Aves de portugal 11

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Aves de Portugal desde a Garça Branca Grande até à Marrequinha Comum

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Aves de portugal 11

  1. 1. 11 AVES DE PORTUGAL
  2. 2. TODAS AS FOTOS SÃO RETIRADAS DA INTERNET OS TEXTOS SÃO PESQUISAS NA INTERNET E EM LIVROS…..
  3. 3. Garça-branca-grande Egretta alba
  4. 4. Identificação Embora semelhante à garça-branca-pequena pela plumagem branca, esta ave é muito maior, com patas e pescoço mais compridos que a sua parente mais pequena, sendo praticamente da mesma dimensão da garça-real. Quando em plumagem de Inverno, apresenta o bico todo amarelo e as patas escuras, e corpo inteiramente branco. Na plumagem nupcial, ostenta um bico mais escuro, amarelo junto aos loros, e patas com tonalidades amareladas, assim como tufos de penas no dorso. Em voo apresenta as patas bastante estendidas para trás, deslocando-se com batimentos lentos tal como a garça-real. Ocorrência: em terrenos húmidos com águas pouco profundas, margens de rios e lagos, lagoas costeiras ou mesmo em zonas alagadas, arrozais e lameiros Algarve – pouco frequente nesta região Alentejo Lisboa e vale do Tejo Litoral centro Entre Douro e Minho
  5. 5. Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Ardeidae Género Egretta Espécie E.alba Nome binominal Casmerodius alba( Linnaeus, 1758 ) Garça-branca-grande Egretta alba Foi mudado o nome para Egretta alba
  6. 6. Garça-branca-pequena Egretta garzetta
  7. 7. Descrição É uma garça de dimensão média, esguia e elegante. A plumagem é branca, possui o bico direito e negro, patas negras e dedos amarelos. Durante a época de reprodução exibe duas penas alongadas na nuca. Abundância e calendário A garça-branca-pequena é sobretudo residente e pode ser vista em Portugal durante todo o ano. É mais abundante no litoral, especialmente na metade sul do território e é relativamente rara no interior norte, especialmente em zonas de altitude. Nidifica colonialmente havendo colónias importantes no Ribatejo, no Alentejo e no Algarve. Alentejo – no litoral é comum e observa-se facilmente no estuário do Sado, na lagoa de Santo André e na ribeira de Moinhos Algarve – é regular nas principais zonas húmidas da região, nomeadamente na ria de Alvor, no Ludo, na ria Formosa e também no sapal de Castro Marim. Litoral centro – pode ser vista com facilidade na ria de Aveiro, no estuário do Mondego
  8. 8. Garça-branca-pequena Egretta garzetta Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Ardeidae Género Egretta Espécie E.garzetta Nome binominal Egretta garzetta( Linnaeus, 1766 )
  9. 9. Garça-real Ardea cinerea
  10. 10. É maior garça que pode ser observada em Portugal. Tem o corpo robusto, grande, com coloração cinzenta nas partes superiores e branca acinzentada nas partes inferiores. O pescoço é longo, o bico é direito, forte e em forma de punhal com tonalidade amarela acinzentada, ficando laranja durante a época de reprodução. As patas são amarelas acinzentadas e a face superior das penas são cinzentas e pretas. Os adultos apresentam o centro e ambos os lados da cabeça brancos com uma pluma negra, longa e estreita até à nuca. Algarve – é frequente nas principais zonas húmidas da região, como a ria Formosa, o Ludo, a ria de Alvor Alentejo – o estuário do Sado, a lagoa de Santo André e a ribeira de Moinhos Lisboa e Vale do Tejo – abundante e fácil de encontrar, a garça-real é particularmente numerosa no estuário do Tejo Beira interior – as albufeiras de Vilar e de Santa Maria de AguiarLitoral centro – bastante frequente e fácil de observar nas zonas húmidas costeiras como a ria de Aveiro, e lagoa de óbidos Entre Douro e Minho – pode ser vista com facilidade no estuário do Minho e no estuário do Cávado e também na baía de São Paio (estuário do Douro). Ocorre igualmente no estuário do Lima Abundância e calendário Ocorre em Portugal ao longo de todo o ano, mas é mais numerosa fora da época de nidificação. Surge associada a todo o tipo de zonas húmidas, sendo particularmente abundante nos grandes estuários e lagoas costeiras. Descrição
  11. 11. Garça-real Ardea cinerea REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Ardeidae Género Ardea Espécie A.cinerea Nome binominal Ardea cinérea ( Linnaeus, 1758 ) Classificação científica
  12. 12. Garça-vermelha Ardea purpurea
