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Leila Posenato Garcia - A participação feminina no meio editorial de saúde coletiva

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Os periódicos de saúde coletiva da Rede SciELO acumulam notável experiência na articulação de seus objetivos, interesses, funções, expectativas e sustentabilidade operacional e financeira, a partir de uma ampla diversidade de origens institucionais, áreas temáticas prioritárias, práticas editoriais e posicionamentos sobre o papel dos periódicos no progresso e comunicação da pesquisa. Essa condição dota a sistematização da gestão, operação e políticas editoriais dos periódicos de saúde coletiva com enorme potencial para contribuir para o avanço da discussão sobre o futuro dos periódicos e do próprio Programa SciELO, em especial no que se refere ao aperfeiçoamento editorial e o alinhamento com as boas práticas de comunicação da ciência aberta.

As propostas de aperfeiçoamento editorial e de adoção das inovações de comunicação preconizam o aumento da eficiência e desempenho dos periódicos no cumprimento das suas funções. Os periódicos de saúde coletiva abarcam um amplo leque de objetos de pesquisa, de públicos e de campos de influência e impacto, como são o avanço da pesquisa e do ensino no âmbito acadêmico, o avanço da atenção à saúde no âmbito dos sistemas e serviços de saúde públicos e privados incluindo a atenção individual por especialistas assim como na formulação de políticas públicas, e, finalmente, ao informar a cidadania no sentido de decisões baseadas nas melhores evidências da pesquisa científica.

O escopo proposto do Grupo de Trabalho de Periódicos de Saúde Coletiva abrange três dimensões importantes. Primeiro, a experiência da articulação entre periódicos. Segundo, a contribuição dos periódicos para o avanço da pesquisa, da atenção à saúde, para informar políticas, tomada de decisão de autoridades e da cidadania. Terceiro, estender [generalizar] a relevância dos periódicos temáticos de saúde coletiva para a função dos periódicos editados nacionalmente em geral por comunidades de pesquisadores, sem fins lucrativos, que, em diferentes condições, contribuem para o avanço do conhecimento e da capacidade nacional de criar, comunicar e usar conhecimento científico.

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Leila Posenato Garcia - A participação feminina no meio editorial de saúde coletiva

