SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 37
Baixar para ler offline
EMPREENDEDORISMO




                                 Conteúdo Programático

                  Empreendedorismo: sua natureza e raízes
                  Empreendedorismo como um processo
                  Criatividade e reconhecimento de oportunidades
                  Aquisição de informações essenciais
                  O formato jurídico dos novos empreendimentos
                  Estratégia: planejar a vantagem competitiva
                  Estabelecimento do Plano de Negócios
                  Diagnóstico empresarial

                                     Bibliografia Básica

 FERNANDES, Bruno. BERTON, Luiz Hamilton, Administração Estratégica. São Paulo:
 Saraiva, 2003.
 MALHEIROS, Rita. Viagem ao mundo do Empreendedorismo. Rio de Janeiro: IEA, 2003.
 ROBBINS, Stephen Paul. Administração: mudanças e perspectivas. São Paulo: Saraiva,
 2000.
                                Bibliografia Complementar
 NARESH K. MALHOTRA. Introdução à Pesquisa de Marketing. São Paulo: Pearson
 Brasil, 2005.
 PORTER, Michael. Vantagem Competitiva. São Paulo: Campus, 2000.

Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                  Página 1
EMPREENDEDORISMO



A REVOLUÇÃO DO EMPREENDEDORISMO

O mundo tem passado por várias transformações em curtos períodos de tempo,
principalmente no século XX, quando foi criada a maioria das invenções que
revolucionaram o estilo de vida das pessoas.

Geralmente, essas invenções são frutos de inovação, de algo inédito ou de uma
nova visão de como utilizar coisas já existentes, mas que ninguém antes ousou
olhar de outra maneira.

O momento atual pode ser chamado de “A era do Empreendedorismo”, pois são os
empreendedores que estão:

      Eliminando as barreiras culturais e comerciais,
      Encurtando distâncias,
      Globalizando e renovando os conceitos econômicos,
      Criando novas relações de trabalho e novos empregos,
      Quebrando paradigmas
      Gerando riqueza para a sociedade.

O empreendedorismo é mais do que simplesmente fundar uma nova empresa. Antes
de criar uma empresa, há a necessidade de se ter uma idéia do negócio, como ele
irá funcionar e quem comprará os produtos.

O empreendedorismo é um processo – uma cadeia de eventos e atividades que
ocorrem ao longo do tempo – em alguns casos, períodos consideráveis de tempo.
Ele começa com uma idéia para algo novo – muitas vezes um novo produto ou
serviço.




Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br            Página 2
EMPREENDEDORISMO



Os processos e conceitos de negócio inovadores são mais importantes do que
produtos inovadores.

Não é a mudança tecnológica em si que é inovadora, mas a nova forma de
atender às necessidades dos consumidores e capitalizar a oportunidade.

O importante é fazer ou produzir algo, viável economicamente, e que todos
queiram comprar.




Por trás destas invenções, existem pessoas ou equipes de pessoas com
características especiais, que são visionárias, que questionam, que arriscam, que
querem algo diferente, que fazem acontecer, que empreendem.

As mudanças sociais e demográficas são também fontes importantes de
oportunidades de empreendedorismo.

AS DIMENSÕES DO EMPREENDEDORISMO

Condições de conhecimento

      Grau de complexidade do processo produtivo
      Nível de criação de novos conhecimentos no setor
      Porte das entidades inovadoras
      Grau de incerteza

Condições da demanda

      Tamanho do mercado
      Crescimento do mercado
      Segmentação do mercado

Ciclos de vida do setor


Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br              Página 3
EMPREENDEDORISMO



       Necessidades dos clientes na atualidade
       Necessidades dos clientes no futuro
       Concorrentes na atualidade
       Concorrentes no futuro

FATORES DE SUCESSO

       Imaginar como fazer o negócio funcionar.
       Ser criativo nas suas ações.
       Assumir apenas os riscos necessários.
       Ser rápido em corrigir os erros.
       Não desperdiçar as oportunidades.
       Procurar novos desafios.

               “Para se construir algo é necessário destruir algo”.

Para construirmos um empreendimento de sucesso é necessária à destruição de
tudo aquilo que pode prejudicá-lo, como a falta de fé, de ação e de motivação.

EMPREENDEDORISMO COMO UM PROCESSO

O QUE É UM NEGÓCIO?

Negócio é um esforço organizado por determinadas pessoas para produzir bens e
serviços, a fim de vendê-los em um determinado mercado e alcançar
recompensa financeira pelo seu esforço.

O objetivo de um negócio é produzir e vender com lucro produtos/serviços que
satisfaçam necessidades e desejos da sociedade. Necessidades e desejos que
podem ser do mercado, ou, mais especificamente, do cliente.

Existem dois tipos básicos de negócio:

       Industrial: Engajado na produção, extração e construção.

       Comercial: Envolvendo marketing, finanças e serviços

Todo negócio envolve duas formas de capital:

       Fundos de capital: O termo refere-se à moeda necessária para operar uma
       empresa

       Bens de capital: A expressão diz respeito aos equipamentos (ferramentas,
       terrenos, prédios e maquinaria) necessários para fazer e vender o
       produto/serviço.

Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br             Página 4
EMPREENDEDORISMO




COMO ESCOLHER O NEGÓCIO ADEQUADO?

       Qual é o volume de capital que você pretende investir?
       Qual é o retorno que você pensa ou precisa obter?
       Qual é a natureza das atividades de trabalho envolvidas?
       Quais são as suas experiências profissionais?
       Quais são os seus objetivos?
       Quais são as suas atitudes e opiniões a respeito de negócios?
       Quais são as suas características de personalidade?
       Quais são os seus conhecimentos e as habilidades?
       Quanto tempo você pode ficar sem um salário mensal?

O CICLO DE VIDA DOS NEGÓCIOS

       Fase pioneira: é a fase inicial da organização, quando os fundadores ou
       empresários iniciam o negócio.

       Por ser ainda pequena, os seus processos são facilmente supervisionados
       e controlados. Há poucas tarefas de rotina e um enorme volume de
       improvisações.
       Como são poucos os procedimentos preestabelecidos, a capacidade da
       empresa para realizar inovações e mudanças é bastante elevada.
Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br             Página 5
EMPREENDEDORISMO




     Fase de expansão: é a fase em que a organização cresce e expande as
     suas atividades, intensificando as suas operações e aumentando o número de
     seus funcionários.

     A preocupação básica é o aproveitamento das oportunidades que surgem e
     o nivelamento entre a produção e as necessidades do ambiente.

     Fase de regulamentação: com o gradativo crescimento das atividades da
     organização, ela é obrigada a estabelecer normas de coordenação entre os
     diversos departamentos ou setores que vão surgindo, bem como definir
     rotinas e processos de trabalho.

     Fase de burocratização: com o desenvolvimento das operações e com a sua
     nova dimensão, a organização passa a necessitar de uma rede de
     regulamentação burocrática, dentro de padrões e de um sistema de regras e
     procedimentos, relacionados às atividades de trabalho.

     Desenvolve-se uma hierarquia com cadeia de comando e uma divisão do
     trabalho baseada na especialização e impessoalidade das relações entre os
     funcionários.

     Fase de reflexibilização: é a fase de readaptação à flexibilidade, de
     reencontro com a capacidade inovadora perdida.

     É o que está acontecendo atualmente com as grandes organizações, que estão
     se fragmentando em unidades estratégicas de negócios, buscando o
     retorno às características peculiares das pequenas empresas, a fim de fazer
     frente a um ambiente mutável e competitivo.

IDENTIFICANDO OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS

A identificação de uma oportunidade é o primeiro passo que impulsiona o
empreendedor para o desenvolvimento de um produto ou serviço que propiciará
o negócio.

FONTES DE IDÉIAS PARA CRIAÇÃO DE NEGÓCIOS:

Experiência pessoal: uma base para as idéias de novos negócios é a experiência
pessoal, que é obtida tanto em casa quanto no trabalho.

Do conhecimento adquirido de empregos atuais ou recentes, alguns empregados
vêem a possibilidade de modificar produtos existentes, aprimorando um
serviço ou reproduzindo um conceito de negócios em um local diferente.



Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br             Página 6
EMPREENDEDORISMO



Hobbies: às vezes, os hobbies crescem além de sua condição de hobbies e se
tornam negócios.

Descoberta acidental: qualquer pessoa pode “topar” com uma idéia útil no decorrer
do dia-a-dia.

Busca deliberada: uma idéia de novo negócio pode também emergir de uma busca
deliberada – uma exploração proposital para encontrar uma nova idéia.

Os empreendedores podem estudar as suas próprias capacidades e então olhar
para novos produtos ou serviços que são capazes de produzir, ou primeiro podem
procurar as necessidades de mercado.

QUAL É O NEGÓCIO?

Todo negócio precisa ser muito bem definido para ter um foco preciso. O foco
permite concentrar todas as forças sobre um único ponto.

Trata-se de obter convergência, sem foco, o negócio torna-se fluido e esparso,
amorfo e indefinido.

A VIABILIDADE FINANCEIRA DO NEGÓCIO

      Identificar e tentar potencializar as oportunidades do mercado e todos os
       aspectos que poderão aumentar as chances de dar certo.
      Reconhecer e procurar neutralizar as ameaças do mercado e todos os
       aspectos que poderão reduzir as chances de dar certo.
      Descobrir como criar valor para o cliente e como gerar riqueza para a
       empresa.

O QUE É O INTRAEMPREENDEDORISMO?

É uma modalidade de empreendedorismo praticado por funcionários dentro da
empresa em que trabalham.

São profissionais que possuem uma capacidade diferenciada de analisar
cenários, criar idéias, inovar e buscar novas oportunidades para estas
empresas.

São eles que ajudam a movimentar a criação de idéias dentro das organizações,
mesmo que indiretamente.

O INTRAEMPREENDEDOR

Este tipo de colaborador tem sido muito valorizado pelas empresas, principalmente
por agregarem valor ao trabalho final executado pela organização.
Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br              Página 7
EMPREENDEDORISMO



Eles são procurados pelas empresas de recrutamento com uma frequência cada vez
maior, ocupando espaços importantes nas grandes corporações em todo o mundo.

QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS DO INTRAEMPREENDEDOR?

Este tipo de profissional lida muito bem com a busca pelo novo, sem medo dos
riscos que possa correr por gerar uma idéia e compartilhá-la com seus superiores.

Ele está focado na melhora contínua de seu setor, departamento ou mesmo de
toda a empresa, dependendo da abrangência que sua idéia possa ter.

COMO INCENTIVAR O APARECIMENTO DOS INTRAEMPREENDEDORES?

Para poder contar com um profissional com estas características, é necessário que a
empresa crie condições para que ele se desenvolva naturalmente.

A alta administração precisa estar disposta a abrir mão da sua rigidez e do
conservadorismo nos processos de tomada de decisão, permitindo que seus
colaboradores opinem e sugiram melhorias.

O fato mais importante neste processo seja a compreensão por parte dos
“chefes” de que estes profissionais podem, e deverão, ser melhores que eles.

A alta gerência precisa enxergar os intraempreendedores como um ativo de luxo
para a empresa e não um concorrente que precisa ser tolido.

O QUE SIGNIFICA SER UM INTRAEMPREENDEDOR?

      Forme sua equipe. Intraempreendedorismo não é uma atividade solitária.
      Compartilhe o mais amplamente possível as recompensas.
      Solicite aconselhamento antes de pedir recursos.
      É melhor prometer pouco e realizar em excesso.
      Faça o trabalho necessário para atingir o seu sonho, independentemente de
       sua descrição de cargo.
      Lembre-se de que é mais fácil pedir perdão do que pedir permissão.
      Tenha sempre em mente os interesses de sua empresa e dos clientes,
       especialmente quando você tiver que quebrar alguma regra ou evitar a
       burocracia.
      Vá para o trabalho a cada dia disposto a ser demitido.
      Seja leal à suas metas, mas realista quanto ás maneiras de atingi-las.

CRIATIVIDADE E RECONHECIMENTO DE OPORTUNIDADES

Criar é provocar surpresa!


Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                Página 8
EMPREENDEDORISMO



A criatividade é um elemento crítico para a sobrevivência e desenvolvimento
empresarial. Devido às mudanças tecnológicas e econômico-sociais, precisa-se da
geração de novas idéias e de soluções rápidas e práticas para enfrentar as
transformações do mercado e o ambiente organizacional.

O processo criativo refere-se a algo aceito por outras pessoas e que corresponda
com as expectativas e valores de um determinado grupo de indivíduos.
Somente desta forma, será visto como algo significativo em termos de mercado
produtivo, que possa vender a idéia ou mesmo solucionar situações complicadas e /
ou desenvolver novos produtos.

O elemento que atua como ignição da criatividade e ao mesmo tempo combustível
do processo é a motivação.

Não existe fórmula certa para ser criativo. Não existem regras a seguir, a não ser a
de questionar as regras existentes. É preciso aceitar e propor mudanças –
mudanças de mentalidade, mudanças de rumo, de comportamento. Mudar é aceitar
novos desafios, descobrir novos caminhos, se arriscar, sair do estado de inércia
para o desconhecido.

PROCESSO CRIATIVO

As ações empresariais, assim como boa parte das situações complicadas do dia-a-
dia, exigem:

     Preparação – A primeira etapa é a preparação, quando mergulhamos no
     problema, buscamos informações e exploramos as soluções possíveis.

     Incubação – Vem após a preparação; é etapa na qual a mente “descansa” e
     digere as informações recebidas.

     Iluminação – Momento em que as peças do quebra-cabeça parecem
     finalmente se reunir e a idéia surge clara em nossa mente.

     Avaliação – Etapa em que julgamos se a idéia realmente soluciona o
     problema. Muitas vezes, é necessário fazer ajustes ou começar novamente,
     adotando novas perspectivas ou reunindo novas informações.

A produção de idéias criativas ocorre de forma disciplinada. E disciplina não
pressupõe rigidez ou estabilidade, mas sim colocar limites que ajudam cada fase a
ter seu tempo de maturação e de ação.

Ter idéias criativas é o mesmo que ter organização e boa análise dos
acontecimentos que estão ao seu redor. É estar em sintonia com o universo.



Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                 Página 9
EMPREENDEDORISMO



            Você sabe como anda a sua criatividade?
            Consegue ter pelo menos uma idéia diária?
            O que você faz para alimentar seu processo criativo?
            Já reparou em que condições e momentos você tem as melhores
             idéias?
            Essas idéias são utilizadas única e exclusivamente no trabalho ou são
             aplicadas na sua vida pessoal?
            Você compartilha suas idéias com outras pessoas?

BARREIRAS À CRIATIVIDADE NA EMPRESA

            Centralização de decisões;
            Muitas regras e formalismos;
            Resistência a mudanças;
            Falta de recursos: humanos, financeiros, informações, tempo;
            Barreiras individuais: medo de correr riscos, insegurança, resistência à
             ambiguidade, inflexibilidade.

CAUSAS DE FRACASSO DAS EMPRESAS

                        Falta de planejamento
                        Desconhecimento de tributação
                        Expansão além dos recursos
                        Análise financeira e de custo inadequada
                        Falta de informação acerca de seus clientes/mercado
                        Nepotismo
                        Centralização excessiva
                        Conflitos internos
                        Miopia em vendas
                        Falta de liderança e gestão de pessoas
                        Individualismo
                        Cultura da qualidade incipiente
                        Produção e logística ineficiente
                        Ações estratégicas e de negociação com falhas

ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO DA EMPRESA

Nascimento
Primeiro e real teste de determinação do empreendedor e da viabilidade do modelo.
Compreende a implantação e a operacionalização

Existência
Neste estágio, a empresa já apresenta sinais mais consistentes de viabilidade, o que
significa novos passos que começam a ser delineados.




Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                    Página 10
EMPREENDEDORISMO


Decolagem
Neste estágio, a empresa já provou sua viabilidade, o que significa que novos passos e
decisões começam a ser delineados.
Até o momento não se discutiu o problema do porte, delineando-se as fronteiras entre a
pequena, a média e a grande empresa.

Maturidade
Caracteriza-se pela consolidação de controle dos ganhos do crescimento, alta complexidade
operacional e estrutural.
Neste estágio, normalmente por esgotamento do mercado, a empresa prepara-se para
diversificação de negócios.

Petrificação
Por incapacidade de mudanças, lentidão, perda de criatividade e inovação em razão de
excessiva burocracia, elas não conseguem mover-se.
Qualquer empresa pode entrar neste estágio. O único antídoto é renovar o modelo e mudar;
caso contrário, é o começo do fim.

AQUISIÇÃO DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS

Informações comerciais: quem são os clientes em potencial, as suas preferências
e as necessidades, o tamanho do mercado em que os empreendedores pretendem
atuar, os concorrentes, os possíveis preços a serem praticados, dentre outros.

Considerar como concorrente tudo aquilo que impede uma pessoa de consumir o
nosso produto ou serviço. Como exemplo: a Disneylândia, que considera as casas
das avós como concorrentes, pois são outras opções de locais que os pais têm para
levar as crianças durante as férias.

Informações sobre as regulamentações e políticas governamentais: os
conhecimentos sobre a legislação de impostos praticados para a atividade que
pretendemos ter, a existência de incentivos para a constituição de novas empresas
inovadoras, como financiamento a juros subsidiados e possíveis isenções fiscais.

É importante que ao abrir uma empresa estejamos informados sobre a tributação
incidente à classificação fiscal adequada ao porte da empresa. Existem
classificações que tributam com mais rigor que outras. Antes de iniciar um novo
empreendimento inovador é preciso saber se há alguma proibição, impedimento ou
alguma regulamentação específica para o setor em que iremos atuar e para o
negócio em si.

No setor de telecomunicações, por exemplo, as operadoras de telefonia devem ter
um departamento que trata especificamente de assuntos regulatórios e da interação
da empresa com a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).




Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                    Página 11
EMPREENDEDORISMO



Informações sobre as várias leis que afetam determinados negócios: como
exemplo as leis que tratam de aspectos trabalhistas, remuneração dos funcionários,
férias, além de condições de segurança, saúde nas empresas e cotas para
deficientes físicos. Tratamento de resíduos tóxicos e outras regras ambientais
podem suspender ou mesmo proibir as atividades de organizações que as
desrespeitarem. Como exemplo, uma empresa química pode ser multada se não
tratar seus resíduos de maneira adequada, comprometendo a sua viabilidade e
continuidade do negócio.

Frequentemente, o empreendedor evita estudos de mercado, imaginando que isso
se aplica apenas a grandes negócios e a empresas já estabelecidas. Há uma crença
generalizada de que a pesquisa é cara e que só pode ser conduzida por
especialistas. Algumas pesquisas podem ser realizadas por nós como
empreendedores, a custos relativamente baixos.

