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  1. 1. lrlllN ilii lili iii llii i As tiansformacões iactiiifnliii , i ¡iiililii i i sociais do final do século ><l>< llilll i i-iiiiilii ilil um realustariwento da Mollilllliiiii i>l. l' lil'll l Havia uma expetttativai ilri iiiiiiliilii il ~ ii lll i ii em quase todos os suqiiii-iiiiiu iii' iii iu Hi sociedade. Essa sliutinâii» liii i, ii¡ii: .iIl *lili iii~lii~ republicanos, que n viiliiiiiiii ilii , l lii ll lederalistass, de Alt il iii | l'ill'i ilii iii lilll ii l¡ lerlt-iração seria UITIH liiiiiiii ilii iiiiiiuii liI illl rigido oeiilialisiiilc) iiriiiuiiiil NeSlil VOiLlllll), ll Aiiliii rlllilil . .i l' lillliiil IlIiIli/ il as btISHS (le-ssa l)l(l(, (“. *ill lii-iliiiii ll ii illil^i COTlSBqUÊlT ' , iiirw viiviiiii ii iiiliiiillii ii roacomoilatznn ilii: : Pilli . ill lill' ili~iiliii llii novas eslrilliliini [lllillll ilH l“li'1lTlll| (,)l1 IVI lvliililiiliii_ iliiiiliii illll lllfllt/ lllil pela [Jriiveisiiliiilii ili- “iiii. lüiiilii, i'i lHUikISSUi da Universirleitlv iii' lliiiiilliii l'lllilliiiili, llíl Série Princípios, Brasil Império l' O feudalisma: economia e sociedz-itii: Â-eam r/ e ¡kr/ tw-. i-. iir ¡Ã! moh/ ui' o História o Polllii . i a &Siiriiiiliitiiii &f/ I/YIJ' draw 1/(1 Azi/ w' c Administração n Aiiiiuiitilillliii - / ili~~i u Ciências o Civilização - (loiiiiiiili ill'lll"i o Direito o Educação - tsllüliiiii o liliiuiiliii e Geografia n Linguistica o Lllfllilllilil - Psicologia PRINClPIOS : -_= .a, _i. íi1i. li; <)l3. ll/ I' | /IÍol1¡; efi_l? o , BRi ASI-; I lili- UB TLÇÍCÀ mu. .
  2. 2. n i. .. ii. i.. i›. . | I|lI em_ Mun; L¡ l is. ..- tam. n: ss vn. . mi m. .. Nan¡ mui. um. . llnull . ..ti Amar» aew Mail-n »me Ílll s lulu Wmoilbr Gtlllui A paul- ¡Mloilruubllel mino r. i.iia io- ui-iiiiiiia. iminiiuu. .. . Mllllllh Nlmllil Yrliládl t. Viu/ il¡ Fl( uma. m. .., ll Kntni um. . . .im wow Num : ni para¡ Ali “Minami u mu». ri. mit. . um¡ . .mu inn-ir. aliam. . em: : uiiwiii s. .. ai! ... "" o o 4945” f 40oo9él RWS* 95H05” M : n66 Doutor em História pel¡ Unlvuraldnde do Slo Paulo Profeuor da Unlvoralduda da Brlallll BRASIL REPÚBLICA . --* '(5o' 1,. ãáauoi EG¡ É 65% em”,
  3. 3. Dlrwin Eenlnmln Abdul¡ Junior Samlrn Youssef Cnmpedalll Fnpnrlçio do texto Hélla de Jesus Gonsaga Sumário Am 1. Introdução a5 coordzlllclfí O' ¡ , J' tn o o ' ' _ , Asma! ) dgzrArfizrarlnRocha 2. Pressao sobre a Monarquiapm ArlMlnIl . A na” Em” Ardnnuy e Os republicanos na decada de 70210 . laeavnl Sousa Fernandes Reforma ou Rcpúb1ica 1l Clp¡ . . . Ary Normanhn Tmdmwuis 'epulmcanas-'íímlz A proposta de plebiscitom 13 O Exército e o fim do regimedü Ressentimenlos milltaresdlõ Licença para gemer 18 Manifesto ao Parlamento c à NuÇãOííZO "Façamos a República" . Transição conservadoram A República dos Estados Unidosmu Ditadura provisória 26 Eleição a bico-de-penamí 28 Todos são subversivos 30 O recrudescimento da oposíçãom 32 Monarca de pnpelão 35 A Assembléia Constituinieoíãs ISBN B5 0B 01167 9 O ataque ao A Tribunamãó , Í- 0 gabinete do Barão dc Lucenamü 1955 r* I _ t: _ A eleição de Deadoro/ Florianomãã Editora AifàãhãâsÊ'ãi§ã"aIiÍÊã'íf$ãiape. |l0› ^ _"“? °P“1”_'d“d° 5° GPVÉMT” Tel. : (PABX) 2739322 - Cnlxa Poml 8658 Primeira legislatura ordinánaíígtl End. Telegráflco "BomlIvro" ~ São Paulo n" O golpe Lucena 43
  4. 4. 46 46 48 51 4. Vitória olígárquica_ A composição vitoriosa ' Legalismo florianista As táticas da oposição v A carta-maniíesto dos treze geneS 5-1 Estado de sitio e desterro 55 ' 57 A luta pelo poder A época das revoltas 59 A sucessão presidencial ' " ¡ 64 “Testamento politica de Floriano" 6B 5. Conclusãopííõã 6. Vocabulário anima" 7. Blbllografia comentaram? ” 1 Introdução Já a partir de 15 de novembro de 1889, n instalação do regime republicano no Brasil tem sido alvo de inúme- meras interpretações. Tradicionalmente, destacam-se três: uma que procura legitimar o novo regime, outra que busca justificar o fato de n Monarquia ter sido derrubada por um golpe militar, e ainda outra que critica este mesmo golpe e, por conseqüência, a intervenção dos militares na política. A primeira interpretação, caindo na amradilha mo- narquista, que defende seu regime a partir de uma legiti- midade assentada na tradição histórica. vai rebuscar o nosso passado à procura de movimentos republicanos. Em sua lista figuram necessariamente a Inconfidência Mineira, as revoltas nordestinas de 1817 e 1824, a "experiência republicana" do período regencial (1831-40) e a Repúbli- ca Farroupilha Rio-grandense. As razões para a adoção do regime republicano eram encontradas pelas tribunos do final do Império quase sempre em explicações históri- cas, profundamente assentadas ern uma lógica idealista ou jus-naturalista. Para eles, a América, por sua própria natu- reza, era republicana e a monarquia não era compatível
  5. 5. 6 com o Novo Mundo, cuja existência no Brasil nos afas- tava dos nossos irmãos americanos. Há historiadores que, sem se aperceberem, reproduzem o discurso de época, ao rebaterem nessa tecla, e tentam explicar o fato a partir do que imaginam ser e não do que ocorreu em verdade. A segunda linha interpretativa tem por objetivo jus- tificar o golpe militar que derrubou a Monarquia. Os que adotam essa tendência apressam-se a mostra-lo como ação de todo o Exército, imbuldo do espírito de corpo. Fato ilustrativo e sempre lembrado é o simbólico abraço e reatamento das relações entre as duas mais proeminentes expressões de sua oficialidade, na praça dom Pedro II, em Porto Alegre, por ocasião da denominada questão mili- tar: o marechal Deodoro da Fonseca, adepto dos conser- vadores, reconcilia-se com o Visconde de Pelotas (o Ma- rechal Câmara), partidário dos liberais. A política partidá- ria imperial, que até então servira para dividir o Exército, ficava substituída pela politica do Exército. O espirito de corporação falava mais alto. Essa imagem de unidade militar, reagindo como um só corpo, foi consagrada e tem sido lembrada exaustivamente pelas lideranças das Forças Armadas. Mostra, também, essa interpretação, o golpe militar como reação diante de politicos (os casacos), que denigrem o Exército, imiscucm-se em suas questões inter- nas e tentam rebaixá-lo, ou de sucessivos govemos, que o levaram a um estado sofrível, ao desinteressarem-se por sua melhoria técnica e organização apesar de ter brava- mente dado demonstração de civismo e heroísmo na guerra contra o Paraguai. Os historiadores militares, em sua maioria, são os que lançam mão desses argumentos - verdadeira razão de Talião -, e se purificam ao encontrarem na reação às ofensas acumuladas a justificativa para o golpe de 15 de novembro. Evidentemente, não se pode analisar o fato histórico por critérios de crime e castigo ou de justa 7 causa. Não há dúvida de que a República surgiu de um golpe militar, muito bem planejado e colocado em prática na hora certa; todavia, essa constatação não serve para exaltar as excelência: do regime monârquico nem os erros do regime republicano. Dessa tendência, sai uma vertente que justifica e aceita o golpe enquanto expediente para derrubar uma situação, mas que não aceita a institucionalização de go- vernos militares. E o golpe sancador tão caro a uma fração da elite brasileira. A terceira tendência - a denúncia do golpe militar - começou com os adeptos do regime deposto e logo após o i5 de novembro, na medida em que eriticavam a mili- tarização da vida política nacional e a intranqüilidadc dos primeiros anos da República. Fazia a apologia da Monar- quia apelando, como o Visconde de Ouro Preto, para as realizações do periodo, entre as quais a manutenção da unidade nacional e o ambiente de verdadeira liberdade, chegando mesmo a defender a tese de que o Império fora a “democracia coroada". O contraste é estabelecido com a “ditadura republicana", caracterizada pelos governos de Deodoro e Floriano Peixoto, e o jaeobinismo militar. Nes- se caso, o golpe veio interromper um processo histórico marcado pelo progresso e pela ordem pública_ Trata-se de uma interpretação eivada de saudosismo que virou mito, analisando os fatos segundo suas conveniências e ignoran- do as especificidades c contradições de ambos os periodos, bem como seu papel histórico. O que temos de concreto é a cresccntc animosidade do Exército com os gabinetes que se sucedem, a partir do presidido pelo barão de Cotegipe. O Exercito, pouco a pouco, une-se e reage sob a liderança de seu oficial mais expressivo, o mareehal Deodoro da Fonseca que, dirigin- do a guarnição militar da capital do Império, chefia o
  6. 6. 8 golpe de 15 de novembro. Temos também o crescimento do movimento republicano quc, embora inexpressivo em termos de adeptos, aperfeiçoa sua organização e realiza. a partir dc 1877, convenções nacionais. A tática que os republicanos passam a empregar é explorar de todas as formas os acontecimentos que colocam os gabinetes minis- teriais e a própria Monarquia em situação difícil, ao mes› mo tempo que dão todo apoio aos militares nas suas díspue tas com o Governo. Finalmente, deparamos com uma monarquia que se desgasta, via gabinetes ministeriais, cujas medidas desngradam e servem para fortalecer a idéia de que o regime estava deerépito. Entretanto, se esses são elementos perceptíveis e imediatamente identilicâveis com a Proclamação da República. não são suficientes para ex- plicar a mudança. Não podemos esquecer que ns instituições políticas monárquieas loram geradas e consolidadas quando a so- ciedade brasileira encontrava-se em determinado estágio das forças produtivas. A partir de meados do século, nota- -se a alteração dessas mesmas forças: ampli -se a popu- lação; acelera-se o crescimento urbano; expandem~se os setores secundário e terciário da economia; a agricultura tradicional _- nordestina e vale-paraibana _- entra cm declínio, ao mesmo tempo que a província paulista torna- -se o principal centro econômico do País; paralelamente. tomam dimensões relevantes as atividades agrárias volta- das para o mercado interno. A expansão do sistema de transporte e o crescimento urbano, no Sudeste do Pais. criam a base para um mercado consumidor concentrado, favorável à circulação de mercadorias e idéias. Sobre tudo isso, cresce a proporção das várias formas de traballio livre em relação à da escravidão, cada vez mais ameaçada e fi› nalmente extinta juridicamente em 1888. Ora, só esses dados já bastariam para fornecer as razões da queda da Monarquia. Tratava-se de erguer uma 9 estrutura política mais compatível com o novo estágio das forças produtivas da sociedade brasileira. O desejo de muv dança, latente nas elites, foi captado pelos republicanos, aliás, os únicos que traziam uma proposta realmente nova e dc grande magnetismo, principalmente por estar acoplada à idéia de federação. A implantação do federa- lismo (maior autonomia para as províncias em contraste com o rígido centralismo imperial) cra o que havia de mais importante, muito mais do que o novo regime, por- que sua adoção implicaria a liberação das lorças produ- tivas regionais, permitindo um novo salto qualitativo e cujos resultados lieariam perceptíveis já na década de 20. Não tenhamos dúvidas quanto ao papel representado pelo federalistno no arrefecimento das desconlianças com relação à República. De um lado, trouxe a possibilidade de progressivas mudanças econômicas e, de outro. permitiu a necessária reacomodação das elites, reproduzindo as re- lações dc dominação, no exclusivo interesse da classe dominante. Os republicanos conseguiram sensibilizar o Exército que, por suas características próprias e por ser uma instituição que estivera presente em todas as provin- cias, era o único grupo que poderia, a curto prazo, extin- guir a Monarquia e garantir a instalação do novo regime.
