Biblioteconomia e Política: luta de classes, acesso a informação e cidadania            Librarianship and political: class...
A Biblioteconomia e a Política       Em seu contexto histórico, a Biblioteconomia possui uma herança social e políticadesd...
maioria dos dicionários da área, mas também na satisfação e desenvolvimento dasnecessidades sociais da sociedade.Bibliotec...
Desde os primeiros contextos de agitação política e cultural no Brasil como denúnciadas condições econômicas, políticas, s...
“instituição biblioteca” ter mais condições de ascender à classe hegemônica. Já a classehegemônica vislumbrava uma institu...
A construção da cidadania está intimamente relacionada à questão do acesso e uso dainformação. A conquista de direitos pol...
A premissa de que o bibliotecário não deve ser em sua prática profissional, nem deesquerda, nem de direita, ou de centro, ...
ReferênciasALMEIDA JÚNIOR, Osvaldo Francisco de. Bibliotecas populares características econfrontos. São Paulo, 1992 (Disse...
IFLA/UNESCO. Manifesto da IFLA/UNESCO sobre bibliotecas públicas, 1994.Disponível em: <http://archive.ifla.org/VII/s8/unes...
Este artigo, produzido de forma independente, foi apresentado no Biblio.Lab da VI Semanade Biblioteconomia ECA/USP em: 28 ...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Biblioteconomia e política luta de classes, acesso a informação e cidadania - Vagner Rodolfo Silva

1.465 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.465
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
8
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
15
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Biblioteconomia e política luta de classes, acesso a informação e cidadania - Vagner Rodolfo Silva

  1. 1. Biblioteconomia e Política: luta de classes, acesso a informação e cidadania Librarianship and political: class struggle, access information and citizenship por Vagner Rodolfo da SilvaResumo: Uma contribuição à discussão sobre a relação social da Biblioteconomia no âmbitopolítico a partir de seu contexto histórico e a atuação da biblioteca como instrumento de lutade classes.Palavras-chave: Biblioteconomia; Política; Luta de classes; Acesso à informação; Cidadania;Ideologia; Biblioteca.Abstract: A contribution to the discussion of social relations in the political arena oflibrarianship from its historical context and the role of the library as an instrument of classstruggle.Keywords: Librarianship; Political; Class struggle; Access information; Citizenship;Ideology; Library.Introdução Este artigo tem como propósito o resgate e a reflexão sobre os confrontos sociais quepermeiam a Biblioteconomia, as bibliotecas e os profissionais que nelas atuam, através daanálise dos processos políticos e ideológicos que mediam o acesso à informação e aconstituição da cidadania. Em virtude do principal foco de atenção da área estar relacionadoaos processos técnicos e tecnológicos do fazer biblioteconômico, deixa-se de lado, por muitasvezes, a herança e o legado social que deu origem ao desenvolvimento da área, sendo assimnecessário salientar e lembrar a responsabilidade social que contextualiza a biblioteca e aslutas de classes que nela ocorrem oriundas do sistema político-ideológico vigente.
  2. 2. A Biblioteconomia e a Política Em seu contexto histórico, a Biblioteconomia possui uma herança social e políticadesde o seu nascimento a partir das áreas da Sociologia e Educação, com o intuito defundamentar uma área do conhecimento humanístico-social no processo de atuação dasbibliotecas. Os mentores da Documentação, Paul Otlet e La Fontaine, ativistas e pacifistas porexcelência, acreditavam que a disseminação e o acesso ao conhecimento produzido por todasas nações propiciariam a paz mundial, no sentido do conhecimento das diferenças (classes).Em 1913 La Fontaine recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Nos anos sessenta tem início um movimento dentro da Biblioteconomia preocupadocom o compromisso e a responsabilidade social da profissão, isso mais concretamente nosEstados Unidos. As discussões se relacionavam aos ideais associados à profissão bibliotecáriano que tange a neutralidade profissional, no desenvolvimento de coleções diante da censura edos grandes grupos editoriais, assim como também a neutralidade dos sistemas declassificação com as suas problemáticas nos temas como: homossexualidade, religião, guerra,paz e etc. A nível internacional, mais