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2.1 Os fenômenos da naturezaA acumulação de risco pode acontecer como consequência desses fenômenos, mas tambémdevemos lev...
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Capitulo 11 –O Resseguro Não-Proporcional II: Cotação de uma Protecção XLOs principais métodos de cotação são:BC = “Burnin...
Para se calcular o “Long Tail” necessitaremos que a cedente forneça o desenvolvimento dossinistros individuais. O valor da...
4.1 Fundamentos de um modelo de catástrofeA opção mais simples para estimar a perda potencia de uma carteira, perante even...
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  1. 1. Capítulo 10: Prioridade, Capacidade, Reintegrações e Prémios de Seguro Não Proporcional 1. Primeiras ConsideraçõesAnteriormente, vimos que em contratos não-proporcionais a retenção da cedente ouprioridade é definida de várias maneiras, dependendo do tipo de contrato em questão: podeser determinada por um valor ou, como ocorre no stop-loss, por certo percentual desinistralidade, podendo ser combinado com um limite em quantidade. 1.1 Preço do resseguro e cálculo da prioridadeQuando a cedente define a prioridade que deseja ou pode segurar, além de considerar osfactores comuns em qualquer tipo de contrato de resseguro (probabilidade de sinistros, valorestimado, tipo de carteira, etc.) também levará em conta o preço que o ressegurador irácalcular para proporcionar a cobertura necessária, já que o preço do resseguro em contratosnão-proporcionais possui um peso específico importante no orçamento da cedente.São decisões às vezes arriscadas, porque nem sempre se dispõe de material estatísticosuficiente, sem contar com os imponderáveis que possam surgir, como por exemplo: Duração maior do que a previste na liquidação dos sinistros Alterações inesperadas nas taxas de juros Alterações na legislação Aumento de salários, etc. 1.2 A Experiência com sinistros do resseguradorEste é outro facto adicional não mensurável pela cedente: a experiência de anos anteriores, emais ainda, a experiência do ressegurador em carteiras semelhantes. Assim como a seguradoraaplica sistemas de compensação de riscos de acordo com a lei dos grandes números, tambémo ressegurador tem que procurar fórmulas de compensação na totalidade do seu negócio. 1.3 Despesas não proporcionais ligados a operativos (working) e prioridadeNesses contratos, também chamados operativos é evidente que a cedente que disponha desomente dessa protecção suportará por conta própria todos os sinistros de médio e pequenoporte. Assim, geralmente a prioridade fixada para o working será menor do que a retençãoque teria sido estabelecida no caso de um contrato de excedente.De que vai depender, então, o nível da prioridade? Do grau de flutuação da sinistralidade quea cedente esteja disposta a aceitar e da distribuição dos sinistros no seu valor. 1.4 Prioridades EscalonadasA cedente pode estabelecer prioridades escalonadas, de acordo com grupos de risco econforme a probabilidade de vir a sofrer um grande sinistro. 2. Prioridade e Acumulação de Risco
  2. 2. 2.1 Os fenômenos da naturezaA acumulação de risco pode acontecer como consequência desses fenômenos, mas tambémdevemos levar em conta que os mesmos podem causar danos a riscos e apólices de diversostipos.Consideremos, por exemplo, que um furacão possa vir a afectar simultáneamente os ramos deincêndio, automóveis, engenharia, danos pessoais, etc.Além disso, é obvio que isso pode desequilibrar mais os resultados de uma seguradora do quequalquer acontecimento que gere os danos apenas para um tipo de risco.Em casos como esses, é possível aplicar uma cobertura de excesso de danos para a retençaoda cedente, que será eficaz quando os sinistros causados a diversos tipos de negócios distintos,e causados pelo mesmo evento, excederem um total previamente determinado. 2.2 O cálculo para cada tipo de negócioIsto é, na verdade, o recomendável: que cada um dos contratos de protecção da acumulaçãopara cada ramo de negócio esteja bem calculado em relação à retenção e à capacidade.Será assim mais fácil de modificar e ajustar se houver um desvio em relação à estimativaanterior. 