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Alteridade• Antigos Gregos – O homem é constituído através  do olhar do outro. Visão horizontal.• Sociedade contemporânea ...
Estabelecidos e OutsidersA ideia é perceber o par inclusão/exclusão como eixo apartir do qual as identidades determinam-se...
Os quatro pontos1.   A coesão dos estabelecidos gera uma sensação de superioridade até mesmo     no mais miserável entre e...
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• Luta de classes e intolerância à inclusão• Sociedade em rede• Tentativa de estabelecer o outro como seu outsider
ConclusãoPercebemos que, paralelamente ao exercício de promover a inclusão daqueles queestão às margens, existe uma força ...
Referencial TeóricoBAUMAN, Zigmunt. Modernidade e Ambivalência. In: FEATHERSTONE, M. Cultura global.Nacionalismo, globaliz...
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  1. 1. Favela: Outsiders no Orkut Letícia Ribeiro Schinestsck Orientadora: Raquel RecueroUniversidade Católica de Pelotas - UCPEL
  2. 2. Sociedade em Rede• A presença na rede ou a ausência dela e a dinâmica de cada rede em relação às outras são fontes cruciais de dominação e transformação de nossa sociedade: uma sociedade que, portanto, podemos apropriadamente chamar de sociedade em rede, caracterizada pela primazia da morfologia social sobre a ação social. (CASTELLS, 1999 p.565) Mudança dos suportes de informação• Com os rastros deixados nas redes é possível entender, também, os novos valores construídos, fluxos de informações divididos e as mobilizações que emergem no ciberespaço (RECUERO, 2009)
  3. 3. • Site de relacionamento baseado na interação • Idealizado por Orkut Buyukokkten e lançado pelo Google em 2004• Perfil - personalidade, gostos, preferências, hobby• Álbum de fotografias, Comunidades
  4. 4. Análise do DiscursoA linguagem não é transparente – Como aquele texto significa?O indivíduo é interpelado em sujeito pela ideologia e é assimque a língua faz sentido. Não existe discurso sem sujeito e nemsujeito sem ideologia. (PECHÊUX,1975)Não se divide a forma e o conteúdo, mas busca-se aprofundar alíngua não só como uma estrutura, mas como umacontecimento.Efeito de sentido entre locutores (ORLANDI,1999)
  5. 5. Alteridade• Antigos Gregos – O homem é constituído através do olhar do outro. Visão horizontal.• Sociedade contemporânea – o outro é aquele que eu discrimino, coisifico e excluo. É tudo aquilo que eu não sou. Visão vertical.• Bauman(1994) Teoria da inclusão/exclusão
  6. 6. Estabelecidos e OutsidersA ideia é perceber o par inclusão/exclusão como eixo apartir do qual as identidades determinam-se emovimentam-se no Orkut. Entender:“[...]como e por que os indivíduos percebem uns aosoutros como pertencentes a um mesmo grupo e seincluem mutuamente dentro das fronteiras grupaisque estabeleceram ao dizer ‘nós’, enquanto que, aomesmo tempo, excluem outros seres humanos aquem percebem como pertencentes a outro grupo e aquem se referem coletivamente como ‘eles’.(ELIAS;SCOTSON, 2000, p.37-38)
  7. 7. Os quatro pontos1. A coesão dos estabelecidos gera uma sensação de superioridade até mesmo no mais miserável entre eles, os outsiders. Excluindo o sujeito, essa coesão grupal promove a imersão de indivíduos desiguais em um estilo de vida comum, em normas e condutas coletivas que anarquizam as possíveis resistências individuais contra a estigmatização dos outsiders.2. A visibilidade de ambos faz com que as fronteiras fiquem bem definidas, os lugares demarcados, mesmo que isso tudo esteja longe do que os olhos podem ver.3. Sentimentos morais bem definidos são capazes de distinguir-se do outro. O outsider normalmente é representado e visto como sujo e desprezível, desordeiro e deficiente.4. Existe possibilidade entre os espaços para que um grupo outsider venha a se estabelecer, com o tempo – caso da classe operária – e designar, por sua vez, outros indivíduos como os seus outsiders.
  8. 8. • Coesão dos estabelecidos predomina em todo o texto• Pronomes possessivos desenham a fronteira entre o ‘eu’ e o ‘outro’, o estabelecido e o outsider• Olhar vertical (Bauman 1994) – inclusão/exclusão• Negrito como reafirmação da frase
  9. 9. • Luta de classes e intolerância à inclusão• Sociedade em rede• Tentativa de estabelecer o outro como seu outsider
  10. 10. ConclusãoPercebemos que, paralelamente ao exercício de promover a inclusão daqueles queestão às margens, existe uma força contrária vinda do próprio semelhante, atuando paraque o processo inverso aconteça, ou seja, que não prevaleçam as mesmasoportunidades e a tentativa de compreender o outro, mas que se sobreponha a eles eos designe tarefas.Além de amplificar o efeito e multiplicar as consequências, a internet causa a falsasensação de proteção, normalmente usada como escudo para tripudiar em cima depessoas e reafirmar a soberania ao próprio ego.O ato de excluir não é novo, mas a internet aparece como uma ferramenta tentadorapara externar pensamentos interiorizados e não precisar arcar com diretamente oupessoalmente com as consequências daquele seu ato-pensamento. Como asreverberações passam a ser primeiramente no espaço online, fica confortável dar umtapa e esconder a mão. Entretanto, mesmo em uma realidade fria e individualista comoé a contemporânea, a alteridade ainda se faz um requisito indispensável para aconstituição do sujeito.Mas, ao contrário dos gregos, aqui o olhar é localizado na fronteira de inclusãoonde é preciso estabelecer-se a qualquer custo. As redes sociais estão repletas deoutsiders que saíram do espaço físico para compartilhar com uma sociedadeamplamente conectada, as frustrações corriqueiras que são frutos de um olhar parao outro que vai, mas não volta.
  11. 11. Referencial TeóricoBAUMAN, Zigmunt. Modernidade e Ambivalência. In: FEATHERSTONE, M. Cultura global.Nacionalismo, globalização, modernidade. Tradução de Attilio Brunetta. Petrópolis: Vozes, 1994BAUMAN, Zigmunt. Vidas desperdiçadas. Traduçao de C. Alberto Medeiros. Rio de Janeiro:J.Zahar, 2005.CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede.São Paulo: Paz e Terra, 1999.ELIAS,Norbert;SCOTSON, John L. Os estabelecidos outsiders. Traduçao de Vera Ribeiro. Riode Janeiro: J. Zahar, 2000PÊCHEUX, M. Semântica e discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. Tradução de Eni P.Orlandi. 2. ed. Campinas, SP: Unicamp, 1995 [1975].RECUERO, Raquel. Redes sociais na Internet. Porto Alegre: Sulina, 2009. ColeçãoCibercultura.

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