recentemente, surgiram diversos grupos sensibilizadoscom temas sociais, com destaque para o PLG (Progressive Librarian Guild), associaçãoamericana nascida em 1990, que tem objetivo desvendar os interesses políticos e econômicosencontrados em cada um dos processos e práticas do trabalho dos bibliotecários, o queproporcionou muitos inimigos dentro e fora dos Estados Unidos para os mesmos. No Méxicoo CEBI (Círculo de Estudos sobre Biblioteconomia Política e Social) produz diversasdiscussões sobre censura e neutralidade, assim como o GESBI (Grupo de Estudos Sociais emBiblioteconomia e Documentação) na Argentina, já na Espanha há uma forte campanha desde2004, chamada “Não ao empréstimo pago nas bibliotecas” em que ocorre um embate judicialna Corte Europeia a respeito da mercantilização das bibliotecas e da informação. A Biblioteconomia está inserida nas áreas de conhecimento das Humanidades e dasCiências Sociais Aplicadas, ou seja, no possui laços ligados ao social o que deságua nocontexto político, visto que as relações sociais são designadas por processos e atividadespolíticas, e a política é o resultado da atividade dos próprios homens vivendo em sociedade(MAAR, 1994). Portanto, o nascimento e desenvolvimento da Biblioteconomia não estãoligados somente à sobrevivência dos suportes e o fazer dos processos, como definida na
  3. 3. maioria dos dicionários da área, mas também na satisfação e desenvolvimento dasnecessidades sociais da sociedade.Bibliotecas, Ideologia e Luta de Classes A história da biblioteca é a história do registro da informação, ou seja, a história dohomem como ser social e político, ser político no que se refere a sua maneira hábil de agir etratar (MILANESI, 1983). As bibliotecas são criaturas e instrumentos de políticas públicasderivadas de processos políticos, afirmamos esta ideia através dos processos rotineiros queocorrem nas bibliotecas e demais espaços de organização da informação, processos tais como:políticas de desenvolvimento de coleções, políticas de empréstimo, políticas de organização edisponibilização da informação e etc. (BIRDSALL, 2005). Em seu manifesto em 2005 sobre “transparência, bom governo e ausência decorrupção”, a IFLA lembra que a biblioteca é uma instituição necessária ao exercício dademocracia, e que deve ajudar na defesa dos direitos civis, na promoção da cidadania e nocombate à corrupção, metas impossíveis fora do âmbito político tanto para as bibliotecasquanto para os seus profissionais. As bibliotecas públicas e as co-irmãs devem ter por objetivo uma política de açãosocial e educacional como uma atividade emancipadora, um instrumento essencial para que osindivíduos se reconheçam como cidadãos, e para isso são geridas quase sempre com umadelimitação política de sua atuação e/ou ligadas aos seus objetivos, ou seja, processospolíticos do qual o bibliotecário nemsempre tem consciência. No período colonial as Bibliotecas eram divididas em religiosas e particulares, ambascom acesso restrito e com propósito de atender os anseios informacionais da elite religiosaque se instalava no Brasil e dominava a educação secular impondo a sua ideologia, e dosjovens brasileiros que iam estudar na Europa. Esta última parcela, apesar a sua posição declasse, sofreu com uma intensa censura de livros e outros materiais que confrontassem aideologia da Coroa Portuguesa. A Biblioteca Nacional, antes chamada de Biblioteca Real, teve uma pouco mais deautonomia, mas somente no que tange a sua forma de organização, sendo por muitos anos, etalvez até hoje em alguns aspectos, usada como um aparelho político-ideológico do Estadoreproduzindo ideias da ideologia dominante.
  4. 4. Desde os primeiros contextos de agitação política e cultural no Brasil como denúnciadas condições econômicas, políticas, sociais e culturais, as bibliotecas ficaram a parte doprocesso, este distanciamento da sociedade pode ser atribuído aos profissionais bibliotecáriosque atuavam de maneira alienada, passiva, apática e acomodados diante de todas essasconvulsões. Deste modo a biblioteca passou para a opinião pública uma imagem de instituiçãode caráter elitista, que servia apenas aos letrados, e com a sua localização geralmente empontos nobres, ou seja, condicionava o afastamento das camadas populares. As bibliotecaspararam no tempo enquanto importantes mudanças ocorriam a nível societário (CABRAL,1989). Em tempos de Regime Militar e de contracultura constituíram-se