1<br />Transplantes<br />no Brasil<br />Porto Alegre, 12 de julho de 2011<br />vdurogarcia@terra.com.br<br />
2<br />O que diferencia o transplante<br />das outras terapêuticas <br />?<br />Porquê o transplante é tão<br />“especial”...
 organizações nacional e estaduais
 tanto apelo na mídia e na sociedade</li></ul>TheEconomist–<br />11 de outubro de 2008<br />Época<br />14 de agosto de 200...
 decreto nº 2.170 de 04/03/97
 Lei nº 10.211 de 23/03/01
 Decreto nº 2.268 de 30/06/97
 Resolução CFM nº  1.489 de 08/08/97
 Portaria nº 901 de 16/08/00
 Portaria n º 91 de 23/01/01
 Portaria n º 2.600 de 21/10/09
 CPI do tráfico de órgãos
  Avaliação do TCU</li></li></ul><li>3<br />definição de transplante<br /> remoção de órgãos /<br /> tecidos do doador<br ...
4<br />Fernando delRincon-Museu do Prado<br />São Cosme e<br />São Damião<br />Fra Angélico  -   Florença<br />Dia 27 de s...
 Personagens e cenário</li></li></ul><li>Receptor<br />1. indicação de <br /> transplante<br /><ul><li> doença terminal </...
6<br />2. tipos de transplante<br />órgãos<br />tecidos<br /><ul><li> rim
 coração
fígado
 pulmão
pâncreas
 intestino
 córneas
 válvulas
 ossos
 pele</li></ul>células<br />alo-compostos<br /><ul><li> células hematopoiéticas
 ilhotas de pâncreas
hepatócitos
células neuronais
membros superiores
 face
 traquéia
 laringe
 rotina
 investigação</li></li></ul><li>3. objetivos dos transplantes<br />a.  salvar vidas<br /><ul><li> fígado
 coração
 pulmão
 medula óssea
 intestino
 pele</li></li></ul><li>3. objetivos dos transplantes<br />b.  Melhorar a qualidade de vida<br /><ul><li> rim
 pâncreas
 córneas
 válvula cardíaca
 ossos</li></li></ul><li>9<br />4. resultados dos transplantes<br />Sobrevida 1 ano<br /><ul><li>Rim:	       96%
 Pâncreas: 96%
 Fígado:     89%
 Coração:  89%
 Pulmão:    82%
 Intestino:   78%</li></ul>Registro UNOS 2009 <br />perda anual<br />de 4%<br />
doador<br /> número de doadores  órgãos  é<br /> suficiente para atender demanda ?<br />10<br />10<br />
11<br />Necessidade estimada e transplantes - 2010<br />Necessidade pmp<br />Córneas:     90 <br />Rim:             70<br ...
Listas de espera para transplante<br />Mortalidade vs. tempo<br />
Transplante renal e lista de espera<br />USA<br /><ul><li> Pacientes em lista de espera para Tx rim
 Doadores falecidos</li></li></ul><li>14<br />Obstáculos aos transplantes<br /><ul><li>     risco cirúrgico
perda do enxerto por rejeição aguda
 risco de perda do enxerto a longo prazo
Morbidade relacionada à imunossupressão
Falta de doadores</li></ul>Transplante<br />tornou-se<br />vítima de seu<br />sucesso<br /><ul><li> melhores resultados
 mais indicações
 falta de doadores</li></li></ul><li>doador<br /> número de doadores  órgãos NÃO  é<br /> suficiente para atender demanda...
doador<br />tipos<br /><ul><li> rim
 medulaóssea
  fígado
   pulmão</li></ul>vivo<br />familiar<br />falecido<br /><ul><li>tecidos
 rim
 pulmão
fígado</li></ul>coração parado<br /><ul><li> órgãos
 tecidos</li></ul>Morte encefálica<br />
Porque faltam doadores de órgãos?<br />Número de potenciais doadores de órgãos <br />é pequeno <br />Bruegel, sec. XV<br /...
18<br />2. O processo doação – transplante é complexo <br />Sociedade<br />detecção potencial doador<br />avaliação<br />a...
doador falecido no Brasil<br />2010<br />óbitos:<br />1,3  milhões por ano<br />possíveis <br />doadores:<br /><ul><li>  ó...
  córneas:5% das mortes ?     (70.000)      </li></ul>potenciais <br />doadores:<br /><ul><li> órgãos:36,4 pmp/ano   -   6...
