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UFCD 6576 :Cuidados de Saúde
no Idoso
Formadora: Joana Alves
Formanda: Rute Pancha
Mediadora :Drª Claúdia Lameiras
Coordenadora: Drª Susana Carvalho
Esquema de Título e Conteúdos com Lista
 Primeiro nível
◦ Segundo nível
 Terceiro nível
 Quarto nível
 Quinto nível
Se o envelhecimento biológico é irreversível nos seres humanos, também o envelhecimento demográfico o
é, num mundo em que a esperança de vida continua a aumentar e a taxa de natalidade permanece em
decréscimo.
Na ótica da análise demográfica, o envelhecimento é entendido como um fenómeno coletivo, possivelmente
de natureza cíclica e não totalmente irreversível. Neste sentido, o envelhecimento encontra-se intimamente
ligado à idade da população, não à idade cronológica mas sim à idade duma população, entendida como o
resultado da distribuição por idades dos seus membros.
O envelhecimento demográfico refere-se ao aumento progressivo dos indivíduos com idades avançadas
relativamente ao grupo total de idosos.
 Neste contexto, uma população jovem será aquela que
apresenta uma grande proporção de jovens e uma baixa
idade média e uma população velha será aquela que
apresenta uma grande proporção de velhos e uma elevada
idade média.
 Contudo podemos considerar uma população velha
quando a mesma apresenta uma forte proporção de
velhos, mas também podemos considerar uma população
envelhecida quando a proporção de jovens diminui.
 Envelhecimento demográfico
 O envelhecimento demográfico é um processo que não passa
desapercebido à sociedade. Os idosos estão a tornar-se na Europa, e
também em Portugal, uma população cada vez mais crescente. Este grupo
adquire mais espaço, densidade, organização e força.
 Esta força pode ser considerada em: força social, devido ao número de
idosos, força cultural, pelos seus conhecimentos e experiência, força
económica, pelo seus gastos e consumos, força política, pelo seu peso nas
votações, força de intervenção, práticas de intervenção e desenvolvimento
de atividades físicas pela sua disponibilidade e força ética, pelo seus
(des)compromissos com determinados grupos étnicos.
 Em primeiro lugar podemos referir que o envelhecimento demográfico é
considerado um fenómeno social, em segundo lugar, um fenómeno
biológico, tendo a marginalização, a rejeição social, a inatividade e a
insegurança papéis marcantes no desenvolvimento do processo biológico
do envelhecimento.
 O processo de envelhecimento demográfico encontra-se em crescimento.
As razões apontadas para este aumento são: a redução da fecundidade, a
diminuição da mortalidade e a migração.
 Em Portugal, verifica-se uma redução da dimensão média da família
portuguesa. Este facto está diretamente associado à redução dos índices de
fecundidade, à diminuição do número de membros dos agregados familiares,
refletindo uma importante alteração na composição das famílias e produzindo
consequentemente alterações no domínio das relações pessoais, sociais e
económicas e afetivas entre os seus membros, particularmente entre as
gerações mais jovens e as mais idosas.
 Como consequência desta alteração, o cuidar das pessoas idosas, que
anteriormente era uma “obrigação” dos familiares mais diretos passou
progressivamente para as instituições de solidariedade social e para instituições
privadas.
 Se analisarmos as previsões para o ano de 2025, verificamos que o efeito da
conjugação dos níveis de fecundidade, da esperança de vida e dos saldos
migratórios condicionam o envelhecimento demográfico, com maior incidência
na base da pirâmide.
 Confirma-se o evidente fenómeno de envelhecimento até 2050, com igual
evidência tanto na base como no topo da pirâmide, agravado pelo efeito do
aumento da esperança de vida.
 Como o envelhecimento populacional é uma pretensão natural de todas as
sociedades e estando estas sistematicamente a procurar estratégias para
prolongar a vida humana, é da máxima importância proporcionar condições
adequadas aos nossos idosos, fazendo com que eles se sintam ativos e
importantes no meio em que estão inseridos.
A problemática da prestação de cuidados ao idoso
 A família como cuidadora informal
 Os familiares e amigos são quem melhor conhece o idoso, tendo,
por este motivo, maior probabilidade de corresponder às suas
necessidades.
 Organizado numa base informal, o apoio é influenciado pela
evolução da estrutura e dinâmica familiares na sociedade atual,
em que as relações são constituídas de modo a privilegiar valores
como a autonomia e o individualismo, valorizando-se a realização
pessoal/profissional de cada um e respeitando-se a sua
privacidade.
 Tradicionalmente, cabia aos filhos tratar dos pais quando estes
envelheciam. Posteriormente o Estado assumiu-se como promotor
do bem-estar social, sendo os cuidados mediados por instituições
e agentes com formação e especialização na área, com o objetivo
de melhorar as condições de vida dos mais desfavorecidos e cujas
redes de apoio informal se revelam fracas ou inexistentes.
 Este conjunto de serviços e equipamentos pretende abranger as
diferentes necessidades ou níveis de carência da população.
 Inicialmente, as instituições apresentavam-se como detentoras de
um conhecimento não acessível aos familiares, impondo os
cuidados sem qualquer tipo de justificação.
 Por volta dos anos 1970/1980, houve uma viragem: são
revalorizados os programas centrados nos agregados familiares e
num contexto comunitário, o que facilita o empenho geral e esbate
a autoridade simbolizada pelos contextos oficiais.
 No entanto, a intervenção tende a ser pensada e dirigida a uma só
pessoa, mesmo assumindo que existem outros envolvidos: a
família continua a ter de obedecer às prescrições profissionais, o
que a torna “colaborante”, sem que as suas necessidades sejam de
facto ouvidas e muito menos atendidas.
 Estão definidos quatro modelos de articulação entre profissionais
do apoio formal e família:
 • Especialista - clássico, em que o técnico é a autoridade e a
família tem a função de fornecer informação para que ele decida,
devendo, depois, cumprir as indicações;
 • Transplante - os técnicos partilham e transferem alguns dos seus
saberes para os clientes, agindo como instrutores e consultores
que guiam a vida dos outros;
 • Negociação - baseada na abordagem consumista, coloca o
cliente no papel de consumidor, reconhecendo-lhe direitos e
exigências sobre o serviço prestado. Frequentemente estas são
depois desvalorizadas e os clientes inferiorizados. É neste âmbito
que, por exemplo, os familiares colaboram nas atividades num
centro de dia;
 • Parceria - a parceria implica uma associação de pessoas numa
relação de igualdade, reconhecendo reciprocamente
conhecimentos, capacidades e partilhando as tomadas de decisão
na procura de consensos.
O isolamento
 Ao acompanhar pessoas idosas, deve-se criar estratégias de cuidados, no sentido
de desenvolver ao máximo, as características e comportamentos, que permitam um
bom e adaptado desenvolvimento nesta faixa etária. Para o conseguir, deve-se ter
em conta o seguinte:
 Criar um clima de confiança e de segurança emocional. Esta atitude, encoraja as
pessoas idosas a manterem uma imagem positiva deles próprios. Os cuidados
prestados, devem ter por base o respeito pela pessoa idosa.
 A pessoa idosa tem o direito de ser feliz, de praticar livremente a sua religião, de
manter os seus valores espirituais e as suas relações sociais, sem que lhe sejam
feitos juízos de valor. As pessoas de idade devem, portanto, ser encorajadas e
valorizadas em todos os seus empreendimentos, sem serem substituídas nas
funções que ainda podem desempenhar sozinhas, de forma a não criar situações de
dependência que levam a uma diminuição da autoestima.
 Deve-se evitar o isolamento da pessoa idosa. Muitas vezes, dadas as características
da sua personalidade, é importante incentivá-lo a tomar iniciativas de
relacionamento com os familiares e amigos.
 Quando se acompanham pessoas idosas, há que tentar a todo o custo, trabalhar
com a família, de forma a que colabore nos cuidados prestados. Muitas vezes, as
pessoas idosas, fazem dos que os cuidam seus confidentes. Nestas situações há que
saber respeitar a sua vontade, assegurando a confidencialidade.
 Esta confidencialidade só poderá ser quebrada, através de um
pedido de ajuda a um técnico de saúde, que saberá como
encaminhar a situação, e ainda assim apenas se o facto de não
se tomarem medidas atempadamente, essa situação puser em
risco a vida do próprio, a vida da pessoa idosa ou a vida de
um familiar.
Serviços de apoio à saúde do idoso emergente no mercado
 Tipologia de serviços
 Apresenta-se em seguida uma caracterização sumária das várias modalidades existentes:
 CENTRO DE CONVÍVIO
 Conceito:
 Resposta social, desenvolvida em equipamento, de apoio a atividades sócio recreativas e culturais,
organizadas e dinamizadas com participação ativa das pessoas idosas de uma comunidade.
 Objetivos:
 Prevenir a solidão e o isolamento;
 Incentivar a participação e potenciar a inclusão social;
 Fomentar as relações interpessoais e intergeracionais;
 Contribuir para retardar ou evitar a institucionalização.
 Destinatários:
 Pessoas residentes numa determinada comunidade, prioritariamente com 65 e mais anos.
CENTRO DE DIA
 Conceito:
Resposta social, desenvolvida em equipamento, que presta um conjunto de serviços que
contribuem para a manutenção das pessoas idosas no seu meio sociofamiliar.
 Objetivos:
Proporcionar serviços adequados à satisfação das necessidades dos utentes;
Contribuir para a estabilização ou retardamento das consequências nefastas do envelhecimento;
Prestar apoio psicossocial;
Fomentar relações interpessoais e intergeracionais;
Favorecer a permanência da pessoa idosa no seu meio habitual de vida;
Contribuir para retardar ou evitar a institucionalização;
Contribuir para a prevenção de situações de dependência, promovendo a autonomia.
 Destinatários:
Pessoas que necessitem dos serviços prestados pelo Centro de Dia, prioritariamente pessoas com
65 e mais anos.
CENTRO DE
NOITE
 Conceito:
Resposta social, desenvolvida em equipamento, que tem por finalidade o
acolhimento noturno, prioritariamente para pessoas idosas com autonomia
que, por vivenciarem situações de solidão, isolamento ou insegurança
necessitam de suporte de acompanhamento durante a noite.
 Objetivos:
Acolher, durante a noite, pessoas idosas com autonomia;
Assegurar bem-estar e segurança;
Favorecer a permanência no seu meio habitual de vida;
Evitar ou retardar a institucionalização.
 Destinatários:
Prioritariamente pessoas de 65 e mais anos com autonomia ou, em condições
excecionais, com idade inferior, a considerar caso a caso.
RESIDÊNCIA
 Conceito:
Resposta social, desenvolvida em equipamento,
constituída por um conjunto de apartamentos com
espaços e/ou serviços de utilização comum, para pessoas
idosas, ou outras, com autonomia total ou parcial.
 Objetivos:
Proporcionar alojamento (temporário ou permanente);
Garantir à pessoa idosa uma vida confortável e um
ambiente calmo e humanizado;
Proporcionar serviços adequados à problemática
biopsicossocial das pessoas idosas;
 Contribuir para a estabilização ou retardamento das
consequências nefastas do envelhecimento;
 Criar condições que permitam preservar e incentivar a
relação inter-familiar.
 Destinatários:
 Pessoas de 65 e mais anos ou de idade inferior em
condições excecionais, a considerar caso a caso.
LAR DE IDOSOS
 Conceito:
Resposta social, desenvolvida em equipamento, destinada a alojamento coletivo, de utilização temporária ou
permanente, para pessoas idosas ou outras em situação de maior risco de perda de independência e/ ou de
autonomia.
 Objetivos:
Acolher pessoas idosas, ou outras, cuja situação social, familiar, económica e /ou de saúde, não lhes permite
permanecer no seu meio habitual de vida;
Assegurar a prestação dos cuidados adequados à satisfação das necessidades, tendo em vista a manutenção da
autonomia e independência;
Proporcionar alojamento temporário, como forma de apoio à família;
Criar condições que permitam preservar e incentivar a relação intrafamiliar;
Encaminhar e acompanhar as pessoas idosas para soluções adequadas à sua situação.
 Destinatários:
Pessoas de 65 e mais anos ou de idade inferior em condições excecionais, a considerar caso a caso.
Redes de suporte e recursos da comunidade
(cuidados domiciliários)
 Existem, ao nível formal, centenas de instituições que
disponibilizam serviços de apoio a idosos, públicas e
privadas. Mediante as necessidades de cada caso e a
análise de outros fatores poderá ser tomada uma decisão.
 São igualmente relevantes medidas intersectoriais que
têm vindo a ser implementadas para promover a
segurança e qualidade de vida da população geriátrica:
 Programa “Apoio 65 - Idosos em Segurança”
 Em vigor desde 1996, visa promover a segurança dos
idosos mais isolados através do policiamento de
proximidade que valoriza a comunicação polícia- -
cidadão (em colaboração com a PSP).
 Programa Idosos em lar (PILAR)
 Criado por Despacho do Secretário de Estado da Inserção Social de 20 de Fevereiro
de 1997, procura desenvolver e intensificar a oferta de lares para idosos, através, por
exemplo, do realojamento de idosos oriundos de lares lucrativos sem condições de
financiamento; do aumento da oferta em zonas com baixa cobertura deste serviço; da
criação/remodelação de lugares dirigidos a utentes de Instituições Particulares de
Solidariedade Social sem condições de financiamento.
 Programa de Apoio Integrado a Idosos (PAII)
 Criado por despacho Conjunto de 1 de Julho de 1994, dos Ministros da Saúde e do
Emprego e Segurança Social, contempla um número significativo de serviços:
 Serviços de Apoio Domiciliário;
 Centros de Apoio a Dependentes/Centros Pluridisciplinares de Recursos - apoio temporário com vista à
reabilitação de pessoas com dependência, assegurando cuidados diversificados com base em estruturas já
existentes;
 Formação de Recursos Humanos – habilitar agentes, formais e informais para a prestação de cuidados;
tecnologias, pretende diminuir o isolamento devido a problemas de saúde, questões geográficas,
barreiras arquitetónicas. Através de uma central, permite a intervenção atempada em caso de
emergência;
 Saúde e Termalismo - permitir à população idosa o acesso a tratamentos termais e o contacto com meio
social diferente, prevenindo o isolamento social;
 Passes para a terceira idade - sem restrições horárias para a população com mais de 65 anos, fomentando
a sua mobilidade, integração social e participação na vida ativa.
 Respostas Integradas que resultam da Articulação entre a Saúde e a Acão Social
 Por Despacho Conjunto 407/98, de 15 de Maio, que estão na origem de:
 Unidades de Apoio Integrado (UAI) - centros que asseguram apoio ao longo de 24 horas a pessoas que
necessitem de cuidados multidisciplinares que não podem ser prestados no domicílio;
 Apoio Domiciliário Integrado - (ADI) - que assegura a prestação de cuidados médicos e de enfermagem
e a prestação de apoio social no domicílio visando a promoção do autocuidado.
 Plano Gerontológico Local
 Planeamento de serviços e projetos em função de grupos
e zonas de intervenção prioritárias, feito por equipas
multidisciplinares e intersectoriais, mediante as suas
orientações de intervenção.
 Programa de Conforto Habitacional dos Idosos
 Inserida no âmbito do Programa Nacional de Acão para a
Inclusão, começou a ser implementada no distrito de
Bragança, com a reparação de 137 residências. As obras
passam pela substituição dos telhados, chão, paredes,
adaptação de cozinhas ou instalações sanitárias.
Melhorando as condições básicas de habitabilidade,
pretende-se possibilitar o serviço de apoio domiciliário e
evitar a institucionalização e dependência
 Contratos Locais de Desenvolvimento Social
 Pretendem combater a pobreza, aumentar os níveis de
qualificação e prevenir situações que conduzam à
exclusão social em áreas desqualificadas,
industrializadas ou atingidas por calamidades, através do
estabelecimento de parcerias de âmbito local, que
podem envolver os serviços de emprego, de Acão social
e instituições.
 Complemento solidário para idosos
 Constitui-se num apoio financeiro de até 250 euros por
cada período de três anos, destinado a medicamentos,
óculos, lentes e próteses dentárias removíveis.
 Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados
 Aprovado em Conselho de Ministros a 16 de Março de 2006,
tem como público beneficiário as pessoas com dependência,
visando diminuir o número de internamentos.
 Os serviços disponibilizados incluem unidades de internamento
(para convalescença, média duração/reabilitação, longa
duração/manutenção e cuidados paliativos), ambulatório
(unidade de dia e de promoção da autonomia), equipas
hospitalares e equipas domiciliárias (de cuidados continuados
integrados e comunitárias de suporte paliativo).
 Prevê, inclusivamente, a possibilidade de institucionalização
temporária em unidades de cuidados continuados de longa
duração para que o cuidador possa descansar.
O voluntariado e as redes informais de apoio
 A sociedade portuguesa continua a caracterizar-se pelos fortes laços de
solidariedade familiar e comunitária. No entanto, os cuidados prestados pelas
redes informais são muitas vezes resultantes de um sentimento de obrigação: a
pressão social acentua o carácter negativo da institucionalização.
 A retribuição do sacrifício dos pais, o querer corresponder a expectativas,
transmitir o exemplo aos filhos ou não suportar a censura dos vizinhos, são,
muitas vezes os principais motivos para reorganizar a vida familiar e integrar o
idoso.
 O cuidador informal será respeitado pelas concessões que fará perante as novas
exigências do seu papel, embora raramente o assuma voluntariamente: estudos
demonstraram que mais facilmente há ajuda quando não existe a perspetiva de
encargo e dependência.
 A contínua perda de autonomia do sénior ou a desistência de um antecessor, a
viuvez, uma doença ou acidente inesperados, poderão despoletar a necessidade e
o envolvimento progressivo.
 A carreira de cuidador informal envolve 3 estádios:
 Preparação e aquisição do papel;
 Assunção das tarefas e responsabilidades relacionadas com os
cuidados em casa e, eventualmente, numa instituição formal;
 Libertação da prestação de cuidados em resultado do falecimento
do idoso.
 Prestar apoio envolve sentimentos contraditórios, momentos de
angústia, stresse e frustração. É um processo dinâmico que
evolui reestruturando as relações prévias mediante as
necessidades.
 Embora todos tenham os seus contextos vivenciais, a
dependência implica uma nova perceção de si e do outro, para
todos os elementos do grupo familiar, alterando-se os poderes:
para o idoso, esta é a sua incapacidade para realizar
determinadas atividades básicas, enquanto que para o cuidador é
o dever de o substituir nessas mesmas atividades.
 Este sentimento é particularmente presente quando se entra na esfera da intimidade, sendo agravado pelo
constrangimento mútuo.
 Sendo a família um sistema, assumir a prestação de cuidados tem um impacto enorme sobre a sua estrutura e
restantes relações. A nova divisão das tarefas, a reorganização de horários, responsabilidades e rotinas traz
transtornos e poderá ser fonte de conflitos, quer para o cônjuge de quem cuida, quer para os filhos.
 Por outro lado, a própria rede de
cuidados tem carácter dinâmico, criando
inclusões e exclusões, hierarquias e
subordinações, definindo obrigações em
função da proximidade subjetiva ou em
termos de género, geracionais,
nacionais, étnicos, raciais ou de classe e
de estilo de vida.
 Conclui-se que as redes informais com
base na família são limitadas em termos de
eficácia e de resposta dado o seu carácter
restrito: funciona pelos conhecimentos.
Daí que seja essencial alargá-las,
envolvendo amigos e vizinhos, sempre que
possível, repartindo a sobrecarga e
aliviando a pressão geral.
 Em suma, em todo este processo, é
essencial a proatividade. Do idoso, dos
cuidadores, da família, dos amigos e da
comunidade.
O processo do envelhecimento
 Teorias do envelhecimento
 A abordagem psicológica do envelhecimento considera que nem todas as mudanças que têm lugar se relacionam
com o padrão biológico de envelhecimento, pelo que não é possível somente estabelecer-se uma relação linear
entre a componente biológica e o envelhecimento global do indivíduo. Nesta linha, também as teorias que aqui
se incluem não são justificativas das mudanças decorrentes da passagem do tempo, mas descritivas.
 Teoria Psicossocial do Desenvolvimento da Personalidade (Erikson)
 Esta teoria considera que o desenvolvimento resulta da interação dos fatores individuais e culturais, e que se
processa ao longo de oito estádios. Representam momentos críticos no desenvolvimento do indivíduo ao nível do
crescimento físico e sexual, da maturidade cognitiva e da adaptação e integração exigidas pelas constantes
solicitações sociais.
 São eles:
(i) Pequena infância (até aos 12/18meses);
(ii) Primeira infância (12/18 meses - 3 anos);
(iii) Idade do jogo (3 - 6anos);
(iv) Idade escolar (6 - 12 anos);
(v) Adolescência (12 - 18 anos);
(vi) Jovem adulto (18 - 35 anos);
(vii) Maturidade (35 - 65 anos; vida adulta);
(viii) Velhice (após os 65 anos; vida adulta tardia).
 Em cada um desses estádios há um conflito normativo, perante o qual o indivíduo tem que optar por uma de duas posições antagónicas (momento de crise).
 A resolução ou não desse conflito contribui para a formação da sua identidade, apesar de cada estádio despontar de forma independente da natureza da resolução do estádio anterior.
 Se resolvido com sucesso, surge o que Erikson denomina virtude. Considera-se que o desenvolvimento das crianças e adolescentes é relativamente universal, enquanto o dos adultos é díspar,
dependendo muito mais das suas experiências pessoais.
 Reflexo desta conceção é o facto de 3/4 do ciclo de vida estarem incluídos nos três últimos estádios propostos pela sua teoria.
 Esta última fase corresponde à integridade do ego ou o desespero. Os adultos mais velhos (segundo Erikson, a partir dos 60 anos) precisam avaliar as suas vidas, resumi-las e aceitá-las, para
aceitar a aproximação da morte.
 Aqueles que, ao fazerem esta análise, não encontram grandes motivos para orgulho pessoal e satisfação,
tenderão ao desespero, por verem que o tempo já passou e não há mais condições para concretizar novos
projetos e metas.
 Erikson argumenta que a pessoa não deve chegar a esta fase com o tormento de que “deveria ter feito” mais
ou “poderia ter sido” melhor. A certeza de que viveu uma vida produtiva trará uma maior aceitação da hora da
morte, que se avizinha.
 Todavia, Erikson defende que um pouco de desespero é inevitável. Ele diz que as pessoas precisam de se
“lamentar” – não apenas pelos próprios infortúnios e oportunidades pessoais perdidas, mas também pela
“vulnerabilidade e transição da vida”.
 Teoria psicossocial de Peck
 Outro estudioso desta etapa do desenvolvimento psicossocial, Robert Peck, expande a teoria de Erikson, e
descreve três ajustes psicológicos importantes para a fase final da vida:
 Definições mais amplas do ego contra uma preocupação com papéis de
trabalho
 São aqueles que definiram suas vidas pelo trabalho, direcionando seu tempo à
conquista de méritos profissionais pessoais;
 . Superioridade do corpo contra preocupação com o corpo
 Aqueles para quem o bem-estar físico é primordial à existência feliz poderão
ficar mergulhados no desespero ao enfrentarem a diminuição progressiva da
saúde, com a chegada da terceira idade, e o surgimento das dores e limitações
físicas.
 Peck afirma que ao longo da vida, as pessoas precisam cultivar faculdades
mentais e sociais que cresçam com a idade;
 Superioridade do ego contra uma preocupação com o ego
 Provavelmente o mais duro e mais importante ajuste para o idoso seja a
preocupação com a morte próxima.
 O reconhecimento do significado duradouro de tudo que fizeram
ajudará a superar a preocupação com o ego, e continuarem a
contribuir para o bem-estar próprio e dos outros.
 A vida deve encaminhar-se de tal forma que as preocupações com
trabalho, bem-estar físico e mera existência não suplantem a mais
importante reflexão que todos devem ter antes de chegar à velhice:
entender-se a si mesmo e dar um propósito à vida.
 Só assim, a velhice chegará sem traumas e será um período de
orgulho das realizações e livre de frustrações, medos e desespero.
 Teoria psicossocial de Bühler
 CHARLOTTE BÜHLER propôs em 1943 um modelo psicológico pioneiro, precursor de ideias mais
contemporâneas, como a teoria do curso da vida.
 A autora baseou-se em estudos de biografias analisadas segundo uma metodologia desenvolvida para revelar
uma progressão ordenada de etapas, procurou determinar as várias fases do desenvolvimento humano desde o
nascimento até à morte.
 A primeira conclusão a que rapidamente chegou é que a vida da pessoa está em constante alteração devido a
fatores biológicos, psicológicos e sociais. Cada fase caracteriza-se por mudanças em termos de
acontecimentos, atitudes e realizações durante o ciclo de vida.
