Filosofia Contemporânea I

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Filosofia Contemporânea I

  1. 1. FUNDAMENTOS DA FILOSOFIA: HISTÓRIA E GRANDES TEMAS Cap.: 10 – Filosofia Contemporânea I
  2. 2. Século XIX: Avanços técnicos, industrialização e conflitos sociais  Capitalismo consolidado em diversos países;  Revolução Industrial;  Exploração do trabalho humano: burguesia empresarial x trabalhadores. o Progresso e desumanização  Considera-se a Revolução Francesa como marco inicial da idade contemporânea;  A revolução trouxe à cena as aspirações dos trabalhadores urbanos e do campesinato, gerando lutas e correntes socialistas.
  3. 3. Romantismo  Movimento cultural que se iniciou no final do século XIX e predominou durante a primeira metade do século XX, envolvendo a arte e a filosofia;  De modo geral, o romantismo reagiu ao espírito racionalista, que pretendia abraçar o mundo e orientar a sociedade;  Intuiu a ameaça que a racionalização e a mecanização, características do mundo industrial, representavam para a expressão humana.
  4. 4. Algumas características do Romantismo  Os românticos exaltavam as paixões e os sentimentos valorosos contra a supremacia da razão;  Valorizou a sensibilidade e a subjetividade;  Retomou a ideia de natureza como força vital que resiste à racionalização tecnológica;  A concepção de Deus como razão suprema[iluminista], foi substituída pela concepção mística e emocional, segundo a qual Deus fala a linguagem do coração.  Nacionalismo, amor pela pátria.
  5. 5. Difusão do Romantismo  Entre os grandes nomes do romantismo nas artes, destacam-se os poetas alemães SCHLEGEL, NOVALIS, HOLDERLIN.  Também os escritores alemães SCHILLER e GOETHE.  Na música destacam-se os compositores alemães BEETHOVEN, SCHUMANN e BRAHMS.  ROUSSEAU é considerado um pensador pré- romântico.
  6. 6. Idealismo Alemão A busca de um sistema unificador do real  Uma doutrina é idealista quando concebe que o sujeito tem um papel mais determinante que o objeto no processo de conhecimento;  A explicação específica desse processo variará de filósofo para filósofo:  Platão: Teoria das ideias  Descartes: Discurso do método e nas meditações metafísicas;  Kant: Crítica da razão pura.  Johann Gottlieb Fichte é considerado um dos filósofos pioneiros desse movimento.  “ O saber não é o absoluto, mas é absoluto como o saber”  Tomou o EU de de Kant e transformou-o de princípio da consciência em princípio criador de toda a realidade.
  7. 7. Idealismo Alemão  Friedrich Schelling  Procurou explicar como se dá a existência do mundo real, das coisas, a partir do Eu.  Para Schelling existe um único princípio, uma Inteligência exterior ao próprio Eu, que rege todas as coisas.
  8. 8. Hegel: o projeto de conhecimento universal  “Tudo que é real é racional, tudo que é racional é real”  Espírito e movimento dialético;  Consciência rumo ao saber absoluto;  Relação entre filosofia e história;  Contestação do sistema hegeliano.
  9. 9. Schopenhauer: vontade e representação  Schopenhauer desenvolveu uma visão pessimista da vida, encarada como uma história de sofrimentos. Por isso aconselhava: “é mais feliz aquele que consegue viver sem grandes sofrimentos do que o outro que vive cercado de alegrias e prazeres... O tolo vive perseguindo a alegria da vida e acaba lubridiando, enquanto o sábio procura evitar o mal”.
  10. 10. Kierkegaard: a experiência única da vida  Afirmava que a filosofia hegeliana não consegue compreender a existência do ser humano, a sua angústia e o seu desespero.  Afirmava que a existência humana possui três dimensões:  a dimensão estética;  a dimensão ética;  a dimensão religiosa.
  11. 11. Positivismo de Comte Amor por princípio, ordem por base, progresso por fim  Para Comte “ não pode haver qualquer conhecimento real senão aquele baseado em fatos observáveis”, frase que converteu num princípio do positivismo.  Foi secretário e assessor, durante sete anos, do filósofo Saint Simon, cuja influência intelectual inspirou-lhe a ideia de criar uma ciência social específica, que chamou de sociologia.
