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FIGURAS DE LINGUAGEM
Prof. Sandro Teles
 São recursos estilísticos, ou seja, recursos
especiais, utilizados por quem fala ou escreve
para dar maior expressividade, intensidade,
força ou beleza à comunicação. Ocorrem com
mais frequência em obras literárias, na
propaganda, na gíria, na imprensa, na música.
 Pode ser divididas em: Figuras de Palavras, de
Pensamento, de Sintaxe e de Harmonia.
Vejamos:
FIGURAS DE PALAVRAS: Apresentam uma
mudança do sentido real para o figurado
 METÁFORA: emprego de uma palavra ou expressão fora do seu sentido
normal; comumente apresenta uma comparação implícita.
 Eu não acho a chave de mim. Seus cabelos eram fiapos de estrelas.
 COMPARAÇÃO: consiste em tornar equivalentes coisas diferentes para realçar
uma possível semelhança entre elas; usa-se de conjunções comparativas
(como, assim como..., tanto... quanto, tal qual, feito, etc.).
 “Ela ficou calada tal qual um dois de paus” “A sombra das roças é macia e
doce, é como uma carícia” (J. Amado)
 METONÍMIA/SINÉDOQUE: emprega-se uma palavra em lugar de outra, com a
qual se achava relacionada.
 Parte pelo todo: A cidade inteira viu assombrada, de queixo caído, o
pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos de seu cavalo.
 Conteúdo pelo continente: Passe-me a manteiga.
 Causa pelo efeito e vice-versa: Sou alérgico a cigarro.
 Lugar de Origem ou de produção pelo produto: Ofereceu-me um havana.
 O singular pelo plural e vice-versa: O paulista é tímido; o carioca, atrevido.
 Autor pela obra: Ela gosta muito de ler Machado de Assis.
 Lugar pelas pessoas do lugar: Fortaleza é muito acolhedora.
 Marca pelo produto: Adoro tomar Coca-Cola depois do almoço.
 Símbolo pela coisa simbolizada: A coroa foi disputada pelos revolucionários.
 Abstrato pelo concreto e vice-versa: Não devemos contar com o seu coração.
 CATACRESE: emprego de um termo figurado por falta de palavra mais
apropriada.
 Formigueiro humano; folhas de livro; pele de tomate; dente de alho; cabeça
de prego.
 ANTONOMÁSIA: é a substituição de um nome próprio pela qualidade ou
atributo que o distingue. Na linguagem coloquial é o mesmo que apelido.
 O rei do futebol; O poeta dos escravos; O Genovês salta os mares... (C. Alves)
 SINESTESIA: é uma variante da metáfora que consiste em atribuir a um ser
sensações que não lhe são próprias.
 Isso me cheira a confusão. O sol caía como uma luz pálida e macia.
FIGURAS DE PENSAMENTO: Introduzem uma
ideia (pensamento) diferente da que a
palavra normalmente exprime
 HIPÉRBOLE: é uma afirmação exagerada ou uma deformação da verdade,
visando a um efeito expressivo.
 Dizer um milhão de vezes; chorar rios de lágrimas; desconfiar da própria
sombra; morrer de rir, etc.
 ANTÍTESE/CONTRASTE: aproximação de palavras ou expressões de sentidos
opostos.
 Onde queres prazer sou o que dói/E onde queres tortura, mansidão/Onde
queres um lar, revolução/E onde queres bandido sou herói. (C. Veloso)
 PARADOXO: Jogo de palavras. Palavras que possuem ideias contrárias.
 “Amor é fogo que arde sem se ver/ É ferida que dói e não se sente/ É um
contentamento descontente/ É dor que desatina sem doer.” (Camões)
 GRADAÇÃO: sequência de palavras que intensificam uma mesma ideia.
 “Ele quase estourou de raiva. Tremeu, bufou, enxergou vermelho” (É.
Veríssimo)
 EUFEMISMO: palavra ou expressão empregada para atenuar uma verdade
penosa, desagradável ou chocante.
 O pobre homem entregou sua alma a Deus. Quem faltar com a verdade será
punido.
 IRONIA: é a figura pela qual dizemos o contrário do que pensamos, quase
sempre com intenção sarcástica.
 Você realmente é um santinho! O ministro foi sutil como uma jamanta e
delicado como um hipopótamo
 PROSOPOPEIA/PERSONIFICAÇÃO: atribui sentimentos ou características
humanas a seres inanimados ou abstratos.
