2      UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO  FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA.ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA...
3      UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO  FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA.ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA...
ii         UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO  FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA.ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENH...
iiiDEDICATÓRIA      Deus por permitir que tudo seja      possível, aos meus pais Marli Flor da      Silva Davanso e Odair ...
iv                          AGRADECIMENTOSAgradeço a Deus por todas as conquistas que me proporciona.Agradeço a todos que ...
v                                                SUMÁRIOLISTA DE FIGURAS ....................................................
vi   4.4. AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO NA   MÁQUINA DE PASTEURIZAÇÃO – PASTEURIZADOR DE LATAS ............ ...
vii                                             LISTA DE FIGURASFigura 01 - As divisões do ouvido............................
viiina Enchedora, levando em consideração a utilização dos três tipos protetores deauriculares...............................
ix                                               LISTA DE TABELASTabela 01 - Nível critério para adoção de medidas prevent...
x                                   LISTA DE EQUAÇÕESEquação 01 - Relação entre a D(%) e o Lavg..............................
xi                                     RESUMODAVANSO J.F.S. – AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AORUÍDO EM UMA INDÚSTRIA ...
11. INTRODUÇÃO1.1. PROBLEMÁTICA       Num mundo de economia globalizada, tornou-se insaciável a busca porprodutos mais com...
2por direito exigir sempre melhores condições de trabalho, visto que esse direito égarantido na constituição federal, Titu...
3       A linha de envase de latas, devido aos inúmeros ríscos que a mesma possui,sempre se torna foco na realização de pr...
42.REVISÃO BIBLIOGRÁFICA2.1. AGENTES FÍSICOS       É considerado agente físico, aquele agente que tem a capacidade de modi...
5   mecânicas no funcionamento do equipamento e tratamento acústico   nos sistemas da máquina que geram o ruído.b) Control...
6       Para uma análise correta dos níveis ruídos ao qual o trabalhador estásubmetido devem-se em primeiro lugar levar em...
7   Tabela 1: Nível critério para adoção de medidas preventivas e corretivasDose diária NEN              Consideração     ...
82.2. OS EFEITOS DO RUÍDO SOBRE O HOMEM       Um dos agentes nocivos à saúde do trabalhador mais encontrado em umambiente ...
9orgânicos, tais como estresse, distúrbios da atenção, do sono e do humor, alteraçõestransitórias na pressão arterial, dis...
10           Figura 3: Protetor auricular tipo plug com flanges. (3 M 2007)       Protetor de espuma moldável, do tipo ins...
113. MATERIAIS E MÉTODO       Esta etapa trata da parte referente à fundamentação e estrutura da proposta dotrabalho, apre...
123.2. INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO       Para a medição foi utilizado o seguinte instrumento: Dosímetro de RuídoDigital, model...
13c) Dproj%(h): dose de ruído projetada para o período da jornada (6 ou 8 horas),   expressa em porcentagem. O limite de t...
143.3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS       A metodologia para avaliação da exposição ocupacional ao ruído nosambientes de tr...
153.4. ABORDAGEM DOS LOCAIS E DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO        A avaliação foi feita de forma a considerar todos os operad...
16        Como os períodos de medição não corresponderam à jornada de trabalhocompleta calculou-se a Dose projetada para a...
174. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS4.1. DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO       O processo de produção de cerveja se ...
18chamada ponte de vácuo (Figura 7) que é responsável por eliminar latas que possamestar amassadas. A ponte de vácuo recol...
19                              Figura 8: Enchedora de latas.       As latas cheias passam pelo processo de Pasteurização ...
20                               Figura 10: Inspetor de latas.       Logo após a passagem pelo inspetor, as latas estão pr...
21produtos acabados. A paletizadora é um equipamento que submete os operadores aomaior índice de ruídos da linha de produç...
224.2. AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO NAMÁQUINA DE DESPALETIZAÇÃO – DESPALETIZADORA       Durante todo tempo ...
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24(TWA dB(A)) é 61,61dB e a dose de ruído projetada para 8 horas (Dproj%(8 h)) é de3,9dB, sendo valores inferiores as dose...
25Tabela 6: Resultados do TWA dB(A), Dproj%(8), funções de operador de enchedorade latas, levando em consideração a situaç...
26preliminarmente caracterizado como continuo durante toda a execução de suastarefas.           A Tabela 7 mostra as dosim...
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30Tabela 11: Dosimetria na paletizadora fornecida pelo aparelho de medição                   Função                   Oper...
31doses diárias permissíveis de 100% e portanto, não excedendo os limites deexposição ao ruído da NR15 (Brasil, 1978), sen...
32os limites de exposição ao ruído da NR-15 (Brasil, 1978), sendo uma medidacorretiva de grande solução.       Segue abaix...
33                      Dproj%8 h com utilização de EPIs                14,00%    12,84%                12,00%            ...
34                         Dproj%8 h com utilização de EPIs                   20,00%    18,18%                   15,00%   ...
35                Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB ) sem utilização                                       de EPIs   ...
36           Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB ) com utilização                                  de EPIs             ...
37            Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB) com utilização                                   de EPIs            ...
38             Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB) com utilização                                    de EPIs          ...
395. CONCLUSÃO       Os níveis de ruídos em todos os pontos de trabalho na linha de enlatamentode bebidas estão acima dos ...
40inerentes ao processo não sendo possível a tomada de ações visando a diminuição nageração destes ruídos.       Conclui-s...
416. BIBLIOGRAFIASARAUJO, C. P.; FILHO G. F. Avaliação dos Ríscos Químicos de uma indústriade Embalagens de ARAPONGAS-PR. ...
42DECRETO-LEI N.º 5.452, DE 1º DE MAIO DE 1943. Disponível emhttp://www.planalto.gov.br/ccivil/decreto-lei/del5452.htm. Ac...
43http://cpd1.ufmt.br/eest/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=79&Itemid=99 . Acesso 14/07/2010SOARES, A.F.P...
44          UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO            FACULDADEDEARQUITETURA,ENGENHARIA E TECNOLOGIA              DEP...
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  1. 1. 2 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA.ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO EM UMA INDÚSTRIA DE BEBIDAS JOHNNY FLOR DA SILVA DAVANSOOrientadora: Profª. Msc. LUCIANE CLEONICE DURANTE Cuiabá, MT Setembro/2010
  2. 2. 3 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA.ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO EM UMA INDÚSTRIA DE BEBIDAS JOHNNY FLOR DA SILVA DAVANSO Monografia submetida à Universidade Federal de Mato Grosso para obtenção do Grau de Especialista em Engenharia de Segurança do TrabalhoOrientadora: Profª. Msc. LUCIANE CLEONICE DURANTE Cuiabá, MT Setembro/2010
  3. 3. ii UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA.ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHOCERTIFICADO DE APROVAÇÃOTítulo: AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO EMUMA INDÚSTRIA DE BEBIDASAluno: JOHNNY FLOR DA SILVA DAVANSOOrientadora: Profª. Msc. LUCIANE CLEONICE DURANTEDissertação defendida e aprovada em 09 de setembro de 2010________________________________________Assinatura do (a) Coordenador (a) do CursoComissão Examinadora: _______________________________________________________ Profª. Msc. Luciane Cleonice Durante Universidade Federal de Mato Grosso _______________________________________________________ Profª. Dra. Marta Cristina de Jesus Albuquerque Nogueira Universidade Federal de Mato Grosso _______________________________________________________ Prof. Dr. Marcio de Lara Pinto. Universidade Federal de Mato Grosso
  4. 4. iiiDEDICATÓRIA Deus por permitir que tudo seja possível, aos meus pais Marli Flor da Silva Davanso e Odair Davanso que tanto me apoiaram durante todos os caminhos que segui, me ensinando, me compreendendo e me dando todo amor que tanto já precisei.
  5. 5. iv AGRADECIMENTOSAgradeço a Deus por todas as conquistas que me proporciona.Agradeço a todos que contribuíram para construção do que eu sou hoje.À minha família, que de forma direta ou indireta contribuíram para a conclusão demais uma etapa em minha vida.A todos os funcionários da coordenação pelo apoio e amizade. Em especialCesário e Lúcio.À Prof.ª Ms. Luciane Cleonice Durante - pela orientação e principalmente peloincentivo, apoio, confiança e conhecimento, ingredientes que possibilitaram arealização deste.A todos os professores pelo conhecimento transmitido.Aos meus amigos Breno e Thiago que sempre me ajudaram.Agradeço ao Engenheiro Marcio Antonio Nadai Alberton pelo apoio e incentivo.À minha companheira Thyssiani Aparecida Nogueira Marques por todo amor ecarinho ao longo dessa jornada.A todos os colegas de curso que fizeram com que conhecimentos fossemadquiridos, experiências fossem compartilhadas e novas amizades feitas.
