Kiko o dente canino(peça de teatro)

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Kiko o dente canino(peça de teatro)

  1. 1. Kiko, o dentinho de leite. Personagens: Kiko ( dentinho de leite) Tomás Mãe do Tomás(D.Ana) Pai do Tomás(Sr.Manuel) Dentista Amigo do Tomás Outras personagens: Bactérias Outros dentes/boca Guloseimas Pasta Escova Cena I (Entra em cena o Kiko e a boca do Tomás) Kiko: Olá! Eu sou o Kiko, Kiko Canino…porque parecido com os dentes dos cães e moro dentro da boca do Tomás, só que ele trata-me muito mal. Sou o terceiro dente de cima, do lado esquerdo, ajudem-me lá, a contar do centro. Contem comigo…1(um) 2(dois) 3( três) Tomás (aborrecido): Não trato nada! Porque dizes isso?! Infelizmente, Kiko não estava contente com a sua vida…Gostava muito da limpeza, mas não tinha tido sorte nenhuma! Tomás, o dono da boca onde vivia o Kiko, não gostava de lavar os dentes. Por isso, sempre que podia, fugia dessa tarefa… Apesar de a mãe e o pai mandarem o Tomás lavar os dentes todos os dias, depois das refeições e ao deita, ele não o fazia! Fingia que os lavava, mas não lavava! Às vezes até comia pasta, pensando que assim iria ficar a cheirar bem é claro que estava enganado! Alem disso, a pasta não é para engolir! Mãe: Tomás vai lavar os dentes! Tomás: Já vou, já vou (com ar aborrecido).
  2. 2. Kiko rezava todas as noites. Kiko: Pai-nosso, ave-maria… que o Tomás lave os dentes pelo menos uma vez por dia! Pai-nosso, ave-maria… Rezava todas as noites para que o Tomás ganhasse juízo ou, pelo menos, para que a mãe ou o pai lhe escovassem os dentes. Nesses dias, em que a D. Ana ou o Sr. Manuel pegava na escova e esfregavam os dentes do filho, Kiko sentia-se maravilhosamente! Depois de ajudar o Tomás a trincar os alimentos lá ficava ele todo sujo, peganhento e besuntado, à espera da sua querida escova colorida… Mas ela não vinha Maria, a prima do Tomás faz hoje anos (entram as guloseimas à volta do dente) Kiko: Não consigo dormir… que chatice… estou tão sujo e dói-me muito as costas. Nunca tive uma dor de costas assim! Ando sempre sujo, nunca me lavas e ainda por cima comes a pasta para ficares a cheirar bem. Qualquer dia ficas com cáries. Tomás (fazendo uma cara aborrecida): Bolas! Odeio lavar os dentes. As bactérias divertiam-se imenso! Deliravam com a boca deste menino e fartavam-se de gozar com o Kiko! Bactérias: Hum que belo jantarinho…estamos tão redondinhas de tanto comermos…este Tomás é mesmo nosso amigo! Não quer que nos falte nada!!! Kiko não podia fazer nada contra as malvadas bactérias! Os seus grandes amigos e os vizinhos mais próximos, o Primeiro Molar, Atrás, e o Incisivo Lateral, à frente, estavam muito apreensivos! Já tinham ouvido falar Caries e aquela dor nas costas do Kiko parecia mesmo uma! Tomás (encolhido com dores): Ai…ai…mãeeeeeeeeeeeeeeeee…não aguento esta dor de dentes…aiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!! A mãe ficou preocupada e decidiu levar o filho ao médico dentista. As bactérias detestavam ir às consultas daqueles médicos que mais pareciam polícias com múltiplas armas a defender um palácio ou castelo! Bactérias (a gritar): Socorrooooooooooo…tanta água e nós não sabemos nadar!!! As bactérias não percebiam como é que as meninas e os meninos conseguiam ficar tão quietos durante toda a consulta! A verdade é que não imaginavam que um médico dentista, tal como os polícias, fossem MUITO AMIGOS das crianças! No dia seguinte… Dentista (com ar sério): Sabes, eu consigo ver quem são os meninos que lavam os dentes…
  3. 3. Tomás (desconfiado e esfregando a cabeça): “Como é que ele sabe? Não está em minha casa para ver!” (murmura). O médico dentista continuou com os conselhos… Dentista: Os meninos que lavam bem os dentes têm-nos muito brancos e limpos, a cheirar bem. (aponta para o espelho para a boca do Tomás, para ele ver os seus dentes). Tomás (assustado): Ena, que horror…pareço a pantera cor-de-rosa…tenho os dentes com manchas rosadas. Doutor, vou ficar assim para sempre??? (perguntou ansioso) Dentista (sorriu e disse com calma): Se tu hoje lavares muito bem os dentes, este produto sai, mas se continuares a não ter cuidado, quando eu te voltar a aplicar este líquido, os teus dentes podem ficar cor-de-rosa por muito tempo. Tomás percebeu perfeitamente o que o médico lhe estava a dizer… Kiko (zangado): É mesmo porquinho da índia este Tomás! Esta boca parece um caixote do lixo…que cheirete! Boca (com a mão a apertar o nariz): Com este cheirete horrível, nem posso falar, cantar…ninguém pode estar ao pé de mim…mais vale coserem-me!

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