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Sintese 4a Sessao On Line Turma8

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Sintese 4a Sessao On Line Turma8

  1. 1. “Práticas e Modelos de Auto-avaliação das Bibliotecas Escolares” Turma 8 – DREN Síntese da 4ª sessão online O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização (Parte I) Foram objectivos desta sessão: • Compreender como é que a auto-avaliação pode ser concretizada para demonstrar a contribuição da BE para o ensino e a aprendizagem e a missão e objectivos da escola; • Ganhar familiaridade com o processo de auto-avaliação adoptado pelo Modelo de Auto-avaliação RBE e capacitar para a sua aplicação; • Conhecer as técnicas e instrumentos propostos, o modo como se organizam e podem ser usados; Os formandos tinham de escolher um indicador de processo e um indicador de impacto dos seguintes Domínios/Subdomínios: • A.2. (Promoção das Literacias da Informação, Tecnológica e Digital) • B. (Leitura e Literacia) • C.1. (Apoio a Actividades Livres, Extra-Curriculares e de Enriquecimento Curricular) A actividade proposta consistia na elaboração de um Plano de Avaliação em profundidade daqueles dois Indicadores, recorrendo ao Texto da sessão, às Orientações para a aplicação do Modelo incluídas na versão actualizada do mesmo, disponível no sítio RBE, e ao texto de leitura complementar: Basic Guide To Program Evaluation. A primeira dificuldade dos formandos prendeu-se com a selecção do Domínio já que a maioria queria o Domínio B por ser o domínio que vão avaliar Síntese da 4ª sessão – Adelina Pinto e Raquel Ramos Página 1
  2. 2. este ano e, como tal, seria trabalho realizado. De qualquer forma, pensamos que a riqueza e diversidade dos trabalhos é uma mais-valia desta formação, razão pela qual não deixamos ultrapassar as 12 inscrições no domínio B. A existência desta sessão e desta actividade revelou-se extremamente importante por ter constituído uma oportunidade dos formandos abordarem mais uma vez o modelo, mas desta feita numa perspectiva prática, de operacionalização, na qual o confronto com as dificuldades, perguntas e dúvidas inerentes à execução da tarefa são de extrema relevância, levando mais longe o estudo e preparação para a utilização do modelo. Os trabalhos revelaram, em geral, um elevado nível de qualidade, uma leitura muito atenta da documentação fornecida e uma preocupação em seguir os seus princípios na elaboração dos planos. Pensamos que ficou claro para os formandos a distinção entre indicador de processo e indicador de impacto, havendo, no entanto, ainda alguma confusão nas evidências a recolher em cada um deles. Se num indicador de processo as evidências são a do trabalho da Biblioteca, as evidências que nos permitem avaliar os impactos são indirectas, devem ser retiradas de outros contextos (avaliação de alunos, utilização correcta das novas tecnologias, qualidade do trabalho dos alunos…). Apesar de todos considerarem esta tarefa mais difícil, pensamos que todos compreendem a sua utilidade e farão uso, quando utilizarem o modelo, de mais esta ferramenta de trabalho. O planeamento da avaliação é essencial para o bom uso da mesma e é a forma de a tornar mais simples e mais eficaz. Se estivermos atentos, se soubermos o que vamos avaliar, as evidências são fáceis de recolher e de analisar. Se não houver planificação, no final do ano temos de “inventar” evidências para responder às solicitações do Modelo. Como é natural, depois das tarefas anteriormente realizadas, a maioria dos formandos realizou trabalhos muito analíticos, ainda muito teóricos, sem Síntese da 4ª sessão – Adelina Pinto e Raquel Ramos Página 2
  3. 3. conseguirem libertar-se do Modelo. No entanto, todos abordaram as várias fases do Plano de Avaliação, embora alguns necessitassem de aprofundar mais. Por exemplo, na definição da amostra limitaram-se a replicar as percentagens veiculadas pelo Modelo, sem pensarem como é que as vão definir ao nível de cada escola. Como seleccionar 10% dos alunos? Alguns em cada turma? Uma percentagem por ano? Como vão responder aos questionários? São questões a que vão ter de responder e que devem merecer alguma reflexão para que a avaliação seja fiável. A forma como cada um apresentou o seu Plano foi muito variada. Uns optaram pela execução de uma grelha, outros optaram por uma apresentação em texto corrido, outros apresentaram ainda uma espécie de grelha corrida, mas todos, de um modo geral, se fizermos uma leitura cumulativa, dado uns terem sido mais exaustivos e outros terem apresentado planos mais gerais, apresentaram uma planificação e calendarização das actividades previstas inerentes ao lançamento da avaliação, de enquadramento, diagnóstico, reconhecimento do/s problema/s e objecto/s da avaliação, identificação dos factores críticos aplicáveis, selecção dos métodos e técnicas a utilizar, levantamento de necessidades/recursos necessários, intervenientes no processo, aplicação dos instrumentos identificados para a recolha de dados, limitações, recolha e análise dos dados, interpretação, síntese e comunicação dos resultados, etc. Por outro lado, também foi diferente a abordagem mais micro ou mais macro utilizada por uns e por outros, sem que uma negue ou impeça a outra. Por exemplo, quando no Modelo, no Indicador B1 se identifica como factor de sucesso, a organização de actividades de promoção de leitura e se remete na recolha de evidências para os registos dessas actividades, o que se solicita à BE no final do processo global de auto-avaliação do Domínio não é apenas que diga que organizou as ditas actividades, mas que as identifique, apontando as evidências (dados) que lhe permitem sustentar o seu valor em termos de desempenho da BE. Isto implica um planeamento dessas actividades onde à partida se incorpore desde logo a preocupação da sua avaliação, através da recolha de evidências que, somadas a outras, darão um retrato geral do Síntese da 4ª sessão – Adelina Pinto e Raquel Ramos Página 3
  4. 4. trabalho da BE em relação com este indicador. Se quisermos dar outro exemplo, desta feita sobre um indicador de impacto, como o B3, o mesmo se lhe aplica. Não basta referir genericamente que os alunos desenvolveram as competências a ou b. Devem identificar-se as actividades concretas que foram realizadas em relação com esse objectivo e os dados que se conseguiram recolher, fazendo uso dos instrumentos mais adequados, e que atestam que essas competências foram efectivamente desenvolvidas. Isto significa que para avaliar um indicador, temos que utilizar como “matéria-prima” actividades concretas e evidências concretas (tangíveis). São elas que, no seu conjunto, nos permitirão no final fazer determinadas afirmações e estabelecer juízos em relação ao seu valor. É por isso que os dois níveis de abordagem não vivem um sem o outro, um sistemático, alicerçado no trabalho do dia-a-dia e nas actividades que vamos desenvolvendo ao longo do ano, outro de colocação em perspectiva de tudo o que fizemos e realizámos, de síntese e de construção de uma visão global, sobre a qual somos capazes de reflectir e ajuizar fundamentadamente. Daqui resulta, portanto, que ambas as abordagens se revelaram válidas e complementares e o plano de avaliação desenhado para cada indicador mostrou a pertinência desta parceria. Maia uma vez, as tarefas realizadas ultrapassaram as nossas expectativas e demonstram o empenho e o profissionalismo de todos, mostrando que estão cada vez mais capazes de “enfrentar” o Modelo de Auto-avaliação das Bibliotecas Escolares. As formadoras, Adelina Pinto Raquel Ramos Síntese da 4ª sessão – Adelina Pinto e Raquel Ramos Página 4

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