  7. 7. 2 Pressão sobre a Monarquia Os republicanos na década de 70 A propaganda republicana reaparece na cena política do País em 1870, com a fundação do Clube Republicano, o lançamento do famoso Manifesto de 3 de dezembro e a edição do jornal A República -- fatos ocorridos sintoma- tieamente na capital do Império. Em abril de 1873, os paulistas reúnem-se na cidade de Itu, numa convenção que traça as normas para o primeiro Congresso do Partido Republicano de São Paulo, cuja realização ocorreu em julho do mesmo ano, na capital da província, marcando o início de uma ação mais organizada. Nas demais províncias, o movimento praticamente inexistia, sobressaindo-se as adesões de pequenos gru- pos ao que se passava no Rio ou em São Paulo c, muito raramente, encontra-se a fundação de um clube republi- cano ou edita-se um jomal, defensor desse regime, com pelo menos alguma repercussão fora do seu restrito círculo. O movimento entrou posteriormente em fase de Ietar- gia, agravada pela volta dos liberais ao poder em 1878, que tirou muito de sua força na medida em que se tornava 11 possível a adoção de algumas teses advogados pelos re- publicanos. Vários elementos, inclusive membros de orga- nizações republicanos, reintegraram-se nas hostes liberais e chegaram a ocupar postos no Govemo, como foi o caso de Lafayette Rodrigues Pereira, que ocupou os cargos de ministro da Justiça e presidente do Conselho de Ministros, em gabinetes liberais. Reforma ou República Ocorre um incremento na década de 80, na proporção da desilusão das elites quanto à adoção de reformas subs- tanciais ao nível social e político. Três questões darão no- toriedade aos republicanos: as campanhas pela eleição di- reta e pela abolição da escravidão e o suporte civil que fomeeem as reivindicações militares. Portanto, nos anos finais do Império, o movimento volta a crescer, penetrando de forma mais organizada em todo o País, e tomando-se alvo das preocupações governamentais e mesmo da repres- são policial. Na capital do Império e nas províncias de São Paulo e Rio' Grande do Sul, a campanha republicana foi mais ativa e ganhou maior número dc adeptos. Pernambuco e Minas Gerais ficam em posição secundária, se bem que tivessem núcleos bem ativos. Nas demais províncias, o mo- vimento foi fraco, porém em nenhuma delas deixou de existir um grupo que se manifestasse declaradamente a favor do novo regime, fundasse um clube republicano, editasse jornais ou marcasse sua presença em colunas de periódicos locais. Ao imaginar, nos dias atuais, as difi- culdades de se instalar diretórios em todas as unidades da federação, por ocasião da criação de um novo partido po- lítico, não se pode menosprezar a capacidade de penetra- ção da idéia e de mobilização de seus adeptos. Embora os
  8. 8. 12 clubes fundados não fossem diretórios de um partido rc- publieano nacional, porque acreditavam que a implantação da federação pressupunha partidos regionais, os republica- nos, contra todas as prevenções, estavam presentes de nor- tc a sul no País. Eram minoritários, porém, como se apre- sentavam na condição de defensores da única idéia que retratava proposta real de mudança, teriam sua bandeira empunhada por todos os descontentes, na medida da pró- pria incapacidade da Monarquia (ou melhor. dos gabinetes ministeriais) em resolver problemas e adaptar-se aos novos tempos. Tendências republicanos Nas três unidades onde a campanha republicana fora mais ativa c atralra mais correligionários (a capital do Império, São Paulo e Rio Grande do Sul), observou-se claramente que, por suas próprias peculiaridades, n mn- vimento tomou rumos distintos. No Rio Grande do Sul, predominou um forte cunho autoritário na medida em que na sua liderança estava Júlio de Castilhos, de formação positivista, que representou im- portante papel através do jornal A Federação, e por força do próprio envolvimento dos republicanos na questão mili- tar, condição que lhes dcu grande prestígio quer no âmbito local qucr no ãmbito nacional. Em São Paulo, vitoriosa foi a linha moderada que cautelosamcnte evitava atacar de forma mais audaeiosa o problema da escravidão, preferindo solicitar reformas na legislação e não se negando, inclusive, a aliar-sc aos con- servadores nas eleições que se sucedem a partir de 188). Na capital do Império, não houve aglutinação em torno de uma tendência e o movimento viu-sc dividido cn- 13 tre as diversas posições lideradas por moderados, como Saldanha Marinho e Quintino Bocaiúva, e por radicais, como Aristides Lobo, Silva Jardim e Lopes Trovão. Beneficiando-sc das questões não ou mal resolvidas pelas administrações nos anos finais do Império, o movi- mento republicano tomou grande impulso. Em 1839, o número de clubes republicanos no País ultrapassava cerca de 250; só na provlncia fluminense, após a abolição da escravidão, fundaram-se 25 novas agremiações. Entretan- to, sabia-se que isto não era suficiente para a mudança de regime, pois n legislação eleitoral favorecia o partido que estava no poder, jamais permitindo a eleição de uma Câmara oposicionista e muito menos republicana. Apesar da adoção do voto direto, o sorites descrito por Nabuco de Araújo ainda estava vigendo. As lideranças mais radi- cais que pregavam até mesmo a revolução, como Silva Jardim cu Lopes Trovão, vinham sendo sistematicamente neutralizadas pelos grupos mais conservadores. Em uma clara demonstração de desânimo, Aristides Lobo escreve- ria, acerca do movimento republicano no Rio de Janeiro: Ela (o movimento republicano) não assume a sl, como lhe compete pelo dlrelte ainda pernlcloso da centralização Intelectual, de que goza o Rio de Janeiro, ele não assume. repatlmoe, a direção de osplrlto democrático, porque não pode contar com ee forças da cldede do reI, republicanos embora contudo vlcludes. sem dleclpllna, Ineurgldee, quase úulleae, quase monárquluae (BOEHREI, 1954, p. 61) A proposta de plebiscito Em fins de 1888 e principios de 1889, urn fato novo provoca grande debate nacional: em outubro, foi apresen- tada na Camara Municipal de São Borja uma moção con-
  9. 9. ll tra o terceiro reinado, aprovada a 13 de janeiro de 1889. Nela constava: Proponho que este csmm represente a Assembléia legis- lativa provincial sobre a indispensável necessidade de diri- gIr-se a Assembléia Geral, para que, dado o fato lamentável do falecimento de S. M. o Imperador, se consulte e nação por meio de um plebiscito, se convém a sucaaslo no trono brasileiro de uma senhora obcecado por uma edu- cação Jesultica e casada com um principe estrangeiro e, bem assim. que a Aasembleia rIo-prandenee convide outras assembleias provinciais, no mesmo sentido. para represen- tarem ao Parlamento; e que est¡ Camera peça às outras municipalidedes da provlncla que façam seu este apelo à Assembléia Provincial. O govemo da província decretou a suspensão dos vereadores que votaram a favor da menção. Afinal, a ati- tude tomada pelos conselheiros violava a própria Consti- tuição do Imperio. A noticia espalhou-se rapidamente, em- bora, logo após, os edis tivessem a suspensão cancelada. No próprio Rio Grande do Sul, as câmaras municipais de São Francisco de Assis, Dores de Camaquã, Santa Isabel e São Luís apoiaram a moção de São Borja. Em São Paulo, as câmaras de São Simão, São Vicente, São João da Boa Vista, Itatiba e Botucatu fizeram petições seme- lhantes. O fato ecoou por todo o Brasil e repercutiu na Câmara dos Deputados. lnegavelmente, a atitude da Câmara de São Borja deflagrava um processo. O Penido Republicano de São Paulo, a 24 de maio de 1889, emite um manifesto no qual, explicitamente, indicava o combate ao terceiro reinado “em todos os terrenos em que as circunstâncias o colo- quem" como objetivo imediato da agremiação. Em outu- bro, o Congresso republicano do Rio Grande do Sul adota a mesma postura. 15 Os republicanos, ainda não imaginando a hipótese do golpe militar, admitiram que o momento próprio para a implantação da república seria quando do falecimento do velho imperador Pedro II. Existia, de certa forma, um consenso geral na sociedade de que não haveria um tercei- ro reinado. Com a morte do imperante, a Monarquia sena extinta. Todavia, os acontecimentos militares abreviariam ' o fim do antigo regime. O Exército e o fim do regime Uma descrição das animosidades que tomam crescen- tes proporções entre os militares e os gabinetes ministe- riais, a partir dc 1886-87, toma-se necessária na medida em que a República nasceu de um golpe militar. Todavia, o leitor não deve acreditar nessa razão direta, de forma simplista. Voltamos a repetir a questão da defasagem entre o nivel politico e o estágio das forças produtivas da socie- dade brasileira, nos anos finais do Império. (A esse respei- to, vide o livro dessa mesma série Brasil Império. ) Os homens da epoca, e muito menos a familia impe- rial, com raras exceções, não acreditavam na possibilidade de um terceiro reinado. Os mais radicais propunham uma rebelião e os mais moderados admitiam a tese da evolu- ção, ou seja, quc, pouco a pouco, os republicanos fossem ampliando o número dc seus deputados na Camara o, quando maioria, aprovariam o fim do regime. Outra hipótese “evolucionista" falava na instalação da República, por decisão parlamentar, após a morte de dom Pedro Il. Alguns chegavam mesmo a idealizar a instala- ção de uma assembléia constituinte, convocada pelo pró- prio Imperador para a adoção do novo regime. Como se pode perceber, a República parecia-lhes inevitável sendo a
  10. 10. 16 17 discordância apenas quanto à forma de se implanta-la ou à ocasião mais propicia, dos gdifáigãiístê, ;jesscfoititentedcombos sucessivos ministé- ribtindo Foi saudadoa Os etc? " ou um reglmg ! á mw acredital-_ldo no l por o os, A classe dominante, A go pe sancador, via essa açao militar como uma atitude conservadora que evitaria um mal maio¡- Possivelrnente representado por uma rebelião que levan: tasse . varias camadas da sociedade e cujas conseqüências poderiam ser imprevisíveis. Os grupos mais exaltados, re- presentativos das tendências populares, viram-no como a possibilidade de exclusão definitiva das velhas oligarquias do cenário político nacional. ' H importância de se conhecer a chamada "questão ãlltlfl' ' nao deve pois induzir o leitor ao simplista esquema ao ultrapassada causa e consequência, O Exército re. presentou um papel de fundamental importância, porém as razões acerca do fim da Monarquia transcendem essa questao e remontam à base estrutural da sociedade. Rossantimantos militares Um trecho da entrevista dada pelo mai-achu] Dmae. T0. a i2 de setembro de 1889, é bem significativo Quan- do o repórter lhe pergunta sc aceitaria, caso fosse con. vidado, a nomeação para ministro da Guerra, ele responde: Aaaltarla com uma condição: a que nenhum d” , nm coisas-is de Blblnnta Iritarvlrla nos negócios da minha pasta. Lavarla a despacha ns maus decretos a, se os quisessem examinar. eu deixaria a pasta a traria o miolo. (MAGALHÃES Júnior, 1957. v. 2, p. 17) Os ressentimentos militares contra a forma como os gabinetes civis tratavam a instituição vinham de longa data. Ainda estava presente na memória a humilhação so- frida após o 7 de abril de 1331, quando o Exército teve seus efetivos reduzidos e toda ênfase foi dada à recém-cria- da Guarda Nacional. Entretanto, quando quiseram fazer a guerra contra o Paraguai, Exército e Marinha foram cha- mados e muitos dos seus efetivos pereceram nos mangues e matas daquela região, em grande parte devido às péssi- mas condições de vestuário, baixo nível técnico e carência de apoio logístico. Na fé de oficio do marechal Floriano, existente no arquivo Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, há uma cor- respondéncia por ocasião da sua inspeção às guarnições do Norte do País. Após expor a precária situação dos regi- mentos, acusa como responsável a continua ingerência de políticos nas questões militares. Os militares, não satisfeitos com o tratamento discri- minatório, queriam que as questões inerentes às forças armadas fossem só por elas tratadas. Em 1886, o Vis- conde de Pelotas (Marechal Câmara), na condição de se- nador do Império, pronuncia um longo discurso na tribuna daquela casa, no qual trata desse problema. Fala do desca- so dos ministérios que não atendiam às reivindicações mi i- tares: péssimas eram as condições dos quartéis, a legisla- ção em vigor era antiquada, o recrutamento militar só deixava para o Exército o que havia de pior. E cita que em 1884, quando o Exército tinha um efetivo de 13 500 homens, registraram-se 7 326 passagens pelas prisões, nas quais se incluíam 54 ofici s. Adiante, reclama da contínua ingerência de civis na remoção, punição e promoção de oficiais, apontando inúmeros casos. Esse pronunciamento não constituía um discurso isolado; os acontecimentos que se seguiriam dariam mostras de que era a ponta de um iceberg.
