Aspectos Psicossociais da Dinâmica de Grupos

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Aspectos Psicossociais da Dinâmica de Grupos

  1. 1. O grupo Aspectos psicossociais da dinâmica de grupos <ul><li>Dimensões frequentemente analisadas nas dinâmicas de grupos </li></ul><ul><li>Fenómenos psicossociais com relevância para o sistema educativo : Facilitação/inibição social: </li></ul><ul><li>Polarização da avaliação do risco </li></ul><ul><li>Produção ideacional ou brainstorming </li></ul><ul><li>Efeitos diferenciais do grupo no comportamento individual </li></ul><ul><li>Coesão </li></ul><ul><li>Conformismo </li></ul><ul><li>Socialização </li></ul><ul><li>Dissonância cognitiva </li></ul><ul><li>Teoria da atribuição </li></ul><ul><li>Estatuto, papel e liderança </li></ul>
  2. 2. Fenómenos psicossociais com relevância para o sistema educativo <ul><li>A educação formal que se realiza nas instituições escolares, acontece em turmas que com a convivência diária se transformam em grupos </li></ul><ul><li>Quando os membros do grupo quebram a barreira do anonimato iniciam um processo de interacção que conduz à coesão grupal. </li></ul><ul><li>O grupo será mais coeso quanto mais ameaçado pelo professor </li></ul><ul><li>O ensino é colectivo, mas a aprendizagem é individual </li></ul>
  3. 3. Fenómenos grupais na sala de aula
  4. 4. Efeitos diferenciais do grupo no comportamento individual <ul><li>Facilitação social </li></ul><ul><li>– o rendimento de uma pessoa em determinadas tarefas pode ser melhorado pela presença de outras pessoas </li></ul>
  5. 5. Efeitos diferenciais do grupo no comportamento individual <ul><li>Teoria de Zajonc </li></ul><ul><li>A presença de outras pessoas produz: </li></ul><ul><li>1º aumento do nível de activação ou de motivação do organismo (reacção inata/com base biológica) </li></ul><ul><li>2º o aumento do grau de activação aumenta a probabilidade de se manifestarem respostas dominantes (comportamentos com fortes probabilidades de serem adoptados numa determinada situação pelo indivíduo: comportamentos simples, bem-aprendidos e muito praticados) </li></ul><ul><li>3º estas repostas dominantes podem ser boas ou más </li></ul><ul><li>4º se a resposta dominante for boa a presença de outrém aumenta a resposta dominante logo o efeito é positivo (o rendimento melhora com a presença de outrém) </li></ul><ul><li>5º se a resposta dominante for negativa, o efeito de outrém é negativo (porque aumenta sempre a resposta dominante) </li></ul>
  6. 6. Efeitos diferenciais do grupo no comportamento individual <ul><li>A presença de outras pessoas aumenta os sentimentos de competição e a motivação; </li></ul><ul><li>Aumenta o Esforço (Tripllet, 1898) </li></ul><ul><li>Os corredores de bicicleta iam geralmente mais depressa quando corriam com um adversário ou com uma equipa do que quando estavam sós </li></ul><ul><li>Crianças enrolavam mais depressa fio de pesca quando estavam com outras crianças do que quando estavam sós </li></ul>
  7. 7. Efeitos diferenciais do grupo no comportamento individual <ul><li>A presença de outras pessoas pode causar distracção e aumento dos sentimentos de ansiedade </li></ul><ul><li>Estar na presença de outras pessoas distrai </li></ul><ul><li>Nas tarefas simples a distracção aumenta a realização </li></ul><ul><ul><li>Porque os sujeitos distraídos aumentam a sua realização para se sobrepor à distracção </li></ul></ul><ul><li>Nas tarefas complexas a distracção diminui a realização </li></ul><ul><ul><li>Porque a distracção torna o trabalho mais pesado, exigindo um esforço aumentado. </li></ul></ul>