FORMAS DE LEVANTAMENTOS DE DADOS

        Informações ou dados secundários – são aqueles que já estão publicados
        e, portanto, disponíveis.

        Informações ou dados primários – são aqueles obtidos diretamente de
        informantes ou fontes da pesquisa, através de questionário e entrevista.
        Esses dados são utilizados especificamente para objetivo de um estudo.

Levantamento de informações primárias de mercado

A abordagem mais óbvia para descobrir como as pessoas reagirão a um novo
produto ou serviço é perguntar a elas. Isso vale para a maioria dos produtos, exceto
para os que são realmente novos e criam novos mercados.

Entretanto, apenas perguntar aos clientes como eles avaliam um novo produto
também cria alguns problemas, mesmo quando o produto não é novo, pois pode
haver informações confusas, difíceis de serem interpretadas. Para sanar estas
dificuldades existem algumas técnicas de pesquisa mercadológica, como:

     Pesquisa direta com o cliente: pessoas do grupo alvo comparam o produto
     com outros já existentes de acordo com uma escala de pontos, baseando-se
     em supostas dimensões. Isto é feito mostrando-lhes cada produto e pedindo
     que classifiquem cada um. Por exemplo, ruim, bom e ótimo em termos de
     qualidade, utilidade e valor.

     Mapeamento perceptual: esta técnica procura identificar as principais
     dimensões dos produtos, como preço, qualidade, aparência, tamanho etc., e
     faz-se a comparação dessas dimensões desenhadas em um quadro.



Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                Página 12
EMPREENDEDORISMO



     Discussões de grupo: utilizadas para compreender como os clientes
     percebem e avaliam os produtos. Neste caso, grupos de 8 a 12 pessoas
     semelhantes aos clientes em potencial se reúnem durante uma a duas horas
     para descrever suas observações e reações sobre produtos relevantes. As
     discussões em grupo são conduzidas por um moderador, cuja tarefa é reunir
     uma ampla gama de opiniões dos participantes.

BUSCA DE INFORMAÇÕES

É muito importante a capacidade do empreendedor de buscar informações por si
próprio, ou seja, de empenhar-se pessoalmente no levantamento de informações
relacionadas a sua empresa, seus clientes, seus parceiros e seus concorrentes.

A incessante busca de novas informações ajuda o empresário a manter a
competitividade necessária no Mercado onde atua. Assim, ele consegue
estabelecer metas em bases reais, ou seja, planejar e desenvolver melhor o seu
negócio.

A ampliação do conhecimento sobre seu setor, sobre novas tecnologias, sobre o
futuro do Mercado dará, ao empreendedor, base sólida para a tomada de
decisões acerca do desenvolvimento do seu negócio.

A quantidade e a qualidade da informação que o empresário dispõe
permanentemente sobre o mundo dos negócios são fatores determinantes para
ter sucesso frente aos concorrentes. Se bem, utilizada, informação é poder.

FORMANDO A EQUIPE

Após a identificação das informações de negócio, é necessário reunir recursos para
dar continuidade ao processo empreendedor.

A escolha de uma equipe é de suma importância, dado que o sucesso de qualquer
novo empreendimento depende muito dos recursos humanos que ele reúne, devido
aos conhecimentos que eles possuem suas habilidades, talentos, capacidades e
reputações.

O processo de formação da equipe pode ser descrito em quatro etapas:

   1) Autoconhecimento do empreendedor, no sentido de se conhecer para
      conhecer quem deverão ser os melhores aliados à sua idéia.
   2) A escolha dos cofundadores.
   3) Estabelecimento de relações de trabalho eficazes com os cofundadores e
      com os novos funcionários.
   4) Escolha da equipe de trabalho e pessoas com o talento que o novo
      empreendimento precisa.

Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br              Página 13
EMPREENDEDORISMO



Para desenvolver uma visão mais precisa sobre nós mesmos e de outras pessoas
podemos considerar cinco parâmetros:

            A base de conhecimento: tais como formação e experiências.
            As habilidades específicas: ou seja, capacidade de realização de
             tarefas.
            A motivação: os motivos pessoais para o empenho no empreendimento
             devem estar coerentes com os motivos dos cofundadores potenciais, a
             fim de evitar problemas futuros.
            O compromisso: desejo de persistir, apesar das adversidades, e o
             atingimento de metas pessoais relacionadas ao empreendimento.
            Os atributos pessoais: são identificadas as dimensões de
             personalidade, características nos indivíduos.

O FORMATO JURÍDICO DOS NOVOS EMPREENDIMENTOS

O empreendedor pode fazer sozinho o seu trabalho, como também contar com
aliados: os sócios do negócio.

Para que possa desenvolver suas atividades e operações, a empresa precisa ser
legalmente estabelecida e constituída. A legislação brasileira distingue as
pessoas físicas das pessoas jurídicas.

     Pessoa física: É o indivíduo ou pessoa individual com seus direitos e
     obrigações perante o Estado.

     Pessoa jurídica: É a associação de duas ou mais pessoas em uma entidade,
     com seus direitos e obrigações próprios e, portanto, distintos daqueles
     indivíduos que a compõem. Toda empresa — qualquer que seja a sua
     constituição jurídica — funciona como uma pessoa jurídica, isto é, com uma
     personalidade distinta das pessoas individuais que a compõem e dirigem.

A CONSTITUIÇÃO JURÍDICA DA EMPRESA

As empresas podem assumir diferentes formas e tamanhos. Do ponto de vista
jurídico, as sociedades empresariais podem ser classificadas em duas formas
jurídicas básicas: o empresário e a sociedade empresária.

A primeira forma é representada por um único proprietário; a segunda é
decorrência da associação de duas ou mais pessoas, que constituem uma
entidade com personalidade jurídica distinta daquela dos indivíduos que a compõem.

Empresário



Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br              Página 14
EMPREENDEDORISMO



O conceito de empresário reúne dois elementos conjuntos: atividade econômica e
um estabelecimento. Assim, o empresário exerce profissionalmente uma atividade
econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços.

O conceito de empresário apresenta as seguintes vantagens:

      O proprietário é o seu próprio patrão; ele toma sozinho todas as decisões
       relacionadas com o negócio;
      O proprietário assume todo o lucro e todo o risco do negócio;
      Os custos operacionais são baixos, pois não existem gerentes, chefes ou
       supervisores; a empresa individual é enxuta e sem excessos.

O conceito de empresário, porém, apresenta algumas desvantagens:

      Responsabilidade ilimitada em relação aos credores; o patrimônio total do
       proprietário — e não apenas o capital investido — responde pelas dívidas do
       negócio;
      Limitação de capital, ou seja, a capacidade financeira do proprietário é
       limitada e pode restringir as operações maiores e o próprio crescimento da
       empresa;
      O proprietário deve atuar em todas as posições do negócio, isto é, deve
       conhecer e dominar todos os aspectos técnicos, comerciais e financeiros da
       sua empresa; ele é o “faz-tudo” dentro da empresa.

Espécies de sociedade

Sociedade

Quando duas ou mais pessoas se associam e constituem uma entidade com
personalidade jurídica distinta daquela dos indivíduos que a compõem. As empresas
de sociedade também são denominadas sociedades comerciais ou sociedades de
pessoas. São empresas constituídas de dois ou mais proprietários que se associam
no mesmo negócio, com o objetivo de obter lucro.

O novo Código Civil define duas espécies de sociedades: a sociedade simples e a
sociedade empresária.

Sociedade simples

É a sociedade constituída por pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir
com bens ou serviços para o exercício de atividade econômica e a partilha entre si
dos resultados.

A sociedade simples apresenta várias vantagens:


Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br              Página 15
EMPREENDEDORISMO



       Proporciona economias fiscais, pois permite redução de custos
        organizacionais e em relação a alguns tributos;
       Permite maior capital, uma vez que os recursos financeiros provêm de mais
        de um indivíduo ou sócio;
       Oferece maior facilidade de crédito, principalmente quando os bens pessoais
        dos sócios garantem com mais segurança os valores emprestados;
       Proporciona cooperação e habilidades administrativas de vários sócios
        envolvidos no negócio.

Sociedade empresária

As sociedades empresárias podem apresentar-se sob diferentes formas, de acordo
com os interesses dos sócios e do tipo do negócio. A sociedade empresária é
aquela que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a
produção ou circulação de bens ou de serviços, constituindo elemento de
empresa. É considerada pessoa jurídica.

Sociedade anônima

A sociedade anônima (S.A.) é uma associação na qual o capital social é dividido em
ações (ordinárias ou preferenciais) de um mesmo valor nominal, constituído
mediante subscrições. Cada pessoa adquire (subscreve) o número de ações que lhe
convier, tornando-se acionista da sociedade anônima.

       As ações ordinárias são aquelas adquiridas pelos acionistas comuns, que são
       os verdadeiros proprietários da empresa. Na realidade, eles são os últimos a
       receber qualquer retorno de seu interesse societário. Ao adquirir ações
       ordinárias, esses acionistas esperam ser recompensados por dividendos
       periódicos em dinheiro ou pelo aumento, ou, pelo menos, pela não redução, do
       valor da ação.

       As ações preferenciais estão limitadas a dois terços do total das ações
       emitidas e têm prioridade no recebimento de dividendos com valor mínimo
       anual estabelecido nos estatutos da empresa.

Cooperativa

Trata-se de uma associação voltada exclusivamente para suprir as necessidades e
os interesses dos associados. O objetivo da sociedade cooperativa ou cooperativista
é amparar, por meio da cooperação, os negócios dos associados.

Parcerias

A parceria pode ser uma interessante opção para alguns empreendedores ou uma
necessidade de mercado, pois com ela é possível dividir tarefas sem que exista

Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br               Página 16
EMPREENDEDORISMO



concorrência entre as partes envolvidas, garantindo independência para ambas.
A opção por parceria deve ser bem avaliada pelas partes envolvidas.

É importante definir claramente quais são as responsabilidades e os deveres de
cada um dos parceiros para que não surjam dúvidas ou conflitos depois de iniciado o
negócio.

Joint ventures

As joint ventures — ou empreendimentos conjuntos — são associações de
empresas locais e estrangeiras que passam a compartilhar o capital, os riscos e as
decisões sobre os empreendimentos que irão realizar em conjunto.

Na joint venture cada sócio conserva sua independência e realiza objetivos mediante
uma empresa comum, com participação no capital social. É uma forma de a
empresa expandir sua base econômica com objetivos específicos de lucro ou
benefícios adicionais para o seu negócio.

Terceirização

A terceirização ocorre quando uma empresa decide transferir para outra a
produção de bens ou de serviços que anteriormente realizava com seus
próprios recursos. Assim, em vez de produzir certos serviços ou produtos, ela
passa a comprá-los de fornecedores na medida de suas necessidades.

Com isso, a empresa transforma seus custos fixos em custos variáveis, libera
recursos e pessoas, espaço e administração. A terceirização é, portanto, uma
subcontratação, uma transferência para terceiros de atividades anteriormente
realizadas pela própria empresa.

Dessa forma, a empresa pode concentrar-se melhor no seu próprio negócio, fazendo
com que as atividades não essenciais sejam realizadas por empresas nelas
especializadas e que sabem fazer o trabalho da melhor maneira, com substancial
redução de custos e melhoria de qualidade.

Franquia (Franchising)

Consiste numa relação econômica/empresarial em que o franqueador (detentor da
marca) concede os seus direitos ao franqueado (autorizado a explorar a
marca), mediante pagamento de uma verba previamente acordada no contrato.
Através desse contrato o franqueado pode utilizar a marca e tudo ao que a mesma
está associada (produtos, serviços, infraestrutura).

Termos e definições



Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br               Página 17
EMPREENDEDORISMO



                  Franquia = acordo legal
                  Franqueador = a empresa que possui um formato e fornece esta a
                   um terceiro, em troca de pagamentos.
                  Franqueado = empreendedor que compra os direitos de um
                   franqueador.
                  Taxa de franquia = taxa paga uma única vez pelo conceito do
                   negócio, pelos direitos de uso da marca, pela consultoria e por
                   outros serviços.
                  Taxa de royalty = taxa contínua paga pelo franqueado e varia de
                   acordo com o potencial de cada empresa, normalmente cobrada
                   sobre o faturamento bruto ou pré-fixada anualmente.

Há empresas que praticam uma forma antiquada de franquia, denominada
concessão comercial, na qual ajudam a montar o negócio e fornecem os produtos,
porém, os serviços prestados não são de maneira contínua e sim esporádica,
mediante a solicitação do concessionário.

Histórico
            Surgem as redes nos EUA: McDonald’s, Burguer King, KFC, Dunkin Donuts
   1950
            e outras;

   1960     Primeiros movimentos no Brasil: Yázigi, CCAA...

   1970     Mais movimentos no Brasil: Ellus, Água de Cheiro, Boticário...
            Surge ABF (Associação Brasileira de Franquias).
   1980
            Explode o sistema de franchising no Brasil
   1990     Aprovação da Lei 8.955. Grande crescimento e número maior de exigências.
            Tendência de crescimento mais lento e mais eficaz. Maior profissionalização
   2000
            do sistema.

O sistema de franquias hoje, no Brasil e no mundo, tem uma importância
significativa na economia, sendo um grande gerador de empregos, além de
responsável por parte importante do PIB de um país.

O Brasil é o terceiro maior país do mundo em número de unidades franqueadas, o
qual dissemina conhecimento de como se fazer franchising para o resto do
mundo.

Como escolher a franquia certa?

Investir em uma franquia é algo muito próximo de se investir num negócio
próprio. O melhor franqueado é aquele que montaria um negócio sozinho no
mesmo ramo. É necessária a presença do espírito empreendedor fazendo parte do
perfil do franqueado ideal.
Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                      Página 18
EMPREENDEDORISMO



O franqueado típico é alguém que aceita arriscar-se, porém procura por um risco
administrável.

O risco do seu negócio está intimamente ligado ao desempenho do seu
franqueador. Não só seu produto tem que ser muito bom, como também sua
estrutura de abastecimento de mercadorias e de prestação de serviços deve ser
eficiente. O crédito dele deve ser excelente no mercado, assim como suas
referências.

Visão estratégica das partes: Franqueador e Franqueado

Franqueador:

           Vantagens
            Rapidez de expansão
            Imagem corporativa
            Desenvolvimento de uma rede
            Rentabilidade com redução de custos
            Maior cobertura geográfica
            Melhor publicidade
            Maior vantagem competitiva
            Descentralização
            Padronização

           Desvantagens
            Perda parcial do controle
            Maior custo de supervisão
            Maiores custos de formatação
            Perda de sigilo
            Risco de desistência
            Autonomia parcial
            Planejamento de expansão aberto para terceiros
            Risco de seleção inadequada

Franqueado:

           Vantagens
            Know-how adquirido
            Maior chance de sucesso
            Plano de negócios
            Maior vantagem competitiva
            Racionalização do investimento
            Maior crédito
            Rentabilidade com redução de custos
            Melhor controle do retorno do investimento
            Parte de uma corporação
            Usufruto dos resultados
            Independência jurídica


Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br           Página 19
EMPREENDEDORISMO


           Desvantagens
            Autonomia parcial
            Controles e submissão às regras
            Pagamentos de taxas de franquia
            Padrão de localização
            Restrição na transferência a terceiros
            Risco atrelado ao desempenho do franqueador
            Pagamentos de taxas de royalties
            Acompanhamento de todas as alterações exigidas sem consulta prévia de
             condição financeira

ESTRATÉGIA: PLANEJAR A VANTAGEM COMPETITIVA

Todo negócio tem uma missão a cumprir. Deve ter uma visão do futuro que o
norteie.

Deve definir os valores que pretende consagrar. Tudo isso precisa ser muito claro
para que todos os grupos de interesse saibam exatamente o que fazer, como,
quando e onde.

DEFININDO A MISSÃO DO NEGÓCIO

Missão significa a razão de ser do próprio negócio. Por que ele foi criado. Para que
ele existe.

O empreendedor pode abrir um negócio por muitas razões diferentes. Algumas
dessas razões são positivas e construtivas: prestar um novo e diferente serviço à
sociedade, satisfazer novas expectativas dos consumidores, aproveitar e
incrementar novas tecnologias, ajudar a comunidade em determinados setores mais
carentes, expressar criatividade e inovação ou investir a poupança em um negócio
rentável. Outras razões são fugidias: um meio de se livrar de um emprego
desagradável, pagar menos impostos, ficar menos tempo em casa ou simplesmente
ter o que fazer.

A missão da empresa sempre está centrada na sociedade. Em síntese, a missão
da empresa define os produtos/serviços, os mercados e a tecnologia, refletindo os
valores e as prioridades do negócio.

O simples desejo de ter um negócio próprio ou de obter lucro com um determinado
negócio não justifica a existência de uma empresa nem é suficiente para que ela
alcance sucesso. É necessário muito mais do que isso. O lucro é uma decorrência
do negócio e não deve ser considerado uma missão ou um objetivo global do
negócio. Lucro não é missão, mas pode ser um objetivo importante ou uma
decorrência fundamental do negócio. Ninguém trabalha de graça. Sem dúvida, é
necessária uma forte motivação econômica focada em ganhos financeiros, mas ela
não deve ser o elemento determinante de um novo negócio.

Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                Página 20
EMPREENDEDORISMO




Para prosperar, uma empresa precisa produzir bens e serviços que os clientes
se interessem em comprar em quantidades suficientes e a determinados
preços.

Preço, qualidade, concorrência e confiabilidade são aspectos fundamentais em
qualquer negócio. A primeira preocupação que o empreendedor precisa ter quando
pretende abrir um novo negócio — ou mesmo dar-lhe continuidade — é definir por
que sua empresa precisa existir.

Alguns exemplos de missão organizacional

 Empresa                          Propósito organizacional (missão)
                Servir alimentos de qualidade com rapidez e simpatia, em um
McDonald's
                ambiente limpo e agradável.
                Assegurar que as pessoas do mundo todo cresçam, vivam bem e
Danone          sejam providas diariamente com alimentos cada vez melhores de
                diversos sabores, visando uma saúde melhor.
Disney          Divertir e alegrar as pessoas
                Dar às pessoas comuns a oportunidade de comprar as mesmas
Wal-Mart
                coisas que os mais abastados
Nike            Viver a alegria do avanço e usar a tecnologia em benefício do público.
Revista         Transformar a informação em conhecimento; dar sentido a fatos
Exame           aparentemente desconexos, antecipar idéias e conceitos.
                Solucionar problemas que não são solucionados, de maneira
3M
                Inovadora.

