Atividade virus e bacterias

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O professor Marcello B.O.G.Guedes Bacharel em Fisioterapia UFVJM Mestrando em Ciências da Saúde IPSEMG Professor de Ciências E.E. PEDRO II Fez esse Slide para ajudar seus alunos a estudar para a prova

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Atividade virus e bacterias

  1. 1. ATIVIDADE- CIÊNCIAS Estou ciente da nota Professor: Marcello Guedes Valor: pts do meu filho(a). E.E. PEDRO II Data: ___ / ___2011 Turma: Turno: Tarde 7° ano Data_____/______/____ Ass: _______________ Nome_______________________________________________ N°_______Donos do mundoExtraído da Revista Super InteressanteSomos passageiros em um planeta controlado por bactérias e vírus. Nossa vida depende da nossacapacidade de enfrentá-los. O problema é que estão mais fortes do que nunca. E por nossa causapor Alexandre Versignassi e Barbara AxtDe uma hora para outra pessoas iam dormir e não acordavam mais. Se você desse uma chacoalhada,ela até despertava. Aí comia alguma coisa, ia ao banheiro, mas sempre se arrastando pela casa,cansada como se tivesse passado dois dias sem dormir. Então ia para a cama de novo. Talvez para umsono sem fim. Esse sono mais do que mórbido matou 5 milhões de pessoas. Depois sumiu sem deixarvestígio nenhum. Até hoje ninguém sabe que vírus ou bactéria causou aquilo. Foi uma das pandemiasmais violentas da história da humanidade. E fora ter ganho um nome (encefalite letárgica - ou"inflamação no cérebro que deixa você pregado", em português claro) a doença continuou envolta emmistério. Apavorante. Mesmo assim a praga quase não chamou a atenção. É que logo depois surgiu umvírus bem pior: o H1N1. Em 25 semanas esse vírus matou mais gente do que 25 anos de aids. Nocomeço, não parecia grande coisa. Quase todo mundo que pegava a gripe acabava sarando. Oproblema: uma hora tinha tanta gente infectada que a taxa de mortalidade, de 2,5%, foi o bastante paratransformar meio planeta num inferno. Escavadeiras passaram a abrir valas para enterrar montes decorpos, embrulhados em lençóis. Chegou uma hora em que parentes das vítimas deixavam os corposna rua para ser recolhidos. Uma em cada 36 pessoas do mundo acabou morta.Era a gripe espanhola, causada por uma versão mais letal desse mesmo vírus de hoje, o influenzaH1N1. Ela só agiu entre 1918 e 1919, mas foi o suficiente para matar 50 milhões num mundo com 1,8bilhão de habitantes. Mais do que o dobro de mortos nos 4 anos da 1a Guerra Mundial.Qual a chance de um estrago desse tamanho acontecer de novo? Os vírus e as bactérias são mesmouma ameaça tão grande? Para entender a resposta, é preciso conhecer bem os micro-organismos.Saber como eles "pensam" e, principalmente, nos colocarmos no nosso lugar. Os micróbios são maisdo que uma ameaça. E nós, menos do que vítimas. Somos apenas passageiros num mundo criado poreles. E totalmente dominado por eles. A começar pelo seu corpo.As bactérias fizeram vocêVocê é um sundae polvilhado com Ovomaltine. Pelo menos do ponto de vista dos micróbios. Existemmais bactérias pastando pela sua pele do que gente vivendo no planeta. Para elas, seu corpo é oparaíso, um lugar cheio de oásis onde água e comida jorram o tempo todo, na forma de água, saisminerais e gordura e proteínas. Cada um dos seus poros é como um restaurante onde tudo isso sai degraça. Em troca, elas deixam seu corpo fedendo. As axilas são mais problemáticas porque são aspraças de alimentação mais concorridas, com glândulas que produzem mais óleos e proteínas de queelas gostam. E isso porque a pele nem tem tantas bactérias assim, comparado com a parte de dentro. Arealidade assusta. Nosso corpo é feito de 10 trilhões de células. E abriga 100 trilhões de bactérias. Dapróxima vez que se olhar no espelho, lembre-se: 90% do que está ali não é você, mas umamegacivilização de micro-organismos. "Elas são, em suma, uma grande parte de nós. Do ponto de vistadas bactérias, claro que somos uma parte bem pequena delas", definiu o escritor de ciência Bill Brysonem seu livro Uma Breve História de Quase Tudo.
