As redes sociais como ferramentas para o jornalismo: as práticas de O Imparcial online

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Este trabalho monográfico tem por objetivo descrever a utilização das redes sociais Twitter, Facebook e Instagram pelo O Imparcial Online, como ferramentas jornalísticas na divulgação de notícias. É um estudo exploratório, descritivo, qualitativo e bibliográfico. O ciberespaço é uma extensão da sociedade em rede, na qual suas interações determinam novas formas de vínculos sociais. A cibercultura, hoje, é uma realidade para milhões de indivíduos. As redes sociais são pessoas mantendo uma relação de interação social. Uma característica do Twitter é a reciprocidade. O Facebook comporta perfis pessoais, profissionais, institucionais, empresariais e comunidades. O Instagram reestabeleceu algumas relações entre a mobilidade e o consumo de conteúdo, através do uso de tecnologias móveis nas redes sociais digitais. A participação dos cidadãos na comunicação jornalística não é um fenômeno novo, a inovação está na forma de participação dos usuários no processo de informação. A internet, para os jornalistas tornou-se um grande meio, tanto na produção, quanto na publicação de informações por esses profissionais. O Imparcial é o mais antigo jornal e o segundo de maior circulação no estado do Maranhão. A necessidade de O Imparcial buscar leitores, anunciantes e aumentar seu Market Share no estado, fez com que seus diretores seguissem o caminho trilhado por muitos outros meios de comunicação no Brasil e mundo a fora, a Internet. O Imparcial Online trouxe dinamicidade aos usuários e aos profissionais que nele trabalham, facilitando o contato entre jornal e seus leitores. O crescimento do número de leitores, a valorização da marca e o fácil acesso dos leitores nas páginas evidenciam a importância da Internet e as redes sociais.

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As redes sociais como ferramentas para o jornalismo: as práticas de O Imparcial online

  1. 1. FACULDADE ESTÁCIO DE SÃO LUÍS CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – HABILITAÇÃO EM JORNALISMO MAURÍCIO JOSÉ DA SILVA SANTOS SAMARA ANDRADE GOMES AS REDES SOCIAIS COMO FERRAMENTAS PARA O JORNALISMO: as práticas de O Imparcial online São Luís 2014
  2. 2. 1 MAURÍCIO JOSÉ DA SILVA SANTOS SAMARA ANDRADE GOMES AS REDES SOCIAIS COMO FERRAMENTAS PARA O JORNALISMO: as práticas de O Imparcial online Monografia apresentada ao Curso de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo da Faculdade Estácio de São Luís, como requisito para obtenção do grau de Bacharel em Jornalismo. Orientador: Prof. Msc. Paulo Augusto Emery Sachse Pellegrini. São Luís 2014
  3. 3. 2 Santos, Maurício José da Silva As redes sociais como ferramentas para o jornalismo: as práticas de O Imparcial online. / Maurício José da Silva; Samara Andrade Gomes - São Luís, 2014. 64 f. Monografia (Graduação em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo) – Faculdade Estácio de São Luís, 2014. 1. Internet 2. Redes sociais 3. Jornalismo online I. Título. CDD: 659.3
  4. 4. 3 MAURÍCIO JOSÉ DA SILVA SANTOS SAMARA ANDRADE GOMES AS REDES SOCIAIS COMO FERRAMENTAS PARA O JORNALISMO: as práticas de O Imparcial online Monografia apresentada ao Curso de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo da Faculdade Estácio de São Luís, como requisito para obtenção do grau de Bacharel em Jornalismo. Orientador: Prof. Msc. Paulo Augusto Emery Sachse Pellegrini. Aprovação em: / / _______________________________________________________ ORIENTADOR _______________________________________________________ 1º EXAMINADOR _______________________________________________________ 2º EXAMINADOR
  5. 5. 4 Aos nossos pais.
  6. 6. 5 AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar, agradecemos a Deus por seu imenso amor por nós e pelas bênçãos que tem derramado em nossas vidas. Somos gratos ao nosso Pai Eterno por ter acompanhado ao longo desta jornada, e nos dado oportunidades de desenvolver nossos talentos durante a vida acadêmica e por ter nos sustentado na elaboração deste trabalho. O que seria de nós se não tivéssemos aqui na Terra quem nos socorresse e nos amparasse? Agradecemos com todo nosso amor aos nossos queridos pais, por terem paciência e ter lutado junto conosco para que graduássemos. O nosso esforço seria em vão, se eles não tivessem sacrificado um pouco de si para nos dar apoio nesta fase de nossas vidas. Obrigada Marilda e José Ribamar, Luiza e Nonato por toda compreensão e amor. Nosso coração também é grato pelo apoio da família, irmãos, avós e primos. Ter o incentivo de todos, foi essencial. Ao nosso orientador, Paulo Pellegrini, pelo suporte no pouco tempo qυе lhe coube, pelas suas correções е incentivos. Obrigado professor, pela disposição e paciência para conosco. Saiba que lhe dedicamos uma profunda admiração. Agradecemos não só por ser nosso orientador, mas por ter sido nosso mestre em algumas disciplinas durante o curso, um grande exemplo de pessoa e jornalista. Somos gratos ainda por todos os professores que nos acompanharam, que puxaram nossas orelhas, pois era para nosso bem. Aos nossos amigos, companheiros de trabalhos е irmãos na amizade que fizeram parte da nossa formação е que vão continuar presentes em nossas vidas.
  7. 7. 6 “A tecnologia move o mundo.” Steve Jobs
  8. 8. 7 RESUMO Este trabalho monográfico tem por objetivo descrever a utilização das redes sociais Twitter, Facebook e Instagram pelo O Imparcial Online, como ferramentas jornalísticas na divulgação de notícias. É um estudo exploratório, descritivo, qualitativo e bibliográfico. O ciberespaço é uma extensão da sociedade em rede, na qual suas interações determinam novas formas de vínculos sociais. A cibercultura, hoje, é uma realidade para milhões de indivíduos. As redes sociais são pessoas mantendo uma relação de interação social. Uma característica do Twitter é a reciprocidade. O Facebook comporta perfis pessoais, profissionais, institucionais, empresariais e comunidades. O Instagram reestabeleceu algumas relações entre a mobilidade e o consumo de conteúdo, através do uso de tecnologias móveis nas redes sociais digitais. A participação dos cidadãos na comunicação jornalística não é um fenômeno novo, a inovação está na forma de participação dos usuários no processo de informação. A internet, para os jornalistas tornou-se um grande meio, tanto na produção, quanto na publicação de informações por esses profissionais. O Imparcial é o mais antigo jornal e o segundo de maior circulação no estado do Maranhão. A necessidade de O Imparcial buscar leitores, anunciantes e aumentar seu Market Share no estado, fez com que seus diretores seguissem o caminho trilhado por muitos outros meios de comunicação no Brasil e mundo a fora, a Internet. O Imparcial Online trouxe dinamicidade aos usuários e aos profissionais que nele trabalham, facilitando o contato entre jornal e seus leitores. O crescimento do número de leitores, a valorização da marca e o fácil acesso dos leitores nas páginas evidenciam a importância da Internet e as redes sociais. Palavras-chave: Internet. Redes sociais. Jornalismo online.
  9. 9. 8 ABSTRACT This monograph aims to describe the use of social networks Twitter, Facebook and Instagram at The Impartial Online as journalistic tools in disseminating news. It is a study is exploratory, descriptive, qualitative and literature. Cyberspace is an extension of the network society, in which their interactions determine new forms of social ties. Cyberculture, today is a reality for millions of individuals. Social networks are people maintaining a relationship of social interaction. A feature of Twitter is reciprocity. The Facebook involves personal, professional, institutional, corporate and community profiles. Instagram establishes some relationships between mobility and consumption of content through the use of mobile technologies in digital social networks. The participation of citizens in the journalistic communication is not a new phenomenon, the innovation is in the form of user participation in the information process. The internet for journalists has become a great medium, both in production as well as the publication of information by these professionals. The Impartial is the oldest newspaper and the second largest circulation in the state of Maranhão. The need to seek The Impartial readers, advertisers and increase its market share in the state, had his officers follow the path trodden by many other media outlets in Brazil and in the outside world, the Internet. The Online Impartial brought dynamism to users and professionals who work in it, facilitating contact between newspaper and its readers. The growing number of readers, the branding and accessibility of pages show readers the importance of the Internet and social networks. Keywords: Internet. Social networks. Online journalism.