 órgãos:1.842   (9,6pmp)  14% dos possíveis doadores -  		                  26% dos potenciais doadores
 córneas:+12.000 (62 pmp) 17% dos possíveis doadores)</li></ul>doadores <br />efetivos:<br />19<br />
20<br />processo doação - transplante<br />Personagens  <br />cenário<br /><ul><li>Intensivistas
  Neurologistas
  Coordenadores hospitalares Tx
  Equipes de remoção
  Equipes de transplantes
  Central Estadual de Tx
  taxa de morte encefálica
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doação de órgãos

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doação de órgãos

  1. 1. 1<br />Transplantes<br />no Brasil<br />Porto Alegre, 12 de julho de 2011<br />vdurogarcia@terra.com.br<br />
  2. 2. 2<br />O que diferencia o transplante<br />das outras terapêuticas <br />?<br />Porquê o transplante é tão<br />“especial” a ponto de ter:<br /><ul><li> legislação própria
  3. 3. organizações nacional e estaduais
  4. 4. tanto apelo na mídia e na sociedade</li></ul>TheEconomist–<br />11 de outubro de 2008<br />Época<br />14 de agosto de 2008<br /><ul><li> Lei nº 9.434 de 04/02/97
  5. 5. decreto nº 2.170 de 04/03/97
  6. 6. Lei nº 10.211 de 23/03/01
  7. 7. Decreto nº 2.268 de 30/06/97
  8. 8. Resolução CFM nº 1.489 de 08/08/97
  9. 9. Portaria nº 901 de 16/08/00
  10. 10. Portaria n º 91 de 23/01/01
  11. 11. Portaria n º 2.600 de 21/10/09
  12. 12. CPI do tráfico de órgãos
  13. 13. Avaliação do TCU</li></li></ul><li>3<br />definição de transplante<br /> remoção de órgãos /<br /> tecidos do doador<br />implante no receptor<br />magia <br />dificuldade<br />Binômio <br />doação - transplante<br />indivisível<br />
  14. 14. 4<br />Fernando delRincon-Museu do Prado<br />São Cosme e<br />São Damião<br />Fra Angélico - Florença<br />Dia 27 de setembro - Dia Nacional do Doador<br /><ul><li> Protagonistas: receptor e doador
  15. 15. Personagens e cenário</li></li></ul><li>Receptor<br />1. indicação de <br /> transplante<br /><ul><li> doença terminal </li></ul> do órgão<br /><ul><li> vontade de </li></ul> realizar<br /><ul><li> ausência de </li></ul> contra-indicação<br />Picasso<br />
  16. 16. 6<br />2. tipos de transplante<br />órgãos<br />tecidos<br /><ul><li> rim
  17. 17. coração
  18. 18. fígado
  19. 19. pulmão
  20. 20. pâncreas
  21. 21. intestino
  22. 22. córneas
  23. 23. válvulas
  24. 24. ossos
  25. 25. pele</li></ul>células<br />alo-compostos<br /><ul><li> células hematopoiéticas
  26. 26. ilhotas de pâncreas
  27. 27. hepatócitos
  28. 28. células neuronais
  29. 29. membros superiores
  30. 30. face
  31. 31. traquéia
  32. 32. laringe
  33. 33. rotina
  34. 34. investigação</li></li></ul><li>3. objetivos dos transplantes<br />a. salvar vidas<br /><ul><li> fígado
  35. 35. coração
  36. 36. pulmão
  37. 37. medula óssea
  38. 38. intestino
  39. 39. pele</li></li></ul><li>3. objetivos dos transplantes<br />b. Melhorar a qualidade de vida<br /><ul><li> rim
  40. 40. pâncreas
  41. 41. córneas
  42. 42. válvula cardíaca
  43. 43. ossos</li></li></ul><li>9<br />4. resultados dos transplantes<br />Sobrevida 1 ano<br /><ul><li>Rim: 96%
  44. 44. Pâncreas: 96%
  45. 45. Fígado: 89%
  46. 46. Coração: 89%
  47. 47. Pulmão: 82%
  48. 48. Intestino: 78%</li></ul>Registro UNOS 2009 <br />perda anual<br />de 4%<br />
  49. 49. doador<br /> número de doadores  órgãos é<br /> suficiente para atender demanda ?<br />10<br />10<br />
  50. 50. 11<br />Necessidade estimada e transplantes - 2010<br />Necessidade pmp<br />Córneas: 90 <br />Rim: 70<br />Fígado: 30<br />Pulmão: 8<br />Coração: 8<br />Pâncreas: 3<br />75%<br />35%<br />25%<br />11%<br />4%<br />23%<br />
  51. 51. Listas de espera para transplante<br />Mortalidade vs. tempo<br />
  52. 52. Transplante renal e lista de espera<br />USA<br /><ul><li> Pacientes em lista de espera para Tx rim
  53. 53. Doadores falecidos</li></li></ul><li>14<br />Obstáculos aos transplantes<br /><ul><li> risco cirúrgico