3. Prioridade e stop-lossPara essa modalidade de resseguro, a prioridade deve ser estabelecida levando-se em conta asdespesas de aquisição e administrativas da cedente, sua receita financeira e o preço dacobertura do resseguro, tendo sempre o cuidado de que não seja muito baixa para nãoresultar em lucros para a seguradora. 3.1 A participação da seguradora na coberturaExiste a possibilidade de se chegar a valores positivos para a seguradora, por modificações nosfactores previamente indicados. Isto vai contra o espírito do stop-loss, portanto é habitual queo segurador participe na cobertura: o ressegurador assumiria somente 90% ou 95% dasinistralidade que excedesse a da prioridade, enquanto a cedente responderia por 5% ou 10%restantes. 4. A Capacidade: Os limites de Responsabilidade dos ResseguradoresPara definir quanto o ressegurador deve pagar à cedente, podemos sugerir o seguinte: 4.1 O sistema BásicoAte uma quantidade C, e em excesso sobre a prioridade P do valor de qualquer evento comsinistro. 5. As ReintegraçõesNos contratos XL, o ressegurador coloca à disposição da cedente uma capacidade. Para cadafaixa, deve-se definir o número de vezes que a cobertura será concedida. Essa “reposição” decobertura é conhecida como “reintegração”.As cláusulas de reintegração indicam que, se um ou vários sinistros absorverem parte, ou atotalidade, da cobertura inicialmente acordada para o ano, esta será reposta na parte
  3. 3. consumida, de forma que sempre haverá cobertura completa à disposição, até o esgotamentodo número de reintegrações.As reintegrações podem variar de zero a ilimitadas e podem ser gratuitas ou exigir um prémioadicional.Para o cálculo desse prémio de reintegração existem dois métodos: 6. O Prémio em contratos não-proporcionais: GeneralidadesAs taxas de prémio ou prémios que o ressegurador recebe em troca da sua coberturacostumam estar relacionados ao volume de prémios subscritos pela cedente. 6.1 Gross Net Premium Income – G.N.P.INa terminologia de seguro, as siglas G.N.P.I identificam prémios retidos pela cedente sobre osquais a taxa exigida pelo ressegurador é aplicada.No contrato de resseguro não-proporcional, o prémio pode ser acordado das seguintesmaneiras: Mediante uma quantidade fixa. Costuma ser utilizado em casos de baixa estatística de sinistralidade no passado. Com uma taxa fixa de prémio, em percentual dos prémios base protegidos.
  4. 4. Com uma taxa de prémio variável: é calculada em função da sinistralidade real sofrida pelo contrato, estabelecendo.se uma taxa máxima e uma taxa mínima. 6.2 Prémios e ReservasOs prémios para a cobertura de resseguro não-proporcional são calculos pelo ressegurador deforma que, uma vez coberto o valor dos sinistros que tem que pagar à cedente, mais suasdespesas de adquisição e administrativas, lhe sobre um remanescente para constituir asreservas necessárias para possíveis desvios de sinistralidade, especialmente para sinistros dotipo catastrófico e, adicionalmente, para poder obter um lucro razoável. 6.3 Métodos de cálculoPara calcular o prémio, são utilizados prémios diferentes, dependendo do tipo de resseguronão-proporcional que se deseja desenhar: contrato working de excesso de danos, de coberturade catástrofes, contrato de stop-loss, etc. 6.4 Carteira e prémiosO tipo e o tamanho da carteira a ressegurar terão influência na cotação. Embora técnicamenteseja adequado utilizar os prémios ganhos para o cálculo, por uma questão de maior facilidadeadministrativa é costume utilizar o volume de prémios subscritos. 7. Factores para o cálculo do prémio. Um exemplo de cálculoSeja qual for o método de cálculo a ser utilizado, o ressegurador necessitará e utilizará osseguintes factores. 7.1 A experiência de sinistros da carteiraEssa experiência é obtida pelo sistema denominado de “burning cost”, ou coeficiente desinistralidade. 7.2 O futuro da sinistralidadeDeve-se prever a existência de diferentes factores que podem vir a influenciar o futuro dasinistralidade já registada. Entre estes factores estariam os efeitos da inflação, mudanças nalegislação, mudanças na política de subscrição da cedente, etc. 7.3 CatástrofesLevará em consideração a possibilidade de sinistros catastróficos que possam afectar acobertura de resseguro. 7.4 As DespesasTerá que considerar as diferentes despesas envolvidads no cálculo desses prémios, tais comoas despesas administrativas e de aquisição, para, consequentemente agravar as taxas deprémios.