  10. 10. 9 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Página atual do jornal O Imparcial Online na web........................... 42 Figura 2 – Publicações na página do perfil do O Imparcial no Facebook......... 46 Figura 3 – Publicações na página do perfil do Jornal Folha de São Paulo no Facebook.......................................................................................................... 46 Figura 4 – Publicações na página do perfil do jornal O Globo no Facebook.... 47 Figura 5 – Publicações na página do perfil do jornal O Imparcial no Twitter.... 48 Figura 6 – Publicações na página do perfil do jornal O Globo no Twitter......... 49 Figura 7 – Publicações na página do perfil do jornal Correio Braziliense no Twitter ......................................................................................................................... 49 Figura 8 – Página do perfil de O Imparcial no Instagram. ................................ 50 Figura 9 – Postagens na página do perfil de O Imparcial no Instagram........... 51
  11. 11. 10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .............................................................................................. 11 2 CIBERCULTURA E INTERNET.................................................................... 15 2.1 Ciberespaço.............................................................................................. 15 2.2 Cibercultura .............................................................................................. 17 2.3 História da Internet................................................................................... 18 3 REDES SOCIAIS .......................................................................................... 22 3.1 Twitter........................................................................................................ 24 3.2 Facebook................................................................................................... 26 3.3 Instagram .................................................................................................. 27 4 JORNALISMO ONLINE................................................................................ 30 5 JORNAL O IMPARCIAL ............................................................................... 35 5.1 História...................................................................................................... 35 5.2 Jornal O Imparcial Impresso ................................................................... 37 5.3 Aqui - MA................................................................................................... 38 6 O IMPARCIAL ONLINE ................................................................................ 40 6.1 Estrutura e Layout....................................... Erro! Indicador não definido. 6.2 Redes Sociais e O Imparcial.................................................................... 44 7 CONCLUSÃO ............................................................................................... 53 REFERÊNCIAS................................................................................................ 55 APÊNDICE....................................................................................................... 61
  12. 12. 11 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho é uma pesquisa acerca da forma como O Imparcial Online partilha seu conteúdo nas redes sociais. É fato que, os veículos de comunicação vêm acompanhando, gradativamente, o constante avanço tecnológico da rede mundial de computadores. Com o surgimento das redes sociais, a Internet deixou de ser apenas um simples local de pesquisas e passou a ser um espaço virtual para o desenvolvimento laços sociais, a partir do surgimento de ferramentas como o Facebook, o Twitter e o Instagram. O objetivo geral desta pesquisa é abordar a utilização das redes sociais, no contexto das práticas jornalísticas, pelo O Imparcial Online. É notório que, o crescimento do número de usuários nessas redes confirma a necessidade humana de interação com seus semelhantes, criando assim um grupo de pessoas que trocam informações, constroem novas amizades, compartilham ideias e divulgam marcas e produtos. Diante do “poder” que as redes sociais conquistaram, com o decorrer do tempo, os meios de comunicação passaram a utilizá-las para divulgar os seus conteúdos e interagir com o seu público, e estes deixaram de ser apenas espectadores e passaram a contribuir, mesmo que de maneira indireta, na produção de conteúdo, opinando, concordando ou discordando, com o que está sendo divulgado. As redes sociais têm vantagem sobre os diversos meios comunicacionais, por serem interativas e instantâneas. A interação permite ainda que, os usuários da rede surgiram pautas (PEREIRA, 2011). Estas redes tornaram-se um canal de interação para a sociedade, no qual é possível se comunicar, se relacionar e até mesmo mudar a forma como certos veículos usavam esses mecanismos, em nível de divulgação de informação, tendo em vista que o homem constitui-se enquanto ser social, à medida que se comunica e se relaciona com semelhantes, formando comunidades, redes e sociedades. Redes sociais, como Facebook, Twitter e Instagram, têm como principal foco expor e publicar conteúdos que sejam relevantes a seus usuários e a exposição pública de seus produtos e serviços. Afirmam que o principal
  13. 13. 12 objetivo das redes sociais está ligado a gerar interação social, compartilhar conhecimento, gerar popularidade, dentre outros. As redes sociais permitem que seus usuários estejam mais conectados. E isso implica falarmos na questão da visibilidade social, a qual os usuários adquirem através destas redes. Quanto mais conectados os usuários, maiores são as chances destes receberem determinados tipos de informação que estão circulando na rede. As redes sociais têm colaborado muito com o jornalismo nos dias atuais, através da comunicação em rede estabelecida pelos veículos de comunicação e dando visibilidade a questões fundamentais no jornalismo, como o relacionamento com as fontes, a ampliação, a valorização e a distribuição de conteúdo, a fidelização dos leitores e a maior velocidade de divulgação da informação. As redes têm se mostrado agregadoras de notícias, difusoras de informação e, até mesmo, uma forma de captar leitores. Os objetivos específicos deste trabalho são investigar quais redes sociais da Internet são utilizadas por O Imparcial Online e como se dá o uso destas ferramentas pelo veículo. A pesquisa se ocupa de averiguar como se processa a utilização destas redes por O Imparcial Online. Buscamos através desta pesquisa, verificar a utilização que o Jornal O Imparcial Online faz das redes sociais, como potenciais ferramentas de jornalismo participativo, utilizando o método descritivo para expor os procedimentos e escolhas, a fim de mostrar o quanto importante são, a presença e a interação jornalística, nas redes sociais. Observando o poder que as redes sociais possuem, empresas e instituições passaram a utilizá-las para divulgar os seus produtos ou conteúdo. O usuário das redes deixou de ser apenas um espectador e passou a produzir conteúdo, opinar, concordar ou discordar com o que está sendo divulgado. As redes passaram a ser um canal de comunicação as pessoas, empresas e pessoas e vice-versa. Assim, dada a importância das redes sociais na sociedade é relevante esta pesquisa demonstrar o fenômeno das redes neste meio de comunicação e de que forma é feito o uso desses mecanismos para informar. A escolha do O
  14. 14. 13 Imparcial Online, pertencente ao grupo Diários Associados, ocorreu por esta usar as redes sociais para divulgar conteúdo jornalístico diariamente. A pesquisa observou a forma como O Imparcial Online partilha seu conteúdo nas redes sociais. Que tipos de informações o jornal compartilha nessas redes, a relação entre as informações dessas redes e as informações da edição impressa e online e a periodicidade de atualização. Este estudo é exploratório, descritivo, qualitativo e bibliográfico. Esta pesquisa utilizou como instrumento de coleta de dados a entrevista. A metodologia adotada apresenta como tipo de pesquisa o Estudo de Caso, tendo como universo da pesquisa as redes sociais utilizadas por O Imparcial Online. Para Lakatos e Marconi (1996), a pesquisa de campo constitui-se na fase que sustenta os objetivos, hipóteses e metodologia a ser aplicada na pesquisa, baseada nos estudos bibliográficos previamente realizados pelo pesquisador sobre o assunto a ser discorrido. De acordo com Kauark, Manhães e Medeiros (2010) a metodologia consiste na explicação detalhada e exata de todo o processo e desenvolvimento do trabalho de pesquisa. Explana o tipo de pesquisa, os instrumentos utilizados (questionário, entrevista), as formas de tabulação e tratamento dos dados, ou seja, de todos os recursos aplicados no trabalho de pesquisa. Quanto aos objetivos, esta pesquisa é exploratória, pois consoante Gil (2007) objetiva proporcionar maior familiaridade com o problema levantado, visando explicitá-lo ou a construir hipóteses, além de envolver o levantamento bibliográfico e a entrevista com pessoas com experiências práticas do problema pesquisado. Portanto de acordo com o autor esta pesquisa pode ser classificada como: pesquisa bibliográfica e estudo de caso. Consoante Fonseca (2002), a pesquisa bibliográfica é baseada no levantamento de referências teóricas publicadas por meios escritos ou eletrônicos (como livros, artigos científicos, sites da web). Afirma ainda que todo e qualquer trabalho científico é iniciado por uma pesquisa bibliográfica, permitindo ao pesquisador o que já foi estudado e produzido sobre o assunto. Em seu primeiro capítulo, o trabalho apresenta o contexto do tema abordado, apresentando sua relevância, a problematização da pesquisa, a justificativa, os seus objetivos e a metodologia. Os capítulos 2, 3 e 4 apresentam
  15. 15. 14 o referencial teórico, sustentando a fundamentação do trabalho. No capítulo 2 são abordados conceitos de Internet e cibercultura para entendermos o surgimento e nomenclatura, assim como cronologicamente a Internet foi se inserindo no cotidiano da sociedade e como o jornalismo se inseriu no mundo virtual. O capítulo 3 aborda as redes sociais, sua definição, seu surgimento, suas aplicações e implicações sociais, está subdividido em três tópicos, que qualificam as principais redes sociais utilizadas pelo O Imparcial: Twitter, Facebook e Instagram. O capítulo 4 apresenta o Jornalismo Online, seu surgimento, evolução e aplicação. O capítulo 5 discorre sobre o Jornal O Imparcial, tratando em três tópicos a história, o jornal O Imparcial Impresso, e o Aqui-MA. O capítulo 6 trata das observações feitas pelo estudo sobre O Imparcial Online. E, finalmente, o capítulo 7 apresenta a conclusão do estudo.
  16. 16. 15 2 CIBERCULTURA E INTERNET Para Lévy (1999), ao se abordar os temas internet, ciberespaço e cibercultura significa ponderar sobre vários aspectos tecnológicos do cotidiano em sociedade, como as técnicas, práticas, atitudes, modos de pensamento e valores sociais que evoluem, juntamente com o crescimento do ciberespaço. 2.1 Ciberespaço A palavra “ciberespaço” foi um neologismo criado pelo escritor de ficção científica William Gibson, em 1984, e utilizado em sua obra Neuromancer. Lévy (1999), ao analisar brevemente esta obra, esclarece que o termo Neuromancer descreve o universo das redes digitais como uma arena para as empresas multinacionais, cenário de conflitos mundiais e nova fronteira cultural e econômica. Mas, em sua definição, o ciberespaço é um espaço aberto de comunicação, caracterizado pela interconexão digital mundial dos computadores e suas respectivas memórias, pelo enorme quantitativo de informações que ela abriga, e também das pessoas que fazem uso desse espaço para guardar e acessar informações. De acordo com Lemos (2010), o ciberespaço é utópico, não físico ou geograficamente territorial, formado por um conjunto de redes de computadores no qual todas as informações, de formas diversas, transitam. Acrescenta ainda que, este conceito pode ser analisado de duas maneiras, sendo a primeira um ambiente de realidade virtual, e a segunda um conjunto de redes de computadores, conectados ou não, no mundo inteiro, a internet. Silva (2000) compara o ciberespaço ao ambiente virtual do filme Matrix, ou seja, a um território abstrato e invisível que permite o tráfego de dados (imagens, sons, textos, etc.). Atualmente, este espaço virtual é globalizado, constituindo um espaço social, no qual pessoas de todo o planeta trocam informações.
  17. 17. 16 Lévy (2003) acrescenta que a humanidade tem no ciberespaço um lugar virtual para a interação, e este conquistou uma enorme importância também nas esferas econômica e científica e presumia, acertadamente que, essa importância seria ampliada a vários outros campos, como a Pedagogia, a Estética, a Arte e a Política. Na visão de Bergmann (2007), o ciberespaço é uma extensão da sociedade em rede, na qual suas interações determinam novas formas de vínculos sociais. As relações sociais no ciberespaço, mesmo sendo virtuais, podem repercutir ou se materializar no mundo real. Marcando, desta forma, um novo tipo de sociedade, no qual há o rompimento de alguns princípios estabelecidos como preceitos sociais, modificando alguns valores e crenças, constituindo um espaço de práticas sociais cujo objetivo não é tolher ou abolir as antigas práticas, mas sim complementar; como exemplo a escola real, organização formal de ensino, com a escola virtual; comunidade real com a comunidade virtual; ou a cidade real com a cidade virtual. Sendo, desta feita, uma lógica complementar e não excludente (LEMOS, 2010). O incremento da internet e da cibercultura são marcados pelas mudanças nas aplicações sociais e nas diversas tecnologias de acesso ao ciberespaço, o qual é constantemente atualizado, exigindo constante observação e renovação de suas conjecturas (WOLTON, 2007). Corroborando com essa ideia, Pellanda (2009) acrescenta que as ferramentas mais atuais de acesso a esse meio têm como característica a mobilidade, ocasionando transformações sociais e trazendo desafios e oportunidades inovadores aos hábitos sociais. Martín-Barbero (2004) porém, alerta que, mesmo virtual, o ciberespaço mantém relações de poder, uma vez que, normalmente, as novas tecnologias são materializadas em culturas dominantes, transpondo suas práticas a outros contextos sociais.
