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“A minha é uma longa historia.
Tudo começa durante a Grande Guerra”.
“Minha primeira lembrança é de quando
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“Minha mãe, Lucy Ramberg,
se enamorou de um aviador
italiano: meu pai, Mario Capecchi.
“Mas logo teve
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Mamãe era uma poetisa, uma intelectual antinazista
e pressentia que iam acabar com ela.
Por isso vendeu tudo o que tinha e...
“Os granjeiros cuidaram de mim uns
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Deus meu! Se muito só tinha quatro
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Éramos um grupo de pirralhos
e roubávamos em bando para
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Por final me internaram num hospitalPor final me internaram num hospital
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Em 1945, sua mãe
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Deixou atrás uma infância dura.Deixou atrás uma infância dura.
Tudo que lhe f...
Apresentação: A. CApresentação: A. C
Tradução para o português:
J. Claret Cintra
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  2. 2. . Foram premiadosForam premiados por seus trabalhos pioneirospor seus trabalhos pioneiros no campono campo da manipulação genéticada manipulação genética de animaisde animais com a intenção de 'imitar'com a intenção de 'imitar' modelos demodelos de enfermidades humanasenfermidades humanas como o câncercomo o câncer ou a fibrose quística.ou a fibrose quística. Mario CapecchiMario Capecchi é geneticista molecular.é geneticista molecular. É ítalo estadunidense.É ítalo estadunidense. Ganhou o Premio NobelGanhou o Premio Nobel de Medicina em 2007de Medicina em 2007 junto com seus colegasjunto com seus colegas Oliver Smithies e MartinOliver Smithies e Martin EvansEvans..
  3. 3. Tenho 71 anos: quanto mais estudo, menos sei e mais me divirto.Tenho 71 anos: quanto mais estudo, menos sei e mais me divirto. Nasci em Verona.Nasci em Verona.
  4. 4. “A minha é uma longa historia. Tudo começa durante a Grande Guerra”.
  5. 5. “Minha primeira lembrança é de quando vivíamos nos Alpes tiroleses e a Gestapo veio buscar minha mãe.” “Eu tinha três anos e meio.”
  6. 6. “Minha mãe, Lucy Ramberg, se enamorou de um aviador italiano: meu pai, Mario Capecchi. “Mas logo teve que criar-me sozinha”.
  7. 7. Mamãe era uma poetisa, uma intelectual antinazista e pressentia que iam acabar com ela. Por isso vendeu tudo o que tinha e deu o dinheiro a uns granjeiros do Tirol para que cuidassem de mim se algum dia acontecesse alguma coisa com ela.” Mamãe acabou num campo de concentração.
  8. 8. “Os granjeiros cuidaram de mim uns meses, mas um dia o dinheiro de mamãe... desapareceu. “ “Não sei... Algo se passou e..., bem, eu acabei na rua...”
  9. 9. Deus meu! Se muito só tinha quatro anos! Sim, quatro e meio, e depois estive até os nove anos sobrevivendo nas ruas com um grupo de crianças.
  10. 10. Éramos um grupo de pirralhos e roubávamos em bando para poder comer, por toda a Itália de pós-guerra.
  11. 11. Por final me internaram num hospitalPor final me internaram num hospital no sul de Verona onde lutei contra a febreno sul de Verona onde lutei contra a febre tifoide que me provocou a ma nutrição;tifoide que me provocou a ma nutrição; nu numa cama, durante um ano".nu numa cama, durante um ano". “Eu me recordo que sempre tinha fome.
  12. 12. Em 1945, sua mãe foi finalmente libertada de Dachau e depois de 18 meses de busca, finalmente o encontrou. Lucy foi libertada no dia em que Mario fez nove anos.
  13. 13. “Demorou dois anos para encontrar- me, naquele bando de delinquentes; tínhamos saído do Ti rol e acabamos na Calábria. “E mamãe decidiu que fossemos para a América, porque ela tinha lá um irmão.”
  14. 14. ““Fomos paraFomos para Filadélfia.Filadélfia. Não aprendi a lerNão aprendi a ler até os 13 anos,até os 13 anos, porem, entãoporem, então já sabia tudo sobre ajá sabia tudo sobre a vida: o dar um jeitovida: o dar um jeito para sobreviver mepara sobreviver me tinha ensinado.tinha ensinado. E a seguirE a seguir comecei a estudarcomecei a estudar progredindo…progredindo…
  15. 15. ““A ciência da rua!A ciência da rua! Sempre tenho pensado que o queSempre tenho pensado que o que aprendi então com aquelesaprendi então com aqueles ladrõezinhos, me serviu depois comoladrõezinhos, me serviu depois como investigador: uma certa intuição doinvestigador: uma certa intuição do futuro...”futuro...”
  16. 16. Na rua aprendi a confiarNa rua aprendi a confiar em mim.em mim. Eu estava sozinho.Eu estava sozinho. Creio que meu trabalhoCreio que meu trabalho de hoje como cientistade hoje como cientista está vinculado a essa etapa.está vinculado a essa etapa. Minha menteMinha mente era meu entretenimento.era meu entretenimento. Todo o tempoTodo o tempo Desenvolvia planosDesenvolvia planos que logoque logo tinha que cumprir…tinha que cumprir…
  17. 17. Eu ensino a meus alunosEu ensino a meus alunos a serem pacientes.a serem pacientes. Digo-lhes que em vezDigo-lhes que em vez de passar tanto tempode passar tanto tempo pensando em algo,pensando em algo, é muito melhor,é muito melhor, caminhar e fazê-lo.caminhar e fazê-lo. Porem, para isso,Porem, para isso, tem que tertem que ter um plano.um plano. Uma ideia deUma ideia de até ondeaté onde alguém quer ir.alguém quer ir. Não tem que darNão tem que dar tanta volta.tanta volta. Tem que começarTem que começar por algo.por algo. E desejá-lo muito.E desejá-lo muito.
  18. 18. ““Agora háAgora há como uma sensaçãocomo uma sensação de que a gratificaçãode que a gratificação tem que ser imediata.tem que ser imediata. A gratificaçãoA gratificação é algo que levaé algo que leva muito tempo,muito tempo, esforço, dedicação eesforço, dedicação e paciência.”paciência.” ““E por isso,E por isso, é gratificanteé gratificante quando chega.”quando chega.”
  19. 19. Capecchi sempre sorri.Capecchi sempre sorri. Deixou atrás uma infância dura.Deixou atrás uma infância dura. Tudo que lhe foi adversoTudo que lhe foi adverso serviu-lhe para crescer.serviu-lhe para crescer.
  20. 20. Apresentação: A. CApresentação: A. C Tradução para o português: J. Claret Cintra

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