 “As arvorezinhas bocejavam sonolentas” (Drummond)/“Um riozinho vai para
a escola estudando geografia.” (Raul Bopp)
 PERÍFRASE: consiste em usar expressões ou frases em lugar de uma palavra,
com o objetivo de destacar uma característica que a palavra sozinha não
evoca.
 Pretendo visitar o país do sol nascente. Cidade maravilhosa
 APÓSTROFE: É a figura que serve para se referir a uma pessoa ou coisa que
pode ser real ou imaginária, para dar ênfase à expressão.
 “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal?” (Fernando
Pessoa)
FIGURAS DE HARMONIA: Tem a finalidade de
destacar a musicalidade das palavras ou
expressões
 ONOMATOPEIA: é a representação por meio da escrita dos sons ou ruídos das
coisas.
 Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno. (Fernando Pessoa)
 ALITERAÇÃO: é a repetição do som consonantal.
 Toda gente homenageia Januária na janela. (Chico Buarque) Chove chuva
choverando. (O. Andrade)
 ASSONÂNCIA: é a repetição do som vocálico.
 Sou Ana, da cama/ da cana, fulana, bacana/ Sou Ana de Amsterdam. (Chico
Buarque) A ponte aponta/ e se desaponta./ A tontinha tenta/ limpar a
tinta,/ ponto por ponto/ e pinta por pinta... (Cecília Meireles)
 PARONOMÁSIA: repetição de palavras com som semelhante, mas de
significados distintos.
 Berro pelo aterro pelo desterro/ berro por seu berro pelo seu erro/ quero
que você ganhe que você me apanhe/ sou o seu bezerro gritando mamãe. (C.
Veloso)
FIGURAS DE SINTAXE/CONSTRUÇÃO:
Caracterizam-se por apresentarem mudança
na estrutura da oração
 ELIPSE: consiste na omissão de uma ou mais palavras, pelo fato de elas estarem
pressupostas, subentendidas.
 “Os amores na mente/ As flores no chão/ A certeza na frente/ A história na mão”
(G. Vandré)
 ZEUGMA: consiste em suprimir ou ocultar palavras expressas anteriormente, mas
que são subentendidas.
 O paulista é tímido; o carioca, atrevido.
 POLISSÍNDETO: é a repetição de conjunções/conectivos entre orações com
finalidade estilística.
 “Suspira, e chora, e geme, e sofre e sua...” (O. Bilac) O quinhão que me coube é
humilde, pior do que isto: nulo. Nem glória, nem amores, nem santidade, nem
heroísmo. (Otto Lara Resende)
 QUIASMO: Consiste na inversão da ordem das palavras, em duas frases que se
opõem.
 “Qual vermelhas as armas faz de brancas” (Camões)
 ASSÍNDETO: é o não uso (ausência) de elementos conectivos/conjunções
entre orações.
 Fere, mata, derriba denodado... (Camões) Não nos vemos, as mãos é que se
estenderam pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertando-se,
fundindo-se (M. Assis).
 PLEONASMO: é a repetição de um termo já expresso ou de uma ideia já
sugerida, com o objetivo de realçá-la. É denominado também de Pleonasmo
Estilístico ou Literário.
 A mim, só me resta esperar.
 Quando a repetição é desnecessária denomina-se Pleonasmo Vicioso.
 Entrar para dentro. Subir para cima. Hemorragia de sangue. principal
protagonista. repetir de novo. ouvir com os ouvidos. monopólio exclusivo.
 ANÁFORA: repetição intencional de palavras no início de um período, frase ou
verso.
 Depois o areal extenso.../ Depois o oceano de pó.../ Depois no horizonte
imenso/ Desertos... desertos só... (C. Alves)
 SILEPSE: ocorre quando a concordância não é feita com as palavras, mas com
a idéia a elas associada.
 de GÊNERO: discordância de gêneros gramaticais. Quando a gente é novo, gosta de fazer
bonito. (G. Rosa)
 de NÚMERO: discordância do número gramatical (singular e plural). Esta gente está
furiosa e com medo; por consequência, capazes de tudo. (Garrett)
 de PESSOA: discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal. Ambos recusamos
praticar este ato. (Herculano)
 HIPÉRBATO: inversão lugar de termos da oração.
 Passeiam, à tarde, as belas na Avenida. (Drummond)
 ANACOLUTO: ocorre quando um termo antecipado fica desligado
sintaticamente da oração, dado a um desvio que a construção da oração
sofreu.
 A rua onde moras, é nela que desejo morar.
 HIPÁLAGE: Figura de caráter retórico segundo o qual uma palavra ocupa
numa frase o lugar que convém logicamente a outra que com ela mantém um
vínculo semântico e gramatical.