  54. 54. perda do enxerto por rejeição aguda
  55. 55. risco de perda do enxerto a longo prazo
  56. 56. Morbidade relacionada à imunossupressão
  57. 57. Falta de doadores</li></ul>Transplante<br />tornou-se<br />vítima de seu<br />sucesso<br /><ul><li> melhores resultados
  58. 58. mais indicações
  59. 59. falta de doadores</li></li></ul><li>doador<br /> número de doadores  órgãos NÃO é<br /> suficiente para atender demanda <br />Porquê?<br />15<br />15<br />
  60. 60. doador<br />tipos<br /><ul><li> rim
  61. 61. medulaóssea
  62. 62. fígado
  63. 63. pulmão</li></ul>vivo<br />familiar<br />falecido<br /><ul><li>tecidos
  64. 64. rim
  65. 65. pulmão
  66. 66. fígado</li></ul>coração parado<br /><ul><li> órgãos
  67. 67. tecidos</li></ul>Morte encefálica<br />
  68. 68. Porque faltam doadores de órgãos?<br />Número de potenciais doadores de órgãos <br />é pequeno <br />Bruegel, sec. XV<br />Mortes por ano<br />1,3 milhão<br />60 – 80 pmp<br /> 1% das mortes<br />Morte encefálica por ano<br />13 mil<br />
  69. 69. 18<br />2. O processo doação – transplante é complexo <br />Sociedade<br />detecção potencial doador<br />avaliação<br />acompanhamento de<br />resultados<br />manutenção<br />Objetivo:<br /> efetivar > 50% dos<br /> potenciais doadores<br />diagnóstico de<br /> morte encefálica<br />transplante<br />distribuição<br />Documentar a<br />morte encefálica<br />remoção de<br />órgãos e tecidos<br />consentimento <br />familiar<br />aspectos<br />logísticos<br />
  70. 70. doador falecido no Brasil<br />2010<br />óbitos:<br />1,3 milhões por ano<br />possíveis <br />doadores:<br /><ul><li> órgãos:60 – 100 pmp/ano (70) - (13.300)
  71. 71. córneas:5% das mortes ? (70.000) </li></ul>potenciais <br />doadores:<br /><ul><li> órgãos:36,4 pmp/ano - 6.979 (52%)
  72. 72. órgãos:1.842 (9,6pmp) 14% dos possíveis doadores - 26% dos potenciais doadores
  73. 73. córneas:+12.000 (62 pmp) 17% dos possíveis doadores)</li></ul>doadores <br />efetivos:<br />19<br />
  74. 74. 20<br />processo doação - transplante<br />Personagens <br />cenário<br /><ul><li>Intensivistas
  75. 75. Neurologistas
  76. 76. Coordenadores hospitalares Tx
  77. 77. Equipes de remoção
  78. 78. Equipes de transplantes
  79. 79. Central Estadual de Tx
  80. 80. taxa de morte encefálica
  81. 81. leitos de UTI
  82. 82. equipamentos para documentar ME
  83. 83. intenção de doar da população</li></li></ul><li>Epidemiologia da ME no mundo<br /><ul><li>50 - 60 por milhão de população
  84. 84. 0,5 – 0,75% das mortes
  85. 85. 1 – 4% das mortes em hospital
  86. 86. 10 – 15% das mortes em UTI</li></li></ul><li>22<br />Epidemiologia da ME no Brasil<br />Alves Júnior. J Bras Transplante 2003, 6:208-210<br />Abreu Santos ALG. J BrasNefrol 2006, 28:25-30<br />Boni R. J Bras Transplante 2002, 5:59-64<br />encontrado: <br />76 - 105 pmp<br /> Pestana JOM. Lancet 1993, 341:118<br />Registro Brasileiro de Transplante 2008 , 13 (2):28-30<br />Maior incidência de morte encefálica que a observada nos países desenvolvidos: <br />50-60 pmp<br />associada a violência e acidentes de trânsito ?<br />22<br />
  87. 87. Início do processo: <br />Local:<br /><ul><li> UTI
  88. 88. Emergência
  89. 89. Sala de recuperação</li></ul>Detecção:<br /><ul><li>determinar a causa inicial do coma
  90. 90. graduar o coma
  91. 91. diagnosticar a Morte Encefálica
  92. 92. comunicar o diagnóstico</li></li></ul><li>Se<br />Causa:<br /><ul><li> Acidente vascular cerebral 50%
  93. 93. Trauma crâneo - encefálico 40%
  94. 94. Encefalopatia anóxica 5%
  95. 95. Tumores primários do SNC 2%
  96. 96. Outras 3%
  97. 97. coma de causa conhecida
  98. 98. em Glasgow 3
  99. 99. no respirador</li></ul>Grau: Escala de Glasgow: 3 a 15<br /><ul><li> resposta verbal: 1 a 5
  100. 100. resposta motora: 1 a 6
