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4.1 Inclusividade• O ideal é que todas as pessoas  possam participar do debate ou,  pelo menos, todas as quais o  debate c...
4.2 Racionalidade• Não é suficiente expor as opiniões, é  preciso estruturá-las racionalmente  em um argumento coeso.• Os ...
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4.4 Reciprocidade• “Os participantes, no momento  mesmo em que encetam uma tal  prática argumentativa, têm de  estar dispo...
5. Algumas conclusões• É preciso estudar os debates em torno de  outros temas.• O fato dos comentários não serem atrelados...
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Ambientes de Interação na Internet como Esferas Públicas: um Estudo dos Comentários de Leitores da Folha Online

  1. 1. Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação Ambientes de Interação naInternet como Esferas Públicas:um Estudo dos Comentários de Leitores da Folha Online Samuel Barros, estudante de Jornalismo da Facom-UFBA. E-mail: samuel.barros77@gmail.com.
  2. 2. 1. Introdução• Com a internet, ganha fôlego a esperança de uma maior justiça no fluxo de informação; possibilidade de interação igualitária entre todos os usuários.• Comunicação um <=> um e/ou todos <=> todos, como alternativa ao modelo um => todos. É a liberação do pólo de emissão (LEMOS, 2007).• Possibilidade de não-coincidência espacial e/ou temporal.• Entretanto, o fato de existir fóruns de discussão já é um ganho democrático? Não seria o caso de perguntar o quê e como se discute?
  3. 3. 2. Interação e Interatividade• “uma ação entre os participantes do encontro (inter+ação)” (PRIMO, 2007, p.13).• “a comunicação interativa pressupõe que haja necessariamente intercâmbio e mútua influência do emissor e receptor na produção das mensagens transmitidas” (SANTAELLA, 2004, p.160).• Interação é interpessoal.• Interpessoal não é sinônimo de presencial.• Interação, portanto, pode acontecer mediada por meios técnicos.
  4. 4. 2. Interação e Interatividade• Para Primo, “a interação mútua é aquela caracterizada por relações interdependentes e processos de negociação, em que cada interagente participa da construção inventiva e cooperada do relacionamento, afetando-se mutuamente; já a interação reativa é limitada por relações determinísticas de estímulo e resposta” (2007, p.57).• Para Vittadini, interatividade seria “un tipo de comunicación posible gracias a las potencialidades específicas de unas particulares configuraciones tecnológicas” (1995, p. 154).• No entanto, no mundo da vida, as coisas se misturam.
  5. 5. Gráfico 1: Esquema básico para a diferenciação dos termos interação,interatividade e reação. Fonte: Elaboração do autor.
  6. 6. Nova percepção espaço-temporal“ • Con las tecnologias digitales parecia que los viejos espacios se reducen y que las agujas del reloj giraran más rápido. Estas mutaciones afectan a las oposiciones y diferencias que fundan nuestro sistema de significación cultural. Así como el concepto de distancia (cerca/lejos, centro/periferia) ha ido variando em cada período histórico según las tecnologias que modelaban la percepción, también la oposición privado/público ha sufrido transformaciones por la irrupción de las tecnologías digitales (SCOLARI, 2008, p.275).
  7. 7. 3. Esferas públicas “• Habermas chama de esferas • O público pensante dos públicas os espaços “homens” constitui-se em institucionalizados público dos “cidadãos”, (parlamentos) e os não no qual ficam se institucionalizados (ambientes entendendo sobre as públicos) onde as coisas questões da res publica. públicas são discutidas. Essa esfera pública politicamente em funcionamento torna-se, sob a “constituição republicana”, um princípio de organização do Estado liberal de Direito (HABERMAS, 1984, p.131).
  8. 8. 3. Esferas públicas não-institucionais• Neste trabalho, nos interessam as interações interpessoais, os debates que acontecem em ambientes não institucionalizados.• A verbalização das opiniões e desejos é fundamental para que possam ser consideradas no debate.• No entanto, Habermas argumenta que se faz necessário a observância de uma ética do discurso que paute a inclusividade, a racionalidade, a não-coerção e a reciprocidade.