  6. 6. v SUMÁRIOLISTA DE FIGURAS ................................................................................................ viiLISTA DE TABELAS ................................................................................................ ixLISTA DE EQUAÇÕES .............................................................................................. xRESUMO .................................................................................................................... xi1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 1 1.1. PROBLEMÁTICA....................................................................................... 1 1.2. JUSTIFICATIVA .............................................................................................. 2 1.3. OBJETIVOS...................................................................................................... 3 1.3.1. Objetivo Geral ................................................................................ 3 1.3.2. Objetivos Específicos ..................................................................... 32.REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ................................................................................. 4 2.1. AGENTES FÍSICOS ......................................................................................... 4 2.1.1. Ruído .............................................................................................. 4 2.2. OS EFEITOS DO RUÍDO SOBRE O HOMEM ............................................... 8 2.3. PROTETORES AURÍCULARES ..................................................................... 93. MATERIAIS E MÉTODO .................................................................................... 11 3.1. DESCRIÇÃO DO PERFIL DA EMPRESA .................................................... 11 3.2. INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO ................................................................ 12 3.3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS .................................................... 14 3.4. ABORDAGEM DOS LOCAIS E DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO ....... 15 3.5. MÉTODO PARA ANÁLISE DOS RESULTADOS ....................................... 154. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS....................................... 17 4.1. DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO ............................................... 17 4.2. AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO NA MÁQUINA DE DESPALETIZAÇÃO – DESPALETIZADORA ......................... 22 4.3. AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO NA MÁQUINA DE ENCHIMENTO – ENCHEDORA DE LATAS ........................... 24
  7. 7. vi 4.4. AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO NA MÁQUINA DE PASTEURIZAÇÃO – PASTEURIZADOR DE LATAS ............ 25 4.5. AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO NA MÁQUINA EMPACOTADORA DE LATAS ...................................................... 27 4.6. AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO NA PALETIZADORA DE LATAS ............................................................................. 29 4.7. COMENTÁRIOS ............................................................................................ 315. CONCLUSÃO ....................................................................................................... 396. BIBLIOGRAFIAS ................................................................................................. 41
  8. 8. vii LISTA DE FIGURASFigura 01 - As divisões do ouvido......................................................................... 08Figura 02 - Protetor auricular tipo concha............................................................. 09Figura 03 - Protetor auricular tipo plug com flanges............................................. 10Figura 04 - Protetor auricular tipo moldável.......................................................... 10Figura 05 - Dosímetro de Ruído Digital, modelo DOS – 500............................... 12Figura 06 - Despaletizadora de latas...................................................................... 17Figura 07 - Ponte de vácuo..................................................................................... 18Figura 08 - Enchedora de latas............................................................................... 19Figura 09 - Pasteurizador de latas.......................................................................... 19Figura 10 - Inspetor de latas................................................................................... 20Figura 11 - Empacotadoras de latas....................................................................... 20Figura 12 - Paletizadora de latas............................................................................ 21Figura 13 – Envolvedora de paletes....................................................................... 21Figura 14 - Dose projetada sem uso de EPI’s para todas as máquinas.................. 31Figura 15 - Dose projetada levando em consideração os três tipos de EPI’s naDespaletizadora....................................................................................................... 32Figura 16: Dproj (%) 8 h com EPI’s na Enchedora levando em consideração autilização dos três tipos protetores de auriculares................................................... 32Figura 17: Dproj (%) 8 h com EPI’s no Pasteurizador levando em consideraçãoa utilização dos três tipos protetores de auriculares............................................... 33Figura 18: Dproj (%) 8 h com EPI’s nas Empacotadoras de latas levando emconsideração a utilização dos três tipos protetores de auriculares.......................... 33Figura 19: Dproj(%) 8h com EPI’s na Paletizadora, levando em consideração autilização dos três tipos protetores de auriculares.................................................. 34Figura 20: Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB) sem utilização deEPIs, em cada máquina 1. Despaletizadora; 2. Enchedora; 3. Pasteurizador; 4.Empacotadora; 5. Paletizadora................................................................................ 35Figura 21: Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB ) com utilização de EPIna Despaletizadora, levando em consideração a utilização dos três tiposprotetores de auriculares......................................................................................... 36Figura 22: Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB ) com utilização de EPI
  9. 9. viiina Enchedora, levando em consideração a utilização dos três tipos protetores deauriculares............................................................................................................... 36Figura 23: Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB ) com utilização de EPIna Pasteurizador, levando em consideração a utilização dos três tipos protetoresde auriculares.......................................................................................................... 37Figura 24: Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB ) com utilização de EPIna Empacotadora de latas, levando em consideração a utilização dos três tiposprotetores de auriculares.......................................................................................... 37Figura 25: Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB ) com utilização de EPIna Paletizadora, levando em consideração a utilização dos três tipos protetoresde auriculares.......................................................................................................... 38
  10. 10. ix LISTA DE TABELASTabela 01 - Nível critério para adoção de medidas preventivas e corretivas......... 07Tabela 02 - Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente.............. 07Tabela 03 - Dosimetria na despaletizadora fornecida pelo aparelho de medição.. 22Tabela 04 - Resultados do TWA dB(A), Dproj%(8), para funções de Operadorde despaletizadora, levando em consideração a situação com e sem protetorauricular................................................................................................................... 23Tabela 05 - Dosimetria na enchedora de latas fornecida pelo aparelho demedição................................................................................................................... 24Tabela 06 - Resultados do TWA dB(A), Dproj%(8), funções de operador deenchedora de latas, levando em consideração a situação com e sem protetorauricular................................................................................................................... 25Tabela 07 - Dosimetria no pasteurizador de latas fornecida pelo aparelho demedição................................................................................................................... 26Tabela 08 - Resultados do TWA dB(A), Dproj%(8), funções de operador depasteurizador de latas, levando em consideração a situação com e sem protetorauricular................................................................................................................... 26Tabela 09 - Dosimetria no empacotadora de latas fornecida pelo aparelho demedição................................................................................................................... 28Tabela 10 - Resultados do TWA dB(A), Dproj%(8), funções de operador deempacotadora de latas, levando em consideração a situação com e sem protetorauricular.................................................................................................................. 28Tabela 11 - Dosimetria na paletizadora fornecida pelo aparelho de medição 30Tabela 12 - Resultados do TWA dB(A), Dproj%(8), funções de operador depaletizadora de latas, levando em consideração a situação com e sem protetorauricular................................................................................................................... 30
  11. 11. x LISTA DE EQUAÇÕESEquação 01 - Relação entre a D(%) e o Lavg........................................................ 15Equação 02 - Dose projetada para a jornada de 8 horas Dproj(8)......................... 16
  12. 12. xi RESUMODAVANSO J.F.S. – AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AORUÍDO EM UMA INDÚSTRIA DE BEBIDAS Cuiabá 2010. 53 f Monografia(Especialização) - Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia, UniversidadeFederal de Mato Grosso. O ruído pode ser considerado como um som desagradável e indesejáveldecorrente de exposição continua a elevadas pressões sonoras acarretandodesfavoravelmente sobre o estado emocional do indivíduo com conseqüênciasimprevisíveis sobre o equilíbrio do trabalhador resultando em surdez, stress, fadiga,irritação e diminuição da produtividade. O objetivo geral desse estudo consiste na avaliação dos níveis de ruídosexistentes em uma indústria de bebidas, mais especificamente na linha produtora debebidas em latas. O levantamento de dados foi feito em loco com autorização daempresa, de forma que cada funcionário responsável por cada máquina manteve-secom o equipamento de medição por cada ciclo de medição representativo dascondições de trabalho do mesmo. Os resultados apontaram para um excesso de ruído.Foi evidenciado que com a utilização de EPI’s os níveis de ruídos diminui a valoresaceitáveis, levando em consideração os parâmetros estabelecidos em normas. Na suaconsideração final, aponta para a importância das avaliações ocupacionais, atendendoas prerrogativas legais, e também sobre a importância do profissional competentepara exercer sua função técnica e apresentar laudos que comprovem ou não, agentesnocivos aos trabalhadores em seu ambiente de trabalho.Palavras-chaves: Saúde ocupacional, segurança do trabalho, Ruído excessivo.
  13. 13. 11. INTRODUÇÃO1.1. PROBLEMÁTICA Num mundo de economia globalizada, tornou-se insaciável a busca porprodutos mais competitivos, inovadores e, sobretudo de ótima qualidade frente àsnovas exigências do mercado. Num primeiro momento adotaram-se as políticas de redução de custos cominsumos, tecnologias e recursos utilizados. Entretanto esse sistema se mostrouineficiente, visto que essa forma de economia possui um limite dentro do contesto decrescimento, pois não há investimentos em novas técnicas de produção fazendo comque as técnicas utilizadas se tornem ultrapassadas e os processos de industrializaçãoinadequados ao longo dos tempos. Com a adoção da política de produção descrita acima o número de acidentes eas perdas humanas aumentavam de maneira crítica, fazendo com que os gastos comprejuízos e com indenizações pagos as ações trabalhistas, fizessem com que asempresas se preocupassem com Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA). Aaplicação desses conceitos e a penetração dessas idéias atualmente vêm atingindouma parcela cada vez maior de pessoas, vale ressaltar que, a cultura de Saúde,Segurança e Meio Ambiente (SSMA) não é coisa que aconteça do dia para noite,sendo que tais conceitos não são assimilados com simplesmente a contratação deempresas para implantar seus “selos” e, que para alcançar um nível satisfatório deconsciência, tanto dos empregadores quanto dos empregados, é uma tarefa deconscientização de uma vida inteira, mesmo antes da abertura dos portões daempresa, ou seja, levando em consideração o contesto social em que cada indivíduoenvolvido nesse processo vive. Uma das grandes conquista no Brasil foi a criação das NormasRegulamentadoras (NR’s), que fornecem orientações sobre procedimentosobrigatórios relacionados Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA). Temos queressaltar que muitas empresas são exemplos da alta viabilidade das NR’s, contudooutras tentam compensar a perda da saúde do trabalhador com pagamento deadicionais. A maior motivação do trabalhador é a certeza de o mesmo exerça a suafunção de forma segura e em um ambiente de trabalho seguro e que o mesmo tem
  14. 14. 2por direito exigir sempre melhores condições de trabalho, visto que esse direito égarantido na constituição federal, Titulo II, Art. 7º, inciso XXII “Art. 7º São direitosdos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de suacondição social: (...) XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio denormas de saúde, higiene e segurança”. Uma das grandes responsáveis por acidentes e doenças relacionadas aotrabalho são as indústrias, pois as mesmas em sua grande parte tem como prioridadea produção de seus produtos deixando de lado a política de segurança em relação asaúde do trabalhador. Tomando como base uma indústria de bebidas temos que amesma apresenta muitos riscos à saúde ocupacional do trabalhador, dentre os quaispodemos citar a questão de ruído elevado, calor excessivo, quedas, cortes entreoutros. Um dos agentes de maior dano a saúde do trabalhador em uma indústria debebidas e em particular em uma linha de produção de bebidas em latas é o ruído,sendo de fundamental importância, a realização de estudos e pesquisas no sentidode contribuir para o esclarecimento de possíveis duvídas sobre as preocupações eesforços na eliminação deste agente de risco por parte da indústria, e na avaliação dasmedidas preventivas existentes, evidenciando se as mesmas atende as prerrogativasestabelecidas em normas.1.2. JUSTIFICATIVA A linha de envase de bebidas em latas apresenta muitos riscos à saúdeocupacional do trabalhador, dentre os quais podemos citar a questão de ruídoelevado, calor excessivo, quedas, cortes entre outros. A linha de envase de bebidas em latas por ser uma área que produz em média93000 latas/hora, a mesma pode chegar a incrível marca de 2.232.000 de latas pordia, e todas essas latas provocam um grande ruído, que deve ser mensurado, de formaa avaliar as condições nas quais a os trabalhadores se encontram nesse ambiente. Dessa forma, deve-se análisar se os índices de ruídos em uma indústria debebidas são elevados o suficiente, sendo necessária compensação salarial através dopagamento do adicional de insalubridade.