  2. 2. Se elas dominam por dentro, não é diferente do lado de fora. Nas palavras de Nathan Wolfe, um dosinfectologistas mais renomados de hoje, se existisse uma enciclopédia de 30 volumes listando tudo oque vive nesse planeta, 27 seriam para descrever vírus e bactérias. Eles formam literalmente umapopulação de peso. Caso desse para colocar na balança todas as coisas vivas do mundo, incluindobichos, plantas e tudo o mais, 80% do peso total viria dos micróbios.Nem precisa dizer que essa maçaroca de vida invisível coexiste em razoável harmonia com a gente.Dentro do corpo, os micro-organismos limpam o intestino, ajudam na digestão, fabricam vitaminas...São tão vitais quanto células humanas. Cada uma das nossas células, aliás, já nasce com uma bactériadentro: a mitocôndria, responsável por fornecer energia para elas. São os micromotores que nosmantêm vivos.Mas, se elas dão a vida, também sabem tirar. As bactérias só vivem em harmonia com a gente quandoestão nas partes certas do corpo. É um equilíbrio pouco estável. Até as que moram no Jardim do Édenda sua pele podem ser mortais se forem parar na corrente sanguínea. É o caso da Pseudomonasaeruginosa. Ela causa a sepse, uma infecção que destrói os tecidos do corpo. A doença afeta 400 milpessoas por ano e mata a metade. Às vezes o tratamento é extirpar as partes infectadas. A sepse ficouconhecida por aqui em janeiro deste ano, quando atacou Mariana Bridi, uma modelo de 20 anostotalmente saudável. Ela teve os pés e as mãos amputados antes de morrer. E essa bactéria é só umaentre muitas que podem pegar qualquer um de surpresa, por mais jovem e saudável que a pessoa seja.Mesmo assim, elas não causam tanto medo quanto o outro protagonista do microcosmo: os vírus.Muita gente trata vírus e bactérias como sinônimos. Em muitos casos, os dois até causam as mesmasdoenças, como pneumonia e meningite. Mas não. Um é tão diferente do outro quanto um ser humanode um programa de computador. As bactérias podem até ser extremamente simples - são compostas deuma única célula, tão pequenas que daria para colocar 3 milhões delas na cabeça de um alfinete. Massão seres vivos como qualquer outro. Elas respiram, comem e se locomovem. Basta haver nutrientespor perto que elas vivem e se reproduzem à vontade. São donas do próprio nariz. Os vírus não.Para começar, os vírus são bem menores. Se eles tivessem o tamanho de uma pessoa, as bactériasseriam da altura do Cristo Redentor. E mais importante: são incapazes de fazer qualquer coisasozinhos. Imagine um programa de computador, um dvd do Windows, sem computador. Ele só vaiservir para você jogar frisbee. E um vírus é basicamente isso. O software ali é um pedacinho de códigogenético impresso num pacote de proteínas, com as instruções de como reproduzir o vírus. Mas não háhardware. O vírus é inerte como uma pedra, sem o poder de respirar e comer para gerar sua própriaenergia - e com ela se reproduzir. Mesmo assim, a vontade de se multiplicar está lá. Igual a você e àsbactérias, ele foi feito para gerar descendentes.Como fazer isso se você é uma pedra? Pegando uma carona em quem pode. Ou seja: nas células dosseres vivos, que é quem sabe fazer isso. Cada célula, seja uma das 10 trilhões do seu corpo, seja a deuma bactéria, é basicamente uma fábrica de fazer novas células, usando nutrientes como peças deconstrução. O que o vírus faz, então, é invadir a célula e tomar o controle das operações. Transformá-lanuma fábrica de novos vírus. Num zumbi a seu serviço.Os vírus conseguem invadir as células porque elas têm "fechaduras" violáveis. E cada tipo de vírus tema chave para entrar em um tipo de célula. Por isso que cada um causa uma doença diferente. O HIV,por exemplo, só tem a chave para entrar num certo tipo de célula, chamada CD4, que é fundamentalpara o funcionamento do sistema imunológico. Ao transformá-las em zumbis, destrói as defesas doorganismo. E o corpo do paciente fica vulnerável, sem ter como dar conta nem de doenças brandas.Note bem: se a chave que o HIV carrega fosse para outro tipo de célula, a aids não