 “Fumar um pensativo cigarro.” (Eça de Queiroz)

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Figuras linguagem 40

  • 2.  São recursos estilísticos, ou seja, recursos especiais, utilizados por quem fala ou escreve para dar maior expressividade, intensidade, força ou beleza à comunicação. Ocorrem com mais frequência em obras literárias, na propaganda, na gíria, na imprensa, na música.  Pode ser divididas em: Figuras de Palavras, de Pensamento, de Sintaxe e de Harmonia. Vejamos:
  • 3. FIGURAS DE PALAVRAS: Apresentam uma mudança do sentido real para o figurado  METÁFORA: emprego de uma palavra ou expressão fora do seu sentido normal; comumente apresenta uma comparação implícita.  Eu não acho a chave de mim. Seus cabelos eram fiapos de estrelas.  COMPARAÇÃO: consiste em tornar equivalentes coisas diferentes para realçar uma possível semelhança entre elas; usa-se de conjunções comparativas (como, assim como..., tanto... quanto, tal qual, feito, etc.).  “Ela ficou calada tal qual um dois de paus” “A sombra das roças é macia e doce, é como uma carícia” (J. Amado)
  • 4.  METONÍMIA/SINÉDOQUE: emprega-se uma palavra em lugar de outra, com a qual se achava relacionada.  Parte pelo todo: A cidade inteira viu assombrada, de queixo caído, o pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos de seu cavalo.  Conteúdo pelo continente: Passe-me a manteiga.  Causa pelo efeito e vice-versa: Sou alérgico a cigarro.  Lugar de Origem ou de produção pelo produto: Ofereceu-me um havana.  O singular pelo plural e vice-versa: O paulista é tímido; o carioca, atrevido.  Autor pela obra: Ela gosta muito de ler Machado de Assis.  Lugar pelas pessoas do lugar: Fortaleza é muito acolhedora.  Marca pelo produto: Adoro tomar Coca-Cola depois do almoço.  Símbolo pela coisa simbolizada: A coroa foi disputada pelos revolucionários.  Abstrato pelo concreto e vice-versa: Não devemos contar com o seu coração.
  • 5.  CATACRESE: emprego de um termo figurado por falta de palavra mais apropriada.  Formigueiro humano; folhas de livro; pele de tomate; dente de alho; cabeça de prego.  ANTONOMÁSIA: é a substituição de um nome próprio pela qualidade ou atributo que o distingue. Na linguagem coloquial é o mesmo que apelido.  O rei do futebol; O poeta dos escravos; O Genovês salta os mares... (C. Alves)  SINESTESIA: é uma variante da metáfora que consiste em atribuir a um ser sensações que não lhe são próprias.  Isso me cheira a confusão. O sol caía como uma luz pálida e macia.
  • 6. FIGURAS DE PENSAMENTO: Introduzem uma ideia (pensamento) diferente da que a palavra normalmente exprime  HIPÉRBOLE: é uma afirmação exagerada ou uma deformação da verdade, visando a um efeito expressivo.  Dizer um milhão de vezes; chorar rios de lágrimas; desconfiar da própria sombra; morrer de rir, etc.  ANTÍTESE/CONTRASTE: aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos.  Onde queres prazer sou o que dói/E onde queres tortura, mansidão/Onde queres um lar, revolução/E onde queres bandido sou herói. (C. Veloso)  PARADOXO: Jogo de palavras. Palavras que possuem ideias contrárias.  “Amor é fogo que arde sem se ver/ É ferida que dói e não se sente/ É um contentamento descontente/ É dor que desatina sem doer.” (Camões)
  • 7.  GRADAÇÃO: sequência de palavras que intensificam uma mesma ideia.  “Ele quase estourou de raiva. Tremeu, bufou, enxergou vermelho” (É. Veríssimo)  EUFEMISMO: palavra ou expressão empregada para atenuar uma verdade penosa, desagradável ou chocante.  O pobre homem entregou sua alma a Deus. Quem faltar com a verdade será punido.  IRONIA: é a figura pela qual dizemos o contrário do que pensamos, quase sempre com intenção sarcástica.  Você realmente é um santinho! O ministro foi sutil como uma jamanta e delicado como um hipopótamo  PROSOPOPEIA/PERSONIFICAÇÃO: atribui sentimentos ou características humanas a seres inanimados ou abstratos.  “As arvorezinhas bocejavam sonolentas” (Drummond)/“Um riozinho vai para a escola estudando geografia.” (Raul Bopp)