  15. 15. 3 A linha de envase de latas, devido aos inúmeros ríscos que a mesma possui,sempre se torna foco na realização de programas de segurança, pois grande parte dosacidentes, com ou sem afastamento, é fruto de tais condições que muitas vezes sãoinerentes ao processo. Os acidentes levam as empresas, cada vez mais, concluir queos custos-benefício da engenharia de segurança e dos processos que envolvem amesma na prevenção de acidentes são positivos, pois recursos financeiros destinadosa tais políticas se revertem em benefícios para a empresa. O entendimento dos valores de ruídos em uma indústria de bebidas, que seráevidenciado através de um avaliação da exposição ocupacional dos operadores demáquinas, formulado através de uma avaliação ocupacional dos índices de ruídos,com as devidas medições, com a utilização de corretos equipamentos e devidamentecalibrados, permitira que a empresa motivada por problemas já ocorridos encontrarsoluções imediatas para solução dos possíveis problemas que forem encontrados.1.3. OBJETIVOS1.3.1. Objetivo Geral O objetivo geral é avaliar a exposição ocupacional ao ruído na linha deenvase de bebidas em latas em uma indústria de bebidas.1.3.2. Objetivos Específicos Os objetivos específicos são:a) Analisar a dose de ruído (D) para os períodos através de medição para um determinado tempo e para a jornada de trabalho;b) Analisar a Dose Projetada (Dproj) para o período de jornada de trabalho;c) Analisar o Ruído Médio Equivalente Global (TWA) para o período de jornada de trabalho;d) Analisar se os EPI’s utilizados são adequados as condições estabelecidas.
  16. 16. 42.REVISÃO BIBLIOGRÁFICA2.1. AGENTES FÍSICOS É considerado agente físico, aquele agente que tem a capacidade de modificaras características físicas do meio ambiente. São exemplos de agentes físicos: ruído,calor, frio, vibração, umidade e pressões anormais. Nesse trabalho especificamentefalaremos de ruídos, pois o foco do laudo é avaliar a exposição ocupacional ao ruídona linha de envase de bebidas em latas em uma indústria.2.1.1. Ruído O ruído pode ser conceituado segundo Farinha (2006) apud Neto, Vasque eFilho (2005), como um som desagradável e indesejável decorrente da exposiçãocontínua a níveis de pressão sonora elevados, acarretando efeitos adversos aoorganismo humano tanto auditivo quanto extra-auditivo. A exposição a ruídosexcessivos de forma intensa e prolongada atua desfavoravelmente no estadoemocional do indivíduo, quanto mais elevados os níveis encontrados, maior onúmero de trabalhadores que apresentarão início de surdez profissional e além de serfrequentemente o causador indireto de acidentes do trabalho, quer por causardistração ou mau entendimento de instruções, quer por mascarar avisos ou sinais dealarme. O ruído pode ser conceituado como um som desagradável e indesejável decorrente da exposição contínua a níveis de pressão sonora elevados, acarretando efeitos adversos ao organismo humano, tanto auditivos quanto extra-auditivos (Farinha, 2006 apud Neto, Vasque e Filho (2005)). Para Gerges (1992) apud Komniskie e Watzlawick (2006), o “nível depressão sonora - escala decibel (dB)”, no ouvido humano responde a uma larga faixade intensidade acústica, desde o limiar da audição até o limiar da dor.Segundo Saliba (2001) apud Neto, Vasque e Filho (2005), as medidas de controle doruído podem ocorrer na fonte ou trajetória, no meio e no homem, sendo que as duasprimeiras devem ser prioritárias quando viáveis tecnicamente. a) Controle de ruído na fonte: O controle de ruído na fonte consiste em diminuir a emissão sonora da mesma, através de modificações
  17. 17. 5 mecânicas no funcionamento do equipamento e tratamento acústico nos sistemas da máquina que geram o ruído.b) Controle de ruído na trajetória: O controle de ruído na trajetória adota medidas de atenuação que atuam no caminho de propagação do som, ou seja, entre a fonte sonora e o receptor. Os métodos frequentemente utilizados para atenuação do ruído na trajetória são: b.1) Aumentar a distância entre a fonte sonora e o receptor; b.2) Enclausuramento do equipamento ruidoso; b.3) Tratamento acústico das superfícies do ambiente (controle da reverberação); b.4) Barreiras acústicas; b.5) Separação de áreas ruidosas por divisórias.c) Controle do meio: na impossibilidade do controle na fonte, verificam-se as possíveis medidas de controle do meio, ou seja, busca- se evitar a propagação, mediante o isolamento (isolamento da fonte ou do receptor) ou tratamento acústico das superfícies;d) Controle de ruído no homem (receptor): O controle de ruído no receptor geralmente se restringe ao uso, pelos trabalhadores, de protetores auriculares. Por ser uma medida de caráter individual, além do desconforto e de dificultar a comunicação entre os usuários, a utilização dos protetores auditivos deve ser a última alternativa para o problema do ruído. Os protetores auditivos são equipamentos de proteção individual que visam diminuir a dose de exposição ao ruído para o trabalhador. A eficiência do protetor e seu funcionamento dependem de suas características e das características do usuário. Contudo de acordo com Ayres e Corrêa (2001) apud Soares, Matos, e Moraes (2005); (...) o simples uso do protetor auricular não elimina o risco do empregado vir a sofrer diminuição de sua capacidade auditiva, caso o equipamento não apresente os requisitos de qualidade para atenuar o ruído, bem como seja usado de forma incorreta. (Ayres e Corrêa (2001) apud Soares, Matos, e Moraes (2005)).
  18. 18. 6 Para uma análise correta dos níveis ruídos ao qual o trabalhador estásubmetido devem-se em primeiro lugar levar em consideração as Normas vigentes,sendo duas as principais quando falamos em ruído, Norma de Higiene Ocupacional01 da FUNDACENTRO (2001) e a NR-15(BRASIL 1978). Para o ruído contínuo ou intermitente, a Norma de Higiene Ocupacional 01(NHO 01 – FUNDACENTRO 2001) e a NR-15 (BRASIL 1978) fixam para cadanível de pressão sonora o tempo diário máximo permitido, para que a dose de ruídodiária não seja superior a 100%. A tabela 2 mostra o tempo máximo diário deexposição permissível em função do nível de ruído estabelecidos pela NR-15 e pelaNHO-01. A norma NR-15 (BRASIL 1978) estabelece não ser permissível a exposiçãoa níveis de ruído acima de 115 dB (A) para indivíduos que não estejamadequadamente protegidos. Com base na NR-09, item 9.3.6 (BRASIL 1978) para valores excessivos eprejudiciais à saúde do trabalhador, deve-se iniciar ações para conter ou minimizartais condições prejudiciais à saúde do trabalhador. 9.3.6 Do nível de ação. 9.3.6.1 Para os fins desta NR, considera-se nível de ação o valor acima do qual devem ser iniciadas ações preventivas de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições a agentes ambientais ultrapassem os limites de exposição. As ações devem incluir o monitoramento periódico da exposição, a informação aos trabalhadores e o controle médico. (Fonte: BRASIL 1978). Ainda com base NR-09 item 9.3.6.2 deve-se estabelecer ação para dose maiorque 50%, sendo o Nível de Ação de 82 dB (A) para uma jornada de 8 horas (Tabela1). 9.3.6.2 Deverão ser objeto de controle sistemático as situações que apresentem exposição ocupacional acima dos níveis de ação, conforme indicado nas alíneas que seguem: b) para o ruído, a dose de 0,5 (dose superior a 50%), conforme critério estabelecido na NR-15, Anexo I, item 6. (Fonte: BRASIL 1978).
  19. 19. 7 Tabela 1: Nível critério para adoção de medidas preventivas e corretivasDose diária NEN Consideração Atuação recomendada(%) dB(A) técnica0 a 50 até 82 aceitável No mínimo manutenção da condição existente50 a 80 82 a 84 acima do nível de Adoção de medidas preventivas ação80 a 100 84 a 85 região de incerteza Adoção de medidas preventivas e corretivas visando redução da dose diáriaAcima de 100 > 85 Acima do LT Adoção imediata de medidas corretivas Fonte: NHO 01 (FUNDACENTRO, 2001). Tabela 2: Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente NE ou Máxima exposição diária Máxima exposição diária TWA dB permissível pela NR15 permissível pela NHO 01 (A) (horas) (minutos) 85 8 horas 480,00 86 7 horas 380,97 87 6 horas 302,38 88 5 horas 300,00 89 4,5 horas 190,48 90 4 horas 151,19 91 3,5 horas 120,00 92 3 horas 95,24 93 2 horas e 40 minutos 75,59 94 2 horas e 15 minutos 60,00 95 2 horas 47,62 96 1 hora e 45 minutos 37,79 97 1 hora e 30 minutos 30,00 98 1 hora e 15 minutos 23,81 100 1 hora 15,00 102 45 minutos 9,44 104 35 minutos 5,95 105 30 minutos 4,72 106 25 minutos 3,75 108 20 minutos 2,36 110 15 minutos 1,48 112 10 minutos 0,93 114 8 minutos 0,59 115 7 minutos 0,46 Fonte: BRASIL (1978).