existiria, eleprovavelmente seria um vírus sem nada de mais.Só continuamos vivos em meio ao bombardeio de vírus, que é diário, por um motivo: nosso sistema dedefesa é incrivelmente complexo. Evoluiu ao longo de bilhões de anos, desde os nossos ancestrais deuma célula só, para lutar contra esses invasores. E vencer a qualquer preço. A defesa começa na pele.Ela funciona como uma armadura por um motivo que pode parecer mórbido: a pele é coberta porcélulas mortas. E os vírus não infectam células mortas porque... estão mortas, oras. Não têm como virarfábricas de novos vírus (ah, não esquente a cabeça: pode se esfregar o quanto quiser no banho queessa proteção não vai diminuir). Bom, já que a pele não deixa, os vírus precisam entrar pelos nossos
  3. 3. furos: nariz, boca, genitais, ou ir direto para a corrente sanguínea, geralmente via mosquito. Mas équando conseguem entrar que os vírus e outros invasores se deparam com as nossas armas maissofisticadas: os linfócitos. São células feitas para matar, que atiram primeiro e perguntam depois.Literalmente: o corpo produz 50 bilhões de linfócitos todos os dias. Cada um capaz de reconhecer umtipo vírus. Como o corpo sabe quais vírus existem por aí? Ele não sabe. Então atira para todo ladoproduzindo linfócitos capazes de reconhecer qualquer combinação de proteínas possível. Se um vírusestranho penetrar no seu corpo, um desses bilhões de linfócitos vai reconhecer a célula infectada. E,quando isso acontece, rola uma operação quase mágica: o linfócito começa a se dividir, gerando umexército de clones especializados em destruir a célula contaminada com aquele vírus. Esse processotodo demora alguns dias. Nisso, o vírus tem tempo de se multiplicar e causar os sintomas da doençaantes de ser atacado. Mas, uma vez que o exército de clones se forma, ele fica para sempre no seucorpo. Continua fazendo patrulha para o resto da sua vida. É por isso que, quando você pega algumainfecção viral, geralmente acaba imunizado contra ela para sempre. Não foi que o seu corpo "aprendeu"a combater a doença. Ele já sabia antes. Já tinha produzido um anticorpo contra o vírus por tentativa eerro. Mas precisou que o bichinho invadisse primeiro para produzir um batalhão de clones do linfócitocerto. E aí, sim, ficar imunizado. É assim que as vacinas funcionam: os médicos injetam proteínas dealgum vírus no seu corpo (não vírus inteiros, só suas impressões digitais, por assim dizer). Elas deixamvocê doente, mas iniciam uma produção em massa de clones contra ela. E eles vão ficar lá parasempre.Mas, se essa Otan dentro do seu corpo é tudo isso, por que não vencemos os vírus de uma vez? Oproblema é que alguns deles criaram táticas para driblar essa vigilância. O da aids, por exemplo, sabese esconder do exército anti-HIV que se forma depois de uma invasão. E continua agindo por baixo dospanos, para sempre. Além disso, os vírus têm um grande aliado no planeta: nosso modo de vida. Osurgimento de vírus novos e mais destruidores é uma consequência direta da civilização.Nós fizemos os vírus (ou quase)Você não gostaria de estar na pele de um vírus letal há 20 mil anos. Pelo menos não na de um dos queatacam seres humanos. É que a oferta de gente no planeta era de doer. O que tinha era algunsmilhares de pessoas vivendo esparsas em tribos de caçadores. Se você fosse um vírus mortal, nãodaria muito certo: contaminaria um homem e, quando tivesse se disseminado para umas 100 pessoas,exterminaria a tribo e ficaria sem sua única fonte de vida. Péssimo negócio. "Não que não existissemvírus violentos na época. Mas eles não vingavam. Provavelmente destruíam todos os seus hospedeirose morriam junto, antes que eles tivessem tempo de espalhar mais a doença", diz o infectologista StefanUjvari, um especialista na evolução dos micro-organismos. Desse jeito, os vírus que deram certo naépoca, e que continuaram firmes até hoje, foram os mais brandos. Como o da herpes: ele fica láquietinho na mucosa genital e só "acorda" de vez em quando, causando feridas por onde sai para tentarinvadir alguém que o hospedeiro