  1. 1. A PARTICIPAÇÃO FEMININA NO MEIO EDITORIAL DA SAÚDE COLETIVA Leila Posenato Garcia Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA
  2. 2. Faculdade de medicina de Tóquio admite alterar resultados para excluir mulheres https://www.theguardian.com/world/2018/aug/08/tokyo-medical-school- admits-changing-results-to-exclude-women
  3. 3. • baixa proporção de mulheres entre autores dos artigos, entre pesquisadores cujo perfil foi publicado na revista, assim como entre o conjunto dos revisores de artigos • baixa proporção de pesquisadoras em determinadas disciplinas, especialmente nas posições mais destacadas • as mulheres tipicamente dedicam mais tempo para as atividades domésticas e cuidados com as crianças • assumiram a existência de “fatores inconsicentes”: quais as cinco mulheres que poderiam ser convidadas?
  4. 4. • houve um aumento na proporção de autoras e revisoras desde 2012 • longo caminho a ser trilhado na direção da equidade
  5. 5. Peer review sexism: PLOS ONE • “It would probably also be beneficial to find one or two male biologists to work with (or at least obtain internal peer review from, but better yet as active co-authors), in order to serve as a possible check against interpretations that may sometimes be drifting too far away from empirical evidence into ideologically biased assumptions.” • http://scholarlykitchen.sspnet.org/2015/05/07/sexism-in-peer-review/
  6. 6. https://www.elsevier.com/research- intelligence/resource-library/gender-report
  7. 7. Bolsistas CNPq do sexo feminino por área 42 58 63 33 28 63 55 71 48 51 61 68 34 36 59 57 64 50 0 10 20 30 40 50 60 70 80 Agrárias Biológicas Saúde Exat.& da Terra Eng. & Comput. Humanas Soc. Aplicadas L. L. & Artes Total % 2001 2007 2015 Fonte: CNPq
  8. 8. 771 679 654 702 765 956 957 1053 1222 1388 1576 1686 1766 2006 2021 1782 450 382 359 387 416 509 523 537 630 693 637 700 711 740 805 750 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 Total de bolsas CNPq, por ano e sexo Series2 Series3Feminino Masculino Fonte: CNPq
  9. 9. Fonte: CNPq 2602 3508 4814 5707 1402 1829 2102 2185 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 2001-2004 2005-2008 2009-2012 2013-2016 Número de bolsas distribuídas pelo CNPq entre 2001 e 2016 Feminino Masculino
  10. 10. Fonte: CNPq 72% 68% 71% 75% 27% 32% 29% 25% 2.69 2.15 2.44 3.00 0.00 0.50 1.00 1.50 2.00 2.50 3.00 3.50 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 2001-2004 (n = 324) 2005-2008 (n = 388) 2009-2012 (n = 557) 2013-2016 (n = 148) Apoio Técnico à Pesquisa Feminino Masculino Razão Feminino : Masculino
  11. 11. Fonte: CNPq 53% 59% 64% 67% 47% 41% 36% 33% 1.14 1.42 1.75 2.01 0.00 0.50 1.00 1.50 2.00 2.50 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 2001-2004 (n = 180) 2005-2008 (n = 837) 2009-2012 (n = 553) 2013-2016 (n = 532) Auxílio Pesquisa Feminino Masculino Razão Feminino : Masculino
  12. 12. Fonte: CNPq 65% 71% 74% 75% 34% 28% 26% 25% 1.91 2.58 2.81 2.94 0.00 0.50 1.00 1.50 2.00 2.50 3.00 3.50 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 2001-2004 (n = 1951) 2005-2008 (n = 2302) 2009-2012 (n = 3095) 2013-2016 (n = 3983) Iniciação Científica Feminino Masculino Razão Feminino : Masculino
  13. 13. Fonte: CNPq 80% 77% 80% 75% 20% 23% 20% 25% 4.05 3.34 3.91 3.04 0.00 0.50 1.00 1.50 2.00 2.50 3.00 3.50 4.00 4.50 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 2001-2004 (n = 414) 2005-2008 (n = 460) 2009-2012 (n = 560) 2013-2016 (n = 590) Mestrado Feminino Masculino Razão Feminino : Masculino
  14. 14. Fonte: CNPq 70% 67% 75% 81% 30% 33% 25% 19% 2.37 2.02 2.98 4.34 0.00 0.50 1.00 1.50 2.00 2.50 3.00 3.50 4.00 4.50 5.00 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 2001-2004 (n = 337) 2005-2008 (n = 314) 2009-2012 (n = 386) 2013-2016 (n = 459) Doutorado no Brasil Feminino Masculino Razão Feminino : Masculino
  15. 15. Fonte: CNPq 21% 53% 69% 77% 10% 47% 31% 23% 2.20 1.13 2.21 3.28 0.00 0.50 1.00 1.50 2.00 2.50 3.00 3.50 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 2001-2004 (n = 52) 2005-2008 (n = 98) 2009-2012 (n = 308) 2013-2016 (n = 287) Pós-Doutorado Feminino Masculino Razão Feminino : Masculino