  20. 20. 82.2. OS EFEITOS DO RUÍDO SOBRE O HOMEM Um dos agentes nocivos à saúde do trabalhador mais encontrado em umambiente de trabalho é o ruído. Ele é responsável quando encontrado em umambiente de trabalho por inúmeros distúrbios orgânicos, surdez temporária oupermanente, contribuindo para possíveis situações de acidente. O ouvido humano é dividido em três partes: externo, médio e interno.a.) Ouvido externo: É formado pelo pavilhão auricular e canal auditivo com amembrana timpânica no fundob.) Ouvido médio: Estão os 3 ossículos (martelo, bigorna, estribo) e a abertura datuba auditivac.) Ouvido interno: Também chamado de labirinto, é formado pelo aparelhovestibular (equilíbrio) e cóclea (audição). Figura 1: As divisões do ouvido-Fonte: Medicina Geriátrica (2007) O trabalhador apresentara a perda da audição sempre decorrente de lesão donervo auditivo, em razão do dano causado às células do órgão de Corti localizado noouvido interno, e pode ser agravada pela exposição simultânea a produtos químicos eàs vibrações. Uma vez instalada, a perda auditiva é irreversível e quase sempre atingeos dois ouvidos e isso, ocorre principalmente pelos seguintes fatores: tempo deexposição, susceptibilidade individual e características físicas do ruído (tipo, espectroe nível de pressão sonora). Além da perda auditiva pode ocorrer intolerância a sonsintensos, zumbidos, dificuldades na comunicação social e outros comprometimentos
  21. 21. 9orgânicos, tais como estresse, distúrbios da atenção, do sono e do humor, alteraçõestransitórias na pressão arterial, distúrbios gástricos, entre outros sintomas.2.3. PROTETORES AURÍCULARES Na linha de produção são utilizados três tipos de protetores auriculares:protetor auricular tipo concha (circum-auricular), protetor auricular tipo plug comflanges (inserção) e protetor auricular tipo plug expansão.Protetor auricular tipo concha é constituído por duas conchas em plástico, resistente achoque mecânico, revestidas com almofadas de espuma em suas laterais (que entramem contato com a cabeça do usuário) e no interior das conchas. Possui também umarco que serve para manter as conchas firmemente seladas contra a região das orelhasdo usuário. Figura 2: Protetor auricular tipo concha. (3 M 2007) Com base das informações fornecidas pelo fabricante a redução de ruído (dB)no ouvido é de aproximadamente 23 dB, se corretamente utilizado conformeinstruções do fabricante.Protetor auricular tipo plug (inserção), composto de um eixo com três flanges dedimensões variáveis e um cordão ligando os dois plugues. Com base das informaçõesfornecidas pelo fabricante a redução de ruído (dB) no ouvido é de aproximadamente25 dB, se corretamente utilizado conforme instruções do fabricante.
  22. 22. 10 Figura 3: Protetor auricular tipo plug com flanges. (3 M 2007) Protetor de espuma moldável, do tipo inserção, em formato de cone, com abase plana e o topo arredondado, possui um cordão, ligando os dois plug. O protetorpor ter a característica de ser moldável faz com que seja adaptável à maioria doscondutos auditivos. Com base das informações fornecidas pelo fabricante a reduçãode ruído (dB) no ouvido é de aproximadamente 29 dB, se corretamente utilizadoconforme instruções do fabricante. Possui baixa vida útil pois o mesmo deve serdescartado todas as vezes que estiver sujo, em condições não higiênicas para uso, nãosendo possível a lavagem. Figura 4: Protetor auricular tipo moldável. (3 M 2007)
  23. 23. 113. MATERIAIS E MÉTODO Esta etapa trata da parte referente à fundamentação e estrutura da proposta dotrabalho, apresentando a descrição do perfil da empresa, a descrição do processoprodutivo e o delineamento dos materiais e métodos aplicados. A elaboração dareferente pesquisa tem como base a utilização de equipamento de medição paraníveis de ruído e levantamento de dados.3.1. DESCRIÇÃO DO PERFIL DA EMPRESA A Empresa estudada possui a seguinte estrutura: a) Organização privada; b) Sociedade anônima de capital aberto; c) Localizada na região de Cuiabá – MT; d) Atua na área de produção de cervejas e refrigerantes; e) Jornadas de trabalho em três turnos de 8 horas cada, durante todos os dias da semana para as áreas de produção e horário comercial para as funções administrativas; f) Quadro de 420 funcionários próprios e 150 terceiros. A empresa possui como prioridade zelar e garantir que todos os trabalhosrealizados sejam, feitos em segurança, de forma que cada gestor seja responsávelpela integridade física e mental de cada colaborador de sua equipe. A empresa possui CIPA atuante e programas de incentivo a segurançaviabilizando o sistema de gestão de segurança e saúde ocupacional. Outro ponto a seobservar é o fato empresa possuir regras, padrões que estabelecem todas as práticasde realização de serviço de forma segura e que ao mesmo tempo garanta resultados. Um ponto muito interessante é o fato de uma vez por semana seremcontabilizados todo é qualquer tipo de acidente/incidente e é feito o levantamento seas causas dos mesmos estão sendo tratadas.
  24. 24. 123.2. INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO Para a medição foi utilizado o seguinte instrumento: Dosímetro de RuídoDigital, modelo DOS – 500 marca Instrutherm. O Dosímetro é um aparelho utilizadopara medir a intensidade sonora. Figura 5: Dosímetro de Ruído Digital, modelo DOS – 500 O Dosímetro é muito utilizado em indústrias, e por ser portátil, o mesmo éfixado em trabalhadores de diversas funções. Sua aplicação visa mensurar a dosagemde ruído que um trabalhador recebe durante sua carga horária diária. O Dosímetroconta com um microfone que é colocado próximo à zona auditiva do trabalhador queo transporta. Sua amostragem é feita automaticamente pelo aparelho onde é colhido oLeq (nível médio) para apresentação aos órgãos competentes e para a prevenção deriscos ocupacionais. O dosímetro de ruído foi ajustado de forma a atender aosseguintes parâmetros: Circuito de ponderação “A”; Circuito resposta lenta (slow);Nível critério de 85 dB (A); Nível limiar de integração de 80 dB (A); Faixa demedição entre 70 e 140 dB (A) e Incremento de dose igual a 5. Segue abaixo definições utilizadas pelo aparelho:a) q (exchange rate): incremento de duplicação da dose, igual a 5 e 3, pela NR15 (BRASIL, 1978) e NHO 01 (FUNDACENTRO, 2001), respectivamente.b) D(%): dose de ruído para o período de medição, expressa em porcentagem.
  25. 25. 13c) Dproj%(h): dose de ruído projetada para o período da jornada (6 ou 8 horas), expressa em porcentagem. O limite de tolerância para a dose diária de ruído é 100%.d) Limite de Exposição (LE): parâmetro de exposição ocupacional que representa condições sob as quais acredita-se que a maioria dos trabalhadores possa estar exposta, repetidamente, sem sofrer efeitos adversos à sua capacidade de ouvir e entender uma conversação normal, estabelecido pela NHO 01 (FUNDACENTRO, 2001). O critério da NHO 01 é mais rigoroso que o da NR15(BRASIL, 1978), que define Limite de Tolerância (LT) como sendo a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador durante sua vida laboral.e) Leq (Equivalente Level) é o nível ponderado sobre o período de medição, que pode ser considerado como nível de pressão sonora contínuo, em regime permanente, que produziria a mesma dose de exposição que o ruído real, flutuante, no mesmo período de tempo.f) TWA (Time Weighting Average) ou Lavg (Level Average): é a média ponderada do nível de pressão sonora no tempo avaliado expressa em dB(A), que deve ser comparada com os Limites de Tolerância (LT), de modo a identificar o tempo máximo de exposição sem o uso do EPI.g) CL (Criterion Level) – CR (Critério de Referencia): é o nível de ruído para o qual a exposição por um período de 8 horas corresponde a uma dose de 100%. Pela NR15 e pela NHO 01 é 85dB(A).h) TL (Threshold Level) – NIL (Nível Limiar de Integração): valor a partir do qual são computados na integração dos níveis de ruído, para fins de determinação da dose ou nível médio de ruído.
  26. 26. 143.3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A metodologia para avaliação da exposição ocupacional ao ruído nosambientes de trabalho dos operadores compreende avaliação quantitativa noambiente de trabalho do mesmo, conforme procedimentos estabelecidos em norma.A técnica quantitativa consiste em levantamentos de dados utilizando equipamentosde medição para níveis de ruído. Os locais de medição foram escolhidos de forma a representar as reaiscondições de trabalho do operador de máquina. Foram feitas medições em cada umadas maquinas de forma a representar as reais condições de trabalho de cada operador. Foram feitos os seguintes procedimentos em cada medição com base naNorma de Higiene Ocupacional 01 – NHO 01 (FUNDACENTRO, 2001).i) O medidor foi colocado no trabalhador a ser avaliado e fixado o microfone dentro da zona auditiva;j) Adotou-se as medidas necessárias para impedir que o usuário, ou outra pessoa, possa fazer alterações na programação do equipamento, comprometendo os resultados obtidos;k) Iniciou-se o processo de integração somente após o microfone estar devidamente ajustado e fixado no trabalhador;l) Checou-se o dosímetro periodicamente, durante a avaliação, para se assegurar de que o microfone está adequadamente posicionado e que o equipamento está em condições normais de operação;m) Retirou-se o microfone do trabalhador somente após a interrupção da medição;n) Registrou-se o tempo efetivo de medição.o) As medições foram realizadas em todos os máquinas que necessitem de operadores para funcionamento: a. Locais: i. Despaletizadora ii. Enchedora iii. Pasteurizador iv. Empacotadoras de latas v. Paletizadora/Envolvedora de paletes
  27. 27. 153.4. ABORDAGEM DOS LOCAIS E DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO A avaliação foi feita de forma a considerar todos os operadores de máquinasconsiderados no estudo. O grupo de operadores relacionados no estudo possui homogeneidade nãoprecisando assim avaliar todos os operadores. O conjunto de medições é representativo das condições reais a qual o grupode trabalhadores está exposto. Os procedimentos de medição foram feitos sem interferir nas condiçõesambientais e operacionais aos quais os operadores que portaram o equipamento demedição estavam sujeitos. Todos os procedimentos de medição seguiram as recomendações da Normade Higiene Ocupacional NHO-01 (FUNDACENTRO, 2001).3.5. MÉTODO PARA ANÁLISE DOS RESULTADOS A avaliação da exposição ocupacional ao ruído continuo deverá ser feita pormeio de determinação da dose diária de ruído para determinados períodos de tempo,a partir das quais se calculou os níveis médios equivalentes de ruído (Lavg). A relação entre a D(%) e o Lavg é dado pela Equação 1. (dBA) Equação 1Onde: a.) TWA: Ruído médio equivalente global para a jornada de trabalho de 8 horas (ou Lavg); b.) Lc: É o nível de critério utilizado (85dBA); c.) D%: É o valor da dose de ruído fornecido pelo aparelho; d.) Tc: É a constante de tempo de 8 horas, expresso em minutos; e.) T: É o tempo de medição de ruído expresso em minutos; f.) N: É o valor padrão para cada norma. Para NR-15 utiliza-se 5/log2 = 16,61 e para a NHO 01 utiliza-se 3/log2=10.