  11. 11. 18 licença para gemer No mesmo ano de 1886 ' A_ ocorrem os ' os coronexs Cunha Matos c Siena Madureirlancgentçs ? em 3° faze' ¡Hspeção na companhia de infantaria grlmenoi Piaui'. encontrou várias irregularidades e pedise lãda¡ no de investi a õe - - u a cr um E E 9 5 contra o comandante, Capitao Pedro Lima_ m defesa desse Capitao levantou-se um deputado da - › . . . ' m - ma provtncta (Simplteto Resende) e, da tribuna da Ce; mara, fez sérias acusações u Cunha Matos 0 dep r d' tomara a uct' 't - ' ui ° C q 9 ao como politica, P015, sendo do Partido HZZMWVJÚOÍ. ap qual estava filiado o capitão Lima, viu HCUSB O - - , . . . uma queslãoeãc Eirêtul/ tadas _contra seu corrclrgtonurto nao tidária O coroncii Citarlicaitjio, mas, um' de "validade par' im _ _ n a atos debateu as acusações pela Prensa' rcvldamm ° dePmad° que 0 acusava de na guerra contra o Paraguai, (cr-se colocado ' lano Lopez. a serwm de 5°' ) _O ministro da Guerra determinou a penn de adver p: Êeirúltanliprensa, atentado contra días no quartel-general Í Y e sua prisão pm dm _ _ _ _ _ r Por desacato ao Ministro. Para Pumro oficial, o Ministro hasearn-sc em regulamento ue proibia os militares de sc pronuneiarem pela imprerilsa ZÍÊÃÍOÍÍÊÍZÍZÀÉZÍÉQÍSS êiiíããífaâ* É? ? “M” Cunha Matos, no Senado pronuncciaã lc mas, ao defmd" todos os quartéis: i “se que emo" em Mas o honrado Ministro. em a d . , °**°°'5"= ¡“ é 0 chefe, Preferlu conservar-se mudriwíesaua d . BI'- van o toda a sua veemência para castigar o oficial. quando este protestou pela 1 ¡ g p ATE PARA GEMER! mhransa HECÍSO PEDIR UCENCA (MAGALHÃES 10mm, 1957. v. 1, p_ zu; t9 No Rio Grande do Sul, o coronel Sena Madureira, tnmnuidante da Escola de Tiro dc Rio Pardo, publica no ¡nnml A Federação, dirigido pelo republicano Júlio de lilhos, um artigo em defesa dc Cunha Matos. O minis- Iru du Guerra, em aviso de 4 de setembro de 1886. man- ¡Iuu rcprcender o coronel em ordem do dia. Essas duas punições oficialmente davam início à qucs- mu militar, Desde então, até o 15 de novembro, a polê- mica sc agigantarla. Faria a aproximação dos dois ilustres rlicfcs militares, o Visconde de Pelotas e o Marechal Deo- tluru, c contagiarla toda a oficialidade, inclusive os cadetes tlus academias militares. Como já dlsséramos, ressentimen- ms históricos mesclar-se-inm com problemas conjunturais, t-mrc os quais os debates cm torno da abolição da escra- Vl 'o, e provocariam a aproximação entre republicanos e ruilitares. Estes últimos, em parte, demonstrando simpatia pelo novo regime, principalmente a oficialidadc mais jo~ vem. 0 Marechal Deodoro, comandante das Armas da pro~ vincia do Rio Grande do Sul, envia ofício ao ministro da (iuerra esclarecendo que o regulamento proibia a discussão pela imprensa entre militares acerca de questões internas à corporação e, nesse caso, não via sentido para a punição do coronel Sena Madureira. Chegando a ordem para pu- ni-lo, o Marechal recusa-se a aplica-la. Intcrpelndo pelo presidente do Conselho dc Ministros, o barão de Cotegipe, se uma reunião realizada pela oficialidade tivera sua auto- torização, responde que sim e conclui: Justa é a dor pela imposição cum que querem nmasqul- nher o Exército. sempre subordinado e sempre promo Soire o que tem o calo pisada e não aquele que plan. Sa, como presidente a comandante das armas, tenho de- veres, como soldado ofendido pela Ingretldão para com e classe também os tenho. porque assim o exige a discl- pllna, moralidade e o brla dos soldados que defendem a
  12. 12. 20 A corporação como . seu Intérprete. suas [uaus nto de vossa excelência. militar deposita em mim queixas e pede o vanma °mmv "n esPecíal. ficam decididamente seu republicanismo: A Fedííaêã: :: Elgg Êmcámãa é o n ran e o Sul, e 0 País, d R' ' . os manifesto; mciliifrelsarleeloz'; qgtíffepáglgçs desfilaram j - . poucos ou ¡nte- “wa” °m EP0") ? - corporação ofendida, Manifesto ao Parlamento e à Ngção Esse manifesto ' - . . Pelotas e Deodoro, :: uãirffàjahcsg eãnmgãw' 358m3? P01' es o ga inete. Sua leitura dá-nos Prova do extad ' por entre a oficialidade, Termos cgrrcizlgclonal' que grassa” “a” °P'= SSÍVO" c “humilhação aos b rios" mostram-nos 11 tjut- u situação chegara a um ponto muito delicado. No ¡uuraigrafo final constava uma advertência e ao mesmo l('l| ||1(l uma &KHCHÇBÍ _Juli/ emos de manter-nos no posto da raamsncla a Ilega- Ildada, que é o noast dever. do qual nada nas arredará. enquanto o direito postargado não receber a sua satisfação plena. Havamoa da ser conseqüentes, como quem não conhece o caminho por onde ae recua sem honra. Tentando uma saída honrosa para o Governo. cujo rupricho não deixava recuar, o Senado aprova uma moção que aconselha o Ministério a cancelar as punições. Entre- tanto, já era um pouco tarde. Nos meios militares, pre- tlnminava a idéia de que se deveria mudar o regime. Em carta, datada de 10 de julho de 1837, Floriano admitia a Irccessidade da "ditadura militar" para expurgar a "podri- tlño que vai por este pobre pais" (citada na íntegra por MAGALHÃES JÚNIOR, 1957. v. 1, p. 364). Nos mesmos dias em que se reunia na capital do Im- pério o Congresso Republicano, os militares faziam reu- niões para a fu d ção de um centro militar, que a prin- cipio uniria ofi ais de ambas as armas, para defender seus interesses. Dessas reuniões, surgiu o Clube Militar (julho de 1887) semelhante ao que já possuia a Marinha - o Clube Naval. Desde então, até o lS de novembro, articulam-sc republicanos e militares para o golpe fatal à Monarquia, faltando apenas convencer a velha oficialidade - os tarimbeiros -, porque os jovens oficiais não tinham mais dúvidas. "Façamos a República" O ano de 1889 seria de conversações sigilosas e de boatos alarmistas. Espalhava-se que o Governo estava em-
  13. 13. quos da fronteira nacional, Bem expressiva e a exclamação de Deodoro quando lhe relatam esses planos: NIOI Não censentirei nissol Voltará o 31| Teremos um Parlamento rea (MAGALHÃES IÚNIOR, 1957. v. 2, p. ZZ) Em violento artigo publicado no Diário de Notícias, o, sob o título "Plano contra a pátria", ' a pretensa decisão do Governo, convencer seus superiores. A partir de ll de novembro, Benjamim Constant começa a receber os célebres "pactos de sangue", do- própria vida. Finalmente, Deodoro consen mento. O historiador Magalhães lavras que pronunciou quando de Eu queria acompanhar o idoso e a quem respeito m te em chefiar o movi- Júnior transcreve as pa- ssa aquiescência: caixão do Imperador. que está ultú. Mas o velho ia não regule. gsgulção contra o AMVCÍÍO. Se nau há optroara monarquia' NM há m', o ° que" que : Irei: a Fraíâmos a vepúblma- “°"l”“'"" °r qu' 59V"" °. "' no Quintino e seus am- puldnmos da açan militar. O een r ' gua organizam o rasto. .- (MAoALH/ 'izs JúNroR. 1957- V› Z' P' 47) de novembro, as tro? ” NS madmgma de lí pa" -15 5 t¡ ' há mais Mo- mobilizam e na manha do dia l J “a9 rqula.
  14. 14. 3 T1' ansicáo conservadora A República dos Estados Unidos tinuará a ser excrcíd a los « - . random: os direitos aãeuírigiesmos funcionários, respet. q °5' C°"'Prometem-se, tam. bém a respeitar 4 ¡- ' ' ' o r - - , . _ dividuais, bem cum: ap 'ainda' Os dmms ”°""°°* ° "" Um decreto, dlatado d . da Repúbuca, msuhva o mesmo dia da Proclamação os estados a elegerem s não se reunisscm e não o sistema_ federativo e autorizava uas constituintes. Enquanto estas 15 Imhl . Iuxclnbléia constituinte. No artigo oitavo, autorizava --v ¡tuvt-uuvs locais a organizarem guardas cívicas para de- I. -›. .u tlu novo regime. 0 Governo Provisório proclamava, Inumém, que o Pais passaria a se denominar Estados Uni- ¡Im du Brasil. lustitula-se de fato uma ditadura, na medida em que : mu ! mvia nenhum órgão legislativo funcionando o que a l *nnxlituição de 1824 deixava de viger. E interessante notar que o termo ditadura não cau- auvu qualquer horror, sendo utilizado inclusive por altos Iunuiunários do novo Governo. Esta situação, de um go- wmo que se intitulava provisório e se atribula poderes tlnntoriais, iria levantar esperanças dos positivistas orto- : luxos e dos militares radicais que defendiam a permanên- rm tlciinitiva desse sistema, Um movimento contrário logo w xvrguniza, tendo como defensores, dentro do próprio mi- nuslério, Rui Barbosa e Campos Sales. De um lado, os dários da ditadura militar e, do outro, os adeptos da n mucionalizaçño do sistema representativo, via consti- (uinle. 0 periodo em que governou o Marechal Deodoro - ilc 15 de novembro de 1889 a 23 de novembro de 1391 - teve como caracteristica fundamental a luta pelo con- trole do aparelho de Estado por parte das forças sociais, incluindo-se, evidentemente, as duas corporações militares. Ora, a instalação da República sendo feita por força de um golpe militar levou necessariamente o chefe do movi- mento a assumir a condição de Chefe de Estado, com um ministério acertado durante a fase conspiratória e no qual estavam dois importantes mentores desse “pronunciamen- to": Quintino Bocaiúva e Benjamim Constant. A base real desse governo no primeiro momento era a força militar. Entretanto, passado o susto inicial, os grupos sociais ar- ticulatam-se e pressionaram de todas as formas. Entre o 15 de novembro de 1889 e a instalação da Assembléia
  15. 15. 26 : :Âãtxttiumlàe í um ano depois - predominamn¡ o ° 5° 0m, o medo d ' u' e uma revanche monarquisia As desavenças : um - . . os poderes le ' l ' . V0. ldenuficáveis lo - s” a"" ° °X°°"“' go no ' › . _ s primeiros dias da Constituinte 27 . mim. Ilnihliciis eram tomadas. Alguns motíns isolados, de Plhliliigltrs militares, mostravam a possibilidade de uma num vivam¡ principal força de sustentação republicana. Pa¡ neutralizar qualquer tentativa de oposição mais . unlnriusn, decretou-se o banimento da família imperial e, ill¡ iIi-vcmbro, de indivíduos suspeitos, como o Visconde . iv ouro Preto e Gaspar da Silveira Martins. As prisões iJlllfIHTCS foram inúmeras. Todavia, o ato que mais -npnnmu e atemorizou foi a criação da Comissão Militar . Iu- Simlicâncias e Julgamentos, verdadeiro tribunal de um ao, com o direito de, inclusive, decretar a pena de lilUTlC. No seu artigo primeiro, o Governo considerava crimi- nmos, portanto passíveis de julgamento militar e de re- . i-In-r a pena máxima, os que aconselliassem ou promo- trkhcm, por palavras e escritos, quaisquer atitudes contra u icgime. Esta ! arma ambigua de redação favorecia, inclu- sive, n abertura de processos contra a imprensa. Prevendo . n nmeaça que pairava sobre os redatores e repórteres, nde parte dos jornais deixou de comentar os atos do (iuverno. Um jornal, o A Tribuna Liberal de oposição, imediatamente deixou de circular, O artigo primeiro desse (ÍCCIGÍD de 23 de dezembro estabelecia: Anlgn l. ” - Os Indlvlduos que eonsplrsrem contra a Hepú- lzllea e o seu governo: que lconeelhnram ou promoverem. por palavras escritas ou stos, a revolta cIvII e a indisci- plina mllltnr; que tentarem n suborno ou a nllclnclo de qualquer glnero sobre soldados e oficiais. contra seus deveras para com os superiores e s forms republicana: que divulgarem nas fileiras do Exército a de Armada no« ções falsas e subverslvns. tendentes a lndiepo-los com e República; que usarem da embriaguez para Insubordlnsr os Anlmos dns soldados; serio Julgados militarmente por uma comissão mlllur nomeada pelo mlnletro de Guerra e pu- nidos com as penas ds sedlçlo.
