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  1. 1. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012 ECO ALDEIAS OU COMUNIDADES AUTO SUFICIENTES E SOLUÇÕES ENERGÉTICAS RENOVÁVEIS (SSC). *Angeles López Agüera (PQ) 1,2,6, *João Domingues Azevedo (PQ) 1,6, *Daniel Rey Rey(PQ)1,2,8, Iago Rodríguez Cabo (PQ) 1,2, Vicente Gándara Villadoniga (PQ)1, Esteban Vieites Montes (PQ)1, Juan Peralta(PQ)1,3 , Ian Sosa (PQ)1,5, Jose Guerra (PQ)6, Maria Alguacil (PQ)7, Department of Particle Physics & Galician Institute of High Energy Physics. 1 Sustentable Energetic Applications Group. 2 Astroparticle Group. Physics Faculty, Santiago of Compostela University Rúa Xosé María Suárez Núñez. s/n 15782. Santiago of Compostela (Spain) Phone/Fax number: 0034 981563100 ext.. 14000, e-mail: (daniel.rey.rey@gmail.com,a.lopez.aguera@gmail.com, patico@iol.pt ) 3 Escuela Superior Politecnica del Litoral Centro de Desarrollo Tecnologico SustentableVia Perimetral 30.5 Km, Guayaquil Ecuador Phone/Fax number: 00530042269359 cdts@espol.edu.ec 4 Universidad Nacional de Colombia. Facultad de Arquitectura.Carrera 45 N° 26-85 - Edificio Uriel Gutiérrez Bogotá D.C. – Colômbia 5 Instituto Tecnológico de Sonora. 5 de Febrero 818 Sur, Col. Centro, Ciudad Obregón, Sonora, México. 6 Escuela de Arquitectura, Universidad Católica del Norte Antofagasta, Chile 7 Universidad Nacional de Cuyo. Instituto de la Energía. Centro Universitario .M5502JMA. Mendoza, Argentina 8 Universidade Federal de Bahia. Salvador de Bahía, BrasilPalavras-chave: Eco aldeias, renováveis, necessidades INTRODUÇÃO Um projeto multidisciplinar focada no desenvolvimento de comunidades auto-suficientes é apresentado. O objetivo final é implementar um protocolo de açõesinter-relacionadas capazes de provar que soluções integrais comuns com base emenergias renováveis e desenvolvimento sustentável, podem satisfazer as exigênciasde comunidades e aumentar a sua resiliência. Além disso, será reproduzido emoutras comunidades com diferentes condições geográficas, sociais e econômicas,tornando-as tão auto-suficientes e resilientes quanto possível de forma a melhorar asua qualidade de vida. As hipóteses iniciais, os parâmetros de analise dominantes, odesenvolvimento do protocolo, as soluções técnicas e experiências sãoapresentados.V SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 82
  2. 2. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012 DESENVOLVIMENTO Em 2009, uma equipe multidisciplinar de especialistas de UniversidadesIbero-americanas começou uma nova iniciativa com um objetivo claro: demonstrar aviabilidade de um novo modelo de desenvolvimento sustentável em que umacomunidade pode ser auto-suficiente e resiliente, independentemente da suaidiossincrasia (geografia, economia , desenvolvimento social e outros). A auto-suficiencia precisa ser entendida em um sentido global, integrando a exploração dosrecursos energéticos, auto-produção de alimentos, gestão da água, planejamentourbano, arquitetura eficiente, bem como o desenvolvimento social, educacional eeconômico baseado em atividades produtividade autóctones.Todas as ações propostas estão planejadas para promover um desenvolvimentosocial e econômico extra para as comunidades. Os impactos sociais do projeto sãomatematicamente quantificados usando inquéritos anuais pessoais durante osprimeiros 3-5 anos.O projeto é realizado como uma estrutura horizontal e cooperativa, de forma que asprioridades de cada parceiro são incluídas no projeto com o acordo de todos osparceiros. Uma vez que a comunidade alvo é identificada, definimos as principaistarefas a executar como:A. Observação e delimitação de cenários de ação no ambiente de cada grupo.1 População2) contexto rural-urbana3) Climatologia4) Características económicas e sociais5) Avaliação das necessidades e recursos6) Características especiaisV SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 83
  3. 3. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012B. Análise e avaliação de recursos energéticos, a disponibilidade de água, fertilidadedo solo, resíduos, etc...C. Identificação dos agentes participantes do processo e detalhes do projeto emfoco.1) A riqueza de geração de agentes2) Agentes Tecnológicos3) Agentes governamentais4) Os agentes económicos5) Os agentes sociaisC. Estudo dos Mercados de Energia1) Planeamento de análise de políticas e cenários2) Análise de Mercado3) Regulamentos de Energia4) Energia como fonte de desenvolvimento e competitividade das regiõesD. Proposta de conceitos de concepção do projeto com base em soluções de auto-gestão da energia.E. Definição da cadeia logística e seleção de ações prioritárias.F. Adaptação e implementação de tecnologias para cada cenário1) Descrição do processo para se desenvolver.2) Implementação do processo selecionado.3) Sensibilização e educação social.V SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 84
  4. 4. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012G. Observação e avaliação da iniciativa como uma fonte de desenvolvimento.1) Retorno social2) Retorno econômico3) Benefício Ambiental4) Reprodutibilidade da Iniciativa5) Nível de ResiliênciaNo presente momento, estamos desenvolvendo intervenções em comunidades doChile [1], Equador [2], México [3], Colômbia [4], Bolívia, Argentina, Brasil e Espanha. Figura 1 Metodologia cíclica usada no projeto. (Fonte própria). CASOS DE ESTUDOCerrito de los Morreños (Ecuador)População: De acordo com a “Direccion Provincial de Salud del Guayas” em Junhode 2010 a população de “Cerrito de los Morreños” era de 720 habitantes, onde 50%das famílias são pelo menos de 5 membros.A principal atividade econômica é a pesca e a captura de caranguejos, produtos quesão vendidos em mercados regionais.As principais necessidades detectadas na região são: agua potável, eletricidade, umconfiável sistema de transporte para o continente, cuidados de saúde, plano demanejo e agricultura sustentável.V SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 85
  5. 5. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012 Figura 2 Comunidade “ Cerrito Morreños” (Fonte própria).Irradiação Solar: Não há estações meteorológicas que meçam a radiação solar noGolfo de Guayaquil , neste caso, os estudos de radiação solar foram feitos utilizandoimagens satélites dadas pelo “Surface meteorology and Solar Energy” da NASA. Figura 3 Irradiação media solarVento: Os maiores valores de velocidade do vento são encontrados entre os mesesde agosto e Dezembro com cerca de 3,6 m / s. A direção predominante do vento édo Sul - Oeste.V SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 86