  28. 28. 16 Como os períodos de medição não corresponderam à jornada de trabalhocompleta calculou-se a Dose projetada para a jornada de 8 horas Dproj(8), com aEquação 1. No caso de jornadas diferentes da padrão de 8 horas. (%) Equação 2Onde: a.) Dproj%(h): dose projetada para o período de tempo da jornada; b.) T: tempo para o qual se quer projetar a dose, expresso em minutos; c.) Tc: É a constante de tempo de 8 horas, expresso em minutos; d.) Lc: É o nível de critério utilizado (85dBA); e.) q: incremento de duplicação da dose (q=5). Tendo como base as formulas relacionadas acima foram feitos todos osdevidos cálculos de forma a encontrar os valores correspondentes ao ruído médioequivalente (TWA) e a Dose projetada para 8 horas (Dproj(8)) sendo os resultadosapresentados no próximo capítulo.
  29. 29. 174. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS4.1. DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO O processo de produção de cerveja se inicia com o recebimento de matéria-prima, insumos necessários à fabricação da mesma. Todo material de fabricação éentregue ao processo que se responsabiliza de fabricar a cerveja e armazenar emtanques e posteriormente, conforme programação, enviar à área de envase, aschamadas linhas de produção. As linhas de produção são responsáveis de envasar oproduto em recipientes descartáveis ou retornáveis, e disponibilizar tais produtospara o armazém para que possam ser comercializados posteriormente. A linha a qual se refere o trabalho se trata de uma linha de envase de líquidoem recipientes em latas, possuindo uma área fechada de aproximadamente 270m²,com pé direito de 30m de altura. A linha de produção de bebidas em latas é capaz deproduzir 93000 latas hora, sendo tal linha de produção composta de cinco máquinasresponsáveis por todo processo de trabalho. O processo de envase de bebidas em recipientes de latas se da a partir domomento em que as latas são recolhidas pela despaletizadora (Figura 6). Para aoperação da máquina é necessário apenas um operador por turno de produção sendoutilizada como medida de controle do ruído a utilização de protetores auriculares tipoconcha, do tipo plug com flange ou moldável conforme preferência do operador Figura 6: Despaletizadora de latas. Após a despaletização as latas são transportadas até a enchedora. Notransporte até a enchedora, as latas passam por dois dispositivos, o primeiro é a
  30. 30. 18chamada ponte de vácuo (Figura 7) que é responsável por eliminar latas que possamestar amassadas. A ponte de vácuo recolhe as latas, a partir da parte superior dasmesmas, formando um vácuo em seu interior, transportando-as penduradas pelaponte, sendo que as latas irregulares possuem de alguma forma algum tipo deamassado em seu corpo, não favorecendo a formação do vácuo no em seu interior, eassim a mesmas ao passarem pela ponte não ficam penduradas e caem na bacia dedescarte de latas amassadas. Figura 7: Ponte de vácuo. Após passar pela ponte de vácuo as latas chegam ao segundo dispositivo queé responsável pela esterilização do interior das latas, o chamado “Rinser”. No rinseras latas recebem um jato de água quente a 95 ºC e logo após, um jato de vapor a umatemperatura de 100 ºC a uma pressão de 2Bar, de forma a esterilizar as latas. Aochegar na enchedora (Figura 8) as latas são recolhidas pela máquina de forma aserem ambientadas com CO2, em seguidas as mesmas recebem o liquido(cerveja ourefrigerante) sendo lacradas e conduzidas através de transportes até o pasteurizador.A enchedora é controlada por dois operadores em cada turno que têm comoresponsabilidade a operação da máquina através de painéis com botoeiras, limpeza eorganização da mesma e de seus arredores e de fazer análises de qualidade doproduto. Como medida de proteção os operadores utilizam protetores auriculares dotipo concha, plug com flange ou moldável, conforme preferência do operador, botase luvas do tipo vaqueta.
  31. 31. 19 Figura 8: Enchedora de latas. As latas cheias passam pelo processo de Pasteurização que consiste eminativar microrganismos presentes na cerveja dando estabilidade ao produto. Opasteurizador (Figura 9) é operado por apenas um funcionário ao longo de cada turnosendo o mesmo responsável por fazer a limpeza do equipamento e de seus arredorese de monitorar e fazer análises de qualidade para garantir a pasteurização do produto.O pasteurizador é um equipamento que submete o operador a um alto índice de ruídopelo fato do operador ficar muito próximo aos transportes de latas. Como medida deproteção os operadores utilizam, protetores auriculares tipo concha, tipo plug comflange ou moldável, conforme preferência do operador, e botas de vaqueta. Figura 9: Pasteurizador de latas. Após ser pasteurizado o produto é submetido a um equipamento chamado deinspetor de latas mal cheias (Figura 10), que identifica e elimina do processo todas aslatas que possam estar com nível de enchimento fora dos parâmetros do Inmetro.
  32. 32. 20 Figura 10: Inspetor de latas. Logo após a passagem pelo inspetor, as latas estão prontas para seremempacotadas. Para o empacotamento são utilizadas duas máquinas, as chamadasempacotadoras shirink (Figura 11). Para a operação destas máquinas, basta apenasum funcionário sendo as mesmas controladas através de painéis de comando combotoeiras. As empacotadoras são equipamentos que submetem o operador a um altoíndice de ruídos por serem máquinas rotativas compostas por motores, redutores ecorrentes. Como medida de proteção os operadores utilizam protetores auricularestipo concha, plug com flange ou moldável, conforme preferência do operador , botasde segurança de vaqueta. Figura 11: Empacotadoras de latas. As latas empacotadas, em pacotes contendo 12 unidades, são transportadasatravés de esteiras até as paletizadoras (Figura 12) onde são formados os paletes de
  33. 33. 21produtos acabados. A paletizadora é um equipamento que submete os operadores aomaior índice de ruídos da linha de produção. Para a operação da Paletizadora sãonecessários dois operadores que controlam a máquina através de painéis de comandocom botoeiras. Como medidas de controle existentes são utilizados protetoresauriculares do tipo plug com flange ou moldável e do tipo concha conforme apreferência do operador, e botinas do tipo vaqueta. Figura 12: Paletizadora de latas. Para finalizar o processo de envase de cerveja/refrigerante em lata os paletescom produto acabado passam pelo processo de Envolvimento, onde uma máquinachamada de envolvedora (Figura 13) é responsável pelo envolvimento dos paletescom um plástico transparente para se evitar que o produto caia dos paletes durante otransporte e possa ser enviado ao armazém. Está máquina não possui nenhumoperador sendo necessário apenas à troca do filma plástico pelo próprio operador depaletizadora. Vale ressaltar que os ruídos encontrados na linha de produção sãoinerentes ao processo. Figura 13: Envolvedora de paletes.