  16. 16. . A ' - ~ . que essas penas foram cornutadzii§tzzfáiañânãxlstcnt° dll as dúvidas porque também se fa] j ' a P= fsíltcm ' . _ _ a de exec toras, a votação e a apuração, “Mermçns há com relação m; pet-io. É” “mma 89H'. poucas sistemas adotados no Im. For * - sileíms) : É: : :Slããlgaííãselêiittzãteãg tpidlos os cidadãos bra_ soubessem ler e escrever. Dessa forma làãcnlpohtlcasv qu-c bm” Quanto aos analfabetos, introduzida nach-s: n pm' A qualificação eleitoral seria feita por uma 'u tel e 1881' Pelo JIIÍZ de paz. pelo subdelegado e por “Ílhncãidífàgmesia meado pelo presidente da Câmara ou Intendência Ju: : 29 . o . i mcxu que presidiria a votação seria a mesma que m. . . i npurução, tão logo aquela termínasse', seria oom- ¡-_ x l ¡u-ln presidente da Câmara ou Intendência e mais . Num cidadãos por ele designados (na sede do municipio) . ... ¡mi um presidente e quatro eleitores duignados pelo iuvaltll! lntendente (no caso dos distritos). Apurados os mim, lnvrar-se-ia uma ata, que seria remetida à capital . tu listado, onde far-se-ia a apuração geral, Iavrando-se uma¡ mil. Todo esse sistema, conforme já assinalado, em quase multi diferia do Imperio. Podia-se prever, portanto, a re- ¡umlução das eleições pouco representativas, marcadas ¡n-Iu interferência do poder local (os grandes proprietários minis) e do poder público, quase sempre em simbiose mm os primeiros. A história nos revelará as constantes vlciçõcs fraudulentas, as atas falsas, os votos de cabresto . - m currais eleitorais que tanta indignação causaram. Com tipo de eleição, cedendo à pressão civil e conserva- . tam, os militares poderiam começar a contar os dias de _sua saida do poder. Nesse caso, a legitimização, via Cons- tituinte, e a institucionalização de um Congresso, via elei- ções duvidosas, representariam a volta ao poder dos seto- res rurais dominantes, o que de fato ocorreu a partir de Prudente de Morais e foi lapidadu por Campos Sales. Po- dia-se prever um futuro confronto entre as duas forças: ns militares encastelados no poder executivo e os grandes proprietários rurais na guarita do Legislativo. Outro ponto digno de destaque foi a consagração do poder dos grandes estados, no sentido populacional. Mi- nas Gerais ficou com 37 cadeiras na Camara, São Paulo e Bahia com 2 cada, Pemambuco e Rio de Janeiro com 17, Rio Grande do Sul com 16 e o Distrito Federal com 10. Seguem-se os demais com pequeno número cada um. 0 lotar! de deputados era de 205. Esses estados tota-
  17. 17. JU ilzavam 141 deputados e tadâd° número de membro pmmca dm Brandcs estados À, ultrapassavam a mc- s da Camara. Inaugurava-se a Os meses de janeiro , . › por denuncias de corrupç publico. A imprensa volta : :egeiro e marçn são marcados m““V°| '5=9ao do dinheiro cms. I 0 Governo reage com u 'mga 313051950 de motivo fora emitido a 23 de dczc m decreto que contém uma s e enquadra a °P05Í9ãe no que o Marechal Dead 56m conmumo“tzlglEígnãzcn, chars do Governo Provi- Nivão, considerando: ° E Armada em nome da com c intuito manilesto danavela aapeculaçaas. 31 iiriiiqilulllrlllu e plena confiança o novo regime em iodo nur n. . puder público corre o dever de prevenir e FVHAIÕ inrius as causas da perturbação social. assegurando ll iimiitilliido a ordem Indispensável para a franca e lícita iv-¡iiiliélliil de iodas as atividades e desenveivimemu do ¡mliilvitinn nacional: lliiu n ruglme da ininria e dos ataques pessoais tem , nn tim irnies gerar e desprestíqlo da autoridade e levem m¡ . ..nim ela a aeccannança para iavarecer a execução . ln | iÍiIl| OB suhverslvos. do que esclarecer a dirigir a oplnlâo' nn nxnme dos atos governamentais: (Jim o governo, não praiendando Impedir Ham opor ¡uiiiis ae exercício do direito. alias reconhecido. da livre iliscussãn sabre os seus ams. não pode. entretanto, per- manecer Indltereme em presença da acao pertlnaz e crimi- nusa dos que inicmam por todos os meios criar a anarquia n promover a desordem: One. finalmente. tals atua. por seus próprios ! multas e em uma situação ainda anormal. como aquela em que ee ache u país. reclamam medidas da caráter excepcional para a sua completa a aiicaz repressão. a bem da ordem; Decreta: Artlgn 1.» - Ficam suleltos ao regime ao decreto da 23 de dezembro de 1889 todos aqueles que derem origem ou concorreram pela Imprensa. por telegrama e per qual- quer outro modo. para por em circulaçiu lalsas noticias e boatos alarmantes, dentro ou fura do Pais. como saiam os que se referiram à dlsclpllnn dos corpos militares. à esta» bilidade das Instituições e à ordem pública. Seguem-se mais três artigos, de importância secundá- ria. O Govemo chamava de silbversivos e anarquistas os que lhe faziam oposição. Como se pode notar, seu alvo mais importante eram os próprios militares. Em reunião do Ministério, a 15 de marçu, Deodoro reclamar¡ urgentes medidas do ministro da Guerra, Benjamim Constant, cen- tra o que ele chamava de anarquia nos meios militares e
  18. 18. 'nr meados de janeiro com uma aparatos: : ~ u incluíam a familia do Ministro e mais funcionários e convidados, inclusive um de imediato criticou a ostentação que ~ muito o que até então fora visto no Império -denominou a expedição de "embaixada de A o ficou ainda maior quando os militares _ oclmento do tratado assinado, no qual o re- rasileiro concedia à Argentina a região em nlstro Wandenkolk, da Marinha, determina a ritzedor, sem esperar por Quintino, que é obri- lter em navio de carreira. O desacerto de Quin- rio demonstrado quando o Congresso Nacional, a. não aprova o tratado e o arbitramento do pre- «- a Estados Unidos (1893-97) reconhece ser a rc- loira. querer entrar no mérito ou necessidade do que lçio alcunhou de favoritismo, nepotismo etc. , o fato o Govemo foi pródigo em suas concessões. Reper- m mal o aumento diferenciado aos militares, as pen- concedidas a algumas pessoas, inclusive parentes de v l funcionários, entre as quais a que foi dada à mãe do litro Aristides bobo, e as concessões para obras pú- cos, sem concorrência. com garantia de juros e por i ços bem elevados. A prodigelidade que mais se prestou v- ataques da imprensa e à irritação militar foi o decreto assinado por Deodoro, a 25 de maio, que transformou os ministros civis em generaisde-brigada do Exército. Inú- meras charges e vários artigos aparecem na imprensa que os classificou de "generais de bobagem". Eduardo Prado, na Revista de Portugal, comentario assim: O complemento d * - _ merechnl Floriano paraefnigiiglíl: Êiiâranzmeaâñosrdo _ - . , _ a an e- d 'Íêricia do republicano lnstónco Benjamim Constant para ¡ ma nove e insosso pasta da Instrução Pública, Correios e oriano seria o de conter o ele. eoalidades cabíveis. Entretanto › estava elevando ao ministério al articulador de sua queda_ O recrudescimento da oposição 'i nessa fase ditatorial Apesar d¡ l . ' _ amüçada pelas leis d Wi WKCGÇÍO. a Imprensa nao se amedronta. Os gmpos que s: i °Põ°m 80 Govemo, militares ou civis, encontram nos pró prio: atos do Executi ' , _ l vo motivos para reforçarem suas cri. _ . para resolver a questão do te 'ó ' d M¡ l mt rio as mãe" h” “m0, prepara-se o navio de guerra Rio. O militarismo do t5 de novembro passou depressa do traicao para o ridiculo. No dia 25 da maia, nnlvarslrlo de
  19. 19. lndapendêncla argentina, o ganerallaalmo Deodoro criou gsneraia-de-brlgada todos oa seus ministros, O cheia da policia do Rio de Janeiro foi feito coronel. a foi, decerto. o generaiissimn movido a asse ato hilariante pelos con- : alhos de Benjamim Constant, deselosn da ter compa- nheiros de ridiculo, 0 burleaco decreto fazendo generais a uns advogados e [ornallatas lembra os mais comlcns da história do Haltl (, ..) Aquilo Já nla é milltarlsmn. nem ditadura. nem república. O name daquilo e carnaval. (citada por MAUALHXES JÚNIOR. 1957. v. 2, p. 205) Seguindo uma politica que se iniciara no gabinete Ouro Preto, Rui Barbosa autoriza a ampliação do número de bancos emissores no Pais, Por decretos governamentais, permitia-se a bancos privados que emitissem papel-moeda. Ao todo foram sete bancos, distribuídos regionalmente, que estavam autorizados a financiar todo tipo de empreen- dimento, como indústria, comércio, colonização etc. A essa medida, acrescentem-se os decretos que reestruturavam a organização de companhias c sociedades anônimas, que regulamentavam o crédito, a produção e rcformavam a le- gislação hipotecária. De imediato, o resultado foi, com a triplicação do meio circulante e com as facilidades para criar empresas, a inflação c a especulação desenfreadas. Fundaram-se so- ciedades de todos os tipos, muitas inexeqülvcis e "fantas- mas", para obterem empréstimos e captarem a poupança popular, por meio da venda de ações. A inflação gerava a necessidade de mais emissões. No meio de tudo isso, o Governo desgastava-se com as denúncias de concessões irregulares ou feitas aos protegidos que, de imediato, ven- diam-na por alto preço. A esse respeito, em artigo da época. comentnria Taunay: Bastava singela petição de qualquer, 1a rico. lá pobre. barão assinalado nu que modesto Incógnito; sobretudo, porém, parentes, amigos, adulndores a apaniguadoa da momento. 35 , i n. itriuuviilu nllo se fazia esperar: nem havia mão: a . .mm l l lratava-sa a responsabilidade do pais em se . .noturnas a brincava-ae com o crédito, o nome a o , mn lili mucho iiiiniln por MicALl-! ÃFS JÚNIOR. [9577 v. 2. p. 163) Munarcn de papelão x iInu-rgúncias deniro do próprio Ministério eram _um_ m'. l' quusc sempre chegavam ao conhecimento da mim . a, muitas vezes vazada a noticia pelo mi 'stro i_nte› _ mit. ›l v brigas intensas causavam péssima impres- ll nnnsniiiindo a idéia de um governo dcspreparado. i um limas contendas, citada por Magalhães Júnior, nos il nuçnn rio nível das polêmicas: foi a propósito da no- m . irma tic um funcionário para o Rio Grande do Norte. lr. .nium c Benjamim Constant desentendem-se e este cha- um n Prcsidcnle de “monarca de papelão" e conclui: “eu iliiliiil iivc medo de monarcas de carne e osso, quanto mais . Im . lu pnpalãoi". A Assembléia Constituinte lim setembro realiza-se a eleição para a Constituinte ¡| l|L' sc instala a 15 de novembro de 1890. Percebe-se Ingo de início que os deputados não estavam dispostos a submeter-se ao Executivo. Tinham a noção de que forma- vam um outro poder e sua missão não só era redigir a nova constituição como também fiscalizar o Governo. Nem bem iniciaram-se os trabalhos, os deputados Américo Lobo a Leite Oiticica apresentam duas moções declarando o Congresso Nacional como único competente para legislar e advogando o direito de examinar os atos do Governo Pro-
