AbundâNcia, Riqueza E ComposiçãO De EpíFitos Vasculares

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AbundâNcia, Riqueza E ComposiçãO De EpíFitos Vasculares

  1. 1. ABUNDÂNCIA, RIQUEZA E COMPOSIÇÃO DE EPÍFITOS VASCULARES EM FLORESTA COM ARAUCÁRIA E MONOCULTURAS ARBÓREAS Carlos R. Boelter & Carlos Fonseca Introdução A Floresta com Araucária sofreu uma drástica redução de sua distribuição geográfica, tendo sido substituída por pastagens para criação de gado, áreas agrícolas e extensas plantações de monoculturas arbóreas. Atualmente ela se encontra fragmentada, restando menos de 1% da sua cobertura original. As epífitas vasculares contribuem com cerca de 10% da diversidade de todas as plantas vasculares do mundo, sendo um importante componente das florestas tropicais e subtropicais úmidas do planeta. Para floresta com Araucária as epífitas contribuem com 15% do total das espécies de plantas. Mosaicos de vegetações constituídos por fragmentos florestais e plantações arbóreas podem alterar a estrutura da comunidade epifítica. Metodologia Resultados Área de estudo/Floresta Nacional de São Francisco de Paula, RS. Testar como a abundância, a riqueza e composição de epífitos vasculares são afetadas pela substituição da Floresta com Araucaria por monoculturas arbóreas de Araucaria , Pinus e Eucalyptus . Objetivos Conclusão Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS, Laboratório de Interação Animal-Planta Av. Unisinos, 950, São Leopoldo, RS, e-mail: cfonseca@unisinos.br Densidade (indivíduos/árvore) [log] F [3,8] = 47,8, P<0,001 Riqueza FO PA PP PE Habitat Densidade (frondes / árvore) [log] FO PA PP PE Habitat FO PA PP PE Habitat F [3,8] = 52.5, P < 0,001 F [3,8] = 42,5, P < 0,001 a b c c c b a a a b c d MOSAICO AMBIENTAL Plantações antigas (12-59 anos) pequenas e de manejo leve diferente das monoculturas comerciais (12 réplicas de 100X100 m) 25 árvores (DAP>10) 300 árvores Este trabalho demonstra que monoculturas arbóreas de Pinus e Eucalyptus , mesmo com idades avançadas, não contribuem para a conservação das epífitas vasculares. Entretanto, plantações antigas de Araucária contribuem positivamente para a conservação de algumas espécies. Reservas de Floresta com Araucária são fundamentais para preservação de um grande número de espécies epifíticas. A composição de espécies das monoculturas são subgrupos da Floresta com Araucária Delineamento Amostral Floresta Ombrófila mista (FO) Plantação de Araucaria (PA) Plantação de Pinus (PP) Plantação de Eucalyptus (PE) Réplica Pteridófitas Epifíticas (Nº de Frondes) Angiospermas Epifíticas (Nº de indivíduos) Número de Registros Jaccard-Avarege Linkeg A diversidade de epífitas é maior em Floresta com Araucaria em relação as monoculturas de Araucaria, Pinus e Eucalyptus . 6.139 indivíduos e 44 espécies de Angiospermas epifíticas 49.614 frondes e 18 espécies de Pteridófitas epifíticas 10 30 50 70 90 10 30 50 70 90 -1 0 1 2 3 0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 0 10 20 30 40 PA PE FO PP FO 1 FO 2 FO 3 PE 1 PE 2 PP 1 PP 2 PA 1 PA 2 PA 3 PP3 PE3
  2. 2. FLORESTA COM ARAUCÁRIA RESISTE À INVASÃO POR ÁRVORES EXÓTICAS Carine Emer & Carlos Roberto Fonseca Laboratório de Interação Animal-Planta, UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos, RS - [email_address] INTRODUÇÃO A invasão de espécies exóticas tem sido considerada a segunda maior causa de perda de biodiversidade no planeta. Somado a essa perda invalorável, o processo de invasão tem causado grandes impactos na economia, na saúde humana e na cultura local. A invasão ocorre quando uma espécie exótica, aquela trazida de sua área de ocorrência natural pela