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Lúcia da Silveira - Portais de periódicos: Presença gestão e panorama brasileiro

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Os portais institucionais de periódicos operam nas principais universidades e instituições de pesquisas dos países da Rede SciELO com objetivos comuns de contribuir para fortalecer a sustentabilidade, promover o aperfeiçoamento dos periódicos e sua visibilidade. Em muitos casos, compartilham periódicos indexados nas respectivas coleções nacionais da Rede SciELO.

O escopo do grupo de trabalho compreenderá, por um lado, a análise das políticas, modelos de gestão, funções, objetivos, metodologias, experiências exitosas e desafios dos portais institucionais em prol do aperfeiçoamento e visibilidade dos periódicos publicados no âmbito da instituição.

Por outro lado, o grupo, discutirá a interoperabilidade e compatibilidade com o Modelo SciELO de Publicação de coleções nacionais de periódicos, em particular no que se refere à adoção de padrões e práticas comuns como critérios de seleção, indicadores comuns ou compatíveis de uso e desempenho, textos em XML/JATS e, mais especificamente, das boas práticas de comunicação da ciência aberta, como preprints e gestão de dados de pesquisa. A compatibilidade contribuirá para racionalizar infraestruturas, baixar custos e aumentar a interoperabilidade.

O grupo deverá contar com a participação de lideranças dos portais institucionais de periódicos e a expectativa é que o compartilhamento de experiências, conclusões e recomendações contribuam para o aperfeiçoamento da gestão e operação dos portais e sua interoperabilidade com as coleções SciELO.

Publicada em: Ciências
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Lúcia da Silveira - Portais de periódicos: Presença gestão e panorama brasileiro