  20. 20. 36 visório. Apesar de não terem sido aprovadas, davam mos- tras do que seria a atuação dessa assembléia. A eleição da mesa definitiva do Congresso foi o mo- mento para se verificar o jogo de força dos bastidores. O candidato dos militares deodoristas e do Governo era Sal- danha Marinho e a oposição se apresentou com o paulista Prudente de Morais. Foi eleito Prudente com M6 votos, enquanto o velho Saldanha obteve somente 81. De fato, cra a oligarquia paulista que conseguira firmar sua hege- monia dentro da assembléia e dali passaria a medir forças com o poder executivo, 0 ataque ao A Tribuna No dia seguinte, 22 de novembro, o Governo revoga os decretos de exceção, extinguindo a Comissão Militar e suspendendo a censura à imprensa_ Esta, agora livre, não tem limites nas criticas ao Governo. Entre os jornais dc oposição, o mais radical, no Rio de Janeiro, era o A Tribuna, no qual se publicavam os artigos de Eduardo Priido. Militares, descontentes com os ataques à adminis- tração deodorista, começam a ameaçar sistematicamente o diretor do jornal. Finalmente, com o conhecimento prévio de Deodoro, a 29 de novembro, um grupo de homens, entre os quais alguns fardados, invade a sede do jornal, dastruindo suas instalações e ferindo as pessoas que al¡ se achavam, inclusive um funcionário, que veio a falecer. A reação foi imediata. O Ministério, coletivamente, pede demissão. No Congresso, os parlamentares exigem a apuração dos fatos e a punição dos culpados. Após a emissão de um comunicado govemamental inexpressivo, os representantes dos jomais do Rio de Janeiro reúnem-se na sede do Jornal do Comércio e redigem uma nota, que 37 i4 ¡ ui-Íl- “Li un todos os jornais da cidade com (J-lmllc l ii. . Iiidtll' LIL' imprensa": condmñva a 4390137398030' . . un. .. . i “pur ser dúbia e trouxa”, High 3 P“m9ã° iii¡ “Im ameaçava: l . u. Iul ¡niiilçno não se as. ou não desapareça a ! alta de . ._. ç,i. ;.. nt, .i um que se acha. a Imprensa fluminense está m viriviliil ll empregar todos os malas dentro das suas fun- . .m ¡nuu iisseguráia e mesmo : USPGHÚGV °°¡9"V“'“°"'° , . ¡Ililliit uçno dos lornals. . natura de todos os jornais- u. . Irullido ministerial do dia v4 de dezembro¡ Peo- l n. l xiyi' medidas severas contra a imprensa. Os ministros , n m l', Vários deputados da Constituinte assinam um . i . uu. um protestando contra o atentado. 0 gabinete do Barão de Lucena o ; iiitoritarismú de Deodoro encontrava_ uma barreira u. . IIIIHL' posição dos ministros. O distanciamento entre . i . luis lados aproíundava-se cada vez mais. O rompi- IIH nm deu-se quando o Presidente exigiu que eles referen- «LINWIH a concessão de garantia de juros para_ alguns parti- . nlnrcs construírem o porto de Torres. no Rio _Grande dO Biul, Os ministros não cederam e pediram demissao cole- iivn. Os novos, antes de serem nomeados, tiveram deja iuinprometer com o Marechal em autorizar a concessao. (ic ministros saem com fama de honrados, assumindo D5 novos sob a acusação de aulicismo e subserviência. Não podia ter sido mais infeliz a escolha do NOVO ministério. Formado por pessoas inexpressivas, sem tra- dição republieana, era "chefiada" P9l° Em” de FÍJCHÍB' acusado de monarquista. A existência desse ministério sem muito ruim para Deodoro que não teria um corpo
  21. 21. 3a “um” “Paz de se opor aos caprichos d Marechal con- t d . o ' _ r mrtzzt: : armada' as do -se-ia a de não : :site su semânciute corrupção' sem". p É" a Cmummção. após sua promul- gação a 24 de fevereiro. As atitudes de Deodoro e a exist A eleição de Deodoro/ Floriano Terminados os trabalhos da Assemblé' ' ^ C Promulga-se a 24 de fevereiro de 1891 a ; imZiÂHÉ-â: t't ' ' ' . 'W930 rePubllcüna-'q mandato do Presidente seria de quatro anos e a eleiçao, direta, menos para o cam do °“““"°' 9"* 5°"" *Mw pelo Congresso. Os militares apóiam a eleição de Deodoro e a maioria dos pai-lama¡ t a ~ ' 3735;” Í Pin¡ É candidatura de Prudente de Morais. urane o m s de fevereiro articularam- ' ¡mJkd › . seosdois : s ° °Í° '°°°b°“ ° ? Pora declarado do Clube Naval, :or m o almirante Custódio de Melo articulou com pane A d - › . d 4 _ . maioria dos comandantes de tropa o Rio de Janeiro postou-se ao lado de Deodoro escondia a ameaça de um golpe militar se el ã etnia o vitorioso. Entretanto, o Clube Militar e os: ari¡ o um Escola de Guerra e Escola Militar firmaram d “nos da condenando a interferência militar nas decisõesmdxzirlzltos on- Bresso. O documento do Clube Militar terminava com a seguinte expressão: 39 m. n virmlnm que saberá respeitar os em do poder sobe- . ..m ¡Inradlta Inspirado no amor a Pátria. n . . »Inn u l-¡sño no meio militar. n: ¡unlnmentares favoráveis a Prudente montaram « t umirgiu. Os militares partidários dessa candidatura t t mun rmnprtrccer fardados no dia da eleição, para que mil. m¡ m mnis facilmente impor obediência às tropas. Tão x . ¡xmebesse a iminência da vitória, o almirante r . . tutÍIU til' Melo sairia do plenário e postar-se-ia a bordo l» wn/ ittlttl' Primeiro de Março. Prudente tomaria posse, t «nn . hum, no próprio paço da Quinta da 50a Vista Onde t. unnn u Congresso e ali seria o foco de resistencia a . plnlqnu tentativa de golpe. “Ptlliiifü tinha como vice na sua chapa o almirante n nlttlrllkoik, enquanto Prudente tinha o marechal Floriano ! H . .um Compareceram à sessão 234 congressistas. Feita › npnntçño, Deodoro obteve 129 votos e Prudente, 79. I'm. : vice, Floriano alcançou 153 votos e Wandenkolk, 57. trtlcndo ñ pressão das tropas e para evitar uma pos- wwl intervenção militar, seguida de confronto corn sérias . nllnwtiiiônCias, os parlamentares sufragaram o nome de IHWNÍIITU. Todavia, mostrando repúdio a essa candidatura, .um : idministração até então muito havia se desgastada, 1 t. ,vt-rum o vice da outra chapa, o marechal Floriano, twprlnnça dos republicanos históricos e dos militares mais ¡tlrnttificndos com os ideais do 15 de novembro. No dia da posse, enquanto Deodoro cra recebido por “pitlmas protocolares", a entrada de Floriano no recinto iln Congresso foi saudada corn uma "ovação delirante". 'Ferminada a cerimónia, a população que se comprimir¡ no lado extemo do edifício aplaude, entusiasticamente, a Pru- dente de Morais, numa demonstração de prestígio que, ao mesmo tempo que o consagrava, era uma forma de hosti-
  22. 22. 40 lizar a imposição da candidatura militar. Prudente daria o troco e seria, em 1894, eleito presidente da República. A impopularidade do Governo Após a eleição do presidente e do vice, o Congresso licencia-se para só reinstalar-se como Câmara dos Deputa- dos e Senado a 15 de junho. Portanto, de 26 de fevereiro à primeira metade de junho, Deodoro e seu ministério ainda podiam decidir por decretos-leis e interferir nos negócios dos estados, enquanto as constituições estaduais não fossem votadas. A situação do Governo não melhora. A imprensa, libertada das leis de exceção, incrementa suas criticas. As oligarquias regionais articulam as alianças e cresce a opo- sição militar. A fim de reforçar suas bases, o Governo, demite os presidentes de São Paulo e Minas Gerais, respectivamente Jorge Tibiriçá e Bias Fortes, substituídos por Américo Brasiliense e Cesário Alvim, mais identificados com a ad› ministração deodorista, Os atos surtiram efeito contrário, pois as bancadas de ambos os estados, quando da abertura dos trabalhos legislativos, integraram quase maciçamente a oposição. Fora um erro tático e uma vitória momentânea do esquema do presidente da República. A concessão dada a Hilário de Gouveia e Américo Castro para realizar obras de saneamento da cidade do Rio de Janeiro, de elevado vulto financeiro, sem qualquer concorrência, acresce a imagem de favoritismo e corrupção. A decretação do imposto do ouro sobre as ímpor~ tações levanta o setor mercantil contra o Governo. Os comerciantes chegam até a decretar um dia de lock-nu! , fechando coletivamente as portas de suas lojas como pro- ll › ' tes a lau- x IIHWIIIUS comerciantes, qllebumdazãví; o plado l . nl-uniu do cncilhamcnto, a an o y _ n. m. . unl l' cngmssavam as fileiras da oposlçw- ' 'dade do l , . uuuos atos aumentam a ; mlifigzlrllemduais a a um . rulucum contra ele›as daãliêorças armadnsq n. .nn. .. Iwm setores da economia e a Iwmunlrn legislatura ordlnárla y, .qç junho, o Congresso abre seus traballtosánclãa I m unmmln República Velha, será 0 Paflanlenlãfâaflsde se , .naun In-ntu no poder executivo. Naolitca Id: forma lvlwuililrl' cssu situação. P915 f"? “V” p. em su¡ n. _n_ mnnl, representando as ollsñlqllms_ '°$*°“°'5›tm Exa_ «n mam_ r ninda não chega” 34ml? 5"“. '”°*§ m ovcma. um n¡ | UplSlHÍÍVO, consagrada na politica os g , w m x , , mu. Constituição, o vice-presldw" d" R°P“lÉlrf: n§: . 'Ill »uh-me do Senado e, portanto, do Congrãsszle e Pru- . unlllllllt dns duas casas lãeglãlraelstmeszkeodãclgâãara SAM e . Luh «Ir Morais para vi - _ _ l , H|| |N| S Sales para líder da OPOSlÇROZ Fora-gira: : : $123: , nun n Governo na medida em Cl” Em? ?? É: m_ extraída . -_ . mxñcs do Senado, deixando a P795¡ _“°'- . ao ¡u-i um opositor à administração deodorista, edHHÍSOüGBÍa r n maioria. Na Câmara, o Governo fazffr PRS¡ : e aivatos' yxuu-[mdo, que se elege com a apertada di erença d uma O Parlamento inicia seus trabalhos demonstrda: gover- m. le oposição e disposto n50 ?5 ° “V” °“ _ apwm nn, baixados no P°Tl°d° “Êlelílllr” °°“! ° 13m amem: d¡ Inudidus tendentes a restringu' a 8950 'Jtfos poderes República. Iniciava-se assim D C°l| Ú°m° 'n legislativo e executivo.
  23. 23. 42 A esse respeito escreveu Aristides Lobo nas páginas do Diário de São Paula: 0a poderes divorcindos seguiria caminhos diferentes. opostos, e cada um delas terá de fortifIcar-ee. na sua marcha anragonice, de elementos entre sl hneiis, Em agosto, o Senado aprova a Le¡ das Responsabi- lidades do Presidente da República. A Câmara dos Depu- tados faz o mesmo em setembro, Em fins de outubro, Deo- doro veta o projeto e o devolve ao Congresso. No dia 31, diante de forte pressão, renuncia o governista Mata Ma- chado e Bernardino de Campos, combativo oposicionista, é eleito para presidente da Camara. Nesse mesmo dia, a Câmara rejeita o veto presidencial, no que é seguida pelo Senado no dia 2 de novembro. Em reunião no palácio, Deodoro reclama do Con- gresso: chama-o de “ajuntamento anárquico" e proclama a necessidade de seu fechamento "para a felicidade do Brasil". E prossegue: Diariamente sou eli iniurlado, sem protesto do presidente do Congresso, dlundoee até que tenho na unhas adunces por eacorvar nas arcos do Tesouro Necionell E lato supor- Mvel7 ( . i Mantenha. pole. a minha resolução. Wfque não entraveja outro expediente pera salvar a República. contra procurem explorar. Decidiu-se então pelo ato de muito embora, pela Constitui; tivesse essa competência. Acostuinado aos expedientes monárquicos de dissolver a Cámara, quando oonvinhe ao Executivo, Deodoro usa~o inconstitueionalmente, Não se estava mais no Império, e o regime republicano não admitia atos desse tipo, a não ser por meio de um golpe militar ou rebelião popular, fechamento do Congresso, ão, o poder executivo não 43 l. ., i uiiiirlriíllntnlc à ordem leaal- °_°í'! ° ° Pmsâiexf _ _ M_ m¡ que a defesa da Constituintefe a Em_ i Iiniii u-gime foram levantadas pelas orça; for_ i i i inriihcçadas por São Paulo. Estas inâsiiliram a W i, ,.. ¡.¡¡¡ u maioria do Congresso e r g1 | Iliiliguili icpublicana. A _ A_ . i mw ilciendiam a ditadura, radicais Izlllázã: 4 imiiiiii sido derrotados naqul? °°““Ê° qonvoca¡ t . m . , ^. l'll| minar o alcance da medida, aceitou; Gover- . .mim. Constituinte) e retiram" 5°" 31m; “hmm iIliHIÍI' iic innios desmandos e da formarão 0 Edosim i Iliiiilll «lc Lucena. acusa” d” “nmlám e s” l illm icgimc. _ lhmiidii ii euforia do encilhamento, sobrevém : at: .. .ii Alt' falências e muitos dos que llavmm "$253 D¡ . wiiuiiiias nas ¡088435 da ! km ¡wamm P0 A l il . l iiiiuriu. passava-se ao realismo cruel- i) que resiava do governo do yencle Marechal: pts; liiilliillüí da República? Nos meios militares : Early: da _W___. ,,, ¡, c na opinião geral e em todos ; as 3mm, A l . wmiii. a imagem 4"” ficam m a do : :bém uma ulllilllislíaçãü do Barão de Lucena passara, :as ad; com nimizvin dc desrespeito à Constituição, 58°” 5 il IiUIIHMCHÍO do COBBYCS” Nlammnd' o golpe Lucena . - - tal de Assim ficou conhecida a devias: : ãzlglr^zfeãwremy i uciiar o Congresso. t¡ 3 4° “Ve” ° ' _ . (l ' tro re lamento elei- n Presidente diz que . . . 31:20: Conãiliuição recém_ inriil e o novo Cony-WS” r ° aprovada".