 O desenvolvimento da vida humana processa-se por fases, que abrangem toda a sua extensão, conjugando a
idade cronológica com processos que marcam momentos de expansão (infância), culminância (vida adulta) e
contração (velhice), sendo o amadurecimento psicológico orientado e organizado por metas ao longo de todo
o processo.
A quinta fase, que começa por volta dos 65 anos, é marcada, conforme os
indivíduos, por um período de calma após a vida ativa, e a que corresponde
também uma nítida decadência física e de elasticidade mental. É a época em que
as profissões primitivas são substituídas por profissões parciais ou hobbies e em
que muitas vezes se verifica a perda de um dos cônjuges. Neste momento é clara
a consciência que não mais lugar à realização de grandes objetivos e metas
pessoais, por isso, o idoso muitas vezes reformula os seus objetivos restringindo-
os a um plano mais concreto e imediato.
A autora concluiu, a partir dos seus estudos, que a sensação de não se ter
alcançado e cumprido de forma satisfatória os seus objetivos era um fator mais
importante que o declínio físico no desencadear de problemas de adaptação na
velhice.
Neste aspeto, a teoria de Bühler vai ao encontro dos resultados da investigação
mais recente no campo do desenvolvimento do adulto e idoso.
 Dimensões biofisiológicas do envelhecimento humano
 As modificações fisiológicas que se produzem no decurso do envelhecimento resultam de interações
complexas entre os vários fatores intrínsecos e extrínsecos e manifestam-se através de mudanças
estruturais e funcionais:
Com todo este leque de alterações, há inevitavelmente entidades patológicas que se tornam mais frequentes nos idosos.
Apesar de uma importante parcela deste grupo etário relatar estar bem de saúde e de se verificar alguma variabilidade de opinião relativamente
às alterações mais prevalentes nos idosos, persiste a ideia que a maioria dos problemas de saúde são de carácter crónico e que, portanto, vão
perdurar 15, 20 ou mais anos.
Outra ideia comum, e que tem sido confirmada por vários estudos, é que em relação a outras faixas etárias os idosos consomem muito mais do
nosso sistema de saúde e que este maior custo não tem revertido em seu benefício.
Isto leva-nos a pensar que o modelo existente de assistência aos idosos não se adequa à satisfação das suas necessidades. Os problemas de
saúde dos mais velhos, além de serem de longa duração, requerem pessoal qualificado, equipas multidisciplinares, equipamentos próprios e
exames complementares mais esclarecedores.
 O conhecimento desta problemática permite-nos perceber que os clássicos modelos de promoção, prevenção,
recuperação e reabilitação, não podem ser mecanicamente transportados para os idosos sem que significativas
e importantes adaptações sejam executadas.
 Nesta perspetiva, torna-se urgente que as instituições promotoras de saúde se organizem no sentido de
responder adequadamente às necessidades de saúde da população idosa.
Dimensões psicológicas do envelhecimento
O processo de envelhecimento envolve alterações ao nível dos processos mentais, da personalidade, das motivações, das aptidões sociais e aos contextos biográficos do
sujeito.
Quer isto dizer que o envelhecimento, do ponto de vista psicológico, vai depender de fatores de ordem genética, patológica (doenças e/ou lesões), de potencialidades
individuais (processamento de informação, memoria, desempenho cognitivo, entre outras), com interferência do meio ambiente e do contexto sociocultural.
Segundo esta perspetiva, é necessário perceber a importância das formas de compensação, que cada um de nós utiliza/prepara para fazer face às perdas associadas ao
envelhecimento, pois estas vão influenciar significativamente a qualidade de vida e o bem-estar psicológico do idoso.
A emoção é uma reação súbita de todo o nosso organismo, com componentes fisiológicas, cognitivas e comportamentais que permite ao sujeito se libertar das suas tensões.
Emoções de Fundo
São detetadas através de pormenores como a velocidade dos movimentos ou até a contração dos músculos faciais, pois comporta interferências de incitadores internos. Estas podem ser
relatadas como o entusiasmo, tensão, calma, bem-estar e mal-estar
Emoções Primárias
São universais e estão associadas a estados físicos. Podem ser relatadas como a alegria, tristeza, felicidade, medo, cólera, surpresa, raiva e repugnância.
Emoções Sociais
Emergem devido à relação sociocultural e podem manifestar-se como a simpatia, compaixão, embaraço, vergonha, culpa, orgulho, inveja, ciúme, admiração e desprezo.
Características do envelhecimento emocional:
 Redução da tolerância a estímulos;
 Vulnerabilidade à ansiedade e depressão;
 Acentuação de traços obsessivos;
 Sintomas hipocondríacos, depreciativos ou de passividade;
 Conservadorismo de carácter e de ideias (rigidez mental)
 Atitude hostil diante do novo;
 Diminuição da vontade, das aspirações, da iniciativa;
 Estreitamento da afetividade.
É frequente que os idosos associem à idade avançada a melancolia e a tristeza devido a perdas afetivas, económicas, sociais e doenças crónicas.
Contexto social do envelhecimento
É comum ouvir que o estatuto do idoso na sociedade se alterou significativamente nos últimos anos, estando conotado de forma negativa, sendo o
seu papel descurado e desvalorizado.
As comparações sociais vão traduzir-se numa hierarquia que pode ser de indivíduos no mesmo grupo (por exemplo, a família), ou dos vários
grupos na sociedade (os jovens e os idosos, a população ativa profissionalmente e a inativa).
Quando se fala do estatuto do idoso, refere-se uma posição hierárquica que este ocupa no meio em que se movimenta. Se esta for elevada, a sua
identidade social é positiva e tida como modelo.
É esperado que a pessoa (ou grupo) se comporte de determinada forma, assegurando funções específicas. A uma alteração de estatuto poderá
corresponder uma modificação considerável no papel que a pessoa desempenha para as redes sociais em que se movimenta.
Segundo a importância e repercussão que envelhecer tem numa determinada sociedade, assim são atribuídos em termos sociais diferentes significados ao que é
‘ser novo’ ou ‘ser velho’.
Esses significados diferem de cultura para cultura e de época para época, o que conduz ao surgimento de diferentes interpretações sobre a velhice.
Essas interpretações, construídas socialmente, têm relevância nas relações pessoais e sociais, tornando-se num indicador que diferencia os indivíduos: implicam
a identificação ou a atribuição de características relacionadas com a idade que um indivíduo deverá possuir.
Esse processo funciona como uma ‘ferramenta de diagnóstico social’, com a qual se inferem as competências sociais, cognitivas, crenças religiosas e capacidades
funcionais que devem estar presentes no indivíduo em função da sua faixa etária.
O indivíduo é, deste modo, caracterizado em várias dimensões:
 Dimensão cognitiva
 Qual o tipo de raciocínio, de preocupações e de sensibilidade do indivíduo.
 Dimensão ideológica/normativa
 Quais as obrigações e deveres que deverá ter. A maioria das sociedades possui ‘relógios
sociais’, normas relativas a acontecimentos que devem ocorrer no ciclo vital do indivíduo
e que regulam em que altura da vida deve realizar determinada ação ou deixar de exercer
uma outra (entre os 20 e os 30 anos deve casar, ter filhos, assumir responsabilidades).
 Dimensão interaccional
 Qual o tipo de relações que deve estabelecer com os indivíduos da sua e outras faixas
etárias.
 Dimensão coletiva
 Qual a possibilidade de ser admitido ou não numa determinada organização em função da
idade (aos 40 anos pertencer a uma coletividade para adolescentes ou a um de grupo de
reformados).
 Será o posicionamento do indivíduo nestas quatro dimensões (consequente da sua idade
cronológica) que determinará a sua idade em termos sociais (se ‘ainda é novo para’ ou se
‘já é velho para’, na sociedade em que vive).
 Esse mesmo posicionamento influenciará, também, a forma como o indivíduo se
perceciona, resultante da comparação que faz entre si e os outros indivíduos do seu grupo
etário.
Preconceitos, mitos e estereótipos associados ao processo de envelhecimento
.Comportamentos e atitudes
Nas sociedades ocidentais, as atitudes sociais em relação aos idosos são predominantemente negativas, resultando na formação de
preconceitos e que tendem a relegar os idosos a condições de incapacidade, improdutividade, dependência e senilidade, assumidas como
características comuns da velhice.
As atitudes que se tomam face ao idoso e á velhice são sobretudo de negatividade e em parte são responsáveis pela:
Imagem que eles têm de si próprios
Das condições e circunstâncias que envolvem o envelhecimento.
As atitudes negativas face aos idosos existem em todos os níveis sociais: intervenientes, beneficiários, governantes etc.
A falta de conhecimento científico dos profissionais da educação e da saúde, bem como a falta de esclarecimento às pessoas sobre os
fatos inerentes ao envelhecimento, impedem a transformação de atitudes e de comportamentos em relação à velhice.
 Enquanto que ontem:
 O idoso tinha um papel preponderante na estrutura social
 O idoso era considerado um depósito de sabedoria e cultura
 O idoso para além da autoridade familiar, era o transmissor de usos e costumes de geração em geração
 O idoso era respeitado e venerado por todos e mesmo depois de abandonar a sua atividade profissional,
que mantinha até quase ao fim da vida, continuava a gozar de elevado “ Estatuto Social”;
 Hoje verifica-se que:
 O idoso perde o seu estatuto social
 O idoso perde o lugar na família
 O idoso é visto como um ser indesejável numa sociedade de competição e de consumo
 O idoso é considerado um ser consumidor, porque não produz
 Os idosos são afastados dos planos sociais, culturais, económicos e políticos.
 estereótipos
 O desconhecimento sobre o envelhecimento, por parte sociedade, conduz
a falsas perceções que acabam por associar a velhice à doença, ao
aborrecimento, ao egoísmo, à dependência, à perda de estatuto social, às
rugas e cabelos brancos que acabam por levar os idosos à solidão,
acelerando o processo de envelhecimento.
 A Gerontologia tem vindo, recentemente, nas suas investigações, a
dissipar alguns destes estereótipos face ao idoso, enquanto pessoa frágil,
dependente, pobre, assexuado, esquecido, infantil, e contribuído para uma
descrição mais realista do que é o adulto na última fase do ciclo vital.
 Os mitos e estereótipos relativos à terceira idade são muitos e apresentam-
se em frases, expressões que estão tão enraizados que por vezes se tornam
numa realidade.
 Alguns dos mitos da velhice por parte da sociedade estão associados:
 Ao processo cronológico - progressivo, contrastando com a vitalidade de
alguns idosos;
 À improdutividade - alguns idosos ainda mostram ter capacidade para fazer grandes obras;
 À senilidade - confundir velhice com doença;
 À inexistência de interesse e desejo sexual - realização de casamentos e vida a dois;
 Ao estado serenidade - conflitos e angústias/força e vontade de acompanhar a família;
 À deterioração da inteligência - o idoso apresenta várias formas de pensar e nostalgia;
 À desvinculação com o futuro - alguns têm interesse em aprender coisas novas, úteis;
 Ao isolamento e alienação - gosto pela convivência interjecional e pela socialização;
 À inutilidade do viver - colaboração com os outros e com a comunidade, pela descoberta.
ESTEREÓTIPOS LIGADOS AOS IDOSOS
NEGATIVOS POSITIVOS
 Doença
 Morte
 Solidão
 Perda de Memória
 Diminuição de Habilidades Físicas e
Sensoriais
 Sabedoria
 Amabilidade
 Generosidade
 Solidariedade
 Bondade
Alterações na saúde do idoso
Alterações fisiológicas
Os problemas associados ao envelhecimento biológico não têm que ser necessariamente corrigidos médica, cirúrgica ou farmacologicamente, visto
fazerem parte do processo de adaptação. Embora os efeitos do envelhecimento sejam múltiplos e complexos podem, por vezes, serem modificados.
Para isso é necessário:
 Reconhecer as principais mudanças associadas ao envelhecimento biológico;
 Retardar os seus efeitos negativos ou diminuir o seu alcance;
 Evitar complicações mantendo uma higiene de vida revitalizante para o organismo.
Os idosos devem integrar os seus problemas físicos e as suas limitações na nova perceção de si próprios, e modificar o seu estilo de vida.
A prevenção é extremamente importante: os idosos têm de conservar uma atitude positiva quanto ao seu potencial de saúde, e as ajudantes de lar devem
ajudá-los nesse sentido.
 O envelhecimento diferencial envolve preferencialmente os órgãos efetores e resulta de processos intrínsecos que se manifestam a nível dos órgãos, tecidos e
células:
 A pele envelhece mais rapidamente que o fígado;
 As complicações vasculares afetarão principalmente o sistema cardíaco;
 A arteriosclerose acumulada por má alimentação, pelo stress e contaminação bacteriana, poderá ocorrer mais cedo ou mais tarde, de acordo com hábitos
prevalecentes e resistência orgânica.
 Seja qual for o mecanismo e o tempo de envelhecimento celular, este não atinge simultaneamente todas as células e, consequentemente, todos os tecidos, órgãos e
sistemas.
 Cada sistema tem o seu tempo de envelhecimento, mas sem a interferência dos fatores ambientais há alterações que se dão mais cedo e se tornam mais evidentes
quando o organismo é agredido pela doença.
 A diminuição de função renal em cerca de 50% aos 80 anos - condiciona a farmacoterapia do idoso", "as alterações orgânicas a nível das mucosas digestivas,
indiciam frequentemente problemas nutricionais.
 A nível do sistema nervoso, existe fundamentalmente perda de neurónios substituídos por tecido glial, a diminuição do débito sanguíneo, com consequente
diminuição da extração da glicose e do transporte do oxigénio e a diminuição de neuromodeladores que condicionam a lentificação dos processos mentais,
alterações da memória, da atenção, da concentração, da inteligência e do pensamento.
 Para além de tudo isto, temos ainda a considerar as diminuições orgânicas e funcionais, que originam
significativas alterações na forma e na composição corporal com o decorre dos anos.
 Talvez as condições mais relevantes a ter em consideração para a sobrevivência do idoso e para a sua qualidade
de vida sejam, no entanto, a diminuição da sua reserva fisiológica e a consequente dificuldade na reposição do
seu equilíbrio homeostático quando alterado.
 5.2.Alterações psicossociais
 Infelizmente, muitos de nós quando falamos de pessoas idosas, temos imagens menos bonitas desta faixa etária, e
facilmente confundimos a demência, que algumas pessoas idosas doentes apresentam, como uma sintomatologia
inerente ao envelhecimento. Tal, no entanto, não corresponde à verdade.
 Mas se existe um envelhecimento físico, que como já vimos é inevitável, será que existe um envelhecimento
psicológico, cognitivo e social?
 Sempre se acreditou que a velhice se traduzia por uma notável diminuição dos processos cognitivos. Nos últimos
vinte anos, diversas investigações têm permitido matizar estas afirmações. Hoje podemos afirmar que é possível
conservar a saúde mental até ao fim da vida, e que a maior parte das pessoas o conseguem.
 A manutenção da saúde mental na pessoa idosa é, em parte, devida a um envelhecimento bem-sucedido, que a torna apta a
controlar as tensões geradas pelo avançar da idade e pelas perdas que acompanham essa realidade.
 Se envelhecer é tornar-se numa pessoa madura, conservar a maturidade adquirida no decorrer dos anos nem sempre é fácil. Os
problemas psicológicos ligados ao envelhecimento raramente são causados pela diminuição das capacidades cognitivas. São
sobretudo as perdas do papel social (ex.: reforma), as crises, as múltiplas situações de stress, a doença, a fadiga, o
desenraizamento (ex.: colocação num lar), que diminuem a capacidade de concentração e de reflexão das pessoas idosas.
 Envelhecer é também aceitar o inevitável, isto é, a perda gradual das funções orgânicas, a mutilação, a separação, o sofrimento,
o confronto com o desconhecido e a morte.
 Adaptar-se ao envelhecimento, não é resignar-se, mas antes ter a inteligência de aproveitar tudo o que ainda se possui, para
continuar em atividade e com um papel importante na família e na comunidade.
 Envelhecer bem é aceitar a velhice e continuar a viver recorrendo a estratégias para conservar a auto estima é atingir a sabedoria
e a serenidade para inventar uma nova maneira de viver.
 Se a pessoa foi capaz de ao longo da sua vida ir-se adaptando às situações existentes, terá mais facilidade de entrar neste ciclo de
vida, de uma forma mais saudável.
 Alterações nos hábitos de higiene
 A capacidade funcional corresponde a que o indivíduo possa cuidar de
si próprio, desempenhando tarefas de cuidados pessoais e de
adaptação ao meio em que vive. A capacidade funcional para
desempenhar as tarefas do dia-a-dia, traz benefícios tanto para a saúde
física e mental, como determina o bem-estar social.
 Por mais independente que seja um idoso, os cuidados gerais que
necessitam podem passar por alguma ou até muita ajuda externa. Um
idoso pode precisar de ajuda para fazer a sua higiene pessoal, para ir
às compras e/ou confecionar as suas refeições, para efetuar a limpeza
da casa, para ir ao médico, ver o correio e pagar as contas, entre
muitas outras tarefas do dia-a-dia.
 A incorreta determinação do nível adequado de
cuidados pode ter consequências potencialmente
negativas. Se forem prestados cuidados mais intensos
que os necessários, o idoso pode tornar-se mais
dependente.
 Por outro lado, se os cuidados forem menos do que os
necessários, o idoso pode ser prejudicado na sua
qualidade de vida. Não só os idosos sofrem
consequências, mas também os prestadores de
cuidados, que, de uma forma ou de outra, ficam
sobrecarregados.
 O planeamento de intervenção deve ser feito de acordo
com as necessidades reais. Para que o envelhecimento
seja uma experiência bem-sucedida há que promover a
autonomia e independência.
 Alterações nos cuidados de alimentação
 Muito embora o sistema gastrointestinal sofra
muitas modificações ao longo do processo de
envelhecimento, estas não alteram
profundamente o seu funcionamento. A
digestão e a mastigação poderão estar
comprometidas devido ao mau estado dos
dentes e dos maxilares.
 O sentido do paladar altera-se, devido à
diminuição do número de papilas gustativas,
pelo que a comida deixa de ter tanto sabor, o
que provoca muitas vezes falta de apetite.
Verifica-se igualmente uma redução do olfato.
 O reflexo de deglutição funciona menos bem, pelo que as
pessoas idosas engasgam-se com muita facilidade. A
diminuição da produção de saliva, contribui para que as
pessoas idosas se queixem de sensação de secura da boca.
 A produção das enzimas responsáveis pela digestão diminui.
Esta situação, associada a uma má mastigação dos alimentos,
leva ao aparecimento de dores epigástricas e a cãibras
digestivas. O fígado atrofia-se levando a uma dificuldade na
absorção das gorduras.
 A capacidade de absorção intestinal altera-se, levando a uma
diminuição efetiva da nutrição. A diminuição da mobilidade
intestinal tem como consequência a obstipação muito usual
nas pessoas idosas.
 Alterações na mobilidade
 As alterações ao nível do sistema osteoarticular são as que aparecem mais rapidamente e são responsáveis
pelas alterações não só da aparência e da estrutura física, mas também, do funcionamento do organismo.
 Todos os músculos do organismo se atrofiam com o tempo, levando a uma deterioração do tónus muscular
e a uma perda de potência, de força e de agilidade. Esta deterioração é responsável pelo tremor das mãos,
das mandíbulas e lábios, bem como dos membros inferiores.
 Também as articulações sofrem mudanças, os ligamentos calcificam-se e as articulações tornam-se mais
pequenas devido à erosão das superfícies articulares. Enquanto ao longo do processo de degeneração
algumas articulações se tornam menos flexíveis, outras há que, pelo contrário, se tornam mais flexíveis e
hiperelásticas.
A osteoporose, para além de provocar fraturas fáceis, é também responsável, pela perda de dentes. Esta perda
relaciona-se com um processo de inflamação e de reabsorção do osso em torno do dente (parecido com a
osteoporose). Esta reabsorção óssea dos maxilares e da mandíbula vai-se acentuando com a queda dos dentes,
reduzindo a distância entre o queixo e o nariz. Estas alterações modificam com o tempo a fisionomia da pessoa
idosa.
A redução da altura é também um fenómeno do envelhecimento, que consiste no “encolher” da coluna
vertebral, de 1.2 cm a 5 cm, devido ao estreitamento das vértebras dorso-lombares associado também à
osteoporose. Este “encolher” da coluna cria um efeito de desproporção, uma vez que os braços e as pernas
mantêm o mesmo comprimento.
Por outro lado, provoca um desvio da parte superior do tórax e uma acentuação da curva natural da coluna
vertebral, denominada “cifose”. Para manter o equilíbrio a pessoa idosa tem de se inclinar para a frente de
forma a manter o centro de gravidade.
Com este encurvar de coluna, a caixa torácica diminui também de volume e as costelas deslocam-se para baixo
e para a frente. Esta redução da caixa torácica, associada à atrofia dos músculos respiratórios, diminui a
amplitude respiratória, e a largura dos ombros. É responsável pela posição do corpo inclinada para a frente,
contrariada pela inclinação da cabeça para trás.
Características das situações de doença mais frequentes na pessoa idosa
 Doenças físicas
 As alterações de estrutura e as perdas funcionais ocorrem em todos os órgãos e sistemas do corpo humano.
No entanto, os principais problemas de saúde dão-se a nível de sistema nervoso central, aparelho locomotor,
sistema cardiovascular e sistema respiratório.
 Viver mais tempo aumenta as probabilidades em 80% de contrair uma ou mais doenças crónicas, bem como
limitações físicas incapacitantes. Em muitos casos é difícil de distinguir quando se trata de alterações
decorrentes do processo de envelhecimento ou se são manifestações patológicas.
 De qualquer modo, os principais efeitos do processo de envelhecimento e/ou doença crónica
manifestam-se ao nível:
 Cardiopulmonar;Músculo-esquelético;Cutâneo;Neurológico;Padrão do sono;Função
intestinal;
 Função genito-urinária;Função hepática;Renal;Endócrino.
 Existe de facto uma relação estreita entre incapacidades e idosos, mas para as três condições
mais frequentes dessas incapacidades em pessoas com mais de 65 anos são: artropatias,
hipertensão arterial sistémica e cardiopatias, numa relação de prevalência de 47,2%, 41,4%
e 30,4%, respetivamente.
 Deve ser ressalvado que a presença de múltiplas afeções associadas na mesma pessoa
(situação frequente nos idosos) aumenta a probabilidade de incapacidade para uma ou mais
atividades de vida diária (AVD).
 Estas incapacidades estão a tornar--se cada vez mais prevalentes e têm importância crucial,
na medida em que não têm diagnóstico de resolubilidade rápida e absorvem grandes
quantidades de recursos materiais e de profissionais especializados (nomeadamente de
reabilitação).
 Isto leva-nos a pensar que o modelo existente de assistência aos idosos não se adequa à
satisfação das suas necessidades. Os problemas de saúde dos mais velhos, além de serem de
longa duração, requerem pessoal qualificado, equipas multidisciplinares, equipamentos
próprios e exames complementares mais esclarecedores.
 Alterações de Comportamento
 O funcionamento mental do ser humano liga-se às emoções e ao ambiente que o rodeia. Diversos fatores podem então
influenciar de diferentes maneiras, o aparecimento de problemas emotivos nas pessoas idosas.
 Os principais problemas de saúde mental que existem nas pessoas idosas são:
 A depressão
 A ansiedade
 O isolamento
 O suicídio
 Perturbações do sono
 O alcoolismo.
 Não podemos esquecer que existem também alterações mentais causadas por medicamentos ou outras intervenções que
visam a cura ou o tratamento das pessoas idosas (causas iatrogénicas) assim como, devido ao stress relacionado com o
internamento (hospital, lar).
 Examinemos, mais profundamente alguns dos fatores que podem causar problemas psicológicos:
 O estado de saúde física - Existem pessoas que têm a capacidade de se julgarem saudáveis, ainda que apresentem
algumas patologias crónicas ou agudas. Estas pessoas têm a capacidade de se adaptarem às suas limitações, não
deixando de se divertirem ou participarem em atividades sociais. Outras há que se julgam doentes, mostrando tendência
para ficarem em casa, na cama, caminhando rapidamente para uma situações de doença. Assim, mais importante do que
o estado de saúde é a perceção que cada um tem da sua própria saúde.
 A mudança de papel - A passagem de um papel tradicional e
utilitário tanto para a família como para a sociedade, para um papel
mais passivo traz habitualmente problemas psicológicos. Para se
ultrapassar esta fase é necessário que a pessoa idosa adquira novos
papéis, mantendo-se ativa e útil. A falta de ocupação tem efeitos
nefastos sobre a perceção de si, e pode conduzir à depressão.