  6. 6. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012Precipitação: De acordo com INOCAR em média a precipitação anual para estaregião é 680L/m2. Figura 4 Velocidade media mensal do ventoHouve várias intervenções na região por parte de ONGs e pelo setor público, a fimde cobrir a demanda de energia. No ano de 2005, o Departamento de Eletricidade eEnergia Renovável instalou 3 sistemas de energia solar fotovoltaica na escolaprimária da ilha principal. Em 2009 houve uma outra intervenção pela AssociaçãoEurosolar a fim de fornecer energia a um centro de informática destinado acomunidade.Em 2010, foi instalado um gerador de energia diesel de 145 kWh de capacidade,que está atualmente fora de serviço. No final do mesmo ano, o governo, através do“Fondo de Electrificacion Urbano del Marginal Equador” , implementou sistemasfotovoltaicos em 99 casas da ilha. A ajuda das ONGs tem tido um papel importanteno desenvolvimento das ilhas, principalmente nos aspectos de saúde,infraestructuras e educação.V SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 87
  7. 7. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012 Figura 5 Sistemas fotovoltaicos ds terceira implementação.No presente momento, as atividades do grupo concentram-se na avaliação dorendimento dos sistemas fotovoltaicos, na caracterização de microalgas existentes,auditorias energéticas, analise de necessidades e agricultura sustentável.Mexico (South Sonora Region)A agricultura é a atividade econômica mais importante na região, principalmente coma produção de grãos.No entanto a agricultura intensiva nesta área tão árida teve um impacto negativosignificativo no abastecimento de água.O estado tem uma pecuária tradicional, com uma reputação de qualidade. Na regiãosul, bovinos de corte e porco são os mais importantes. Através da linha costeira,pesca e aquicultura são realmente importantes para a região.Esta é um das principais regiões produtoras de peixe do país. Grande parte dapesca comercial e esportiva é essencialmente não regulamentada e tem tido umV SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 88
  8. 8. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012impacto muito pronunciado no Golfo da Califórnia, com espécies comercialmenteimportantes, tais como camarão que foram colhidas bem acima da sustentabilidade.No zona de pré-montanha, a mineração é uma atividade importante, que vem sendoexplorada ao longo dos anos. Existem algumas minas abandonadas através daregião.·.PopulaçãoDe acordo com o SEDESOL dois municípios do sul de Sonora são classificadoscomo de altamarginalização e quatro deles são considerados marginalizados. A densidadepopulacional é de 14 habitantes por metro quadrado, que contém 38% doshabitantes do estado.RecursosA região Sul de Sonora tem uma rede de 28 estações meteorológicas dispersas emtorno de seu território desde 1997.V SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 89
  9. 9. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012 Figura 5. Rede meteorológica na região de Sonora.Esta rede meteorológica irá ajudar a identificar potencialidades da região. Sendoalguns dos resultados obtidos mapas de alta radiação solar. Além disso, os resíduosanimais são já utilizados nas maiores fazendas de suínos da região para produzirbiogás. As explorações de suínos pequenos precisam ser alertados sobre asemissões evitadas através deste método.O sul de Sonora tem uma chuva de 363 milímetros por ano. CONSIDERAÇÕES FINAIS Desde o início do projeto SSC, o número de governos locais envolvidos têmaumentado substancialmente. O uso de soluções baseadas em energias renováveispara comunidades pequenas tem sido aceite como uma alternativa confiável aosmétodos tradicionais de gestão de energia, água, geração e utilização de resíduos.Algumas soluções já foram implementadas com feedback positivo. O principal constrangimento que temos enfrentado é o financiamento deequipamentos de energias renováveis para projetos de maior escala. A criação deacordos com agências e departamentos de energia nacionais tem sido um dosnossos principais alvos durante todo o processo.O principal objetivo para o período seguinte é conseguir que todas as comunidadesenvolvidas possam depender o menos possível de fontes de fornecimento externode energia, alimentos e água. AGRADECIMENTOS Um especial agradecimento a todos os elementos das 16 Universidades quecolaboram neste projeto multidisciplinar. Outro aos governos locais dascomunidades em questão que nos apoiam cada vez mais e sobretudo a todos oselementos das comunidades envolvidas no projeto , sem os quais seria impossívelexecutar qualquer das intervenções realizadas.V SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 90
  10. 10. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012 REFERÊNCIAS1.- Ecoaldeas or Self-Sustainable Communities and renewable energysolutions (SSC). Potential in the II Region of Chile (Atacama Desert). AZEVEDO J.DOMINGUES, GUERRA J. , CABO I. RODRÍGUEZ 1, REY D. REY, MONTES E.VIEITES, AGÜERA A.LÓPEZ. ICREPQ122.- Feasibility study for sustainable development in the island cerrito de losmorreños (ecuador). PERALTA JUAN J , AZEVEDO J. DOMINGUES , AGÜERAA.LÓPEZ, BARRIGA ALFREDO R , DELGADO EMÉRITA , ARBOLEDA IVAN , D.REY REY. ICREPQ123.- Ecoaldeas or Self-Sustainable communities and renewable energy solutions(SSC). Potential in the South of Sonora, México . SOSA I., AGÜERA A.LÓPEZ.ICREPQ124.- Experience of bioclimatic architecture integrated with a photovoltaic systemfor an isolated community in Colombia (La Primavera, Vichada) ALDANA P. A.GÓMEZ, CASTELLANOS A. P. PARRA, RICO G. E. RODRÍGUEZ , DE LOS RÍOSAND O. PÉREZ. ICREPQ12V SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 91
  11. 11. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012 TRILHANDO AÇÕES SUSTENTÁVEIS NO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA BAHIA (IFBA): FOCO NO CAMPUS SANTO AMARO. 1 2 Adriana Vieira , Angelo Alerson , Almir Vinícius, Kênnya Rosa, Luis Gustavo, * Moisés Almeida, Victor Hugo Araújo . *Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) campus Santo Amaro. 1-adrianavieira@ifba.edu.br 2-angelo.sousa@ifba.edu.br RESUMOO artigo avalia ações sustentáveis a serem realizadas no Instituto Federal de Educação,Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) com foco no consumo de água do instituto localizadono município de Santo Amaro. As ações sustentáveis objetivam a redução e o consumoconsciente da água e de outros recursos naturais e para isso foi proposto a formação de umecotime. Um levantamento sobre ações sustentáveis realizadas em outros institutos federaisfoi feito e está aqui apresentado.Palavras-chave: sustentabilidade, ecotime, instituto federal INTRODUÇÃO O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia campusSanto Amaro, tem um terreno de área de 50.700 m², sendo 2.306 m² de áreaconstruída, È constituido de 1 pavilhão administrativo (onde situa-se o setor demanutenção e a cantina), 1 pavilhão de aulas e 1 prédio onde se localiza olaboratório de mecânica e uma área no 1° andar destinada a empresa tercerizada , euma guarita . A água proveniente do centro de distribuição da empresa de águas da Bahia(Embasa), no município de Santo Amaro, passa pelo hidrômetro, localizado naentrada do campus , indo para um tanque onde através de bombeamento se deslocaa um reservatório principal onde é distribuído para os tanques no pavilhãoadministrativo e um outro reservatório que abastece o setor de manutenção ecantina. A água encanada,das torneiras e também das bacias sanitárias, tem suaV SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 92