É necessária que a missão seja assimilada e compreendida de uma maneira
uniforme por toda a equipe da empresa, a fim de que haja consonância e
convergência. Quanto maior a equipe, tanto maior a necessidade do detalhamento
da missão.

DEFININDO A VISÃO DE FUTURO

Enquanto a missão se refere à essência do negócio e da sua própria razão de ser e
de existir, a visão está focada no futuro e no destino.

A visão é a imagem que o empreendedor tem a respeito do futuro do seu negócio. É
o que ele pretende que o negócio seja dentro de certo horizonte de tempo.

O empreendedor não deve tocar o seu negócio a esmo, ao sabor dos ventos. É
preciso ter um direcionamento, uma idéia de futuro, quase um sonho a ser realizado
e transformado em um empreendimento saudável e bem-sucedido.



Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                  Página 21
EMPREENDEDORISMO



Para tanto, é preciso enxergar longe, rumo ao futuro pretendido. A visão de futuro
consiste em olhar para o horizonte e visualizar qual é a imagem que se tem da
empresa quando se chegar lá. Isso permite que o empreendedor estabeleça objetivo
e metas, indicadores de desempenho e mensuradores de resultados futuros para
saber se está ou não alcançando aquilo que projetou. Assim, a visão é o
componente que permite desdobrar os objetivos a serem alcançados.

Quanto mais o empreendedor divulga a visão de futuro do seu negócio, tanto mais
seus parceiros e colaboradores entenderão exatamente o que devem fazer para
chegar lá e ajudar a empresa a alcançar seu sucesso.

A visão funciona como uma bússola para os parceiros envolvidos. Além disso, a
visão tira a empresa da chamada zona de conforto, que é a gradativa acomodação
profissional que caracteriza certos negócios.

DIFERENÇAS ENTRE MISSÃO E VISÃO

                  Missão                                          Visão
      Inclui o negócio da empresa
      É o ponto de partida                            É o sonho no negócio
      É o documento de identidade da                  É o lugar para onde vamos
       empresa                                         É o passaporte para o futuro
      Identifica “quem somos”                         Projeta “quem desejamos ser”
      Dá o rumo à empresa                             Fornece energia para a empresa
      É orientadora                                   É inspiradora
      Tem o foco do presente para o                   Tem o foco no futuro
       futuro                                          É mutável, conforme os desafios
      Tem vocação para a eternidade

Todavia, não basta apenas definir a missão e a visão. É preciso ir mais além e
divulgá-las de maneira intensa e ampla para toda a equipe da empresa.

DEFININDO OS OBJETIVOS GLOBAIS DO NEGÓCIO

Comumente, o mercado fala em objetivos, metas e resultados. Há uma certa
confusão em relação a esses termos, que são utilizados de maneira indiscriminada.
Objetivos são estados desejáveis que se pretenda alcançar e realizar. Enquanto o
objetivo não é alcançado, constitui um alvo, uma meta; quando é atingido, deixa de
ser algo desejável para se tornar uma realidade e, nesse momento, deve-se definir
outro objetivo, provavelmente mais desafiador e complexo do que o anterior.

Os objetivos básicos de um negócio podem ser assim expressos:

      O lucro é a força motivadora do empreendedor;


Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                     Página 22
EMPREENDEDORISMO



       O serviço ao cliente e a oferta de valores econômicos desejados (bens ou
        serviços) justificam a existência do negócio;
       Existe a responsabilidade social de acordo com os códigos éticos e morais
        estabelecidos pela sociedade na qual a empresa opera.

Todo objetivo deve ser formulado de maneira abrangente para estimular a
criatividade e, ao mesmo tempo, de maneira restrita para oferecer uma direção ao
negócio.

Muitas empresas definem hierarquias de objetivos de acordo com suas prioridades e
importâncias relativas. Geralmente, as empresas definem três tipos de objetivo:

       Objetivos globais ou estratégicos: são os objetivos mais importantes da
       empresa. São globais porque envolvem a empresa como um todo e se
       estendem em longo prazo. Por essa razão, são alcançados em períodos de
       tempo mais dilatados e requerem um esforço integrado e coeso de toda a
       empresa. Em geral, os objetivos globais envolvem um período de três a cinco
       anos.

       Objetivos táticos ou departamentais: são os objetivos de cada divisão ou
       departamento da empresa. Podem ser objetivos financeiros (lucro anual,
       orçamento anual, despesas financeiras mensais, custo mensal das vendas),
       mercadológicos (vendas, faturamento mensal, participação no mercado),
       administrativos (despesas administrativas, aumento da efi ciência e da
       produtividade), de produção (produção mensal, custos industriais mensais,
       produtividade das máquinas e equipamentos) etc. São objetivos de médio
       prazo e com uma dimensão de tempo a médio prazo.

       Objetivos operacionais: são os objetivos de cada tarefa ou atividade da
       empresa. Referem-se aos objetivos cotidianos de cada atividade ou produto da
       empresa, como produção diária, vendas diárias, estoque diário, tempo médio
       de atendimento ao cliente, porcentagem de visitas com pedidos.

ESTABELECIMENTO DO PLANO DE NEGÓCIOS

O que é um Plano de Negócios?

Buscar responder algumas perguntas da organização

                             Quem sou?
                             O que faço?
                             Como faço?
                             Por que faço?
                             O que quero?
                             Para onde vou?

Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br               Página 23
EMPREENDEDORISMO



Define:

    A organização das idéias e propostas do conjunto das pessoas-chave
     envolvidas na condução da empresa (ou que iniciarão um novo
     empreendimento) para a visão, missão e objetivos da empresa, e não das
     pessoas que individualmente a compõe.

    A organização da própria empresa, seja dos números que a refletem, seja
     das funções exercidas pelas pessoas.

    A comunicação entre os sócios, sócios e principais gerentes, clientes,
     investidores, fornecedores e parceiros em geral. O fato de ser um
     documento único que reflete na íntegra a empresa garante um instrumento de
     comunicação eficiente entre os envolvidos na operação.

    O comprometimento de todas as pessoas-chave da empresa no caminho
     que se delineará para ela.

    A existência de um instrumento de controle gerencial para
     acompanhamento, avaliação e controle das fases dos projetos da empresa.

    A existência de um instrumento eficiente para a captação de recursos seja
     financeiros, humanos ou de parcerias.

POR QUE É IMPORTANTE ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS?

O Plano de Negócios possibilita a diminuição da probabilidade de morte precoce
das empresas, uma vez que uma parte dos riscos e as situações operacionais
adversas serão previstas no seu processo de elaboração, assim como a
elaboração de planos de contingência.

Os planejamentos de marketing, operacional, de crescimento, etc. estarão refletidos
no plano financeiro da empresa, permitindo a visualização dos recursos financeiros
necessários à sua execução e possibilitando o planejamento da sua captação.

Através da elaboração do Plano de Negócios se constrói o conhecimento quanto
ao tipo de negócio ou serviço que está sendo ofertado, aos objetivos
perseguidos, dos clientes atuais e potenciais, dos mercados, dos preços, da
concorrência, dos recursos financeiros disponíveis, das operações e do ambiente
externo, permitindo melhor gerenciamento das operações.

O Plano de Negócios auxilia no estabelecimento de estratégias que permitam a
consecução de melhores resultados. Isto permite elevar a eficiência da gestão e,
portanto aumentar a qualidade da comunicação, o grau de confiabilidade e melhorar
a imagem da empresa.

Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br               Página 24
EMPREENDEDORISMO



O processo de elaboração do Plano de Negócios exige um comprometimento das
pessoas-chave da empresa com relação aos objetivos e metas acordados,
assim como da forma que tais objetivos serão alcançados.

A última parte do Plano de Negócios consiste em refletir em números o que foi
proposto. Um dos resultados que transparecerão na parte financeira é: quanto
dinheiro a empresa precisa para realizar a proposta e de onde este dinheiro
virá.

OS PERSONAGENS DO PLANO DE NEGÓCIOS

         Sócios
                       para vender parte do negócio e estabelecer acordos e direção
       potenciais
        Parceiros      para estabelecer estratégias conjuntas
         Bancos        para conseguir financiamentos
     Intermediários    pessoas que ajudam a vender o seu negócio
                       empresas de capital de risco, pessoas jurídicas e outros
      Investidores
                       interessados
        Gerentes       para estabelecer canal de comunicação
     Executivos de
                       para aprovar e alocar recursos
       alto nível
                       para outorgar crédito para compra de mercadorias e matéria-
     Fornecedores
                       prima
      Agências de      para conseguir recursos não reembolsáveis para pesquisa,
       fomento         desenvolvimento e inovação
        A própria
                       para comunicação interna com os empregados
        empresa
        Clientes
                       para vender o produto/serviço
       Potenciais
          Gente
                       que você deseja contratar
        talentosa

ESTRUTURA DO PLANO DE NEGÓCIOS

                       1. Resumo Executivo
                       2. Visão e Missão
                       3. Descrição Geral da Empresa
                       4. Análise Estratégica
Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                       Página 25
EMPREENDEDORISMO



                       5. Plano de Marketing e Vendas
                       6. Plano Financeiro

Resumo Executivo

     É o resumo do Plano de Negócios e os leitores se interessarão em avançar
     para o restante do documento se esta parte for suficientemente interessante e
     fizer sentido. Por ser um resumo, será a última parte a ser escrita e deverá
     mostrar o que é mais importante para a empresa. Nele você deverá colocar um
     estrato dos demais capítulos do Plano de Negócios.

Visão e Missão

     A visão é o que o empresário visualiza como o futuro para o seu setor,
     segmento ou para o mundo de uma forma mais ampla.

     A missão é como o empresário ou a empresa se vê dentro da visão. Como a
     empresa se projeta dentro naquela visão de mundo e qual o papel, enquanto
     empresa e empresário, que se vê exercendo.

Descrição geral da empresa

     Deverá conter um breve histórico da empresa, onde serão colocados os fatos
     mais relevantes e marcantes. Deve conter a explicação sucinta quanto aos
     saltos de faturamento, lançamento de produtos novos, montagem da estrutura
     de distribuição, decisão de abertura de filiais.

     Cabe a análise das competências específicas dos empreendedores, staff e dos
     profissionais contratados para levar adiante o projeto que consta no Plano de
     Negócios.

     Se forem necessárias novas contratações para a realização do projeto, o perfil
     destes profissionais e as habilidades necessárias devem estar descritas nesta
     parte, da mesma forma como eventual necessidade de estabelecimento de
     parcerias estratégicas, admissão de novo sócio, contratação de consultorias ou
     assessorias.

Análise Estratégica

     Na análise estratégica a empresa mostra como irá competir no mercado; quais
     os seus objetivos e metas; e qual a sua política para atingir os objetivos e as
     metas estabelecidas.

     Estratégia é a combinação entre os fins (descrito através de objetivos e metas)
     que a empresa busca e os meios (políticas) que serão utilizados. É importante

Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                Página 26
EMPREENDEDORISMO



     que os fins originem os meios, ou seja, que a definição de uma meta dê origem
     à ação, e não o contrário.

     Ao estabelecer os objetivos da empresa, é importante considerar o composto:
     perfil do empresário - dinâmica do setor - estrutura da empresa.

     Uma estratégia de conquista de market share, por exemplo, exigirão ações
     agressivas dos dirigentes da empresa, flexibilidade da equipe e o mercado-alvo
     deverá ser dinâmico o suficiente para permitir que tal objetivo seja alcançado.

     Exemplos de possíveis objetivos:

            Crescer a taxas superiores às do mercado;
            Manter participação no mercado;
            Priorizar lucros e caixa para reinvestimento em outro setor;
            Consolidar a posição em um nicho de mercado.

     Os objetivos devem ser transformados em metas quantitativas e temporais, que
     possam ser mensuradas e acompanhadas com cronograma.

     Ao estabelecer uma estratégia, você deverá fazer uma análise de pontos fortes
     e pontos fracos (internos à empresa) e de ameaças e oportunidades
     (proporcionadas pelo ambiente externo). Também não se esqueça de fazer
     uma análise das barreiras de entrada que você criou (ou que já existem por
     quaisquer outras razões) ou que você irá encontrar quando for executar o seu
     plano.

Plano de Marketing e Vendas

     O Plano de marketing é uma maneira estruturada de a empresa ofertar os seus
     produtos no mercado.

     Mostre que você conhece o seu cliente. Se for pessoa física: hábitos de
     compra, faixa de renda, nível cultural, hábitos de leitura, lazer, etc.

     Se o seu cliente é uma empresa, como e quem decide as compras? Qual a
     liberdade de decisão que cada pessoa detém ao longo da cadeia de decisão de
     compras?

     Conheça a sua concorrência. Quais os produtos, suas características e
     benefícios, preços? Como vendem? Por que os clientes compram os produtos
     do concorrente e por que deixam de comprá-los? O seu concorrente é ágil e
     responderá rapidamente a sua ação ou não? Ele tem recursos para reagir à
     sua ação (recursos humanos, financeiros ou de outro tipo)?



Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                 Página 27
EMPREENDEDORISMO



     O conhecimento da clientela e da concorrência vai ser fundamental para o
     estabelecimento dos canais de distribuição, política de promoção, planos de
     comunicação e na política de preços que você irá adotar.

     No seu plano de marketing devem estar contemplados:

           Produto
           Analise o seu produto do ponto de vista dos benefícios percebidos pelo
           seu cliente e não pela tecnologia que você utiliza para produzi-lo. Não se
           esqueça de analisar a sua carteira de produtos utilizando a abordagem do
           ciclo de vida de vida de produtos (fases: introdução no mercado,
           crescimento, maturidade ou morte).

           Distribuição
           Qual é o seu mercado? Qual o segmento de mercado em que você está
           ou pretende atuar? Qual o tamanho dele? Qual o comportamento do
           consumidor e onde ele está? Como você vai fazer o seu produto chegar
           até ele? As vendas serão diretas ou utilizando um canal? Você vai utilizar
           um canal de distribuição já existente ou terá que criar um?

           Promoção
           Você deverá elaborar um plano de promoção. Os objetivos da promoção
           são: informar, persuadir e lembrar. Como você irá fazer com que seu
           cliente saiba que seu produto ou serviço existe e que satisfaz as
           necessidades dele? As formas usualmente utilizadas em promoção são:
           propaganda, promoção de vendas, relações públicas e venda pessoal.

           Preço
           Trata-se de uma tarefa complexa. Se o seu produto é um produto novo
           (está na fase de introdução no ciclo de vida de produto) e não tem
           concorrentes no mercado, analise o poder de compra do seu cliente e as
           suas características. Os compradores iniciais pertencem a um grupo
           relativamente pequeno e que o preço, em geral, não é o fator de decisão
           de compra.

     Se o seu produto não é líder de mercado, faça um benchmark com os
     concorrentes e estabeleça um ranking do valor percebido pelos clientes que
     possa ajudá-lo a estabelecer preços. Caso o seu produto seja líder de mercado
     e existe a possibilidade de aprofundamento (grupos de clientes que ainda não
     compraram o seu produto de uma faixa de renda inferior ou de hábitos de
     compra diferentes).

Plano Financeiro

     O plano financeiro é o resultado e reflexo do Plano de Negócios.

Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                 Página 28
EMPREENDEDORISMO



     Quanto dinheiro você vai precisar para realizar o seu projeto e de onde virá
     este dinheiro?

     Para que você saiba qual o montante de recursos necessários, você deverá
     montar alguns quadros financeiros como Projeção de fluxo de caixa, Projeção
     dos balanços, e Projeção de quadro de Usos e Fontes.

     Os critérios de avaliação de potenciais investidores, atualmente empregados
     compreendem:
                         Retorno sobre investimento (5 a 10 anos)
                         Vantagem competitiva
                         Regras de saída
                         Influência do investidor no negócio

     Os critérios de avaliação de potenciais financiadores, como bancos e agências
     de fomento, compreendem:

                              Viabilidade do negócio
                              Fluxo de caixa positivo
                              Qualidade de gestão (financeira e geral)
                              Plano de Negócio sensato e coerente
                              Qualidade da informação (regularidade e confiabilidade)


                                        CHECK LIST

As questões a seguir são o check list final do seu Plano de Negócios. Após a finalização do
documento, verifique se todas as questões foram respondidas no seu trabalho.

Sumário Executivo
    Qual é a oportunidade de mercado?
    Que problema ou necessidade o produto vai solucionar?
    Que tendências ou mudanças criaram esta oportunidade?
    O que a empresa pode fazer agora que não podia ser feita antes?
    Como pode esta competência atender as necessidades do mercado?
    Qual é o tamanho do mercado para os produtos da empresa?
    Quão rapidamente o mercado poderá crescer?
    Quem são seus concorrentes?
    De que maneira a empresa pode atender o consumidor melhor que o concorrente
    (mais rápido, mais barato ...)
    Qual a vantagem competitiva da empresa?
    Quais as vendas, lucros e retorno sobre o investimento esperados?
    Que montante de capital a empresa espera levantar?

Como o Sumário Executivo será a parte lida do Plano de Negócios convém uma
grande concentração de esforços em sua preparação



Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                      Página 29
EMPREENDEDORISMO


Organização
    Quais são os executivos principais e quais são suas funções?
    O que eles já fizeram que pudesse sugerir que eles serão bem sucedidos na
    empresa?
    Quem mais você precisa e como ele se encaixa em sua Organização?
    Quem poderia convidá-lo para ingressar na empresa?
    Qual é o seu plano de compensação salarial?
    Como sua empresa está estruturada para levar adiante sua estratégia?

Produtos e serviços
    Que tecnologia os produtos da empresa irão utilizar?
    Como esta tecnologia se compara com as tecnologias existentes?
    A tecnologia pertence a empresa?
    Se não, qual a vantagem em desenvolvê-la?
    Qual o Plano para desenvolver as tecnologias e os produtos?
    Quando eles estarão completos?
    Quanto custará o seu desenvolvimento?

Oportunidade de Mercado
     Qual a necessidade de mercado que a empresa pretende atender?
     Que tendências e mudanças criaram estas necessidades?
     Como se espera que esta tendência continue?
     Quais são os clientes que a empresa espera atender?
     O que provocou esta necessidade para estes clientes?
     Como isto os afeta?
     Como isto varia nos diferentes segmentos de mercado?
     Que valor pode ser agregado por servir as necessidades dos clientes?
     Se o produto da empresa faz as coisas mais rapidamente, qual o valor do tempo para
     os clientes?
     Se o produto é melhor, qual o valor da qualidade para estes clientes?
     Quantos os clientes pagarão para ter estas necessidades atendidas?
     Qual o tamanho do mercado para estes produtos ou serviços?
     Quão rápido é o crescimento esperado?
     O que está orientando o crescimento do mercado?
     Espera-se que continue?
     Por quê?