 O estatuto familiar e conjugal – A família e os amigos constituem
muitas vezes a principal rede de suporte das pessoas idosas. A sua
separação da família ou dos amigos, qualquer que seja a causa, leva
à solidão, que por sua vez vai aumentar a insegurança e bloquear
seriamente a capacidade de adaptação.

 A personalidade - O indivíduo que ao longo da sua vida sempre
demonstrou capacidades de adaptação continua a conseguir adaptar-
se a situações de privação ou de stress.
Pessoas com personalidades menos fortes, reagem de forma diferente e vivem um sentimento de impotência
face ao envelhecimento e ao impacto que tem na sua vida.
Uma vez que o cérebro é o órgão mais importante do nosso corpo, uma diminuição no seu desempenho é vivida
de forma dramática pelo próprio e pela família. As mudanças intelectuais, relacionadas com o envelhecimento,
têm a ver com alterações de certas funções e não com alterações da inteligência. As funções mais atingidas são:
a memória, o tempo de reação e a perceção.
Doenças degenerativas (demências)
O termo demência é utilizado geralmente para a deterioração mental. Indica decadência das funções intelectuais tais como:
memória, capacidade de julgamento, poder de decisão e as várias funções de perceção, associação e execução da mente.
Muitas vezes, os primeiros sinais de demência são tão discretos que passam despercebidos ao médico e à família. Geralmente
inicia-se por um défice de memória, principalmente da memória a curto prazo. Pode-lhe estar associada a perda de iniciativa,
irritabilidade, dificuldade em tomar decisões e incapacidade na realização de atos comuns.
As causas de demência podem ser várias: pode ocorrer após traumatismo, pode estar associada a lesões cerebrais, ou pode
secundar a arteriosclerose, doenças tóxicas como o alcoolismo e a adição de drogas.
Estes doentes, para além de terem necessidade de ter um acompanhamento médico, não deverão ser deixados sozinhos. No caso
das pessoas idosas, muitas vezes, podem ocorrer situações graves, como por exemplo esquecerem-se de apagar o lume, saírem
para a rua e perderem-se, ou ingerirem medicamentos em quantidade excessiva. O acompanhamento por uma pessoa de família
ou quem a substitua é, portanto, indispensável.
Muito embora seja difícil e por vezes impossível ter uma conversa dita “normal” com uma pessoa demente, deve-
se ter o cuidado de não alimentar o discurso incoerente que apresenta. Assim, deve-se sempre tentar trazer a pessoa
para a realidade, explicando o que efetivamente se passa.
A doença de Alzheimer ou demência senil, é um distúrbio, do qual ainda não se conhecem as causas, caracterizado
por uma perda gradual das funções intelectuais.
Esta doença tem um princípio insidioso, com evolução gradualmente progressiva e que atualmente é irreversível. A
alteração da memória pode ser o único sintoma deficitário, numa fase inicial da doença. Pouco a pouco, discretas
alterações da personalidade podem surgir e o doente vai-se tornando menos espontâneo, ou seja, mais apático.
 Posteriormente aparecem alterações de comportamento, como fugir de casa e não saber o caminho de
volta, como a falta de cuidado com a aparência e a higiene corporal. Mais tarde surge a depressão e em
alguns casos o delírio.
 Não há tratamento específico para esta doença. O médico vai acompanhando a situação de forma a
minorar ao máximo a sintomatologia presente.
 É fundamental o acompanhamento destes doentes, em todas as atividades de vida diária, não descurando
nunca a atenção afetiva, extremamente importante para a não agudização da doença
Acompanhamento do idoso nas atividades diárias, promovendo a autonomia / independência da pessoa idosa
Alimentação
As refeições devem constituir-se como momentos de prazer e de
convívio do cliente.
O responsável pelo processo deve definir as regras para o apoio na
alimentação, segurança e promoção da autonomia dos clientes. As
regras definidas deverão considerar as diversas necessidades e tipos de
clientes.
 Os colaboradores deverão promover sempre a autonomia
do cliente, entre outras formas, estimulando-o a decidir o
que quer comer, de acordo com a ementa, e a tomar a
refeição sozinho.
 Sempre que o cliente necessite de ajuda de 3ª pessoa para
tomar uma refeição, os responsáveis devem assegurar que
os seus colaboradores estão qualificados para o exercício
desta função, administrando sempre que necessário
informação, formação e sensibilização adequada para cada
caso particular, devendo:
 Preparar cuidadosamente o espaço da refeição;
 Promover a autonomia do cliente e respeitar as suas
preferências e necessidades individuais;
 Aquecer os alimentos que não se encontrem à temperatura indicada ou que não satisfaçam o cliente;
 O colaborador deve possuir uma atitude calma e pausada, respeitar o ritmo do cliente, não
apressando a refeição e colocar pouca comida no garfo ou colher para salvaguardar uma boa
mastigação e deglutição dos alimentos. O colaborador deverá limpar a boca do cliente, sempre que
necessário e posicionar-se de frente para o cliente.
 Aumentar a consistência dos líquidos (p.e., chá, café, sumos, sopas, etc.), sempre que o cliente tenha
dificuldades em engolir, através de espessantes, ou seja de produtos de preparação fácil e instantânea,
sem paladar e que mantenham constante a espessura dos líquidos ao longo do tempo, não lhe
retirando o seu aspeto atrativo;
 Ter especial atenção e formação nos casos em que os clientes necessitam de cuidados particulares
como é o caso da alimentação nasogástrica;
 Apoiar o cliente após a refeição na higiene básica (p.e., limpar mãos e cara) e na higiene oral.
 Eliminação
 Para se manter saudável, o organismo, deve eliminar os produtos resultantes do metabolismo. A este processo chama-se eliminação. Existem dois tipos de eliminação a
intestinal e a vesical.
 No que diz respeito à eliminação intestinal, podem surgir duas situações distintas:
 Incontinência intestinal
 Obstipação (prisão de ventre)
 Por vezes, a primeira situação é provocada pela segunda, tendo como causa principal a hiperextensão (alargamento) do esfíncter anal, após longo tempo de passagem de fezes
duras e grossas.
 As pessoas idosas, normalmente, preocupam-se em excesso, com os seus hábitos intestinais e ficam muito preocupados quando não evacuam diariamente. Daí, recorrerem,
com frequência, ao uso de laxantes.
 Aquele uso e abuso, as alterações dos hábitos alimentares e a diminuição da atividade física, agravam a situação de obstipação.
 É por isso, importante que a pessoa idosa adquira hábitos intestinais regulares, mas não só à custa do uso de laxantes.
 Ações a desenvolver:
 Observação e registo das características das fezes (cheiro, cor, textura)
 Estimular a adequada ingestão de líquidos (a que a pessoa idosa, normalmente, não é muito recetiva).
 Incentivar a pessoa idosa para que tenha uma dieta equilibrada, e neste caso, rica em fibras (estas estimulam os movimentos dos intestinos).
 Estimular a pessoa idosa à atividade física, contrariando uma vida sedentária (parada).
 Ajudar a pessoa idosa a estabelecer um horário de eliminação das fezes.
 Muitos idosos apresentam incontinência urinária. Quer isto dizer, que há emissão involuntária de urina. Esta situação é muito
desagradável para a pessoa idosa, que para além do desconforto físico, sente-se humilhada, diminuindo a sua autoestima.
 Ações a desenvolver, para a incontinência irreversível:
 Ajudar a pessoa idosa a assumir a existência de um problema de incontinência, sem sentimentos de culpa, medos ou vergonha.
 Aceitar a verbalização da sua raiva e mudanças de humor, mostrando-lhe que o compreende e que se estivesse no seu lugar, teria
as mesmas reações.
 Incentivar a pessoa idosa e família a manterem a participação social ativa, prevenindo o isolamento.
 Aconselhar o uso de cuecas/fraldas para incontinência, pois evitará que molhe a roupa e sentir-se-á mais à vontade. Para além
disso, esta precaução evitará a propagação do mau cheiro e permite à pessoa idosa manter a sua vida social.
 Arejar o quarto e mantê-lo sempre limpo, de forma a anular o cheiro intenso a urina.
 Ações a desenvolver, para a incontinência reversível:
 Ajudar a pessoa idosa a assumir a existência de um problema de incontinência, sem sentimentos de culpa,
medos ou vergonha.
 Aumentar o consumo de ingestão de água até 2l/dia, se o seu estado de saúde o consentir.
 Incentivar a pessoa idosa a fazer exercícios de tonificação do detrusor.
 Evitar a ingestão de líquidos diuréticos, como por exemplo: café, chá, sumo de toranja, cacau e álcool. Ter
em atenção que deve ir à casa de banho cerca de meia hora depois de ingerir líquidos.
Conduzir regularmente a pessoa idosa à casa de banho, particularmente ao acordar, antes ou depois das
refeições, ao deitar e 30 minutos antes da hora habitual da incontinência. Isto implica a monitorização das
micções involuntárias
 Higiene e hidrataçãoA independência na satisfação da necessidade de estar limpo, cuidado e proteger os tegumentos permite ao ser humano manter a saúde
física e emocional.
 Pontos importantes a ter em atenção, quando se dá um banho:Se o banho for tomado na casa de banho, colocar um tapete de borracha na base da banheira,
para evitar quedas.A temperatura da água deve ser ao gosto do idoso/doente.manter uma temperatura do ambiente agradável e verificar que não existem
correntes de ar.Se o idoso/doente preferir banho de chuveiro, não contrariar, uma vez que não possui contraindicações.Respeitar sempre a privacidade do
idoso/doente.Se o banho for tomado na cama, evitar que o idoso/doente esteja todo destapado.Nunca misturar roupa limpa com a suja.À medida que se vai
lavando, ir fazendo na própria lavagem movimentos de massagem, para ativar a circulação.Ter muita atenção com as zonas do corpo, onde a higiene deve ser
mais pormenorizada:
o Boca
o Dentes
o Axilas
o Virilhas
o Órgãos genitais
o Pés
 No banho na cama, a água deve ser mudada, quantas vezes forem precisas.
 Secar bem a pele, nomeadamente no pescoço, axilas, região submamária, virilhas e espaços entre os dedos das mãos e principalmente dos pés (aparecimento de fungos).
 Após o banho, massajar o corpo com uma substância gorda (por exemplo óleo de amêndoas doces), para lubrificar a pele, que na pessoa idosa é particularmente seca.
 As massagens devem ser feitas com “carinho”, através de movimentos circulares, tendo especial atenção às zonas do corpo que estão sujeitas a maior pressão no idoso/doente acamado:
o Ombros
o Costas
o Cotovelos
o Nádegas
o Calcanhares
o Tornozelos
 Ter atenção à higiene do cabelo e à sua apresentação.
 Os produtos utilizados para a lavagem do corpo e da cabeça, devem ser suaves (de preferência os utilizados para a higiene dos bebés).
 Se os olhos do idoso /doente estiverem inflamados ou infetados, devem ser lavados com água fervida e com bolas de algodão, utilizando bolas para cada olho separadamente. O olho, deve então ser limpo do canto externo para o canto interno.
 Se o idoso/doente estiver urinado ou com fezes, limpar primeiro a zona suja e só depois começar a dar o banho.
 As unhas dos pés devem ser cortadas a direito para evitar que se “encravem” na pele quando crescem. Depois de cortadas devem ser sempre limadas. Quando forem difíceis de cortar e, em especial, nos diabéticos, em vez de cortar (para evitar
complicações) podem ser limadas.