  13. 13. Alentejo – pode ser vista no estuário do Sado, nas lagoas de Melides, de Santo André Lisboa e vale do Tejo – é outra das boas zonas para observar a espécie em particular no estuário do Tejo (a espécie frequenta a Ponta da Erva e as salinas de Alverca) Litoral centro – é uma das melhores zonas para observar a espécie sendo que na Ria de Aveiro, pode observar-se em quase toda a sua área, Localmente abundante em algumas regiões como o Estuário do Tejo e a Ria de Aveiro. Apenas ocorre em Portugal durante a época estival começando a ser avistada em inícios de Março e ficando por cá até finais de Julho no caso dos adultos ou Setembro nos juvenis. Num passado recente era no estuário do Tejo que se concentrava a maioria do efetivo nidificante da espécie. Este cenário tem vindo a mudar e os núcleos principais de nidificação tem vindo a deslocar-se para norte. Assim, atualmente é na zona Centro e em particular na Ria de Aveiro que se localiza grande parte das colónias reprodutoras. Identificação De tamanho ligeiramente menor que uma garça-real, a garça-vermelha identifica-se com alguma facilidade pela plumagem de tons gerais cinzento variando de mais escuros até rosados e pela característica mancha de tons púrpura que possui debaixo da asa e que se vê bem em voo. Durante o voo recolhe o pescoço o que é uma característica desta família. Distingue-se da garça- real pelo o seu bico amarelo mais comprido, tipo baioneta e posição do pescoço em voo mais angular. Majestosa, a garça-vermelha, também conhecida por garça-imperial, é uma das mais interessantes espécies da família das Garças que ocorre em Portugal. Abundância e calendário
  14. 14. Garça-vermelha Ardea purpurea Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Ardeidae Género Ardea Espécie A.purpurea Nome binominal Ardea purpurea ( Linnaeus, 1766 )
  15. 15. Garçote Ixobrychus minutus
  16. 16. Identificação Esta pequena garça caracteriza-se pela combinação de preto e bege. Em voo, a característica mais evidente são as duas enormes manchas beges visíveis sobre as partes superiores. Abundância e calendário O garçote é estival em Portugal e está presente principalmente desde o início de Abril até ao mês de Setembro, sendo ocasionalmente observado no Inverno. . Ocorre principalmente em manchas de água com abundante vegetação emergente, como lagoas, pauis e certos troços de rios. Litoral Centro – em conjunto com o Algarve, é uma das melhores regiões para ver o garçote Lisboa e Vale do Tejo – ocorre regularmente na várzea de Loures, no paul da BarrocaAlentejo – no Alentejo o garçote pode ser visto regularmente na lagoa de Santo André e na região de Elvas Algarve – o Algarve é uma das melhores zonas para observar o garçote, que pode ser observado principalmente na parte central da região É parecida com o abetouro-comum, mas é muito mais pequena, parecendo uma versão em miniatura dessa espécie. O macho tem a plumagem preta por cima e bege por baixo; em voo, destacam-se duas enormes ovais nas asas abertas, que correspondem às coberturas, também elas beges. A fêmea tem um padrão semelhante ao do macho, mas é mais acastanhada.
  17. 17. Garçote Ixobrychus minutus Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Ardeidae Género Ixobrychus Espécie I.minutus Nome binominal Ixobrychus minutus ( Linnaeus, 1766 )
  18. 18. Goraz ou Garça-noturna Nycticorax nycticorax
  19. 19. Identificação É uma garça de dimensão intermédia. O seu pescoço curto confere-lhe um ar atarracado. As asas e o barrete preto contrastam com o dorso cinzento e com o ventre esbranquiçado. As patas são amarelas e os olhos são vermelhos. Os juvenis são malhados de castanho e também têm as patas amarelas. Abundância e calendário Atualmente o goraz é uma espécie muito escassa em Portugal, com uma distribuição muito fragmentada. O litoral centro e o vale do Tejo, onde se conhecem algumas colónias, constituem as suas principais áreas de ocorrência. Nidifica colonialmente em árvores, nas imediações de zonas húmidas, em associação com outras espécies de garças. É uma espécie estival, que está presente no país sobretudo de Abril a Setembro. Litoral Centro – Os pauis do Baixo Mondego Lisboa e Vale do Tejo – é a principal zona de ocorrência desta espécie em Portugal, que tem colónias no paul do Boquilobo e na zona de Escaroupim. Alentejo – Recentemente colonizou a albufeira do Alqueva
  20. 20. Goraz ou Garça-noturna Nycticorax nycticorax Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Ardeidae Género Nycticorax Espécie N.nycticorax Nome binominal Nycticorax nycticorax ( Linnaeus, 1758 )
  21. 21. Gavião da Europa Accipiter nisus
  22. 22. Descrição Assemelha-se ao açor mas é muito menor. É uma das aves de rapina mais pequenas, possuindo, contudo, uma cauda comprida e um voo enérgico. Na parte inferior, o macho tem listas ruivas e a fêmea cinzentas. Na parte superior, o macho é cinzento-acastanhado e a fêmea castanha. Além disso, a fêmea é maior que o macho. Algarve – durante a época reprodutora o melhor local é a serra do Caldeirão Litoral centro – no litoral centro a espécie pode ser vista com relativa facilidade, por exemplo no Pinhal de Mira assim como nas serras de Aire e Candeeiros Trás-os-Montes – a serra do Gerês serras do Alvão e do Larouco e a zona de Miranda do Douro. Entre Douro e Minho – observa-se na serra da Peneda. Espécie pouco abundante, o gavião é principalmente residente, podendo contudo ver os seus números aumentados durante o Outono e Inverno com a chegada de aves invernantes vindas do norte da Europa. Como nidificante, distribui-se sobretudo pelo norte do país, acompanhando as zonas florestadas. Abundância e calendário
  23. 23. REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Accipitriformes Família Accipitridae Género Accipiter Espécie A.nisus Nome binominal Accipiter nisus ( Linnaeus, 1758 ) Gavião da Europa Accipiter nisus Classificação científica