  12. 12. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012utilidade na limpeza do campus e na ingestão para saciar sede dos servidores,prestadores de serviços, alunos e visitantes. Em relação às áreas de consumo de água nas instalações do campus, tem-se5 banheiros coletivos (3 no pavilhão administrativo e 2 no pavilhão de aulas), 4banheiros para pessoas com necessidades especiais ( 2 no pavilhão administrativoe 2 no pavilhão de aulas), 4 laboratórios (de biologia, química, física e hidráulica), 1cantina e 4 bebedouros de pressão. O ecotime monitorará as atividades de consumo consciente da água no IFBACampus Santo Amaro tornando o seu aproveitamento necessário o quanto forpossível, fiscalizando e indo de encontro às ações tomadas que contornam ocaminho da sustentabilidade, colaborando na tarefa de conscientização na utilizaçãoadequada dos recursos naturais. PROJETOS E AÇÕES SUSTENTÁVEIS NOS INSTITUTOS FEDERAIS. Uma parceria entre o Instituto Federal do Acre (IFAC campus Xapuri) e oGoverno do Acre possibilitará que, no segundo semestre de 2012, o IFACdesenvolva atividades sustentáveis no município de Xapuri, com o objetivo dereforçar os propósitos de defesa da Floresta Amazônica. O projeto denomina-se“Sustentabilidade na Amazônia: a trajetória dos povos da Floresta”. Os alunos doInstituto Federal do Pará (IFPA campus Ananindeua) juntamente com os moradoresde Ananindeua fundaram o dia de monitoramento da qualidade da água da bacia dorio Maguari - Açu. A atividade consiste em analisar a água do rio, e tem objetivo deconscientizar sobre a importância da preservação dos recursos naturais do rioMaguari – Açu. No IFPA (campus Belém) está em desenvolvimento o projetoReciclar que tem como objetivo informar a comunidade sobre a importância dacoleta seletiva e implantar um conjunto de atitudes que eliminem os impactosambientais associados à produção e a destinação do lixo, é a chamada gestão deresíduos sólidos. No Instituto Federal de Amazonas (IFAM campus Coari), o projetode extensão estimula a criação peixes em tanques de pequenos portes, em parceriacom a Universidade Federal do Amazonas, e tem o objetivo de recordar os pratostradicionais da comunidade de São José do Saúba; discutindo os valores da higieneV SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 93
  13. 13. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012e incentivando uma prática alimentar saudável, interagindo ainda com a pisciculturacomo uma atividade econômica sustentável. No Instituto Federal de São Paulo (IFSP), campus Cubatão, os alunosplantaram um pomar. As espécies plantadas são grumixama, goiaba vermelha,limão, mexerica, acerola, jambo-rosa, flor de merenda e jasmim branco. O plantioteve a preocupação de considerar o melhor ponto de incidência do sol, osespaçamentos entre as árvores para não haver invasão e a distribuição de água. Asfrutas cítricas, que precisam de muita água para se desenvolver, foram plantadasem uma região do terreno que acumula mais água da chuva. No Instituto Federal do Maranhão (IFMA campus Caxias), alunos eprofessores do curso de Meio Ambiente do campus Caxias, realizaram um atosimbólico sobre o rio Itapecuru como forma de demonstrar o compromisso por umfuturo sustentável. Dentre as atividades, foi realizada a operação "pente fino" paralimpeza do parque. Pensando também em aspectos da sustentabilidade, o InstitutoFederal de Alagoas (IFAL) campus Maceió criou um comitê que possui comoprincipais objetivos elaborar e implantar o Plano de Gestão Ambiental ( é um sistemade administração empresarial que realça a sustentabilidade) do instituto, ao lado deprojetos que visem à redução dos impactos ambientais negativos das atividadesdesta instituição. Os membros do comitê estabeleceram como metas a seremalcançadas, a implantação da coleta seletiva no campus Maceió e um Projeto decompras Sustentáveis para este ano de 2012, além de outras ações. A instituiçãodemonstra, portanto, o interesse em modernizar-se para contribuir na busca dasustentabilidade ambiental. No Instituto Federal do Rio Grande do Norte, campusJoão Camâra, já está fabricando sabão sustentável a partir do óleo residual decozinha. O objetivo do projeto foi, primeiramente, orientar e conscientizar os alunose comunidades locais quanto aos malefícios que esse óleo causa à natureza quandodescartados indevidamente nas pias ou no solo. Depois pesquisaram, avaliando onível de conhecimentos da sociedade, o local quanto à destinação que ela estavadando ao óleo que utilizava em suas residências ou comércios e se estava dispostaa contribuir com a preservação da natureza, doando esse óleo com a finalidadeV SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 94
  14. 14. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012social de ajudar as lavadeiras carentes da cidade, através da transformação doproduto em sabão, atividade essa de sustentabilidade. Destaque para os projetos desenvolvidos no Instituto Federal de Educação,Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA). O projeto “Regional e sustentável dosprodutores de farinha de mandioca do município de Lafaiete Coutinho-BA: Umaintervenção do IFBA campus Jequié” tem como objetivo analisar o processo daprodução da farinha de mandioca do Município de Lafaiete Coutinho e ao mesmotempo possibilitar uma melhoria da situação social e econômica dos produtores. PROPOSTAS SUSTENTÁVEIS NO IFBA Diante do processo de degradação pelo qual o planeta terra está passando, éessencial que pequenas atitudes comecem a ser tomadas por cada cidadão que nosomatório possa render grandes resultados em prol de retardar o esgotamento derecursos indispensáveis para a sobrevivência humana. Por esse motivo e muitos outros, o projeto de inserção da sustentabilidadenas escolas tem uma grande importância de despertar nos jovens a consciência daverdadeira situação do meio no qual estão inseridos. O mesmo tem