  24. 24. IO Em entrevista com os jornalistas, Deodoro fala dz necessidade de se restringir os exageros da soberania dos estados e reforçar o Governo Federal, da necessidade de afastar os militares da política, de diminuição do número de deputados etc. No Manifesto à Nação, o President: : coloca a culpa do impasse no Congresso que, desde a Constituinte, estava eivado de “ódios e paixões", na im› prensa de oposição, cuja linguagem "é um brado de insur- reíção , c nos “inimigos da Pátria" que tentam destruir as instituições. Vê os pedidos de informações e os proje- tos de lei apresentados no Congresso como destinados n atingir o "atual Chefe de Estado" Sobre a Lei de Respon¡ sabilidade do Presidente da República, acusa-a de falsa e odiosn, “fruto de rancores mal dissimulados". No conjunto, o objetivo do Congresso, segundo ele, era reduzir a “auto- ridade suprema do Chefe de Estado" à condição de “mero joguete". A decisão de fechar o Congresso era imposta pela “salvação pública" e para evitar "maiores desgraçasñ! A resposta do Congresso, no manifesto que emite, é um texto em muito superior ao do presidente da República. Contesta uma por uma todas as acusações, mostrando us: desacertos da administração de Deodoro. Chama Deodoro de “ditador vulgar" e dotado de “presunção orgulhosa da supremacia absoluta c toda pessoal do Chefe de Estado sobre todos os poderes públicos". Conclui dizendo que não reconhece de modo algum o atentado e que se dispõe ' ao sacrifício para manter a liberdade. Excetuando-se as tropas que foram colocadas diante dos edificios do Senado e da Câmara e da decretação do estado de sítio para o Rio de Janeiro e Niterói, nenhuma outra medida foi tomada. Antes de se retirarem para seus estados, os lideres políticos, apoiados pelo vice-presidente Floriano Peixoto, reúnem~se secretamente com alguns oii- eiais-generais e traçam a estratégia da resistência. Embora os presidentes de Estado tivessem. com exceção de Lauro 45 lu Innn, iniciado o golpe, em cada uma C135535 l lttil hlliváls civis e militares planejam o contra- , u_ «im 23, a Armada, fundeada no porto Rio l u_ ¡lunlaunente com grande parte da Euaínlçím de nm m n levante militar. Deodoro, percebendo que . . u-nu. . poderia levar a uma guerra civil, Y°5°1VF l u ili' rnrgn de presidente. Na sua carla nos brast- . r-llnlrlvll. « m umullllynlns extraordinárias, para as quais não coneorrl, , midi' Ilmls o declaro, encaminharam ns fatos para uma llmutltl uxcepelonal e não prevista. Julgusl conlurer, tão n nom! ... uma, pela dissolução do constem. medlda que _um um custou tomar: mas da cula responsabllldade eu um zixlmo. Pensel encarrelrar a governação do Estado , ,.. , m. wnnurn, e no sentido da salvar tão anômala : Itua- _m l- condlcões em que nestes últlmos dias, Porém- n lllilll n país. a Inqratldño daqueles por quam mala me _n nltuuul a o desejo de nao delxar atacar-se a guerra c| v|| m¡ tnitlitll care pátria, aconselham-me a renunciar o poder . m, : unos do funclonárlo a quem incumbe sUb! ?¡W¡| '"“9- lvlnlinu, assim. dramaticamente, 'l Pmâldênd” d” : Iullli Deodoro da Fonseca. líder 4° m°V““°“'° q” a. unlmu u Monarquia.
  25. 25. 4 Vitória Olígárqujca A °°mP°3ÍÇão vitoriosa A pressão sobre o grupo deodorisla que culminou °°m 0 golpe de 3 dc › -' . emana” de duas mnpezvcánblrof: a renuncia do Presidente, - ° 'Sílfquica e a militar. As oligurquias a ' . _ w glutmadas . Pwllüa. tinham sérios rcssentimeriircislomo da hegcmgnla ¡adn pda grupo que me então Contmlcom a política ado. qdguipc a: 15 de novembro de 89 nã: : iefsdu' ^p6s si cra ão ' , _~ u em con- dentesçde ; sing ! il-Iporanga a mu! estadual' . _ _E o oram nomeados seios oligárqutcos. Com poucas exceçõgs o qu . f _ a 'mP°5ÍGã0. por decreto ou l l e-se V. " m (mmmes ou CMS) dem) pe. as armas, de indivíduos . _ mpromissados com r : ticas locais No caso de São as u? ” P011- ' Paulo e M' ' lhas lideranças re ubl' mas Gerais' as Ve' p icanas foram desprcstigiadas com a d°P°5¡Ção de seus ' pres d t _ . 4 de Deodoro/ Lucena. l cn es Para baum"" ° “qutmü › Os presi- . independente dos de. Nocpiano nacional, embora as oligarquias com¡ 1 scm o ongresso tinham ou' . ' pouca participação n CXCCUIIVD participação . ° P05!! ' que se exaunu com a form ' açao 47 w n› l unrnzi, Configurava-se, desde a instalação da v w l l x nmuiuintc, uma lula, às vezes latente, às ve- _ t. . m_ : lu Lcgislalivo com o Executivo, na qual o - w m_ lv ¡ncxuntavzg por suas lideranças e maioria, as l . , um lurças econômicas da sociedade. Seu lider l l m m- til' Morais, da poderosa oligarquia paulista e l w m- . hnnlndo quando da eleição presidencial de 25 l m¡ llnviu, portanto, uma contradição que teria w v ulwln u desajuste do nível político com relação . l _I . innúxuico. O que estava ocorrendo provocava l l l . nn- w xiprolundariam no decorrcr do processo e . i lulu» rluria a vitória a um ou a outro lado. No . _ m. Iunlllunlo (3 de novembro), Deodoro parecia vi- ¡ uu scria derrotado a 23 de novembro. wv nnluurcs aceitaram a liderança de Deodoro e a . i.. .¡~. .._, it› ilus oficiais “tarimbeirosñ suspeitos de não m n-¡nulilicantls puros, no golpe que derrubou a Mo l ¡Hm c no Governo Provisório, porque precisavam da -lilwlwlliV till cnrpuração, condição de vitória c consolidação w um. . n-gimc. A administração de Deodoro. com seus , w w um, c u gabinete Lucena contribuem para n divisão l . tm m» m iiares. Logo, são vistos otici s. como Cunha mu. , [n/ cndo oposição ao gmpo deodorista. Pouco a , mw u, tlupnnta como lider desse grupo mais radical (os nllv HHÇUS. com tradição autoritário-positivista) o general I lv-lldlln Peixoto. A aceitação de Dcodoro e dc seu grupo . m tornando do processo de instalação da República ccn- Hall¡ sc cm bases precárias, cujo rompimento dependcria «lw- rumos que tomasse a ação desse governo. c grupo milhar-radical alia-se à oposição que sc lnlnm no Congresso. Entretanto, era uma aliança tática. Na vcrdade, ambos tinham em comum apenas o projeto iii' cri-participar ou controlar o poder executivo. O episó- illn da eleição presidencial de 25 de levereiro de 1891 ¡uuurn muito bem essa situação. A chapa Prudente/ Flo-
  26. 26. 48 riana refletia - - . , . .. momenm 3 Wmlmsição Ollg-'lrquico-militar. Prudente e "eameme S“°r'f¡°3d° Pl" ÍOIÇa exclusivame da pressão militar feita pelos adeptos , de Dead ma' comando dos principais regimentos da capital fed “rio, ;to 13H51 õñlãü, Deodoro para presidente e Fl 'eraiíãe- Vic Bam” 480m deixa¡ que o desgaste : fiação para - o ampliasse as forças da oposição, para forçar a oie? Presidente e elevar Floriano à condição de Chef quis): O do, Sendo m i- - ° ° 5"** u a a lança estratégica, pode›se prever um ou. tro rompimento entre as for a s d s -' de Floriano. ç e uslenmçdo do govem” _ vc°"mb"¡"d° P373 ¡EÍOTÇHP a ascensão das oligar- quias, temos a luta armada no Rio Grande do Sul cnvol , _ problemas obrigam Floriano a não repu. r v _ acabando por não poder 7°' CW¡ a “uma de Prudente de Morais, i çao militar ortodoxa é afastada do comme a ? Estado- 0 5090 Politico era sutil demais p ra que os militares captassem sua essência- lutando em cÊmpo quelnão conheciam, acabaram por perder as posi› çocs conquistadas. dm' a “M1193 60m as oligarquias¡ fazer o sucesso Legalismo florianlsta Do Manifesto il Nação, redigido por Floriano d ç camos im ot t , '_ as a' p m" e “dm que sc torna muito elucidatívo fornecendo condições para entendemos emb 1 . _ . ora parcia - meme, as contradiçoes desse periodo_ O Pensamento da revnlu mma” a renúnm do g cao de 2a do corrente, que dam. enerallsslmn Deodoro da ranma . inlnzlui; lmento da Lel. Mamer a Invlolabllldade da . a n nlniln mais necessária nas sociedades demo« . till"" um freio às paixões, do que mesmo nos 1'** iIÍHiUÍUÍOS pala: tradições da obediência pessoal. ttirtvilllllem, será para mlm e mau governo sacra- nuiillillim, como sE-Io-á raapaitar a vontade naclo- l _ I iilPi estados em sua: ¡Ivras manifestações sob o lmlurnl. Em respeita. pois, ii Iel fundamental, e . rv-Hiitlilio o pensamento da revolução triunfante. cumpra iii m considerar nulo o ato da 3 desta mes, pelo , tl lnl . t. rolvldn o Congresso Nacional, levantando o m. , lili amo nesta capital e em Niterói, a restabele- . ,i. . illroltcs e garantias constitucionais. nluilululrucño da Fazenda com a mais severa economia . . multi¡ fiscalização no emprego da renda do Estado . n mim «Ina minhas maiores preocupações. (citado por PEtXom, 1939. p. 36) u _mu Nu pode observar, o vice-presidente teve de l l . .. IClVindÍCElÇÕeS dos setores oligárquicos. Em con- . iw li_. |Ii . i Deodoro que anunciam seu projeto no qual n inn n redução da autonomia estadual, o afastamento i iiltlllitn da política e a reforma da Constituição, Flo- iimn o respeito à autonomia estadual, o acata- . , . .iu . i vontade nacional, a inviolabilidade da lei e a nuinin mis gastos públicas, Discurso que não corres- miht . iu desejo da maioria de sua base militar mas que : hihihi nos interesses oligárquieos e dos velhos oficiais l t' ilinlux, A análise de seu governo transmite a revelação l um presidente que lormalmente acata o poder do Con- . m m c obedece a lei, porem, na realidade, nem sempre ttiilil ticsàl¡ forma, embora jamais se pudesse encontrar ¡nnviis ¡iílfli acusá-lo. Essa situação refletia a heterogenei- IÍJIiL' liíl base que o sustentava. Seus dois primeiros decretos materíalizam o legalis- um do discurso exposto no manifesto. Por um, eonvocavn _n_ m. .