  24. 24. Gralha-de-bico-vermelho Pyrrhocorax pyrrhocorax
  25. 25. A gralha-de-bico-vermelho distingue-se pelo seu bico vermelho, longo e curvo, característico das aves adultas (os juvenis apresentam o bico amarelo e mais curto). A plumagem é negra com reflexos azul-esverdeados e as patas vermelhas. No nosso país, a gralha-de-bico-vermelho mede cerca de 38 cm de comprimento no estado adulto. Alimentam-se no solo utilizando o bico, longo e curvo, para escavar, virar pedras e remexer no interior dos excrementos de gado, sendo a sua dieta relativamente especializada: escaravelhos, gafanhotos, formigas, aranhas, etc., ingerindo por vezes sementes e grãos. Embora se alimente em bando, as gralhas-de-bico- vermelho são geralmente reprodutores solitários, que acasalam para toda a vida. Algarve – o cabo de São Vicente é talvez o melhor local de observação Litoral centro – distribui-se pelas serras de Aire e Candeeiros. Trás-os-Montes – pode ser encontrada nos vales do Douro Internacional, nomeadamente junto a Miranda do Douro e na barragem do Picote. Também ocorre na serra do Alvão. A gralha-de-bico-vermelho é rara e localizada, estando presente em algumas zonas de falésias costeiras, em zonas montanhosas rochosas e vales fluviais escarpados. Sendo uma espécie essencialmente residente, pode ser encontrada durante todo o ano nos locais onde ocorre. É uma espécie bastante fiel aos locais de cria, sendo raramente observada fora da área normal de distribuição. Descrição Abundância e calendário
  26. 26. Gralha-de-bico-vermelho Pyrrhocorax pyrrhocorax Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Corvidae Género Pyrrhocorax Espécie P.pyrrhocorax Nome binominal Pyrrhocorax pyrrohocorax ( Linnaeus, 1758 )
  27. 27. Gralha-de-nuca-cinzenta Corvus monedula
  28. 28. Algarve – pode ser observada no litoral rochoso, nomeadamente junto à cidade de Lagos Alentejo – esta espécie ocorre localmente pelo litoral alentejano, sendo particularmente fácil de observar junto a Porto Covo e no cabo Sardão. No interior da província observa-se nas zonas de Mértola e Moura, no castelo de Mourão. Trás-os-Montes – o melhor local de observação é o Douro Internacional, especialmente junto a Miranda do Douro. Espécie de distribuição localizada, podendo ser relativamente comum junto aos seus locais de cria. Pode ser encontrada a criar em falésias costeiras, arribas fluviais, e zonas históricas de cidades onde encontra muros com cavidades adequadas, alimentando-se sobretudo em zonas agricultadas. Identificação Relativamente fácil de distinguir dos restantes corvídeos, pois é mais pequena que o corvo e a gralha-preta, e não possui o bico colorido da gralha-de-bico-vermelho.. A curta distância, a sua nuca com reflexos cinza são bastante visíveis. As vocalizações produzidas, como um grasnar metálico, são inconfundíveis e são ouvidas a distâncias consideráveis, especialmente quando se agregam em bandos de algumas dezenas de aves, em busca de alimento. Abundância e calendário
  29. 29. Gralha-de-nuca-cinzenta Corvus monedula Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Corvidae Género Corvus Espécie C. monedula Nome binominal Corvus monedula ( Linnaeus, 1758 )
  30. 30. Gralha-preta Corvus corone
  31. 31. A gralha-preta possui uma dieta constituída sobretudo por invertebrados e grãos de cereais, incluindo também com frequência ovos e crias de outras aves, carne em decomposição, pequenos vertebrados e desperdícios gerados pelas atividades humanas. De cor preta com um brilho azul moderado, é muitas vezes confundida com um corvo, distinguindo-se deste pelo menor tamanho, bico mais pequeno e cauda cortada em quadrado. Juntam-se muitas vezes em bandos e possuem um chamamento semelhante a um cacarejo áspero. Trás-os-Montes – é frequente nas serras do Gerês, do Alvão e da Coroa e ainda na região de Miranda do Douro A gralha-preta é um dos corvídeos mais abundantes da nossa fauna. Pode ser vista em quase todos os tipos de habitats, exceto as zonas urbanizadas. Forma frequentemente pequenos bandos. Distribui-se por todo o território, embora seja relativamente rara na parte meridional do Alentejo e no Algarve. É uma espécie residente que pode ser vista durante todo o ano. Identificação Abundância e calendário
  32. 32. Gralha-preta Corvus corone REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Corvidae Género Corvus Espécie C. corone Nome binominal Corvus corone ( Linnaeus, 1758 )
  33. 33. Grifo Gyps fulvus O abutre-fouveiro