o objetivo defazer valer a ideia de sustentabilidade no Instituto, aumentar o grau de conhecimentodos alunos a respeito do tema, agir de forma consciente com o meio no qual estãoinseridos e reduzir os gastos, reutilizar alguns recursos além de aproveitar aestrutura ociosa do campus para fins de realização de algumas atividades. A primeira proposta é a captação de água da chuva através de calhas etubulações de baixo custo (PVC) ligadas a uns tanques reservatórios instalados aolado dos pavilhões de aula e administrativo. O objetivo é de utilizar essa águacaptada para lavagem de salas, e outras instalações, além de utilizar na irrigaçãodas plantas. A segunda proposta é da fabricação de sabão junto a uma cooperativa demães carentes a partir do óleo que é descartado na cantina do colégio, essaproposta que em longo prazo irá atuar como uma forma de geração de renda paraessas mães. A terceira proposta é de painéis solares de baixo custo feitos apenasV SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 95
  15. 15. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012com o interior de caixas de leite líquido, onde serão instaladas no telhado,possibilitando a redução da incidência dos raios solares nos pavilhões, dando umasensação de climatização maior. A quarta proposta é a instalação das lixeirascoletoras seletivas do lixo para que possam ser reaproveitados alguns materiaisdescartados e estes sejam trabalhados também pela cooperativa de mães citado nasegunda proposta. Uma proposta que pode ser implementada, em curto prazo, pelo acesso ainternet e pela disponibilidade do curso de Tecnologia da Informação que temos noinstituto é a utilização das redes sociais para discussões e ações em prol de umfuturo sustentável. É interessante, especialmente para os jovens, o acesso a redessociais para tratar de determinando assunto tendo em vista a rapidez nacomunicação. Ações como estas já foram iniciadas no IFBA campus Santo Amaroatravés do blog praxisifba1 que divulga projetos com a temática sustentabilidade. Por último, a ideia do inspetor voluntário, que no caso atuaria no sentido deprocurar pelo campus irregularidades e poder consertá-las ou contatar amanutenção para fazer determinado serviço, a exemplo, vazamento de água,ventiladores e ar condicionados ligados sem pessoas no local, luz acesa, entreoutras situações. AÇÕES NO CAMPUS SANTO AMARO No Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA)campus Santo Amaro foi planejado e montado um grupo, denominado ecotime,formado inicialmente por docentes, discentes e pessoas que realizam serviçoterceirizado na instituição. O ecotime é formado por sujeitos com a finalidade demonitorar as atividades, fiscalizando e indo de encontro às ações tomadas quecontornam o caminho da sustentabilidade, colaborando na tarefa de conscientizaçãoda utilização adequada dos recursos naturais com objetivo de salvaguardar asgerações futuras.V SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 96
  16. 16. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012 O ecotime foi organizado para avaliar quantitativamente o consumo de águano IFBA campus Santo Amaro identificando se há consumo excessivo de acordocom as atividades realizadas, e/ou deficiências de distribuição de água dentro dopróprio campus (tubulação avariada) ou externo, caracterizando furto ou falta demanutenção da tubulação; juntamente com a produção de estatísticas por meio dosdados coletados, possibilitando o conhecimento dos períodos onde mais seconsome e o “porquê” deste, propondo ações sustentáveis de consumo consciente eredução. Para que se alcancem os objetivos propostos, no dia 05 de março de 2012foram iniciadas as medições no hidrômetro do campus em 08 horários diferentes,num processo semelhante ao realizado pela Empresa Baiana de Águas eSaneamento Ltda. (EMBASA) responsável pelo fornecimento de água. Nessasmedições são coletados os dados de consumo em m³ para posterior avaliação eprodução de estatísticas. As medições foram realizadas pelo ecotime formado pelo projeto que visa asustentabilidade. A formação do ecotime é uma inovação dentro da rede federal emnosso estado, onde alunos e professores juntos buscam soluções para instalar umsistema de Produção Mais Limpa (PmaisL), onde a redução pode gerar ganhos nãosó econômicos mas socioambientais. A economia no uso da água é importante em sentidos ambientais, pois a águadoce e potável é pouca comparada ao tamanho da nossa população atual e/oufutura. No sentido de organização do ensino federal é importante que o IFBAcampus Santo Amaro economize água, numa ideia de ganho ou retorno, onde orecurso que se deixa de gastar com o uso exagerado de água pode ser utilizado emoutras ações importantes dentro da receita da unidade de ensino e que em algumasvezes deixam de serem realizadas. Além disso, é importante que se realizem açõescomo estas para que sirvam de exemplo às outras unidades e para que formemosum IFBA mais sustentável a cada dia. Em longo prazo, as ações do ecotime visam a reutilização da água da chuva,além de reutilizar a gordura, proveniente das refeições da “cantina” que antes eramdescartados incorretamente no solo, na fabricação de sabão, criando umacooperativa de mães vendedoras, onde este sabão poderá complementar a rendafamiliar, além de ser mais uma ação sustentável dentro do campus e por meio daV SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 97
  17. 17. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012cooperativa trazer a comunidade santoamarense conceitos comoempreendedorismo, cooperativismo, reutilização e sustentabilidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS A sustentabilidade abrange vários níveis de organização e através daformação de ecotimes e a partir da adoção dessa estratégia é possível que a redefederal interaja com a comunidade ao seu redor preservando o meio ambiente paranão comprometer os recursos naturais das gerações futuras. A iniciativa para aformação do ecotime pretende ser divulgada para outros institutos federais já que asações apresentadas ainda estão sendo desenvolvidas, mas já permitiram perceberque é necessário que o IFBA trilhe ações sustentáveis1-http://www.praxisifba.blogspot.com.br/p/pesquisa.html REFERÊNCIASANASTAS, P.T.; WARNER, J.C. Green Chemistry. Theory and Practice. NewYork: Oxford University Press Inc., 2000, 135 p.COMISSÃO BRUNDTLAND. Comissão Mundial Sobre Meio Ambiente eDesenvolvimento. Nosso futuro comum. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora GetúlioVargas, 1991.OLIVEIRA, Gilson Batista de; SOUZA-LIMA, José Edmilson (Orgs.). Odesenvolvimento sustentável em foco: uma contribuição multidisciplinar, Annablume,2006.V SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 98
