de crucial importância, a garantia deoportunidades para o acesso, permanência e ascensão de homens e mulheres no mercado detrabalho. Portanto, o trabalho das mulheres deve ser valorizado em todas as suas formasreduzindo a distância que existe entre homens e mulheres. “Enquanto o homem e a mulher não se reconhecerem como semelhantes, enquanto não se respeitarem comopessoas em que do ponto de vista social, político e econômico, não há a menor diferença. Os seres humanos estarão condenados a não verem o que tem de melhor, a sua liberdade.” (Simone de Beauvoir) Texto base para a oficina ‘A Crise Internacional e as Mulheres’

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