  16. 16. Fonte: CNPq 50% 49% 50% 55% 50% 51% 50% 45% 1.02 0.97 0.98 1.21 0.00 0.20 0.40 0.60 0.80 1.00 1.20 1.40 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 2001-2004 (n = 708) 2005-2008 (n = 705) 2009-2012 (n = 884) 2013-2016 (n = 946) Produtividade em Pesquisa Feminino Masculino Razão Feminino : Masculino
  17. 17. Fonte: CNPq 2.4 2.0 3.0 4.3 1.9 2.6 2.8 2.9 4.0 3.3 3.9 3.0 2.2 1.1 2.2 3.3 1.0 1.0 1.0 1.2 0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 3.5 4.0 4.5 5.0 2001-2004 2005-2008 2009-2012 2013-2016 Razão feminino: masculino por modalidade de bolsa Doutorado - GD Iniciação Científica - IC Mestrado - GM Pós-Doutorado Produtividade em Pesquisa - PQ
  18. 18. Revistas científicas • promover a equidade de gênero nos periódicos • papel relevante para a promoção da equidade de gênero na pesquisa e na publicação • incentivar a incorporação da perspectiva de sexo e gênero nos estudos que derivam os artigos
  19. 19. PARA RELATOS DE PESQUISAS SAGER Comitê de Políticas de Gênero European Association of Science Editors Sex And Gender Equity in Research DIRETRIZES Equidade de Sexo e Gênero na Pesquisa http://www.ease.org.uk/about-us/gender-policy-committee/
  20. 20. QUEM são os alvos das diretrizes? AUTORES, EDITORES, REVISORES Precisam estar cientes de que SEXO E GENERO IMPORTAM e compartilhar a responsabilidade pelo uso das DIRETRIZES SAGER (autores e revisores) e sua adoção (editores) Organizações que financiam e conduzem pesquisas, decisores políticos e a sociedade Quem? www.ease.org.uk
  21. 21. Quando? As Diretrizes SAGER são úteis em diferentes etapas das pesquisas • Desenho do estudo, condução, relato • Revisão por pares • Aplicação das pesquisas
  22. 22. Onde? Artigo original: Heidari et al. Research Integrity and Peer Review, 2016 Versão em português: Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 26, n. 3, 2017 www.scielo.br/ress Flyer: EASE GPC website Equator Network website: National Library of Medicine (NLM reporting guidelines) Instruções aos autores das revistas que as endossam Citações em editoriais e outros artigos: JAMA, The Lancet Psychiatry, Annali dell’Istituto Superiore di Sanità, Addiction Journal, BMC Medical Research Methodology, e outras revistas 6 Onde obter mais informações sobre as diretrizes SAGER? http://www.ease.org.uk/about-us/gender-policy-committee
  23. 23. Coordenadores Paola De Castro Thomas Babor Fundadora Shirin Heidari Membros Rachel Carol Janine Clayton Jhony A. De La Cruz Vargas Jibril Handulelh Moira Hudson Joan Marsh Ana Marusic Petter Oscarson Leila Posenato Garcia Ines Steffens Cara Tannenbaum Comitê de Políticas de Gênero ENDOSSE As diretrizes SAGER http://www.ease.org. uk/about-us/gender- policy-committee/ .
  24. 24. Saúde Coletiva brasileira • Predominância de mulheres • RESS: ~ 70% • Epi2017: ~ 70% participantes, 50% palestrantes • CSP: 50% do corpo editorial “Mulheres no mundo da ciência e da publicação científica” (mar/18) • Gaceta Sanitaria: Política para fomentar a igualdade de gênero na publicação científica “Las desigualdades de género en la ciencia: Gaceta Sanitaria da un paso adelante” (2015)
  25. 25. Propostas para debate • Monitorar a distribuição de sexos entre os autores dos artigos submetidos, recusados, publicados e convidados, bem como entre os revisores e membros das equipes editoriais • Levantamento no conjunto dos periódicos da saúde coletiva • Políticas editoriais de incentivo à diversidade de gênero • Suscitar debates relacionados à participação feminina na ciência • Divulgar as diretrizes SAGER e de outras iniciativas para promover a equidade de gênero e incorporar a perspectiva de gênero na pesquisa e na publicação científica
  26. 26. https://peerreviewweek.wordpress.com/
  27. 27. ranking de 33 países latino-americanos e caribenhos sobre mulheres nos parlamentos nacionais: o Brasil ocupava a 32ª posição devido aos 9,9% de parlamentares eleitas. Está à frente somente de Belize (3,1%) e muito distante da primeira posição ocupada pela Bolívia, a qual detém 53,1% de mulheres no parlamento. http://www.onumulheres.org.br/noticias/brasil-e-lanterna-em-ranking-latino-americano-sobre-paridade-de-genero-na-politica/

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