Competição e Estratégia
    Quais são os atuais e potenciais concorrentes?
    Que produtos eles produzem?
    Quão grande eles são hoje e que fatia do mercado detêm?
    Quão rapidamente estão eles crescendo?
    Quais são suas forças e fraquezas básicas?
    Quais são as tecnologias aplicadas ou passíveis de desenvolvimento pela
    concorrência?
    Como a tecnologia da empresa se compara com a dos concorrentes?
    Como os produtos da empresa se comparam com os da concorrência?
    Serão eles de melhor qualidade, menor custo, ou terão eles alguma outra vantagem?
    Como esta vantagem será mantida?
    Como a empresa posicionará seu produto em face da concorrência?

Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                  Página 30
EMPREENDEDORISMO



     Como será o seu custo de distribuição?
     Que canais serão utilizados?

Projeções e Retorno sobre o Investimento
     Como a empresa espera recuperar o investimento que ela está realizando?
     Ela licenciará a tecnologia, produzirá e venderá os produtos, distribuirá no mercado?
     Que estrutura de custos a empresa espera para desenvolver sua atividade?
     Quão rentável o negócio da empresa espera ser?
     Que montante de capital a empresa espera levantar agora?
     Quanto mais adiante?
     Quando a empresa espera tornar-se rentável?
     Qual a taxa de retorno esperada?
     Como os investidores encontrarão liquidez para seus investimentos?
     Qual a atual estrutura de controle acionário?
     Os investidores atuais farão novos aportes?
     Que premissas são utilizadas nas Projeções financeiras?
     A qual delas o Plano é altamente sensível?

Riscos
     Quais são os principais riscos de mercado? Como a empresa pretende minimizá-los?
     Quais são os principais riscos tecnológicos? Como a empresa pretende minimizá-los?
     Que outros riscos existem?


DIAGNÓSTICO EMPRESARIAL

Perfil do Empreendedor

O empreendedorismo se constitui em um conjunto de comportamentos e de hábitos
que podem ser adquiridos, praticados e reforçados nos indivíduos, ao submetê-los a
um programa de capacitação adequado de forma a torná-los capazes de gerir e
aproveitar oportunidades, melhorar processos e inventar negócios.

       Transformar uma idéia em realidade
       Identificar uma oportunidade
       Contagiar pessoas com suas idéias
       Estar pronto para assumir riscos e aprender com os erros
       Ser um profundo conhecedor do todo e não só de algumas partes
       Ser capaz de utilizar essas informações para seu próprio aperfeiçoamento.

Principais Desafios do Empreendedor

       Entender o ambiente
       Tornar-se líder no ambiente
       Promover inovações constantes
       Desenvolver relações de confiança
       Promover o desenvolvimento de toda a Sociedade

Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                       Página 31
EMPREENDEDORISMO




O Empreendedor

Ser um empreendedor é muito mais que ter a vontade de chegar ao topo de uma
montanha, é conhecer a montanha e o tamanho do desafio; planejar cada detalhe da
subida, saber o que você precisa levar e que ferramentas utilizar; encontrar a melhor
trilha, estar comprometido com o resultado, ser persistente, calcular os riscos,
preparar-se fisicamente; acreditar na sua própria capacidade começar a escalada.

As características do comportamento empreendedor

       Busca de oportunidade e iniciativa
       Persistência
       Comprometimento
       Eficiência e qualidade
       Correr riscos calculados
       Estabelecimento de metas
       Busca de informações
       Planejamento e monitoramento sistemáticos
       Persuasão e rede de contatos
       Independência e auto-confiança

As principais características do perfil do empreendedor

1 – Auto-confiança
     Ter consciência de seu valor sentir-se seguro em relação a si mesmo e, com
     isso, poder agir com firmeza e tranquilidade.

2 – Auto-motivação
     Buscar a realização pessoal através do trabalho, com entusiasmo e
     independência.

3 – Elevado poder de comunicação
     Capacidade para transmitir e expressar idéias, pensamentos, emoções com
     clareza e objetividade.

4 - Criatividade
     Capacidade de buscar soluções viáveis e melhores para a resolução de
     problemas.

5 - Flexibilidade
      Capacidade para compreender situações novas, estar disponível para rever
      posições, aprender.




Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                 Página 32
EMPREENDEDORISMO



6 – Energia
     Força vital que comanda as ações dos indivíduos – capacidade de trabalho -
     “pique”.

7 - Iniciativa
      Capacidade para agir de maneira oportuna e adequada sobre a realidade,
      apresentando soluções, influenciando acontecimentos e se antecipando às
      situações.

8 - Integridade
      Qualidade do caráter, ligada à retidão de princípios, imparcialidade,
      honestidade, coerência e comprometimento ( com as pessoas, com o negócio
      e consigo mesmo).

9 - Liderança
      Capacidade para mobilizar as energias de um grupo de forma a atingir
      objetivos.

10 – Negociação
     Capacidade para fazer acordos cooperativos como meio de obter o
     ajustamento de interesses entre as partes envolvidas.

11 – Perseverança
     Capacidade de manter-se firme e constante em seus propósitos, porém, sem
     perder a objetividade e clareza frente às situações (saber perceber limites);

12 – Persuasão
     Habilidade para apresentar suas idéias e/ou argumentos de maneira
     convincente.

13 – Capacidade de Planejamento
     Capacidade para mapear o meio ambiente, analisar recursos e condições
     existentes, buscando estruturar uma visão de longo prazo dos rumos a serem
     seguidos para se atingir os objetivos.

14 - Relacionamento interpessoal
     Habilidade de conviver e interagir adequadamente com as outras pessoas;

15 - Resistência à frustração
     Capacidade de suportar situações de não satisfação de necessidades pessoais
     ou profissionais, sem se comportar de maneira derrotista, negativa ou confusa;

16 - Sensibilidade administrativa
      Capacidade para planejar, executar e gerir através de processos organizados,
      sistemáticos e eficazes.

Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br               Página 33
EMPREENDEDORISMO



Características do comportamento empreendedor

     Técnicas: envolve saber escrever, ouvir as pessoas e captar informações, ser
     organizado, saber liderar e trabalhar em equipe.

     Gerenciais: incluem as áreas envolvidas na criação e gerenciamento da
     empresa (marketing, administração, finanças, operacional, produção, tomada
     de decisão, planejamento e controle).

     Pessoais: ser disciplinado, assumir riscos, ser inovador, ter ousadia,
     persistente, visionário, ter iniciativa, coragem, humildade e principalmente ter
     paixão pelo que faz.

Pesquisas recentes mostram que o sucesso nos negócios depende principalmente
de nossos próprios comportamentos, características e atitudes, e não tanto do
conhecimento técnico de gestão quanto se imaginava até pouco tempo atrás.

As coisas podem ficar melhores
    Um empreendedor deve acreditar que o modelo atual pode ser melhorado. Ele
    compreende que não será nada fácil traduzir esta frase em resultados e por
    isso, é a primeira pessoa a aceitar o desafio de mudar. É a primeira pessoa a
    se responsabilizar caso algo falhe em toda a trajetória do empreendimento.
    Empreendedores gostam de mudanças.

A arte de ver mais longe e evoluir com erros
     Através de mudanças, se obtém experiências e estas, traduz-se em ciência,
     que por sua vez é utilizada para fins evolutivos. Logo não parece ser apenas
     um golpe de sorte, quando observamos elevado know how de empreendedores
     em ambientes de negócios. Quando há evolução, há melhora. Definitivamente,
     empreendedores são pessoas que não apreciam situações de normalidade ou
     mediocridade. Empreendedores são antes de tudo, pessoas que tem a
     capacidade de enxergar o invisível.

Empreendedores adoram não como resposta
   Inovações em corporações e corporações com inovações surgem em sua
   maioria das vezes, em momentos de necessidade. Momentos de necessidade
   demandam grandes soluções, que por sua vez, demandam grandes
   idealizadores. Para qualquer solução necessária, exigiram-se riscos e
   tentativas. Riscos e tentativas costumam estar presentes em ambientes
   dinâmicos e hostis.
   Em resumo, alguém precisa ter "estrutura" profissional e emocional para ir em
   direção contrária do fluxo praticado. Em primeira instância e, em 99% das
   vezes, o primeiro feedback solicitado trará péssimos incentivos. "Não, isto não
   vai dar certo". Empreendedores adoram não como resposta, eles seguem
   adiante exaurindo possibilidades e visionando o por vir.

Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                 Página 34
EMPREENDEDORISMO



Como age o empreendedor?

                       Identifica
                       Agarra            OPORTUNIDADE
                       Aproveita

MITOS SOBRE EMPREENDEDORES

MITO 1: Empreendedores nascem feitos.
    Realidade: Embora empreendedores nasçam com uma certa inteligência,
    vontade de criar e energia, sua formação depende da acumulação de
    habilidades relevantes, experiência, contatos.

MITO 2: Qualquer um pode começar um negócio.
    Realidade: Pode. Sobreviver e florescer é que são elas. Empreendedores que
    entendem a diferença entre uma idéia e uma oportunidade e pensa grande têm
    mais chances de ser bem-sucedidos.

MITO 3: Dinheiro é o fator mais importante para montar uma empresa.
    Realidade: Se as outras peças e o talento estão no lugar, o dinheiro virá.
    Dinheiro é como o pincel e a tinta para um pintor - materiais que, nas mãos
    certas, produzem maravilhas.

MITO 4: Empreendedores não têm chefe e são completamente independentes.
    Realidade: Todo mundo é chefe do empreendedor: seus sócios, investidores,
    clientes, fornecedores, empregados, família, comunidade. Mas os
    empreendedores podem escolher as exigências que vão atender, e quando.

MITO 5: Empreendedores devem ser jovens e cheios de energia.
    Realidade: Essas qualidades podem ajudar, mas idade não é barreira. O que
    é crítico é possuir o conhecimento relevante, experiência e contatos que
    facilitam reconhecer e agarrar uma oportunidade.

MITO 6: Empreendedores trabalham mais do que executivos de grandes
companhias.
    Realidade: Alguns trabalham mais, outros não.

MITO 7: Empreendedores são lobos solitários.
    Realidade: Os empreendedores mais bem-sucedidos são líderes que
    constroem grandes equipes e ótimos relacionamentos com pares, diretores,
    investidores, clientes, fornecedores e outros.

MITO 8: Empreendedores são jogadores.
    Realidade: Empreendedores bem-sucedidos calculam muito bem os riscos.
    Eles tentam influenciar o jogo de probabilidades, freqüentemente atraindo
    outros para dividir os riscos com eles.
Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br           Página 35
EMPREENDEDORISMO



MITO 9: Empreendedores querem o show todo só para eles.
    Realidade: Privilegiar o próprio ego coloca um teto nas possibilidades de
    crescimento. Os melhores empreendedores geralmente sabem construir um
    time, uma organização, uma companhia.

MITO 10: Empreendedores sofrem um estresse tremendo.
    Realidade: Sem dúvida, mas não há evidências de que o empreendedor sofra
    mais estresse do que outros profissionais com muita responsabilidade. A
    maioria dos empreendedores, ao contrário, acha seu trabalho muito
    satisfatório.

QUEM É O EMPREENDEDOR?

É alguém que define por si mesmo o que vai fazer e em que contexto será feito. Ao
definir o que vai fazer, ele leva em conta seus sonhos, desejos, preferências, o estilo
de vida que quer ter. Desta forma, consegue dedicar-se intensamente, já que seu
trabalho se confunde com o prazer.

Reflexão

           “Qualquer individuo que tenha a frente uma decisão a tomar pode
           aprender a ser um empreendedor e se comportar empreendedorialmente.
           O empreendimento é um comportamento, e não um traço de
           personalidade. E suas bases são o conceito e teoria, e não a intuição.”
                                                                       Peter Drucker




Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                  Página 36
EMPREENDEDORISMO



REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

AIDAR, M. M. Empreendedorismo. São Paulo: Thomson Learning, 2007. Coleção Debates em
Administração.
ALMEIDA, Emerson de. Fundamentos da empresa relevante. Rio de Janeiro. Campus. 2006.
BARON, Robert A.; SHANE, Scott A. Empreendedorismo: uma visão do processo. São Paulo: Thomson
Learning, 2007.
BIDHÉ, Amar. Origem e Evolução do Empreendedor. HSM Management. São Paulo: AF
Comunicações, n. 25, 2001.
DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando idéias em negócios. 2. ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2005.
FILION, Louis Jacques. O planejamento de seu sistema de aprendizagem empresarial: identifique uma
visão e avalie o seu sistema de relações. Revista de Administração de Empresas. São Paulo: FGV. Vol.
31, n. 3, jul./set. 1991. p. 63-72.
FILION, Louis Jacques; DOLABELA, Fernando. Boa idéia! E agora? São Paulo: Cultura Editores, 2000.




Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br                              Página 37

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Como fazer um plano de negócios slides módulo i
Como fazer um plano de negócios   slides módulo iComo fazer um plano de negócios   slides módulo i
Como fazer um plano de negócios slides módulo i
Fdtensino
 
Empreendedorismo 1 e 2
Empreendedorismo 1 e 2Empreendedorismo 1 e 2
Empreendedorismo 1 e 2
siqueiralc
 
A disciplina da Inovação Peter Drucker
A disciplina da Inovação   Peter DruckerA disciplina da Inovação   Peter Drucker
A disciplina da Inovação Peter Drucker
zeusi9iuto
 

Mais procurados (20)

Slide empreendedorismo
Slide empreendedorismoSlide empreendedorismo
Slide empreendedorismo
 
Empreendedorismo
EmpreendedorismoEmpreendedorismo
Empreendedorismo
 
Plano de negócio
Plano de negócioPlano de negócio
Plano de negócio
 
Plano de negócios passo a passo
Plano de negócios passo a passoPlano de negócios passo a passo
Plano de negócios passo a passo
 
Tipos de Empresas
Tipos de Empresas Tipos de Empresas
Tipos de Empresas
 
Empreendedorismo
EmpreendedorismoEmpreendedorismo
Empreendedorismo
 
Planejamento Estrátegico
Planejamento EstrátegicoPlanejamento Estrátegico
Planejamento Estrátegico
 
O Perfil Empreendedor segundo José Carlos Assis Dornelas
O Perfil Empreendedor segundo José Carlos Assis DornelasO Perfil Empreendedor segundo José Carlos Assis Dornelas
O Perfil Empreendedor segundo José Carlos Assis Dornelas
 
Mundo VUCA
Mundo VUCAMundo VUCA
Mundo VUCA
 
Canvas para criação de Modelos de Negócios Inovadores
Canvas para criação de Modelos de Negócios InovadoresCanvas para criação de Modelos de Negócios Inovadores
Canvas para criação de Modelos de Negócios Inovadores
 
Empreendedorismo
EmpreendedorismoEmpreendedorismo
Empreendedorismo
 
Como fazer um plano de negócios slides módulo i
Como fazer um plano de negócios   slides módulo iComo fazer um plano de negócios   slides módulo i
Como fazer um plano de negócios slides módulo i
 
Empreendedorismo aula 01
Empreendedorismo   aula 01Empreendedorismo   aula 01
Empreendedorismo aula 01
 
Empreendedorismo 1 e 2
Empreendedorismo 1 e 2Empreendedorismo 1 e 2
Empreendedorismo 1 e 2
 
Modelo De Plano De Negócio
Modelo De Plano De NegócioModelo De Plano De Negócio
Modelo De Plano De Negócio
 
Apresentação ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS
Apresentação ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESASApresentação ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS
Apresentação ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS
 
Os 10 princípios da inovação 3M
Os 10 princípios da inovação 3MOs 10 princípios da inovação 3M
Os 10 princípios da inovação 3M
 
Apresentação gestão empresarial
Apresentação gestão empresarialApresentação gestão empresarial
Apresentação gestão empresarial
 
Plano de negocios
Plano de negociosPlano de negocios
Plano de negocios
 
A disciplina da Inovação Peter Drucker
A disciplina da Inovação   Peter DruckerA disciplina da Inovação   Peter Drucker
A disciplina da Inovação Peter Drucker
 

Destaque

Desafio proficional empreendedorismo
Desafio proficional   empreendedorismoDesafio proficional   empreendedorismo
Desafio proficional empreendedorismo
Clauvs1982
 
2 conceito de empreendedorismo e de empresa
2 conceito de empreendedorismo e de empresa2 conceito de empreendedorismo e de empresa
2 conceito de empreendedorismo e de empresa
Rapport Assessoria
 
Desafio profissional a1_2014_1_adm1
Desafio profissional a1_2014_1_adm1Desafio profissional a1_2014_1_adm1
Desafio profissional a1_2014_1_adm1
deltagrajau
 
Desafio profissional finalizado 1º bimestre mat e pg
Desafio profissional finalizado 1º bimestre mat e pgDesafio profissional finalizado 1º bimestre mat e pg
Desafio profissional finalizado 1º bimestre mat e pg
livialemos
 
Material desafio profissional 1º bimestre 2016 (1)
Material   desafio profissional 1º bimestre 2016 (1)Material   desafio profissional 1º bimestre 2016 (1)
Material desafio profissional 1º bimestre 2016 (1)
jujufr
 
Desafio profissional 2014
Desafio profissional 2014Desafio profissional 2014
Desafio profissional 2014
Fernando santos
 
Desafio profissional pronto
Desafio profissional prontoDesafio profissional pronto
Desafio profissional pronto
Cleuza Carus
 

Destaque (19)

Empreendedorismo aula 1 parte 2 - professor marcelo reis
Empreendedorismo   aula 1 parte 2  - professor marcelo reisEmpreendedorismo   aula 1 parte 2  - professor marcelo reis
Empreendedorismo aula 1 parte 2 - professor marcelo reis
 
Desafio proficional empreendedorismo
Desafio proficional   empreendedorismoDesafio proficional   empreendedorismo
Desafio proficional empreendedorismo
 
Empreendedorismo
EmpreendedorismoEmpreendedorismo
Empreendedorismo
 
Gestão de Projetos e Empreendedorismo (28/05/2013)
Gestão de Projetos e Empreendedorismo (28/05/2013)Gestão de Projetos e Empreendedorismo (28/05/2013)
Gestão de Projetos e Empreendedorismo (28/05/2013)
 
Empreendedorismo capitulo-2
Empreendedorismo capitulo-2Empreendedorismo capitulo-2
Empreendedorismo capitulo-2
 
Trabalho tecnologia da informação, TI
Trabalho tecnologia da informação, TITrabalho tecnologia da informação, TI
Trabalho tecnologia da informação, TI
 
Empreendedorismo
EmpreendedorismoEmpreendedorismo
Empreendedorismo
 
2 conceito de empreendedorismo e de empresa
2 conceito de empreendedorismo e de empresa2 conceito de empreendedorismo e de empresa
2 conceito de empreendedorismo e de empresa
 
Desafio profissional co emp
Desafio profissional co empDesafio profissional co emp
Desafio profissional co emp
 
Palestra sobre Empreendedorismo: motivação para mudar de vida, se Realizar e ...
Palestra sobre Empreendedorismo: motivação para mudar de vida, se Realizar e ...Palestra sobre Empreendedorismo: motivação para mudar de vida, se Realizar e ...
Palestra sobre Empreendedorismo: motivação para mudar de vida, se Realizar e ...
 
