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O momento de dizer não

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Pode parecer estranho, mas muitas vezes dizer “não” pode ser a melhor maneira de nos afirmar. Nem sempre percebemos, mas em diversos momentos dizemos “sim” quando na realidade gostaríamos de ter dito “não”.

Por Bruno Carrasco, psicoterapeuta que valoriza cada pessoa em seu modo de ser singular, promovendo seu autoconhecimento e sua autonomia para lidar com as dificuldades que atravessa, ampliando suas possibilidades de ser e de escolher sua vida.

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O momento de dizer não

  1. 1. O momento de dizer não Pode parecer estranho, mas muitas vezes dizer “não” pode ser a melhor maneira de nos afirmar. Nem sempre percebemos, mas em diversos momentos dizemos “sim” quando na realidade gostaríamos de ter dito “não”.
  2. 2. O “sim” confirma, aceita uma condição ou situação que alguém ou algo externo a nós nos propõe, enquanto que o “não” expressa nossa liberdade de não querer ou de não concordar. Aprendemos socialmente a dizer “sim” para agradar as pessoas com as quais convivemos, pois fomos ensinados culturalmente a agradar os outros, porém acabamos nos esquecendo de agradar a nós mesmos. Agindo assim, aceitamos situações que não gostaríamos de aceitar, concordamos com ideias que discordamos e fazemos coisas que não queremos. Se deixamos de dizer “não” em alguns momentos pode nos gerar uma enorme sensação de mal estar, seja por não nos posicionar perante outras pessoas no que sentimos e queremos, ou por não nos sentirmos autênticos, vivendo em função do que os outros querem, sem fazer valer o que nós queremos. Deixamos de lado os nossos desejos para dizer “sim” para pessoas que amamos e até para pessoas que pouco conhecemos, pois queremos nos sentir aceitos e queridos.
  3. 3. Faz parte de nosso desenvolvimento pessoal e amadurecimento emocional dizer “não”. Discordamos do que não queremos para escolher o que realmente queremos. Em nossa adolescência, por exemplo, dizemos “não” aos nossos cuidadores quando discordamos de seus modos de nos tratar, assim demonstramos nossa oposição a maneira como eles querem que sejamos para desenvolver a nossa identidade própria. Usamos o “não” como uma antítese ao modo de ser que fomos ensinados, e é por meio desse “não” que fazemos escolhas em nossa vida, desenvolvendo nossa identidade como resultado da relação entre os modos de ser que fomos ensinados e as nossas negações. Quando percebemos o que não gostamos ou o que não nos faz sentido, podemos fazer melhores escolhas, afirmando o que somos e o que queremos. Perceber o que não queremos e discordar quando necessário pode ser um meio de nos conhecer.
  4. 4. Enquanto o “sim” concorda e deixa as coisas como estão, mantendo tudo como está posto, o “não” apresenta uma contraposição, possibilitando uma mudança no habitual. Aprender a usar o “não” de maneira que nos valorize e que não desrespeite o outro é um grande desafio para nosso desenvolvimento, é uma atividade a se experimentar em favor de nós mesmos. “É preciso coragem para crescer e tornar-se o que você realmente é.” (E. E. Cummings)
  5. 5. Texto por Bruno Carrasco, psicoterapeuta que atua em favor da resolução de dificuldades internas, do autoconhecimento e da realização pessoal. Trabalha com terapia online e mapeamento existencial. Ser e conviver www.sereconviver.com

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