dele levou para a cama. Depois as feridas cicatrizam e o víruscontinua lá, sem causar mais danos e à espera de uma nova chance de se espalhar. Matar a pessoaseria suicídio. Mas uma hora isso mudou. Há 10 mil anos o homem descobriu um modo de vida maiseficiente que a caça: a agricultura e a criação de animais. A fartura de alimentos fez a população semultiplicar. Agora a vida de um vírus letal não seria mais tão difícil. Do ponto de vista de um deles, aoferta de corpos para invadir estava uma beleza. Mas de onde eles viriam? Dos animais que estavampor perto. Com os primeiros criadouros, passamos a conviver com quantidades industriais de fezes,urina e outras secreções do gado. Além disso, a domesticação aumentou muito a população dessesanimais. Mais corpos para os vírus invadirem. E variações mais letais desses micro-organismoscomeçaram a aparecer no gado. Era questão de tempo para que algum vírus assim saltasse para nós.E foi o que aconteceu. Quem diz é a genética. Nos últimos anos, a ciência ganhou o poder de rastrear aorigem dos vírus. Geneticistas comparam vírus nossos com os de animais e conseguem traçar a épocaem que eles tiveram um ancestral comum. Nisso, concluíram que o vírus do sarampo é parente de umque ataca o gado, o da peste bovina. Ou seja: o vírus dos bois passou por uma mutação genética naépoca das primeiras criações e adquiriu o poder de invadir pessoas. Invadir e, agora, matar sem dó:sarampo parece besteira para quem passou pelas vacinações em massa contra a doença - como você,provavelmente. Mas até hoje, nas áreas onde não há vacina, o sarampo mata mais de meio milhão depessoas por ano.
  4. 4. Se o sarampo veio da criação de bois, a gripe é um filhote dos chiqueiros e galinheiros. O caminho doinfluenza começa nas aves selvagens, que carregam o vírus sem ter como infectar humanos. Mas acivilização deu um jeito de isso acontecer. Durante suas migrações, os pássaros selvagens acabavambebendo água nos reservatórios das criações de galinha. E também faziam suas necessidades por lá.Aí as galinhas bebiam a água contaminada pelas fezes e pegavam o vírus. Como galinhas e porcossempre foram criados meio juntos, não demorou para que surgisse algum vírus mutante dessa gripeaviária capaz de atacar os suínos. Nisso o vírus foi circulando entre várias espécies de suínos, avesdomésticas e selvagens. Agora imagine: quando duas mutações de um mesmo vírus se encontram nomesmo organismo, e isso aconteceu nas criações de porcos e galinhas, o "casal" pode recombinar seusgenes na forma de 256 vírus diferentes. E esses vão se recombinando e recombinando dentro do corpodos bichos. Aí foi questão de tempo para surgir uma variação que infectasse o homem. No caso, o vírusda gripe humana.Mas a festa do influenza não parou por aí. Os porcos ficaram vulneráveis à gripe humana e à aviária,além de terem a gripe exclusiva deles. Então até hoje acontece uma suruba genética lá dentro. Eversões novas e imprevisíveis do vírus continuam aparecendo. É por isso que todo ano surge uma gripediferente, que o nosso sistema imunológico não conhece. No fundo, qualquer uma delas pode serchamada de "gripe suína", pois todas são geradas nesse misturador de vírus que são os porcos. Se acada ano vem uma gripe nova, em intervalos mais longos aparecem algumas realmente violentas. Foi ocaso de 1918. E de agora.A nova onda de doençasApesar de o sistema de saúde hoje ser bem melhor que o do começo do século 20, os criadouros devírus também são. Hoje há 1 bilhão de porcos no mundo. E quase 3 galinhas por habitante. Se oconsumo de proteínas continuar crescendo nos países em desenvolvimento (o que é ótimo), essesnúmeros vão triplicar. E a chance de aparecer novas gripes mortais também. A última que meteu medono planeta aconteceu logo ali, em 2003: foi a gripe aviária, que infectou 423 pessoas e matou 258 -incríveis 61% de fatalidade, contra 0,024 das gripes comuns e cerca de 1% da gripe suína onde elapegou mais forte. A aviária acabou controlada. A de hoje talvez não fique tão pesada quanto aespanhola. Mas não dá para