  9. 9. 3. Esferas públicas na internet?• Como vimos antes, a internet é vista como meio possível para uma comunicação mais democrática.• “Contudo, [as tecnologias da informação e da comunicação] não determinam o procedimento da interação comunicativa nem garantem a reflexão crítico-racional” (MAIA, 2008, p.288).• A ética do discurso de Habermas pode nos ajudar a avaliar os debates que acontecem na internet.
  10. 10. 4. O caso da Folha Online• A Folha de S. Paulo, com a maior circulação entre os jornais pagos do Brasil, é reconhecidamente o jornal com maior influência política sobre o público e que mais pauta os concorrentes.• A Folha Online absorve boa parte da credibilidade da matriz impressa. Daí nosso interesse em estudá-lo.• É o jornal online com mais comentários de leitor.• Os comentários são agrupados por tema e não por notícias, como faz a maioria dos jornais online.
  11. 11. 4. O caso da Folha Online• Observamos os comentários agrupados no assunto “Voo Air France 447”.• Até as 18h do dia 22 de junho, foram feitos 1.482 comentários.• Analisamos os 50 últimos.• O nosso objetivo é avaliar se efetivamente esses ambientes de interação se configuram esferas públicas de troca de razões sobre coisas públicas.
  12. 12. 4.1 Inclusividade• O ideal é que todas as pessoas possam participar do debate ou, pelo menos, todas as quais o debate concerne.• A não obrigatoriedade de coincidência espaço e/ou de tempo é um ganho.• O problema do acesso. Nem todo mundo tem acesso à internet, nem os conhecimentos mínimos para navegação.• Nem todos que têm acesso e conhecimento vêm a Folha Online como espaço interessante para discutir sobre as coisas públicas.
  13. 13. 4.2 Racionalidade• Não é suficiente expor as opiniões, é preciso estruturá-las racionalmente em um argumento coeso.• Os interlocutores precisam se engajar na tentativa de convencimento do outro.• “O que pesa sobre as decisões dos participantes de um discurso prático é a força da obrigatoriedade daquela espécie de razões que, em tese, podem convencer a todos igualmente” (HABERMAS, 20007, p.14-15).
  14. 14. 4.3 Não Coerção• Todos devem ser considerados de igual modo dignos.• “Coerção já não pode mais, então, ser exercida na forma de dominação pessoal ou de auto-afirmação à força, mas só de tal modo que “apenas a razão tenha poder”” (HABERMAS, 1984, p.127).• A internet parece ser um ambiente propício para a diminuição da coerção.• Possibilidade do anonimato.• Na Folha é preciso aceitar o Termo de Uso e fazer Cadastro.
  15. 15. 4.4 Reciprocidade• “Os participantes, no momento mesmo em que encetam uma tal prática argumentativa, têm de estar dispostos a atender a exigência de cooperar uns com os outros na busca de razões aceitáveis para os outros; e, mais ainda, têm de estar dispostos a deixar-se afetar e motivar, em suas decisões afirmativas e negativas, por essas razões e somente por elas” (HABERMAS, 2007, p.15).
  16. 16. 5. Algumas conclusões• É preciso estudar os debates em torno de outros temas.• O fato dos comentários não serem atrelados a uma notícia particular, mas a um tema, possibilita uma maior complexidade das discussões.• Pelo menos na nossa amostra, o ambiente de interação entre leitores da Folha Online se configurou uma esfera pública.• Os ambientes da interação na internet, com capacidade de agregar massas, tem condições de promover debates interpessoais com grande visibilidade.
  17. 17. Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da ComunicaçãoOBRIGADO! Samuel Barros, estudante de Jornalismo da Facom-UFBA. E-mail: samuel.barros77@gmail.com. Imagens: http://www.vecteezy.com/

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