  34. 34. Algarve – pouco comum na época reprodutora, mas no Outono é frequente observarem-se grandes concentrações junto ao cabo de São Vicente Alentejo – as zonas de Marvão e Barrancos Beira interior – o Tejo Internacional, a zona de Segura e as Portas de Ródão Trás-os-Montes – pode ser visto com facilidade ao longo do Douro Internacional, por exemplo em Miranda do Douro, no Penedo Durão ou na zona de Barca d'Alva. Identificação Muito grande, maior que as águias. Voa grandes distâncias planando e quase sem bater as asas. A plumagem é acastanhada. Os “dedos” das asas são facilmente visíveis. Pode confundir-se com o abutre-preto, que por vezes se lhe associa, distinguindo-se desta espécie principalmente pelas tonalidades castanho-cremes das coberturas, pelo pescoço claro e pela extremidade das asas claramente revirada para cima. Em Portugal nidificam algumas centenas de casais de grifos, mas a sua distribuição é fortemente assimétrica. O grifo distribui-se sobretudo pela metade interior do território nacional, sendo mais comum junto à fronteira. As principais zonas de reprodução situam-se no nordeste transmontano, que alberga mais de metade da população portuguesa.A espécie está presente no nosso país ao longo de todo o ano, mas efetua movimentos amplos fora da época de reprodução, surgindo então noutras zonas do território. Abundância e calendário
  35. 35. Grifo Gyps fulvus REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Accipitridae Género Gyps Espécie G. fulvus Nome binominal Gyps fulvus ( Hablzi, 1783 ) Classificação científica
  36. 36. Grou-comum Grus grus
  37. 37. Identificação Grande ave, do tamanho de uma cegonha-branca. Caracteriza-se pela plumagem cinzenta, destacando-se o enorme tufo de penas sobre a cauda. O padrão da cabeça é preto, branco e com uma pequena mancha vermelha. Em voo destaca-se o enorme pescoço, que é mantido esticado. O grou é uma espécie invernante, que pode ser observada principalmente entre Novembro e Fevereiro. Com uma população invernante de cerca de 2000 indivíduos, não pode ser considerado raro, contudo a sua distribuição muito fragmentada e localizada faz com que a sua abundância varie fortemente: localmente pode ser comum e chegam a ser vistos bandos com muitas centenas de indivíduos, mas na maior parte do país é muito raro. É nas planícies do interior alentejano que existem as melhores hipóteses de observar os bandos de grous. Alentejo – existem quatro zonas onde a espécie se pode considerar regular: as planícies de Castro Verde, as zonas de Moura e Mourão, (bem como junto à vizinha albufeira de Alqueva), as planícies de Évora e a área de Campo Maior Abundância e calendário
  38. 38. Grou-comum Grus grus REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Gruiformes Família Gruidae Género Grus Espécie Grus grus Nome binominal Grus grus ( Linnaeus, 1758 )
  39. 39. Guarda-rios Alcedo atthis
  40. 40. Algarve –está presente na ria de Alvor, no estuário do Arade, na Quinta do Lago, no Parque Ambiental de Vilamoura. Alentejo – é frequente nesta região. Exemplos de locais importantes para a observação do guarda-rios são o estuário do Sado, a ribeira do Divor, o vale do Guadiana na zona de Mértola Lisboa e Vale do Tejo – o estuário do Tejo, particularmente as lezírias da Ponta da Erva e as salinas de Alverca. Beira interior – ocorre em locais como o Tejo Internacional, as Portas de Ródão, as albufeiras de Vilar e de Santa Maria de Aguiar Litoral centro – o guarda-rios está presente na lagoa de Óbidos, no estuário do Mondego e ainda na barrinha de Mira. Trás-os-Montes – ocorre ao longo do Douro Internacional, podendo ser observado também na albufeira do Azibo e no baixo Sabor. Entre Douro e Minho – os estuários desta região são bons locais para detetar esta espécie, de que são exemplo os estuários do Minho, do Lima, do Cávado e do Douro. Identificação Inconfundível. Muitas vezes é detetado quando faz o seu voo rasante e direto. Quando pousado, pode ser facilmente reconhecido pelo dorso e pelas asas azuis e pelo peito e ventre cor-de-laranja. Por ser uma ave tão colorida, é bem conhecida das populações, que por isso batizaram esta espécie com pelo menos vinte e cinco nomes diferentes. Eis alguns deles: chasco-de-rego, espreita-marés, freirinha, juiz-do-rio, martinho-pescador, passa-rios, pica-peixe. Ocorre em Portugal durante todo o ano, mas a sua abundância varia fortemente de umas regiões para outras. É claramente mais comum no litoral que no interior e mais comum em planície que em montanha, sendo raro acima dos 1000 metros. Nos grandes estuários e lagoas costeiras parece ocorrer sobretudo fora da época de nidificação, estando presente sobretudo de Agosto a Abril. Abundância e calendário
  41. 41. Guarda-rios Alcedo atthis Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Coraciiformes Família Alcedinidae Género Alcedo Espécie A. atthis Nome binominal Alcedo atthis ( Linnaeus, 1758 )
  42. 42. Guincho-comum Larus ridibundus
  43. 43. Algarve – sendo bastante comum nesta região, a sua deteção é fácil em locais como o Ludo, a Quinta do Lago, a ria Formosa, a reserva de Castro Marim Alentejo – espécie regularmente observada no litoral, sobretudo no estuário do Sado, na lagoa de Santo André e no estuário do Mira. No interior, é frequente nas albufeiras do Caia e do Alqueva. Lisboa e Vale do Tejo – pode ser observada na cidade de Lisboa, sobretudo na zona ribeirinha . O estuário do Tejo alberga a maior população invernante, sendo facilmente avistada nesta zona. Beira interior – ocorre regularmente em locais como as Portas de Ródão Litoral centro – comum nesta região, sobretudo no estuário do Mondego, no baixo Mondego e na ria de Aveiro. Entre Douro e Minho – espécie facilmente observável