  101. 101. resposta ocular: 1 a 4</li></ul>abrir protocolo de morte encefálica<br />(comunicar a família o início do protocolo)<br />
  102. 102. Protocolo de morte encefálica<br />1 º teste clínico<br />intervalo 6 - 48 horas de acordo com a idade<br />2 º teste clínico<br />documentação diagnóstica<br />CFM<br />Resolução CFM<br />nº 1.489 de 08/08/97<br />2 médicos não envolvidos com <br />equipes de remoção ou transplante.<br />Decreto<br />Pelo menos um neurologista<br />Decreto nº 2.170 de 04/03/97<br />
  103. 103. 26<br />Equipamentos para diagnóstico ME<br />Doppler Transcraniano<br />Com fluxo sanguíneo<br />Sem fluxo sanguíneo<br />Equipamento mais promissor<br /><ul><li>portátil
  104. 104. baixo custo
  105. 105. poucos profissionais</li></ul> capacitados<br />
  106. 106. 27<br />Diagnóstico de morte encefálica<br /><ul><li> O diagnóstico de morte encefálica é de responsabilidade do CFM</li></ul> Lei nº 9434: 4 de fevereiro de 1997<br /><ul><li> Dois médicos não envolvidos com equipes de remoção ou transplante</li></ul>Resolução CFM 1480: 08 de agosto de 1997<br /><ul><li> Um dos médicos com título de especialização em neurologia</li></ul>Decreto nº 2268: 30 de junho de 1997<br />Qual vale:<br /><ul><li>Resolução CFM ?
  107. 107. interpretação SP
  108. 108. Decreto Lei ?
  109. 109. interpretação Brasil </li></li></ul><li>28<br />Leitos de UTI<br />Regra geral<br />Maior número leitos UTI -> maior número de ME ->↑ doadores <br />RS<br />↑UTIs-> não ↑ diagnóstico de ME<br /><ul><li> Vacaria
  110. 110. Gravataí
  111. 111. Cachoeirinha
  112. 112. Alvorada
  113. 113. intensivistas não motivados
  114. 114. sem neurologista (permanente)
  115. 115. sem equipamentos
  116. 116. sem coordenadores hospitalares</li></li></ul><li>29<br />A doação de órgãos ainda é vista como um tabu por grande parte da população<br />
  117. 117. 30<br />Pergunta que faltou:<br />Se necessitasse de um transplante,<br />gostaria que lhe doassem o órgão?<br />
  118. 118. 31<br />4. Formas de consentimento<br /><ul><li>Consentimento informado (1968)
  119. 119. Consentimento presumido forte + Escolha mandatória</li></ul>(1998)<br /><ul><li>Consentimento informado + Escolha mandatória (1999)
  120. 120. Consentimento informado (2001)</li></ul>Lei no 5.479 - 10 /08/68<br /> Lei no 9.434 - 04/02/97 <br />Decreto no2.170 - 04/03/97<br /> Medida Provisória nº 1.718 - 04/10/98<br />Jan 1998 – Dez 1999<br />Lei nº 10.211 - 23/03/01<br />31<br />
  121. 121. Entrevista familiar<br />estratégia<br />Oferecer a oportunidade de transformar a tragédia<br />da perda de um familiar em um ato nobre de doação,<br />este gesto pode atenuar a dor e servir como consolo. <br />
  122. 122. 33<br />Médico intensivista<br />inicia e dá andamento ao processo<br />papel decisivo <br /><ul><li> detecção do potencial doador
  123. 123. avaliação do potencial doador
  124. 124. diagnóstico de morte encefálica
  125. 125. manutenção do potencial doador</li></li></ul><li>34<br />coordenador hospitalar de transplante<br /><ul><li> elabora a logística do processo de doação
  126. 126. organiza progamas educacionais
  127. 127. para profissionais e
  128. 128. para a comunidade.</li></ul>função:<br />quem é ?<br /><ul><li>profissional da instituição
  129. 129. curso superior
  130. 130. acessível
  131. 131. Estimulado
  132. 132. Com conhecimento
  133. 133. comprometido com o cargo:
  134. 134. espirito de equipe e liderança
  135. 135. formação:
  136. 136. cursos
  137. 137. regulamentação:
  138. 138. portaria normatizando
  139. 139. educação continuada:
  140. 140. encontros anuais
  141. 141. ressarcimento
  142. 142. salário
  143. 143. honorários
  144. 144. diminuição carga horária</li></ul>Portaria 905 de 16-08 -2000<br />Portaria 1.752 de 23-09 -2005<br />Portaria 1.262 de 16-06 -2006<br />Portaria 2.600 de 21-10 -2009<br />