prever o que pode vir por aí."Hoje os sistemas de saúde global funcionam como os cardiologistas dos anos 50, que só podiamesperar por um enfarte para depois agir. Na época, não entendiam como fazer a prevenção", diz oinfectologista Nathan Wolfe, que além de dar aulas na Universidade Stanford também é diretor daIniciativa Global de Prevenção de Vírus. Nathan e seu grupo recolhem amostras de sangue de animaisem busca de vírus que possam representar perigo para o homem.Esse tipo de monitoramento é o melhor jeito de prevenir novas pragas. Só tem um problema: ele é raro."O monitoramento da gripe aviária é eficaz porque se trata de uma doença capaz de matar uma criaçãointeira, causando prejuízos sérios ao produtor. Já os porcos não morrem de gripe, então não existe umavigilância sistemática", diz a infectologista Nancy Belley, da Unifesp. A solução? Aumentar essavigilância, além de separar criações de galinhas e porcos e mantê-los em condições higiênicas. Só queisso ainda é utopia, principalmente nos países mais probres.E mesmo assim não seria a salvação: a qualquer momento 500 mil pessoas estão em aviões cruzandoo planeta. Junte isso ao fato de que nunca estivemos em contato com tantos vírus novos, seja peloaumento na quantidade de animais de criação, seja pela caça de animais selvagens, que podemespalhar mais vírus para nós. Desse jeito, um caçador na África pode pegar um vírus mortal e, emquestão de dias, estar em outro canto do planeta transmitindo o vírus. Foi o que aconteceu com o HIV,que veio de macacos. Por isso mesmo, pesquisadores acreditam que estamos no meio de umasegunda onda de novas doenças. A primeira foi aquela de 10 mil anos atrás, quando a civilizaçãocomeçou. Outro ponto: não dá para prever novas mutações. O HIV, por exemplo, só não é transmissívelpor mosquitos, como a dengue, porque não sobrevive dentro do inseto. Mas basta uma mutaçãosimples para que isso aconteça.No mundo das bactérias não é diferente. Há meio século, um ministro da Saúde Pública americanodisse que "as doenças infecciosas estavam eliminadas dos EUA". Fazia sentido. Naquele tempo, apenicilina, rainha dos antibióticos, parecia mesmo eficaz contra praticamente qualquer ataque
  5. 5. bacteriano. Mas ele estava errado. A lógica da evolução funciona rápido com bactérias. Em poucotempo surgem micro-organismos mutantes, que resistem aos antibióticos. E eles tomam o lugar dosmicróbios vulneráveis na natureza, deixando nossos remédios obsoletos. Além disso, o homem dá umaforça para que isso aconteça.A maior parte dos antibióticos produzidos no mundo vão para as rações de gado, como precauçãocontra infecções e porque faz os bichos crescer mais rápido. É a melhor oportunidade do mundo paraque as bactérias desenvolvam resistência aos remédios. Existem iniciativas para combater isso, pelomenos. Desde os anos 90 governos do mundo todo, Brasil incluído, proíbem o uso de vários antibióticospara promover o crescimento. Nos EUA, o governo estuda a possibilidade de banir os antibióticos dasrações, e usá-los só quando o animal estiver doente. Também não é a panaceia, já que a meraexistência dos antibióticos na farmácia é o bastante para criar bactérias mais resistentes. Por outro lado,não podemos viver sem esses remédios. Seria suicídio.É isso: não existe fórmula mágica para derrotar micro-organismos. Mas isso não significa que eles nãopodem ser úteis. Enquanto você lê esta página, médicos do hospital Cedars-Sinai, nos EUA, sepreparam para combater tumores no cérebro com um vírus geneticamente modificado. Até o fim do anoeles pretendem usar o vírus para invadir células cancerosas de pacientes e matá-las, sem danificar ascélulas normais. A técnica já deu certo em bichos. Esse e outros tratamentos parecidos estão em faseexperimental, mas já começam a descortinar um lado bom para esses demônios. Pois é: se não podevencê-los, junte-se a eles.ATIVIDADE:Baseado no texto acima, em suas pesquisas e conhecimento sobre o tema, redija uma redação de 20 linhas sobreo tema.

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