nos estuários do Minho, do Lima e do Cávado O guincho-comum ocorre em Portugal principalmente como invernante e pode ser observado sobretudo de Julho a Março. A partir do fim de Junho os primeiros adultos regressam, por vezes ainda em plumagem de Verão e em Julho aparecem os primeiros juvenis. Como nidificante é claramente raro, havendo registos isolados de nidificação nos estuários do Mondego e do Sado. Identificação É uma gaivota relativamente pequena. Por baixo é branca e por cima é prateada. As asas são cinzentas com um triângulo branco nas primárias. O bico e as patas são vermelhos. A partir de Março os adultos envergam a plumagem nupcial, facilmente reconhecível pelo capuz castanho, cor de chocolate. Pode formar bandos de centenas ou mesmo milhares de indivíduos e mistura-se frequentemente com outras espécies de gaivotas. Pode confundir-se com a gaivota-de-cabeça-preta, distinguindo-se desta última espécie pela ponta preta das asas e, quando em plumagem nupcial, pelo capuz preto, e não castanho. Abundância e calendário
  44. 44. Guincho-comum Larus ridibundus Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Laridae Género Larus Espécie L. ridibundus Nome binominal Larus ridibundus ( Linnaeus, 1766 )
  45. 45. Íbis-preta Plegadis falcinellus
  46. 46. Algarve – observa-se ocasionalmente nas zonas húmidas costeiras do Algarve central, particularmente em Vilamoura, na lagoa das Dunas Douradas Alentejo – o estuário do Sado é um dos melhores locais para observar a íbis-preta, que também ocorre, mas em menores números, na lagoa de Santo André. Lisboa e Vale do Tejo – espécie regular e relativamente fácil de encontrar no estuário do Tejo Litoral centro – conhecem-se alguns registos recentes do baixo Mondego Espécie presente no nosso país durante o ano todo, sendo mais abundante nos meses de Inverno, entre Setembro e Março. Como nidificante, apenas são conhecidas duas tentativas recentes de reprodução, ambas no vale do Tejo. Pode formar bandos de algumas centenas de aves, embora o mais comum é encontrarem-se aglomerados de algumas dezenas, tratando-se de uma espécie pouco comum e de distribuição muito localizada. Identificação Inconfundível, pela forma curvada e longa do bico, e pelo tom uniformemente castanho-escuro. Por vezes, conseguem-se observar os reflexos esverdeados nas asas dos adultos. Ave de dimensão média-grande, pode desaparecer facilmente por entre a vegetação nos locais onde se alimenta, possuindo um pescoço comprido como se fosse o prolongamento do bico longo e encurvado para baixo. As patas compridas e escuras permitem-lhe caminhar sobre a vegetação e na água. Abundância e calendário
  47. 47. Íbis-preta Plegadis falcinellus Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Threskiornithidae Género Plegadis Espécie P. falcinellus Nome binominal Plegadis falcinellus ( Linnaeus, 1766 )
  48. 48. Laverca (Cotovia) Alauda arvensis Laverca, calandra ou calhandra (Alauda arvensis) é a cotovia mais vulgar na Europa por isso muitas vezes chamada apenas cotovia
  49. 49. A plumagem da laverca é pouco vistosa, de cor castanha listrada de preto e castanho escuro na parte superior, com um barrete um pouco mais escuro e garganta amarelada, com estrias finas castanhas escuras. A crista do barrete levanta em certos momentos. Os olhos castanhos escuros são realçados por uma sobrancelha branca amarelada, e o bico é curto, grosso e de cor acastanhada. A parte inferior do corpo é creme e o peito castanho claro com estrias castanhas escuras. A cauda é alongada e quase negra, com as retrizes externas brancas. As patas são castanhas claras, e o dedo posterior é maior que os outros. Algarve – ocorre principalmente como invernante, podendo ser vista na ria de Alvor, no sapal de Castro Marim Alentejo – pode ser vista um pouco por toda a região Lisboa e Vale do Tejo – é comum no estuário do Tejo (lezírias da Ponta da Erva e também na vizinha zona de Pancas), onde ocorre durante todo o ano. Beira interior – a serra da Estrela Litoral centro – durante a época de cria pode ser vista nas zonas mais altas da serra de Sicó e da serra de Aire Trás-os-Montes – pode ser vista na terras altas, nomeadamente nas serras do Gerês, do Larouco, do Alvão, da Coroa e de Montesinho. Entre Douro e Minho – a serra da Peneda Embora possa ser observada em Portugal durante todo o ano, a laverca apresenta distribuições diferentes consoante a época do ano. Durante a Primavera e o Verão, ocorre sobretudo a norte do Tejo. Privilegia as terras altas, sendo especialmente comum acima dos 800 ou 900 metros de altitude. Contudo, também ocorre ao nível do mar, como acontece na lezíria do Tejo. No Inverno pode ser vista, por vezes em bandos muito numerosos, nas terras baixas do sul do país, especialmente em terrenos cultivados. Identificação Abundância e calendário
  50. 50. Laverca (Cotovia) Alauda arvensis Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Alaudidae Género Alauda Espécie A. arvensis Nome binominal Alauda arvensis ( Linnaeus, 1758 )
  51. 51. Lugre Carduelis spinus