movimentos dealfabetização, cultura e educação popular como forma de reação a um sistema educacionalvoltado para as elites dominantes, em alguns destes movimentos propunham-se a criação debibliotecas nos bairros, mas mesmo com essa aproximação a “biblioteca” continuava neutra, eos bibliotecários não conseguiam atingir certo nível de crítica e de consciência da realidadesocial, que os levasse a enxergar e definir qual deveria ser o seu posicionamento dentro destecontexto “sócio-cultural-popular”. Nos movimentos sociais as bibliotecas apareceram em poucas situações comodemanda de lutas, devido a várias outras necessidades básicas das populações seremprioritárias, porém aos poucos e paralelamente vai se construindo uma conscientização danecessidade e importância da informação pelas comunidades, seja para fins de estudo, lazerou para avançar suas lutas. E no final da década de 70 dá-se início a discussões sobre a ideiade “bibliotecas populares” e a visualização nelas de uma possível alternativa aos serviçosoferecidos pela biblioteca, que até então vinha privilegiando as classes médias e altas dasociedade, uma nova concepção de biblioteca (CABRAL, 1989). Os homens da classe dominante viam nas bibliotecas uma forma de atenuar os problemas sociais. Assim, foram impostas ao povo, sem terem sido resultantes de uma demanda popular. O desenvolvimento industrial demandava uma mão-de-obra especializada e a biblioteca surgiu como meio de aperfeiçoamento dos trabalhadores que já estavam fora do ensino formal (WADA, 1985). O pensamento da segunda metade do século XΙX, no contexto de um crescentecapitalismo, entregou a sociedade um modelo de biblioteca pública mantida pelo Estado, naInglaterra e nos Estados Unidos surgem movimentos em prol da biblioteca pública, sendo talreivindicação atrelada a ideia de educação, ou seja, as classes baixas esperavam através da
  5. 5. “instituição biblioteca” ter mais condições de ascender à classe hegemônica. Já a classehegemônica vislumbrava uma instituição para manter a ordem pública que mais tarde setornou um receio de que um instrumento de tal proporção viria a contestar a posição que essaclasse detinha na estrutura social, sabendo que não poderiam ter controle dessa demanda, asclasses privilegiadas estruturaram a biblioteca pública como mais um aparelho voltado para amanutenção da estabilidade social e difusora dos valores, propostas, normas e ideiasconvenientes. Um alto índice de analfabetismo não permitia a população utilizar um instrumento queestava ao seu dispor fisicamente, mas não cognitivamente. A biblioteca tornou-se por um bomperíodo de tempo segregadora, um reflexo da sociedade brasileira naqueles dias e de certomodo hoje também. Em muitos casos, as informações que normalmente eram e são veiculadaspela biblioteca apenas são decodificadas e absorvidas pelos que possuem um mínimo deconhecimento, neste sentido as bibliotecas acabam reafirmando a luta de classes ao sepreocupar com o usuário culto ampliando as diferenças na distribuição da informação. A biblioteca pública se define essencialmente ambígua, pois, ao passo que atende aosinteresses ideológicos da classe hegemônica, ela pode propiciar também espaços, brechas paraa contestação, podendo ser um local para a expressão das classes populares, mas enfrentandouma incrível burocracia, que de fato não deveria existir. Para o argentino Edgardo Ciavallero(Primeiro Congresso Nacional de Bibliotecas Públicas do Chile, Santiago do Chile, novembro2006) “a biblioteca está de posse de uma arma mais potente que existe sobre a terra, e esta nãose carrega com pólvora e nem cospe fogo e morte, funciona a base de informação, e nelaflorescem idéias, compreensão, saber, inteligência e cultura”.O Acesso à Informação e a Cidadania Em seu manifesto a UNESCO (1994) conclama que a liberdade, a prosperidade e odesenvolvimento da sociedade e dos indivíduos são valores humanos fundamentais e só serãoatingidos quando os cidadãos estiverem na posse da informação que lhes permita exercer osseus direitos democráticos e ter um papel ativo na sociedade. Ser cidadão significa ser sujeito de um conjunto de direitos e deveres no contexto dasociedade, e o direito à informação é considerado direito síntese dos direitos humanos noprocesso de efetivação da cidadania, pois sem o qual os outros ficam prejudicados, confluindoa busca por esses direitos de cidadão com objetivos de igualdade social e democracia.