ação do homem, é capaz de estabelecer-se em uma nova região, produzir descendentes férteis e dispersar-se independentemente da chegada de novos propágulos. O processo de invasão depende da interação de três fatores principais: a invasibilidade do ecossistema (o quanto o ecossistema é suscetível à invasão), o potencial invasor da espécie exótica e a pressão de novos propágulos no ambiente. Apesar da evidente importância e problemática das espécies exóticas, poucos são os estudos sobre invasibilidade na América do Sul e raros os estudos no ecossistema Floresta com Araucária. A Floresta com Araucária é considerada um ecossistema prioritário para a conservação, restando em torno de 5% da cobertura original. Monoculturas arbóreas com espécies exóticas, como Pinus e Eucalyptus , representam uma ameaça potencial à floresta nativa devido a grande capacidade de invasão demonstrada por estas espécies. OBJETIVOS (i) testar diferenças no estabelecimento de Pinus taeda e Eucalyptus saligna entre áreas de Floresta com Araucária e áreas de monoculturas arbóreas (ii) comparar o estabelecimento das espécies exóticas com aquele apresentado pela espécie nativa Araucaria angustifolia MATERIAIS E MÉTODOS Floresta Nacional de São Francisco de Paula, RS, Brasil QUATRO HABITATS 12 ÁREAS DE 100 x 100 m ESPÉCIES EXÓTICAS ESPÉCIE NATIVA Plantação de Eucalyptus Plantação de Pinus A mortalidade foi maior para as espécies exóticas Mantel, χ 2 = 66,397, g.l. = 2, P < 0,001 Tempo (meses) Função de sobrevivência Mantel, χ 2 = 24,963, g.l. = 3, P < 0,001 Pinus taeda não sobreviveu em Floresta com Araucária Habitat: F [3,8] = 4,456, p = 0,304 Habitat: F [3,8] = 1,158, p = 0,384 A performance de Eucalyptus saligna não variou entre habitat Habitat: F [3,8] = 4,456, p = 0,040 Habitat: F [3,8] = 3,769, p = 0,059 RESULTADOS Todas as sementes de Araucaria angustifolia foram removidas, independente do habitat <ul><li>DISCUSSÃO </li></ul><ul><li>A resistência da Floresta com Araucária à invasão das espécies exóticas foi explicada pelas altas taxas de predação de sementes e de mortalidade de plântulas, o que levou a uma baixa densidade de plantas estabelecidas. </li></ul><ul><li>A alta densidade de roedores na área explica a rápida remoção de sementes, sendo um importante fator determinando a baixa densidade das espécies exóticas. Além disto, luz foi um importante fator limitante para Eucalyptus . Observações de campo sobre as causas de mortalidade indicam também a relevância de patógenos em Plantação de Pinus. A incidência de herbívoros foi relativamente baixa, não parecendo ser um importante fator de mortalidade. </li></ul><ul><li>Araucaria angustifolia apresentou performance equivalente em áreas de Floresta com Araucária e em áreas de monoculturas arbóreas, sendo que a sua mortalidade foi independente da condição luminosa. </li></ul><ul><li>A maior riqueza de espécies da Floresta com Araucária e sua maior integridade parecem ser determinantes para sua resistência à invasão. </li></ul>REMOÇÃO DE SEMENTES Agradecimentos : ÁREA (1 ha) ANÁLISE DE SOBREVIVÊNCIA A sobrevivência de Araucaria angustifolia foi similar entre habitats ESTABELECIMENTO DENSIDADE DE PLANTAS JOVENS Mantel, χ 2 = 23.553, g.l. = 3, P < 0,001 Eucalyptus saligna não sobreviveu em Floresta com Araucária Araucaria angustifolia Pinus taeda Eucalyptus saligna ESPÉCIE Floresta com Araucária Plantação de Araucaria Plantação de Eucalyptus Plantação de Pinus HABITAT A performance de Pinus taeda não variou entre habitat A performance de Araucaria angustifolia não variou entre habitat Luz influencia a sobrevivência de Eucalyptus saligna Jovens de Pinus taeda e Eucalyptus