  18. 18. 17 2.2 Cibercultura Na definição de Lévy (1999), a cibercultura é um conjunto de práticas, técnicas, atitudes, conjecturas e valores que se ampliam com a expansão da internet como um meio de comunicação, através da conexão globalizada de computadores, convergindo para um espaço de comunicação inovador de sociabilização, de organização, de acesso e transferência do saber e das informações. Lemos (2010) define cibercultura como a forma sociocultural originada no vínculo simbiótico da sociedade, da cultura e das inovações tecnológicas baseadas na microeletrônica, oriundas do concurso entre as telecomunicações e a tecnologia das informações. A cibercultura transforma hábitos sociais e culturais, a velocidade de produção e difusão da informação, cunhando relações originais nos diversos campos sociais como no trabalho, no lazer, na socialização e na comunicação (LEMOS; LÉVY, 2010). Santaella (2003) classifica a cibercultura, ou ainda a cultura digital, como a sexta da evolução cultural, a qual teve início com a cultura oral, evoluindo para as culturas escrita, impressa, das mídias e de massas, não se tratando apenas de uma revolução técnica, mas também cultural, em desenvolvimento contínuo e difusão global, ocasionada pelo barateamento da tecnologia computacional, que propicia maior acesso tecnológico as diversas camadas sociais. A cibercultura, hoje, é uma realidade para milhões de indivíduos, se concretizando através da utilização de novas ferramentas e práticas tecnológicas como: o home banking, cartões com chips, os smartphones, o voto eletrônico, a declaração de imposto de renda online; ou através da comunicação digitais: e- mail, chats e fóruns na internet, redes sociais online, mensagens via celular, blogs e webjornalismo (PADILHA, 2008). Para Lemos e Lévy (2010) a cultura contemporânea, abrangendo a digital e as redes telemáticas, está criando múltiplas configurações globalizadas, que se rearranjam. A liberdade de produção, distribuição e compartilhamento
  19. 19. 18 das informações, que são as ações essenciais do ciberespaço, favorece a perspicácia e consciência política de uma sociedade. Padilha (2008) esclarece que o ambiente virtual, criado a partir da cibercomunicação e fundamentada nas tecnologias digitais, conduziu o profissional de jornalismo a ingressar na cibercultura. Esses profissionais, como muitos outros, começaram a se relacionar com novas práticas e ferramentas, agregando novos valores e informações ao exercício da carreira. 2.3 História da Internet Castells (2003) define Internet como um meio de comunicação que possibilita a comunicação entre milhares de pessoas em tempo real, a todo e qualquer momento, em todo o mundo. Assim como a humanidade, a comunicação evoluiu e no século XX as maiores revoluções desta foram o advento do rádio, do cinema e da televisão. Mas, do final do século XX ao início do XXI, estes meios de comunicação, além da escrita, foram surpreendidos pela Internet, que comporta a utilização dos quatro simultaneamente, de forma simples e a preço acessível (CASTELLS, 1999) Contratados pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, um grupo de programadores e engenheiros eletrônicos, criou o conceito de uma rede sem necessidade de um controle central, na qual as mensagens transitariam decompostas em pequenas partes, denominadas “pacotes”. Desta maneira, os dados seriam conduzidos com maior velocidade, flexibilidade e tolerância a erros, em uma rede na qual cada computador representaria apenas um ponto que, se impossibilitado de operar, não cessaria o fluxo dos dados. Fundamentado neste conceito, em 1969, através de um convênio entre a Universidade da Califórnia e um centro de pesquisa em Stanford, entrou em operação a ARPAnet (Advanced Research Projects Agency Network), que a princípio interligava apenas quatro computadores. Depois, mais computadores,
  20. 20. 19 pertencentes a outras universidades, centros de pesquisa com fins militares e indústrias bélicas, foram conectados a estes (MONTEIRO, 2001). Castells (1999) afirma que, o desenvolvimento da tecnologia digital tornou possível a compactação das mídias, abrangendo som, imagens e dados, criando uma rede capaz de comunicar todas as espécies de símbolos sem o uso de centros de controle. No início da década de 1980, o desenvolvimento e utilização da tecnologia TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol) como protocolo para a transferência de informações na ARPAnet tornou possível a conexão entre diferentes redes, expandindo grandemente a abrangência da rede. A partir de 1990, a ARPAnet foi convertida em NSFnet (National Science Foundation’s Network), se interligando a outras redes existentes, até mesmo fora dos Estados Unidos, interconectando centros de pesquisa e universidades em todo o mundo. Nascia assim a internet que, a princípio, era utilizada principalmente como uma ferramenta de troca de dados no meio acadêmico (MONTEIRO, 2001). Mas, apenas em 1991, a Rede Mundial, conhecida por WWW (World Wide Web), foi desenvolvida pelo pesquisador Tim Bernes-Lee. A democratização do computador e a consolidação da Web como parte da Internet permitiram a criação dos primeiros sites. À medida que o interesse sobre esta nova mídia crescia, iniciou-se o transporte dos conteúdos para o ambiente virtual (LEÃO, 2001). A partir de 1995, em decorrência do grande aumento na quantidade de usuários ocorrida no início da década de 1990, a administração da internet foi transferida para instituições não-governamentais, que se responsabilizaram, dentre outras coisas, em determinar padrões infra estruturais e registro de domínios (MONTEIRO, 2001). Ao compreender o potencial de sua criação, que possibilitava a troca e o acesso a diferentes tipos de informações entre computadores e diversas redes de forma simples e eficiente, Tim Berners-Lee a conservou disponível à todos. Quando os primeiros browsers foram desenvolvidos para os sistemas operacionais como Windows e Apple Macintosh, a WWW foi prontamente tomada pela comunidade da internet, ocasionando, juntamente com a
  21. 21. 20 propagação dos computadores pessoais, o grande desenvolvimento da internet constatado na década de 1990, que crescia a uma média de 50% a cada ano (DIZARD JR., 2000). No Brasil, através do Ministério da Comunicação e do Ministério de Ciência e Tecnologia, o Governo Federal efetivou as primeiras ações para disponibilização da internet à população em geral em 1995, implantando a infraestrutura indispensável e definindo parâmetros para a futura atuação de instituições privadas provedoras de acesso aos usuários (MONTEIRO, 2001). Castells (1999) afirma que, sendo as instituições privadas as principais produtoras de riquezas, era natural que com a disponibilidade tecnológica da internet a partir de 1990, essa ferramenta tenha sido utilizada, devido a sua rápida difusão, como diferencial produtivo e competitivo por estas. Atualmente, levando-se em consideração as tecnologias de comunicação, o advento das novas ferramentas aperfeiçoaram as demandas como interatividade e multimidialidade, havendo uma agilização destas ferramentas de comunicação (MIRANDA, 2012). Sodré (2010) esclarece que a evolução do uso da internet não é uma descoberta inovadora, mas sim o amadurecimento tecnológico do avanço científico, resultando na hibridização e criação de rotinas nos processos de trabalho e recursos técnicos existentes, como a telefonia, a televisão, a computação. Misturaram-se e fundiram-se, formando o chamado hipertexto ou hipermídia, a exemplo dos antigos formatos como texto, som e imagem, que deram origem ao formato audiovisual. Atualmente, o objeto tecnológico mais utilizado para o acesso as redes sociais, a qualquer hora, em qualquer lugar, é o smartphone. Morinoto (2009) descreve os smartphones como aparelhos de telefonia móvel que possuem características análogas a de um computador pois: possibilitam o acesso à internet, inclusive para fazer downloads e uploads de diversos tipos de dados; instalação e desinstalação programas; podem fotografar, filmar e editar esses conteúdos no próprio aparelho; ouvir música; assistir vídeos, dentre diversas outras funções. Esses aparelhos reúnem as funções de outros, como agendas eletrônicas, palms e PDAs (muito populares na última década do século XX), câmera fotográfica e de vídeo (digital), tocador de áudio e imagem, GPS,
  22. 22. 21 rádio, etc. e sua popularização vem crescendo cada vez mais desde os anos 1990. Desta forma, a evolução e a popularização uso da internet cresceu através da participação no ciberespaço, possibilitado pelo advento das tecnologias móveis, preços mais acessíveis que os computadores pessoais e dos planos de telefonia móvel, dentre outros motivos (PELLANDA, 2009).
  23. 23. 22 3 REDES SOCIAIS Para Recuero (2009) as redes sociais são pessoas mantendo uma relação de interação social. Esse grupo de pessoas está conectado através da estrutura de rede, na qual cada pessoa e suas conexões representa um “nó” da rede, que figura como laços sociais que compõem esses grupos. As redes sociais são compostas por dois elementos: os atores, elementos principais, que são as pessoas, as organizações ou os grupos; e os nós da rede, que são as conexões estabelecidas através de interações ou laços sociais. Atualmente, as redes sociais possuem um amplo significado nos estudos das relações humanas e sociais. Segundo Aguiar (2007), as redes sociais são relações estabelecidas entre pessoas, que interagem em causa própria, em defesa de outrem ou representando uma instituição, e que são, ou não, mediadas por sistemas informatizados. Essas formas de interação objetivam algum tipo de influência real no cotidiano dos indivíduos, no grupo e/ou nas instituições participantes. Lemos e Santaella (2010) esclarecem que, antes de 1980, a expressão “redes sociais” era pouco utilizada, o termo mais conhecido era “ator de rede”, cujo o conceito era definido a partir do momento em que estes representavam os indivíduos, grupos ou organizações, criando uma conexão por meio das interações ou laços sociais. Para Oliveira (2011), redes sociais são a interação social ou troca social, que surgiu com a civilização, a partir da reunião dos indivíduos em torno de uma fogueira para compartilhar suas satisfações e desejos. As redes sociais surgem da necessidade humana em compartilhar com seus semelhantes, criando laços sociais, de acordo com o interesse de cada um deles. Aguiar (2007) acrescenta que, essas relações estabelecidas são complexas e abrangentes, pois desconhecem fronteiras geográficas e culturais e as redes sociais na internet matem uma relação de simbiose com as diversas formas das tecnologias de informação e comunicação, o que ocasiona uma constante evolução e movimento.