  6. 6. A construção da cidadania está intimamente relacionada à questão do acesso e uso dainformação. A conquista de direitos políticos, civis, sociais e os deveres dos cidadãos sãoreivindicados e reconhecidos mediante a ampla circulação da informação (SILVA;JAMBEIRO; LIMA; BRANDÃO, 2005). A informação em relação à cidadania é: [...] um bem comum, que pode e deve atuar como fator de integração, democratização, igualdade, cidadania, libertação, dignidade pessoal. Isto porque, até para cumprir seus deveres e reivindicar seus direitos, sejam eles civis, políticos ou sociais, o cidadão precisa conhecer e reconhecê-los e isto é informação (TARGINO, 1991, p.155). De maneira geral, a informação pode ser considerada a matéria-prima e o produto doprocesso de produção e disseminação do conhecimento. Todo conhecimento é social, pois écriação de um ser humano, histórico, fruto de determinada classe social, representanteconsciente ou inconsciente dos interesses provenientes da posição que o mesmo ocupa noprocesso produtivo. Com o advento do capitalismo a informação além se ser usada como matéria-prima eproduto, passa a ser utilizada como mercadoria, em decorrência do processo dedesenvolvimento científico e tecnológico, ou seja, instrumento econômico-político de relaçãoda sociedade.O Bibliotecário e a Biblioteconomia no âmbito Social e Ideológico A biblioteconomia não é simplesmente um conjunto de técnicas desvinculadas dasociedade em que ocorrem, e caso seja realmente neutra como alguns afirmam, a ideia deneutralidade já é uma das premissas do campo neoliberal, que marca os parâmetrosideológicos que movem a sociedade hoje, e não há nenhum setor que não seja atingido poressa ideologia atual. Como exemplo, cita-se os trabalhos da OMC na regulamentação docomércio internacional através de uma série de acordos, um deles denominado “Acordo sobreDireitos de Propriedade Intelectual relacionados com o Comércio” (ADPIC), que afetapoliticamente e ideologicamente o acesso à informação através de projetos de privatização dasbibliotecas públicas e o aumento dos direitos de propriedade intelectual, por pressão degrandes grupos empresariais.
  7. 7. A premissa de que o bibliotecário não deve ser em sua prática profissional, nem deesquerda, nem de direita, ou de centro, devendo ser totalmente apolítico e neutro, trata-setambém de uma maneira de utilizar os mesmos e as instituições como armas de controle. Aneutralidade, em sua essência, supõe a aceitação acrítica da ideologia dominante, isso já éuma postura política, diante disto propõe-se que qualquer profissional da informação poderiaaspirar ser mais independente, reflexivo, crítico e com um discurso contra-ideológico, estaúltima premissa no que se refere ao bem comum visto que a ideologia generaliza interessesparticulares (SKREPETZ, 2011). De acordo com Campelo (2003, p.30), o bibliotecário além de “ensinar as habilidadestradicionais (localizar e recuperar informação), também está envolvido no desenvolvimentode habilidades de pensar criticamente, ler, ouvir e ver”, habilidades estas essenciais para viverem uma sociedade complexa e em constantes mudanças. Hoje talvez falte ao bibliotecário a consciência de que a biblioteca pode atuar comoinstrumento de mudança social, pois a defesa da liberdade intelectual, a garantia dopluralismo das coleções e a defesa do livre acesso à informação são atividades políticasexercidas diretamente ou indiretamente pelos profissionais da informação. Segundo AlmeidaJúnior (1995, p.10) “o bibliotecário precisa agir de uma maneira mais revolucionária, dadoque este tem sido considerado como sendo passivo, guardião do passado, ocioso, inútil, semfunção social, funcionário público, dentre outras atribuições”.Conclusão A partir do estudo sobre a origem das bibliotecas, biblioteconomia e seus profissionaisfoi possível verificar a responsabilidade social em que está inserida a área, e o seu papel nodesenvolvimento da sociedade através do tripé: luta de classes, acesso à informação ecidadania, estes embutidos nos processos entre a biblioteconomia e a política. A informaçãotratada, organizada e compartilhada democraticamente se torna a chave da ação política nasociedade como elemento importante para a construção da cidadania, e as bibliotecas podemse configurar como uma instituição compensatória das desigualdades crescentes entre ricos epobres em informação, amenizando assim as lutas de classes oriundas do sistema político-ideológico atual que se transpõem para dentro das mesmas.