  18. 18. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012 DA INSTRUMENTALIZAÇÃO À CONSTRUÇÃO DE REDES FORMATIVAS: Reflexões sobre a formação de professores e as novas tecnologias Cristiane da Conceição Gomes de Almeida*1 Verônica Domingues Almeida*2 *Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) campus Santo Amaro. 1- cris_ufba@hotmail.com 2-vedominguesues@hotmail.comResumoEste artigo objetiva promover discussões a respeito da formação de professores deComputação na atualidade. Considerando a larga escala de acesso das tecnologias dainformação e comunicação (TIC) no contexto educacional, discutimos como esses recursospodem marcar uma nova forma de compreender a formação de professores e comoos educadores podem, continuamente, se apropriar desse movimento em sua formação.Levantamos, também, questionamentos sobre a necessidade da atuação de um professorde Computação nas escolas básicas, que possua formação multidisciplinar emconhecimentos pedagógicos e técnico-computacionais, para instituir possibilidades deintercâmbios formativos mais significativos, quanto ao uso da informática na educaçãoformal. Fazemos uma discussão a respeito das políticas públicas de inserção das TIC nasescolas a partir de um breve histórico da inserção da formação de professores nessecampo. Em seguida, propomos algumas reflexões sobre a possibilidade de troca deconhecimentos entre os professores regentes da educação básica e os professores deComputação, que possibilite uma formação para além da instrumentalização, visando aconstrução de redes formativas de conhecimentos no espaço educacional. Para finalizarpontuamos que se faz necessária a compreensão da formação de professores enquantoprocesso contínuo no espaço escolar e da inserção das Tecnologias da Informação eComunicação como propulsoras dessa formação, fazendo uso da internet para preparaçãodos educadores para a rede, na rede e em rede, instituindo posturas mais cooperativas ecolaborativas.Palavras-chave: Formação de professores, computação, redes, tecnologias da informaçãoe comunicação. A formação de professores é um tema que gera inúmeras discussões equestionamentos na atualidade e, quando se trata de formação de professores e ocampo das novas tecnologias, o assunto toma uma dimensão ainda mais ampla ecomplexa. Muitos educadores, ao longo das últimas décadas, vêm buscandoformação apropriada para utilizarem a informática de modo significativo na escola,todavia, muitos destes cursos e atividades indicam apenas uma propostainstrumental, o que limita a atuação docente. Isso ocorre, pois os educadorespossuem formação pedagógica, mas, na maioria das vezes, não dominam a parteV SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 99
  19. 19. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012técnica destes recursos, o que torna a atuação dos mesmos, restrita a instrução decomandos ou repetição de conteúdos com o uso de um aparato tecnológicodiferente. A tecnologia na escola precisa ser percebida, não como um instrumento àparte da atividade educacional, e sim, como a própria atividade na/em atividade. Osatores/autores dos processos educativos necessitam reconhecer as possibilidadestrazidas pelas tecnologias da informação e comunicação (TIC) e aproveitá-las comoestimuladoras de processos colaborativos de construção de conhecimentos, ou seja,como propulsoras da criação de redes formativas. Mas, como conceber a educaçãono seio das novas tecnologias, em uma proposta de construção de redes deformação de conhecimentos, sem possuir a formação apropriada? Para responder aesta pergunta, podemos recorrer a formação de professores de Computação, quevem surgindo no cenário nacional como uma possibilidade concreta de aliar, em umsó profissional, o conhecimento técnico e o conhecimento pedagógico necessáriospara ampliar compreensão e utilização das TIC nas escolas. Os cursos de Licenciatura em Computação instituem-se a partir de políticaspúblicas que refletem a necessidade de compreensão do amplo uso das TIC nasociedade, em particular nas escolas de educação básica. Esta demanda faz aindicação de um intercâmbio na formação acadêmica, dentro dos campos das TIC eda Pedagogia, ou seja, a instituição de tal curso é uma possibilidade de revisita aposicionamentos teóricos que predominam nas práticas de cada uma destas áreas,mas que não se sustentam quando distintamente aplicados. Esta formação implica,portanto, na contextualização da informática na educação, a partir da prática de umprofissional multidisciplinar que alia as demandas técnicas e pedagógicas em seutrabalho. É de conhecimento comum que as TIC transformam as relações entre ossujeitos, bem como seus processos cognitivos, o que não se compreendia era comoaliar as competências tecnológicas e as pedagógicas na prática docente, o professorde computação surge, portanto, para atuar de modo multidisciplinar, aliandoconhecimentos teóricos, práticos, pedagógicos e técnicos nos processos formativosde pessoas. Diante desta perspectiva, é preciso voltar o olhar para a formação destesprofissionais, buscando compreendê-la como um processo que pressupõe umaV SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 100
  20. 20. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012estrutura curricular específica, voltada para o conhecimento pedagógico e técnico,com atualizações1 constantes, levando em conta que o educador na atualidadenecessita ser “[...] um incansável pesquisador; um profissional que se reinventa acada dia, que aceita os desafios e a imprevisibilidade da época para se aprimorarcada vez mais”. (KENSKI, 2003, p. 90). Nesse parâmetro os professores que atuamcom computação são, também, instituídos e instituíntes de seus processos deformação e aliam as influências externas às suas subjetividades, estabelecendo umdiálogo entre as políticas institucionais e o seu percurso formativo; a utilização maisintencional e significativa das TIC abre possibilidades para que essa relação ocorrade maneira contínua e mais colaborativa. FORMAÇÃO DE PROFESSORES: PANORAMA ATUAL E AS POLÍTICAS PÚBLICAS As últimas décadas do século XX foram marcadas por debates sistematizadossobre a necessidade de adequar a atividade docente às mudanças acontecidas nasociedade. No Brasil, a partir dos anos 1990, com a Conferência Mundial deEducação para Todos, realizada na Tailândia, e com a aprovação da Lei deDiretrizes e Bases da Educação Nacional, nº. 9394/96, as discussões seintensificaram e ocorreram algumas (re)formulações legais no escopo educativo,inclusive o surgimento do Pacto pela Valorização do Magistério e Qualidade daEducação. Apesar do Governo da época, descumprir acordos firmados e, assim, nãodesencadear muitas das ações previstas, não podemos, como nos afirma Mello(1999), negar a contribuição ao debate e a problematização apontada para aformação dos professores advindas desses documentos. Em relação à formação do professor para o campo da computação, desde adécada de 1970, que universidades brasileiras, como exemplo, a UFRJ, UFRGS e aUNICAMP, buscam debater esta demanda. A culminância destes debates se deu nadécada de 1980, com a ampliação dos investimentos em atividades de pesquisa e1 Aqui vale uma reflexão a respeito da compreensão do termo atualização. Neste artigo o termo não se trata daatualização volátil que percebe o conhecimento como capital descartável, e sim, da concepção de atualizaçãoformativa que possibilita a ampliação da esfera do ser em sua existência no mundo. Autores como Heidegger,Gadamer, Roseli de Sá e Teixeira Coelho trabalham com essas disposições.V SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 101