 Quem dá banho ao idoso/doente acamado deve ter atenção à posição em que trabalha, para prevenir
alterações patológicas, especialmente a nível da coluna vertebral.
 Se o doente/idoso está acamado é importante também, dar uma atenção especial à cama:
 Deve ser confortável;
 A roupa deve estar sempre limpa e enxuta;
 A roupa deve estar bem esticada, porque as pregas vão macerar a pele do idoso /doente. Pela mesma razão,
nunca deve conter migalhas.
Sono e repouso
O sono e o repouso são funções restauradoras necessárias à preservação da vida. É
comum - e correto - afirmar-se que passamos cerca de dois terços da vida a dormir. No
entanto, estamos a falar de uma média, o que quer dizer que nem todas as pessoas estão
dentro deste valor.Com o avançar da idade, a qualidade do sono tende a deteriorar-se.
Muitas pessoas com mais de 65 anos sofrem de alguma perturbação do sono:
dificuldade em adormecer, sono entrecortado, sono demasiado leve ou estar acordado
durante a noite e sonolento de dia.
No entanto, as pessoas tiveram hábitos de sono diferentes ao longo da vida, o que
necessariamente determina também padrões de sono diferentes. Um dos sintomas mais
frequentes da degradação da qualidade do sono é a alteração da hora de acordar, que na
velhice tende a ocorrer mais cedo.
As perturbações do sono causam uma sensação de cansaço durante o dia (hipersónia),
muitas vezes traduzida em períodos de sonolência ou até sestas involuntárias. Estas
alterações podem determinar irritabilidade e mal-estar e podem ter de ser objeto de
avaliação e prescrição médicas.
Mas podem ter outros efeitos, como dores musculares e das articulações,
tendinites, torcicolos, refluxo gastro-esofágico, entre outros. Ora estes
problemas podem, por sua vez, afetar o sono das noites seguintes, criando uma
espécie de ciclo vicioso.
Os fatores que contribuem para os problemas de sono nas pessoas idosas
podem ter que ver com múltiplos aspetos, como a presença de dor ou
desconforto físico, distúrbios emocionais ou fatores ambientais, ruídos ou
presença de outras pessoas no quarto.
Consoante as causas dos problemas de sono, há soluções e fatores que
favorecem um sono confortável e tranquilo, nomeadamente:
 Comer ou beber algo ligeiro antes de deitar (quando não exista
contraindicação médica);
 Gozar de um ambiente calmo, obscurecido e sem ruído, à temperatura
adequada;
 Evitar assistir a programas de televisão violentos ou situações
excessivamente dramáticas;
 Ouvir música suave e ler um texto agradável;
 Evitar discussões ou debates empolgantes;
 Tomar a medicação prescrita.
 Controlo da dor e outros sintomas
 Uma das maiores preocupações de um doente terminal é o controlo da dor aguda ou crónica que debilita a
pessoa até esta já não conseguir executar as suas tarefas diárias. Muitas vezes, o doente pode estar a sofrer
desnecessariamente, o que pode ter um efeito negativo na sua luta pela vida.
 Ter qualidade de vida até ao final de uma doença terminal é fulcral, por isso, é necessário averiguar e
experimentar quais os medicamentos e/ou tratamentos que possam controlar essa dor. Mantenha um
historial sobre todos os medicamentos que o doente toma e possíveis reações, assim como uma análise
sobre quais os tratamentos mais efetivos ou não, para poder informar o médico.
 O mesmo aplica-se às consultas – manter um registo sobre os motivos das consultas, a opinião
do médico e os medicamentos ou tratamentos receitados.
 Existem vários sintomas igualmente preocupantes que devem ser minimizados, para que o
doente possa viver o mais confortavelmente possível:
 Fraqueza – para o doente poder recuperar energias é necessário aumentar a ingestão diária de
calorias e proteínas; derreta margarina em comidas como torradas, sopas, vegetais, massas,
arroz ou ovos cozidos; opte por maionese em vez de molhos para saladas; sirva manteiga de
amendoim e adicione natas ao chocolate quente, à fruta ou outras sobremesas; junte sementes
ou nozes aos vegetais, saladas, massas ou sobremesas; faça batidos com uma dose extra de
gelado; cozinhe com leite em vez de água; acrescente carne ou peixe às sopas e gratinados;
utilize queijo gratinado em pratos de massa, vegetais ou gratinados; sirva fruta com todo o tipo
de queijo.
 Perda de apetite – sirva as refeições do doente quando ele tiver fome, mesmo que não seja
dentro do horário “normal”; um pouco de exercício (como um pequeno passeio a pé) estimula o
apetite; varie as refeições e sirva-as de forma apelativa; utilize temperos como sumo de limão,
menta, manjerico e outras especiarias para conferir aos alimentos sabores e cheiros
estimulantes; as suas atenções e reparos devem limitar-se àquilo que o doente conseguiu comer
e não no que deixou no prato.
 Náuseas e vómitos – o doente deve ingerir líquidos uma hora antes ou depois da
refeição para não se sentir muito cheio; comer alimentos ricos em hidratos de
carbono (como tostas ou torradas), especialmente logo de manhã; deve comer
sempre devagar, mastigando bem a comida; descansar após as refeições para
facilitar a digestão; se o próprio cheiro da confeção dos alimentos incomodar o
doente, mantenha-o fora da cozinha ou opte por servir refeições frias compostas por
produtos lacticínios, sandes, saladas, sobremesas ou fruta.
 Diarreia – o doente deve comer várias refeições ao longo do dia, em vez das
habituais três principais; evitar alimentos gordos e fritos; eliminar temporariamente
da sua dieta os produtos lacticínios se forem estes a causa da diarreia; beber muitos
líquidos para repor rapidamente aqueles que perdeu.
 Prisão de ventre – o doente deve seguir uma dieta rica em fibras (cereais, arroz e
massas integrais, fruta e vegetais frescos), beber muitos líquidos e fazer algum tipo
de exercício regular; se o doente tiver dificuldades em engolir, deve cozer ou passar
a fruta e os vegetais.
 A relação com o idoso (estratégias de comunicação)
 O ser humano é dotado de cinco sentidos (visão, audição, tato, olfato e
paladar) que lhe permite receber a informação sobre o seu meio
ambiente. O processo de senescência e certas doenças crónicas alteram o
funcionamento dos órgãos que servem para a comunicação e afetam a
necessidade de comunicar.
 Deste modo, cabe à Equipa Multidisciplinar utilizar como principal
instrumento de recolha de dados, a observação, ou seja, ver de forma
atenta e cuidada todos os aspetos envolventes do Idoso, de forma a
prevenir ou detetar alterações, promovendo a saúde e o bem-estar.
 Uma atitude essencial é evitar e vencer os preconceitos. Os valores,
crenças e necessidades pessoais afetam a forma como nos relacionamos
com os outros.
 Todos conhecemos pessoas com as quais nos identificamos, bem como
outras cuja forma de ver o mundo e estar na vida não nos agrada.
Pessoas diferentes geram empatias diferentes, o que é natural e não deve
constituir um problema.
Contudo, devemos estar conscientes de que essas preferências interferem com o nosso
desempenho profissional e que, por isso, devemos esforçar-nos por controlá-las, impedindo
que prejudiquem a qualidade do serviço que prestamos.
Acima de tudo, não podemos confundir simpatias pessoais - ou falta delas - com
preconceitos.
É preciso acabar com estereótipos, que levam a que não se respeite cada pessoa e a sua
circunstância. Temos de promover mudanças de comportamentos e atitudes face ao
envelhecimento; ele tem de ser aceite como um fenómeno natural, que faz parte do ciclo da
vida.
Só assim poderão as pessoas idosas viver com dignidade e participar plenamente em
atividades educativas, culturais, espirituais, sociais e económicas como titulares que são de
cidadania plena, fundada na sua dignidade como pessoa.
 Atitudes incorretas:
 Gerontofobia: medo irracional de tudo o que relaciona com o
envelhecimento e a velhice
 “Agismo”: todas as formas discriminatórias com base na idade
 Infantilização: cuidar do Idoso como se este fosse uma criança,
tratamento por “tu”, simplificação demasiada das atividades
sociais ou recreativas e pela organização de programas de
atividades que não respondem às necessidades dos Idosos ou às
suas capacidades de funcionamento

 Atitudes corretas:
 Aceitar a pessoa como ela é
 Agir de modo sereno e competente
 Chamar o Idoso pelo nome que mais gosta de ser tratado
 Identificar-se pelo nome e especialidade
 Não empregar linguagem infantil
 Respeitar a individualidade dos Idosos
 Estar disponível para escutar
 Incentivar as suas próprias decisões
 A conversa deverá ser sem pressa e sem pressões, com tempo
suficiente para obter respostas
 Responder às perguntas de forma simples, breve e lentamente
 Manter o contacto visual e táctil com o Idoso
 Não elevar a voz, a menos que apresente diminuição da
audição.