  12. 12. O que é positivismo  É a designação da doutrina criada por Comte, fundada na extrema valorização do método científico das ciências positivas e na recusa das discussões metafísicas;  Se caracteriza por um tom geral de confiança nos benefícios da industrialização, bem como por um otimismo em relação ao progresso capitalista, guiado pela técnica e pela ciência.  Lei dos três estados  Resume o pensamento de Comte sobre a evolução histórica e cultural da humanidade • Estado teológico ou fictício; • Estado metafísico ou abstrato; • Estado científico ou positivo.
  13. 13. Objetivo e características do positivismo  O objetivo do método positivo de investigação é a pesquisa das leis gerais que regem os fenômenos naturais  É na elaboração de leis gerais que reside o grande ideal das ciências, e com base nessas leis, o homem torna-se capaz de prever os fenômenos naturais, podendo agir sobre a realidade.  Ver para prever é o lema da ciência positiva;  Ordem e progresso A influência positivista está presente no lema da atual bandeira do Brasil, “ Ordem e Progresso”, expressão do próprioComte.
  14. 14. Objetivo e características do positivismo  Na obra Discurso sobre o espírito positivo, Comte aponta as características fundamentais que distinguem o positivismo das demais filosofias. Seriam o seu compromisso com a:  Realidade  Utilidade  Certeza  Precisão  Organização  Relatividade
  15. 15. Materialismo Dialético de Marx  “Não é a consciência dos homens que determina o ser social. Ao contrário, é o ser social que determina a consciência.” Karl Marx  Realizou uma crítica contundente à filosofia idealista de Hegel, bem como dos chamados jovens hegelianos, e elaborou as bases teóricas de seu próprio pensamento.
  16. 16. Crítica de Marx ao idealismo hegeliano  Na crítica afirma que Hegel inverte a relação entre o que é determinante - a realidade material- e o que é determinado - as representações e conceitos acerca dessa realidade.  Marx procurou compreender a história real dos homens em sociedade a partir das condições materiais nas quais eles vivem. Essa visão da história foi chamada posteriormente, por seu companheiro de estudos Friedrich Engels, de materialismo histórico.
  17. 17. Visão materialista da história  Para Marx, não existe o indivíduo formado fora das relações sociais.  “A essência humana[...] é o conjunto das relações sociais”  Capital e trabalho • Ele reconhece o trabalho como atividade fundamental do ser humano e analisa os fatores que o tornaram uma atividade massacrante e alienada no capitalismo.
  18. 18.  Dialética marxista o “ Meu pensamento dialético não só se difere do hegeliano, mas é também a sua antítese direta.” o No pensamento de Marx a dialética leva ao entendimento da possibilidade de negação dessa realidade “Porque apreende cada forma existente no fluxo do movimento, portanto também com seu lado transitório”. Ou seja, a dialética de Marx permite compreender a história em seu movimento, em que cada etapa é vista não como algo estático e definitivo, mas como algo transitório, que pode ser transformado pela ação humana.
  19. 19.  Modo de produção e forças produtivas o É a maneira como se organiza a produção material em um dado estágio de desenvolvimento social. Essa maneira depende do desenvolvimento das forças produtivas e da forma das relações de produção.  Luta de classes o Caberia, segundo Marx, à classe social que possui um caráter revolucionário intervir através de ações concretas para que as transformações ocorram.
  20. 20. Marxismo depois de Marx  Quando falamos de marxismo, estamos nos referindo a um complexo campo de investigação filosófica, que envolve diversas tendências e interpretações, por vezes rivais e contraditórias em muitos aspectos.  Alguns nomes importantes no marxismo: • Alemanha: Eduard Bernstein, Karl Kautsky e Rosa de Luxemburgo. • União Soviética: Lênin, LeonTrotsky e Joséf Stálin. • Itália: Antonio Gramsci • Hungria: Gyorgy Lukács • França: Louis Althusser
  21. 21. Fim

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