  5. 5. Capitulo 11 –O Resseguro Não-Proporcional II: Cotação de uma Protecção XLOs principais métodos de cotação são:BC = “Burning Cost” 1. XL por Risco: Métodos Determinísticos 1.1 Burning Cost Puro (BCP)Consiste em comparar prémios recebidos nos anos anteriores pela seguradora no ramos emque se aplicará cobertura de resseguro, com o valor dos sinistros que tenham sido pagosdurante esses anos pelo ressegurador, caso tenha existido em tais exercícios uma cobertura deresseguro semelhante à que se pretende aplicar. O BCP é percentual resultante ao se dividir ossinistros da faixa pelos prémios da carteira protegida. 1.2 Burning Cost Indexado (BCI)Como já se mencionou anteriormente, no cálculo do BCP se procura o valor dos sinistros euocorreram durante esses anos sob responsabilidade, caso tenha existido em tais exercíciosuma cobertura de resseguro análoga à que se pretende aplicar.Porém, se esses sinistros tivessem ocorrido hoje, provavelmente teriam um custo mais altopelo simples facto de que existe a inflação. Também as alterações normativas, legais ou ainflação dos custos médicos podem obrigar o ressegurador a “actualizar” os sinistros ocorridoscom uma superinflação. 1.3 Burning Cost Triangulado (BCPT)Nos negócios “Long Tail”, os sinistros são liquidados em um perídos de vários anos a partir desua produção. No geral, correspondem a danos e prejuízos causados a terceiros, os quais sãodeterminados por órgãos judiciais.
  6. 6. Para se calcular o “Long Tail” necessitaremos que a cedente forneça o desenvolvimento dossinistros individuais. O valor da reserva de cada sinistro, assim como seus pagamentos, nospermitirá calcular também a velocidade do pagamento e o rendimento financeiro da reserva. 1.4 Burning Cost Indexado Triangular (BCIT)O BCIT combina a indexação dos prémios, os sinistros e a triangulação dos sinistros pelométodo “Chain Ladder”. 2. XL Por Risco: Métodos Estocásticos 2.1 Cotação por ajuste em uma funçao de distribuiçãoP(X>x) = Probabilidade de haver um sinistro maior de que x.N = números de sinistrosΛ = Frequência de sinistro2.2 Cotação por “Expousure”A cotação “exposure” tem como base: O perfil da carteira actual da companhia de seguros. Uma curva de distribuiçao dos sinistros de mercado. 3. Cotação de um CAT XL: Método do “Payback” e Método Comparativo 3.1 Método do “Payback”Esse método de cotação de cobertura de resseguro não-proporcional para os perigoscatastróficos se baseia na intensidade dos perigos.Este método se baseia em estimativas para permitir uma tarifação. 3.2 Método ComparativoOs preços das protecções CAT XL podem ser baseados em uma comparação do Rate On Linecom as faixas referente à importância segurada protegida. 4. Modelos de Catástrofe
  7. 7. 4.1 Fundamentos de um modelo de catástrofeA opção mais simples para estimar a perda potencia de uma carteira, perante eventoscatastróficos consiste em simular um caso individual relacionado a um cenário de catástrofenatural do qual se tenha informação (Evento Histórico) ou sobre o qual se estabeleça umasérie de hipóteses 4.2 Modelo de Exposição: Distribuição de acumulações agregadasNeste item são registados os dados das carteiras seguradas, expostas ao risco catastrófico, epara as quais a modelagem será feita. Para poder quantificar os danos económicos dos riscos épreciso conhecer sua situaçao geográfica, isto é, onde o risco está localizado para poderatribuir um nível de periculosidade ante o fenômeno da natureza do modelo. Também énecessário especificar a distribuição real do valor dos bens segurados, isto é, construção,conteúdo e lucro. 4.3 Modelo de Periculosidade: Frequência e intensidade dos fenômenos da natureza.Este método é definido através da distribuição espacial, frequência e intensidade dos eventos.Para quantifcar esses parâmetros são utilizados tanto catálogos de eventos reais registadoshistóricamente como conhecimentos científicos sobre as características físicas do fenômenoda natureza que se esteja a analisar. 4.4 Modelo de vulnerabilidade: magnitude dos danosNeste modelo são usadas curvas de vulnerabilidade que expressam a relação entre aintensidade do evento e seu dano potencia. Para elaborar essas curvas são usados estudoselaborados a partir de eventos históricos antigos ou recentes. 4.5 Modelo Financeiro: Distribuição de Danos e Tabela de Eventos (ELT)Ao módulo financeiro corresponde a tarefa de distribuir os danos entre todos os agenteseconómicos que participam no risco (segurado-segurador-cossegurador, resseguradores). Aomesmo tempo, ele também permite fazer a avaliação do risco assumido para cada localizaçãoou risco segurado, grupos de risco, assim como carteiras completas de negócio.

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