  34. 34. 224.2. AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO NAMÁQUINA DE DESPALETIZAÇÃO – DESPALETIZADORA Durante todo tempo de permanência na despaletizadora o operadorpermanece com protetor auricular tipo concha, tipo plug com flanges ou moldável,conforme sua preferência, ao longo de toda jornada de trabalho. A Tabela 3 mostra as dosimetrias de ruído na despaletizadora, fornecidos peloaparelho de medição, com os parâmetros de configuração adotados para as funçõesde Operador. A Tabela 4 mostra os resultados do TWA dB(A) e da Dproj%(h), parauma projeção de jornada de 8 horas trabalho, em regime de ruído continuo, levandoem consideração a não utilização dos protetores auriculares disponíveis na empresa ea utilização dos mesmos.Tabela 3: Dosimetria na despaletizadora fornecida pelo aparelho de medição Função Operador Local Despaletizadora Equipamento DOS 500 Nível limiar 80 dB Nível critério 85 dB Taxa de troca 5 dB Ponderação de tempo Lento dBRMS 115 Sim Excedeu 140 Não Data 08-11 Hora inicio 16h49min Hora finalização 18h07min Tempo exposição 01h17min Dose (%) 34,92
  35. 35. 23Tabela 4: Resultados do TWA dB(A), Dproj%(8), para funções de Operador dedespaletizadora, levando em consideração a situação com e sem protetor auricular OPERADOR DE DESPALETIZADORA SEM PROTETOR PROTETOR PROTETOR UTILIZAÇÃO TIPO TIPO PLUG TIPO PLUG DE CONCHA FLANGES MOLDÁVEL PROTETOR (TWA) dB 90,611377 67,611377 65,611377 61,611377 Dproj% (8 h) 217,68 8,97 6,8 3,9 Para a função de Operador de despaletizadora a dose de ruído projetada para8 horas (Dproj%(8 h)) é de 217,68% e o ruído médio equivalente (TWA dB(A)) é de90,61 dB, sendo assim estes valores são superiores à dose diária permissível de 100%e, excedem, portanto, os limites de exposição ao ruído da NR-15 (Brasil, 1978).Também estão acima do nível de ação de 100% da dose, ou seja, maior que 85 dB(A), sendo necessária adoção imediata de medidas corretivas. Entretanto levando em consideração a utilização dos protetores auriculares e aredução que cada um proporciona (com base nas informações fornecidas pelofabricante), temos que para o protetor tipo concha a redução de ruído médioequivalente (dB) no ouvido é de aproximadamente 23dB, sendo assim o ruído médioequivalente (TWA dB(A)) é de 67,61, e a dose de ruído projetada para 8 horas(Dproj%(8 h)) é de 8,97dB, sendo valores inferiores as doses diárias permissíveis de100% e, não excedendo os limites de exposição ao ruído da NR-15 (Brasil, 1978).Também não estão acima do nível de ação de 100% da dose, ou seja, maior que85dB (A), sendo então uma medida corretiva de grande solução. Para protetor tipo plug com flanges a redução de ruído médio equivalente(dB) no ouvido é de aproximadamente 25dB, sendo assim o ruído médio equivalente(TWA dB(A)) é 65,61dB e a dose de ruído projetada para 8 horas (Dproj%(8h)) é de6,8dB, sendo valores inferiores as doses diárias permissíveis de 100% e, nãoexcedendo os limites de exposição ao ruído da NR15 (Brasil, 1978), sendo entãotambém uma medida corretiva de grande solução. Para protetor tipo plug moldável a redução de ruído médio equivalente (dB)no ouvido é de aproximadamente 29dB, sendo assim o ruído médio equivalente
  36. 36. 24(TWA dB(A)) é 61,61dB e a dose de ruído projetada para 8 horas (Dproj%(8 h)) é de3,9dB, sendo valores inferiores as doses diárias permissíveis de 100% e, nãoexcedendo os limites de exposição ao ruído da NR-15 (Brasil, 1978), sendo entãotambém uma medida corretiva de grande solução. Entretanto tal protetor auricular éde baixa vida útil (descartável), por não possibilitar sua higienização.4.3. AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO NAMÁQUINA DE ENCHIMENTO – ENCHEDORA DE LATAS Durante todo tempo de permanência na enchedora de latas o operadorpermanece com protetor auricular tipo concha, tipo plug com flanges ou moldável,conforme sua preferência, ao longo de toda jornada de trabalho. A Tabela 5 mostra as dosimetrias de ruído na enchedora de latas, fornecidospelo aparelho de medição, com os parâmetros de configuração adotados para asfunções de operador. A tabela 6 mostra os resultados do TWA dB(A) e daDproj%(h), para uma projeção de jornada de 8 horas trabalho, em regime de ruídocontinuo, levando em consideração a não utilização dos protetores auricularesdisponíveis na empresa e a utilização dos mesmos.Tabela 5: Dosimetria na enchedora de latas fornecida pelo aparelho de medição Função Operador Local Enchedora Equipamento DOS 500 Nível limiar 80 dB Nível critério 85 dB Taxa de troca 5 dB Ponderação de tempo Lento dBRMS 115 Sim Excedeu 140 Não Data 08-12 Hora inicio 11h59min Hora finalização 13h34min Tempo exposição 01h34min Dose (%) 56,02
  37. 37. 25Tabela 6: Resultados do TWA dB(A), Dproj%(8), funções de operador de enchedorade latas, levando em consideração a situação com e sem protetor auricular OPERADOR DE ENCHEDORA SEM PROTETOR PROTETOR PROTETOR UTILIZAÇÃO TIPO TIPO PLUG TIPO PLUG DE CONCHA SIMPLES MOLDÁVEL PROTETOR (TWA) dB 92,58185 69,58185 67,58185 63,58185 Dproj%(8 h) 286,05 11,79 8,94 5,13 Para a função de operador de Enchedora de latas a dose de ruído projetadapara 8 horas (Dproj%(8 h)) e 286,05% e o ruído médio equivalente (TWA dB(A)) é92,58dB (A), sendo assim estes valores são superiores à dose diária permissível de100% e, excedem, portanto, os limites de exposição ao ruído da NR15 (Brasil,1978). Também estão acima do nível de ação de 100% da dose, ou seja, maior que85dB (A), sendo necessária adoção imediata de medidas corretivas. Levando emconsideração a utilização dos protetores auriculares e a redução que os mesmosproporcionam temos que, o ruído médio equivalente (TWA dB(A)) para osprotetores tipo concha,tipo plug com flanges e o tipo moldável serãorespectivamente, 69,58dB, 67,58dB, 63,58dB e os valores da dose de ruído projetadapara 8 horas (Dproj%(8 h)) são, 11,79%, 8,94%, 5,13%, sendo valores inferiores asdoses diárias permissíveis de 100% e portanto, não excedendo os limites deexposição ao ruído da NR15 (Brasil, 1978), sendo então uma medida corretiva degrande solução4.4. AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO NAMÁQUINA DE PASTEURIZAÇÃO – PASTEURIZADOR DE LATAS Durante todo tempo de permanência no pasteurizador de latas o operadorpermanece com protetor auricular tipo concha, tipo plug com flanges ou moldável,conforme sua preferência, ao longo de toda jornada de trabalho. O operador depasteurizador executa suas atividades muito próximas a transportes de latas, sendotais transportes emissores de um alto índice de ruídos devido aos inúmeros motores eesteiras transportadoras de latas. O operador fica exposto a um ruído
  38. 38. 26preliminarmente caracterizado como continuo durante toda a execução de suastarefas. A Tabela 7 mostra as dosimetrias de ruído no pasteurizador de latas,fornecidos pelo aparelho de medição, com os parâmetros de configuração adotadospara as funções de operador. A tabela 8 mostra os resultados do (TWA dB (A)) e daDproj%(h), para uma projeção de jornada de 8 horas trabalho, em regime de ruídocontinuo, levando em consideração a não utilização dos protetores auricularesdisponíveis na empresa e a utilização dos mesmos.Tabela 7: Dosimetria no pasteurizador de latas fornecida pelo aparelho de medição. Função Operador Local Pasteurizador Equipamento DOS 500 Nível limiar 80 dB Nível critério 85 dB Taxa de troca 5 dB Ponderação de tempo Lento dBRMS 115 Sim Excedeu 140 Não Data 08-12 Hora inicio 13h44min Hora finalização 15h40min Tempo exposição 01h55min Dose (%) 74,61Tabela 8: Resultados do TWA dB (A), Dproj%(8), funções de operador depasteurizador de latas, levando em consideração a situação com e sem protetorauricular OPERADOR DE PASTEURIZADOR SEM PROTETOR PROTETOR PROTETOR UTILIZAÇÃO TIPO TIPO PLUG TIPO PLUG DE CONCHA SIMPLES MOLDÁVEL PROTETOR (TWA) Db 93,194493 70,194493 68,194493 64,194493 Dproj%(8h) 331,41 12,84 9,73 5,58
  39. 39. 27 Para a função de operador de Pasteurizador de latas a dose de ruído projetadapara 8 horas (Dproj%(8 h)) e 331,41% e o ruído médio equivalente (TWA dB(A)) é93,19 dB (A), sendo assim estes valores são superiores à dose diária permissível de100% e, excedem, portanto, os limites de exposição ao ruído da NR15 (Brasil,1978). Também estão acima do nível de ação de 100% da dose, ou seja, maior que 85dB (A), sendo necessária adoção imediata de medidas corretivas. Levando emconsideração a utilização dos protetores auriculares e a redução que os mesmosproporcionam temos que, o ruído médio equivalente (TWA dB (A)) para osprotetores tipo concha,tipo plug com flanges e o tipo moldável serãorespectivamente, 70,19dB, 68,19dB, 64,19dB e os valores da dose de ruído projetadapara 8 horas (Dproj%(8 h)) são, 12,84%, 9,73%, 5,58%, sendo valores inferiores asdoses diárias permissíveis de 100% e portanto, não excedendo os limites deexposição ao ruído da NR-15 (Brasil, 1978), sendo então uma medida corretiva degrande solução4.5. AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO NAMÁQUINA EMPACOTADORA DE LATAS Durante todo tempo de permanência na empacotadora de latas o operadorpermanece com protetor auricular tipo concha, tipo plug com flanges ou moldável,conforme sua preferência, ao longo de toda jornada de trabalho. O operador deempacotadora executa suas atividades muito próximas a transportes de latas eenvolvedores de latas, sendo equipamentos emissores de altos índices de ruídos. Ooperador fica exposto a um ruído preliminarmente caracterizado como continuodurante toda a execução de suas tarefas. . A tabela 9 mostra as dosimetrias de ruído na empacotadora de latas,fornecidos pelo aparelho de medição, com os parâmetros de configuração adotadospara as funções de operador. A tabela 10 mostra os resultados do TWA dB (A) e daDproj%(h), para uma projeção de jornada de 8 horas trabalho, em regime de ruídocontinuo, levando em consideração a não utilização dos protetores auricularesdisponíveis na empresa e a utilização dos mesmos.
  40. 40. 28Tabela 9: Dosimetria na empacotadora de latas fornecida pelo aparelho de medição. Função Operador Local Empacotadora de latas Equipamento DOS 500 Nível limiar 80 dB Nível critério 85 dB Taxa de troca 5 dB Ponderação de tempo Lento dBRMS 115 Sim Excedeu 140 Não Data 08-11 Hora inicio 13h30min Hora finalização 14h51min Tempo exposição 01h21min Dose (%) 61,51Tabela 10: Resultados do TWA dB (A), Dproj%(8), funções de operador deempacotadora de latas, levando em consideração a situação com e sem protetorauricular OPERADOR DE EMPACOTADORA SEM PROTETOR PROTETOR PROTETOR UTILIZAÇÃO TIPO TIPO PLUG TIPO PLUG DE CONCHA SIMPLES MOLDÁVEL PROTETOR (TWA) Db 94,329978 71,329978 69,329978 65,329978 Dproj%(8h) % 364,50 15,03 11,39 6,54 Para a função de operador de empacotadora de latas a dose de ruído projetadapara 8 horas (Dproj%(8 h)) e 364,50% e o ruído médio equivalente (TWA dB(A)) é94,32 dB (A), sendo assim estes valores são superiores à dose diária permissível de100% e, excedem, portanto, os limites de exposição ao ruído da NR-15 (Brasil,1978). Também estão acima do nível de ação de 100% da dose, ou seja, maior que 85dB (A), sendo necessária adoção imediata de medidas corretivas. Levando emconsideração a utilização dos protetores auriculares e a redução que os mesmosproporcionam temos que, o ruído médio equivalente (TWA dB (A)) para os
  41. 41. 29protetores tipo concha,tipo plug com flanges e o tipo moldável serãorespectivamente, 71,32dB, 69,32dB, 65,32dB e os valores da dose de ruído projetadapara 8 horas (Dproj%(8 h)) são, 15,03%, 11,39%, 6,54%, sendo valores inferiores àsdoses diárias permissíveis de 100% e portanto, não excedendo os limites deexposição ao ruído da NR-15 (Brasil, 1978), sendo então uma medida corretiva degrande solução4.6. AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO NAPALETIZADORA DE LATAS Durante todo tempo de permanência na paletizadora de pacotes de latas ooperador permanece com protetor auricular tipo concha, tipo plug com flanges oumoldável, conforme sua preferência, ao longo de toda jornada de trabalho. Ooperador de paletizadora executa suas atividades muito próximas aos transportes depacotes, sendo táis transportes formados por esteiras de plástico( transporte depacotes) e correntes (transporte de paletes ) e emissores de altos índices de ruídos. Ooperador fica exposto a um ruído preliminarmente caracterizado como continuodurante toda a execução de suas tarefas. A tabela 11 mostra as dosimetrias de ruído nas paletizadoras, fornecidos peloaparelho de medição, com os parâmetros de configuração adotados para as funçõesde operador. A tabela 12 mostra os resultados do TWA dB(A) e da Dproj%(h), parauma projeção de jornada de 8 horas trabalho, em regime de ruído continuo, levandoem consideração a não utilização dos protetores auriculares disponíveis na empresa ea utilização dos mesmos.