  24. 24. 23 De acordo com Lemos e Lévy (2010), as comunidades virtuais tiveram seu início há mais de vinte anos antes do advento da web mas, o desenvolvimento de comunidades e redes sociais online, só foi possível através da internet, sendo um dos maiores eventos das últimas décadas, criando uma forma inovadora de “fazer sociedade”. Com a ampla disseminação das redes sociais, a divulgação de informação não é mais monopólio ou exclusividade dos profissionais de comunicação. Hoje, os receptores também agem como emissores, divulgando suas impressões e opiniões através das redes sociais das quais participam (FRANCISCO, 2010). Recuero (2009) explica que, as principais atribuições individuais para a criação de uma rede social são instituir um espaço social que gere interação, compartilhando informações, gerando domínio e popularidade. Estão presentes nas redes sociais uma enorme quantidade de comunidades virtuais, de vários gêneros e abordando assuntos diversos. Lemos e Lévy (2010) afirmam que, essas comunidades virtuais alocadas no ciberespaço dividem um espaço telemático e emblemático, de forma que seus participantes percebam que fazem parte de um grupo ou comunidade. Recuero (2009) entende que os sites de redes sociais permitem aos participantes estar mais conectados, aumentando a sua visibilidade social, ampliando o suporte social e as informações. Quanto mais conteúdo presente nesta conexão, maiores as chances de receber as informações que circulam na rede e de obter suporte social, quando solicitar. Esse potencial das redes sociais está na permuta de informações, da visibilidade conquistada, com possibilidade de expressão que os atores sociais têm de mostrar suas impressões, ideias, opiniões, conceitos e pensamentos pessoais sobre assuntos diversos. Entre as redes sociais abordaremos três das mais utilizadas, Twitter, Facebook e Instagram.
  25. 25. 24 3.1 Twitter Java et al. (2007) definem o Twitter como uma ferramenta de microblogging que possibilita o envio de atualizações, denominados de tweets, com o limite máximo de 140 caracteres e é uma hibridização entre blog, rede social e Instant Messaging (IM). O envio de tweets pode ser feito através de mensagens SMS, IM, Internet fixa ou móvel, ou por aplicativos construídos por usuários, utilizando o sistema API (ZAGO, 2008). Segundo Recuero (2009), o Twitter foi criado por Jack Dorsey, Biz Stone e Evan Williams em 2006, através da empresa Odeo. Ele permite que os seus usuários enviem mensagens privadas para outros, utilizando a “@” antes do nome do destinatário. Cada página pode ser personalizada de acordo com as preferências do usuário, construindo um pequeno perfil. Mas o Twitter tornou-se conhecido mundialmente entre 2008 e 2009, ao receber atenção das mídias, ocasionando um enorme crescimento das contas (MARWICK; BOYD, 2010). A proposta inicial do Twitter era que o usuário respondesse à pergunta “What are you doing?”. Porém, em suas as atualizações (tweets) dificilmente os usuários a respondem, pois lhe atribuem outras funções, como é o caso de seu uso para difusão de conteúdo jornalístico (JERÓNIMO; DUARTE, 2010). As pequenas, mas contínuas, postagens de blocos de texto originaram o conceito de microblog. Levando em consideração a forma rápida de atualização característica do microblog, a sua adoção pela cibercultura foi rápida, e tem uma grande aceitação de seus usuários (ZAGO, 2008). Jerónimo e Duarte (2010) comentam que, uma característica do Twitter é a reciprocidade, pois usuário pode selecionar quem seguir (following) e ver quem o acompanha (followers) nesta rede social. Há ainda, a publicação constante de links, a republicação de tweets, denominados retweets, que são estratégias que possibilitam uma informação circule por diversas redes sociais. Além disso, o Twitter conta com a utilização das hashtags (#) para organizar as informações, facilitando a recuperação de tweets sobre um determinado assunto (RECUERO; ZAGO, 2010).
  26. 26. 25 Nobre e Magalhães (2010) explicam que, os usuários desta rede social podem selecionar os tweets que desejam visualizar, sendo notificado apenas quanto as mensagens de outro se assim o quiser, e aplicando a mesma lógica quanto as suas próprias mensagens. Novos recursos do Twitter permitem que os usuários enviem fotos e vídeos, conversem particularmente com outros usuários, restrinjam o acesso a suas mensagens e protejam seu conteúdo (SOUZA; BURLAMAQUE, 2013). Além dos recursos já citados, o Twitter disponibiliza os Trending Topics (TTs), que é lista em tempo real das palavras ou frases mais postadas, em ordem cronológica. Os Trending Topics são sempre comentados pelos usuários, criando correntes que expõe um tema nesta lista. Atualmente, essa rede social é uma das utilizadas na internet (SOUZA; BURLAMAQUE, 2013). Yardi e Bordi (2010) reconhecem que essa mídia não comporta um discurso ou um debate fundamentado, pois privilegia a ligeireza e uma mensagem escrita nesta mídia tem número de caracteres limitados. Desta forma, a ascensão e posterior decadência no número de tweets, após qualquer evento relevante no Twitter, demonstra que os usuários apreciam divulgar as notícias quando o tema é atual e popular. Zago (2008) acrescenta que, a criação de mashups com carácter jornalístico, na forma de alertas, feeds, mensagens pessoais, entre outras, assim como a cobertura de eventos minuto-a-minuto, são práticas muito utilizadas no Twitter por diversas empresas jornalísticas. Apesar de não ser a proposta inicial desta rede social, esta utilização é uma prática recorrente, principalmente pelo fato de possibilitar o envio e recepção de atualizações, em dispositivos móveis como tablets, celulares e smartphones, de forma direta ao usuário e em simultaneidade a ocorrência dos fatos (JERÓNIMO; DUARTE, 2010). O Twitter é tão importante para o jornalismo como pode ser problemático, “além da variedade temática, o Twitter possui uma lógica que preza o atual, o agora. Isto pode criar, muitas vezes, um caos informativo, já que informações antigas dividem espaço com as recentes. Informações que confundem, ao invés de informar” (CARVALHO; PELLEGRINI, 2009). O cuidado em postar um tweet é para evitar informações erradas e a perda de credibilidade do meio de comunicação que veiculou a notícia.
  27. 27. 26 3.2 Facebook A rede social Facebook, denominada originalmente de the Facebook, foi criado pelo americano Mark Zuckerberg em 2004. Arquitetado como uma rede de contatos entre os estudantes que estavam saindo do ensino médio e aqueles que estavam entrando na universidade. Era focalizado nos estudantes de Harvard, que necessitavam possuir uma conta de correio eletrônico associado àquela instituição de ensino. A partir de setembro de 2005 o Facebook expande- se para as instituições de ensino médio e posteriormente foi aberta a todos (BOYD; ELLISON, 2007). O Facebook comporta perfis pessoais, profissionais, institucionais, empresariais e comunidades, mesmo, muitas vezes, percebido pelos usuários e o público em geral como mais reservado que outros sites de redes sociais, já que apenas usuários que fazem parte do mesmo grupo possam ver o perfil uns dos outros. Além disso, o Facebook permite que seus usuários criem aplicativos para o sistema, o que possibilidade a personalização dos perfis (BOYD; ELLISON, 2007). Atualmente, uma das maiores redes sociais com maior cadastro de usuários no mundo (RECUERO, 2009). Mesmo a participação nesta rede social sendo gratuita, cada usuário tem que se cadastrar, criar um perfil e só então terá acesso a base de dados para consultar outros usuários, grupos ou fanpages, que são páginas de fãs utilizadas para difundir marcas, produto, instituições, profissionais das mais diversas áreas, especialmente artistas. Cada usuário define as configurações de segurança em seu perfil, para permitir ou não o acesso às suas informações e postagens, autorizando que sejam visualizadas completa ou parcialmente por seus amigos (KWIATKOSKI; JORGE, 2013). Gordon (2013) declara que o Facebook é maior rede social da atualidade, tem como objetivo a interação entre as pessoas, e já possui uma base de mais de um bilhão de usuários em todo o globo. A missão desta rede é possibilitar a seus usuários o compartilhamento e promoção um mundo mais acessível e conectado. Suas ferramentas de sociabilidade são inconfundíveis e
  28. 28. 27 largamente conhecidas: “Curtir (like)”, “Compartilhar (share)”, Comentar, “Bate Papo (in box)” e mensagens. A interação entre usuários acontece por meio de uma linha de tempo vertical, na qual diversos tipos de informação são postadas ou compartilhadas. É possível escolher de quais usuários e quais os tipos de informações se recebe, configurando o interesse do usuário, como: eventos da vida (life events), atualizações de status, comentários, jogos, imagens e opções curtir recebida de outros usuários podem ser filtrados (GORDON, 2013). A grande maioria das pessoas, profissionais, instituições, empresas e comunidades possuem perfil, com diversas finalidades, nesta rede social. Desta forma, ela oferece um cenário com diversas possibilidades de contatos para os profissionais da área de comunicação, marketing, publicidade e administração. Em relação ao profissional do jornalismo, a própria rede social criou, em abril de 2011, uma página exclusiva para a essa área e seus meios de comunicação, chamada de "Facebook and Journalists" (SOUZA; RODRIGUES, 2014). Francisco (2010) afirma que o os meios de comunicação e seus profissionais possuem perfil no Twitter e no Facebook e que publicam seus posts, mesmo que por dispositivos móveis, alcançam bons índices de confiança de seu público. 3.3 Instagram Aragão (2012) define Instagram como um aplicativo específico para smartphones e tablets, que funciona tal uma rede social móvel de fotografias, na qual é possível produzir, editar e compartilhar imagens simultaneamente. Lançado em 6 de outubro de 2010 pela Apple App Store, loja virtual de aplicativos da empresa de tecnologia Apple, exclusivamente para dispositivos da iOS, que é o sistema operacional utilizado nos celulares iPhone, tablets iPad e iPod Touch. Desenvolvido pelo norte americano Kevin Systrom e pelo brasileiro Mike Krieger, engenheiros de produção que pretendiam, a priori, criar um aplicativo que resgatasse a sensação nostálgica das clássicas máquinas
  29. 29. 28 fotográficas Polaroids, que utilizavam filme fotográfico e revelava as fotos imediatamente após o disparo, pela própria máquina (PIZA, 2012). O Instagram fez sucesso nos primeiros meses apenas entre os usuários do Iphone, mas a partir de 2012 se transformou em uma das principais ferramentas do tipo aplicativos, após lançar uma versão para aparelhos que utilizam a plataforma Android, atingindo 1 milhão de downloads em 24 horas. Depois, os direitos do uso do aplicativo foram vendidos ao Facebook pelo valor de 1 bilhão de dólares (ARAGÃO, 2012). Na visão de Silva Jr. (2012), o Instagram reestabeleceu algumas relações entre a mobilidade e o consumo de conteúdos através do uso de tecnologias móveis nas redes sociais digitais. Hoje, o Instagram tem uma proposta análoga de rede social, na qual há a possibilidade de construção de perfis, através da produção e compartilhamento de informações e ao mesmo tempo, por estar ligada a uma tecnologia essencialmente móvel, também contempla a demanda de mobilidade (ARAGÃO, 2012). As formas e meios de comunicação, e consequentemente do jornalismo, tem se reconfigurado com o advento das novas tecnologias digitais, das modificações das relações entre usuários e meios de comunicação, mesmo havendo a tendência de conservação dos mecanismos clássicos de produção e consumo de informações (MARTINS, 2012). Utilizando o Instagram, as ações de fotografar, compartilhar e consumir tornou-se simultâneo e com a vantagem de mostrar uma referência geográfica, ampliando ao papel da fotografia como registro de fatos, tornando-a uma forma de comunicação própria e independente, que não necessita ser combinada com outras modalidades, afirma Silva Jr. (2012). Complementa firmando que desta maneira o Instagram constitui uma extraordinária forma de junção entre mobilidade e sociabilidade. Outro recurso que este aplicativo oferece são as chamadas hashtags (#), que possuem a função de congregar imagens pertinentes a um tema específico, facilitando a difusão do tema escolhido, organiza e acompanha as informações e discussões sob o tema em pauta. Vem sendo utilizada principalmente em eventos como palestras, encontros, convenções, show,
  30. 30. 29 dentre outros, para que os usuários interessados possam acompanhar os acontecimentos em tempo real (PIZA, 2012).
