Viol^Ncia De G^Nero Ihu

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Viol^Ncia De G^Nero Ihu

  1. 1. Violência de Gênero: o caminho das mulheres no enfrentamento ao sofrimento Stela Nazareth Meneghel Élida Azevedo Hennington 2006
  2. 2. <ul><li>Violência gênero – problema de saúde pública, problema social, fenômeno mundial (OMS, 1990) </li></ul><ul><li>Violência intrafamiliar: práticas aprendidas, organização social desigual, patriarcado e sistema de gênero </li></ul><ul><li>Qualquer ato que resulta ou possa resultar em danos ou sofrimento físico, sexual, psicológico, patrimonial da mulher, ameaças, coerção ou privação de liberdade em público ou na vida privada, assim como castigos, pornografia, maus tratos, agressão sexual e incesto (PALTIEL, 1993, HARTIGAN, 1997; HYMAN, 2000; MENEGHEL, 2003) </li></ul>pressupostos
  3. 3. <ul><li>1/5 população feminina mundial – já sofreu violência física ou sexual em algum momento da vida </li></ul><ul><li>América Latina – 25 a 50% das mulheres; Brasil – 23 a 44% </li></ul><ul><li>Feminização da pobreza, salários desiguais </li></ul><ul><li>Custos: 14% PIB (JORNAL REDE SAUDE, 1999; BRASIL, 2002) </li></ul><ul><li>Porto Alegre – UBS – 52% prevalência, 12% co-existência 3 tipos (KRONBAUER & MENEGHEL, 2005) </li></ul>dados estatísticos
  4. 4. <ul><li>Vulnerabilidades: auto-estima, auto-imagem, auto-cuidado e dos filhos, trabalho e integração social </li></ul><ul><li>conseqüências maiores do que todos os tipos de câncer </li></ul><ul><li>Físicos: obesidade, dor crônica, distúrbios gastrintestinais, ginecológicos </li></ul><ul><li>Emocionais: depressão, ansiedade, solidão, estresse crônico, consumo abusivo de álcool e drogas, suicídio </li></ul><ul><li>Diminuição dos anos saudáveis de vida (GIFFIN, 1994; FRANCO, 2000; SAGOT, 2000, OMS, 2004) </li></ul>efeitos
  5. 5. fatores associados <ul><li>Individuais – idade jovem, alcoolismo, depressão, baixa renda, história familiar de violência </li></ul><ul><li>relacionais – conflito e instabilidade matrimonial, domínio masculino </li></ul><ul><li>comunitários – pobreza e pouco capital social </li></ul><ul><li>sociais - normas tradicionais de gênero e apoio à violência (KRUG, 2003) </li></ul>
  6. 6. políticas públicas <ul><li>Brasil - Políticas públicas </li></ul><ul><li>1. Programas focalizam políticas sociais; efeito multiplicador sobre a família (materno-infantil) </li></ul><ul><li>2. Demandas formuladas pelo movimento feminista, perspectiva dos direitos e espaço da cidadania (atenção integral e combate á violência) </li></ul><ul><li>Delegacias de Defesa da Mulher – anos 1980 </li></ul>
  7. 7. a rota crítica <ul><li>OPAS - 16 comunidades/10 países: Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá; 3 andinos: Peru, Bolívia, Equador </li></ul><ul><li>Trajeto percorrido pelas mulheres em situação de violência </li></ul><ul><li>Protocolo elaborado pesquisadores, ativistas e instituições: prevenção, combate e erradicação da violência contra as mulheres </li></ul>Gênero, etnia y salud, OPAS, 2005
  8. 8. objetivos <ul><li>Estabelecer a trajetória de mulheres em situação de violência intrafamiliar e de gênero, identificando os pontos críticos e propondo medidas de intervenção, fomentando a construção de redes de combate à violência. </li></ul><ul><ul><li>Conhecer a trajetória de mulheres na superação da violência; </li></ul></ul><ul><ul><li>Identificar a participação de serviços públicos e ONGs no apoio às mulheres em situação de violência; </li></ul></ul><ul><ul><li>Analisar as práticas discursivas das mulheres e operadores do social, enfocando os sentidos da violência e do seu enfrentamento; </li></ul></ul><ul><ul><li>Realizar intervenções como grupos, oficinas, seminários e outros eventos, fomentando o enfrentamento às violências. </li></ul></ul>