  52. 52. Identificação A plumagem é preta e amarela, sendo o bico cónico, característico das aves granívoras. No caso dos machos, é visível a coroa preta, que se estende até à testa; a fêmea é menos contrastada; ambos os sexos apresentam na asa uma risca amarela orlada de preto. O lugre é um invernante que surge em números muito variáveis de ano para ano: em certos anos (por vezes chamados “anos de lugres”) a espécie é muito abundante, enquanto que noutros é particularmente escassa. Surge muitas vezes em bandos numerosos, que podem juntar dezenas ou mesmo centenas de aves. Frequenta zonas de folhosas, desde parques até matas ripícolas. Observa-se de meados de Outubro a meados de Abril. Alentejo – a zona de Marvão Lisboa e vale do Tejo – a serra da Arrábida, o cabo Espichel (em Novembro) e o paul do Boquilobo e a cidade de Tomar Beira interior – o lugre parece ser regular no covão da Ametade (serra da Estrela) e também, já foi visto na serra da Gardunha Litoral Centro - observa-se na zona de Estarreja-Salreu. Trás-os-Montes - pode ser visto em Pedras Salgadas, no Parque do Corgo em Vila Real Abundância e calendário
  53. 53. Lugre Carduelis spinus REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Fringillidae Género Carduelis Espécie C. spinus Nome binominal Carduelis spinus ( Linnaeus, 1758 ) Classificação científica
  54. 54. Maçarico-bastardo Tringa glareola
  55. 55. Identificação O maçarico-bastardo é uma pequena limícola do mesmo tamanho que o maçarico-bique-bique, como o qual pode facilmente ser confundido. Distingue-se desta espécie sobretudo pela parte inferior das asas mais clara, pelos tons mais claros da plumagem, pelas pintas maiores sobre as asas e pelas suas vocalizações diferentes. Muitos guias de campo assinalam o maçarico-bastardo como sendo raro em Portugal, mas esta espécie surge regularmente durante a passagem migratória. Pode assim ser observado principalmente em Março e Abril e novamente em Agosto e Setembro, surgindo por vezes em pequenos bandos. Também pode ser observado no período de invernada, embora nesta época seja claramente mais escasso. É uma espécie associada às grandes zonas húmidas do litoral, embora evite lodos estuarinos e prefira os locais de águas paradas, como arrozais e açudes. Lisboa e Vale do Tejo – os arrozais da Ponta da Erva (estuário do Tejo) Alentejo – no estuário do Sado este maçarico pode ser observado durante as passagens. Mais para sul, observa-se igualmente na lagoa de Santo André Algarve – a Ria de Alvor e a lagoa dos Salgados Abundância e calendário
  56. 56. Maçarico-bastardo Tringa glareola Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Scolopacidae Género Tringa Espécie T. glareola Nome binominal Tringa glareola ( Linnaeus, 1758 )
  57. 57. Maçarico-bique-bique Tringa ochropus
  58. 58. Algarve – qualquer zona húmida junto ao litoral Alentejo – na metade litoral pode ser visto com relativa facilidade no estuário do Sado e na lagoa de Santo André Lisboa e Vale do Tejo – observa-se regularmente na várzea de Loures, na Ponta da Erva (estuário do Tejo) Litoral centro - aparece na zona de Estarreja-Salreu Pouco abundante mas bem distribuído, pode ver-se um pouco por todo o território, tanto em zonas de água doce (barragens, açudes e ribeiros) como em áreas de água salobra. Geralmente solitário, embora por vezes forme pequenos bandos. Pode ser visto em Portugal durante quase todo o ano, exceto num curto período de dois meses durante a Primavera: a partir de meados de Junho as observações tornam-se regulares, sendo esta uma das primeiras limícolas a regressar do norte da Europa. Identificação O uropígio branco, contrastando com o dorso e as asas pretas tornam este maçarico relativamente fácil de identificar. O bico e as patas são esverdeados. Quando está pousado assemelha-se vagamente ao maçarico-das-rochas, distinguindo- se pelo maior tamanho, pela plumagem mais escura e pela ausência de reentrância branca no peito. Pode confundir-se com o maçarico-bastardo, do qual se distingue pela ausência de pintas brancas no dorso e pela contra-asa escura. Abundância e calendário
  59. 59. Maçarico-bique-bique Tringa ochropus REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Scolopacidae Género Tringa Espécie T. ochropus Nome binominal Tringa ochropus ( Linnaeus, 1758 ) Classificação científica
  60. 60. Maçarico-das-rochas Actitis hypoleucos
  61. 61. Maçarico-das-rochas é uma ave ligada a ecossistemas aquático que mede cerca de 18-21cm. Apresenta a parte superior castanha e a parte inferior branca. As malhas castanhas nos lados do peito formam uma linha clara ao longo das dobras das asas. Têm umas listas oculares e superciliar bem marcadas. As suas patas podem ir de verde a quase castanho e são sempre curtas. O seu uropígio é castanho-amarelado. Algarve – presente na ria de Alvor, no estuário do Arade, na lagoa dos Salgados e na lagoa das Dunas Douradas, assim como na reserva de Castro Marim Alentejo – encontra-se bem distribuída pelos cursos de água e albufeiras desta região, nomeadamente no estuário do Sado, na lagoa de Santo André Lisboa e Vale do Tejo – é comum em locais como o paul da Barroca, o parque do Tejo e o estuário do Tejo (nomeadamente a Ponta da Erva, as salinas de Alverca). Beira interior – os melhores locais de observação desta espécie são as albufeiras de Santa Maria de Aguiar, Marateca e Toulica, assim como a zona do Tejo Internacional. Litoral centro – encontra-se na ria de Aveiro (incluindo a zona de Salreu) e na lagoa de Óbidos, assim como no estuário do Mondego e no porto de Peniche Pode-se ver nas margens do baixo Sabor e do rio Tua, assim como na albufeira do Azibo Entre Douro e Minho – trata-se de uma límicola frequente nos estuários do Minho e do Cávado, assim como no estuário do Douro, sobretudo no Inverno O maçarico-das-rochas é uma espécie relativamente comum em Portugal e distribui-se um pouco por todo o país, mas como raramente forma grandes bandos não pode ser considerado uma espécie abundante. Frequenta todo o tipo de zonas húmidas, sejam elas de água doce, salobra ou salgada . Pode ser observado ao longo de todo o ano. Na época de reprodução é relativamente escasso e ocorre sobretudo na metade interior do território.. Trás-os-Montes – é pouco comum na região. Identificação Abundância e calendário
  62. 62. Maçarico-das-rochas Actitis hypoleucos Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Scolopacidae Género Actitis Espécie A. hypoleucos Nome binominal Actitis hypoleucos ( Linnaeus, 1758 )
  63. 63. Maçarico-de-bico-direito Limosa limosa
  64. 64. Identificação Limícola de médio porte, acastanhada, de bico comprido e direito. A barra preta na cauda em contraste com o uropígio branco e a banda alar branca larga dão-lhe um ar inconfundível em voo. A espécie com que mais facilmente se pode confundir é o fuselo, do qual se diferencia por possuir um porte mais elegante derivado do pescoço, bico e pernas mais compridas. No entanto, as características que os distinguem mais facilmente são a ausência de riscas na cauda e o branco do uropígio não se prolongar para o dorso nos maçaricos-de-bico-direito. Na plumagem de inverno o dorso é mais liso do que o do fuselo, possuindo este último o bico levemente curvado para cima. O maçarico-de-bico-direito ocorre em Portugal como migrador de passagem e invernante. Durante a migração pré-nupcial, que nesta espécie é precoce ocorrendo nos meses de Janeiro e Fevereiro, é comum a presença de mais de 50 mil aves em Portugal, a maioria em arrozais. No inverno e durante a migração pós-nupcial, que se inicia em finais de Junho, a espécie é menos comum. Entre Douro e Minho – tem sido registado com regularidade no estuário do Douro. Lisboa e Vale do Tejo – toda a área do estuário do Tejo. Alentejo – o estuário do Sado Algarve – nesta região, o maçarico-de-bico- direito ocorre sobretudo nas salinas de Tavira, na ria Formosa e na reserva de Castro Marim Abundância e calendário
  65. 65. Maçarico-de-bico-direito Limosa limosa Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Scolopacidae Género Limosa Espécie L. limosa Nome binominal Limosa limosa ( Linnaeus, 1758 )
  66. 66. Maçarico-galego Numenius phaeopus
  67. 67. Algarve – é frequente na ria Formosa, na ria de Alvor e no sapal de Castro Marim. Alentejo – observa-se habitualmente no estuário do Sado Lisboa e Vale do Tejo – frequenta as zonas de costa rochosa e pode ser observado junto ao cabo Raso, na costa do Estoril e na zona de Ericeira. Litoral Centro – é regular na ria de Aveiro Entre Douro e Minho -estuários do Minho , do Cávado e do Douro. O maçarico-galego é principalmente um migrador de passagem, que pode ser visto ao longo de todo o litoral durante os meses de Abril e Maio e novamente em Setembro e Outubro. A sua abundância é muito variável, podendo ocasionalmente ser vistos bandos de algumas centenas de migradores. Adicionalmente, existe uma pequena população invernante, que se distribui de forma esparsa pelas zonas costeiras do sul do país. No Inverno frequenta praias com zonas rochosas, mas durante as migrações pode ser visto em estuários, lagoas e até em pastagens. É muito raro no interior do território. Identificação Um pouco mais pequeno que o maçarico-real, ao qual se assemelha no aspeto geral. A plumagem é acastanhada, o bico é comprido e recurvado para baixo. A coroa tem duas grandes riscas escuras, sendo esta uma característica que permite distingui-lo do seu congénere. Abundância e calendário
  68. 68. Maçarico-galego Numenius phaeopus Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Scolopacidae Género Numenius Espécie N. phaeopus Nome binominal Numenius phaeopus ( Linnaeus, 1758 )
  69. 69. Maçarico-real Numenius arquata