  31. 31. 30 4 JORNALISMO ONLINE Uma das vantagens que a internet trouxe ao jornalismo foi a participação dos usuários da rede em sites jornalísticos de informação. Conforme Lopez (2007) as tecnologias atuais permitem aos internautas interagir com os sujeitos da informação, possibilitando a participação por meio de sugestões, opinando e se fazendo de fonte para o jornalismo. Num passado não muito distante, era quase impossível de qualquer pessoa ser um formador de opinião, de mostrar que também detém informações que poderiam ser publicadas. Com o avanço da internet e a disponibilização de ferramentas, segundo Gillmor (2004), qualquer um pode tornar-se um jornalista a baixo custo hoje em dia. As informações na atualidade surgem através de e- mails, listas de discussão, grupos de chats, mensagens de texto e em variadas ferramentas consideradas não padrões para o jornalismo no passado. Na visão de Gillmor (2004), o advento da Internet e a acessibilidade a ferramentas de publicação, a história começa a ser registrada e contada por aqueles que antes faziam o papel de audiência. As informações surgem por diversos meios como e-mails, fóruns virtuais, chats, redes sociais, blogs, que não são consideradas fontes de notícias habituais. Mas Lopez (2007) ressalta que, a participação dos cidadãos na comunicação jornalística não é um fenômeno novo, já que ao longo da evolução do Jornalismo ocorreram diversas ações e tendências na participação do público de forma mais direta como, painéis de leitores e programas de rádio e televisão conduzidos pelo público. A inovação está na forma de participação dos usuários no processo de informação, que é uma forma de superação de novas barreiras, principalmente tecnológica, que permite ao internauta não ser apenas um espectador, mas um produtor de informação. Nos anos 1990, a profissão de jornalista entrou na era da comunicação transmitida pela internet. Neste novo cenário, alguns conceitos clássicos do jornalismo e suas práticas tiveram que ser revistos, da mesma forma que a definição de quem seria o elaborador e o usuário de conteúdo jornalístico (PADILHA, 2008).
  32. 32. 31 No que diz respeito a utilização da internet como meio de divulgação e transmissão de informações jornalísticas, a primeira vez que foi reconhecida a sua eficácia ocorreu com a transmissão e publicação de informações durante a Guerra do Kosovo, em 1999, que contou com intensa participação, inclusive, do jornalismo brasileiro (MOHERDAUI, 2007). Contudo, a internet tornou-se importante para a produção e transmissão jornalística simultânea durante o ataque às torres do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, como destaca Moherdaui (2007), pois a busca por notícias relacionadas ao fato incentivou o internauta à procura de informações. Inevitavelmente, a procura por notícias sobre esse evento nesta data congestionou a rede mundial de computadores e fez com que a maioria dos grandes portais de notícias reduzisse, em bytes, o tamanho das páginas publicadas, para facilitar o acesso. Eventos como estes incentivaram os internautas à procura de mais conteúdo jornalístico neste meio (MOHERDAUI, 2007). A terminologia ainda é discutível, ao se tentar definir o termo ideal para o jornalismo praticado na Internet. Alguns o denominam de “jornalismo eletrônico”, “webjornalismo”, “jornalismo multimídia”, “jornalismo cibernético” ou mesmo “jornalismo digital”. Os termos são diversos, mas mecanismo é o mesmo. Essas expressões seguem um padrão linguístico, buscando a denominação mais adequada. Online journalism em língua inglesa, Jornalismo digital em português e ciberperiodismo em castelhano” (CANAVILHAS, 2007). Canavilhas (2007), assim como diversos outros, considera o termo ideal para o jornalismo praticado no universo da Internet, o “Webperiodismo”, em português, “Webjornalismo” e o diferencia do “jornalismo online”, pela forma e ferramentas utilizadas para investigar e produzir conteúdo que serão difundidos na web. Considera ainda que, no caso do jornalismo online, as publicações mantêm as características essenciais dos meios que lhes deram origem. Para jornais impressos, suas versões online apenas acrescentam atualização constante, o hipertexto para ligações a notícias relacionadas e a possibilidade de comentar as notícias. No caso das rádios, a emissão está disponível online, com o acréscimo de algumas notícias escritas e disponibilizam-se a programação e os
  33. 33. 32 contatos. As televisões têm também informação escrita, à qual são acrescentadas notícias em vídeo, a programação do canal e os contatos. “Como se pode verificar, trata-se de uma simples transposição do modelo existente no seu ambiente tradicional para um novo suporte” (CANAVILHAS, 2007). Na fase a que ele chama de webjornalismo ou ciberjornalismo, as notícias passam a ser produzidas com recurso a uma linguagem constituída por palavras, sons, vídeos, infografias e hiperligações, tudo combinado para que o usuário possa escolher o seu próprio percurso de leitura. O webjornalismo, então, é o jornalismo que utiliza do espaço cibernético fazendo uso de ferramentas da web para investigar e produzir conteúdo, notícias e informações que alcançarão um público, que em um processo natural, impresso, radiofônico e televisivo são apenas leitores, ouvintes ou telespectadores, agora são ativos, participam das notícias comentando, interagindo. É grande a contribuição da web 2.0 para o jornalismo, de acordo com Primo (2007), que entende que ela potencializou as formas de publicação, compartilhamento e organização de informações, ampliando espaços para a interação entre os participantes do processo, que são os profissionais que geram os conteúdos e o usuário ou leitor, que é elemento ativo, participando diretamente com comentários, links e discussão sobre os conteúdos publicados. Essa interação se dá em virtude deste modelo de web facilitar esta participação com plataformas criadas pelos editores de web para uso de recursos online, ao invés, de simplesmente postarem notícias, conforme analisa Briggs (2007) que diz que os sites deixaram de ser celeiros independentes de informação, que deixavam a comunicação fluir em uma só direção, evoluindo para plataformas de computacionais que oferecem aplicativos da web aos usuários finais. Jenkins (2009) afirma que a tomada cada vez maior dos portais, dos provedores e dos hospedeiros pela indústria foi mostrando que o controle da mídia pode não ter saído de suas mãos, apesar das prerrogativas interativas que a cultura digital estabelece. No máximo, é dividido com o usuário. Enquanto a velha Hollywood se interessava apenas pelo cinema, a Warner controla filmes, emissoras de TV, gravadoras fonográficas, editoras, games, portais de Internet, livros, revistas, quadrinhos, parques de diversões e brinquedos.
  34. 34. 33 O novo ambiente de mídia é, ao mesmo tempo, palco de interação de receptores e de controle de grandes conglomerados. A indústria percebe o receptor ativo da cultura digital e, por isso mesmo, adapta-se a ele sem perder seu caráter de indústria. Conforme Jenkins (2009), a partir do momento em que os indivíduos controlam as mídias, os resultados podem ser muito inovadores, mas também podem ser também ruins para todos os envolvidos no processo. As formas de elaboração de conteúdo e publicação informacionais evoluíram significativamente, acompanhando as tecnologias computacionais e o desenvolvimento de novos softwares e ferramentas, o profissional de comunicação obrigou-se a suprir as demandas das novas formatações, da interatividade, instantaneidade, perenidade, hipertextualidade e customização de conteúdo. Todas essas novas características do jornalismo exigiram modo de agir diferenciado, originado na cibercultura, que implicitamente começou a participar da rotina deste profissional (PADILHA, 2008). A verdade é que o webjornalismo tem crescido o que parece, às vezes, até desordenadamente e sem controle, refletindo o que o presidente da Microsoft previa em 2005, numa entrevista ao periódico francês Le Figaro, que acreditava que até 2010, 40% a 50% das notícias seriam lidas na Internet e que se uma empresa de mídia quisesse prosperar deveria investir na qualidade de desenvolvimento de seu website. Em 2011 a Pew Research Center, entrevistou 1.500 americanos que afirmaram em 41% que tem a Internet como fonte de consumo de notícias. Quando a pesquisa foi focada em pessoas com menos de 30 anos de idade, a porcentagem subiu para 65%, este percentual tira a TV de primeiro lugar como meio de consumo de notícias (KONDLATSCH, 2013). As práticas sociais e de trabalho mudaram bastante com os novos meios de comunicação e informação como observa Padilha (2008). Contudo, os jornalistas são os mais afetados, devido às mudanças advindas das novas tecnologias. Os mesmos usam como ferramentas de trabalho os computadores e suas plataformas o que tem trazido mudanças nas questões das práticas profissionais, como exemplo, a adaptação do texto que antes era escrito para o jornal impresso, e agora vai para a web com outro formato. Para Padilha (2008), as práticas dos jornalistas e o próprio jornalismo foram revistos a partir do momento que entrou na era da comunicação mediada
  35. 35. 34 pela internet. Os profissionais da área tiveram que aprender a lidar com um novo formato de produzir conteúdo, pois a interatividade e a instantaneidade exigem estas características para geração de notícias na web.