 A promoção da autonomia e independência
 Com o passar dos anos o nosso corpo apresenta algumas
alterações relacionadas com a força, a resistência, a
flexibilidade, a coordenação motora e o equilíbrio.
 O processo natural do envelhecimento diminui a função de
cada órgão de nosso corpo (coração, pulmão, rins, cérebro,
fígado etc.). À medida que o tempo passa, cada órgão vai,
pouco a pouco, quase sem percebermos, perdendo um pouco
de função. A este processo chamamos de perda da capacidade
funcional ou capacidade de funcionamento.
 Além desse desgaste natural de cada órgão, o próprio
progresso no tratamento da saúde tem contribuído para o
aumento no número de pessoas idosas incapacitadas.
 A relação entre atividade física, saúde, qualidade de vida e
envelhecimento têm sido cada vez mais discutidos e analisada
cientificamente.
 O que se destaca como objetivo principal da atividade física
na terceira idade, é o retardamento do processo inevitável do
envelhecimento através da manutenção de um
 estado suficientemente saudável que possibilite a normalização da vida dos
idosos e os afaste dos fatores de risco comuns na terceira idade.
 O idoso médio passa 10 ou mais anos a sofrer de um grau crescente de
deficiência física e apresenta um declínio na capacidade de viver independente,
pelo que a atividade física regular tem uma forte influência sobre as capacidades
funcionais, qualidade de vida e saúde mental do cidadão idoso beneficiando de
um aumento de 6 a 10 anos na expectativa de vida ajustada à qualidade de vida
 Estudos indicam que se verifica uma significativa melhora funcional por meio da
estimulação psicomotora em idosos hospitalizados, momento em que a tendência
é de fragilidade e propício à dependência.
 Todas as atividades diárias, de rotina ou ocupacionais, devem privilegiar o
conforto do utente. Deve ter-se especial atenção ao posicionamento e
mobilidade.
 Alguns idosos/doentes, incapazes de se movimentar sozinhos, dependem
completamente da/o técnica/o para mudar de posição.
 Movimentos delicados e seguros da parte da/o técnica/o baseados em
conhecimentos de mecânica corporal, não só ajudam o idoso/doente a se
movimentar mais facilmente, como lhe proporcionam uma sensação de confiança
na ajuda que recebe.
 A prevenção de acidentes: quarto,
cozinha, casa de banho, escadas
 À medida que envelhecemos, os
músculos perdem elasticidade, os
reflexos ficam mais lentos, os ossos mais
frágeis, a visão e audição ficam
prejudicadas. Além disso, muitas pessoas
idosas podem experimentar tonturas,
alergias, cãibras e desequilíbrios, devido
à
 grande quantidade de medicamentos que tomam,
entre eles, medicação para dormir, antidepressivos,
calmantes, entre outros.
 Por estes motivos, os idosos podem sofrer diversos
tipos de acidentes quer em casa, quer na rua ou nas
instituições que frequentam/onde vivem.
 As quedas e situações de engasgamento são os
acidentes mais frequentes e, muitas vezes, com
graves consequências ou mesmo fatais.
 Com algumas medidas simples e modificações
fáceis de serem executadas, podemos tornar os lares
mais seguros e adaptados aos moradores mais
velhos, contribuindo para uma vida com maior
qualidade.
 Medidas de Prevenção de quedas
 Nas casas de banho:
 Colocar barras de apoio e tapetes antiderrapantes no chuveiro e no chão.
 Não deixar o idoso sozinho enquanto toma banho;
 Não permitir que o idoso circule sozinho quando o chão está molhado
 Aconselhar o idoso a apoiar-se nas barras de apoio ao entrar e sair do banho.
 Nas outras divisões:
 A mobília não deve ter rodas e a cama e as cadeiras não devem ser demasiado baixas
ou altas.
 Evitar encerar o chão.
 Sinalizar com equipamento próprio pavimentos molhados e escorregadios, realizando
a limpeza destes em horário de menor probabilidade de passagem da pessoa idosa.
 Tapetes e passadeiras devem possuir tiras antiderrapantes e devem existir o mínimo
possível
 Mesas ou outros móveis que sejam muito utilizados como apoio devem ser fixados às paredes.
 Os sofás devem ter braços largos para ajudar os movimentos de se levantar e se sentar.
 Os degraus devem ser substituídos por rampas de inclinação leve.
 Não deixar objetos no caminho de passagem do idoso.
 Proporcionar uma boa iluminação das divisões, principalmente quando há existência de escadas e degraus.
 As escadas têm de ter corrimão e proteção antiderrapante e os beirais dos degraus devem ser pintados com cores berrantes,
como laranja ou amarelo.
 Orientar o idoso a descer as escadas de lado, mantendo sempre a mão mais firme no corrimão.
 O relvado, o jardim, o pátio, as passagens para carros e passeios devem estar desimpedidas, sem buracos, fendas ou outras
irregularidades.
 Outras medidas importantes:
 O uso de calçado e vestuário adequados também são meios de prevenção de quedas.
 Aconselhar o uso de sapatos ajustados, com solas antiderrapantes (de preferência com ranhuras), com saltos
largos de presilhas ou atacadores, de modo a evitar que os pés se movimentem dentro dos sapatos.
 Desincentivar o uso de chinelos.
 Aconselhar a pessoa idosa a não usar camisas de noite ou roupões compridos.
 Incentivar o idoso a utilizar óculos se precisa deles para potenciar a visão
 Fomentar uma alimentação equilibrada.
 Incentivar a participação nas atividades físicas com regularidade, de modo a melhorar a forma física.
 Ser cuidadoso na administração dos medicamentos, de modo a não cometer erros na dosagem dos medicamentos.
 Desincentivar o consumo de álcool em excesso.
 Deixar os interruptores de luz ao alcance do
idoso durante a noite para que não tenha que
realizar movimentos desnecessários que
possam originar desequilíbrios e quedas.
 A importância da ocupação dos tempos livres e de ócio
 Muitas famílias e instituições não compreendem a importância
de estimular o idoso, deixando-o parado, inerte, sem participar
em nenhuma atividade que o ocupe e o ajude a manter as suas
capacidades ativas.

 Estimular significa excitar, incitar, instigar, ativar, animar,
encorajar. Para além de tudo isto, estimular é também criar
meios de manter a mente, as emoções, as comunicações e os
relacionamentos em atividade.

 Quando é estimulado, o idoso ganha autoestima, fica mais
esperto, mais participativo, começa a envolver-se em questões
que o rodeiam, reivindica, reclama.
 Para que o idoso tenha uma velhice saudável é preciso
que este esteja ativo e desenvolva diversas atividades em
várias áreas.

 A estimulação faz com que os idosos vivam mais a vida,
que vivam o hoje, que usem mais a memória e a
criatividade para criar situações, atividades, alegria e
felicidade.

 A estimulação é uma das práticas mais importantes para
manter os idosos com vida e com saúde.

 Neste contexto, a animação intervém no tempo de ócio
dos indivíduos promovendo atividades. Ou seja, a partir
da animação, os indivíduos podem aproveitar o seu
tempo de forma ativa, participando em:
 Atividades culturais;
 Atividades de desenvolvimento de competências
artísticas e criativas;
 Atividades de entretenimento e convívio;
 Movimentos cívicos, sociais, políticos e
económicos.
 A Higienização em casa

 Salas
 Os procedimentos para levar a cabo a limpeza periódica de uma sala mobilada são:
 Retire todo o lixo
 Esvazie o local tanto quanto possível de mobiliário e acessórios. Envie as cortinas para a lavandaria ou limpeza a seco.
 Cubra todo o mobiliário que não possa ser removido com lençóis de proteção
 Varra e aspire as paredes e tetos. Em seguida lave. Não esquecer os rodapés e os radiadores
 Lave as portas e janelas, incluindo as soleiras
 Limpe o pó das luzes fixas e dos focos. Esses acessórios devem ser lavados com detergente neutro e depois postos a secar
antes de serem de novo postos nos seus lugares.
 Aspire e ensaboe o mobiliário estofado. Limpe a parte não estofada do mobiliário e outros acessórios do mesmo.
 Aspire e ensaboe as carpetes, e encere. Limpe com um pano de camurça os pavimentos que o necessitarem.
 Lave os acessórios, como quadros, espelhos, ornamentos, cinzeiros, etc.
 Ponha todos os acessórios e mobiliário de novo no lugar, na sua posição original.
 Verifique se tudo funciona corretamente e registe qualquer falha ou dano.
 Quartos
 Os passos básicos da limpeza de quartos variam de estabelecimento para estabelecimento. O que é importante:
 A mínima quantidade de tempo e esforço desperdiçada. Pensar em avançar também poupa tempo.
 O risco de propagação das bactérias e pó deve ser minimizado.
 Seguir uma ordem lógica para que nada seja esquecido e o trabalho termine.
 Etapas na limpeza de um quarto:
1. Bater à porta duas vezes antes de entrar;
2. Deixar a porta entreaberta durante a limpeza;
3. Coloque o carrinho de limpeza à porta;
4. Puxe as cortinas e abra as janelas para arejar o quarto;
5. Verifique se existe algum estrago;
6. Desligue aparelhos elétricos;
7. Retire qualquer alimento ou tabuleiro com refeição e devolva-os à área de serviço;
8. Esvazie os cinzeiros e caixotes de lixo;
9. Puxe o autoclismo, aplique um detergente e desinfetante;
10. Desfaça as camas;
1. Retire toda a roupa suja (incluindo as toalhas da casa de
banho coloque no saco apropriado);
2. Refaça as camas;
3. Limpe a casa de banho;
4. Limpe o pó da mobília seguindo uma lógica viável;
5. Feche as janelas;
6. Recoloque caixotes do lixo;
7. Aspire o chão;
8. Verifique a aparência geral do quarto.
 Aspetos importantes na abertura de camas:
 Quando desfizer a cama evite bater na roupa da cama, pois
isto pode espalhar pó e bactérias no quarto. Cada objeto deve
ser dobrado para o centro da cama
•Assegure-se que o ocupante da cama dorme entre os lados
direitos dos lençóis;
•Nunca coloque cobertores ou roupa limpa no chão. Ponha a
roupa suja diretamente no contentor destinado a ela – saco da
roupa;
•A dobra do lençol superior deve ter um tamanho de 20 cm e
estar a 10 cm da cabeceira;
•A abertura lateral da fronha não deve ser visível – para baixo
e para o centro da cama;
Faça as dobras corretamente
 Instalações Sanitárias
 A limpeza das instalações sanitárias é uma das etapas que requer maior atenção e é uma das tarefas de maior
importância na execução do serviço de limpeza pelos seguintes motivos:
 As instalações sanitárias recebem desperdícios como a sujidade das mãos e do corpo, pele morta, cabelos,
excrementos ou sujidade das limpezas. Todas estas sujidades têm bactérias perigosas que se multiplicam em
condições de falta de limpeza.
 Estas áreas são utilizadas por muitas pessoas, e basta uma pessoa infetada para contaminar todas as outras
que usaram a mesma banheira, lavatório ou sanita.
 Se estas áreas não forem limpas devidamente e com a frequência necessária, começam a largar maus cheiros.
 Procedimentos para limpar uma casa de banho:
1. Limpar todos os acessórios sanitários antes da sanita.
a. Por o sabonete e os artigos pessoais de parte.
b. Limpar os acessórios, parede circundante e objetos como o tapete de banho e cortinas.
c. Enxaguar com água limpa.
d. Limpar os espelhos, torneiras e superfícies sanitárias com papel próprio.
e. Secar todas as superfícies.
f. Voltar a por os objetos pessoais no seu lugar.
1. Limpar a sanita.
2. Remover as toalhas e as ofertas e fornecimentos para o hóspede.
3. Inspecionar o quarto, anotando qualquer falha ou avaria.
4. Limpar o chão.
5. Lavar, enxaguar e pôr a secar os panos, escovas e luvas utilizados na limpeza.
Tarefas que em relação a esta temática se encontram no âmbito de intervenção do/a Técnico/a Auxiliar de Saúde
 Tarefas que, sob orientação de um Enfermeiro,
tem de executar sob sua supervisão direta

 O Enfermeiro identifica a necessidade de cuidados do
idoso, estabelece prioridades no cuidado, formula
diagnósticos de enfermagem, planeia e executa
intervenções de enfermagem dirigidas e personalizadas
às características individuais, sociais e culturais das
pessoas idosas e seus cuidadores, entenda-se
cuidadores informais, estes, também alvo de cuidados.

 É, também, no seio da equipa que desenvolve as
práticas colaborativas no diagnóstico, tratamento e
avaliação das situações
 Assim o enfermeiro atua:
 Ajudando em cuidados para que os idosos mantenham e alcancem o seu máximo potencial;
 Trabalhando com as pessoas idosas para conseguir saúde, bem-estar e qualidade de vida ótimos, sendo que em tratando-se de
idosos dependentes será a melhor qualidade de vida possível, de acordo com a decisão dos que recebem cuidados.

 O enfermeiro deve supervisionar e desenvolver intervenções que capacitem os cuidadores para a prestação de cuidados globais
ao idoso, por forma a não porem em risco a segurança da pessoa a cuidar, o que nem sempre acontece.

 Intervenções estas, numa primeira fase, instruindo sobre o que fazer, como fazer, quando fazer e depois informando sobre a
doença, suas principais dificuldades, gestão e adesão ao regime terapêutico e sobre o papel do cuidador em geral.

 É importante fornecer informação para que a família seja um agente activo do planeamento/execução das intervenções; bem
como importa informar sobre redes locais de apoio, associações de ajuda, apoio social e económico, entre outros.
Os principais cuidados de enfermagem a prestar ao cuidador para que
este se cuide e possa cuidar são:
 Informação/formação sobre os processos de envelhecimento,
 O processo demencial, enfatizando as fases da doença,
 A importância de manter a comunicação com o idoso, mesmo que
esta seja demasiado repetitiva,
 A adoção de um padrão habitual de rotinas,
 Sobre a importância de um ambiente adequado, caso a caso, nem
muito estimulante nem demasiado tranquilo,
 Sobre ajudas técnicas e equipamentos adaptativos,
 Sobre os recursos em situação de urgência,
 Orientação para a importância da manutenção da atividade do idoso, pela
estimulação sensorial, pela deambulação e exercício.
 Orientação sobre a importância da estimulação cognitiva,
 Orientação para a participação/ envolvimento familiar no cuidado,
 Para a necessidade de vigilância de saúde,
 Para a gestão adequada da terapêutica,
 Orientação para a importância da manutenção dos contactos sociais,
 Sobre as alterações de memória e importância do treino/estimulação,
 Identificar métodos e técnicas de ensino/aprendizagem mais adequadas às
necessidades dos cuidadores,
 Proporcionar treino sobre a prestação de cuidados (higiene, alimentação/
hidratação, mobilização, posicionamento e prevenção de úlceras, estimulação física
e psicológica),
 Promoção da adoção de estratégias promotoras da autonomia e independência,
 Identificação precoce de fatores predisponentes de sobrecarga, etc.
 Tarefas que, sob orientação e supervisão de
um Enfermeiro, pode executar sozinho/a

 A supervisão das práticas do técnico/a auxiliar
de saúde terá uma dimensão menos intrusiva,
permitindo a sua autonomia, nomeadamente
quando nos referimos a:
 Relação de ajuda ao doente/utente, convivente
significativo ou familiar;
 Promoção da melhoria do estado de saúde do
doente em situação de urgência ou emergência;
 O cuidar de doentes que se encontram em
risco de vida;
 A identificação de problemas nos doentes;
 Aspetos da comunicação com o doente e a
família.
 Neste campo, a supervisão aponta para a
identificação de soluções de problemas,
melhoria efetiva da prática e aumento de
competências, capacidades e conhecimento
dos profissionais com vista à qualidade
global e globalizante.
 O Técnico/a auxiliar de saúde deve então:
 Adaptar-se e atualizar-se a novos produtos, materiais, equipamentos e tecnologias.
 Agir em função das orientações do profissional de saúde e sob a sua supervisão.
 Agir em função de normas e/ou procedimentos.
 Agir em função de princípios de ética.
 Agir em função do estado de saúde do utente,
 Agir em função dos aspetos culturais dos diferentes públicos.
 Assumir uma atitude de melhoria contínua.
 Concentrar-se na execução das tarefas.
 Trabalhar em equipa multidisciplinar.
 Agir em função do bem-estar de terceiros.
 Comunicar de forma clara e assertiva
 Demonstrar compreensão, paciência e sensibilidade na interação com utentes.
 Demonstrar interesse e disponibilidade na interação com utentes, familiares e/ou cuidadores.
 Demonstrar interesse e disponibilidade na interação com os colegas de trabalho.
 Demonstrar segurança durante a execução das tarefas.
 Autocontrolar-se em situações críticas e de limite.
 De acordo com o respetivo perfil profissional, cabem ao técnico/a de saúde as seguintes tarefas que, sob
orientação e supervisão de um técnico/a de saúde, pode executar sozinho/a:
 Acompanhamento do idoso nas atividades diárias: especificidades.
 Comunicação na interação com o utente, cuidador e/ ou f
amília.
 Cuidados de apoio à eliminação: materiais, técnicas e dis
positivos de apoio, sinais de alerta.
 Cuidados de higiene e conforto: materiais, técnicas e disp
ositivos de apoio.
 Cuidados na alimentação e hidratação oral: técnicas, risc
os e sinais de alerta.
 Aplicar técnicas de apoio à higiene e conforto,
 Aplicar técnicas de apoio na alimentação e hidratação ora
l.
 Cumprir e aplicar procedimentos definidos.
Bibliografia
AA VV., Constituição de uma rede de cuidados: interação com a família e o meio social do idoso, manual de formação, Ed. Santa Casa de Misericórdia
de Mértola
AA VV., Manual de boas práticas – um guia para o acolhimento residencial de pessoas mais velhas, Instituto da Segurança Social, 2005
Aleixo, Fernando, Manual de Enfermagem, Ed. Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio., EPE, 2007
Aleixo, Fernando, Manual do Assistente Operacional, Ed. Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio., EPE, 2008
Sanches, Maria do Carmo; Pereira, Fátima, Manual do formando: Apoio a idosos em meio familiar, Projeto Delfim, GICEA - Gabinete de Gestão de
Iniciativas Comunitárias do Emprego, 2000