  21. 21. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012extensão e a criação do projeto EDUCOM que foi pioneiro em contemplarabordagens técnicas e pedagógicas na prática educativa, com o trabalho dedesenvolvimento de softwares educativos e com o uso do computador como recursopara resolução de problemas no campo educacional. Ao longo dos anos, assimcomo o EDUCOM, outros projetos de outras universidades foram instituídos etiveram seu valor formativo local. Em nível nacional, outra política que obteve umaamplitude válida foi o Programa Nacional de Tecnologia Educacional (PROINFO),criado em 1997, que, popularizou o acesso do computador nas escolas púbicas,assim como se voltou para a problemática da formação de professores e o campoda computação na escola. Iniciativas como estas foram precursoras do processo atual de expansão delicenciaturas técnicas e tecnológicas que vem acontecendo, mais precisamente, noescopo das escolas superiores federais e estaduais de todo o país. Um dosresultados desta expansão é a criação de cursos de Licenciatura da Computação,que, segundo o censo de 2006, realizado pelo INEP, já estão em número de 70cursos, assim distribuídos nas regiões do país: Centro-Oeste (12), Nordeste (24),Norte (3), Sudeste (22) e Sul (9)2. A implantação dos cursos de licenciatura técnicae tecnológica, em especial Licenciatura em Computação, atende aos princípios dalei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, ao Decreto nº 3276, de 06 dedezembro de 1999, que dispõe sobre formação em nível superior de professorespara atuar na Educação Básica, e ao Decreto 3554 de 07 de agosto de 2000, que dánova redação ao §2º do art. 3º do Decreto 3276/99. Além disso, os recentesprocessos de reformulação de matrizes curriculares das escolas de educaçãobásica, vêm, mesmo que forma tímida, inserindo a disciplina de Informática em seuscurrículos. Tais iniciativas de formação de professores vêm provocando uma expansãodos debates em torno da qualidade da educação e propiciaram a reorganização dopoderio público em termos do cumprimento de metas educacionais estabelecidaspelas agências financiadoras internacionais como o Banco Mundial (BIRD) e oFundo Monetário Internacional (FMI). Porém, vale alertar, que diante dos parâmetros2 Dados retirados do Projeto Pedagógico do Curso Superior de Licenciatura Plena em Informática, namodalidade presencial do Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Norte, 2009.V SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 102
  22. 22. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012dessas agências que determinam as metas para a educação, eqüidade e qualidadese confundem com quantidade, e o acesso à escola sem condições adequadas éconsiderado suficiente para atender às suas demandas. Diante deste fato, muitas discussões se originaram no contexto político-legalda formação de educadores, desde a desarticulação das políticas públicas com asuniversidades e as escolas em geral, até a implantação de legislações sobrepostasque não são tratadas e nem sequer compreendidas pelo professorado. Orientaçõesaligeiradas para a conclusão dos cursos superiores, implantação de licenciaturastecnológicas sem a estruturação e dimensão curricular apropriada, incoerênciassobre os espaços de formação e a desvalorização do magistério, configuram-secomo contradições profundas nos parâmetros legais que tratam sobre a formaçãoinicial e continuada dos educadores. Essa realidade é traduzida através de pacotes de formação deprofessores estabelecidos pelo MEC e distribuídos para as unidades escolares3.Esses e outros empreendimentos são definidos para a demanda formativa deeducadores, e os estados, os municípios e as escolas organizam espaços deformação, para atender tais exigências do Ministério. Em se tratando de informática,muitas unidades educativas estão sendo equipadas com computadores ligados aweb e cursos vêm sendo oferecidos aos professores, mas a dimensão técnico-pedagógica é limitada aos aspectos instrucionais, ou seja, acontece apenas umtreinamento para uso das TIC e não uma formação que contemple de modomultidisciplinar as amplitudes técnica e pedagógica do uso das novas tecnologias naescola. Assim, os órgãos centrais posicionam-se para atender as demandas dasagências financiadoras e os sistemas de ensino organizam-se precariamente,restringindo a inserção das tecnologias na escola a uma instrumentalização infértilde comandos limitados, tornando-se cada vez mais longe de configurarem-se comoredes de construção formativas. Com isso, fica evidenciada, portanto, uma carênciade profissionais de educação em computação, privando as escolas de introduzirem ainformática nos currículos regulares; de promoverem projetos multidisciplinares etransversais com a intervenção efetiva das TIC; da criação de softwares3 Alguns deles são: Rede Nacional de Formação Continuada de Professores, o Pró-letramento, Pró-licenciatura eo Programa de Incentivo à Formação Continuada de Professores do Ensino Médio. Vide: www.mec.gov.brV SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 103