saligna não estão presentes em Floresta com Araucária Araucaria angustifolia Pinus taeda Eucalyptus saligna CONCLUSÃO Pinus taeda e Eucalyptus saligna têm baixo potencial de se tornarem invasoras em ecossistemas preservados de Floresta com Araucária. Eucalyptus saligna Pinus taeda Araucaria angustifolia HABITAT FO – Floresta com Araucária PA – Plantação de Araucaria PE – Plantação de Eucalyptus PP – Plantação de Pinus 100 m 25 m 10 m 25 m 50 m 50 m 100 m 25 m 10 m 25 m 50 m 50 m 100 m 25 m 10 m 25 m 50 m 50 m 100 m 25 m 10 m 25 m 50 m 50 m 100 m 25 m 10 m 25 m 50 m 50 m 100 m 25 m 10 m 25 m 50 m 50 m Plantação de Araucária Floresta com Araucária Tempo (meses) Função de sobrevivência Plantação de Araucária Plantação de Eucalyptus Floresta com Araucária Plantação de Pinus Todas as sementes de Pinus taeda foram removidas após alguns dias, independente do habitat Mantel, χ 2 = 2,604, g.l. = 3, P = 0,457 Tempo (meses) Função de sobrevivência Tempo (meses) J J A S O N D J F M A M Tempo (meses) J J A S O N D J F M A M Tempo (meses) J J A S O N D J F M A M Habitat: F [3,8] = 0.385, p = 0,767 Habitat: F [3,8] = 0,425, p = 0,741 J J A S O N D J F M A M Tempo (meses) J J A S O N D J F M A M Tempo (meses) Plantação de Eucalyptus Plantação de Pinus Floresta com Araucária Plantação de Araucaria Tempo (meses) Função de sobrevivência Floresta com Araucária Plantação de Araucaria Plantação de Eucalyptus Plantação de Pinus HABITAT Floresta com Araucária Plantação de Araucaria Plantação de Eucalyptus Plantação de Pinus HABITAT x t = 2,938 p = 0,003 Vivos Mortos Probabilidade de sobrevivência Abertura da copa(%) Tempo (meses) J J A S O N D J F M A M 10
  3. 3. Herbivoria foliar e a substituição da Floresta com Araucária por monoculturas florestais Juliana Pille Arnold & Carlos Roberto Fonseca Laboratório de Interação Animal-Planta, Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS, RS, Brasil – cfonseca@unisinos.br INTRODUÇÃO A herbivoria, resultado da interação entre as plantas e seus consumidores, é um processo ecológico muito importante para os ecossistemas, pois permite o fluxo de energia e nutrientes entre os produtores primários e os demais níveis tróficos (Sankaran & McNaughton, 2005). Cerca de 50% das espécies de insetos são herbívoros (Speight et al. , 1999), o que corresponde a 25% do total de espécies do planeta (Heywood, 1995). A Floresta com Araucária, que ocorre nas regiões sudeste e sul do Brasil em altitudes que variam entre 200 a 1500 m, sofreu grande redução em sua área de distribuição a partir de 1915 com a extração da espécie dominante Araucaria angustifolia (Messias & Bristol, 1998). Atualmente a Floresta com Araucária está restrita a fragmentos de pequeno e médio porte, compondo um mosaico de paisagem com áreas de campo, lavoura, pecuária e monoculturas de Pinus e Eucalyptus . As monoculturas arbóreas têm um papel representativo nas modificações do ambiente devido a sua ampla expansão no Brasil nas últimas décadas substituindo os habitats nativos (Bacha & Barros, 2004). Atualmente 3% das florestas do mundo são plantações, o que corresponde a 60 milhões de hectares nas nações desenvolvidas e 55 milhões de hectares nas nações em desenvolvimento (Hartley, 2002). O Brasil é o sexto país do mundo em plantios arbóreos, tendo alcançado a marca de quase cinco milhões de hectares em 2000 (Bacha & Barros, 2004). Alterações nos habitats naturais podem afetar a abundância, diversidade e composição da comunidade de plantas e de herbívoros, causando modificações nos níveis de herbivoria foliar. MATERIAL E MÉTODOS Área de Estudo : Floresta Nacional de São Francisco de Paula (RS, Brasil - 