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  • 1. UFCD 6576 :Cuidados de Saúde no Idoso Formadora: Joana Alves Formanda: Rute Pancha Mediadora :Drª Claúdia Lameiras Coordenadora: Drª Susana Carvalho
  • 2. Esquema de Título e Conteúdos com Lista  Primeiro nível ◦ Segundo nível  Terceiro nível  Quarto nível  Quinto nível Se o envelhecimento biológico é irreversível nos seres humanos, também o envelhecimento demográfico o é, num mundo em que a esperança de vida continua a aumentar e a taxa de natalidade permanece em decréscimo. Na ótica da análise demográfica, o envelhecimento é entendido como um fenómeno coletivo, possivelmente de natureza cíclica e não totalmente irreversível. Neste sentido, o envelhecimento encontra-se intimamente ligado à idade da população, não à idade cronológica mas sim à idade duma população, entendida como o resultado da distribuição por idades dos seus membros. O envelhecimento demográfico refere-se ao aumento progressivo dos indivíduos com idades avançadas relativamente ao grupo total de idosos.
  • 3.  Neste contexto, uma população jovem será aquela que apresenta uma grande proporção de jovens e uma baixa idade média e uma população velha será aquela que apresenta uma grande proporção de velhos e uma elevada idade média.  Contudo podemos considerar uma população velha quando a mesma apresenta uma forte proporção de velhos, mas também podemos considerar uma população envelhecida quando a proporção de jovens diminui.
  • 4.  Envelhecimento demográfico  O envelhecimento demográfico é um processo que não passa desapercebido à sociedade. Os idosos estão a tornar-se na Europa, e também em Portugal, uma população cada vez mais crescente. Este grupo adquire mais espaço, densidade, organização e força.  Esta força pode ser considerada em: força social, devido ao número de idosos, força cultural, pelos seus conhecimentos e experiência, força económica, pelo seus gastos e consumos, força política, pelo seu peso nas votações, força de intervenção, práticas de intervenção e desenvolvimento de atividades físicas pela sua disponibilidade e força ética, pelo seus (des)compromissos com determinados grupos étnicos.  Em primeiro lugar podemos referir que o envelhecimento demográfico é considerado um fenómeno social, em segundo lugar, um fenómeno biológico, tendo a marginalização, a rejeição social, a inatividade e a insegurança papéis marcantes no desenvolvimento do processo biológico do envelhecimento.  O processo de envelhecimento demográfico encontra-se em crescimento. As razões apontadas para este aumento são: a redução da fecundidade, a diminuição da mortalidade e a migração.
  • 5.  Em Portugal, verifica-se uma redução da dimensão média da família portuguesa. Este facto está diretamente associado à redução dos índices de fecundidade, à diminuição do número de membros dos agregados familiares, refletindo uma importante alteração na composição das famílias e produzindo consequentemente alterações no domínio das relações pessoais, sociais e económicas e afetivas entre os seus membros, particularmente entre as gerações mais jovens e as mais idosas.  Como consequência desta alteração, o cuidar das pessoas idosas, que anteriormente era uma “obrigação” dos familiares mais diretos passou progressivamente para as instituições de solidariedade social e para instituições privadas.  Se analisarmos as previsões para o ano de 2025, verificamos que o efeito da conjugação dos níveis de fecundidade, da esperança de vida e dos saldos migratórios condicionam o envelhecimento demográfico, com maior incidência na base da pirâmide.  Confirma-se o evidente fenómeno de envelhecimento até 2050, com igual evidência tanto na base como no topo da pirâmide, agravado pelo efeito do aumento da esperança de vida.  Como o envelhecimento populacional é uma pretensão natural de todas as sociedades e estando estas sistematicamente a procurar estratégias para prolongar a vida humana, é da máxima importância proporcionar condições adequadas aos nossos idosos, fazendo com que eles se sintam ativos e importantes no meio em que estão inseridos.
  • 6. A problemática da prestação de cuidados ao idoso  A família como cuidadora informal  Os familiares e amigos são quem melhor conhece o idoso, tendo, por este motivo, maior probabilidade de corresponder às suas necessidades.  Organizado numa base informal, o apoio é influenciado pela evolução da estrutura e dinâmica familiares na sociedade atual, em que as relações são constituídas de modo a privilegiar valores como a autonomia e o individualismo, valorizando-se a realização pessoal/profissional de cada um e respeitando-se a sua privacidade.  Tradicionalmente, cabia aos filhos tratar dos pais quando estes envelheciam. Posteriormente o Estado assumiu-se como promotor do bem-estar social, sendo os cuidados mediados por instituições e agentes com formação e especialização na área, com o objetivo de melhorar as condições de vida dos mais desfavorecidos e cujas redes de apoio informal se revelam fracas ou inexistentes.
  • 7.  Este conjunto de serviços e equipamentos pretende abranger as diferentes necessidades ou níveis de carência da população.  Inicialmente, as instituições apresentavam-se como detentoras de um conhecimento não acessível aos familiares, impondo os cuidados sem qualquer tipo de justificação.  Por volta dos anos 1970/1980, houve uma viragem: são revalorizados os programas centrados nos agregados familiares e num contexto comunitário, o que facilita o empenho geral e esbate a autoridade simbolizada pelos contextos oficiais.  No entanto, a intervenção tende a ser pensada e dirigida a uma só pessoa, mesmo assumindo que existem outros envolvidos: a família continua a ter de obedecer às prescrições profissionais, o que a torna “colaborante”, sem que as suas necessidades sejam de facto ouvidas e muito menos atendidas.
  • 8.  Estão definidos quatro modelos de articulação entre profissionais do apoio formal e família:  • Especialista - clássico, em que o técnico é a autoridade e a família tem a função de fornecer informação para que ele decida, devendo, depois, cumprir as indicações;  • Transplante - os técnicos partilham e transferem alguns dos seus saberes para os clientes, agindo como instrutores e consultores que guiam a vida dos outros;  • Negociação - baseada na abordagem consumista, coloca o cliente no papel de consumidor, reconhecendo-lhe direitos e exigências sobre o serviço prestado. Frequentemente estas são depois desvalorizadas e os clientes inferiorizados. É neste âmbito que, por exemplo, os familiares colaboram nas atividades num centro de dia;  • Parceria - a parceria implica uma associação de pessoas numa relação de igualdade, reconhecendo reciprocamente conhecimentos, capacidades e partilhando as tomadas de decisão na procura de consensos.
  • 9. O isolamento  Ao acompanhar pessoas idosas, deve-se criar estratégias de cuidados, no sentido de desenvolver ao máximo, as características e comportamentos, que permitam um bom e adaptado desenvolvimento nesta faixa etária. Para o conseguir, deve-se ter em conta o seguinte:  Criar um clima de confiança e de segurança emocional. Esta atitude, encoraja as pessoas idosas a manterem uma imagem positiva deles próprios. Os cuidados prestados, devem ter por base o respeito pela pessoa idosa.  A pessoa idosa tem o direito de ser feliz, de praticar livremente a sua religião, de manter os seus valores espirituais e as suas relações sociais, sem que lhe sejam feitos juízos de valor. As pessoas de idade devem, portanto, ser encorajadas e valorizadas em todos os seus empreendimentos, sem serem substituídas nas funções que ainda podem desempenhar sozinhas, de forma a não criar situações de dependência que levam a uma diminuição da autoestima.  Deve-se evitar o isolamento da pessoa idosa. Muitas vezes, dadas as características da sua personalidade, é importante incentivá-lo a tomar iniciativas de relacionamento com os familiares e amigos.  Quando se acompanham pessoas idosas, há que tentar a todo o custo, trabalhar com a família, de forma a que colabore nos cuidados prestados. Muitas vezes, as pessoas idosas, fazem dos que os cuidam seus confidentes. Nestas situações há que saber respeitar a sua vontade, assegurando a confidencialidade.
  • 10.  Esta confidencialidade só poderá ser quebrada, através de um pedido de ajuda a um técnico de saúde, que saberá como encaminhar a situação, e ainda assim apenas se o facto de não se tomarem medidas atempadamente, essa situação puser em risco a vida do próprio, a vida da pessoa idosa ou a vida de um familiar.
  • 11. Serviços de apoio à saúde do idoso emergente no mercado  Tipologia de serviços  Apresenta-se em seguida uma caracterização sumária das várias modalidades existentes:  CENTRO DE CONVÍVIO  Conceito:  Resposta social, desenvolvida em equipamento, de apoio a atividades sócio recreativas e culturais, organizadas e dinamizadas com participação ativa das pessoas idosas de uma comunidade.  Objetivos:  Prevenir a solidão e o isolamento;  Incentivar a participação e potenciar a inclusão social;  Fomentar as relações interpessoais e intergeracionais;  Contribuir para retardar ou evitar a institucionalização.  Destinatários:  Pessoas residentes numa determinada comunidade, prioritariamente com 65 e mais anos.
  • 12. CENTRO DE DIA  Conceito: Resposta social, desenvolvida em equipamento, que presta um conjunto de serviços que contribuem para a manutenção das pessoas idosas no seu meio sociofamiliar.  Objetivos: Proporcionar serviços adequados à satisfação das necessidades dos utentes; Contribuir para a estabilização ou retardamento das consequências nefastas do envelhecimento; Prestar apoio psicossocial; Fomentar relações interpessoais e intergeracionais; Favorecer a permanência da pessoa idosa no seu meio habitual de vida; Contribuir para retardar ou evitar a institucionalização; Contribuir para a prevenção de situações de dependência, promovendo a autonomia.  Destinatários: Pessoas que necessitem dos serviços prestados pelo Centro de Dia, prioritariamente pessoas com 65 e mais anos.
  • 13. CENTRO DE NOITE  Conceito: Resposta social, desenvolvida em equipamento, que tem por finalidade o acolhimento noturno, prioritariamente para pessoas idosas com autonomia que, por vivenciarem situações de solidão, isolamento ou insegurança necessitam de suporte de acompanhamento durante a noite.  Objetivos: Acolher, durante a noite, pessoas idosas com autonomia; Assegurar bem-estar e segurança; Favorecer a permanência no seu meio habitual de vida; Evitar ou retardar a institucionalização.  Destinatários: Prioritariamente pessoas de 65 e mais anos com autonomia ou, em condições excecionais, com idade inferior, a considerar caso a caso.
  • 14. RESIDÊNCIA  Conceito: Resposta social, desenvolvida em equipamento, constituída por um conjunto de apartamentos com espaços e/ou serviços de utilização comum, para pessoas idosas, ou outras, com autonomia total ou parcial.  Objetivos: Proporcionar alojamento (temporário ou permanente); Garantir à pessoa idosa uma vida confortável e um ambiente calmo e humanizado; Proporcionar serviços adequados à problemática biopsicossocial das pessoas idosas;
  • 15.  Contribuir para a estabilização ou retardamento das consequências nefastas do envelhecimento;  Criar condições que permitam preservar e incentivar a relação inter-familiar.  Destinatários:  Pessoas de 65 e mais anos ou de idade inferior em condições excecionais, a considerar caso a caso.
  • 16. LAR DE IDOSOS  Conceito: Resposta social, desenvolvida em equipamento, destinada a alojamento coletivo, de utilização temporária ou permanente, para pessoas idosas ou outras em situação de maior risco de perda de independência e/ ou de autonomia.  Objetivos: Acolher pessoas idosas, ou outras, cuja situação social, familiar, económica e /ou de saúde, não lhes permite permanecer no seu meio habitual de vida; Assegurar a prestação dos cuidados adequados à satisfação das necessidades, tendo em vista a manutenção da autonomia e independência; Proporcionar alojamento temporário, como forma de apoio à família; Criar condições que permitam preservar e incentivar a relação intrafamiliar; Encaminhar e acompanhar as pessoas idosas para soluções adequadas à sua situação.  Destinatários: Pessoas de 65 e mais anos ou de idade inferior em condições excecionais, a considerar caso a caso.
  • 17. Redes de suporte e recursos da comunidade (cuidados domiciliários)  Existem, ao nível formal, centenas de instituições que disponibilizam serviços de apoio a idosos, públicas e privadas. Mediante as necessidades de cada caso e a análise de outros fatores poderá ser tomada uma decisão.  São igualmente relevantes medidas intersectoriais que têm vindo a ser implementadas para promover a segurança e qualidade de vida da população geriátrica:  Programa “Apoio 65 - Idosos em Segurança”  Em vigor desde 1996, visa promover a segurança dos idosos mais isolados através do policiamento de proximidade que valoriza a comunicação polícia- - cidadão (em colaboração com a PSP).
  • 18.  Programa Idosos em lar (PILAR)  Criado por Despacho do Secretário de Estado da Inserção Social de 20 de Fevereiro de 1997, procura desenvolver e intensificar a oferta de lares para idosos, através, por exemplo, do realojamento de idosos oriundos de lares lucrativos sem condições de financiamento; do aumento da oferta em zonas com baixa cobertura deste serviço; da criação/remodelação de lugares dirigidos a utentes de Instituições Particulares de Solidariedade Social sem condições de financiamento.  Programa de Apoio Integrado a Idosos (PAII)  Criado por despacho Conjunto de 1 de Julho de 1994, dos Ministros da Saúde e do Emprego e Segurança Social, contempla um número significativo de serviços:
  • 19.  Serviços de Apoio Domiciliário;  Centros de Apoio a Dependentes/Centros Pluridisciplinares de Recursos - apoio temporário com vista à reabilitação de pessoas com dependência, assegurando cuidados diversificados com base em estruturas já existentes;  Formação de Recursos Humanos – habilitar agentes, formais e informais para a prestação de cuidados; tecnologias, pretende diminuir o isolamento devido a problemas de saúde, questões geográficas, barreiras arquitetónicas. Através de uma central, permite a intervenção atempada em caso de emergência;  Saúde e Termalismo - permitir à população idosa o acesso a tratamentos termais e o contacto com meio social diferente, prevenindo o isolamento social;  Passes para a terceira idade - sem restrições horárias para a população com mais de 65 anos, fomentando a sua mobilidade, integração social e participação na vida ativa.  Respostas Integradas que resultam da Articulação entre a Saúde e a Acão Social  Por Despacho Conjunto 407/98, de 15 de Maio, que estão na origem de:  Unidades de Apoio Integrado (UAI) - centros que asseguram apoio ao longo de 24 horas a pessoas que necessitem de cuidados multidisciplinares que não podem ser prestados no domicílio;  Apoio Domiciliário Integrado - (ADI) - que assegura a prestação de cuidados médicos e de enfermagem e a prestação de apoio social no domicílio visando a promoção do autocuidado.
  • 20.  Plano Gerontológico Local  Planeamento de serviços e projetos em função de grupos e zonas de intervenção prioritárias, feito por equipas multidisciplinares e intersectoriais, mediante as suas orientações de intervenção.  Programa de Conforto Habitacional dos Idosos  Inserida no âmbito do Programa Nacional de Acão para a Inclusão, começou a ser implementada no distrito de Bragança, com a reparação de 137 residências. As obras passam pela substituição dos telhados, chão, paredes, adaptação de cozinhas ou instalações sanitárias. Melhorando as condições básicas de habitabilidade, pretende-se possibilitar o serviço de apoio domiciliário e evitar a institucionalização e dependência
  • 21.  Contratos Locais de Desenvolvimento Social  Pretendem combater a pobreza, aumentar os níveis de qualificação e prevenir situações que conduzam à exclusão social em áreas desqualificadas, industrializadas ou atingidas por calamidades, através do estabelecimento de parcerias de âmbito local, que podem envolver os serviços de emprego, de Acão social e instituições.  Complemento solidário para idosos  Constitui-se num apoio financeiro de até 250 euros por cada período de três anos, destinado a medicamentos, óculos, lentes e próteses dentárias removíveis.
  • 22.  Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados  Aprovado em Conselho de Ministros a 16 de Março de 2006, tem como público beneficiário as pessoas com dependência, visando diminuir o número de internamentos.  Os serviços disponibilizados incluem unidades de internamento (para convalescença, média duração/reabilitação, longa duração/manutenção e cuidados paliativos), ambulatório (unidade de dia e de promoção da autonomia), equipas hospitalares e equipas domiciliárias (de cuidados continuados integrados e comunitárias de suporte paliativo).  Prevê, inclusivamente, a possibilidade de institucionalização temporária em unidades de cuidados continuados de longa duração para que o cuidador possa descansar.
  • 23. O voluntariado e as redes informais de apoio  A sociedade portuguesa continua a caracterizar-se pelos fortes laços de solidariedade familiar e comunitária. No entanto, os cuidados prestados pelas redes informais são muitas vezes resultantes de um sentimento de obrigação: a pressão social acentua o carácter negativo da institucionalização.  A retribuição do sacrifício dos pais, o querer corresponder a expectativas, transmitir o exemplo aos filhos ou não suportar a censura dos vizinhos, são, muitas vezes os principais motivos para reorganizar a vida familiar e integrar o idoso.  O cuidador informal será respeitado pelas concessões que fará perante as novas exigências do seu papel, embora raramente o assuma voluntariamente: estudos demonstraram que mais facilmente há ajuda quando não existe a perspetiva de encargo e dependência.  A contínua perda de autonomia do sénior ou a desistência de um antecessor, a viuvez, uma doença ou acidente inesperados, poderão despoletar a necessidade e o envolvimento progressivo.
  • 24.  A carreira de cuidador informal envolve 3 estádios:  Preparação e aquisição do papel;  Assunção das tarefas e responsabilidades relacionadas com os cuidados em casa e, eventualmente, numa instituição formal;  Libertação da prestação de cuidados em resultado do falecimento do idoso.  Prestar apoio envolve sentimentos contraditórios, momentos de angústia, stresse e frustração. É um processo dinâmico que evolui reestruturando as relações prévias mediante as necessidades.  Embora todos tenham os seus contextos vivenciais, a dependência implica uma nova perceção de si e do outro, para todos os elementos do grupo familiar, alterando-se os poderes: para o idoso, esta é a sua incapacidade para realizar determinadas atividades básicas, enquanto que para o cuidador é o dever de o substituir nessas mesmas atividades.