Noções de Administração: Funções da Administração (aula 1)
Noções de Administração: Funções da Administração (aula 1)Noções de Administração: Funções da Administração (aula 1)
Noções de Administração: Funções da Administração (aula 1)
 
Aula empreendedorismo
Aula empreendedorismoAula empreendedorismo
Aula empreendedorismo
 
Desafio profissional a1_2014_1_adm1
Desafio profissional a1_2014_1_adm1Desafio profissional a1_2014_1_adm1
Desafio profissional a1_2014_1_adm1
 
Desafio profissional finalizado 1º bimestre mat e pg
Desafio profissional finalizado 1º bimestre mat e pgDesafio profissional finalizado 1º bimestre mat e pg
Desafio profissional finalizado 1º bimestre mat e pg
 
Material desafio profissional 1º bimestre 2016 (1)
Material   desafio profissional 1º bimestre 2016 (1)Material   desafio profissional 1º bimestre 2016 (1)
Material desafio profissional 1º bimestre 2016 (1)
 
Desafio profissional ped3
Desafio profissional ped3Desafio profissional ped3
Desafio profissional ped3
 
Desafio profissional 2014
Desafio profissional 2014Desafio profissional 2014
Desafio profissional 2014
 
Desafio profissional pronto
Desafio profissional prontoDesafio profissional pronto
Desafio profissional pronto
 
Empreendedorismo
EmpreendedorismoEmpreendedorismo
Empreendedorismo
 

Semelhante a JSA_Empreendedorismo

emprendedorismo & inovação
emprendedorismo & inovaçãoemprendedorismo & inovação
emprendedorismo & inovação
annoni
 
Inovação e Criatividade
Inovação e CriatividadeInovação e Criatividade
Inovação e Criatividade
Andrea Costa
 

Semelhante a JSA_Empreendedorismo (20)

Constituicao e legalizacao_negocios
Constituicao e legalizacao_negociosConstituicao e legalizacao_negocios
Constituicao e legalizacao_negocios
 
emprendedorismo & inovação
emprendedorismo & inovaçãoemprendedorismo & inovação
emprendedorismo & inovação
 
eBook - Sou uma Startup, e agora?
eBook - Sou uma Startup, e agora?eBook - Sou uma Startup, e agora?
eBook - Sou uma Startup, e agora?
 
empreendedorismo conceito.docx
empreendedorismo conceito.docxempreendedorismo conceito.docx
empreendedorismo conceito.docx
 
APOSTILA 9 - EMPREENDEDORISMO.pdf
APOSTILA 9 - EMPREENDEDORISMO.pdfAPOSTILA 9 - EMPREENDEDORISMO.pdf
APOSTILA 9 - EMPREENDEDORISMO.pdf
 
1a. aula
1a. aula1a. aula
1a. aula
 
23_Hugo_S%26G14_vf
23_Hugo_S%26G14_vf23_Hugo_S%26G14_vf
23_Hugo_S%26G14_vf
 
1a. aula
1a. aula1a. aula
1a. aula
 
Economia Criativa Inovação e Negocios - ESPM
Economia Criativa Inovação e Negocios - ESPMEconomia Criativa Inovação e Negocios - ESPM
Economia Criativa Inovação e Negocios - ESPM
 
Gestao de novos negocios completo
Gestao de novos negocios completoGestao de novos negocios completo
Gestao de novos negocios completo
 
Modelos de Negócios Canvas
Modelos de Negócios CanvasModelos de Negócios Canvas
Modelos de Negócios Canvas
 
Modelos de Negócios Inovadores
Modelos de Negócios InovadoresModelos de Negócios Inovadores
Modelos de Negócios Inovadores
 
Gestao empreendedora
Gestao empreendedoraGestao empreendedora
Gestao empreendedora
 
Startups
Startups Startups
Startups
 
Aula 1 (1)
Aula 1 (1)Aula 1 (1)
Aula 1 (1)
 
Empreendedorismo
Empreendedorismo Empreendedorismo
Empreendedorismo
 
Inovação e Criatividade
Inovação e CriatividadeInovação e Criatividade
Inovação e Criatividade
 
Trabalho de Gestão de Carreiras nas Empresas
Trabalho de Gestão de Carreiras nas EmpresasTrabalho de Gestão de Carreiras nas Empresas
Trabalho de Gestão de Carreiras nas Empresas
 
Empreenda com Sucesso
Empreenda com SucessoEmpreenda com Sucesso
Empreenda com Sucesso
 
1-AULAS EMPREENDEDORISMO.ppt
1-AULAS EMPREENDEDORISMO.ppt1-AULAS EMPREENDEDORISMO.ppt
1-AULAS EMPREENDEDORISMO.ppt
 

Último

ATIVIDADE 3 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA - 52_2024
ATIVIDADE 3 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA - 52_2024ATIVIDADE 3 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA - 52_2024
ATIVIDADE 3 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA - 52_2024
azulassessoria9
 
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
aulasgege
 

Último (20)

Química-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptx
Química-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptxQuímica-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptx
Química-ensino médio ESTEQUIOMETRIA.pptx
 
ATIVIDADE 3 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA - 52_2024
ATIVIDADE 3 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA - 52_2024ATIVIDADE 3 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA - 52_2024
ATIVIDADE 3 - DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM MOTORA - 52_2024
 
425416820-Testes-7º-Ano-Leandro-Rei-Da-Heliria-Com-Solucoes.pdf
425416820-Testes-7º-Ano-Leandro-Rei-Da-Heliria-Com-Solucoes.pdf425416820-Testes-7º-Ano-Leandro-Rei-Da-Heliria-Com-Solucoes.pdf
425416820-Testes-7º-Ano-Leandro-Rei-Da-Heliria-Com-Solucoes.pdf
 
13_mch9_hormonal.pptx............................
13_mch9_hormonal.pptx............................13_mch9_hormonal.pptx............................
13_mch9_hormonal.pptx............................
 
Slides Lição 7, Betel, Ordenança para uma vida de fidelidade e lealdade, 2Tr2...
Slides Lição 7, Betel, Ordenança para uma vida de fidelidade e lealdade, 2Tr2...Slides Lição 7, Betel, Ordenança para uma vida de fidelidade e lealdade, 2Tr2...
Slides Lição 7, Betel, Ordenança para uma vida de fidelidade e lealdade, 2Tr2...
 
Sopa de letras | Dia da Europa 2024 (nível 1)
Sopa de letras | Dia da Europa 2024 (nível 1)Sopa de letras | Dia da Europa 2024 (nível 1)
Sopa de letras | Dia da Europa 2024 (nível 1)
 
Missa catequese para o dia da mãe 2025.pdf
Missa catequese para o dia da mãe 2025.pdfMissa catequese para o dia da mãe 2025.pdf
Missa catequese para o dia da mãe 2025.pdf
 
UFCD_10659_Ficheiros de recursos educativos_índice .pdf
UFCD_10659_Ficheiros de recursos educativos_índice .pdfUFCD_10659_Ficheiros de recursos educativos_índice .pdf
UFCD_10659_Ficheiros de recursos educativos_índice .pdf
 
Prova nivel 3 da XXII OBA DE 2019 - GABARITO POWER POINT.pptx
Prova nivel 3 da XXII OBA DE 2019 - GABARITO POWER POINT.pptxProva nivel 3 da XXII OBA DE 2019 - GABARITO POWER POINT.pptx
Prova nivel 3 da XXII OBA DE 2019 - GABARITO POWER POINT.pptx
 
CATEQUESE primeiro ano . CATEQUESE 1ºano
CATEQUESE primeiro ano . CATEQUESE 1ºanoCATEQUESE primeiro ano . CATEQUESE 1ºano
CATEQUESE primeiro ano . CATEQUESE 1ºano
 
Sequência didática Carona 1º Encontro.pptx
Sequência didática Carona 1º Encontro.pptxSequência didática Carona 1º Encontro.pptx
Sequência didática Carona 1º Encontro.pptx
 
Apresentação | Símbolos e Valores da União Europeia
Apresentação | Símbolos e Valores da União EuropeiaApresentação | Símbolos e Valores da União Europeia
Apresentação | Símbolos e Valores da União Europeia
 
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantilPower Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
 
Quiz | Dia da Europa 2024 (comemoração)
Quiz | Dia da Europa 2024  (comemoração)Quiz | Dia da Europa 2024  (comemoração)
Quiz | Dia da Europa 2024 (comemoração)
 
Formação T.2 do Modulo I da Formação HTML & CSS
Formação T.2 do Modulo I da Formação HTML & CSSFormação T.2 do Modulo I da Formação HTML & CSS
Formação T.2 do Modulo I da Formação HTML & CSS
 
Histogramas.pptx...............................
Histogramas.pptx...............................Histogramas.pptx...............................
Histogramas.pptx...............................
 
RENASCIMENTO E HUMANISMO_QUIZ 7º ANO.pptx
RENASCIMENTO E HUMANISMO_QUIZ 7º ANO.pptxRENASCIMENTO E HUMANISMO_QUIZ 7º ANO.pptx
RENASCIMENTO E HUMANISMO_QUIZ 7º ANO.pptx
 
12_mch9_nervoso.pptx...........................
12_mch9_nervoso.pptx...........................12_mch9_nervoso.pptx...........................
12_mch9_nervoso.pptx...........................
 
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
 
Religiosidade de Assaré - Prof. Francisco Leite
Religiosidade de Assaré - Prof. Francisco LeiteReligiosidade de Assaré - Prof. Francisco Leite
Religiosidade de Assaré - Prof. Francisco Leite
 