29°23’- 29°27’S, 50°23’- 50°25’W) <ul><li>OBJETIVOS </li></ul><ul><li>Testar como a substituição da Floresta com Araucária por monoculturas arbóreas afeta: </li></ul><ul><li>o nível de herbivoria foliar; </li></ul><ul><li>o nível de dano causado por insetos mastigadores internos, mastigadores externos, minadores e galhadores; </li></ul><ul><li>o nível de dano causado por fungos e microepífitas, que ao se instalarem sobre as folhas comprometem a fixação de carbono de seus hospedeiros. </li></ul>RESULTADOS <ul><li>CONCLUSÃO </li></ul><ul><li>A herbivoria foliar foi semelhante entre a Floresta com Araucária e as monoculturas florestais antigas; </li></ul><ul><li>A freqüência das guildas alimentares também foi similar; </li></ul><ul><li>Entretanto, a incidência das microepífitas foi afetada pela substituição da floresta nativa pelas monoculturas arbóreas. </li></ul>AGRADECIMENTOS : REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Bacha, C. J. C. & Barros, A. L. M. B. 2004. Reflorestamento no Brasil: evolução recente e perspectivas para o futuro. Scientia Forestalis, 66 : 191-203. Hartley, M. J. 2002. Rationale and methods for conserving biodiversity in plantation forests. For. Ecol. and Manage., 155 : 81-95. Heywood, V. H. 1995. Global Biodiversity Assessment . United Nations Environmental Program & Cambridge University Press. United Kingdom, Cambridge, 1140 p. Messias, L. G. & Bristol, A. 1998. As atividades econômicas de São Francisco de Paula e o seu desenvolvimento sustentável. In: Rischter, M., (ed.). Conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável de São Francisco de Paula: Um plano de ação preliminar. 1. ed. Porto Alegre: Pontifícia Universidade Católica, 106 p. Sankaran, M. & McNaughton, S. J. 2005. Terrestrial plant-herbivo re interactions: integrating across multiple determinants and trophic levels. In: van der Maarel, E., (ed.). Vegetation Ecology . United Kingdom, Blackwell, p. 265-285. Speight, M. R.; Hunter, M. D. & Watt, A. D. 1999. Insects herbivores. In: Ecology of Insects . United Kingdom, Blackwell, p. 44-67. <ul><li>300 pontos </li></ul>O nível de herbivoria foliar e a distribuição de freqüência do número de folhas entre os níveis de herbivoria não variaram significativamente entre a Floresta com Araucária e as monoculturas. Não houve diferenças entre habitats na percentagem de dano médio causado por insetos mastigadores externos, mastigadores internos, minadores e galhadores. Não houve relação entre o número de folhas e o nível de herbivoria. A Floresta com Araucária apresentou uma percentagem maior de folhas com presença de microepífitas do que a plantação de Eucalyptus, não havendo diferenças significativas em relação às outras plantações. O número de folhas atacadas por fungos não variou entre habitats. O número de folhas não foi diferente entre os habitats. a b Desenho amostral Habitat Áreas Floresta com Araucária (FO) 3 Plantação de Araucaria (PA) 3 idade 13 - 60 anos Plantação de Pinus (PP) 3 sub-bosque mantido Plantação de Eucalyptus (PE) 3 maior espaçamento entre árvores Estimativa de Herbivoria (N = 9.955 folhas) <ul><li>Classificação do Dano Foliar </li></ul><ul><li>Insetos mastigadores internos </li></ul><ul><li>Insetos mastigadores externos </li></ul><ul><li>Insetos minadores </li></ul><ul><li>Insetos galhadores </li></ul><ul><li>Fungos </li></ul><ul><li>Microepífitas </li></ul><ul><li>Análise Estatística (Systat 11) </li></ul><ul><li>ANOVA </li></ul><ul><li>Correlação </li></ul>[75-99[ 6 [50 - 75[ 5 [25 - 50[ 4 [12 -25[ 3 [6 - 12[ 2 [1 - 6[ 1 [0] 0 Nível de herbivoria (%) Categoria

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