  145. 145. Central estadual de transplante<br /><ul><li> política de transplante no estado
  146. 146. logística do processo doação – transplante
  147. 147. diagnóstico de morte encefálica
  148. 148. análise dos documentos
  149. 149. resolução de problemas
  150. 150. sorologia
  151. 151. entrevista familiar
  152. 152. remoção dos órgãos / tecidos
  153. 153. alocação dos órgãos e tecidos </li></li></ul><li>Risco 1.000 xs > vôos comerciais<br /><ul><li> Remoção de rins, sem remoção de fígado: </li></ul> equipes Tx renal recusam remover fora da cidade.<br /><ul><li> Equipes de remoção de fígado removem rins </li></ul> sem grande interesse (70% NTA).<br />Equipes de remoção de órgãos abdominais<br /><ul><li> aeronaves e veículos confiáveis
  154. 154. obrigatoriedade de seguro de vida para equipe </li></ul> que desloca-se para remover ou buscar <br /> órgãos ou tecidos por via aérea ou terrestre. <br />
  155. 155. 37<br />O que se busca do cenário e dos personagens ?<br />em cada estado<br /><ul><li> UTIs / emergências
  156. 156. número suficiente de leitos e equipadas
  157. 157. CHTx / OPOs
  158. 158. treinados  remuneradosecom metas
  159. 159. Equipes de remoção / transplante
  160. 160. disponíveis
  161. 161. Central de transplante eficiente
  162. 162. logística adequada
  163. 163. transporte aéreo e terrestre
  164. 164. treinamento e motivação </li></ul> intensivistas / neurologistas<br /><ul><li> diagnóstico de ME
  165. 165. critérios de exclusão
  166. 166. manutenção do potencial doador
  167. 167. métodos documentais de ME
  168. 168. transferir potencial doador
  169. 169. tercerizar o diagnóstico ou a documentação
  170. 170. médicos e equipamentos do hospital</li></ul>Presuposições:<br /><ul><li> vontade política
  171. 171. financiamento</li></li></ul><li>38<br />taxa de doadores efetivos<br />140% em <br />6 anos<br />Política de<br /> Transplantes <br />pmp<br />medidas<br /><ul><li>legais
  172. 172. financeiras
  173. 173. organizacionais
  174. 174. educacionais</li></li></ul><li>39<br /><ul><li>organização:
  175. 175. emprego de modelo semelhante ao Espanhol
  176. 176. criação da Organização Nacional (SNT)
  177. 177. criação de organizações estaduais (CNCDO).
  178. 178. emprego de coordenadores hospitalares de transplante
  179. 179. financiamento
  180. 180. fundo específico para financiamento dos transplantes
  181. 181. pagamento da procura de doadores: módulos
  182. 182. pagamento do acopanhamento pós-transplante
  183. 183. legislação
  184. 184. listas de esperas estaduais – controladas pelo governo
  185. 185. consentimento informado para a doação
  186. 186. proibição de qualquer forma de comércio
  187. 187. autorização judicial para transplante com DVNP
  188. 188. penalidades para infrações
  189. 189. educação
  190. 190. cursos de formação de CHTx
  191. 191. criação de ONGs na área de doação e transplante</li></ul>Avanços 1998 -2004<br /><ul><li>. </li></ul>Resultado:<br /><ul><li> > 100% nas</li></ul>taxas de doação<br /> e transplante <br />entre1998 e 2004 <br />e estagnação a <br />partir de então.<br />
  192. 192. 40<br />Cursos de formação de<br />Coordenadores Hospitalares de Transplante<br />1997 - 2003<br /><ul><li> SNT / OPAS
  193. 193. SNT / UNB
  194. 194. ABTO</li></ul>horas n alunos<br />Avançado 40 20 920<br />Básico 8-16 18 > 1000<br />Não realizados<br /><ul><li> Maranhão
  195. 195. Roraíma
  196. 196. Amapá
  197. 197. Rondonia
  198. 198. Tocantins
  199. 199. Acre</li></li></ul><li>41<br />taxa de doadores efetivos<br />pmp<br />Apagão <br />Transplantes <br />35% em <br />2,5 anos<br />
  200. 200. 42<br /> Apagão dos transplantes no Brasil<br /> Taxa de doação<br />Relatório TCU<br /> falhas<br />SNT<br /><ul><li> organograma ?
  201. 201. planejamento ?
  202. 202. financiamento (PPA) ?
  203. 203. GTA
  204. 204. Câmaras Técnicas
  205. 205. reuniões ?
  206. 206. decisões ?