  • 8.  PERÍFRASE: consiste em usar expressões ou frases em lugar de uma palavra, com o objetivo de destacar uma característica que a palavra sozinha não evoca.  Pretendo visitar o país do sol nascente. Cidade maravilhosa  APÓSTROFE: É a figura que serve para se referir a uma pessoa ou coisa que pode ser real ou imaginária, para dar ênfase à expressão.  “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal?” (Fernando Pessoa)
  • 9. FIGURAS DE HARMONIA: Tem a finalidade de destacar a musicalidade das palavras ou expressões  ONOMATOPEIA: é a representação por meio da escrita dos sons ou ruídos das coisas.  Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno. (Fernando Pessoa)  ALITERAÇÃO: é a repetição do som consonantal.  Toda gente homenageia Januária na janela. (Chico Buarque) Chove chuva choverando. (O. Andrade)  ASSONÂNCIA: é a repetição do som vocálico.  Sou Ana, da cama/ da cana, fulana, bacana/ Sou Ana de Amsterdam. (Chico Buarque) A ponte aponta/ e se desaponta./ A tontinha tenta/ limpar a tinta,/ ponto por ponto/ e pinta por pinta... (Cecília Meireles)
  • 10.  PARONOMÁSIA: repetição de palavras com som semelhante, mas de significados distintos.  Berro pelo aterro pelo desterro/ berro por seu berro pelo seu erro/ quero que você ganhe que você me apanhe/ sou o seu bezerro gritando mamãe. (C. Veloso)
  • 11. FIGURAS DE SINTAXE/CONSTRUÇÃO: Caracterizam-se por apresentarem mudança na estrutura da oração  ELIPSE: consiste na omissão de uma ou mais palavras, pelo fato de elas estarem pressupostas, subentendidas.  “Os amores na mente/ As flores no chão/ A certeza na frente/ A história na mão” (G. Vandré)  ZEUGMA: consiste em suprimir ou ocultar palavras expressas anteriormente, mas que são subentendidas.  O paulista é tímido; o carioca, atrevido.  POLISSÍNDETO: é a repetição de conjunções/conectivos entre orações com finalidade estilística.  “Suspira, e chora, e geme, e sofre e sua...” (O. Bilac) O quinhão que me coube é humilde, pior do que isto: nulo. Nem glória, nem amores, nem santidade, nem heroísmo. (Otto Lara Resende)  QUIASMO: Consiste na inversão da ordem das palavras, em duas frases que se opõem.  “Qual vermelhas as armas faz de brancas” (Camões)
  • 12.  ASSÍNDETO: é o não uso (ausência) de elementos conectivos/conjunções entre orações.  Fere, mata, derriba denodado... (Camões) Não nos vemos, as mãos é que se estenderam pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertando-se, fundindo-se (M. Assis).  PLEONASMO: é a repetição de um termo já expresso ou de uma ideia já sugerida, com o objetivo de realçá-la. É denominado também de Pleonasmo Estilístico ou Literário.  A mim, só me resta esperar.  Quando a repetição é desnecessária denomina-se Pleonasmo Vicioso.  Entrar para dentro. Subir para cima. Hemorragia de sangue. principal protagonista. repetir de novo. ouvir com os ouvidos. monopólio exclusivo.  ANÁFORA: repetição intencional de palavras no início de um período, frase ou verso.  Depois o areal extenso.../ Depois o oceano de pó.../ Depois no horizonte imenso/ Desertos... desertos só... (C. Alves)
  • 13.  SILEPSE: ocorre quando a concordância não é feita com as palavras, mas com a idéia a elas associada.  de GÊNERO: discordância de gêneros gramaticais. Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito. (G. Rosa)  de NÚMERO: discordância do número gramatical (singular e plural). Esta gente está furiosa e com medo; por consequência, capazes de tudo. (Garrett)  de PESSOA: discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal. Ambos recusamos praticar este ato. (Herculano)  HIPÉRBATO: inversão lugar de termos da oração.  Passeiam, à tarde, as belas na Avenida. (Drummond)  ANACOLUTO: ocorre quando um termo antecipado fica desligado sintaticamente da oração, dado a um desvio que a construção da oração sofreu.  A rua onde moras, é nela que desejo morar.  HIPÁLAGE: Figura de caráter retórico segundo o qual uma palavra ocupa numa frase o lugar que convém logicamente a outra que com ela mantém um vínculo semântico e gramatical.  “Fumar um pensativo cigarro.” (Eça de Queiroz)