JSA_Empreendedorismo

  • 1. EMPREENDEDORISMO Conteúdo Programático  Empreendedorismo: sua natureza e raízes  Empreendedorismo como um processo  Criatividade e reconhecimento de oportunidades  Aquisição de informações essenciais  O formato jurídico dos novos empreendimentos  Estratégia: planejar a vantagem competitiva  Estabelecimento do Plano de Negócios  Diagnóstico empresarial Bibliografia Básica FERNANDES, Bruno. BERTON, Luiz Hamilton, Administração Estratégica. São Paulo: Saraiva, 2003. MALHEIROS, Rita. Viagem ao mundo do Empreendedorismo. Rio de Janeiro: IEA, 2003. ROBBINS, Stephen Paul. Administração: mudanças e perspectivas. São Paulo: Saraiva, 2000. Bibliografia Complementar NARESH K. MALHOTRA. Introdução à Pesquisa de Marketing. São Paulo: Pearson Brasil, 2005. PORTER, Michael. Vantagem Competitiva. São Paulo: Campus, 2000. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 1
  • 2. EMPREENDEDORISMO A REVOLUÇÃO DO EMPREENDEDORISMO O mundo tem passado por várias transformações em curtos períodos de tempo, principalmente no século XX, quando foi criada a maioria das invenções que revolucionaram o estilo de vida das pessoas. Geralmente, essas invenções são frutos de inovação, de algo inédito ou de uma nova visão de como utilizar coisas já existentes, mas que ninguém antes ousou olhar de outra maneira. O momento atual pode ser chamado de “A era do Empreendedorismo”, pois são os empreendedores que estão:  Eliminando as barreiras culturais e comerciais,  Encurtando distâncias,  Globalizando e renovando os conceitos econômicos,  Criando novas relações de trabalho e novos empregos,  Quebrando paradigmas  Gerando riqueza para a sociedade. O empreendedorismo é mais do que simplesmente fundar uma nova empresa. Antes de criar uma empresa, há a necessidade de se ter uma idéia do negócio, como ele irá funcionar e quem comprará os produtos. O empreendedorismo é um processo – uma cadeia de eventos e atividades que ocorrem ao longo do tempo – em alguns casos, períodos consideráveis de tempo. Ele começa com uma idéia para algo novo – muitas vezes um novo produto ou serviço. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 2
  • 3. EMPREENDEDORISMO Os processos e conceitos de negócio inovadores são mais importantes do que produtos inovadores. Não é a mudança tecnológica em si que é inovadora, mas a nova forma de atender às necessidades dos consumidores e capitalizar a oportunidade. O importante é fazer ou produzir algo, viável economicamente, e que todos queiram comprar. Por trás destas invenções, existem pessoas ou equipes de pessoas com características especiais, que são visionárias, que questionam, que arriscam, que querem algo diferente, que fazem acontecer, que empreendem. As mudanças sociais e demográficas são também fontes importantes de oportunidades de empreendedorismo. AS DIMENSÕES DO EMPREENDEDORISMO Condições de conhecimento  Grau de complexidade do processo produtivo  Nível de criação de novos conhecimentos no setor  Porte das entidades inovadoras  Grau de incerteza Condições da demanda  Tamanho do mercado  Crescimento do mercado  Segmentação do mercado Ciclos de vida do setor Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 3
  • 4. EMPREENDEDORISMO  Necessidades dos clientes na atualidade  Necessidades dos clientes no futuro  Concorrentes na atualidade  Concorrentes no futuro FATORES DE SUCESSO  Imaginar como fazer o negócio funcionar.  Ser criativo nas suas ações.  Assumir apenas os riscos necessários.  Ser rápido em corrigir os erros.  Não desperdiçar as oportunidades.  Procurar novos desafios. “Para se construir algo é necessário destruir algo”. Para construirmos um empreendimento de sucesso é necessária à destruição de tudo aquilo que pode prejudicá-lo, como a falta de fé, de ação e de motivação. EMPREENDEDORISMO COMO UM PROCESSO O QUE É UM NEGÓCIO? Negócio é um esforço organizado por determinadas pessoas para produzir bens e serviços, a fim de vendê-los em um determinado mercado e alcançar recompensa financeira pelo seu esforço. O objetivo de um negócio é produzir e vender com lucro produtos/serviços que satisfaçam necessidades e desejos da sociedade. Necessidades e desejos que podem ser do mercado, ou, mais especificamente, do cliente. Existem dois tipos básicos de negócio: Industrial: Engajado na produção, extração e construção. Comercial: Envolvendo marketing, finanças e serviços Todo negócio envolve duas formas de capital: Fundos de capital: O termo refere-se à moeda necessária para operar uma empresa Bens de capital: A expressão diz respeito aos equipamentos (ferramentas, terrenos, prédios e maquinaria) necessários para fazer e vender o produto/serviço. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 4
  • 5. EMPREENDEDORISMO COMO ESCOLHER O NEGÓCIO ADEQUADO?  Qual é o volume de capital que você pretende investir?  Qual é o retorno que você pensa ou precisa obter?  Qual é a natureza das atividades de trabalho envolvidas?  Quais são as suas experiências profissionais?  Quais são os seus objetivos?  Quais são as suas atitudes e opiniões a respeito de negócios?  Quais são as suas características de personalidade?  Quais são os seus conhecimentos e as habilidades?  Quanto tempo você pode ficar sem um salário mensal? O CICLO DE VIDA DOS NEGÓCIOS Fase pioneira: é a fase inicial da organização, quando os fundadores ou empresários iniciam o negócio. Por ser ainda pequena, os seus processos são facilmente supervisionados e controlados. Há poucas tarefas de rotina e um enorme volume de improvisações. Como são poucos os procedimentos preestabelecidos, a capacidade da empresa para realizar inovações e mudanças é bastante elevada. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 5
  • 6. EMPREENDEDORISMO Fase de expansão: é a fase em que a organização cresce e expande as suas atividades, intensificando as suas operações e aumentando o número de seus funcionários. A preocupação básica é o aproveitamento das oportunidades que surgem e o nivelamento entre a produção e as necessidades do ambiente. Fase de regulamentação: com o gradativo crescimento das atividades da organização, ela é obrigada a estabelecer normas de coordenação entre os diversos departamentos ou setores que vão surgindo, bem como definir rotinas e processos de trabalho. Fase de burocratização: com o desenvolvimento das operações e com a sua nova dimensão, a organização passa a necessitar de uma rede de regulamentação burocrática, dentro de padrões e de um sistema de regras e procedimentos, relacionados às atividades de trabalho. Desenvolve-se uma hierarquia com cadeia de comando e uma divisão do trabalho baseada na especialização e impessoalidade das relações entre os funcionários. Fase de reflexibilização: é a fase de readaptação à flexibilidade, de reencontro com a capacidade inovadora perdida. É o que está acontecendo atualmente com as grandes organizações, que estão se fragmentando em unidades estratégicas de negócios, buscando o retorno às características peculiares das pequenas empresas, a fim de fazer frente a um ambiente mutável e competitivo. IDENTIFICANDO OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS A identificação de uma oportunidade é o primeiro passo que impulsiona o empreendedor para o desenvolvimento de um produto ou serviço que propiciará o negócio. FONTES DE IDÉIAS PARA CRIAÇÃO DE NEGÓCIOS: Experiência pessoal: uma base para as idéias de novos negócios é a experiência pessoal, que é obtida tanto em casa quanto no trabalho. Do conhecimento adquirido de empregos atuais ou recentes, alguns empregados vêem a possibilidade de modificar produtos existentes, aprimorando um serviço ou reproduzindo um conceito de negócios em um local diferente. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 6
  • 7. EMPREENDEDORISMO Hobbies: às vezes, os hobbies crescem além de sua condição de hobbies e se tornam negócios. Descoberta acidental: qualquer pessoa pode “topar” com uma idéia útil no decorrer do dia-a-dia. Busca deliberada: uma idéia de novo negócio pode também emergir de uma busca deliberada – uma exploração proposital para encontrar uma nova idéia. Os empreendedores podem estudar as suas próprias capacidades e então olhar para novos produtos ou serviços que são capazes de produzir, ou primeiro podem procurar as necessidades de mercado. QUAL É O NEGÓCIO? Todo negócio precisa ser muito bem definido para ter um foco preciso. O foco permite concentrar todas as forças sobre um único ponto. Trata-se de obter convergência, sem foco, o negócio torna-se fluido e esparso, amorfo e indefinido. A VIABILIDADE FINANCEIRA DO NEGÓCIO  Identificar e tentar potencializar as oportunidades do mercado e todos os aspectos que poderão aumentar as chances de dar certo.  Reconhecer e procurar neutralizar as ameaças do mercado e todos os aspectos que poderão reduzir as chances de dar certo.  Descobrir como criar valor para o cliente e como gerar riqueza para a empresa. O QUE É O INTRAEMPREENDEDORISMO? É uma modalidade de empreendedorismo praticado por funcionários dentro da empresa em que trabalham. São profissionais que possuem uma capacidade diferenciada de analisar cenários, criar idéias, inovar e buscar novas oportunidades para estas empresas. São eles que ajudam a movimentar a criação de idéias dentro das organizações, mesmo que indiretamente. O INTRAEMPREENDEDOR Este tipo de colaborador tem sido muito valorizado pelas empresas, principalmente por agregarem valor ao trabalho final executado pela organização. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 7
  • 8. EMPREENDEDORISMO Eles são procurados pelas empresas de recrutamento com uma frequência cada vez maior, ocupando espaços importantes nas grandes corporações em todo o mundo. QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS DO INTRAEMPREENDEDOR? Este tipo de profissional lida muito bem com a busca pelo novo, sem medo dos riscos que possa correr por gerar uma idéia e compartilhá-la com seus superiores. Ele está focado na melhora contínua de seu setor, departamento ou mesmo de toda a empresa, dependendo da abrangência que sua idéia possa ter. COMO INCENTIVAR O APARECIMENTO DOS INTRAEMPREENDEDORES? Para poder contar com um profissional com estas características, é necessário que a empresa crie condições para que ele se desenvolva naturalmente. A alta administração precisa estar disposta a abrir mão da sua rigidez e do conservadorismo nos processos de tomada de decisão, permitindo que seus colaboradores opinem e sugiram melhorias. O fato mais importante neste processo seja a compreensão por parte dos “chefes” de que estes profissionais podem, e deverão, ser melhores que eles. A alta gerência precisa enxergar os intraempreendedores como um ativo de luxo para a empresa e não um concorrente que precisa ser tolido. O QUE SIGNIFICA SER UM INTRAEMPREENDEDOR?  Forme sua equipe. Intraempreendedorismo não é uma atividade solitária.  Compartilhe o mais amplamente possível as recompensas.  Solicite aconselhamento antes de pedir recursos.  É melhor prometer pouco e realizar em excesso.  Faça o trabalho necessário para atingir o seu sonho, independentemente de sua descrição de cargo.  Lembre-se de que é mais fácil pedir perdão do que pedir permissão.  Tenha sempre em mente os interesses de sua empresa e dos clientes, especialmente quando você tiver que quebrar alguma regra ou evitar a burocracia.  Vá para o trabalho a cada dia disposto a ser demitido.  Seja leal à suas metas, mas realista quanto ás maneiras de atingi-las. CRIATIVIDADE E RECONHECIMENTO DE OPORTUNIDADES Criar é provocar surpresa! Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 8
  • 9. EMPREENDEDORISMO A criatividade é um elemento crítico para a sobrevivência e desenvolvimento empresarial. Devido às mudanças tecnológicas e econômico-sociais, precisa-se da geração de novas idéias e de soluções rápidas e práticas para enfrentar as transformações do mercado e o ambiente organizacional. O processo criativo refere-se a algo aceito por outras pessoas e que corresponda com as expectativas e valores de um determinado grupo de indivíduos. Somente desta forma, será visto como algo significativo em termos de mercado produtivo, que possa vender a idéia ou mesmo solucionar situações complicadas e / ou desenvolver novos produtos. O elemento que atua como ignição da criatividade e ao mesmo tempo combustível do processo é a motivação. Não existe fórmula certa para ser criativo. Não existem regras a seguir, a não ser a de questionar as regras existentes. É preciso aceitar e propor mudanças – mudanças de mentalidade, mudanças de rumo, de comportamento. Mudar é aceitar novos desafios, descobrir novos caminhos, se arriscar, sair do estado de inércia para o desconhecido. PROCESSO CRIATIVO As ações empresariais, assim como boa parte das situações complicadas do dia-a- dia, exigem: Preparação – A primeira etapa é a preparação, quando mergulhamos no problema, buscamos informações e exploramos as soluções possíveis. Incubação – Vem após a preparação; é etapa na qual a mente “descansa” e digere as informações recebidas. Iluminação – Momento em que as peças do quebra-cabeça parecem finalmente se reunir e a idéia surge clara em nossa mente. Avaliação – Etapa em que julgamos se a idéia realmente soluciona o problema. Muitas vezes, é necessário fazer ajustes ou começar novamente, adotando novas perspectivas ou reunindo novas informações. A produção de idéias criativas ocorre de forma disciplinada. E disciplina não pressupõe rigidez ou estabilidade, mas sim colocar limites que ajudam cada fase a ter seu tempo de maturação e de ação. Ter idéias criativas é o mesmo que ter organização e boa análise dos acontecimentos que estão ao seu redor. É estar em sintonia com o universo. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 9
  • 10. EMPREENDEDORISMO  Você sabe como anda a sua criatividade?  Consegue ter pelo menos uma idéia diária?  O que você faz para alimentar seu processo criativo?  Já reparou em que condições e momentos você tem as melhores idéias?  Essas idéias são utilizadas única e exclusivamente no trabalho ou são aplicadas na sua vida pessoal?  Você compartilha suas idéias com outras pessoas? BARREIRAS À CRIATIVIDADE NA EMPRESA  Centralização de decisões;  Muitas regras e formalismos;  Resistência a mudanças;  Falta de recursos: humanos, financeiros, informações, tempo;  Barreiras individuais: medo de correr riscos, insegurança, resistência à ambiguidade, inflexibilidade. CAUSAS DE FRACASSO DAS EMPRESAS  Falta de planejamento  Desconhecimento de tributação  Expansão além dos recursos  Análise financeira e de custo inadequada  Falta de informação acerca de seus clientes/mercado  Nepotismo  Centralização excessiva  Conflitos internos  Miopia em vendas  Falta de liderança e gestão de pessoas  Individualismo  Cultura da qualidade incipiente  Produção e logística ineficiente  Ações estratégicas e de negociação com falhas ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO DA EMPRESA Nascimento Primeiro e real teste de determinação do empreendedor e da viabilidade do modelo. Compreende a implantação e a operacionalização Existência Neste estágio, a empresa já apresenta sinais mais consistentes de viabilidade, o que significa novos passos que começam a ser delineados. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 10
  • 11. EMPREENDEDORISMO Decolagem Neste estágio, a empresa já provou sua viabilidade, o que significa que novos passos e decisões começam a ser delineados. Até o momento não se discutiu o problema do porte, delineando-se as fronteiras entre a pequena, a média e a grande empresa. Maturidade Caracteriza-se pela consolidação de controle dos ganhos do crescimento, alta complexidade operacional e estrutural. Neste estágio, normalmente por esgotamento do mercado, a empresa prepara-se para diversificação de negócios. Petrificação Por incapacidade de mudanças, lentidão, perda de criatividade e inovação em razão de excessiva burocracia, elas não conseguem mover-se. Qualquer empresa pode entrar neste estágio. O único antídoto é renovar o modelo e mudar; caso contrário, é o começo do fim. AQUISIÇÃO DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS Informações comerciais: quem são os clientes em potencial, as suas preferências e as necessidades, o tamanho do mercado em que os empreendedores pretendem atuar, os concorrentes, os possíveis preços a serem praticados, dentre outros. Considerar como concorrente tudo aquilo que impede uma pessoa de consumir o nosso produto ou serviço. Como exemplo: a Disneylândia, que considera as casas das avós como concorrentes, pois são outras opções de locais que os pais têm para levar as crianças durante as férias. Informações sobre as regulamentações e políticas governamentais: os conhecimentos sobre a legislação de impostos praticados para a atividade que pretendemos ter, a existência de incentivos para a constituição de novas empresas inovadoras, como financiamento a juros subsidiados e possíveis isenções fiscais. É importante que ao abrir uma empresa estejamos informados sobre a tributação incidente à classificação fiscal adequada ao porte da empresa. Existem classificações que tributam com mais rigor que outras. Antes de iniciar um novo empreendimento inovador é preciso saber se há alguma proibição, impedimento ou alguma regulamentação específica para o setor em que iremos atuar e para o negócio em si. No setor de telecomunicações, por exemplo, as operadoras de telefonia devem ter um departamento que trata especificamente de assuntos regulatórios e da interação da empresa com a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 11
  • 12. EMPREENDEDORISMO Informações sobre as várias leis que afetam determinados negócios: como exemplo as leis que tratam de aspectos trabalhistas, remuneração dos funcionários, férias, além de condições de segurança, saúde nas empresas e cotas para deficientes físicos. Tratamento de resíduos tóxicos e outras regras ambientais podem suspender ou mesmo proibir as atividades de organizações que as desrespeitarem. Como exemplo, uma empresa química pode ser multada se não tratar seus resíduos de maneira adequada, comprometendo a sua viabilidade e continuidade do negócio. Frequentemente, o empreendedor evita estudos de mercado, imaginando que isso se aplica apenas a grandes negócios e a empresas já estabelecidas. Há uma crença generalizada de que a pesquisa é cara e que só pode ser conduzida por especialistas. Algumas pesquisas podem ser realizadas por nós como empreendedores, a custos relativamente baixos. FORMAS DE LEVANTAMENTOS DE DADOS Informações ou dados secundários – são aqueles que já estão publicados e, portanto, disponíveis. Informações ou dados primários – são aqueles obtidos diretamente de informantes ou fontes da pesquisa, através de questionário e entrevista. Esses dados são utilizados especificamente para objetivo de um estudo. Levantamento de informações primárias de mercado A abordagem mais óbvia para descobrir como as pessoas reagirão a um novo produto ou serviço é perguntar a elas. Isso vale para a maioria dos produtos, exceto para os que são realmente novos e criam novos mercados. Entretanto, apenas perguntar aos clientes como eles avaliam um novo produto também cria alguns problemas, mesmo quando o produto não é novo, pois pode haver informações confusas, difíceis de serem interpretadas. Para sanar estas dificuldades existem algumas técnicas de pesquisa mercadológica, como: Pesquisa direta com o cliente: pessoas do grupo alvo comparam o produto com outros já existentes de acordo com uma escala de pontos, baseando-se em supostas dimensões. Isto é feito mostrando-lhes cada produto e pedindo que classifiquem cada um. Por exemplo, ruim, bom e ótimo em termos de qualidade, utilidade e valor. Mapeamento perceptual: esta técnica procura identificar as principais dimensões dos produtos, como preço, qualidade, aparência, tamanho etc., e faz-se a comparação dessas dimensões desenhadas em um quadro. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 12
  • 13. EMPREENDEDORISMO Discussões de grupo: utilizadas para compreender como os clientes percebem e avaliam os produtos. Neste caso, grupos de 8 a 12 pessoas semelhantes aos clientes em potencial se reúnem durante uma a duas horas para descrever suas observações e reações sobre produtos relevantes. As discussões em grupo são conduzidas por um moderador, cuja tarefa é reunir uma ampla gama de opiniões dos participantes. BUSCA DE INFORMAÇÕES É muito importante a capacidade do empreendedor de buscar informações por si próprio, ou seja, de empenhar-se pessoalmente no levantamento de informações relacionadas a sua empresa, seus clientes, seus parceiros e seus concorrentes. A incessante busca de novas informações ajuda o empresário a manter a competitividade necessária no Mercado onde atua. Assim, ele consegue estabelecer metas em bases reais, ou seja, planejar e desenvolver melhor o seu negócio. A ampliação do conhecimento sobre seu setor, sobre novas tecnologias, sobre o futuro do Mercado dará, ao empreendedor, base sólida para a tomada de decisões acerca do desenvolvimento do seu negócio. A quantidade e a qualidade da informação que o empresário dispõe permanentemente sobre o mundo dos negócios são fatores determinantes para ter sucesso frente aos concorrentes. Se bem, utilizada, informação é poder. FORMANDO A EQUIPE Após a identificação das informações de negócio, é necessário reunir recursos para dar continuidade ao processo empreendedor. A escolha de uma equipe é de suma importância, dado que o sucesso de qualquer novo empreendimento depende muito dos recursos humanos que ele reúne, devido aos conhecimentos que eles possuem suas habilidades, talentos, capacidades e reputações. O processo de formação da equipe pode ser descrito em quatro etapas: 1) Autoconhecimento do empreendedor, no sentido de se conhecer para conhecer quem deverão ser os melhores aliados à sua idéia. 2) A escolha dos cofundadores. 3) Estabelecimento de relações de trabalho eficazes com os cofundadores e com os novos funcionários. 4) Escolha da equipe de trabalho e pessoas com o talento que o novo empreendimento precisa. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 13