  42. 42. 30Tabela 11: Dosimetria na paletizadora fornecida pelo aparelho de medição Função Operador Local Paletizadora Equipamento DOS 500 Nível limiar 80 dB Nível critério 85 dB Taxa de troca 5 dB Ponderação de tempo Lento dBRMS 115 Sim Excedeu 140 Não Data 08-11 Hora inicio 15h27min Hora finalização 16h44min Tempo exposição 01h17min Dose (%) 70,76Tabela 12: Resultados do TWA dB(A), Dproj%(8), funções de operador depaletizadora de latas, levando em consideração a situação com e sem protetorauricular: OPERADOR DE PALETIZADORA SEM PROTETOR PROTETOR PROTETOR UTILIZAÇÃO TIPO TIPO PLUG TIPO PLUG DE CONCHA SIMPLES MOLDÁVEL PROTETOR (TWA) Db 95,70589 72,70589 70,70589 66,70589 Dproj%(8h) % 441,10 18,18 13,78 7,91 Para a função de Operador de paletizadora de latas a dose de ruído projetadapara 8 horas (Dproj% (8 h)) e 441,10% e o ruído médio equivalente (TWA dB (A))é 95,70 dB (A), sendo assim estes valores são superiores à dose diária permissível de100% e, excedem, portanto, os limites de exposição ao ruído da NR15 (Brasil,1978). Também estão acima do nível de ação de 100% da dose, ou seja, maior que 85dB (A), sendo necessária adoção imediata de medidas corretivas. Levando emconsideração a utilização dos protetores auriculares e a redução que os mesmosproporcionam temos que, o ruído médio equivalente (TWA dB (A)) para osprotetores tipo concha, tipo plug com flanges e o tipo moldável serãorespectivamente, 72,70dB, 70,70dB, 66,70dB e os valores da dose de ruído projetadapara 8 horas (Dproj%(8 h)) são, 18,18%, 13,78%, 7,91%, sendo valores inferiores as
  43. 43. 31doses diárias permissíveis de 100% e portanto, não excedendo os limites deexposição ao ruído da NR15 (Brasil, 1978), sendo uma medida corretiva de grandesolução.4.7. COMENTÁRIOS Os valores de dose projetada sem utilização de EPI’s para a jornada de oitohoras (Dproj%8h) obtidas foram de 217,68%, na despaletizadora, 286,05% naenchedora, 331,41% no pasteurizador, 364,50% na empacotadora e 441,10% napaletizadora, sendo que em todas as funções foi ultrapassado o limite de tolerância dadose diária de ruído de 100%, caracterizando exposição ocupacional ao ruído nostermos da NR-15 (BRASIL, 1978). Segue a figura representativa dos resultados. Dose Prjetada sem uso de EPIs 450,00% 441,10% 400,00% 364,50% 350,00% 331,41% 300,00% 286,05% 250,00% 217,68% Valores (%) 200,00% 150,00% Dose (%) 100,00% 50,00% 0,00% 1 2 3 4 5 Maquinas Figura 14: Dose projetada sem uso de EPI’s para todas as máquinasContudo todos os operadores de máquinas utilizam-se de protetores auriculares pararealizar suas tarefas na linha de produção, de forma que os valores de dose projetadacom utilização de EPI’s para a jornada de oito horas (Dproj%8 h) para cada máquinaem função dos tipos 3 de protetores auriculares utilizados, tipo concha,tipo plug comflanges e o tipo moldável serão respectivamente, 8,97%, 6,8%, 3,9% para adespaletizadora (Figura 15), 11,79%, 8,94%, 5,13% para enchedora (Figura 16),12,84%, 9,73%, 5,58%, para o pasteurizador (Figura 17), 15,03%, 11,39%, 6,54%,para empacotadora (Figura 18) e 18,18%, 13,78%, 7,91% para a paletizadora (Figura19), sendo valores inferiores às doses diárias permissíveis de 100% e, não excedendo
  44. 44. 32os limites de exposição ao ruído da NR-15 (Brasil, 1978), sendo uma medidacorretiva de grande solução. Segue abaixo os gráficos de amostragem de tais valores: Dproj%8 h com utilização de EPIs 8,97% 9,00% 8,00% 6,80% 7,00% 6,00% Valores de 5,00% 3,90% Dose (%) 4,00% 3,00% 2,00% Dproj%8 h com 1,00% utilização de EPIs 0,00% Tipo Tipo Tipo concha Flanges Moldável Tipos de Protetores Auriculares Figura 15: Dose projetada levando em consideração os três tipos de EPI’s na Despaletizadora. Dproj%8 h com utilização de EPIs 11,79% 12,00% 10,00% 8,94% 8,00% Valores de 5,13% 6,00% Dose (%) 4,00% Dproj%8 h com 2,00% utilização de EPIs 0,00% Tipo Tipo Tipo concha Flanges Moldável Tipos de Protetores Auriculares Figura 16: Dproj (%) 8 h com EPI’s na Enchedora levando em consideração a utilização dos três tipos protetores de auriculares
  45. 45. 33 Dproj%8 h com utilização de EPIs 14,00% 12,84% 12,00% 9,73% 10,00% Valores de 8,00% Dose (%) 5,58% 6,00% 4,00% Dproj%8 h com 2,00% utilização de EPIs 0,00% Tipo Tipo Tipo concha Flanges Moldável Tipos de Protetores AuricularesFigura 17: Dproj (%) 8 h com EPI’s na Pasteurizador levando em consideração a utilização dos três tipos protetores de auriculares Dproj%8 h com utilização de EPIs 16,00% 15,03% 14,00% 12,00% 11,39% Valores de 10,00% 8,00% 6,54% Dose (%) 6,00% 4,00% Dproj%8 h com 2,00% utilização de EPIs 0,00% Tipo Tipo Tipo concha Flanges Moldável Tipos de Protetores Auriculares Figura 18: Dproj (%) 8 h com EPI’s nas Empacotadoras de latas levando em consideração a utilização dos três tipos protetores de auriculares
  46. 46. 34 Dproj%8 h com utilização de EPIs 20,00% 18,18% 15,00% 13,78% Valores de 10,00% 8% Dose (%) 5,00% Dproj%8 h com utilização de EPIs 0,00% Tipo Tipo Tipo concha Flanges Moldável Tipos de Protetores Auriculares Figura 19: Dproj(%) 8h com EPI’s na Paletizadora, levando em consideração a utilização dos três tipos protetores de auriculares Os níveis de Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB (A)) para a jornadade trabalho de 8 horas, calculados a partir da equação 2, nos ambientes deDespaletizadora, Enchedora, Pasteurizador, Empacotadora de latas e Paletizadora sãorespectivamente 90,61dB(A), 92,58dB(A), 93,19dB(A), 94,32dB(A) e 95,70dB(A),estando todos acima dos limites de tolerância, caracterizando exposição ocupacionalao ruído nos termos da NR-15 (BRASIL, 1978). Segue abaixo os Gráficos representativos dos valores citados acima:
  47. 47. 35 Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB ) sem utilização de EPIs 96,00% 95,00% 94,00% Valores de 93,00% 92,00% Ruído Médio Equivalente TWA(dB) 91,00% Global (TWA dB ) sem 90,00% 89,00% utilização de EPIs 88,00% 1 2 3 4 5 MáquinasFigura 20: Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB) sem utilização de EPIs, emcada máquina 1. Despaletizadora; 2. Enchedora; 3. Pasteurizador; 4. Empacotadora;5. Paletizadora Contudo todos os operadores de máquinas utilizam-se de protetoresauriculares para realizar suas tarefas na linha de produção, de forma que os níveis deRuído Médio Equivalente Global (TWA dB (A)) para a jornada de trabalho de 8horas para cada máquina, em função dos tipos 3 de protetores auriculares utilizados,tipo concha,tipo plug com flanges e o tipo moldável serão respectivamente,67,61dB(A), 65,61dB(A), 61,61dB(A) para despaletizadora, 69,58dB(A),67,58dB(A), 65,58dB(A) para enchedora, 70,19dB(A), 68,19dB(A), 64,19dB(A)para pasteurizador, 71,32dB(A), 69,32dB(A), 65,32dB(A) para a empacotadora,72,70dB(A), 70,70dB(A), 66,70dB(A) para a paletizadora. Segue abaixo as figuras representativoas dos valores de TWA por máquina elevando em consideração a utilização dos EPI’s:
  48. 48. 36 Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB ) com utilização de EPIs 68 67,61 66 65,61 Valores de 64 TWA (dB) 62 61,61 Ruído Médio Equivalente 60 Global (TWA dB ) com 58 utilização de EPIs Tipo Tipo Tipo concha Flanges Moldável Tipos de Protetores AuricularesFigura 21: Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB ) com utilização de EPI naDespaletizadora, levando em consideração a utilização dos três tipos protetores de auriculares Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB) com utilização de EPIs 70 69,58 69 68 67,58 Valores de 67 TWA (dB) 66 65,58 65 Ruído Médio Equivalente 64 Global (TWA dB) com 63 utilização de EPIs Tipo Tipo Tipo concha Flanges Moldável Tipos de Protetores AuricularesFigura 22: Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB ) com utilização de EPI na Enchedora, levando em consideração a utilização dos três tipos protetores de auriculares
  49. 49. 37 Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB) com utilização de EPIs 72 70,19 70 68,19 68 Valores de 66 TWA (dB) 64,19 64 Ruído Médio Equivalente 62 Global (TWA dB) com 60 utilização de EPIs Tipo Tipo Tipo concha Flanges Moldável Tipos de Protetores AuricularesFigura 23: Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB ) com utilização de EPI na Pasteurizador, levando em consideração a utilização dos três tipos protetores de auriculares Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB) com utilização de EPIs 72 71,32 70 69,32 Valores de 68 TWA (dB) 66 65,32 Ruído Médio Equivalente 64 Global (TWA dB) com 62 utilização de EPIs Tipo Tipo Tipo concha Flanges Moldável Tipos de Protetores AuricularesFigura 24: Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB ) com utilização de EPI na Empacotadora de latas, levando em consideração a utilização dos três tipos protetores de auriculares
  50. 50. 38 Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB) com utilização de EPIs 74 72,7 72 70,7 70 Valores de 68 66,7 TWA (dB) 66 Ruído Médio Equivalente 64 Global (TWA dB) com 62 utilização de EPIs Tipo Tipo Tipo concha Flanges Moldável Tipos de Protetores Auriculares Figura 25: Ruído Médio Equivalente Global (TWA dB ) com utilização de EPI na Paletizadora, levando em consideração a utilização dos três tipos protetores de auriculares Avaliando os dados encontrados temos que os protetores auriculares são degrande ajuda na prevenção a possíveis danos causados por ruídos excessivos, pois osmesmos atenuam a valores permitidos por normas e seguros aos operadores demáquinas.