  36. 36. 35 5 JORNAL O IMPARCIAL O Imparcial é o mais antigo jornal do estado do Maranhão e que após ser adquirido e inserido ao grupo Diários Associados e passar por algumas etapas de modernização e atualização sobre tudo no seu portal, hoje se depara com o uso das redes sociais com o intuito de se aproximar de seus leitores e facilitar não somente em noticiar como velocidade em obter informações, já que as redes sociais têm essa facilidade. Neste capítulo, serão abordadas a trajetória histórica de O Imparcial, o jornal impresso e o Aqui – MA. 5.1 História Não é de hoje que grandes veículos de comunicação se utilizam da poderosa arma da informação para disseminar ideologias políticas para obtenção do apoio do eleitorado. Em 1926, de acordo com Souza et al. (2006), os jornais maranhenses até então serviam aos interesses de grupos políticos com a intenção de desmoralizar seus oponentes utilizando estratégias de difamação ao opositor. No dia 1º de Maio do ano de 1926, é fundado por João Pires Ferreira o Jornal O Imparcial, que tinha como objetivo levar notícias do estado, do Brasil e do mundo aos leitores sem ter pretensão de defender causa, bandeira, partidarismo ou posição ideológica, fazendo questão de separar notícia de opinião. O jornal tinha o interesse em ser o que seu nome propõe; “ser imparcial” (FREIRE, P. 2009, apud GARCEZ, 2009). O cenário da imprensa no Maranhão até 1926, era de total servidão aos interesses de grupos políticos definidos que propagavam suas ideologias e procuravam desmoralizar os grupos adversários, lançando mão de táticas esdrúxulas como o emprego de termos pejorativos para caluniar a oposição e a criação de falsos fatos em busca da conquista do apoio popular. Contudo, naquele mesmo ano, o jornal O Imparcial foi fundado por José Pires Ferreira, originando uma perspectiva inédita à imprensa maranhense, já que este não
  37. 37. 36 desejava defender posições ideológicas das oligarquias políticas ou empresariais, separando o que era notícia de sua opinião pessoal (SOUZA et al., 2006). Conduzido pelo grupo Diários Associados a partir de 1944, O Imparcial toma rumos não pensados quando foi fundado, mas para a nova gestão era uma situação comum, pois sua direção, na pessoa de Assis Chateaubriand, por várias vezes foi acusada de se aliar a políticos e empresários e direcionar suas notícias em benefícios de seus aliados. Essas afirmações tomam sentido quando analisamos a relação com José Sarney, que iniciou sua carreira jornalística no jornal O Imparcial, como repórter policial e, posteriormente, coordenador da página de literatura. A relação com Sarney foi além de uma relação empresa/empregado. Em 1965, o jornal serviu como cabo eleitoral da campanha política para governo do Estado do Maranhão de José Sarney, após perceberem que a maior parte da população maranhense rejeitava o grupo liderado por Vitorino Freire (SOUZA et al., 2006). Conforme os autores supracitados, práticas como essa, de defesa ideológica de determinado grupo política ou economicamente dominante, ocorreram após O imparcial ser incorporado ao grupo de Chateaubriand, que já orientou o jornal a permanecer ao lado do regime militar e contrário ao governo do presidente João Goulart. Era prática comum daquela gestão ter um lado, uma posição, uma ideologia, que entendia esta seria uma forma de seus jornais formarem opinião. Pela natureza de seus objetivos, as estratégias dos discursos utilizados pela política no jornalismo organizam-se nas seguintes etapas: a) legitimação, que objetiva determinar a posição de autoridade do sujeito; b) credibilidade, que determina a posição de verdade do sujeito; c) captação, que visa fazer o parceiro da troca comunicativa entrar no quadro de pensamento do sujeito falante (GOMES, GONÇALVEZ e SILVA, online, 2006, apud GARCEZ, 2009). Os Diários Associados têm como missão “contribuir para a construção de uma sociedade justa e democrática com a produção e distribuição de informação e entretenimento de qualidade. Busca, ainda, promover o desenvolvimento, apoiar a livre iniciativa, estimular a educação, debater os
  38. 38. 37 grandes temas nacionais e preservar os valores regionais” (FREIRE, P. 2009, apud GARCEZ, 2009). A integração do O Imparcial aos Diários Associados, segundo Souza (2006) foi fundamental para agradar o leitor, pois o jornal prezava pela imparcialidade dos fatos e não usar de sensacionalismo para conseguir novos leitores. 5.2 Jornal O Imparcial Impresso Segundo jornal de maior circulação no Maranhão, O Imparcial tem grande aceitação pelos leitores, por buscar a imparcialidade nas notícias publicadas. Além do conteúdo, a estrutura gráfica de um jornal influencia na captação de novos leitores, para isso O Imparcial adotou formato Standard (53,5cm x 29,7cm), que é o mais utilizado por grandes jornais de circulação nacional, por aproveitar ao máximo a área de chapa offset. O formato Standard mescla a distribuição vertical e horizontal de matérias, o que lhe confere um layout dinâmico e atraente. Neste formato, para o fechamento das páginas é necessária uma maior produção textual para preencher os espaços (ARAÚJO; CONCEIÇÃO, 2011). O Imparcial utiliza o formato Standard na Primeira Página, nos cadernos Geral e Urbano e no de cultura, Impar e o de colunismo social, Elite. Outro formato utilizado pelo O Imparcial, mas para os cadernos, é o Tabloide – resultado da divisão do Standard em duas partes. De acordo com Araújo e Conceição (2011), este formato é utilizado pelos jornais o Estado do Maranhão e O Imparcial, que produzem cadernos especiais com temas específicos e direcionados a um público leitor predeterminado. De fácil manuseio, o Tabloide é ideal para abordar temas que exijam mais rapidez de leitura, como o de Super Esportes, que exige um texto mais curto com informações básicas e fotos. Os cadernos Tabloide são os de TV+ (padrão dos jornais do Diários Associados), Tudo! e Tem Classificados, que recentemente passou a este novo formato para facilitar a leitura. No último domingo de cada
  39. 39. 38 mês, O Imparcial publica uma edição especial do caderno Cuidar, que aborda temas relacionados ao meio ambiente e sustentabilidade, também em formato Tabloide. A criação de cadernos específicos para cada tipo de tema é um meio de aproximar o leitor de acordo com seu interesse. Canavilhas (2007) destaca que empresas jornalísticas tendem a se posicionar melhor no mercado se interagirem com as expectativas e preferências, cada vez mais heterogêneas, dos consumidores da informação. A cadernalização do jornal é divido de acordo com as editorias, que confere maior agilidade do leitor em identificar o assunto no periódico. Canavilhas (2007) ressalta que as editorias têm a função de fidelizar o leitor e garantir lucro, visto que o público segmentado sempre irá buscar aquela fonte de informação. O Imparcial dá destaque para as editorias de Política, Opinião, País, Geral, Negócios, Mundo, Urbano, Cultura e Esportes. 5.3 Aqui - MA Na busca entre um equilíbrio comercial, político e a obrigação e interesse de fazer jornalismo, O Imparcial teve que buscar alternativas para manter sua estrutura, principalmente após tomar partido, nas disputas governamentais no estado de 2006. Seu aliado, o vencedor Jackson Lago seria destituído do cargo três anos depois e reassumiria a filha de José Sarney, a ex- governadora Roseana Sarney. A batalha judicial vencida por Roseana fez com que o jornal perdesse a receita que recebia do governo como anunciante. A solução que já estava em prática desde o ano anterior, 2008, foi o Aqui-MA, jornal menor, com um enorme apelo popular, com um preço bem mais barato e que tem uma tiragem diária que ultrapassam os 200 mil exemplares. Desde então, O Imparcial busca um equilíbrio financeiro e comercial, busca uma alternativa mesmo política, próximo a novas eleições no estado, e ainda não se sabe se apoiarão um candidato da oposição ou se tentam até
  40. 40. 39 mesmo uma reaproximação com o grupo Sarney, que atualmente continuam no poder com Roseana Sarney.
  41. 41. 40 6 O IMPARCIAL ONLINE Mesmo havendo investimento do jornal para conseguir novos leitores, o impresso vem perdendo seu posto de fonte primária de informação, com o surgimento da internet, e tem buscado inovações para se manter em circulação no século XXI, e a melhor maneira é integrar-se às novas mídias (Souza et al., 2006). Neste capítulo serão abordados a estrutura de O Imparcial Online e a descrição como o portal utiliza as redes sociais Twitter, Facebook e Instagram como ferramentas de divulgação de notícias. 6.1 Estrutura e layout A necessidade de O Imparcial buscar leitores, anunciantes e aumentar seu Market Share no estado, fez com que seus diretores enxergassem o caminho trilhado já por muitos outros meios no Brasil e mundo a fora, a Internet. Os olhos então se voltaram para sua página na Internet, www.oimparcial.com.br, uma página que apresentava como notícias as mesmas que se encontravam na versão impressa. A página estava esquecida pela direção, sem investimento necessário para atualizações e modernização da mesma, não havia mecanismos de interação com os leitores, as matérias eram copiadas do jornal impresso e apenas com uma atualização diária, distante daqueles sites para os quais o termo “Online” se faz bem empregado. De forma geral, os portais de notícias começam desta forma, utilizados como arquivo do jornal impresso, mas o termo portal é aplicado em outro nível de site de notícias, quando nestes as notícias são atualizadas constantemente, em tempo real, onde o internauta tem acesso a links, vídeos, arquivos, etc. O Imparcial buscou então atualizar, modernizar seu site, torná-lo um portal, abandonar a página que foi criada em 2001 e torná-la atraente. Em 2007 o site sofre sua primeira transformação, em que continuavam apenas um
  42. 42. 41 Jornalista e um webdesigner para cuidar do site, mas ainda copiando as matérias do impresso. Porém começaram a copiar matérias de outros sites, notícias nacionais e algumas locais que eram captadas principalmente nas rádios AM (SOUSA, 2014). Em 2008, O Imparcial criou um portal ao padrão Diários Associados (D.A), páginas de fácil acesso, com links para vídeos, imagens e interação com os leitores, fazendo com que estes participem do processo de produção de matérias, com opiniões e fornecendo opiniões através de mensagens, envio de imagens em anexo. Foi contratada a empresa Prime Tech, uma empresa mineira de desenvolvimento de páginas na Internet, que já havia trabalhado em outros portais do grupo, o Correio Braziliense (correiobraziliense.com.br) e O Estado de Minas (em.com.br). "Somos um grupo forte. Temos 14 grandes portais espalhados pelo país. E O Imparcial, com um peso considerável em âmbito regional, ajuda nesse contexto. Por isso, a padronização entre nossos veículos é tão importante" (FREIRE, P. 2009, apud GARCEZ, 2009) Hoje, no portal de O Imparcial Online é possível encontrar diversidade de opções, com links por assuntos: urbano, política, negócios, esportes, etc. O usuário tem também acesso ao material do jornal impresso, em um link destinado à leitura deste, com todas as matérias publicadas disponíveis. Porém, este acesso é apenas para os assinantes do jornal impresso. De acordo com Ferreira Junior e Matos Neto (2013) o acesso exclusivo ao assinante à versão digitalizada, limita a informação dos demais usuários que navega pelas páginas de O Imparcial na internet e cria um obstáculo na atuação do jornalista da própria empresa, já que esse também não tem livre acesso aos dados e às informações publicadas no jornal. Além do acesso limitado, o usuário se depara com uma busca também limitada, visto que o acervo conta com as publicações recentes, problema apresentado após a reformulação do portal. A busca é feita por data de publicação do jornal, o que não permite que haja uma pesquisa por tema, palavras-chave (tags) ou pelo jornalista que produziu a matéria. Logo, não há uma classificação adequada dos dados e das informações publicadas nas versões impressas, promovendo a limitação do desenvolvimento da memória digital (FERREIRA JÚNIOR; MATOS NETO, 2013).