  207. 207. desigualdades entre estados
  208. 208. programa informatizado com falhas
  209. 209. cadastramento e recadastramento de centros (critérios ? )
  210. 210. problemas na alocação
  211. 211. de córneas
  212. 212. elevada recusa dos centros
  213. 213. de rim
  214. 214. qual pontuação é usada? não transparência
  215. 215. prejuízo para crianças e para minorias étnicas
  216. 216. intercâmbio por todo o país
  217. 217. maior gasto com investigações repetidas
  218. 218. distorções nos critérios de aceitação de órgãos </li></ul> sorologias idade <br />medicações<br /><ul><li> imunossupressores
  219. 219. preço
  220. 220. falta
  221. 221. outras medicações
  222. 222. resultados dos transplantes (?)
  223. 223. banco de válvulas: não cadastramento
  224. 224. banco de pele: sem portaria sobre valores
  225. 225. CNNCDO ineficiente
  226. 226. não normatização do doador limítrofe
  227. 227. pequena proteção ao doador vivo
  228. 228. acompanhamento anual
  229. 229. registro / seguro de vida</li></ul> Ausência de uma política efetiva de transplantes no país<br />
  230. 230. 43<br />Medidas tomadas no 2o semestre 2007<br /><ul><li>novo coordenador do SNT
  231. 231. interessado no desenvolvimento dos transplantes
  232. 232. maior autonomia para as centrais estaduais
  233. 233. ações de algumas centrais com apoio do estado
  234. 234. Santa Catarina
  235. 235. São Paulo
  236. 236. Ceará
  237. 237. campanhas / notícias positivas
  238. 238. JN da Rede Globo: notícias positivas sobre transplante em várias edições
  239. 239. atuação da ABTO
  240. 240. vários cursos de formação de coordenadores hospitalares em alguns estados
  241. 241. assessoria informal a algumas centrais</li></ul>Medidas adotadas a partir de 2008<br /><ul><li> educacionais
  242. 242. organizacionais
  243. 243. financiamento</li></li></ul><li>44<br />plano 2007 – 2017:<br /> aumentar 3x a taxa de doadores<br /> 1 - 1,5 doadores pmp/ano<br />Em 10 anos: 20 doadores efetivos pmp/a <br />44<br />
  244. 244. 45<br />Transplante com doador falecido<br />nos próximos 10 anos:<br /> 1 - 1,5 doadores pmp/ano<br />estratégia da ABTO<br />elaborada no 2o semestre 2007<br />Taxa estimada de potenciais doadores: 70 pmp/a<br />Detecção de potenciais doadores: (70%): 50 pmp/a<br />Não efetivação da doação: (60%): 30 pmp/a<br /><ul><li> recusa da família (25%): 12 pmp/a
  245. 245. contra-indicação / manutenção (25%): 12 pmp/a
  246. 246. outras causas (10%): 6 pmp/a</li></ul>doadores efetivos 20 pmp/a<br />taxa de efetivação de 40%<br />
  247. 247. Aumento no número de transplantes<br />estratégia da ABTO<br />Dividir os estados em cinco grupos, de acordo com a taxa<br /> atual de doadores e estabelecer metas para cada grupo, <br /> em prazo determinado (2010), com avaliação trimestral:<br />I<br />II<br />III<br />IIII<br />V<br />Atual: 0 – 2<br />Meta: > 3<br />Atual: 4– 6<br />Meta: > 7,5<br />Atual: 2 – 4<br />Meta: > 5<br />Atual: 9 – 15<br />Meta: > 15<br />Atual: 6 – 9<br />Meta: > 10<br />MG<br />RJ<br />PE<br />MS<br />SE<br />RN<br />BA<br />MT<br />GO<br />AC<br />MAAM<br />PB AL<br />PI PA<br />AP TO<br />RR RO<br />CE<br />DF<br />PR<br />ES<br />SC<br />RS<br />SP<br />
  248. 248. 47<br />resultado: taxa de doadores efetivos<br />55% em <br />3 anos<br />Retomada dos <br />transplantes <br />47<br />
  249. 249. o processo doação - transplante<br />2010<br />possíveis:<br />70 pmp/ano (13.000)<br />36,4 pmp/ano (52%)<br />potenciais:<br /> efetivos:<br />9,9pmp(27,2%)<br /> com órgãos Tx:<br />9,6pmp(26,4%)<br /><ul><li>recusa de doação: 26%
  250. 250. parada cardíaca: 18%
  251. 251. contra-indicação médica: 14%
  252. 252. ME não confirmada: 5%
  253. 253. outras causas: 9%</li></ul>48<br />
  254. 254. processo doação - transplante<br />problemas<br />não identificação: 48%<br />dos identificados:<br /><ul><li>não autorização familiar 26%
  255. 255. parada cardíaca: 18%
  256. 256. contra-indicação médica : 14%</li></li></ul><li>50<br />Notificação de potenciais doadores<br /> Possíveis doadores: 70 – 100 pmp<br />pmp<br />2010<br /><ul><li>AM