  1. 1. Portais de Periódicos presença de gestão e panorama brasileiro Lúcia da Silveira Bibliotecária - CRB-14/1248 Coordenadora do Portal de Periódicos UFSC Mestra em Gestão de Unidades de Informação - UDESC
  2. 2. 2 1) O que é um Portal de Periódicos ? Quais funções e serviços? 2) Características de presença de gestão 3) Panorama dos portais 4) Desafios frente a ciência aberta. Agenda As universidades “como produtora de fontes de informação” com qualidade e credibilidade. (GULKA, 2017)
  3. 3. 3 • Não é apenas um software. • Não é apenas um site de hospedagem. • Não é apenas um repositório. • Não é apenas suporte técnico. O que não é um Portal de Periódicos?
  4. 4. conjunto de periódicos científicos de diferentes áreas, seguem padrões de qualidade nacionais e internacionais afiliadas a uma instituição. 4 serviços especializados para atender às demandas de informação das equipes editoriais e leitores. promovendo as funções da comunicação científica e os princípios do acesso aberto à informação. O que é um Portal de Periódicos? (SILVEIRA, 2016, p. 204)
  5. 5. Servir e prover por melhores recursos, tendo em vista as mudanças sociais e tecnológicas emergentes. 5 Disponibilizar produtos e serviços que viabilizem os editores e suas equipes a desenvolver a competência em editoração científica Garantir o direito ao acesso às informações públicas, bem como ser um articulador político institucional. Educativa Tecnológica Social e Política (SILVEIRA, 2016, p. 88)
  6. 6. Quais as características esperadas para um Portal ter presença de gestão? 6
  7. 7. Pesquisa em 2016 25 9 14  Universo 62 UF = 48 PP  23 PP analise quantitativa  9 analise qualitativa 7
  8. 8. 8 IdentidadeEquipe Serviços Documentos de gestão Presença de gestão
  9. 9. Identidade Contextualiza ao leitor uma espécie de resumo executivo, dando elementos para que ele possa perceber a relevância dessa fonte de informação. Emite segurança e credibilidade ao leitor. Boas práticas: UFMG, UFSC, USP, FIOCRUZ, UNICAMP, UTFPR, UFRN e UFPR. (SILVEIRA, 2016, p. 233)
  10. 10. Documentos de gestão Os documentos de gestão devem levar em conta:  Lei nº 12.527 de Acesso à Informação (2011)  objetivos e planejamento estratégico institucionais, funções da comunicação científica  Acesso aberto.  Ciência aberta? Ex.: Políticas, diretrizes, regulamentos, planejamentos, mapeamento de processos, programas de apoio, etc. Boas práticas: UTFPR, UFSC, USP e FIOCRUZ.
  11. 11. Equipe 12  Composição diferentes de instâncias.  Tomar as principais decisões que impactem na instituição.  Estimular institucionalmente melhores condições de infraestrutura, manutenção e o aperfeiçoamento do portal e dos periódicos  Avaliar os resultados das ações do portal e sugerir melhorias, quando necessário.  Aprovar ou rejeitar as propostas de solicitação de periódicos.  Descontinuar periódicos.  Analista de Sistemas, Professor-Editor, Bibliotecário, Tradutor de Texto, Revisor de Texto (língua portuguesa), Designer, bolsista, etc.  Funções:  Criar , desenvolver, e gerenciar serviços que atendam as demandas de seus interagentes. Conselho Consultivo e Deliberativo Equipe técnica multidisciplinar Garrido; Rodrigues (2010), Cunha; Cavalcanti (2008), Rodrigues; Fachin (2008, 2010), Ferreira (2008), Grants; Bem; Alves (2012), Oliveira (2012), Rodrigues; Garcia (2014), Carvalho (2014), Marra; Weitzel (2015), Silveira (2016)
  12. 12. Serviços Os serviços desenvolvidos nos portais de periódicos são necessários para garantir aspectos de:  Padronização;  Preservação e segurança;  Disseminação da informação.  Transparência da informação.  Acesso Promovem qualidade, visibilidade e credibilidade para o periódico.
  13. 13. 14 Assessoria e capacitação Controle, normalização, edição e indexação Ética e direito autoral Marketing científico digital Fomento Segurança e preservação Avaliação, métricas, relatórios de gestão
  14. 14. Controle, normalização, edição e indexação  Migração e digitalização das edições impressas.  Controle de qualidade da nova edição, incluindo padronização dos metadados.  Atribuição, validação, correção do DOI.  Normalização dos periódicos e dos artigos científicos.  Marcação do artigo em eXtensible Markup Language (XML).  Auxílio na configuração da revista.  Realização, em conjunto com o editor, da indexação em diretórios, catálogos, bases de dados, etc. Boas práticas: UFSC , UNICAMP, UFG, e UTFPR.
  15. 15. Segurança e preservação da informação Garantir o acesso a longo prazo e promover a credibilidade ao leitor.  Desenvolver Programa de Preservação Digital da Informação.  Padronizar os metadados.  Atualizar as versões do sistema editorial.  Segurança interna – institucional.  Utilizar recursos: DOI, XML, PDF/A.  Participar da Rede Cariniana de Serviços de Preservação Digital. Boas práticas: FIOCRUZ , UFSC, USP e UNICAMP.
  16. 16. Ética e Direito Autoral  Contratar e disponibilizar sistemas de antiplágio para os editores.  Construir instruções com os direitos e deveres para autores, editores e avaliadores (Committee on Publication Ethics - COPE).  Orientar e recomendar a licença Creative Commons.  Configurar o sistema para que fique condizente com a política adotada. Gerenciamento de crises: amparar o editor no caso de retratação pública, ou em situações que interfiram nos aspectos éticos da publicação e da propriedade intelectual. Boas Práticas: UTFPR , UFG e UFSC.