  43. 43. 42 No layout do portal, conforme pode ser observado na Figura 1 tem-se visível no topo do site links para assuntos bem definidos que possibilitam ao usuário navegar com tranquilidade e escolher o assunto que deseja ler e visualizar. Clicando, por exemplo, no ícone Política, o usuário terá acesso a conteúdo somente de abordagem política, podendo inclusive pesquisar por nomes ou assuntos bem mais detalhados, na área de busca. Essa mesma facilidade o usuário tem quando busca esporte, entretenimento, mundo, negócios, etc. Figura 1: Página atual do jornal O Imparcial Online na web. Fonte: www.oimparcial.com.br. Acesso em 30 mar. 2014. O Imparcial Online trouxe dinamicidade aos usuários e aos profissionais que nele trabalham, facilitando o contato entre jornal e seus leitores de várias partes do mundo, já que diferente do site inicial, hoje o portal contém matérias do mundo inteiro de forma atualizada, com imagens e vídeos. O audiovisual é outra mudança no portal que não somente disponibiliza vídeos e links para seus usuários como lançou a TV Impar, que também tem link e pode ser acessada pelo portal. A TV Impar não funciona completamente ao vivo, devido à pequena equipe a TV aborda assuntos específicos, de grande relevância e disponibiliza os vídeos das notícias e comentários do apresentador, muitas vezes com entrevistas e imagens externas.
  44. 44. 43 Os usuários podem acessar a TV Impar, uma web TV, e buscar por data ou por assunto os diversos vídeos disponibilizados na página da TV. Diferentes dos vídeos que estão disponíveis no portal, os vídeos da TV Impar são produzidos pela equipe do jornal, com apresentador local e entrevistas e conteúdos elaborados pelos profissionais de O Imparcial. O Portal de O Imparcial Online ficou mais dinâmico, mais flexível, mais atuante e isso se torna claro e visível quando se nota as atualizações, as publicações de notícias diárias, alterando durante o dia até mesmo a chamada matéria de capa, enquanto no jornal impresso, um assunto de extrema relevância ocorrido durante o dia e que já repercute no mundo inteiro, só aparecerá na capa na manhã do dia seguinte, no portal é instantâneo, é questão de minutos para a página ser atualizada. Segundo Michel Sousa, repórter de O Imparcial, o portal tem em média 200 postagens semanais. Algumas notícias, nem são de fato apuradas, são “jogadas” como forma de chamar a atenção do usuário, por ser assunto muito discutido e difundido nas redes sociais. Após a apuração dos fatos, se necessário, faz-se uma matéria relatando de fato o que ocorreu, incluindo até correção, citando a matéria anterior (SOUSA, 2014). Essa é a velocidade e flexibilidade dos noticiários na Internet, estar sempre ligados no que acontece no mundo, estar pronto para colher notícias, informações, gerar publicações, atrair atenção do público, dos usuários da Internet, fazer interação com os leitores do portal. Para a sobrevivência um portal precisa ser bem acessado. Quanto ao O Imparcial, de acordo com o aferido com Sousa (2014), a média de acesso ao portal diariamente é de 5.000 (cinco mil) pessoas, que além de ler, interagem com o portal através dos comentários em cada publicação e muitas vezes, fornecem informações não expressas na publicação, contribuindo com o portal. Segundo Sousa (2014), a equipe que compõe O Imparcial Online continua sendo considerada pequena; contendo um webdesigner, dois repórteres e dois administradores. Os repórteres também fazem o papel de redatores e trabalham em formato de turnos, assim também como os administradores. Os repórteres colhem as informações no local em que ocorreu o fato, por telefone, ou mesmo colhem informações contidas nas redes sociais. Eles formatam a matéria e publicam no portal. Entrevistas, agenda, até
  45. 45. 44 denúncias chegam até a redação de O Imparcial através de e-mails, de mensagens de SMS, via Twitter, ou no bate-papo do Facebook. A partir destas informações iniciais, o repórter sai em busca de mais informações, de fatos, de relatos para confirmar a veracidade ou rechear a matéria ouvindo outras fontes. Bem menor se comparada com a do jornal impresso, a equipe do O Imparcial Online conta com quatro profissionais, que trabalham em turnos, sendo três pela manhã e um à tarde (SOUSA, 2014). Os jornalistas responsáveis pelas notícias do portal, também exercem a função de jornalista no jornal impresso e nas páginas das redes sociais, pois muitas vezes, as matérias só são reproduzidas das que foram veiculadas no impresso e eles são funcionários de O Imparcial e não somente de um jornal especificamente, sendo que seu pagamento é referente ao trabalho jornalístico, independente de qual formato seja publicado, assim também como antes da publicação no impresso a reportagem deve passar pelo diretor, caso necessite no portal, assim como nas redes sociais ele também deverá ser consultado. De acordo com Ferreira Junior e Matos Neto (2013) a estrutura tecnológica do portal de O Imparcial demonstra ser suficiente para as práticas jornalísticas do ciberespaço. O ciberespaço permite ao webjornalismo maior interação com os novos leitores do século XXI, que estão intimamente conectados ao mundo virtual. Para se adequar à nova era comunicacional, O Imparcial Online criou contas em redes sociais com objetivo de renovar seu público leitor. 6.2 Redes Sociais e O Imparcial Ao falar em Internet hoje, logo nos lembramos das redes sociais, pois as mesmas fazem parte do nosso cotidiano, mesmo para aqueles que não possuem conta em nenhuma das redes, seja no Twitter, no Instagram ou Facebook. Quando acessamos um portal de notícias, logo lemos uma matéria sobre uma postagem em uma destas redes, uma imagem, uma frase, algo que
  46. 46. 45 foi primeiramente postado em uma das redes sociais e que chamou a atenção de uma grande parcela dos usuários destas. As redes sociais têm uma característica vantajosa se relacionada a outras ferramentas, pois permite um rápido feedback e estabelece uma maior proximidade com o público. Ouvir e responder aos questionamentos dos usuários, de acordo com (NOBRE; MAGALHÃES, 2010), estreita a relação virtual com os usuários, assim melhorar o seu produto, no caso, a informação. Diante dessa força e das proporções tomadas pelas redes sociais, conforme vimos nos capítulos anteriores, é nítida a necessidade dos meios de comunicação estar antenados ao que acontece nas redes sociais, mais do que antenados, os meios de comunicação precisam estar inseridos nas redes sociais. Nesta certeza e com objeto de estar mais próximo de seus leitores ou mesmo à procura de novos leitores, meios de comunicação como Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, entre outros, logo aderiram à febre das redes sociais Twitter, Facebook e Instagram e criaram suas páginas, suas Fan pages, seus espaços onde pudessem postar e interagir com os clientes e leitores. E cada dia mais aumenta o número de usuários comuns, e logicamente a inclusão dos meios de comunicação, sejam grandes grupos ou pequenos, todos estão inseridos nas redes sociais, seja em uma ou nas três citadas. No Facebook é possível notar que as matérias são reproduzidas no portal através de fotos e links, o que contribui paras os leitores comprarem o impresso e acessar o portal. A página do Facebook, conforme pode ser observado na Figura 2, de O Imparcial contava com 81.720 curtidas até o dia 25 de maio de 2014. É um ótimo número de usuários curtindo as postagens, porém quando se comparada com gigantes da comunicação brasileira, é praticamente irrisório, uma vez que observamos na mesma data o número de curtidas do Jornal Folha de São Paulo (Figura 3), que contava com 4.100.000 (Quatro Milhões e Cem) curtidas e O Globo (Figura 4) com 2,7 (Dois Milhões e Setecentos).
  47. 47. 46 Figura 2: Publicações na página do perfil do O Imparcial no Facebook . Fonte: www.Facebook.com/OimparcialMA. Acesso em: 25 mai 2014. Figura 3: Publicações na página do perfil do Jornal Folha de São Paulo no Facebook. Fonte: www.Facebook.com/folhadesp. Acesso em 25 mai. 2014
  48. 48. 47 Figura 4: Publicações na página do perfil do jornal O Globo no Facebook. Fonte: www.Facebook.com/jornaloglobo. Acessado em 25 mai. 2014 A utilização do Facebook pelo O Imparcial não é muito diferente do que acontece com as páginas de outros jornais impressos na web. Em todas, normalmente, se utiliza matérias publicadas no jornal impresso ou Portal e liberam o link da matéria. No caso do portal, ou transcrevem a matéria do jornal impresso e postam imagem do jornal impresso. A frequência de atualização do Facebook pelo O Imparcial é feita diariamente, em um espaço de tempo que varia dependendo do conteúdo que tiver relevância de ser destacado na rede. No Twitter isso é bem explícito, como pode ser observado na Figura 5. As postagens da equipe de O Imparcial, seguem a sequência: a imagem, o título da matéria e junto segue o link, desta forma, ao ser clicado direciona o leitor diretamente para a página do portal.
  49. 49. 48 Figura 5: Publicações na página do perfil do jornal O Imparcial no Twitter Fonte: www.Twitter.com/oimparcialonline. Acesso em 26 mai. 2014 É prática comum, da maioria dos meios de comunicação, no Twitter, a postagem apenas o título da matéria e o seu respectivo link no portal. É uma forma de potencializar os acessos nos portais de cada meio de comunicação e incentivar os leitores a comprarem os impressos, pois ao postarem somente o título da matéria, pode gerar no leitor a ideia de que o impresso tem a matéria completa e mais recheada ao abordar o assunto. Veremos abaixo outros exemplos de publicações no Twitter em outros dois meios de comunicações de grande circulação. A periodicidade de atualização das notícias é de 20 a 30 minutos com conteúdo publicado do portal. Podemos observar publicações de O Globo (Figura 6) e Correio Braziliense (Figura 7) no Twitter, a seguir.