  8. 8. Polarização da avaliação do risco <ul><li>Experiência de Stoner (1961) </li></ul><ul><li>Os sujeitos eram confrontados com tarefas de tomada de decisão em que tinham de avaliar o nível de risco que achavam aceitável </li></ul><ul><li>Em seguida discutiam estes problemas num grupo e depois realizavam de novo a tarefa individualmente </li></ul>
  9. 9. Resultados – Stoner (1961) <ul><li>Os julgamentos do grupo eram muito mais arriscados do que os efectuados pelos indivíduos </li></ul><ul><li>Os julgamentos individuais obtidos após discussão de grupo eram também mais arriscados </li></ul><ul><li>Fenómeno da Mudança Arriscada </li></ul><ul><li>Difusão de responsabilidade </li></ul>
  10. 10. Da mudança arriscada à polarização… <ul><li>A mudança em direcção ao risco é apenas um exemplo de um fenómeno mais geral: </li></ul><ul><li>Polarização do grupo </li></ul><ul><li>As decisões direccionam-se no sentido da maioria (arriscadas ou não) </li></ul><ul><li>Mais do que uma tendência para o risco existe uma tendência para extremar posições </li></ul><ul><li>A opinião da maioria e não o risco é aqui o factor fundamental </li></ul><ul><li>O grupo torna-se tanto mais extremo quanto mais extremas forem as posições iniciais </li></ul>
  11. 11. Produção ideacional ( brainstorming) <ul><li>– Vários indivíduos juntam-se para tentar resolver problemas de forma inovadora e criativa; </li></ul>
  12. 12. Conformismo <ul><li>O conformismo define o comportamento de um indivíduo ou de um subgrupo que é determinado pela regra de um grupo. </li></ul><ul><li>A pressão à conformidade supõe a existência de uma maioria e de uma minoria . A maioria é ligada a essa  regra e toda a interacção social visará a imposição de seus pontos de vista à minoria. </li></ul><ul><li>As situações de conformismo social são encontradas sempre que o isolamento e a confrontação com novas normas provocam ansiedade. Isolado de seus quadros de referência, o indivíduo acaba adoptando os quadros de referência do novo grupo. </li></ul>
  13. 13. Conformismo A experiência de Asch (1951) <ul><li>8 sujeitos foram colocados diante de um quadro com varias cartolinas. Cada cartolina continha do lado esquerdo um linha vertical (figura de base) e à direita três linhas verticais de comprimentos diferentes, numeradas de 1 a 3, uma das quais representava a linha de base. </li></ul>
  14. 14. Conformismo A experiência de Asch (1951) <ul><li>No grupo experimental </li></ul><ul><li>Apenas um dos sujeitos é o verdadeiro sujeito experimental (sujeito ingénuo) </li></ul><ul><li>os restantes 7, são comparsas do experimentador. </li></ul><ul><li>os comparsas dão doze respostas erradas em dezoito ensaios experimentais, respondendo antes do sujeito. </li></ul><ul><li>O sujeito ingénuo encontra-se numa posição minoritária e, apesar de não existir qualquer tipo de pressão explícita por parte do grupo, este chega a cometer erros que atingem os 5 cm. </li></ul>
  15. 15. Conformismo Resultados <ul><li>Apenas 30% dos sujeitos experimentais não se conformaram à pressão implícita pelo grupo </li></ul><ul><li>O conformismo do sujeito será aumentado se reforçarmos a dependência do indivíduo em relação ao grupo. Ex: se o grupo é apresentado como particularmente atraente, o indivíduo deseja integrar-se nele. No entanto, é preciso notar que, quando o sujeito está de novo sozinho, ele volta às estimativas correctas. </li></ul>
  16. 16. Coesão <ul><li>“ A coesão resulta de todas as forças que actuam sobre os seus membros para que estes permaneçam no grupo” </li></ul><ul><li>(Festinger, 1959) </li></ul>