  9. 9. método <ul><li>Estudo vinculado à pesquisa “Diagnóstico e estratégias de enfrentamento às violências em São Leopoldo” </li></ul><ul><li>Estudo multicêntrico – São Leopoldo/Lanús </li></ul><ul><li>Abordagem qualitativa </li></ul><ul><li>Fontes de dados: </li></ul><ul><ul><ul><li>Entrevistas em profundidade </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Grupos dispositivo </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>mulheres e operadores do social </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Grupos dispositivo:catalizador capaz de produzir focos de criação e subjetividade. Dispositivo – algo que faz funcionar, que produz novos conhecimentos e acentua as múltiplas vozes dos atores envolvidos produzindo subjetividade coletiva (BENEVIDES DE BARROS, 1994,1997) </li></ul></ul></ul>
  10. 10. método <ul><li>Plano de análise </li></ul><ul><li>Práticas discursivas – maneiras pelas quais as pessoas, por meio da linguagem, produzem sentidos e se posicionam nas relações sociais, podendo gerar rupturas, mudanças, ressignificações (IÑIGUEZ, 2003; SPINK, 2000, 2004) </li></ul><ul><li>Mapas dialógicos </li></ul><ul><ul><li>repertórios lingüísticos </li></ul></ul><ul><ul><li>transgressões das máximas conversacionais </li></ul></ul>
  11. 11. <ul><li>2 grupos de discussão </li></ul><ul><li>15 participantes/26 convidados: </li></ul><ul><li>SAE, 1º DP(legista, 2 psicólogos), Secretaria Segurança (2), Assessoria Jurídica, Coordenadoria da Mulher, EST (2), ONG Palmares, Fórum Mulheres, Escola, Centro referência </li></ul><ul><li>Propostas do grupo: </li></ul><ul><ul><li>entrevistar os homens agressores </li></ul></ul><ul><ul><li>Participar na pesquisa – pesquisa ação – 3º grupo </li></ul></ul>Resultados preliminares: 2006/2
  12. 12. etapa atual: 2006/2 <ul><li>Elaboração de listas para entrevistas das 27 mulheres em situação de violência: </li></ul><ul><ul><ul><li>física – 18 </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>sexual 3 </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>patrimonial 3 </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>emocional 3 </li></ul></ul></ul><ul><li>Dúvidas: </li></ul><ul><ul><ul><li>Dois serviços (DP e Centro de Referência) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Domicílio X instituição </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Entrevistar os maridos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Entrevistar os locais faltosos nos grupos de discussão </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Dois grupos focais na comunidade </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Genograma </li></ul></ul></ul>
  13. 13. mulher <ul><li>Você fica fazendo o serviço da casa </li></ul><ul><li>esse eterno vai-e-vem do feminino </li></ul><ul><li>cortar a carne, lavar a louça, limpar a bunda </li></ul><ul><li>plantar o cereal, enterrar o morto, </li></ul><ul><li>debulhar o grão, colher o cocô do bicho. </li></ul><ul><li>O universo das mulheres: o corpo, a comida </li></ul><ul><li>o excremento, a morte, o nascimento </li></ul><ul><li>a leitura sem fim </li></ul><ul><li>o eterno retorno </li></ul><ul><li>Esse jogo só ocupa as mãos </li></ul><ul><li>o espírito e a alma andam errantes.Pelaí. </li></ul><ul><li>reconstituem gestos, odores, toques, vislumbres </li></ul><ul><li>A alma sonâmbula se perde em outros mundos </li></ul><ul><li>Não a sobressaltes que ela vai embora: Paris ou Bangladesh? </li></ul><ul><li>Cash. </li></ul><ul><li>Eu vejo deus, o deus adolescente, trapaceiro e andarilho </li></ul><ul><li>o deus do grão e do vinho </li></ul><ul><li>delírio </li></ul><ul><li>me beija na boca e me abençoa </li></ul><ul><li>Somos tão iguais: eu, a negra serviçal, a crente dos cabelos espontados da igreja apocalíptica </li></ul><ul><li>E aquela outra que afogou o bebê no chiqueiro </li></ul><ul><li>e agora canta embalando uma espiga de milho </li></ul><ul><li>Somos uma só. </li></ul>
  14. 14. mulheres...

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