  70. 70. Algarve – para além da ria Formosa Alentejo – no estuário do Sado Lisboa e Vale do Tejo – o estuário do Tejo Litoral Centro – o maçarico-real ocorre na ria de Aveiro e no estuário do Mondego Entre Douro e Minho - o estuários do Minho e do Douro É um migrador de passagem e invernante pouco comum, cujos efetivos se concentram principalmente nos grandes estuários, onde pode ser localmente numeroso, e noutras pequenas zonas húmidas junto à orla costeira. A melhor época de observação incide nos meses de Setembro a Novembro, podendo ainda ser encontrado durante a migração pré-nupcial, entre Abril e Maio. Nas zonas onde inverna está presente de Outubro a Março. Identificação O maçarico-real é uma limícola de grande tamanho, saltando à vista as enormes dimensões do seu bico encurvado e fino. O corpo é todo barrado e acastanhado, podendo ser facilmente confundido com o seu congénere maçarico-galego. Distingue- se sobretudo pelas maiores dimensões, pelo bico proporcionalmente mais longo, pela lista superciliar menos marcada e pelo menor contraste entre o padrão das asas e o abdómen. Quando em voo, as diferenças de dimensão são mais facilmente percetíveis, assim como a forma da mancha branca no uropígio, que é maior no maçarico-real. Abundância e calendário
  71. 71. Maçarico-real Numenius arquata Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Ciconiiformes Família Scolopacidae Género Numenius Espécie N. arquata Nome binominal Numenius arquata ( Linnaeus, 1758 )
  72. 72. Mainá-de-crista Acridotheres cristatellus
  73. 73. Ave semelhante ao melro, de cor preta e bico amarelo. A sua característica principal é um pequeno tufo de plumas que exibe sobre o bico. Possui ainda umas grandes manchas brancas nas asas. O mainá-de-crista possui uma distribuição muito localizada, que se resume a alguns locais na região da Grande Lisboa, que entretanto colonizou e onde se estabeleceram populações nidificantes. Nas zonas onde ocorre pode ser observado durante todo o ano. Lisboa e Vale do Tejo – na margem norte do Tejo, a costa do Estoril, particularmente a zona do Forte de São Julião da Barra, é desde há muitos anos olocal do país onde é mais fácil observar este mainá. Na margem sul, a espécie pode ser vista na zona de Corroios, junto ao Moinho de Maré – nesta zona as observações são feitas a maior distância, mas por vezes já aqui foram vistos bandos de algumas dezenas. No entanto, conhecem-se outras observações na Península de Setúbal, nomeadamente na zona do Barreiro, na Costa de Caparica, em Azeitão e no cabo Espichel. Identificação Abundância e calendário
  74. 74. Mainá-de-crista Acridotheres cristatellus Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Passeriformes Família Sturnidae Género Acridotheres Espécie A. cristatellus Nome binominal Acridotheres cristatellus ( Linnaeus, 1766 )
  75. 75. Marreco Anas querquedula
  76. 76. É um pato de pequena dimensão. O macho caracteriza-se pela cabeça castanha com uma longa lista supraciliar branca e, em voo, pelas coberturas azuis-claras. A fêmea é muito semelhante à de marrequinha, sendo apenas ligeiramente maior que esta e distinguindo-se pela mancha pálida quase circular junto à base do bico. Embora já tenham sido registados casos de nidificação, o marreco é principalmente um migrador de passagem. Deteta-se sobretudo na Primavera, época em que os machos em plumagem nupcial são facilmente detetados, por vezes formando bandos de algumas dezenas de indivíduos. O período ótimo de observação vai de meados de Fevereiro a meados de Abril. No final do Verão poderá não ser raro, mas passa normalmente despercebido Lisboa e Vale do Tejo – o estuário do Tejo (em particular as lezírias da Ponta da Edra). Alentejo – o marreco surge com regularidade no estuário do Sado Algarve – a lagoa dos Salgados, o Ludo e a Quinta do Lago Identificação Abundância e calendário
  77. 77. Marreco Anas querquedula Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Anseriformes Família Anatidae Género Anas Espécie A. querquedula Nome binominal Anas querquedula ( Linnaeus, 1758 )
  78. 78. Marrequinha-comum Anas crecca
  79. 79. A marrequinha, como outros patos que se alimentam em águas pouco profundas, levanta voo quase na vertical. A fêmea tem o bico castanho (amarelo na parte inferior), corpo também castanho com espelho (barra colorida na parte superior da asa, mais visível durante o voo) verde. O macho tem bico preto, corpo acinzentado com uma lista branca horizontal, cabeça avermelhada com uma mancha verde em torno do olho, e um triângulo amarelo pálido na parte posterior do corpo. Algarve – ocorre um pouco por todas as zonas húmidas da região, com especial destaque para a Quinta do Lago. Alentejo – no estuário do Sado a marrequinha é comum, bem como na lagoa de Santo André. Lisboa e Vale do Tejo – o estuário do Tejo Beira interior -Santa Maria de Aguiar e da Marateca. Litoral centro – as pateiras de São Jacinto e de Fermentelos, assim como o baixo Mondego (paul da Madriz) Entre Douro e Minho – trata-se de um pato frequente nesta região, nomeadamente nas lagoas de Bertiandos A marrequinha é uma espécie invernante e que está presente no nosso país principalmente de Setembro a Março, embora possa ser vista, em pequenos números, noutros meses do ano. Durante a época fria é um dos patos mais abundantes, formando muitas vezes bandos que podem reunir centenas ou mesmo milhares de indivíduos. Identificação Abundância e calendário
  80. 80. Classificação científica REINO Animalia Filo Chordata Classe Aves Ordem Anseriformes Família Anatiidae Género Anas Espécie A. crecca Nome binominal Anas crecca ( Linnaeus, 1758 ) Marrequinha-comum Anas crecca

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