  257. 257. AP
  258. 258. RO
  259. 259. RR
  260. 260. TO</li></ul>3 trimestres 2009<br />Objetivo: > 50 pmp<br /><ul><li>potenciais doadores
  261. 261. doadores efetivos</li></ul>50<br />
  262. 262. 51<br />Taxa de efetivação de potenciais doadores<br />pmp<br />2010<br />Objetivo: > 40%<br />
  263. 263. 52<br /> doadores com órgãos removidos<br />pmp<br />2010<br /><ul><li> AM
  264. 264. AP
  265. 265. RO
  266. 266. RR
  267. 267. TO</li></ul>Objetivo 2017: 20 pmp<br />
  268. 268. 53<br />Doadores efetivos : 1999 - 2010<br />RS<br />BR<br />
  269. 269. Pacientes transplantados em seguimento<br /><ul><li> perda anual tardios: 4%
  270. 270. perda no 1o ano: 15%</li></li></ul><li>Avanços 2008 - 2009<br />Prevenção de comércio<br />DVNP: autorizações comissão ética + CNCDO + judicial<br />Estrangeiro não residente no país: proíbe ingresso em LE ou Tx<br /> modificação critérios de alocação de rim - aprimoramento<br /> normatização do emprego e alocação de órgãos de doadores limítrofes<br /> hospital-dia para receptores de transplante de órgãos (2008)<br />Ressarcimento investigação par D/R no transplante com doador vivo (2008)<br /> pagamento do seguimento de doadores vivos (consulta anual)<br /> pagamento da investigação de receptores, para ingresso em lista de espera<br />programa informatizado moderno para as centrais de transplante (modelo SP)<br /> reajuste valores de procura de doadores (100%)<br />Inclusão do banco de pele no financiamento<br />Portaria 2.600 – 21/10/2009 <br />Portaria 2.620 - 21/10/2009 <br />
  271. 271. 56<br />Dificuldades 2009 - 2010<br /><ul><li> Programa informatizado: “sendo” aprimorado
  272. 272. “mistura” de modelos de procura: CHTx vs. OPOs
  273. 273. normatização de alguns aspectos no diagnóstico de ME
  274. 274. não remoção de órgãos de doadores limítrofes
  275. 275. Proibição de membros de equipes de transplante: coordenador</li></ul> nacional, estadual ou de OPO<br />Portaria 2.600 – 21/10/2009 (Regulamento Técnico)<br />Portaria 2.620 - 21/10/2009 <br />
  276. 276. Novos desafios - 2011<br /> reformulação SNT – fortalecido e descentralizado<br /> capacitação da central nacional – agilização na alocação entre estados<br /> GAE e Câmaras técnicas com reuniões periódicas e decisões<br /> credenciamento de equipes de remoção independentes de equipes de Tx<br />registro de doadores vivos (ABTO: fígado ok, rim: em estudo)<br /> programa informatizado para todos centros de transplante<br /> análise resultados dos transplantes: parâmetros mínimos<br /> educação continuada para coordenadores e intensivistas<br /> criação de centros de transplante nas regiões menos assistidas: norte e nordeste<br />Portaria 2.600 – 21/10/2009 (Regulamento Técnico)<br />Portaria 2.620 - 21/10/2009 <br />
  277. 277. Doadores efetivos em alguns países<br />potenciais doadores: 50 - 60 pmp<br />possibilidade <br />de<br />crescimento<br />
  278. 278. 59<br />objetivos da sociedade<br />com o transplante<br />Aumentar o número de transplantes no País<br />Conhecer e melhorar os resultados dos transplantes do País<br />Justiça na alocação de órgãos e tecidos e nos resultados<br />Prevenir qualquer forma de transplante ilegal ou antiético<br />Proteção aos doadores vivos<br />Diminuir as desigualdades entre regiões e estados<br />
  279. 279. 60<br />doador vivo <br /> pessoa juridicamente capaz <br />pode dispor gratuitamente <br />de T/O/PCH para fins <br />terapêuticos:<br /> em cônjuges ou parentes <br /> consangüíneos até o 4º <br /> grau, inclusive, <br /> ou <br /> em qualquer outra pessoa <br />mediante autorização <br />judicial.<br />
  280. 280. 61<br />Doador vivo<br />Parente: permissão<br /><ul><li> maior
  281. 281. capaz
  282. 282. consentimento informado</li></ul>Não parente: controle<br />Autorização prévia em três níveis<br />Comércio: proibição<br />Penalidades<br />
  283. 283. 62<br />Tipo de doador falecido<br />OPTN<br />
  284. 284. 63<br />Doadores em assistolia<br /><ul><li>ainda não utilizados no Brasil