  23. 23. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012educacionais, objetos e ambientes virtuais de aprendizagem de qualidade, dentremuitas outras ações pedagógicas. Diante desta vertente, as políticas públicas de formação de professoresapresentam-se dicotômicas. De um lado, os programas do governo são implantadossem a devida orientação e sem o necessário sentimento de pertença da comunidadeescolar sobre os projetos, ou seja, os sistemas federal, estadual e municipalindicam, os caminhos e finalidades de cada pacote de formação e arriscam,inclusive, definir resultados diante dessa atuação, sempre visando à manutençãodas metas e fins das agências financiadoras; do outro lado, a carência e a atuaçãoinstrumental dos professores da educação básica em relação a computação quedeflagra uma batalha pedagógica nos espaços educacionais. Os professoresclamam por formação apropriada e pela inserção de um profissional qualificado noespaço educativo, não só como um suporte técnico, mas como um construtor deredes formativas na escola, um educador na área tecnológica com conhecimentospedagógicos e técnicos em sua práxis educacional. Diante dessa realidade percebe-se uma tensão entre os sistemas deformação organizados e definidos pelos veículos legais e as redes formativas,criadas e alimentadas por educadores em seus percursos. O MEC e as secretariasde educação dispõem os caminhos formativos dos educadores de formadesarticulada, defendendo metas e alimentando índices estatísticos e oseducadores, mesmo que inseridos nesse escopo, tentam tecer alternativas quepriorizem os caminhos formativos em condições favoráveis a profissionalizaçãodocente, buscando outras possibilidades práticas e agregando valor a inserção deum professor da área de computação nas escolas. A conquista da integração de políticas públicas aliadas à formação dequalidade que respeitem os a-con-teceres e as dimensões de cada sujeito parecedistante. Nelson Pretto no artigo “Formação de professores exige rede”, expressa anecessidade de uma política educacional que considere os educadores em suassingularidades. Para ele, isso só poderá acontecer através da atualização deprojetos e políticas que fortaleçam os locais, as regiões, e não de “projetos quesejam elaborados por iluminados especialistas e distribuídos em broadcasting para oconjunto de brasileiros que está na escola e fora dela.” PRETTO (2001,V SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 104
  24. 24. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012p.125). Pretto reafirma a necessidade da existência de uma relação interativa entreas políticas públicas de formação e a formação dos professores em seus processos,nas suas diferenças e relações com o outro. O que vem ocorrendo é umadisparidade entre esses processos que aponta distorções quanto à percepção daformação do educador e a ausência de convocação formal do professor decomputação para agregar valor a práxis pedagógica nas escolas. Nos parece que as políticas públicas não entendem o processo formativo doseducadores em sua dimensão singular e trazem as propostas de formação comopacotes comuns que podem ser traduzidos homogeneamente por todos, de maneiraindiscriminada. As condições de trabalho e particularidades de cada realidadeescolar e de cada pessoa em formação são negadas e o processo de inserção dasTIC pode tornar-se limitado e obsoleto. A cada dia se faz mais necessária aintrodução de um profissional qualificado para atuar com as TIC na escola de modomais significativo e abrangente. O que se discute não é a alienação do professorregente quanto ao uso das novas tecnologias no espaço escolar, e sim, a agregaçãode valor as práticas docentes, a partir do intercâmbio de conhecimentos entre estesprofissionais para a construção de redes formativas, que podem englobar não só osalunos, mas a formação continuada de todos os educadores no espaço educacional. REDES DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES: POTENCIALIDADES. A inserção das tecnologias da informação e da comunicação no cenárioeducativo é ampla, todavia, complexa e difusa. De acordo com as concepções quese firmam no ideário educacional sobre a formação dos educadores e do uso dasTIC nas escolas, é possível traçar dois perfis de inclusão de práticas para asmesmas. Um dos perfis, e talvez o mais difundido, é a limitação das tecnologias amáquinas, ou seja, é a utilização das TIC como meras substitutas dos instrumentosque auxiliam os professores em suas aulas. Este uso das tecnologias, que é o maiscomum devido a formação estrita dos educadores da escola básica, não possibilita acriação de redes de formação, apenas as configura como instrumentos, alimentandodessa maneira a ideologia famigerada dos bancos investidores. Já o outro perfil deV SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 105
  25. 25. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012utilização das TIC, as percebe como movimento e concebe a web como uma grandeteia de inter-conexões, sendo compreendida como propulsora de redes deconstrução formativas. Para criar redes de formação no espaço escolar é preciso que os profissionaisenvolvidos construam modos de colaboração participativa e instituam comunidadesinterativas nas quais a formação a-con-tece4, sendo promotora inclusive depossíveis transformações sociais. A construção de uma rede formativa complexa nasescolas demanda conhecimento específico e ação intencional dos educadores, alémde necessitar da atuação de um profissional multidisciplinar, que compreenda ainteração entre as demandas técnicas e pedagógicas: o professor de computação;este, aliando-se aos demais educadores da unidade escolar, poderá instituir umacultura tecnológica mais significativa nas escolas, ampliando, inclusive, o seuescopo formativo e colaborando com o de seus colegas. A ideia de rede compreendida enquanto entrelaçamento e malha nos remetea reflexões mais amplas em torno da formação do educador e nos leva a entenderesse processo a partir de uma dinâmica de compartilhamento e não mais como umaformação solitária e estática. Tal concepção propõe uma formação construída nosgrupos aos quais os sujeitos pertencem, em conjunto com seus pares, seus alunos ecolegas. As redes são então compreendidas como comunidades, virtual oupresencialmente constituídas, que possibilitam uma reunião mais abrangente edemocrática de indivíduos e instituições, em torno de objetivos comuns. Para Silva(2008) a percepção dessa identidade comunitária da rede é muito importante para acompreensão conceitual. Ele expõe que “[...] as definições de rede falam de células,nós, conexões orgânicas, sistemas... tudo isso é essencial e até mesmohistoricamente correto para a conceituação, mas é a ideia de comunidade quepermite a problematização do tema e, conseqüentemente, o seu entendimento”(SILVA, 2008). Segundo o referido autor, as redes são estruturas flexíveis ecadenciadas que se estabelecem por relações horizontais, interconexas e emdinâmicas que supõem o trabalho colaborativo e participativo. Elas se sustentam4 Termo cunhado pela Profª Drª Maria Inêz Carvalho no artigo: O a-con-tecer de uma formação.Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade. Salvador, v. 17, n. 29, jan./jun. 2008, p.159 -168.V SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 106