  • 25.  Este sentimento é particularmente presente quando se entra na esfera da intimidade, sendo agravado pelo constrangimento mútuo.  Sendo a família um sistema, assumir a prestação de cuidados tem um impacto enorme sobre a sua estrutura e restantes relações. A nova divisão das tarefas, a reorganização de horários, responsabilidades e rotinas traz transtornos e poderá ser fonte de conflitos, quer para o cônjuge de quem cuida, quer para os filhos.
  • 26.  Por outro lado, a própria rede de cuidados tem carácter dinâmico, criando inclusões e exclusões, hierarquias e subordinações, definindo obrigações em função da proximidade subjetiva ou em termos de género, geracionais, nacionais, étnicos, raciais ou de classe e de estilo de vida.
  • 27.  Conclui-se que as redes informais com base na família são limitadas em termos de eficácia e de resposta dado o seu carácter restrito: funciona pelos conhecimentos. Daí que seja essencial alargá-las, envolvendo amigos e vizinhos, sempre que possível, repartindo a sobrecarga e aliviando a pressão geral.  Em suma, em todo este processo, é essencial a proatividade. Do idoso, dos cuidadores, da família, dos amigos e da comunidade.
  • 28. O processo do envelhecimento  Teorias do envelhecimento  A abordagem psicológica do envelhecimento considera que nem todas as mudanças que têm lugar se relacionam com o padrão biológico de envelhecimento, pelo que não é possível somente estabelecer-se uma relação linear entre a componente biológica e o envelhecimento global do indivíduo. Nesta linha, também as teorias que aqui se incluem não são justificativas das mudanças decorrentes da passagem do tempo, mas descritivas.  Teoria Psicossocial do Desenvolvimento da Personalidade (Erikson)  Esta teoria considera que o desenvolvimento resulta da interação dos fatores individuais e culturais, e que se processa ao longo de oito estádios. Representam momentos críticos no desenvolvimento do indivíduo ao nível do crescimento físico e sexual, da maturidade cognitiva e da adaptação e integração exigidas pelas constantes solicitações sociais.
  • 29.  São eles: (i) Pequena infância (até aos 12/18meses); (ii) Primeira infância (12/18 meses - 3 anos); (iii) Idade do jogo (3 - 6anos); (iv) Idade escolar (6 - 12 anos); (v) Adolescência (12 - 18 anos); (vi) Jovem adulto (18 - 35 anos); (vii) Maturidade (35 - 65 anos; vida adulta); (viii) Velhice (após os 65 anos; vida adulta tardia).  Em cada um desses estádios há um conflito normativo, perante o qual o indivíduo tem que optar por uma de duas posições antagónicas (momento de crise).  A resolução ou não desse conflito contribui para a formação da sua identidade, apesar de cada estádio despontar de forma independente da natureza da resolução do estádio anterior.  Se resolvido com sucesso, surge o que Erikson denomina virtude. Considera-se que o desenvolvimento das crianças e adolescentes é relativamente universal, enquanto o dos adultos é díspar, dependendo muito mais das suas experiências pessoais.  Reflexo desta conceção é o facto de 3/4 do ciclo de vida estarem incluídos nos três últimos estádios propostos pela sua teoria.  Esta última fase corresponde à integridade do ego ou o desespero. Os adultos mais velhos (segundo Erikson, a partir dos 60 anos) precisam avaliar as suas vidas, resumi-las e aceitá-las, para aceitar a aproximação da morte.
  • 30.  Aqueles que, ao fazerem esta análise, não encontram grandes motivos para orgulho pessoal e satisfação, tenderão ao desespero, por verem que o tempo já passou e não há mais condições para concretizar novos projetos e metas.  Erikson argumenta que a pessoa não deve chegar a esta fase com o tormento de que “deveria ter feito” mais ou “poderia ter sido” melhor. A certeza de que viveu uma vida produtiva trará uma maior aceitação da hora da morte, que se avizinha.  Todavia, Erikson defende que um pouco de desespero é inevitável. Ele diz que as pessoas precisam de se “lamentar” – não apenas pelos próprios infortúnios e oportunidades pessoais perdidas, mas também pela “vulnerabilidade e transição da vida”.
  • 31.  Teoria psicossocial de Peck  Outro estudioso desta etapa do desenvolvimento psicossocial, Robert Peck, expande a teoria de Erikson, e descreve três ajustes psicológicos importantes para a fase final da vida:
  • 32.
  • 33.  Definições mais amplas do ego contra uma preocupação com papéis de trabalho  São aqueles que definiram suas vidas pelo trabalho, direcionando seu tempo à conquista de méritos profissionais pessoais;  . Superioridade do corpo contra preocupação com o corpo  Aqueles para quem o bem-estar físico é primordial à existência feliz poderão ficar mergulhados no desespero ao enfrentarem a diminuição progressiva da saúde, com a chegada da terceira idade, e o surgimento das dores e limitações físicas.  Peck afirma que ao longo da vida, as pessoas precisam cultivar faculdades mentais e sociais que cresçam com a idade;  Superioridade do ego contra uma preocupação com o ego  Provavelmente o mais duro e mais importante ajuste para o idoso seja a preocupação com a morte próxima.
  • 34.  O reconhecimento do significado duradouro de tudo que fizeram ajudará a superar a preocupação com o ego, e continuarem a contribuir para o bem-estar próprio e dos outros.  A vida deve encaminhar-se de tal forma que as preocupações com trabalho, bem-estar físico e mera existência não suplantem a mais importante reflexão que todos devem ter antes de chegar à velhice: entender-se a si mesmo e dar um propósito à vida.  Só assim, a velhice chegará sem traumas e será um período de orgulho das realizações e livre de frustrações, medos e desespero.
  • 35.  Teoria psicossocial de Bühler  CHARLOTTE BÜHLER propôs em 1943 um modelo psicológico pioneiro, precursor de ideias mais contemporâneas, como a teoria do curso da vida.  A autora baseou-se em estudos de biografias analisadas segundo uma metodologia desenvolvida para revelar uma progressão ordenada de etapas, procurou determinar as várias fases do desenvolvimento humano desde o nascimento até à morte.  A primeira conclusão a que rapidamente chegou é que a vida da pessoa está em constante alteração devido a fatores biológicos, psicológicos e sociais. Cada fase caracteriza-se por mudanças em termos de acontecimentos, atitudes e realizações durante o ciclo de vida.  O desenvolvimento da vida humana processa-se por fases, que abrangem toda a sua extensão, conjugando a idade cronológica com processos que marcam momentos de expansão (infância), culminância (vida adulta) e contração (velhice), sendo o amadurecimento psicológico orientado e organizado por metas ao longo de todo o processo.
  • 36. A quinta fase, que começa por volta dos 65 anos, é marcada, conforme os indivíduos, por um período de calma após a vida ativa, e a que corresponde também uma nítida decadência física e de elasticidade mental. É a época em que as profissões primitivas são substituídas por profissões parciais ou hobbies e em que muitas vezes se verifica a perda de um dos cônjuges. Neste momento é clara a consciência que não mais lugar à realização de grandes objetivos e metas pessoais, por isso, o idoso muitas vezes reformula os seus objetivos restringindo- os a um plano mais concreto e imediato. A autora concluiu, a partir dos seus estudos, que a sensação de não se ter alcançado e cumprido de forma satisfatória os seus objetivos era um fator mais importante que o declínio físico no desencadear de problemas de adaptação na velhice. Neste aspeto, a teoria de Bühler vai ao encontro dos resultados da investigação mais recente no campo do desenvolvimento do adulto e idoso.
  • 37.  Dimensões biofisiológicas do envelhecimento humano  As modificações fisiológicas que se produzem no decurso do envelhecimento resultam de interações complexas entre os vários fatores intrínsecos e extrínsecos e manifestam-se através de mudanças estruturais e funcionais:
  • 38. Com todo este leque de alterações, há inevitavelmente entidades patológicas que se tornam mais frequentes nos idosos. Apesar de uma importante parcela deste grupo etário relatar estar bem de saúde e de se verificar alguma variabilidade de opinião relativamente às alterações mais prevalentes nos idosos, persiste a ideia que a maioria dos problemas de saúde são de carácter crónico e que, portanto, vão perdurar 15, 20 ou mais anos. Outra ideia comum, e que tem sido confirmada por vários estudos, é que em relação a outras faixas etárias os idosos consomem muito mais do nosso sistema de saúde e que este maior custo não tem revertido em seu benefício. Isto leva-nos a pensar que o modelo existente de assistência aos idosos não se adequa à satisfação das suas necessidades. Os problemas de saúde dos mais velhos, além de serem de longa duração, requerem pessoal qualificado, equipas multidisciplinares, equipamentos próprios e exames complementares mais esclarecedores.
  • 39.  O conhecimento desta problemática permite-nos perceber que os clássicos modelos de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação, não podem ser mecanicamente transportados para os idosos sem que significativas e importantes adaptações sejam executadas.  Nesta perspetiva, torna-se urgente que as instituições promotoras de saúde se organizem no sentido de responder adequadamente às necessidades de saúde da população idosa.
  • 40. Dimensões psicológicas do envelhecimento O processo de envelhecimento envolve alterações ao nível dos processos mentais, da personalidade, das motivações, das aptidões sociais e aos contextos biográficos do sujeito. Quer isto dizer que o envelhecimento, do ponto de vista psicológico, vai depender de fatores de ordem genética, patológica (doenças e/ou lesões), de potencialidades individuais (processamento de informação, memoria, desempenho cognitivo, entre outras), com interferência do meio ambiente e do contexto sociocultural. Segundo esta perspetiva, é necessário perceber a importância das formas de compensação, que cada um de nós utiliza/prepara para fazer face às perdas associadas ao envelhecimento, pois estas vão influenciar significativamente a qualidade de vida e o bem-estar psicológico do idoso. A emoção é uma reação súbita de todo o nosso organismo, com componentes fisiológicas, cognitivas e comportamentais que permite ao sujeito se libertar das suas tensões. Emoções de Fundo
  • 41. São detetadas através de pormenores como a velocidade dos movimentos ou até a contração dos músculos faciais, pois comporta interferências de incitadores internos. Estas podem ser relatadas como o entusiasmo, tensão, calma, bem-estar e mal-estar Emoções Primárias São universais e estão associadas a estados físicos. Podem ser relatadas como a alegria, tristeza, felicidade, medo, cólera, surpresa, raiva e repugnância. Emoções Sociais Emergem devido à relação sociocultural e podem manifestar-se como a simpatia, compaixão, embaraço, vergonha, culpa, orgulho, inveja, ciúme, admiração e desprezo. Características do envelhecimento emocional:  Redução da tolerância a estímulos;  Vulnerabilidade à ansiedade e depressão;  Acentuação de traços obsessivos;  Sintomas hipocondríacos, depreciativos ou de passividade;  Conservadorismo de carácter e de ideias (rigidez mental)  Atitude hostil diante do novo;  Diminuição da vontade, das aspirações, da iniciativa;  Estreitamento da afetividade. É frequente que os idosos associem à idade avançada a melancolia e a tristeza devido a perdas afetivas, económicas, sociais e doenças crónicas.
  • 42. Contexto social do envelhecimento É comum ouvir que o estatuto do idoso na sociedade se alterou significativamente nos últimos anos, estando conotado de forma negativa, sendo o seu papel descurado e desvalorizado. As comparações sociais vão traduzir-se numa hierarquia que pode ser de indivíduos no mesmo grupo (por exemplo, a família), ou dos vários grupos na sociedade (os jovens e os idosos, a população ativa profissionalmente e a inativa). Quando se fala do estatuto do idoso, refere-se uma posição hierárquica que este ocupa no meio em que se movimenta. Se esta for elevada, a sua identidade social é positiva e tida como modelo. É esperado que a pessoa (ou grupo) se comporte de determinada forma, assegurando funções específicas. A uma alteração de estatuto poderá corresponder uma modificação considerável no papel que a pessoa desempenha para as redes sociais em que se movimenta.
  • 43. Segundo a importância e repercussão que envelhecer tem numa determinada sociedade, assim são atribuídos em termos sociais diferentes significados ao que é ‘ser novo’ ou ‘ser velho’. Esses significados diferem de cultura para cultura e de época para época, o que conduz ao surgimento de diferentes interpretações sobre a velhice. Essas interpretações, construídas socialmente, têm relevância nas relações pessoais e sociais, tornando-se num indicador que diferencia os indivíduos: implicam a identificação ou a atribuição de características relacionadas com a idade que um indivíduo deverá possuir. Esse processo funciona como uma ‘ferramenta de diagnóstico social’, com a qual se inferem as competências sociais, cognitivas, crenças religiosas e capacidades funcionais que devem estar presentes no indivíduo em função da sua faixa etária. O indivíduo é, deste modo, caracterizado em várias dimensões:
  • 44.  Dimensão cognitiva  Qual o tipo de raciocínio, de preocupações e de sensibilidade do indivíduo.  Dimensão ideológica/normativa  Quais as obrigações e deveres que deverá ter. A maioria das sociedades possui ‘relógios sociais’, normas relativas a acontecimentos que devem ocorrer no ciclo vital do indivíduo e que regulam em que altura da vida deve realizar determinada ação ou deixar de exercer uma outra (entre os 20 e os 30 anos deve casar, ter filhos, assumir responsabilidades).  Dimensão interaccional  Qual o tipo de relações que deve estabelecer com os indivíduos da sua e outras faixas etárias.  Dimensão coletiva  Qual a possibilidade de ser admitido ou não numa determinada organização em função da idade (aos 40 anos pertencer a uma coletividade para adolescentes ou a um de grupo de reformados).  Será o posicionamento do indivíduo nestas quatro dimensões (consequente da sua idade cronológica) que determinará a sua idade em termos sociais (se ‘ainda é novo para’ ou se ‘já é velho para’, na sociedade em que vive).  Esse mesmo posicionamento influenciará, também, a forma como o indivíduo se perceciona, resultante da comparação que faz entre si e os outros indivíduos do seu grupo etário.
  • 45. Preconceitos, mitos e estereótipos associados ao processo de envelhecimento .Comportamentos e atitudes Nas sociedades ocidentais, as atitudes sociais em relação aos idosos são predominantemente negativas, resultando na formação de preconceitos e que tendem a relegar os idosos a condições de incapacidade, improdutividade, dependência e senilidade, assumidas como características comuns da velhice. As atitudes que se tomam face ao idoso e á velhice são sobretudo de negatividade e em parte são responsáveis pela: Imagem que eles têm de si próprios Das condições e circunstâncias que envolvem o envelhecimento. As atitudes negativas face aos idosos existem em todos os níveis sociais: intervenientes, beneficiários, governantes etc. A falta de conhecimento científico dos profissionais da educação e da saúde, bem como a falta de esclarecimento às pessoas sobre os fatos inerentes ao envelhecimento, impedem a transformação de atitudes e de comportamentos em relação à velhice.  Enquanto que ontem:  O idoso tinha um papel preponderante na estrutura social  O idoso era considerado um depósito de sabedoria e cultura  O idoso para além da autoridade familiar, era o transmissor de usos e costumes de geração em geração
  • 46.  O idoso era respeitado e venerado por todos e mesmo depois de abandonar a sua atividade profissional, que mantinha até quase ao fim da vida, continuava a gozar de elevado “ Estatuto Social”;  Hoje verifica-se que:  O idoso perde o seu estatuto social  O idoso perde o lugar na família  O idoso é visto como um ser indesejável numa sociedade de competição e de consumo  O idoso é considerado um ser consumidor, porque não produz  Os idosos são afastados dos planos sociais, culturais, económicos e políticos.
  • 47.  estereótipos  O desconhecimento sobre o envelhecimento, por parte sociedade, conduz a falsas perceções que acabam por associar a velhice à doença, ao aborrecimento, ao egoísmo, à dependência, à perda de estatuto social, às rugas e cabelos brancos que acabam por levar os idosos à solidão, acelerando o processo de envelhecimento.  A Gerontologia tem vindo, recentemente, nas suas investigações, a dissipar alguns destes estereótipos face ao idoso, enquanto pessoa frágil, dependente, pobre, assexuado, esquecido, infantil, e contribuído para uma descrição mais realista do que é o adulto na última fase do ciclo vital.  Os mitos e estereótipos relativos à terceira idade são muitos e apresentam- se em frases, expressões que estão tão enraizados que por vezes se tornam numa realidade.  Alguns dos mitos da velhice por parte da sociedade estão associados:  Ao processo cronológico - progressivo, contrastando com a vitalidade de alguns idosos;
  • 48.  À improdutividade - alguns idosos ainda mostram ter capacidade para fazer grandes obras;  À senilidade - confundir velhice com doença;  À inexistência de interesse e desejo sexual - realização de casamentos e vida a dois;  Ao estado serenidade - conflitos e angústias/força e vontade de acompanhar a família;  À deterioração da inteligência - o idoso apresenta várias formas de pensar e nostalgia;  À desvinculação com o futuro - alguns têm interesse em aprender coisas novas, úteis;  Ao isolamento e alienação - gosto pela convivência interjecional e pela socialização;  À inutilidade do viver - colaboração com os outros e com a comunidade, pela descoberta.
  • 49. ESTEREÓTIPOS LIGADOS AOS IDOSOS NEGATIVOS POSITIVOS  Doença  Morte  Solidão  Perda de Memória  Diminuição de Habilidades Físicas e Sensoriais  Sabedoria  Amabilidade  Generosidade  Solidariedade  Bondade Alterações na saúde do idoso Alterações fisiológicas Os problemas associados ao envelhecimento biológico não têm que ser necessariamente corrigidos médica, cirúrgica ou farmacologicamente, visto fazerem parte do processo de adaptação. Embora os efeitos do envelhecimento sejam múltiplos e complexos podem, por vezes, serem modificados. Para isso é necessário:  Reconhecer as principais mudanças associadas ao envelhecimento biológico;  Retardar os seus efeitos negativos ou diminuir o seu alcance;  Evitar complicações mantendo uma higiene de vida revitalizante para o organismo. Os idosos devem integrar os seus problemas físicos e as suas limitações na nova perceção de si próprios, e modificar o seu estilo de vida. A prevenção é extremamente importante: os idosos têm de conservar uma atitude positiva quanto ao seu potencial de saúde, e as ajudantes de lar devem ajudá-los nesse sentido.