  27. 27. fora dissolvido por decretos autoritários Esse ; reatamento à lei era Deodoro e, por o do fundador da Repúbl' administração e nem sempre Floriano _deixou que o problc tc, inlervmdo apenas ma fosse resolvido localmen- para colaborar com a facção qu; sc u em vias de. Com exceção do Riu' B0" Por mais tempo, em alguns divergentes a luta se prolon rapidamente as situações se definir casos, chegaram ao p daquelas representad am, porém, m" facções oligárquicas as no Congresso Nacional. O apoio de Floriano à facção vitoriosa em nível mlirnh rlu oposição , ,.. ,.. r upmiciunistas das mais diversas tendên- l i . m rm turno de uma bandeira política: a l, w. lll - FHHWCTH nova eleição para presidente « , .. l ll. ,. Irgnvum que, vaga a presidência anres de l n_ . Ima nuns ilo mandato, havia a necessidade de 'l LU" › Iimhnra não tivesse amparo legal, o texto w « hum¡ ¡uuvncava controvérsias. Os partidários de , r l _uma urgumentaram alegando que tal situação l . m n ¡uirlir do quadriênio seguinte, pois o vigente 4 , mn pm outros artigos da Constituição não anali- , l. npnHÇÍH), r um ¡viupn-. lu desse tipo não era difícil de ser aceita _. ... u: Inrcs porque surgia como opção legal e de- . u l Imluvin, por baixo da aparência democrática, . n . . num campanha contra o Governo. Civis e mili- , ~ nlulnriits da volta de Deodoro, os descontentes com nhlllllgilN nos estados. os atingidos com a revogação de w_ «Iuulnrislas e tantos mais que se opunham ao ll ll . .u ¡imlcr acreditaram que por esse meio consegui- -m . h n nbnr o Presidenle. ¡nrssiio contra Floriano foi reforçada pela imagem w iumurqtlilidade e violencia transmitida nos primeiros . .In nova administração: luta nos estados; depredaçño l ¡umms ilcodoristas; revolta dos marinheiros do cruza- rlvu Puniulm de Março e sublevação dos presos da forta- l» 4 llr Santa Cruz. 2I de janeiro, após reunião conjunta das comissões , Ir Iusiiçir, Legislação e Constituição do Senado, emite-se ¡um-rcr, de autoria de Campos Sales, admitindo a idéia de ¡Ilun conspiração para derrubar o Presidente. Pelo menos, rm purlc. este documento merece ser transcrito'
  28. 28. 53 . I. img. ¡urmedas e para uni-las em torno da x I urvllllílill' r do combate às possíveis revoltas n_ um m. . 21 de janeiro, Campos Sales no Sc- r . .h-lu vnrrcin na Câmara apresentam uma in- V . m . r smpcnsão dos trabalhos parlamentares as- n, nm MImÍH mu n cemnrn das Deputados). considerando e um” urgente e lndecllnável de assegurar n todas nun-u ¡vneervadnras de nesse sociedade e confiança , ,. r. , m. Ial, :Dnsldsvandu male que Já se acham san- ¡nlllr m¡ lula slelloral e de responsabllldede, e bem m , . um de meios, cum que deve a naçna ser gover- _m rm yrlxvsmnle axercrcln - principais fine pera que ínl , , min u »essãe exnaordlnárle; considerando ainda que ruwwllil qua atrai/ amamos necessita o governo ser enér- u n n pmnlu na ação. evltnndo dlstúrblns, prevenindo a m uuulu u reprlmlndo as ambições Irrequletas dos que vI- r. .. : lu uxplovnçlo e da desordem; resolve dar por term# _min u lmhalhn da presente sessão extraordinária, espa- . n. governo. em quem amplamente conlla, e que se hum pelo : pelo de (nda n nnçño. o emprego de nun» m¡ maine. mesmo os mal: enárqlcns, que as circuns- Im¡ rmunaelham. e (Im de mnnter a ordem, punlr seve- mmunm u: que tentaram nu vierem e Ismar perturbar n tw n n trnnqüllldnde públlca. restabelecer o regime verdnv xlnlmluanle Iedaratlve. conepurcado pelo ata de 3 de nu- rmnhm e consolidar a repúbllca. Sala dee sessões, 21 de lumlm da 1892. (cilmdo por MlllANnA. 1963, p, 139) I'm, nn verdade, a entrega ao Presidente da República . Ir um soma dc poderes excepcionais que Floriano não t» umuin cm usar. Uma ditadura legal, Fnccnados os trabalhos legislativos, com o retorno : inn lnmcndas aos estados, esvaziar-se a campanha apos¡- . lullinln que_ momentaneamente, restringe-se à imprensa,
  29. 29. _ ss . › ll_4|| l rh- Floriano não se fez esperar e demonstrou . l . mm iBÍCÍMÍHBÇEO que a todos surpreendeu. De › «li mm- os signatários dos cargos comissionados w» n-uu c rlccreta a sua reforma, passando~os para l . Hu dia 7 de abril, emite um manifesto à Nação. . . r. ,l m. oficiais-generais de se arrogarem o direito qm m¡ u Constituição, ultrapassando a tarefa que l . num-Im, dc zelarem pela integridade do território u li . llrlcnderem a ordem intema. Apresenta, a se- . _ ur. . iuis como culpados de animaram a desordem w wlllllllllrcm para desacreditar o País no estrangeiro. - w «ml» m u rlciesa dos primeiros meses de sua adminis- iii/ link) do respeito à liberdade de imprensa e aos . u m» nrladão. da honestidade no trato da coisa pú- ~~ ¡ÍJ ¡naus cscrupulosa justiça nas promoções. Adian- › ¡Inmu o “espirito de indisciplina" dos signatários da t_ urrnuicilr) e a relação de seu gesto com a anarquia l pulv rnmultuar a pátria, exigindo, portanto, medidas . l. ¡mr purtc do Govemo, 0 Governo declarava a nlmiu dc “deixar, por momento, o caminho da tole- m Iwuévnlu, que tem sido a norma". Ilmiuury adoraria todas as medidas que se fizessem . um para manter a ordem pública e permanecer no ww- uu'- u fim do mandato. Nenhuma outra medida to- . wu u (inverno com relação aos treze oficiais-generais que wmmnmuur¡ livres. As prisões viriam depois. 3¡ d° marra. na qual Para Presidente. A eontlnuar por mam, nanlzaçã Inlldo do sítlo e deaterro Nu dia 9 de abril, a oposição divulga pela imprensa um r-unvite para a realização de manifestação popular em Imlncnugcm a Deodoro. Era só pretexto, pois articulava-se um nrovimento contra Floriano. No dia 10. realiza-se a
  30. 30. 56 concentração, O grupo desfila pelas ruas centrais do Rio de Janeiro com gritos de "abaixo a tirania" etc. O Governo. dadas as proporções que a passeata vai adquirindo, resolve dissolve-la. Em seguida, decreta o estado de sítio para o Distrito Federal e determina a detenção dos envolvidos c dos suspeitos dc estarem por detrás de uma conspiração. A l2 de abril, decreta-se a punição dos indiciados: a pena era a de prisão em fortaleza militar e desterro para distantes localidades no interior da Amazônia, sendo os militares compulsoriamentc reformados. Nas justifica- tivas, entre outras, alegava-se: o dever de manter a ordervi e a segurança pública; a necessidade de punição do carac- terizado crime de conspiração e sediçrio; a necessidade de se encerrar a periodo de desordens e sobressalto; que po- dem levar : i anarquia geral, ao desmembramento da pátria e aos "horrores da caudilhagcm"; a ameaça que pairava sobre as instituições republicanas, estimulada por explo- radores. Acreditamos que houve por parte do Governo uma clara intenção de se mostrar forte. Afinal, era apenas uma passeata logo dissolvida e sem maiores conseqüências. En- tretanto, o Governo temia que o êxito da primeira desen- cadeasse uma sucessão incontrolável de manifestações se- melhantes, o que forçosamente colocaria sua autoridade em perigo. Afinal, o grupo deodorista ainda não desistira de recolocar no poder o seu lider; suspeitava-se que gru- pos monarquistas estariam financiando e tramando a volta do antigo regime; não se tinha certeza da lealdade da Ma- rinha de Guerra e de uma possivel cisão do Exército. cuja alta oficialidade, em parte, assinara a carta de 31 de março. Foram medidas de excessivo rigor que demonstra- vam muito mais o temor do Govemo do que uma real conspiração, pelo menos naquele momento histórico. Ao todo, foram atingidos cerca de cinqüenta cidadãos, entre os quais o tenente-coronel Mena Barreto, o almi- 57 . mu. utult, u Jornalista Jose' do Patrocinio, o polí- l I x. lira c o poeta Olavo Bilac. 0 desterro m ala- | l.llll 'is localidades de Rio Branco, Cucui o amazônica, e as prisões nas forta- Itiln ¡mlo poder . . . ¡unlr- dizer que Horiano não tivesse o apoio l a. n [n Ilwilvti c que governasse com a exclusiva força mundi: parte do Exército ainda estava a seu x ^I vllllil. l rlc Guerra mostrava-sc parcialmente in- m uuurm, .se bem que uma facção, liderada por n. . . I. lili-In, havia colaborado na deposição de Deo- x nilyutlqiliílS siluacionistas, elevadas ao poder após a. . vi-ipt' ilc 23 de novembro de 1891. apoiavam . N, ... luliava ao Presidente o apoio da maioria da r . «in Congresso. Batalhões "patrióticos" e “aca- , , munidos por populares (civis) espontaneanieritc › r Hll ~. u- : m lado do Govcmo para conter as sediçoes m¡ qm-›. r.ir› real não se colocava no nivel imaginado rw» de campanha contra o autoritarismo ou con- v uln . nlisiuo iacobínista, nem se colocava como divul- . _ Iymrntti (será que acreditava nisso ou era 'apenas v. m m» rumo sendo uma conspiração monarquista ou n¡ l . um 'cmeihada O que havia, de fato, eram as q_ m» « lil' rivalidades entre a Marinha e o Exército e~de . nr w . internas mais acentuadas nessa última corporaçao. I NIlIJ qucslão real era a luta sutil, às vezes veladanqiie , um ulavu dentro do bloco de poder: a firme disposl 30 . Im . .lignrquias (sob a hegemonia paulista) de afastar os
  31. 31. S! militares da politica. Enquanto os militares florianistas di- rigiram suas forças e ataques para sufocar a rebelião da Armada e a revolta fcderalista gaúcha, em luta contra o que prestam ao Governo (no Congresso Nacional, com au› xilio em armas c homens etc. ), por sua organização (a ior- A turbulência militar c o desgaste que sofre a administração florianista, acusada de autoritária e violenta (esta última acusação muito mais campanha difamatória do que realidade), contribuem para a aceitação da “mo- deração republicana", como sucessora do “governo mili- tar", ou seja, abre caminho para a aceitação da idéia de que liavia necessidade de conciliação nacional a qual só sc viabílizaria com o governo c¡ Entretanto, não um go- verno civil resultante da dcposiçao de Floriano mas sim da sucessão constitucional, A eleição do futuro presidente, sendo fcitii nesse clima e pela legislação vigente, consagra- riii n vitória das oligarquias. Outro elemento importante c ncm sempre hcm explo- rado pela historiografia foi o apoio recebido por Floriano das camadas populares, gravadas por uma alta acelerada do custo de vida. O ilorianismo, para elas, simbolízava a luta contra os monopólios, a especulação e os altos lucros; simbolizava ainda a possibilidade dc se afastarem do apa- relho de Estado os velhos "donos do poder" (na termino- logia do grande trabalho de Raimundo Faoro), isto é, os latitundiários e os grandes comerciantes atacadistas, que conjuntamente controlavam a economia do Pais desde o Império e identificavamse com os males que oprimiam a sociedade brasileira. No entanto, era cedo para se almejar uma reviravolta dc tal envergadura: o sonho de que a Rc- _ . iiiliczt v nsceñz_ t. ,nussa se des” min-ndo canais _ _ , iiitiadiciõcs e "mw “e c¡ N" Fernando Hennq das se m. conflitos de r|13› lmüllifàfñm» dem C da . eicsa da 0'_ _ . muito al: alguns e mma¡ nmiigara ! a fo s rebeldes. P9 iumiilsttoa Ao realizarem, e _ Vil" ' ' amin briam C , u-iccbciain que: regbnm_ , , . miigas oliãmqm irle irígm' 59 , ' ^ - ulares . › democratico P0P . . ~ s iraçües iria realizar as a P - ' não tal sicuaÇaO ° _ ortanto. q“°› em as as Cmtllmend? se? p' ais para se resolverem ! fd , no institucion . .da espada . 0° dicaçõü a SONÊÍ: é da luta armada, rãPsPesletc ! tenha sido a q” IÇU '* __ - do ardorosa- militar, iatcíríêiã): presidencial, au o . O de outros mo- ontença curso Floriano c seu Emi” 3m a C dis as e com rça das arm ação, não dcssa íormainzsla: pode¡ das ho para vo bar_ ' om 0 gem travestidas C A época das revoltas Con- . cnsagem 3° maio de 1892, Floriano. cnàexum dos "abamos Enlílacional v0' “asim, (in re: 5 políticos ocorridos , zrcsso ' 5 ncontccimen o c Mn_ _- ' s, relata 0 . se urança iLglsiñliiVz “cesso c conclui lalãndg : ad: Infelizmente, duran E ' ~ 'ads e f ' V_ v 5 a soci _ . andato. A 'dadc desanima dos anos finais de scu m *l . ~ história « , mas e gas- uño seria assim 3 a-se a luta entre castil i ' ' “ 1393 a Em julho de 1892, inici do Sul e, de setembro de - d . › fo 0 paristas 0° Rm otra; de Guanabara ficaria sob ° E -. - Re- março de Sgiiliiarias de terra o mar por ocasiao da cruzado das art volta da Armada- s l as facções de G35?” ' Grande do “' , v Castilhos No caso do Rm ~ de Julio de _ _ - ç d ralista) e . _ da Silvem Mam": t: : veárias tentativas de apr0X| mBÇ3° (positivista), @P953