  26. 26. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012pela perspectiva comunitária pautada na vontade e afinidade de seus integrantes,caracterizando-se como um significativo recurso organizacional, tanto para asrelações pessoais quanto para a estruturação social, pois são formadas pelacooperação e colaboração. É nesse âmbito que o alicerce das TIC pode ser inserido na atividadeformativa, a partir da atuação de um profissional qualificado, promovendo aorganização pedagógica do espaço escolar em uma dinâmica de rede, comconhecimentos técnicos suficientes para entremear possibilidades formativas epromover aprendizagens diversificadas, buscando esgotar os potenciais existentes ecriar novas demandas de formação. O papel de um “educador de redes” volta-separa construir redes presenciais ou à distância, formais ou livres e ainda outras quese configuram como espectro do desejo de cada um, contemplando espaçoscomunitários e configurando redes de formação comuns, que abarcam assubjetividades e as coletividades simultaneamente. Redes são de fato possibilidades de formação em potência. Os limites detempo e espaço são superados e as buscas pelas atualizações podem surgir pelanecessidade de comunicação e, sobretudo, pelo desejo. As novas tecnologiasaparecem apontando um referencial estruturante que potencializa as redes deformação - formais ou informais - tanto presenciais, quanto eletrônicas. As TICnecessitam ser percebidas, trabalhadas e compreendidas nessa dimensão ampla edinâmica para que se configurem como potências de formações nas infinitudes dosprocessos de cada sujeito no mundo. CONSIDERAÇÕES FINAIS Perceber a formação de educadores como um processo contínuo daformação do ser é de grande valia na compreensão das demandas de formação decada pessoa. Sendo a formação processo, as relações que se estabelecem natrajetória de cada indivíduo formam uma trama de associações e ligações que nãoacontecem de maneira estanque e dissociada do contexto da vivência de cada um.V SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 107
  27. 27. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012Estas malhas de relações e referências múltiplas ligam-se ao conhecimento que oeducador constrói em seu percurso profissional e pessoal, o professor decomputação, em particular, possui, portanto, uma rede de conhecimentosencadeados, não de forma hierárquica, mas de maneira integrada, pois sendo eleum educador multidisciplinar, ou seja, um profissional que abarque em seu repertórioformativo, conhecimentos técnicos e pedagógicos, a sua formação configura-senuma complexa rede de atualizações. O que se faz necessário é discutir as concepções de formação presentes noscursos de Licenciatura da Computação, para que a formação pedagógica inicial seconfigure em um contínuo. Desse modo, é importante também, salientar que oscurrículos de tais cursos precisam pensar o preparo do professor, para além dadimensão estritamente técnica ou puramente pedagógica, mas habilitar taisprofissionais para contribuírem com o trabalho educativo em uma dimensão de rede,aliando a formação técnico-pedagógica a sua metodologia de trabalho. Formar-se para a rede pressupõe esforço crítico-reflexivo, autoria, desejo epostura investigativa. O educador que forma-se para a rede compreende que a“pesca” na internet não se limita ao copiar e colar. Ele entende a internet comoespaço de colaboração na composição das informações que geram conhecimentose na difusão dos conhecimentos de sua autoria. Formar-se para a rede, portanto, vaialém da dimensão técnica do manuseio da máquina, pois é a retomada da rede webcomo uma retroalimentadora do percurso pessoal e profissional dos educadores deforma contínua, utilizando, inclusive a rede web como propulsora destas demandas. Preparado para a rede e na rede, o educador poderá vivenciar plenamente aformação em rede. Em uma perspectiva que vai além da colaboração, oseducadores se encontram em um estágio de cooperação, em um ambiente coletivo.Neste parâmetro a formação é contínua e livre, não há limite de tempo ou espaço, oque rege é o desejo de construir conhecimentos, difundi-los, utilizá-los, o interesse éem formar-se escolhendo os trajetos virtuais/reais na complexidade, em rede. A formação para a rede, na rede e em rede não pode ser considerada emetapas organizadas hierarquicamente. Ela é fruto de reflexões coletivas e dautilização das ferramentas de maneira mais cooperativa, pois acontece respeitandoos percursos de cada sujeito, no acontecer de cada processo formativo.V SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 108
  28. 28. V Seminário de Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Santo Amaro – Bahia, 2012 A rede web pode contribuir para a formação colaborativa de educadores quemontam suas próprias redes formativas nesta rede, mas para isso é preciso terconhecimento adequado destes suportes construtivos de conhecimentos. A rede éuma dimensão dialógica que pode provocar grandes alterações no processoformativo e descosturar as amarras da formação sistematizada percebida enquantometa. Em conjunto com o educador regente, o professor de computação poderá,trabalhando para a rede, na rede e em rede, promover alterações no escopoeducativo atual e na sociedade contemporânea que privilegia a informação veloz.Diante dessa perspectiva, acredita-se que os percursos formativos do ser tendem apromover o alicerce da postura investigativa e aprendente do educador, visando àconfiguração de uma sociedade voltada para a aprendizagem colaborativa, na qual ofoco esteja para além da informação e do conhecimento e volte-se para asaprendências dos sujeitos no mundo com o outro. REFERÊNCIASCALLONI, Humberto. Educação e crise de fundamento: contribuições ao estudodo sentido da educação numa perspectiva hermenêutica. Trabalho apresentadona 23a Reunião Anual da ANPED: “Educação não é Privilégio”. Caxambu, 24 a28/09/2000. (Digitado).CARVALHO, Maria Inez. O a-con-tecer de uma formação. Revista da FAEEBA -Educação e Contemporaneidade. Salvador, v. 17, n. 29, jan./jun. 2008, p. 159 -168.HALMANN, Adriane Lizbehd. Reflexões de professores em blogs: aspectos e possibilidades Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, 2006, 138 fls.INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO DO RIO GRANDE DO NORTE. ProjetoPedagógico do Curso Superior de Licenciatura Plena em Informática. Natal,RN, 2009.INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO DA BAHIA. Projeto Pedagógico do Cursoem Licenciatura da Computação. Santo Amaro da Purificação, 2010.KENSKI, Vani. Reflexões e indagações sobre a sociedade digital e a formação de um novo profissional/professor. In: RELATEC: Revista Latinoamericana deV SEMAD – 04 a 06 de Junho de 2012 109
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