  17. 17. Coesão <ul><li>Para haver coesão os elementos do grupo devem partilhar uma determinada identidade e algumas semelhanças </li></ul><ul><li>É pelo facto das pessoas cooperarem e apresentarem atitudes semelhantes que se tornam coesas </li></ul><ul><li>A coesão pode emergir espontaneamente ou ser estimulada </li></ul><ul><li>Só emerge quando as pessoas se abrem e ficam disponíveis para correrem riscos </li></ul>
  18. 18. Vantagens da coesão <ul><li>Sentimento de segurança no grupo </li></ul><ul><li>Intensificação da interacção entre os elementos </li></ul><ul><li>Melhora a opinião que os membros possuem acerca de si próprios </li></ul><ul><li>Os membros deixam-se influenciar pelo grupo </li></ul><ul><li>A satisfação aumenta à medida que o trabalho se desenvolve </li></ul><ul><li>Maior eficácia na concretização de objectivos </li></ul>
  19. 19. Desvantagens da coesão <ul><li>Pensamento de grupo </li></ul><ul><li>Polarização de grupo </li></ul><ul><li>“ A coesão deve manter-se a um nível de funcionamento de sistema aberto, onde os seus efeitos negativos não sejam sentidos” </li></ul><ul><li>(Guerra e Lima, 2005) </li></ul>
  20. 20. Como promover a coesão <ul><li>Proximidade física </li></ul><ul><li>Homogeneidade dos membros </li></ul><ul><li>Interesses e motivações semelhantes </li></ul><ul><li>Grande expectativa acerca da concretização dos objectivos </li></ul><ul><li>Comunicação aberta/feedback </li></ul><ul><li>Liderança democrática </li></ul><ul><li>Eficácia do grupo </li></ul><ul><li>Meio envolvente (e.g. competição, sentimento de insegurança que vem do exterior) </li></ul><ul><li>Elogio ao grupo pelo seus participantes </li></ul>
  21. 21. Socialização do grupo <ul><li>Padrões de mudança na relação entre os membros individuais do grupo e o grupo em si. </li></ul><ul><li>Processo pelo qual as pessoas progridem desde recém-chegadas até membros plenos de um grupo </li></ul>
  22. 22. Dissonância cognitiva <ul><li>Toda a gente se esforça para estabelecer um estado de consistência consigo mesma e com o ambiente que a rodeia. </li></ul><ul><li>Se uma pessoa tem cognições sobre si mesma e sobre o ambiente que são inconsistentes entre si, ou seja, se uma implica o oposto da outra, ocorre um estado de dissonância cognitiva . </li></ul><ul><li>Uma das principais fontes de inconsistência no comportamento. </li></ul><ul><li>(Chiavenato, p.214) </li></ul>
  23. 23. Teoria da atribuição <ul><li>As percepções realmente objectivas são muito raras. </li></ul><ul><li>A teoria da atribuição procura explicar a maneira como as pessoas julgam diferentemente as outras, dependendo do sentido que atribuem a um dado comportamento. </li></ul><ul><li>Atribuição interna (controladas pela pessoa) </li></ul><ul><li>Atribuição externa (factores situacionais/contextuais) </li></ul><ul><li>Ex: quando um aluno chega atrasado a uma aula pode imaginar-se que ele poderia ter passado a noite na farra (atribuição interna) ou ter tido problemas com o transporte público (atribuição externa) </li></ul><ul><li>(Chiavenato, p.215) </li></ul>
  24. 24. Estatuto papel e liderança <ul><li>O comportamento de liderar envolve muitas funções: </li></ul><ul><li>Planificar </li></ul><ul><li>Informar </li></ul><ul><li>Avaliar </li></ul><ul><li>Controlar </li></ul><ul><li>Motivar </li></ul>Orientar
  25. 25. Professor como líder <ul><li>Papel de multiplicador de atitudes em sala de aula </li></ul><ul><li>Professor como um “modelo” </li></ul><ul><li>Utilização de recursos que proporcionem aos alunos um clima favorável à manifestação seus potenciais </li></ul>

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