  • 14. EMPREENDEDORISMO Para desenvolver uma visão mais precisa sobre nós mesmos e de outras pessoas podemos considerar cinco parâmetros:  A base de conhecimento: tais como formação e experiências.  As habilidades específicas: ou seja, capacidade de realização de tarefas.  A motivação: os motivos pessoais para o empenho no empreendimento devem estar coerentes com os motivos dos cofundadores potenciais, a fim de evitar problemas futuros.  O compromisso: desejo de persistir, apesar das adversidades, e o atingimento de metas pessoais relacionadas ao empreendimento.  Os atributos pessoais: são identificadas as dimensões de personalidade, características nos indivíduos. O FORMATO JURÍDICO DOS NOVOS EMPREENDIMENTOS O empreendedor pode fazer sozinho o seu trabalho, como também contar com aliados: os sócios do negócio. Para que possa desenvolver suas atividades e operações, a empresa precisa ser legalmente estabelecida e constituída. A legislação brasileira distingue as pessoas físicas das pessoas jurídicas. Pessoa física: É o indivíduo ou pessoa individual com seus direitos e obrigações perante o Estado. Pessoa jurídica: É a associação de duas ou mais pessoas em uma entidade, com seus direitos e obrigações próprios e, portanto, distintos daqueles indivíduos que a compõem. Toda empresa — qualquer que seja a sua constituição jurídica — funciona como uma pessoa jurídica, isto é, com uma personalidade distinta das pessoas individuais que a compõem e dirigem. A CONSTITUIÇÃO JURÍDICA DA EMPRESA As empresas podem assumir diferentes formas e tamanhos. Do ponto de vista jurídico, as sociedades empresariais podem ser classificadas em duas formas jurídicas básicas: o empresário e a sociedade empresária. A primeira forma é representada por um único proprietário; a segunda é decorrência da associação de duas ou mais pessoas, que constituem uma entidade com personalidade jurídica distinta daquela dos indivíduos que a compõem. Empresário Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 14
  • 15. EMPREENDEDORISMO O conceito de empresário reúne dois elementos conjuntos: atividade econômica e um estabelecimento. Assim, o empresário exerce profissionalmente uma atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços. O conceito de empresário apresenta as seguintes vantagens:  O proprietário é o seu próprio patrão; ele toma sozinho todas as decisões relacionadas com o negócio;  O proprietário assume todo o lucro e todo o risco do negócio;  Os custos operacionais são baixos, pois não existem gerentes, chefes ou supervisores; a empresa individual é enxuta e sem excessos. O conceito de empresário, porém, apresenta algumas desvantagens:  Responsabilidade ilimitada em relação aos credores; o patrimônio total do proprietário — e não apenas o capital investido — responde pelas dívidas do negócio;  Limitação de capital, ou seja, a capacidade financeira do proprietário é limitada e pode restringir as operações maiores e o próprio crescimento da empresa;  O proprietário deve atuar em todas as posições do negócio, isto é, deve conhecer e dominar todos os aspectos técnicos, comerciais e financeiros da sua empresa; ele é o “faz-tudo” dentro da empresa. Espécies de sociedade Sociedade Quando duas ou mais pessoas se associam e constituem uma entidade com personalidade jurídica distinta daquela dos indivíduos que a compõem. As empresas de sociedade também são denominadas sociedades comerciais ou sociedades de pessoas. São empresas constituídas de dois ou mais proprietários que se associam no mesmo negócio, com o objetivo de obter lucro. O novo Código Civil define duas espécies de sociedades: a sociedade simples e a sociedade empresária. Sociedade simples É a sociedade constituída por pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de atividade econômica e a partilha entre si dos resultados. A sociedade simples apresenta várias vantagens: Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 15
  • 16. EMPREENDEDORISMO  Proporciona economias fiscais, pois permite redução de custos organizacionais e em relação a alguns tributos;  Permite maior capital, uma vez que os recursos financeiros provêm de mais de um indivíduo ou sócio;  Oferece maior facilidade de crédito, principalmente quando os bens pessoais dos sócios garantem com mais segurança os valores emprestados;  Proporciona cooperação e habilidades administrativas de vários sócios envolvidos no negócio. Sociedade empresária As sociedades empresárias podem apresentar-se sob diferentes formas, de acordo com os interesses dos sócios e do tipo do negócio. A sociedade empresária é aquela que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços, constituindo elemento de empresa. É considerada pessoa jurídica. Sociedade anônima A sociedade anônima (S.A.) é uma associação na qual o capital social é dividido em ações (ordinárias ou preferenciais) de um mesmo valor nominal, constituído mediante subscrições. Cada pessoa adquire (subscreve) o número de ações que lhe convier, tornando-se acionista da sociedade anônima. As ações ordinárias são aquelas adquiridas pelos acionistas comuns, que são os verdadeiros proprietários da empresa. Na realidade, eles são os últimos a receber qualquer retorno de seu interesse societário. Ao adquirir ações ordinárias, esses acionistas esperam ser recompensados por dividendos periódicos em dinheiro ou pelo aumento, ou, pelo menos, pela não redução, do valor da ação. As ações preferenciais estão limitadas a dois terços do total das ações emitidas e têm prioridade no recebimento de dividendos com valor mínimo anual estabelecido nos estatutos da empresa. Cooperativa Trata-se de uma associação voltada exclusivamente para suprir as necessidades e os interesses dos associados. O objetivo da sociedade cooperativa ou cooperativista é amparar, por meio da cooperação, os negócios dos associados. Parcerias A parceria pode ser uma interessante opção para alguns empreendedores ou uma necessidade de mercado, pois com ela é possível dividir tarefas sem que exista Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 16
  • 17. EMPREENDEDORISMO concorrência entre as partes envolvidas, garantindo independência para ambas. A opção por parceria deve ser bem avaliada pelas partes envolvidas. É importante definir claramente quais são as responsabilidades e os deveres de cada um dos parceiros para que não surjam dúvidas ou conflitos depois de iniciado o negócio. Joint ventures As joint ventures — ou empreendimentos conjuntos — são associações de empresas locais e estrangeiras que passam a compartilhar o capital, os riscos e as decisões sobre os empreendimentos que irão realizar em conjunto. Na joint venture cada sócio conserva sua independência e realiza objetivos mediante uma empresa comum, com participação no capital social. É uma forma de a empresa expandir sua base econômica com objetivos específicos de lucro ou benefícios adicionais para o seu negócio. Terceirização A terceirização ocorre quando uma empresa decide transferir para outra a produção de bens ou de serviços que anteriormente realizava com seus próprios recursos. Assim, em vez de produzir certos serviços ou produtos, ela passa a comprá-los de fornecedores na medida de suas necessidades. Com isso, a empresa transforma seus custos fixos em custos variáveis, libera recursos e pessoas, espaço e administração. A terceirização é, portanto, uma subcontratação, uma transferência para terceiros de atividades anteriormente realizadas pela própria empresa. Dessa forma, a empresa pode concentrar-se melhor no seu próprio negócio, fazendo com que as atividades não essenciais sejam realizadas por empresas nelas especializadas e que sabem fazer o trabalho da melhor maneira, com substancial redução de custos e melhoria de qualidade. Franquia (Franchising) Consiste numa relação econômica/empresarial em que o franqueador (detentor da marca) concede os seus direitos ao franqueado (autorizado a explorar a marca), mediante pagamento de uma verba previamente acordada no contrato. Através desse contrato o franqueado pode utilizar a marca e tudo ao que a mesma está associada (produtos, serviços, infraestrutura). Termos e definições Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 17
  • 18. EMPREENDEDORISMO  Franquia = acordo legal  Franqueador = a empresa que possui um formato e fornece esta a um terceiro, em troca de pagamentos.  Franqueado = empreendedor que compra os direitos de um franqueador.  Taxa de franquia = taxa paga uma única vez pelo conceito do negócio, pelos direitos de uso da marca, pela consultoria e por outros serviços.  Taxa de royalty = taxa contínua paga pelo franqueado e varia de acordo com o potencial de cada empresa, normalmente cobrada sobre o faturamento bruto ou pré-fixada anualmente. Há empresas que praticam uma forma antiquada de franquia, denominada concessão comercial, na qual ajudam a montar o negócio e fornecem os produtos, porém, os serviços prestados não são de maneira contínua e sim esporádica, mediante a solicitação do concessionário. Histórico Surgem as redes nos EUA: McDonald’s, Burguer King, KFC, Dunkin Donuts 1950 e outras; 1960 Primeiros movimentos no Brasil: Yázigi, CCAA... 1970 Mais movimentos no Brasil: Ellus, Água de Cheiro, Boticário... Surge ABF (Associação Brasileira de Franquias). 1980 Explode o sistema de franchising no Brasil 1990 Aprovação da Lei 8.955. Grande crescimento e número maior de exigências. Tendência de crescimento mais lento e mais eficaz. Maior profissionalização 2000 do sistema. O sistema de franquias hoje, no Brasil e no mundo, tem uma importância significativa na economia, sendo um grande gerador de empregos, além de responsável por parte importante do PIB de um país. O Brasil é o terceiro maior país do mundo em número de unidades franqueadas, o qual dissemina conhecimento de como se fazer franchising para o resto do mundo. Como escolher a franquia certa? Investir em uma franquia é algo muito próximo de se investir num negócio próprio. O melhor franqueado é aquele que montaria um negócio sozinho no mesmo ramo. É necessária a presença do espírito empreendedor fazendo parte do perfil do franqueado ideal. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 18
  • 19. EMPREENDEDORISMO O franqueado típico é alguém que aceita arriscar-se, porém procura por um risco administrável. O risco do seu negócio está intimamente ligado ao desempenho do seu franqueador. Não só seu produto tem que ser muito bom, como também sua estrutura de abastecimento de mercadorias e de prestação de serviços deve ser eficiente. O crédito dele deve ser excelente no mercado, assim como suas referências. Visão estratégica das partes: Franqueador e Franqueado Franqueador: Vantagens  Rapidez de expansão  Imagem corporativa  Desenvolvimento de uma rede  Rentabilidade com redução de custos  Maior cobertura geográfica  Melhor publicidade  Maior vantagem competitiva  Descentralização  Padronização Desvantagens  Perda parcial do controle  Maior custo de supervisão  Maiores custos de formatação  Perda de sigilo  Risco de desistência  Autonomia parcial  Planejamento de expansão aberto para terceiros  Risco de seleção inadequada Franqueado: Vantagens  Know-how adquirido  Maior chance de sucesso  Plano de negócios  Maior vantagem competitiva  Racionalização do investimento  Maior crédito  Rentabilidade com redução de custos  Melhor controle do retorno do investimento  Parte de uma corporação  Usufruto dos resultados  Independência jurídica Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 19
  • 20. EMPREENDEDORISMO Desvantagens  Autonomia parcial  Controles e submissão às regras  Pagamentos de taxas de franquia  Padrão de localização  Restrição na transferência a terceiros  Risco atrelado ao desempenho do franqueador  Pagamentos de taxas de royalties  Acompanhamento de todas as alterações exigidas sem consulta prévia de condição financeira ESTRATÉGIA: PLANEJAR A VANTAGEM COMPETITIVA Todo negócio tem uma missão a cumprir. Deve ter uma visão do futuro que o norteie. Deve definir os valores que pretende consagrar. Tudo isso precisa ser muito claro para que todos os grupos de interesse saibam exatamente o que fazer, como, quando e onde. DEFININDO A MISSÃO DO NEGÓCIO Missão significa a razão de ser do próprio negócio. Por que ele foi criado. Para que ele existe. O empreendedor pode abrir um negócio por muitas razões diferentes. Algumas dessas razões são positivas e construtivas: prestar um novo e diferente serviço à sociedade, satisfazer novas expectativas dos consumidores, aproveitar e incrementar novas tecnologias, ajudar a comunidade em determinados setores mais carentes, expressar criatividade e inovação ou investir a poupança em um negócio rentável. Outras razões são fugidias: um meio de se livrar de um emprego desagradável, pagar menos impostos, ficar menos tempo em casa ou simplesmente ter o que fazer. A missão da empresa sempre está centrada na sociedade. Em síntese, a missão da empresa define os produtos/serviços, os mercados e a tecnologia, refletindo os valores e as prioridades do negócio. O simples desejo de ter um negócio próprio ou de obter lucro com um determinado negócio não justifica a existência de uma empresa nem é suficiente para que ela alcance sucesso. É necessário muito mais do que isso. O lucro é uma decorrência do negócio e não deve ser considerado uma missão ou um objetivo global do negócio. Lucro não é missão, mas pode ser um objetivo importante ou uma decorrência fundamental do negócio. Ninguém trabalha de graça. Sem dúvida, é necessária uma forte motivação econômica focada em ganhos financeiros, mas ela não deve ser o elemento determinante de um novo negócio. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 20
  • 21. EMPREENDEDORISMO Para prosperar, uma empresa precisa produzir bens e serviços que os clientes se interessem em comprar em quantidades suficientes e a determinados preços. Preço, qualidade, concorrência e confiabilidade são aspectos fundamentais em qualquer negócio. A primeira preocupação que o empreendedor precisa ter quando pretende abrir um novo negócio — ou mesmo dar-lhe continuidade — é definir por que sua empresa precisa existir. Alguns exemplos de missão organizacional Empresa Propósito organizacional (missão) Servir alimentos de qualidade com rapidez e simpatia, em um McDonald's ambiente limpo e agradável. Assegurar que as pessoas do mundo todo cresçam, vivam bem e Danone sejam providas diariamente com alimentos cada vez melhores de diversos sabores, visando uma saúde melhor. Disney Divertir e alegrar as pessoas Dar às pessoas comuns a oportunidade de comprar as mesmas Wal-Mart coisas que os mais abastados Nike Viver a alegria do avanço e usar a tecnologia em benefício do público. Revista Transformar a informação em conhecimento; dar sentido a fatos Exame aparentemente desconexos, antecipar idéias e conceitos. Solucionar problemas que não são solucionados, de maneira 3M Inovadora. É necessária que a missão seja assimilada e compreendida de uma maneira uniforme por toda a equipe da empresa, a fim de que haja consonância e convergência. Quanto maior a equipe, tanto maior a necessidade do detalhamento da missão. DEFININDO A VISÃO DE FUTURO Enquanto a missão se refere à essência do negócio e da sua própria razão de ser e de existir, a visão está focada no futuro e no destino. A visão é a imagem que o empreendedor tem a respeito do futuro do seu negócio. É o que ele pretende que o negócio seja dentro de certo horizonte de tempo. O empreendedor não deve tocar o seu negócio a esmo, ao sabor dos ventos. É preciso ter um direcionamento, uma idéia de futuro, quase um sonho a ser realizado e transformado em um empreendimento saudável e bem-sucedido. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 21
  • 22. EMPREENDEDORISMO Para tanto, é preciso enxergar longe, rumo ao futuro pretendido. A visão de futuro consiste em olhar para o horizonte e visualizar qual é a imagem que se tem da empresa quando se chegar lá. Isso permite que o empreendedor estabeleça objetivo e metas, indicadores de desempenho e mensuradores de resultados futuros para saber se está ou não alcançando aquilo que projetou. Assim, a visão é o componente que permite desdobrar os objetivos a serem alcançados. Quanto mais o empreendedor divulga a visão de futuro do seu negócio, tanto mais seus parceiros e colaboradores entenderão exatamente o que devem fazer para chegar lá e ajudar a empresa a alcançar seu sucesso. A visão funciona como uma bússola para os parceiros envolvidos. Além disso, a visão tira a empresa da chamada zona de conforto, que é a gradativa acomodação profissional que caracteriza certos negócios. DIFERENÇAS ENTRE MISSÃO E VISÃO Missão Visão  Inclui o negócio da empresa  É o ponto de partida  É o sonho no negócio  É o documento de identidade da  É o lugar para onde vamos empresa  É o passaporte para o futuro  Identifica “quem somos”  Projeta “quem desejamos ser”  Dá o rumo à empresa  Fornece energia para a empresa  É orientadora  É inspiradora  Tem o foco do presente para o  Tem o foco no futuro futuro  É mutável, conforme os desafios  Tem vocação para a eternidade Todavia, não basta apenas definir a missão e a visão. É preciso ir mais além e divulgá-las de maneira intensa e ampla para toda a equipe da empresa. DEFININDO OS OBJETIVOS GLOBAIS DO NEGÓCIO Comumente, o mercado fala em objetivos, metas e resultados. Há uma certa confusão em relação a esses termos, que são utilizados de maneira indiscriminada. Objetivos são estados desejáveis que se pretenda alcançar e realizar. Enquanto o objetivo não é alcançado, constitui um alvo, uma meta; quando é atingido, deixa de ser algo desejável para se tornar uma realidade e, nesse momento, deve-se definir outro objetivo, provavelmente mais desafiador e complexo do que o anterior. Os objetivos básicos de um negócio podem ser assim expressos:  O lucro é a força motivadora do empreendedor; Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 22
  • 23. EMPREENDEDORISMO  O serviço ao cliente e a oferta de valores econômicos desejados (bens ou serviços) justificam a existência do negócio;  Existe a responsabilidade social de acordo com os códigos éticos e morais estabelecidos pela sociedade na qual a empresa opera. Todo objetivo deve ser formulado de maneira abrangente para estimular a criatividade e, ao mesmo tempo, de maneira restrita para oferecer uma direção ao negócio. Muitas empresas definem hierarquias de objetivos de acordo com suas prioridades e importâncias relativas. Geralmente, as empresas definem três tipos de objetivo: Objetivos globais ou estratégicos: são os objetivos mais importantes da empresa. São globais porque envolvem a empresa como um todo e se estendem em longo prazo. Por essa razão, são alcançados em períodos de tempo mais dilatados e requerem um esforço integrado e coeso de toda a empresa. Em geral, os objetivos globais envolvem um período de três a cinco anos. Objetivos táticos ou departamentais: são os objetivos de cada divisão ou departamento da empresa. Podem ser objetivos financeiros (lucro anual, orçamento anual, despesas financeiras mensais, custo mensal das vendas), mercadológicos (vendas, faturamento mensal, participação no mercado), administrativos (despesas administrativas, aumento da efi ciência e da produtividade), de produção (produção mensal, custos industriais mensais, produtividade das máquinas e equipamentos) etc. São objetivos de médio prazo e com uma dimensão de tempo a médio prazo. Objetivos operacionais: são os objetivos de cada tarefa ou atividade da empresa. Referem-se aos objetivos cotidianos de cada atividade ou produto da empresa, como produção diária, vendas diárias, estoque diário, tempo médio de atendimento ao cliente, porcentagem de visitas com pedidos. ESTABELECIMENTO DO PLANO DE NEGÓCIOS O que é um Plano de Negócios? Buscar responder algumas perguntas da organização  Quem sou?  O que faço?  Como faço?  Por que faço?  O que quero?  Para onde vou? Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 23
  • 24. EMPREENDEDORISMO Define:  A organização das idéias e propostas do conjunto das pessoas-chave envolvidas na condução da empresa (ou que iniciarão um novo empreendimento) para a visão, missão e objetivos da empresa, e não das pessoas que individualmente a compõe.  A organização da própria empresa, seja dos números que a refletem, seja das funções exercidas pelas pessoas.  A comunicação entre os sócios, sócios e principais gerentes, clientes, investidores, fornecedores e parceiros em geral. O fato de ser um documento único que reflete na íntegra a empresa garante um instrumento de comunicação eficiente entre os envolvidos na operação.  O comprometimento de todas as pessoas-chave da empresa no caminho que se delineará para ela.  A existência de um instrumento de controle gerencial para acompanhamento, avaliação e controle das fases dos projetos da empresa.  A existência de um instrumento eficiente para a captação de recursos seja financeiros, humanos ou de parcerias. POR QUE É IMPORTANTE ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS? O Plano de Negócios possibilita a diminuição da probabilidade de morte precoce das empresas, uma vez que uma parte dos riscos e as situações operacionais adversas serão previstas no seu processo de elaboração, assim como a elaboração de planos de contingência. Os planejamentos de marketing, operacional, de crescimento, etc. estarão refletidos no plano financeiro da empresa, permitindo a visualização dos recursos financeiros necessários à sua execução e possibilitando o planejamento da sua captação. Através da elaboração do Plano de Negócios se constrói o conhecimento quanto ao tipo de negócio ou serviço que está sendo ofertado, aos objetivos perseguidos, dos clientes atuais e potenciais, dos mercados, dos preços, da concorrência, dos recursos financeiros disponíveis, das operações e do ambiente externo, permitindo melhor gerenciamento das operações. O Plano de Negócios auxilia no estabelecimento de estratégias que permitam a consecução de melhores resultados. Isto permite elevar a eficiência da gestão e, portanto aumentar a qualidade da comunicação, o grau de confiabilidade e melhorar a imagem da empresa. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 24
  • 25. EMPREENDEDORISMO O processo de elaboração do Plano de Negócios exige um comprometimento das pessoas-chave da empresa com relação aos objetivos e metas acordados, assim como da forma que tais objetivos serão alcançados. A última parte do Plano de Negócios consiste em refletir em números o que foi proposto. Um dos resultados que transparecerão na parte financeira é: quanto dinheiro a empresa precisa para realizar a proposta e de onde este dinheiro virá. OS PERSONAGENS DO PLANO DE NEGÓCIOS Sócios para vender parte do negócio e estabelecer acordos e direção potenciais Parceiros para estabelecer estratégias conjuntas Bancos para conseguir financiamentos Intermediários pessoas que ajudam a vender o seu negócio empresas de capital de risco, pessoas jurídicas e outros Investidores interessados Gerentes para estabelecer canal de comunicação Executivos de para aprovar e alocar recursos alto nível para outorgar crédito para compra de mercadorias e matéria- Fornecedores prima Agências de para conseguir recursos não reembolsáveis para pesquisa, fomento desenvolvimento e inovação A própria para comunicação interna com os empregados empresa Clientes para vender o produto/serviço Potenciais Gente que você deseja contratar talentosa ESTRUTURA DO PLANO DE NEGÓCIOS 1. Resumo Executivo 2. Visão e Missão 3. Descrição Geral da Empresa 4. Análise Estratégica Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 25