  17. 17. Avaliação, métricas e relatórios de gestão  Avaliação dos serviços oferecidos pelo Portal: propósito de verificar se estão adequados, se há demanda por serviços diferentes.  Avaliação interna dos periódicos: objetivo é elaborar um diagnóstico para buscar a qualidade contínua, promovendo a sua sustentabilidade.  Estatísticas diversas do Portal: atendimentos individuais e em grupo, serviços oferecidos e estatística de atribuição de DOI.  Métricas dos periódicos: usuários, downloads, acessos e citações dos artigos, etc. Ex.: Metabase, Google acadêmico, Publish or Perish, etc. Boas práticas: USP, UFSC, UFPR e UNICAMP.
  18. 18. Marketing científico  Ampliar as formas da divulgação científica, aproximando a sociedade da ciência.  Aumentar a disseminação consequentemente aumentará a visibilidade da produção.  Criar divulgação para públicos diferenciados.  Elaborar parcerias com o setor de comunicação da instituição.  Desenvolver um plano estruturado de divulgação. Boas práticas: Periódicos de Minas, USP, Fiocruz e UFSC
  19. 19. Assessoria e desenvolvimento de competências editoriais  Formar os editores e as equipes editoriais tem como propósito torná-los aptos para o trabalho de editoração científica.  Um editor capacitado proporciona melhor qualidade ao periódico, estimula o uso da publicação e, consequentemente, dá mais credibilidade ao periódico e à instituição.  Atendimento personalizado Ex.: Programa de formação continuada das equipes editoriais, cursos, eventos, oficinas, atendimento personalizado, etc. Boas práticas: UFG, UNICAMP, UFSC e USP
  20. 20. Resumo dos resultados de 2016  Identidade do PP frágil, sem indicadores consistentes para fortalecer o Portal como fonte de informação ou site.  14 PP com Conselho Consultivo e Deliberativo – a maioria com a presença de bibliotecas (14), Pro-reitoria de pós-graduação e de pesquisa (12) e TI (11)  Equipe técnica: bibliotecário (19) e analista de sistema (9) 21
  21. 21. Serviços 22
  22. 22. 23 Resultado do questionário aplicado em dezembro de 2017
  23. 23. Quem respondeu? 24 61% 21% 18% Bibliotecário Professor Técnico Administrativo 61 %Bibliotecários 22 Instituições diferentes 93% dos Portais são institucionalizados Somam 652 periódicos, em média 29 periódicos por instituição. (1-80)
  24. 24. Coordenação 25 Gestão compartilhada 31% Tecnologia de Informação 8% Pós-graduação 8%Editora 11% Biblioteca Universitária 42%
  25. 25. Tempo de atuação 26 Menos de 1 ano 25% mais de 1 ano 29%mais de 3 anos 21% mais de 5 anos 25%
  26. 26. Equipe 27 1 a 2 pessoas 43% 3 a 4 pessoas 14% 5 a 6 pessoas 11% 7 a 8 pessoas 7% não tem, não sabe ou não é exclusivo 25%
  27. 27. Conselho Consultivo e Deliberativo 28 não sabe 4% Sim 25% Não 71%
  28. 28. Edital de apoio a publicações 29 Sim 29% Não 71%
  29. 29. Quais as dificuldades? As maiores dificuldades dos Portais estão relacionadas a falta de recursos humanos (36%) que culmina na falta de: - carência na gestão (17%) - ausência de serviços (11%) e principalmente a necessidade de capacitação (36%) do portal e equipe editorial da revista. 30 pessoas 36% gestão 17% serviços 11% capacitação 36%
  30. 30. 31 Barreiras com os trâmites administrativos no processo de compras; Falta de capacitação para gerir um portal. Diante dessa carência enfrentamos a velocidade e volatilidade de processos, produtos e serviços. Quais dúvidas e barreiras para prestação de serviços no portal? Por meio da pesquisa documental em 2016 e percepção dos gestores em 2017  Falta de infraestrutura humana  Falta de formação tanto por parte do editor quanto da equipe do portal  Falta de serviços  Falta de investimento Se não temos condições de oferecer o mínimo, como avançaremos para investir em infraestruturas da ciência aberta?
  31. 31. Editor assumirá uma postura de certificador de conteúdo:  Dados de pesquisa, transparência, replicação, reutilização e acesso a todo o ciclo de vida da pesquisa. Falta de:  Infraestruturas tecnológicas;  Recursos humanos;  Políticas institucionais para abertura da ciência; Quais os serviços para editores, avaliadores e autores voltados para a transparência, replicação e reutilização da informação os Portais poderão desenvolver? 32 Quais os desafios dos Portais com a Ciência Aberta?
  32. 32. 33
  33. 33. 34
  34. 34. 35 COMPARTILHARCOCRIAR INTEGRAR GT e Rede Nacional de Portais de Periódicos  2018 - Criação do GT – incentivado por: UFSC, UNICAMP, UFG, SIBI UFPR, FURB, UTFPR  Resultado: set. 2018: 45 membros de instituições publicas aceitaram participar do GT.  I Encontro Nacional de Portais de Periódicos – UFSC – 2018  Projeto do GT e Rede: https://goo.gl/3swBTz construído e comentado pelos membros do GT - Objetivo:  Criar um Grupo de trabalho a fim de socializar e o compartilhar conhecimentos, experiências e Boas Práticas entre bibliotecários, editores e todos que estão envolvidos com os periódicos, e Portais de Periódicos Científicos no Brasil e exterior, bem como desenvolver a Rede de Portais de Periódicos de Acesso Aberto (RePPAA)  II Encontro Nacional de Portais de Periódicos – UNICAMP – 2019
  35. 35. 36 “Os periódicos científicos interconectados com o ciclo de vida da pesquisa aberta, demonstram ser as novas tendências de publicação de alta qualidade.” (SILVEIRA, 2018, p. 7)
  36. 36. 37

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