  50. 50. 49 Figura 6: Publicações na página do perfil do jornal O Globo no Twitter. Fonte: www.Twitter.com/JornalOGlobo. Acesso em 26 mai. 2014 Figura 7:Publicações na página do perfil do jornal Correio Braziliense no Twitter Fonte: Twitter.com/Braziliense. Acesso em 26 mai. 2014
  51. 51. 50 Os meios de comunicação seguem uma linha de pensamento parecido quando se trata do uso das redes sociais, como vimos no Facebook e no Twitter. No Instagram (Figuras 8 e 9), segue os mesmos exemplos de postagens, pega o título da matéria e faz a ligação via hiperlink com a página do portal onde foi feita a publicação da matéria completa. O Imparcial e outros jornais também em determinados momentos, posta a imagem referente à matéria, como por exemplo, quando vai postar sobre um show, a postagem segue com a imagem do artista e após o título segue o link da matéria no portal, ou às vezes, posta a capa do jornal e faz uma chamada para que os leitores vejam o jornal impresso do dia. No Instagram, O Imparcial é seguido por 2. 413 usuários. Figura 8: Página do perfil de O Imparcial no Instagram. Fonte: www.Instagram.com/oimparcial. Acesso em: 25 mai. 2014.
  52. 52. 51 Figura 9: Postagens na página do perfil de O Imparcial no Instagram. Fonte: www.Instagram.com/oimparcial. Acesso em: 25 mai. 2014. Nesta rede, bem mais que nas demais, embora sejam publicações parecidas, dá um direcionamento mais efetivo ao jornal impresso e charges. Ao observarmos os exemplos de publicações acima, notamos que a prática comum de O Imparcial em relação às suas publicações, segue a linha de publicar nas redes sociais títulos das matérias do impresso ou do portal. Durante o período de observação nas páginas de O Imparcial nas redes sociais, não encontramos nenhuma matéria que não houvesse link do portal. As postagens que não estavam linkados com o portal estavam com o link de outro site. Outro ponto bastante importante nesse processo é a participação dos leitores e usuários de outras contas nas redes sociais, que podem curtir, compartilhar (Facebook e Instagram) ou retweetar (Twitter), ou seja, passar adiante o link das matérias fazendo esta circular e alcançar mais pessoas. Estas pessoas que fazem as matérias chegarem aos outros usuários também tem um papel fundamental, que é a interação com o jornal. Assim como podem participar com comentários no portal, nas redes sociais isso também pode acontecer inclusive gerar discussão entre leitores, e até com o jornalista que estiver monitoramento a página no momento.
  53. 53. 52 Não há limites para comentários, “assim como não há restrições para os mesmos, mas claro que o jornal toma cuidado com o bom senso nos comentários, evitando que comentários preconceituosos ou mesmos desrespeitosos com outros usuários fiquem expostos” (SOUSA, 2014). A facilidade de se ter uma conta em qualquer das redes sociais e a forma simples de seguir alguma outra conta, como os meios de comunicação, facilitam o leitor a participar de enquetes, debates ou simplesmente comentar sobra à matéria publicada, o que pode contribuir com o jornal, o fato de os leitores levarem informações sobre assuntos diversos e que podem abrir espaços para novas matérias ou mesmo aprofundar o assunto em questão no comentário. O Imparcial está utilizando as redes sociais assim como outros meios, pois entende que é um mecanismo de grande importância quanto a se aproximar de seus leitores, de ter velocidade em obter informações, entre outros.
  54. 54. 53 7 CONCLUSÃO A Internet da forma que conhecemos hoje surgiu no início dos anos 90 e aos poucos foi sendo modernizada, ampliada e consequentemente novas e revolucionárias ferramentas foram surgindo e contribuindo para que os meios de comunicações pudessem ampliar seus horizontes, tanto de alcance de distribuição, mas também de velocidade de noticiar assim como receber informações. Ao longo do tempo em que a Internet vem se aprimorando e as ferramentas tecnológicas vêm facilitando o acesso das pessoas às redes, foram surgindo muitas formas de contato e podemos citar especificamente as redes sociais, estudadas neste trabalho, pesquisadas e descritas tanto sua funcionalidade com seu uso pelos meios de comunicações, que a utilizam com o objetivo de passar informações e notícias de forma mais rápida e de também interagir com os leitores. Podemos concluir que ao analisarmos o atual cenário, em que todos os grandes grupos de comunicações estão inseridos através de contas nas redes sociais e pesquisas indicam que estes meios conquistam novos leitores e pessoas que contribuem com estes meios, fornecendo informações por conta da interação direta entre os leitores e os meios de comunicações, possibilitada pela Internet. O objeto principal deste trabalho foi descrever o uso de O Imparcial, primeiro jornal impresso do estado do Maranhão, das ferramentas da Internet, as redes sociais. Conforme descrito no trabalho, O Imparcial antes somente jornal impresso, reproduzia notícias no rádio e que aos poucos foi investindo em novas tecnologias e hoje utilizas as redes estudadas, Twitter, Facebook e Instagram para aproximar-se de seus leitores e conquistar novos, trocar informações com aqueles que acessam suas páginas. O crescimento do número de leitores, a valorização da marca, o fácil acesso dos leitores às páginas evidencia a importância da Internet e das redes sociais para os meios de comunicações e facilitam a produção de notícias, embora o constante cuidado para não gerar confusão em vez de notícias. Os
  55. 55. 54 meios de comunicações, devem fazer um filtro de fontes, da veracidade das informações, pois como visto, hoje, através das redes sociais, as pessoas postam mensagens e informações aleatoriamente e nem sempre tem-se a certeza que se trata de algo verídico. O Imparcial tem investido em suas páginas nas redes sociais, tem melhorado e qualificado sua equipe que trabalha nas páginas e estar sempre antenados no que acontece na Internet para constantemente atualizar suas redes. Essa constante interação entre leitores e meios, a velocidade com que as coisas são divulgadas, a melhora nas relações sociais e comerciais com o advento da Internet e da tecnologia, é chamada por Castells (1999) de sociedade em rede, e é um caminho sem volta e cabe a cada meio, cada profissional do jornalismo buscar melhorias, capacitações, qualificações para garantir a confiança do leitor. A criação de enquetes diárias sobre os problemas da cidade e outros que afetam os moradores e toda uma comunidade seria uma forma viável de chamar atenção dos internautas para que interagissem com o conteúdo divulgado na página com postagens acompanhadas por fotos, textos curtos e objetivos que atendam aos padrões jornalísticos para web. O Imparcial Online não é apenas uma extensão de O Imparcial impresso, mas a forma mais eficiente, rápida e barata de se aproximar dos seus e conquistar novos leitores, o que deixa evidente a importância das redes sociais para o jornalismo.
  56. 56. 55 REFERÊNCIAS AGUIAR, S. Redes sociais na internet: desafios à pesquisa. XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Santos (SP): Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 2007. Disponível em: < http://www.ciseco.org.br/index.php/artigos/105-redes-sociais-na-internet- desafios-a-pesquisa>. Acesso em: 20 jan 2014. ARAGÃO, R. M.. Usos Jornalísticos do Instagram: Aproximações a partir do JC Imagem. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. XIV Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste – Recife – PE. 2012. Disponível em: < http://www.portalintercom.org.br/anais/nordeste2013/resumos/R37-0922-1.pdf >. Acesso em: 20 mai. 2014. ARAÚJO, A. L. Q.; CONCEIÇÃO, F. G.. A forma dos jornais: Lugar de fala dos periódicos ludovicenses. CAMBIASSU – EDIÇÃO ELETRÔNICA. Revista Científica do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão - UFMA - ISSN 2176 – 5111. São Luís - MA, Ano XIX - Nº 9. Julho/Dezembro de 2011. Disponível em: < http://www.cambiassu.ufma.br/cambi_2011_2/queiroga.pdf >. Acesso em: 20 jan 2014. BERGMANN, H. M. B. Ciberespaço e cibercultura: novos cenários para a sociedade, a escola e o ensino de geografia. Revista Iberoamericana de Educación. n.º 43/7 – 10 de septiembre de 2007. Disponível em: < http://www.rieoei.org/jano/1612Bergmann.pdf >. Acesso em: 31 jan. 2014. BOYD, D.; Ellison, N. B.. Sites de redes sociais: Definição, história e bolsa de estudos. Jornal de Comunicação Mediada por Computador. Ano 13. N.1. 2007. Disponível em: < http://jcmc.indiana.edu/vol13/issue1/boyd.ellison.html>. Acesso em: 20 jan 2014. BRIGGS, M.. Jornalismo 2.0: Como sobreviver e prosperar. Um guia cultural na era da informação. Knight Center for Journalism in the Americas. 2007. E- book. Disponível em: < http://www.portalliteral.com.br/lancamentos/ jornalismo- 20- como-sobreviver-e-prosperar >. Acesso em: 25 fev. 2014. CANAVILHAS, J;. Webjornalismo: Da Pirâmide invertida à pirâmide deitada. In: BARBOSA, S. (org.). Jornalismo Digital de Terceira Geração. Labcom, Covilhã, 2007. Disponível em: < http://www.bocc.ubi.pt/pag/canavilhas-joao- webjornalismo-piramide-invertida.pdf >. Acesso em: 31 jan. 2014. CARVALHO, M.; PELLEGRINI, P. A.. O que você está fazendo? O Twitter e as relações entre os jornalistas e as fontes. CAMBIASSU – EDIÇÃO ELETRÔNICA. Revista Científica do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão – UFMA. Ano XIX - Nº 5 – Vol. II. Jan/Dez de 2009. Disponível em: <
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  62. 62. 61 APÊNDICE
  63. 63. 62 Entrevista / Michel Sousa, repórter de O Imparcial Online 1. Você trabalha somente para O Imparcial Online? Não. Trabalhamos tanto para o jornal impresso como para o portal e as redes sociais, onde acompanhamos os acontecimentos e por vezes, conversamos com os leitores para saber das novidades. Somos contratados da Pacotilha e trabalhamos para O Imparcial como todo, impresso, portal redes sociais. 2. É diferente as tarefas e a forma de abordar, entre o impresso e os demais? Até que não. Só que na internet temos mais contatos com os leitores, eles participam mais, fazendo comentários, dando dicas e até contrariando a matéria. As vezes até reclamam da forma que foi publicada a matéria. 3. As matérias da internet devem passar pelo aval de alguém, diretor? Sim. Como todas devem ser postadas com cunho jornalístico, precisa de revisão e o editor e o diretor precisam vê-las antes. 4. Na internet também? Na verdade, praticamente todas as matérias da internet, seja Facebook ou Twitter e até Instagram, são as mesmas que saem no portal, então acabam que antes de ir para o portal foram analisadas, então digamos que até na internet precisam de análise. 5. Na internet é fácil que fazer matéria para o impresso?

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