  • 26. EMPREENDEDORISMO 5. Plano de Marketing e Vendas 6. Plano Financeiro Resumo Executivo É o resumo do Plano de Negócios e os leitores se interessarão em avançar para o restante do documento se esta parte for suficientemente interessante e fizer sentido. Por ser um resumo, será a última parte a ser escrita e deverá mostrar o que é mais importante para a empresa. Nele você deverá colocar um estrato dos demais capítulos do Plano de Negócios. Visão e Missão A visão é o que o empresário visualiza como o futuro para o seu setor, segmento ou para o mundo de uma forma mais ampla. A missão é como o empresário ou a empresa se vê dentro da visão. Como a empresa se projeta dentro naquela visão de mundo e qual o papel, enquanto empresa e empresário, que se vê exercendo. Descrição geral da empresa Deverá conter um breve histórico da empresa, onde serão colocados os fatos mais relevantes e marcantes. Deve conter a explicação sucinta quanto aos saltos de faturamento, lançamento de produtos novos, montagem da estrutura de distribuição, decisão de abertura de filiais. Cabe a análise das competências específicas dos empreendedores, staff e dos profissionais contratados para levar adiante o projeto que consta no Plano de Negócios. Se forem necessárias novas contratações para a realização do projeto, o perfil destes profissionais e as habilidades necessárias devem estar descritas nesta parte, da mesma forma como eventual necessidade de estabelecimento de parcerias estratégicas, admissão de novo sócio, contratação de consultorias ou assessorias. Análise Estratégica Na análise estratégica a empresa mostra como irá competir no mercado; quais os seus objetivos e metas; e qual a sua política para atingir os objetivos e as metas estabelecidas. Estratégia é a combinação entre os fins (descrito através de objetivos e metas) que a empresa busca e os meios (políticas) que serão utilizados. É importante Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 26
  • 27. EMPREENDEDORISMO que os fins originem os meios, ou seja, que a definição de uma meta dê origem à ação, e não o contrário. Ao estabelecer os objetivos da empresa, é importante considerar o composto: perfil do empresário - dinâmica do setor - estrutura da empresa. Uma estratégia de conquista de market share, por exemplo, exigirão ações agressivas dos dirigentes da empresa, flexibilidade da equipe e o mercado-alvo deverá ser dinâmico o suficiente para permitir que tal objetivo seja alcançado. Exemplos de possíveis objetivos:  Crescer a taxas superiores às do mercado;  Manter participação no mercado;  Priorizar lucros e caixa para reinvestimento em outro setor;  Consolidar a posição em um nicho de mercado. Os objetivos devem ser transformados em metas quantitativas e temporais, que possam ser mensuradas e acompanhadas com cronograma. Ao estabelecer uma estratégia, você deverá fazer uma análise de pontos fortes e pontos fracos (internos à empresa) e de ameaças e oportunidades (proporcionadas pelo ambiente externo). Também não se esqueça de fazer uma análise das barreiras de entrada que você criou (ou que já existem por quaisquer outras razões) ou que você irá encontrar quando for executar o seu plano. Plano de Marketing e Vendas O Plano de marketing é uma maneira estruturada de a empresa ofertar os seus produtos no mercado. Mostre que você conhece o seu cliente. Se for pessoa física: hábitos de compra, faixa de renda, nível cultural, hábitos de leitura, lazer, etc. Se o seu cliente é uma empresa, como e quem decide as compras? Qual a liberdade de decisão que cada pessoa detém ao longo da cadeia de decisão de compras? Conheça a sua concorrência. Quais os produtos, suas características e benefícios, preços? Como vendem? Por que os clientes compram os produtos do concorrente e por que deixam de comprá-los? O seu concorrente é ágil e responderá rapidamente a sua ação ou não? Ele tem recursos para reagir à sua ação (recursos humanos, financeiros ou de outro tipo)? Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 27
  • 28. EMPREENDEDORISMO O conhecimento da clientela e da concorrência vai ser fundamental para o estabelecimento dos canais de distribuição, política de promoção, planos de comunicação e na política de preços que você irá adotar. No seu plano de marketing devem estar contemplados: Produto Analise o seu produto do ponto de vista dos benefícios percebidos pelo seu cliente e não pela tecnologia que você utiliza para produzi-lo. Não se esqueça de analisar a sua carteira de produtos utilizando a abordagem do ciclo de vida de vida de produtos (fases: introdução no mercado, crescimento, maturidade ou morte). Distribuição Qual é o seu mercado? Qual o segmento de mercado em que você está ou pretende atuar? Qual o tamanho dele? Qual o comportamento do consumidor e onde ele está? Como você vai fazer o seu produto chegar até ele? As vendas serão diretas ou utilizando um canal? Você vai utilizar um canal de distribuição já existente ou terá que criar um? Promoção Você deverá elaborar um plano de promoção. Os objetivos da promoção são: informar, persuadir e lembrar. Como você irá fazer com que seu cliente saiba que seu produto ou serviço existe e que satisfaz as necessidades dele? As formas usualmente utilizadas em promoção são: propaganda, promoção de vendas, relações públicas e venda pessoal. Preço Trata-se de uma tarefa complexa. Se o seu produto é um produto novo (está na fase de introdução no ciclo de vida de produto) e não tem concorrentes no mercado, analise o poder de compra do seu cliente e as suas características. Os compradores iniciais pertencem a um grupo relativamente pequeno e que o preço, em geral, não é o fator de decisão de compra. Se o seu produto não é líder de mercado, faça um benchmark com os concorrentes e estabeleça um ranking do valor percebido pelos clientes que possa ajudá-lo a estabelecer preços. Caso o seu produto seja líder de mercado e existe a possibilidade de aprofundamento (grupos de clientes que ainda não compraram o seu produto de uma faixa de renda inferior ou de hábitos de compra diferentes). Plano Financeiro O plano financeiro é o resultado e reflexo do Plano de Negócios. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 28
  • 29. EMPREENDEDORISMO Quanto dinheiro você vai precisar para realizar o seu projeto e de onde virá este dinheiro? Para que você saiba qual o montante de recursos necessários, você deverá montar alguns quadros financeiros como Projeção de fluxo de caixa, Projeção dos balanços, e Projeção de quadro de Usos e Fontes. Os critérios de avaliação de potenciais investidores, atualmente empregados compreendem:  Retorno sobre investimento (5 a 10 anos)  Vantagem competitiva  Regras de saída  Influência do investidor no negócio Os critérios de avaliação de potenciais financiadores, como bancos e agências de fomento, compreendem:  Viabilidade do negócio  Fluxo de caixa positivo  Qualidade de gestão (financeira e geral)  Plano de Negócio sensato e coerente  Qualidade da informação (regularidade e confiabilidade) CHECK LIST As questões a seguir são o check list final do seu Plano de Negócios. Após a finalização do documento, verifique se todas as questões foram respondidas no seu trabalho. Sumário Executivo Qual é a oportunidade de mercado? Que problema ou necessidade o produto vai solucionar? Que tendências ou mudanças criaram esta oportunidade? O que a empresa pode fazer agora que não podia ser feita antes? Como pode esta competência atender as necessidades do mercado? Qual é o tamanho do mercado para os produtos da empresa? Quão rapidamente o mercado poderá crescer? Quem são seus concorrentes? De que maneira a empresa pode atender o consumidor melhor que o concorrente (mais rápido, mais barato ...) Qual a vantagem competitiva da empresa? Quais as vendas, lucros e retorno sobre o investimento esperados? Que montante de capital a empresa espera levantar? Como o Sumário Executivo será a parte lida do Plano de Negócios convém uma grande concentração de esforços em sua preparação Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 29
  • 30. EMPREENDEDORISMO Organização Quais são os executivos principais e quais são suas funções? O que eles já fizeram que pudesse sugerir que eles serão bem sucedidos na empresa? Quem mais você precisa e como ele se encaixa em sua Organização? Quem poderia convidá-lo para ingressar na empresa? Qual é o seu plano de compensação salarial? Como sua empresa está estruturada para levar adiante sua estratégia? Produtos e serviços Que tecnologia os produtos da empresa irão utilizar? Como esta tecnologia se compara com as tecnologias existentes? A tecnologia pertence a empresa? Se não, qual a vantagem em desenvolvê-la? Qual o Plano para desenvolver as tecnologias e os produtos? Quando eles estarão completos? Quanto custará o seu desenvolvimento? Oportunidade de Mercado Qual a necessidade de mercado que a empresa pretende atender? Que tendências e mudanças criaram estas necessidades? Como se espera que esta tendência continue? Quais são os clientes que a empresa espera atender? O que provocou esta necessidade para estes clientes? Como isto os afeta? Como isto varia nos diferentes segmentos de mercado? Que valor pode ser agregado por servir as necessidades dos clientes? Se o produto da empresa faz as coisas mais rapidamente, qual o valor do tempo para os clientes? Se o produto é melhor, qual o valor da qualidade para estes clientes? Quantos os clientes pagarão para ter estas necessidades atendidas? Qual o tamanho do mercado para estes produtos ou serviços? Quão rápido é o crescimento esperado? O que está orientando o crescimento do mercado? Espera-se que continue? Por quê? Competição e Estratégia Quais são os atuais e potenciais concorrentes? Que produtos eles produzem? Quão grande eles são hoje e que fatia do mercado detêm? Quão rapidamente estão eles crescendo? Quais são suas forças e fraquezas básicas? Quais são as tecnologias aplicadas ou passíveis de desenvolvimento pela concorrência? Como a tecnologia da empresa se compara com a dos concorrentes? Como os produtos da empresa se comparam com os da concorrência? Serão eles de melhor qualidade, menor custo, ou terão eles alguma outra vantagem? Como esta vantagem será mantida? Como a empresa posicionará seu produto em face da concorrência? Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 30
  • 31. EMPREENDEDORISMO Como será o seu custo de distribuição? Que canais serão utilizados? Projeções e Retorno sobre o Investimento Como a empresa espera recuperar o investimento que ela está realizando? Ela licenciará a tecnologia, produzirá e venderá os produtos, distribuirá no mercado? Que estrutura de custos a empresa espera para desenvolver sua atividade? Quão rentável o negócio da empresa espera ser? Que montante de capital a empresa espera levantar agora? Quanto mais adiante? Quando a empresa espera tornar-se rentável? Qual a taxa de retorno esperada? Como os investidores encontrarão liquidez para seus investimentos? Qual a atual estrutura de controle acionário? Os investidores atuais farão novos aportes? Que premissas são utilizadas nas Projeções financeiras? A qual delas o Plano é altamente sensível? Riscos Quais são os principais riscos de mercado? Como a empresa pretende minimizá-los? Quais são os principais riscos tecnológicos? Como a empresa pretende minimizá-los? Que outros riscos existem? DIAGNÓSTICO EMPRESARIAL Perfil do Empreendedor O empreendedorismo se constitui em um conjunto de comportamentos e de hábitos que podem ser adquiridos, praticados e reforçados nos indivíduos, ao submetê-los a um programa de capacitação adequado de forma a torná-los capazes de gerir e aproveitar oportunidades, melhorar processos e inventar negócios. Transformar uma idéia em realidade Identificar uma oportunidade Contagiar pessoas com suas idéias Estar pronto para assumir riscos e aprender com os erros Ser um profundo conhecedor do todo e não só de algumas partes Ser capaz de utilizar essas informações para seu próprio aperfeiçoamento. Principais Desafios do Empreendedor Entender o ambiente Tornar-se líder no ambiente Promover inovações constantes Desenvolver relações de confiança Promover o desenvolvimento de toda a Sociedade Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 31
  • 32. EMPREENDEDORISMO O Empreendedor Ser um empreendedor é muito mais que ter a vontade de chegar ao topo de uma montanha, é conhecer a montanha e o tamanho do desafio; planejar cada detalhe da subida, saber o que você precisa levar e que ferramentas utilizar; encontrar a melhor trilha, estar comprometido com o resultado, ser persistente, calcular os riscos, preparar-se fisicamente; acreditar na sua própria capacidade começar a escalada. As características do comportamento empreendedor Busca de oportunidade e iniciativa Persistência Comprometimento Eficiência e qualidade Correr riscos calculados Estabelecimento de metas Busca de informações Planejamento e monitoramento sistemáticos Persuasão e rede de contatos Independência e auto-confiança As principais características do perfil do empreendedor 1 – Auto-confiança Ter consciência de seu valor sentir-se seguro em relação a si mesmo e, com isso, poder agir com firmeza e tranquilidade. 2 – Auto-motivação Buscar a realização pessoal através do trabalho, com entusiasmo e independência. 3 – Elevado poder de comunicação Capacidade para transmitir e expressar idéias, pensamentos, emoções com clareza e objetividade. 4 - Criatividade Capacidade de buscar soluções viáveis e melhores para a resolução de problemas. 5 - Flexibilidade Capacidade para compreender situações novas, estar disponível para rever posições, aprender. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 32
  • 33. EMPREENDEDORISMO 6 – Energia Força vital que comanda as ações dos indivíduos – capacidade de trabalho - “pique”. 7 - Iniciativa Capacidade para agir de maneira oportuna e adequada sobre a realidade, apresentando soluções, influenciando acontecimentos e se antecipando às situações. 8 - Integridade Qualidade do caráter, ligada à retidão de princípios, imparcialidade, honestidade, coerência e comprometimento ( com as pessoas, com o negócio e consigo mesmo). 9 - Liderança Capacidade para mobilizar as energias de um grupo de forma a atingir objetivos. 10 – Negociação Capacidade para fazer acordos cooperativos como meio de obter o ajustamento de interesses entre as partes envolvidas. 11 – Perseverança Capacidade de manter-se firme e constante em seus propósitos, porém, sem perder a objetividade e clareza frente às situações (saber perceber limites); 12 – Persuasão Habilidade para apresentar suas idéias e/ou argumentos de maneira convincente. 13 – Capacidade de Planejamento Capacidade para mapear o meio ambiente, analisar recursos e condições existentes, buscando estruturar uma visão de longo prazo dos rumos a serem seguidos para se atingir os objetivos. 14 - Relacionamento interpessoal Habilidade de conviver e interagir adequadamente com as outras pessoas; 15 - Resistência à frustração Capacidade de suportar situações de não satisfação de necessidades pessoais ou profissionais, sem se comportar de maneira derrotista, negativa ou confusa; 16 - Sensibilidade administrativa Capacidade para planejar, executar e gerir através de processos organizados, sistemáticos e eficazes. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 33
  • 34. EMPREENDEDORISMO Características do comportamento empreendedor Técnicas: envolve saber escrever, ouvir as pessoas e captar informações, ser organizado, saber liderar e trabalhar em equipe. Gerenciais: incluem as áreas envolvidas na criação e gerenciamento da empresa (marketing, administração, finanças, operacional, produção, tomada de decisão, planejamento e controle). Pessoais: ser disciplinado, assumir riscos, ser inovador, ter ousadia, persistente, visionário, ter iniciativa, coragem, humildade e principalmente ter paixão pelo que faz. Pesquisas recentes mostram que o sucesso nos negócios depende principalmente de nossos próprios comportamentos, características e atitudes, e não tanto do conhecimento técnico de gestão quanto se imaginava até pouco tempo atrás. As coisas podem ficar melhores Um empreendedor deve acreditar que o modelo atual pode ser melhorado. Ele compreende que não será nada fácil traduzir esta frase em resultados e por isso, é a primeira pessoa a aceitar o desafio de mudar. É a primeira pessoa a se responsabilizar caso algo falhe em toda a trajetória do empreendimento. Empreendedores gostam de mudanças. A arte de ver mais longe e evoluir com erros Através de mudanças, se obtém experiências e estas, traduz-se em ciência, que por sua vez é utilizada para fins evolutivos. Logo não parece ser apenas um golpe de sorte, quando observamos elevado know how de empreendedores em ambientes de negócios. Quando há evolução, há melhora. Definitivamente, empreendedores são pessoas que não apreciam situações de normalidade ou mediocridade. Empreendedores são antes de tudo, pessoas que tem a capacidade de enxergar o invisível. Empreendedores adoram não como resposta Inovações em corporações e corporações com inovações surgem em sua maioria das vezes, em momentos de necessidade. Momentos de necessidade demandam grandes soluções, que por sua vez, demandam grandes idealizadores. Para qualquer solução necessária, exigiram-se riscos e tentativas. Riscos e tentativas costumam estar presentes em ambientes dinâmicos e hostis. Em resumo, alguém precisa ter "estrutura" profissional e emocional para ir em direção contrária do fluxo praticado. Em primeira instância e, em 99% das vezes, o primeiro feedback solicitado trará péssimos incentivos. "Não, isto não vai dar certo". Empreendedores adoram não como resposta, eles seguem adiante exaurindo possibilidades e visionando o por vir. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 34
  • 35. EMPREENDEDORISMO Como age o empreendedor? Identifica Agarra OPORTUNIDADE Aproveita MITOS SOBRE EMPREENDEDORES MITO 1: Empreendedores nascem feitos. Realidade: Embora empreendedores nasçam com uma certa inteligência, vontade de criar e energia, sua formação depende da acumulação de habilidades relevantes, experiência, contatos. MITO 2: Qualquer um pode começar um negócio. Realidade: Pode. Sobreviver e florescer é que são elas. Empreendedores que entendem a diferença entre uma idéia e uma oportunidade e pensa grande têm mais chances de ser bem-sucedidos. MITO 3: Dinheiro é o fator mais importante para montar uma empresa. Realidade: Se as outras peças e o talento estão no lugar, o dinheiro virá. Dinheiro é como o pincel e a tinta para um pintor - materiais que, nas mãos certas, produzem maravilhas. MITO 4: Empreendedores não têm chefe e são completamente independentes. Realidade: Todo mundo é chefe do empreendedor: seus sócios, investidores, clientes, fornecedores, empregados, família, comunidade. Mas os empreendedores podem escolher as exigências que vão atender, e quando. MITO 5: Empreendedores devem ser jovens e cheios de energia. Realidade: Essas qualidades podem ajudar, mas idade não é barreira. O que é crítico é possuir o conhecimento relevante, experiência e contatos que facilitam reconhecer e agarrar uma oportunidade. MITO 6: Empreendedores trabalham mais do que executivos de grandes companhias. Realidade: Alguns trabalham mais, outros não. MITO 7: Empreendedores são lobos solitários. Realidade: Os empreendedores mais bem-sucedidos são líderes que constroem grandes equipes e ótimos relacionamentos com pares, diretores, investidores, clientes, fornecedores e outros. MITO 8: Empreendedores são jogadores. Realidade: Empreendedores bem-sucedidos calculam muito bem os riscos. Eles tentam influenciar o jogo de probabilidades, freqüentemente atraindo outros para dividir os riscos com eles. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 35
  • 36. EMPREENDEDORISMO MITO 9: Empreendedores querem o show todo só para eles. Realidade: Privilegiar o próprio ego coloca um teto nas possibilidades de crescimento. Os melhores empreendedores geralmente sabem construir um time, uma organização, uma companhia. MITO 10: Empreendedores sofrem um estresse tremendo. Realidade: Sem dúvida, mas não há evidências de que o empreendedor sofra mais estresse do que outros profissionais com muita responsabilidade. A maioria dos empreendedores, ao contrário, acha seu trabalho muito satisfatório. QUEM É O EMPREENDEDOR? É alguém que define por si mesmo o que vai fazer e em que contexto será feito. Ao definir o que vai fazer, ele leva em conta seus sonhos, desejos, preferências, o estilo de vida que quer ter. Desta forma, consegue dedicar-se intensamente, já que seu trabalho se confunde com o prazer. Reflexão “Qualquer individuo que tenha a frente uma decisão a tomar pode aprender a ser um empreendedor e se comportar empreendedorialmente. O empreendimento é um comportamento, e não um traço de personalidade. E suas bases são o conceito e teoria, e não a intuição.” Peter Drucker Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 36
  • 37. EMPREENDEDORISMO REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS AIDAR, M. M. Empreendedorismo. São Paulo: Thomson Learning, 2007. Coleção Debates em Administração. ALMEIDA, Emerson de. Fundamentos da empresa relevante. Rio de Janeiro. Campus. 2006. BARON, Robert A.; SHANE, Scott A. Empreendedorismo: uma visão do processo. São Paulo: Thomson Learning, 2007. BIDHÉ, Amar. Origem e Evolução do Empreendedor. HSM Management. São Paulo: AF Comunicações, n. 25, 2001. DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando idéias em negócios. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. FILION, Louis Jacques. O planejamento de seu sistema de aprendizagem empresarial: identifique uma visão e avalie o seu sistema de relações. Revista de Administração de Empresas. São Paulo: FGV. Vol. 31, n. 3, jul./set. 1991. p. 63-72. FILION, Louis Jacques; DOLABELA, Fernando. Boa idéia! E agora? São Paulo: Cultura Editores, 2000. Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 37