  8. 8. ReferênciasALMEIDA JÚNIOR, Osvaldo Francisco de. Bibliotecas populares características econfrontos. São Paulo, 1992 (Dissertação de Mestrado).ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de. Biblioteca pública: avaliação de serviços.Londrina: UEL, 2003.ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de. Biblioteca pública: ambiguidade,conformismo e ação guerrilheira do bibliotecário. São Paulo: APB, 1995. (Ensaios APB, n.15).ARAÚJO, Eliany Alvarenga de. Informação, cidadania e sociedade no Brasil. Informação &Sociedade, João Pessoa, v. 2, n. 1, p.42-49, jan./dez. 1992.BIRDSALL, Willian F. Uma economia política da biblioteconomia? Perspectivas emCiência da Informação, Belo Horizonte, v.10, n.1, p. 86-93, jan/jun. 2005.CABRAL, Ana Maria Rezende. ANDRADE, Ana Maria Cardoso (orientadora). Açãocultural bibliotecária aspectos revelados pela prática. Belo Horizonte, A.M.R.Cabral, 1989. 166 p.CAMPELO, Bernadete. O movimento da competência informacional: uma perspectiva para oletramento informacional. Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 3, p.28-37, set./dez.2003.CARELO, María Jesús Morillo. Hacia una biblioteconomia responsable socialmente.Pontodeacesso, Salvador, v. 2, n. 1, p.9-33, jun./jul. 2008.CUNHA, Murilo Bastos da; CAVALCANTI, Cordélia Robalinho de Oliveira. Dicionário deBiblioteconomia e Arquivologia. Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros, 2008. 451p.ALVES, Erinaldo. A informação, a cidadania e a arte. Informação & Sociedade, JoãoPessoa, v. 7, n. 1, p.12-25, jan./dez. 1997.FERNANDES, Florestan. Nós e o marxismo. São Paulo: Expressão Popular, 2009. 56 p.FLUSSER, V. A biblioteca como um instrumento de ação cultural. Revista da Escola deBiblioteconomia da UFMG. Belo Horizonte, vol. 12, p. 69-145, set. 1983.GENTILLI, Victor. Democracia de massas: jornalismo e cidadania. Porto Alegre: Edipucrs,2010. 110 p. (Coleção comunicação).IFLA. Manifesto da IFLA sobre transparência, bom governo e ausência de corrupção,2005. Disponível em: <http://www.ifla.org/files/faife/publications/policy-documents/transparency-manifesto-pt.pdf>. Acesso em: 20 set. 2011.
  9. 9. IFLA/UNESCO. Manifesto da IFLA/UNESCO sobre bibliotecas públicas, 1994.Disponível em: <http://archive.ifla.org/VII/s8/unesco/port-br.htm>. Acesso em: 20 set. 2011.LÓPEZ, Pedro López. Formación un universitária y compromiso social em biblioteconomía ydocumentación. Pontodeacesso, Salvador, v. 2, n. 1, p.34-44, jun./jul. 2008.MAAR, Wolgang Leo. O que é política? 16. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. 111 p.(Coleção primeiros passos).MANGAS, Sérgio. Opapel político da biblioteca pública. Disponível em:<http://www.bad.pt/noticia/2011/08/25/o-papel-politico-da-biblioteca-publica/>. Acesso em:20 set. 2011.MILANESI, Luis. O que é biblioteca. São Paulo: Brasiliense, 1983. 107 p.OLIVEIRA, Lúcia Maciel Barbosa de. Informação, ação política e desenvolvimento humano.Datagramazero - Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v. 12, n. 4, ago. 2011.Disponível em:<http://www.dgz.org.br/ago11/Art_07.htm>. Acesso em: 21 set. 2011.ORTEGA Y GASSET, José. Missão do Bibliotecário. Tradução e pósfacio de AntonioAgenor Briquet de Lemos. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2006. 82 p.PEREIRA, Luís Fernando. Quem precisa de política? São Paulo: Paulus, 2010. 110 p.(Coleção de que lado você está?).SILVA, Helena et al. Inclusão digital e educação para competência informacional: umaquestão de ética e cidadania. Ciência da Informação, Brasília, v. 24, n. 1, p. 28-36, jan./abr.2005.SILVA, Jonathas Luiz Carvalho; SILVA, Roosewelt Lins. Biblioteca, luta de classes e oposicionamento da biblioteconomia brasileira: algumas considerações. Em Questão, PortoAlegre, v. 16, n. 2, p.203-217, jul./dez. 2010.SKREPETZ, Inês. Reflexões em torno de ideologia e resistência. Extraprensa, São Paulo, v.5, n. 8, p.14-21, jun. 2011.SUAIDEM, Emir José. A biblioteca pública no contexto da sociedade da informação. Ciênciada Informação, Brasília, v.29, n.2, p. 52-60, maio/ago.2000.TARGINO, Maria das Graças. Biblioteconomia, Informação e Cidadania.Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.20, n.2,p. 149-160, jul./dez. 1991.VERGUEIRO, Waldomiro de Castro S.. Bibliotecário e mudança social: por um bibliotecárioao lado do povo. Revista de Biblioteconomia, Brasília, v. 16, n. 2, p.207-215, jul./dez. 1988.WADA, Madalena Sofia Mitiko. Democratização da cultura nas bibliotecas infanto-juvenis. Belo Horizonte, 1985 (Dissertação de Mestrado).
  10. 10. Este artigo, produzido de forma independente, foi apresentado no Biblio.Lab da VI Semanade Biblioteconomia ECA/USP em: 28 set. 2011.Sobre o autorVagner Rodolfo da Silvavagner.rodolfo.silva@usp.brAluno do 6º Semestre do Curso de Biblioteconomia e Documentação do Departamento deBiblioteconomia e Documentação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade deSão Paulo - USP.

×