  285. 285. não previstos em lei
  286. 286. dificuldades técnicas
  287. 287. alto custo</li></ul>Discussão:<br />Deve ser iniciado imediatamente<br />ou<br />após melhora das taxas de doação em ME <br />Doadores em ME<br /><ul><li> baixa taxa de detecção (potenciais doadores): 50%
  288. 288. baixa taxa de efetivação: 25 – 30%</li></li></ul><li>Prevenção de comércio e do<br />“turismo para transplante”<br /><ul><li> transplante com doador vivo que exija autorização judicial,</li></ul> deve ser previamente avaliado e autorizado pela Comissão<br /> de Ética do Hospital e pela CNCDO.<br /><ul><li> prevenção do “turismo para transplante” : proibido </li></ul>realizar transplantes em estrangeiros não residentes no <br /> país.<br />Portaria 2.600 de 21/10/2009<br />Atendendo solicitação da ABTO e de<br />acordo com a Declaração de Istambul<br />
  289. 289. Proteção aos doadores vivos<br /><ul><li> creatinina
  290. 290. exame de urina
  291. 291. glicemia
  292. 292. colesterol
  293. 293. triglicerídios
  294. 294. microalbuminúria
  295. 295. proteinúria
  296. 296. acompanhamento por toda a vida
  297. 297. consultas (“pacote anual”)
  298. 298. investigação básica
  299. 299. registro de doadores
  300. 300. prioridade em lista de espera aos doadores que venham</li></ul> a necessitar de transplante<br /><ul><li> seguro de vida por um ano ou 6 meses
  301. 301. valor do prêmio no “pacote do Tx” e hospital contrata</li></ul>Portaria publicada em 2008<br />ABTO iniciando<br />Portaria 2.600 de 21/10/2009<br />Aguardando<br />
  302. 302. 66<br />Projetos educacionais ABTO<br /><ul><li> Curso de Formação de Coordenadores Hospitalares de Transplante
  303. 303. módulo I
  304. 304. módulo II
  305. 305. Curso de Formação de Coordenadores Educacionais de Transplante
  306. 306. Encontro Regional da ABTO com intensivistas
  307. 307. Curso de remoção de órgãos abdominais para transplante</li></li></ul><li>67<br />Disciplina eletiva sobre doação e transplante UFCMPA<br />Carga horária: 24 horas<br />Conteúdo:<br /><ul><li> palestras
  308. 308. acompanhamento / visita
  309. 309. cirurgia transplante
  310. 310. ambulatório de transplante
  311. 311. Central de Transplante do RS
  312. 312. Laboratório de Imunologia
  313. 313. Avaliação:
  314. 314. presença
  315. 315. trabalho de conclusão</li></ul>Escolhida pelos<br />alunos como a<br />melhor disciplina<br />eletiva da faculdade<br />em 2008<br />
  316. 316. 68<br />www.eusalvovidas.org.br<br />
  317. 317.
  318. 318. 70<br />
  319. 319. 71<br />1993 - 1a edição do Jogo pela Vida<br />partida de futebol na praia no verão<br />Transplantados x Médicos<br />Santa Casa e Rádio Gaúcha<br />
  320. 320. 72<br />
  321. 321. 73<br />Credibilidade<br />Influência<br />Propagação<br />Aproximação<br />Seriedade<br />Engajamento<br />Porém precisamos de mais<br />parceiros que possam gerar:<br />
  322. 322. 74<br />vocês<br />
  323. 323. 75<br />de que forma? <br /><ul><li> conhecendo e atuando no processo doação - transplante.
  324. 324. difundindo este conhecimento em nosso meio.
  325. 325. atuando para que este processo permaneça ético e transparente,</li></ul> beneficiando a toda sociedade.<br />Rene<br />Magritte<br />pintor <br />surrealista <br />belga<br />
  326. 326. 76<br />Isto não é comigo - não é minha tarefa remover o galho.<br />
  327. 327. 77<br />Todo este trabalho tem um único objetivo:<br />dar uma chance de vida para estes moços<br />
  328. 328. 78<br />
  329. 329. 79<br /><ul><li> é legal e ética a suspensão dos procedimentos de suportes</li></ul> terapêuticos quando determinada a ME em não doador<br /><ul><li> o cumprimento dessa deve ser precedido de comunicação </li></ul> e esclarecimento sobre a ME aos familiares ou representantes<br /> legais, fundamentada e registrada no prontuário <br /><ul><li> a data e hora registradas na Declaração de Óbito serão as </li></ul> mesmas da declaração de ME<br />
  330. 330. 80<br />

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