  51. 51. 395. CONCLUSÃO Os níveis de ruídos em todos os pontos de trabalho na linha de enlatamentode bebidas estão acima dos limites de tolerância que é de 85 dB, visto que otrabalhador passa 8 horas em turno de trabalho. As medições realizadas foram feitasde forma a garantir a maior confiabilidade nos resultados e a não interferir nascondições ambientais e operacionais características do trabalho. Realizou-se a dosimetria para as funções de operador de máquinas, nas cincomáquinas que podem ser operadas na linha de produção, Despaletizadora,Enchedora, Pasteurizador, Empacotadora e Paletizadora. Na Despaletizadora encontrasse o ambiente de menor intensidade de ruído,pelo fato da máquina não deixar expostos os motores, correntes, necessários ao seufuncionamento. Na Enchedora além do ruído oriundo do equipamento há a questão do ruídoproduzido pelos transportes de latas, que a partir desse ponto se tornam um dosprincipais meios de produção de ruído na linha de produção. Entretanto o ruídoencontrado e medido é do tipo contínuo. No Pasteurizador temos como grande emissor de ruídos os motores e esteirasresponsáveis pelo transporte de latas pasteurizadas, dessa forma é um dos pontos demaior incidência ruído, sendo tal ruído continuo ao longo da jornada de trabalho. Na Empacotadora de latas o ruído que é recebido pelo operador sãobasicamente os oriundos da máquina e dos transportes de acesso de latas e saída depacotes, sendo os dois somados caracterizando ruído continuo. Na Paletizadora é onde se encontra o caso mais grave, onde foi encontrado omaior índice de ruído medido, isso se deve ao fato do operador ficar a sua jornada detrabalho inteira nas proximidades de esteiras de transportes de pacotes e de paletes,sendo os mesmo os maiores emissores de ruídos na linha de produção. Com base nos resultados encontrados, o fornecimento de EPI’s que atenuemestes valores de ruídos para níveis abaixo dos limites de tolerância, conforme Tabela1 NR 15 (1978), deve ser obrigatório por parte da empresa, visto que os ruídos são
  52. 52. 40inerentes ao processo não sendo possível a tomada de ações visando a diminuição nageração destes ruídos. Conclui-se que cabe ao trabalhador consciente se proteger e exigir melhorescondições de trabalho sendo a empresa total responsável por fornecer os EPI’snecessários à execução dos trabalhos e que tal advento seja a ultima solução para aeliminação de uma condição insegura, assim como o pagamento de adicional deinsalubridade. Por último, a redução do ruído pode ser alcançada através de soluçõestécnicas para atenuação de ruído no ambiente, na fonte sonora e não apenas com aadoção de equipamentos de proteção individual. Visando dar continuidade a trabalhos futuros é proposto o seguinte tema:impactos sociais aos trabalhadores com danos auditivos.
  53. 53. 416. BIBLIOGRAFIASARAUJO, C. P.; FILHO G. F. Avaliação dos Ríscos Químicos de uma indústriade Embalagens de ARAPONGAS-PR. 2005. Trabalho de Conclusão de Curso(Especiação em Engenharia de Segurança do Trabalho) - Universidade Estadual dePonta Grossa – UEPG.Brandão P. S. J. Biossegurança e AIDS: as dimensões psicossociais do acidentecom material biológico no trabalho em hospital. [Mestrado] Fundação OswaldoCruz, Escola Nacional de Saúde Pública; 2000.BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria n° 3214 de 8 de junho de 1978: NormasRegulamentadoras relativas à segurança e medicina do trabalho. NR 6-Equipamentos de proteção individual. Disponível em: http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_06.pdf. Acesso em 01/07/2010BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria n° 3214 de 8 de junho de 1978: NormasRegulamentadoras relativas à segurança e medicina do trabalho. NR 09 - Programade Prevenção a Riscos Ambientais. Disponível emhttp://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_09_at.pdf . Acessoem 29/06/2010BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria n° 3214 de 8 de junho de 1978: NormasRegulamentadoras relativas à segurança e medicina do trabalho. NR 15 - Atividadese operações insalubres. Disponível em:http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_15.pdf. Acesso em28/06/2010BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.Disponívelem:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm.Acesso 01/07/2010
  54. 54. 42DECRETO-LEI N.º 5.452, DE 1º DE MAIO DE 1943. Disponível emhttp://www.planalto.gov.br/ccivil/decreto-lei/del5452.htm. Acesso em 27/07/2010FUNDACENTRO. Avaliação da Eexposição ao Ruído. Norma de HigieneOcupacional – Procedimento Técnico. São Paulo: Ministério do Trabalho eEmprego,2001.http://www.fundacentro.gov.br/ARQUIVOS/PUBLICACAO/l/NHO01.pdf. Acesso 04/07/2010HIRANO, R. H. – Avaliação da Exposição Ocupacional ao Ruído nas Atividadesdos Trabalhadores Eletricitários. Cuiabá 2009. 94 f Monografia (Especialização) –Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia, Universidade Federal de MatoGrosso. Disponível em :http://cpd1.ufmt.br/eest/index2.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=353&Itemid=99 Acesso em 26/07/2010 .KOMNISKI, T. M.; WATZLAWICK, L. F. - Problemas Causados pelo Ruído noAmbiente de Trabalho. Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 2, nº1, julho de 2007.ISSN 1980-6116 http://www.unicentro.br – EngenhariaRODRIGUES, M.N. METODOLOGIA PARA DEFINIÇÃO DE ESTRATÉGIADE CONTROLE E AVALIAÇÃO DE RUÍDO OCUPACIONAL. Pós graduaçãoem Engenharia de Estruturas da Escola de Engenharia da Universidade Federal deMinas Gerais, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Mestreem Engenharia de Estruturas. Disponível em :http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/PASA-875MWR/1/224.pdf . Acesso em 07/07/2010SÁ, F.D.D. AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE SEGURANÇA E SAÚDE DOTRABALHO EM INDÚSTRIA DE BEBIDAS. Monografia apresentada aUniversidade Federal de Mato Grosso para a obtenção do grau de especialista emEngenharia da Segurança do Trabalho. Disponível em :
  55. 55. 43http://cpd1.ufmt.br/eest/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=79&Itemid=99 . Acesso 14/07/2010SOARES, A.F.P., Matos, I.C.C., Moraes, R.J.B. GESTÃO EM SAÚDEOCUPACIONAL. Monografia apresentada ao Curso de Especialização emEngenharia de Segurança – CEEST, Escola Politécnica,Universidade Federal daBahia, para obtenção do grau de Especialista. Disponível em :http://www2.ceest.ufba.br/trabalhos/mono_alessia_mariana_rodrigo_2005.pdf.Acesso em 08/07/2010SOUZA, H. M. M. R. de. Análise experimental dos níveis de ruído produzido porpeça de mão de alta rotação em consultórios odontológicos: possibilidade dehumanização do posto de trabalho do cirurgião dentista. [Doutorado] FundaçãoOswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública; 1998.
  56. 56. 44 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADEDEARQUITETURA,ENGENHARIA E TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ARQUITETURA E URBANISMO DECLARAÇÃO DE NÃO VIOLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS DE TERCEIROSEu, JOHNNY FLOR DA SILVA DAVANSO, CPF: 001.706.971-85, aluno do Cursode Especialização em Engenharia de Segurança do trabalho da UniversidadeFederal de Mato Grosso, declaro para os devidos fins que:a) a monografia intitulada: AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO EM UMA INDÚSTRIA DE BEBIDAS de minha autoria, não viola os direitos autorais de terceiros, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas;b) que a monografia de conclusão do curso de Especialização em Engenhariade Segurança do Trabalho ora submetida à Banca composta pela Portaria no______ não constitui-se em reprodução de obra alheia, ainda com direitos autoraisprotegidos ou já em domínio público;c) que em havendo textos, tabelas e figuras transcritos de obras de terceiros comdireitos autorais protegidos ou de domínio público tal como idéias e conceitos deterceiros, mesmo que sejam encontrados na Internet, os mesmos estão com osdevidos créditos aos autores originais e estão incluídas apenas com o intuito dedeixar o trabalho autocontido;d) que os originais das autorizações para inclusão dos materiais do item c) emitidaspelos proprietários dos direitos autorais, se for o caso, estão em meu poder;e) que tenho ciência das Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisasdescritas na Resolução CNS Nº 196/1996 e da obrigação de cumprir as disposiçõesprevistas na Constituição Federativa do Brasil de 1988 e na legislação brasileirarelativa à violação de direitos autorais como Código do Consumidor, Código Civil eCódigo Penal Brasileiro. Cuiabá, _____ / ______ / ________ Assinatura:_____________________________________

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