  32. 32. Em julh de d a, as forças federalístas abandonam o R' [O Gran o S . ul e sc exíl m _ am n . lnêdf' Os castilhistas, o Urllsuai. A luta parecia ter. a” seguinte a r s tropas . Easpanstas atra v . essam a fronteira e a luta recem de Morais Eça' só lerminando no . governa de pm dente vcrno cm divul . gar que [Enya de Y _ sc tratava de un “Wmçzto mnmirqulca. m [um “m” 'N'- A 27 dc abril v renuncia no car d' Ofilmlrilnlc Custódio _j _. .denúncia a g0 E ministro d¡ Mar, 'v asc dc Melo i qual dcu nm _ . "l ld, com um plti diviil g 5 . “carla” "n auercrgzlçnllc¡Z: aç-'m§'°"5°' i * '40 o Rio Grande do Sul an¡ truir a o o . _. ' °5- pelo Contrário r. . nístraçñopgfgír; ?Êqàlcle Estado. Para: : 'Ímêlolde des. nano 0 Control: : c ~ , -- aua admi. *WC somente asmmslñ) “é pelo a ' "m eovcrn sustentar-se" Dc PM das a¡ . 0 - fend mas federais rem MOHarQUÍSÍaS: c os fcderzilistzis da acusação aff: Tenlio em me u espirito . _ movlment " Wnvicçau l n revolucionário da sul nã! ) Vlabalável de qu, D tem lntulto restou. si , X hullll ii frente dela acham-se republicanos históricos. cuja lnilllçllt) polltlca exclul qualquer suspeita de atentado con- l Ill! .. n lnstltulções polltlcas. l~ perguntava: n que pois justificava o mortlclnlo? 'rain necessidade dele ' na armas lederais? (citada nn íntegra por PEIXOTO. X939, p. 226) Guerra, mostrando , Em maio de 1893, a Marinha de elege o almirante ll. l iiiiimosidade para com o Governo, llnimlenkolk, por ampla maioria, para presidente do Clube , declaradamcnte opositor a l lhlvul. 0 mesmo Wandcnkolk l lnriano c que fora preso a mando deste no episódio dos iic/ .c generais. Wandenkolk encontrava-se em Buenos Aires, para porte falso. De lá, aborda nude havia se dirigido com passa ilc um navio mercantc transformado em vaso de guerra, :ho de Rio Grande, lenta tomar de assalto o porto gaú cm poder de tropas fiéis a Floriano. Seu plano lraeassa e , l é conduzido preso ao Rio de Janeiro. que estava por i Esses dois fatos eram o prenúncio do vir. Os meses de julho e agosto são consumidos pela oti- cialidade naval em articular o plano de rebelião. O obje- tivo da revolta era a deposição do presidente Floriano. Para tanto, conseguem ajuda financeira de importantes grupos. entre os quais de elementos monarquistas. Em setembro, com o lançamento de um manifesto, do qual reproduzimas um trecho, inicia-se a Revolta da Ar- mada. Dizia: Nem um só dla se passou qua. como mlnlstro, eu não estivesse de atalala em prol dos dlreltos e das liberdades nte de uma populares contra a ação lnvasora a absorve turma de odmlnlstracño que. enieixando nas próprias mãos
  33. 33. cano, mim? , o Tiradentes . o Silva Teles, o y _ De São cional e D B rica. republicana e Pop Paulo, che _ sara 1¡ - m atalhoes da Guarda Na. atalhao Acadi . cmzco. se « . “ presidente. Bemar. w tados não podem impor sua vontade à Nação pelas as". 0 estado de sitio foi decretado para o Rio de Janeiro Niterói, sendo estendido posteriormente a São Paulo, nta Catarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Pa- Íba, vigorando até 30 de junho de 1894. No final do ano, ao mesmo tempo que o almirante Saldanha da Gama, comandante da Escola Naval, adere l revolla. ocorre a união desse movimento com o íederalista do Sul. Desterro, capital de Santa Catarina, é conquistada por mar, enquanto por terra as forças gasparistas chegam a tomar Curitiba em fins de janeiro de 1894. Entretanto, a situação da esquadra na baia de Gua- nabara toma-se cada vez mais dificil. O Governo consegue reforçar suas iortiiicações em terra, impedindo o desem- barque dos revoltosos. Falta-lhes água potável e as mu- nições vão-se escasseando, ao mesmo tempo que nova es- quadra, governista, vai sendo organizada. A situação chega ao ponto critico em março, com a doença grassando no interior dos navios e a ameaça de invasão da baía pela armada florianista, iato que leva à rendição do almirante Saldanha e ao asilo dos rebeldes em dois navios portugue- ses iundeados no porto. Dos rebeldes que deixam o Rio de Janeiro sob a custódia de Portugal, muitos decidem iicar no Sul para par- ticipar da revolta íederalista, engrossando as forças do almirante Custódio de Melo, o que leva Floriano a rom- per relações com aquele pais, pois havia sido acertado que os navios portugueses levariam os revoltosos para a Eu- ropa. A partir de então, março de 1894, começa a ofensiva governamental, por terra e por mar. Em abril, a cidade de Desterro é retomada; em maio, é a vez de Curitiba.
  34. 34. 64 Pouco a pouco, todo o territorio dos estados de Paraná e Santa Catarina vai caindo em poder das forças legalistas. Segue-se cruenta repressão, com o fuzilainento de cerca de 180 federalistas na fortaleza da ilha de Anhato- mirim, próxima à cidade de Desterro, que ironicamente teve seu nome mudado para Florianópolis. Muitos foram fuzilados no Paraná. As prisões e as perseguições são feitas em grande escala. A esse respeito, o leitor deve consultar os trabalhos de Leôncio Correia (Barão da Serro Azul) e de Carlos Humberto Correa (0 EOVWW PFOVÍSÚIÍL › - L que expõem, respectivamente, a repressão no Paraná e Santa Catarina. A luta, agora, ficaria confinada ao Estado do Rio Grande do Sul. Floriano deixaria a presidência sem ver o pais pacifieado. A sucessão presidencial O encaminhamento do problema da sucessão presi- dencial revela a tática a que já nos referimos: enquanto os militares e os civis radicais, defensores da continuação dos governos militares (quem sabe com a reeleição de Floria- no), gastam suas forças na luta contra as revoltas "monar- quistas" da Armada c do Rio Grande do Sul, as oligar- quias, sob a coordenação paulista, trabalham pela eleição do presidente que deveria suceder a Floriano, sem entre- tanto deixarem de dar apoio material ao Governo da Repú- blica, na luta contra os revoltosos. Ainda não havia cclodido a Revolta da Armada, po- rém, vivendo o País soh o impacto da luta no Sul, as lide- ranças politicas estaduais, sob a hegemonia paulista, fun- dam, em abril de 1893, o Partido Republicano Federal, cuja presidência foi entregue astuciosamente n Francisco 65 Glicério. Glicério era uma personalidade talhada para esse papel; tinha livre trânsito junto aos grupos jacobinos, privava de pessoal amizade com o Presidente da República c comungava com as idéias políticas das oligarquias. A fundação desse partido era o primeiro ato da es- tratégia oligárquica. Com ele, congregavam-se as forças mais variadas cujo propósito, nem sempre declarado, era dar sustentáculo à passagem de uma “ordem militar" para uma “ordem civil", ou seja, evitar que a sucessão presi- dencial se fizesse sob pressão das armas e com um candi- dato por ela imposto. Acerca desse partido, diz José Maria Bello: agremiação heterogêneo. onde a custo : a amalgnmavam elementos vindos de todos as origens: republicanos histó- ricos, ax-mnnarqulstaa, liberais moderados. conservadores do velho estilo. fadarallstas. centrallzadores, florlanlstas exaltado: ou “| egalistas". Jacoblnoe lntransiqentes, positi- vistas. presldenclallstas irredutlvela. católicos atuantes, II- vrs-pensadores, parlamenteristas a até simpatizantes com a revolta de Custódio de Mein. .. (HELLO, 1975. p. isa) Nesse conjunto extremamente heterogêneo, sobressai a bem organizada oligarquia paulista, com discurso lega- lista e moderado. Essa liderança acabaria por levar o par- tido para um caminho oposto ao imaginado pelos militares florianistas. Mais uma vez os militares seriam derrotados em um campo de batalha que não conheciam - o da política. O programa do partido, apresentado a 30 de julho seguinte, defende principios que interessavam sobremanei- ra aos propósitos oligárquieos e contra os quais não have- ris possibilidade de Floriano lutar, sem levantar forte oposição que, nessa hora de luta intema, enfraqueceria
  35. 35. 66 profundamente sua autoridade, podendo comprometer a almejada vitória. Provocaria uma fissura na base que sus- tentava o Presidente, ou seja, a aliança oligárquico-militar. Por outro lado, o discurso de Floriano havia sido sempre de defesa da legalidade, embora se dcsconfiasse tratar de oratória tática, e isso colocava-o cntnn prisioneiro de sua própria lala. Em síntese, o Partido Republicano Federal se pro- punha “sustentar e defender a Con ituição dc 24 de fe- vereiro, trabalhar por sua fiel execu to e pela verdade do regime que ela criou" e a “pugnur pelo respeito à liberdade eleitoral". Afirmava sua disposição tlc defender a "autori- dade dos estados" e a “colaborar el mente na prática de todas as liberdades C0nS| l|| |ClUltll . A simples leitura desses trechos tl. l no leitor a ante- visão do regime que se instalario a partir dc Prudente de Morais e se formalizarin com Campos Sales: a República oligárquica. Defender a Constituição era não compactuar com um golpe militar, que já começava a ser propalado pelos jacobinos diante do quadro conturbado do País e cuja ideia inicial cra a manutenção de Floriano na presi- dência. Respeito à liberdade eleitoral era consagrar o con- trole do voto pelos coronéis-fazendeiros, o voto de ca- bresto, as atas falsas etc. Firma: a autoridade dos estados era consagrar o poder das oligarquia: situacionistas que controlavam as milícias estaduais, algumas com grandes efetivos como São Paulo. Em resumo, cra consagrar o poder oligárquico, sob a já estabelecida hegemonia paulista. A 6 de setembro, eclode a Revolta da Armada. A cidade do Rio de Janeiro fica sob ameaça dos canhões da esquadra. O Governo preocupado em preparar a resistên» cia. Em meio a esse clima, as oligarquias, através do seu PRF, em convenção nacional, escolhem Prudente de Mo- 67 rais e Manoel Vitorino, respectivamente como candidatos a presidente e vicbpresidente da República. Consultado a respeito, Floriano nada poderia dizer a não ser que não concordava com a indicação mas que a acataria. Naquele momento, não havia outra altemativa. Entretanto, a situação não estava tranqüila. Corria o boato dc que os militares radicais estavam pressionando pelo golpe. Como já fizera com as eleições para a Câmara t: Senado, Floriano decide adiar as eleições presidenciais marcadas para 20 de outubro. Fixa, ambas, para l de março de 1894. Não havia certeza de que se realizariam. Finalmente, na data marcada ocorre o pleito. Como t-nt tlc se esperar, a máquina ol quica consagra o que ! it-Kim *CrllldtL Prudente c Vitorino são eleitos. A 22 de lnnlru_ u (ltntgrcxxtt Nncinnnl proclama os resultados. A , nuwt titun ¡nzu ttln ¡tnrtt IS tlL' novcntbro . ¡trttltt «Iv uniu_ m ltl' [U3 tle golpe tornam-se mais lu l| lll um t ilillillltt t-nutttt nnro Sodré que "amigos qntmn . l tlnlntntn" Nnu hnv . no entanto, clima para u . v tI-. m. tm ¡nrlttnm ustavunr di idos c as oligarquias, ¡n-ln to¡ tlt¡ ¡itusitlcrttu de Alagoas, dizem não concordar mu¡ essn ntctlida inconstitucional. Bernardino de Campos, pru dente tlc São Paulo, não dcsmobiliza os Batalhões pa- trtotieos e os aquartcla, observando os rumos dos aconteci- nrcntos. A posse realiza-sc no dia marcado. sem a presença th: Floriano que alegou estar indisposto. Um pouco antes de sua morte, a 29 de junho de 1895, Floriano redtge um documento que ficou conhecido como “testamento político". A transcrição do trecho, no qual o Marechal aponta os responsáveis pela consolidação da Re- pública, serve para que vejamos a distância que o sepa- rava, c a sua facção militar, das velhas oligarquias que, com Prudente, assomaram ao controle do aparelho de Estado. Este documento serve ainda para, parcialmente,

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