  • 50.  O envelhecimento diferencial envolve preferencialmente os órgãos efetores e resulta de processos intrínsecos que se manifestam a nível dos órgãos, tecidos e células:  A pele envelhece mais rapidamente que o fígado;  As complicações vasculares afetarão principalmente o sistema cardíaco;  A arteriosclerose acumulada por má alimentação, pelo stress e contaminação bacteriana, poderá ocorrer mais cedo ou mais tarde, de acordo com hábitos prevalecentes e resistência orgânica.  Seja qual for o mecanismo e o tempo de envelhecimento celular, este não atinge simultaneamente todas as células e, consequentemente, todos os tecidos, órgãos e sistemas.  Cada sistema tem o seu tempo de envelhecimento, mas sem a interferência dos fatores ambientais há alterações que se dão mais cedo e se tornam mais evidentes quando o organismo é agredido pela doença.  A diminuição de função renal em cerca de 50% aos 80 anos - condiciona a farmacoterapia do idoso", "as alterações orgânicas a nível das mucosas digestivas, indiciam frequentemente problemas nutricionais.  A nível do sistema nervoso, existe fundamentalmente perda de neurónios substituídos por tecido glial, a diminuição do débito sanguíneo, com consequente diminuição da extração da glicose e do transporte do oxigénio e a diminuição de neuromodeladores que condicionam a lentificação dos processos mentais, alterações da memória, da atenção, da concentração, da inteligência e do pensamento.
  • 51.  Para além de tudo isto, temos ainda a considerar as diminuições orgânicas e funcionais, que originam significativas alterações na forma e na composição corporal com o decorre dos anos.  Talvez as condições mais relevantes a ter em consideração para a sobrevivência do idoso e para a sua qualidade de vida sejam, no entanto, a diminuição da sua reserva fisiológica e a consequente dificuldade na reposição do seu equilíbrio homeostático quando alterado.  5.2.Alterações psicossociais  Infelizmente, muitos de nós quando falamos de pessoas idosas, temos imagens menos bonitas desta faixa etária, e facilmente confundimos a demência, que algumas pessoas idosas doentes apresentam, como uma sintomatologia inerente ao envelhecimento. Tal, no entanto, não corresponde à verdade.  Mas se existe um envelhecimento físico, que como já vimos é inevitável, será que existe um envelhecimento psicológico, cognitivo e social?  Sempre se acreditou que a velhice se traduzia por uma notável diminuição dos processos cognitivos. Nos últimos vinte anos, diversas investigações têm permitido matizar estas afirmações. Hoje podemos afirmar que é possível conservar a saúde mental até ao fim da vida, e que a maior parte das pessoas o conseguem.
  • 52.
  • 53.  A manutenção da saúde mental na pessoa idosa é, em parte, devida a um envelhecimento bem-sucedido, que a torna apta a controlar as tensões geradas pelo avançar da idade e pelas perdas que acompanham essa realidade.  Se envelhecer é tornar-se numa pessoa madura, conservar a maturidade adquirida no decorrer dos anos nem sempre é fácil. Os problemas psicológicos ligados ao envelhecimento raramente são causados pela diminuição das capacidades cognitivas. São sobretudo as perdas do papel social (ex.: reforma), as crises, as múltiplas situações de stress, a doença, a fadiga, o desenraizamento (ex.: colocação num lar), que diminuem a capacidade de concentração e de reflexão das pessoas idosas.  Envelhecer é também aceitar o inevitável, isto é, a perda gradual das funções orgânicas, a mutilação, a separação, o sofrimento, o confronto com o desconhecido e a morte.  Adaptar-se ao envelhecimento, não é resignar-se, mas antes ter a inteligência de aproveitar tudo o que ainda se possui, para continuar em atividade e com um papel importante na família e na comunidade.  Envelhecer bem é aceitar a velhice e continuar a viver recorrendo a estratégias para conservar a auto estima é atingir a sabedoria e a serenidade para inventar uma nova maneira de viver.  Se a pessoa foi capaz de ao longo da sua vida ir-se adaptando às situações existentes, terá mais facilidade de entrar neste ciclo de vida, de uma forma mais saudável.
  • 54.  Alterações nos hábitos de higiene  A capacidade funcional corresponde a que o indivíduo possa cuidar de si próprio, desempenhando tarefas de cuidados pessoais e de adaptação ao meio em que vive. A capacidade funcional para desempenhar as tarefas do dia-a-dia, traz benefícios tanto para a saúde física e mental, como determina o bem-estar social.  Por mais independente que seja um idoso, os cuidados gerais que necessitam podem passar por alguma ou até muita ajuda externa. Um idoso pode precisar de ajuda para fazer a sua higiene pessoal, para ir às compras e/ou confecionar as suas refeições, para efetuar a limpeza da casa, para ir ao médico, ver o correio e pagar as contas, entre muitas outras tarefas do dia-a-dia.
  • 55.  A incorreta determinação do nível adequado de cuidados pode ter consequências potencialmente negativas. Se forem prestados cuidados mais intensos que os necessários, o idoso pode tornar-se mais dependente.  Por outro lado, se os cuidados forem menos do que os necessários, o idoso pode ser prejudicado na sua qualidade de vida. Não só os idosos sofrem consequências, mas também os prestadores de cuidados, que, de uma forma ou de outra, ficam sobrecarregados.  O planeamento de intervenção deve ser feito de acordo com as necessidades reais. Para que o envelhecimento seja uma experiência bem-sucedida há que promover a autonomia e independência.
  • 56.  Alterações nos cuidados de alimentação  Muito embora o sistema gastrointestinal sofra muitas modificações ao longo do processo de envelhecimento, estas não alteram profundamente o seu funcionamento. A digestão e a mastigação poderão estar comprometidas devido ao mau estado dos dentes e dos maxilares.  O sentido do paladar altera-se, devido à diminuição do número de papilas gustativas, pelo que a comida deixa de ter tanto sabor, o que provoca muitas vezes falta de apetite. Verifica-se igualmente uma redução do olfato.
  • 57.  O reflexo de deglutição funciona menos bem, pelo que as pessoas idosas engasgam-se com muita facilidade. A diminuição da produção de saliva, contribui para que as pessoas idosas se queixem de sensação de secura da boca.  A produção das enzimas responsáveis pela digestão diminui. Esta situação, associada a uma má mastigação dos alimentos, leva ao aparecimento de dores epigástricas e a cãibras digestivas. O fígado atrofia-se levando a uma dificuldade na absorção das gorduras.  A capacidade de absorção intestinal altera-se, levando a uma diminuição efetiva da nutrição. A diminuição da mobilidade intestinal tem como consequência a obstipação muito usual nas pessoas idosas.
  • 58.  Alterações na mobilidade  As alterações ao nível do sistema osteoarticular são as que aparecem mais rapidamente e são responsáveis pelas alterações não só da aparência e da estrutura física, mas também, do funcionamento do organismo.  Todos os músculos do organismo se atrofiam com o tempo, levando a uma deterioração do tónus muscular e a uma perda de potência, de força e de agilidade. Esta deterioração é responsável pelo tremor das mãos, das mandíbulas e lábios, bem como dos membros inferiores.  Também as articulações sofrem mudanças, os ligamentos calcificam-se e as articulações tornam-se mais pequenas devido à erosão das superfícies articulares. Enquanto ao longo do processo de degeneração algumas articulações se tornam menos flexíveis, outras há que, pelo contrário, se tornam mais flexíveis e hiperelásticas.
  • 59. A osteoporose, para além de provocar fraturas fáceis, é também responsável, pela perda de dentes. Esta perda relaciona-se com um processo de inflamação e de reabsorção do osso em torno do dente (parecido com a osteoporose). Esta reabsorção óssea dos maxilares e da mandíbula vai-se acentuando com a queda dos dentes, reduzindo a distância entre o queixo e o nariz. Estas alterações modificam com o tempo a fisionomia da pessoa idosa. A redução da altura é também um fenómeno do envelhecimento, que consiste no “encolher” da coluna vertebral, de 1.2 cm a 5 cm, devido ao estreitamento das vértebras dorso-lombares associado também à osteoporose. Este “encolher” da coluna cria um efeito de desproporção, uma vez que os braços e as pernas mantêm o mesmo comprimento. Por outro lado, provoca um desvio da parte superior do tórax e uma acentuação da curva natural da coluna vertebral, denominada “cifose”. Para manter o equilíbrio a pessoa idosa tem de se inclinar para a frente de forma a manter o centro de gravidade. Com este encurvar de coluna, a caixa torácica diminui também de volume e as costelas deslocam-se para baixo e para a frente. Esta redução da caixa torácica, associada à atrofia dos músculos respiratórios, diminui a amplitude respiratória, e a largura dos ombros. É responsável pela posição do corpo inclinada para a frente, contrariada pela inclinação da cabeça para trás.
  • 60. Características das situações de doença mais frequentes na pessoa idosa  Doenças físicas  As alterações de estrutura e as perdas funcionais ocorrem em todos os órgãos e sistemas do corpo humano. No entanto, os principais problemas de saúde dão-se a nível de sistema nervoso central, aparelho locomotor, sistema cardiovascular e sistema respiratório.  Viver mais tempo aumenta as probabilidades em 80% de contrair uma ou mais doenças crónicas, bem como limitações físicas incapacitantes. Em muitos casos é difícil de distinguir quando se trata de alterações decorrentes do processo de envelhecimento ou se são manifestações patológicas.
  • 61.  De qualquer modo, os principais efeitos do processo de envelhecimento e/ou doença crónica manifestam-se ao nível:  Cardiopulmonar;Músculo-esquelético;Cutâneo;Neurológico;Padrão do sono;Função intestinal;  Função genito-urinária;Função hepática;Renal;Endócrino.  Existe de facto uma relação estreita entre incapacidades e idosos, mas para as três condições mais frequentes dessas incapacidades em pessoas com mais de 65 anos são: artropatias, hipertensão arterial sistémica e cardiopatias, numa relação de prevalência de 47,2%, 41,4% e 30,4%, respetivamente.  Deve ser ressalvado que a presença de múltiplas afeções associadas na mesma pessoa (situação frequente nos idosos) aumenta a probabilidade de incapacidade para uma ou mais atividades de vida diária (AVD).  Estas incapacidades estão a tornar--se cada vez mais prevalentes e têm importância crucial, na medida em que não têm diagnóstico de resolubilidade rápida e absorvem grandes quantidades de recursos materiais e de profissionais especializados (nomeadamente de reabilitação).  Isto leva-nos a pensar que o modelo existente de assistência aos idosos não se adequa à satisfação das suas necessidades. Os problemas de saúde dos mais velhos, além de serem de longa duração, requerem pessoal qualificado, equipas multidisciplinares, equipamentos próprios e exames complementares mais esclarecedores.
  • 62.  Alterações de Comportamento  O funcionamento mental do ser humano liga-se às emoções e ao ambiente que o rodeia. Diversos fatores podem então influenciar de diferentes maneiras, o aparecimento de problemas emotivos nas pessoas idosas.  Os principais problemas de saúde mental que existem nas pessoas idosas são:  A depressão  A ansiedade  O isolamento  O suicídio  Perturbações do sono  O alcoolismo.  Não podemos esquecer que existem também alterações mentais causadas por medicamentos ou outras intervenções que visam a cura ou o tratamento das pessoas idosas (causas iatrogénicas) assim como, devido ao stress relacionado com o internamento (hospital, lar).  Examinemos, mais profundamente alguns dos fatores que podem causar problemas psicológicos:  O estado de saúde física - Existem pessoas que têm a capacidade de se julgarem saudáveis, ainda que apresentem algumas patologias crónicas ou agudas. Estas pessoas têm a capacidade de se adaptarem às suas limitações, não deixando de se divertirem ou participarem em atividades sociais. Outras há que se julgam doentes, mostrando tendência para ficarem em casa, na cama, caminhando rapidamente para uma situações de doença. Assim, mais importante do que o estado de saúde é a perceção que cada um tem da sua própria saúde.
  • 63.  A mudança de papel - A passagem de um papel tradicional e utilitário tanto para a família como para a sociedade, para um papel mais passivo traz habitualmente problemas psicológicos. Para se ultrapassar esta fase é necessário que a pessoa idosa adquira novos papéis, mantendo-se ativa e útil. A falta de ocupação tem efeitos nefastos sobre a perceção de si, e pode conduzir à depressão.   O estatuto familiar e conjugal – A família e os amigos constituem muitas vezes a principal rede de suporte das pessoas idosas. A sua separação da família ou dos amigos, qualquer que seja a causa, leva à solidão, que por sua vez vai aumentar a insegurança e bloquear seriamente a capacidade de adaptação.   A personalidade - O indivíduo que ao longo da sua vida sempre demonstrou capacidades de adaptação continua a conseguir adaptar- se a situações de privação ou de stress.
  • 64. Pessoas com personalidades menos fortes, reagem de forma diferente e vivem um sentimento de impotência face ao envelhecimento e ao impacto que tem na sua vida. Uma vez que o cérebro é o órgão mais importante do nosso corpo, uma diminuição no seu desempenho é vivida de forma dramática pelo próprio e pela família. As mudanças intelectuais, relacionadas com o envelhecimento, têm a ver com alterações de certas funções e não com alterações da inteligência. As funções mais atingidas são: a memória, o tempo de reação e a perceção.
  • 65. Doenças degenerativas (demências) O termo demência é utilizado geralmente para a deterioração mental. Indica decadência das funções intelectuais tais como: memória, capacidade de julgamento, poder de decisão e as várias funções de perceção, associação e execução da mente. Muitas vezes, os primeiros sinais de demência são tão discretos que passam despercebidos ao médico e à família. Geralmente inicia-se por um défice de memória, principalmente da memória a curto prazo. Pode-lhe estar associada a perda de iniciativa, irritabilidade, dificuldade em tomar decisões e incapacidade na realização de atos comuns. As causas de demência podem ser várias: pode ocorrer após traumatismo, pode estar associada a lesões cerebrais, ou pode secundar a arteriosclerose, doenças tóxicas como o alcoolismo e a adição de drogas. Estes doentes, para além de terem necessidade de ter um acompanhamento médico, não deverão ser deixados sozinhos. No caso das pessoas idosas, muitas vezes, podem ocorrer situações graves, como por exemplo esquecerem-se de apagar o lume, saírem para a rua e perderem-se, ou ingerirem medicamentos em quantidade excessiva. O acompanhamento por uma pessoa de família ou quem a substitua é, portanto, indispensável.
  • 66. Muito embora seja difícil e por vezes impossível ter uma conversa dita “normal” com uma pessoa demente, deve- se ter o cuidado de não alimentar o discurso incoerente que apresenta. Assim, deve-se sempre tentar trazer a pessoa para a realidade, explicando o que efetivamente se passa. A doença de Alzheimer ou demência senil, é um distúrbio, do qual ainda não se conhecem as causas, caracterizado por uma perda gradual das funções intelectuais. Esta doença tem um princípio insidioso, com evolução gradualmente progressiva e que atualmente é irreversível. A alteração da memória pode ser o único sintoma deficitário, numa fase inicial da doença. Pouco a pouco, discretas alterações da personalidade podem surgir e o doente vai-se tornando menos espontâneo, ou seja, mais apático.
  • 67.  Posteriormente aparecem alterações de comportamento, como fugir de casa e não saber o caminho de volta, como a falta de cuidado com a aparência e a higiene corporal. Mais tarde surge a depressão e em alguns casos o delírio.  Não há tratamento específico para esta doença. O médico vai acompanhando a situação de forma a minorar ao máximo a sintomatologia presente.  É fundamental o acompanhamento destes doentes, em todas as atividades de vida diária, não descurando nunca a atenção afetiva, extremamente importante para a não agudização da doença
  • 68. Acompanhamento do idoso nas atividades diárias, promovendo a autonomia / independência da pessoa idosa Alimentação As refeições devem constituir-se como momentos de prazer e de convívio do cliente. O responsável pelo processo deve definir as regras para o apoio na alimentação, segurança e promoção da autonomia dos clientes. As regras definidas deverão considerar as diversas necessidades e tipos de clientes.
  • 69.  Os colaboradores deverão promover sempre a autonomia do cliente, entre outras formas, estimulando-o a decidir o que quer comer, de acordo com a ementa, e a tomar a refeição sozinho.  Sempre que o cliente necessite de ajuda de 3ª pessoa para tomar uma refeição, os responsáveis devem assegurar que os seus colaboradores estão qualificados para o exercício desta função, administrando sempre que necessário informação, formação e sensibilização adequada para cada caso particular, devendo:  Preparar cuidadosamente o espaço da refeição;  Promover a autonomia do cliente e respeitar as suas preferências e necessidades individuais;
  • 70.  Aquecer os alimentos que não se encontrem à temperatura indicada ou que não satisfaçam o cliente;  O colaborador deve possuir uma atitude calma e pausada, respeitar o ritmo do cliente, não apressando a refeição e colocar pouca comida no garfo ou colher para salvaguardar uma boa mastigação e deglutição dos alimentos. O colaborador deverá limpar a boca do cliente, sempre que necessário e posicionar-se de frente para o cliente.  Aumentar a consistência dos líquidos (p.e., chá, café, sumos, sopas, etc.), sempre que o cliente tenha dificuldades em engolir, através de espessantes, ou seja de produtos de preparação fácil e instantânea, sem paladar e que mantenham constante a espessura dos líquidos ao longo do tempo, não lhe retirando o seu aspeto atrativo;  Ter especial atenção e formação nos casos em que os clientes necessitam de cuidados particulares como é o caso da alimentação nasogástrica;  Apoiar o cliente após a refeição na higiene básica (p.e., limpar mãos e cara) e na higiene oral.
  • 71.  Eliminação  Para se manter saudável, o organismo, deve eliminar os produtos resultantes do metabolismo. A este processo chama-se eliminação. Existem dois tipos de eliminação a intestinal e a vesical.  No que diz respeito à eliminação intestinal, podem surgir duas situações distintas:  Incontinência intestinal  Obstipação (prisão de ventre)  Por vezes, a primeira situação é provocada pela segunda, tendo como causa principal a hiperextensão (alargamento) do esfíncter anal, após longo tempo de passagem de fezes duras e grossas.  As pessoas idosas, normalmente, preocupam-se em excesso, com os seus hábitos intestinais e ficam muito preocupados quando não evacuam diariamente. Daí, recorrerem, com frequência, ao uso de laxantes.  Aquele uso e abuso, as alterações dos hábitos alimentares e a diminuição da atividade física, agravam a situação de obstipação.  É por isso, importante que a pessoa idosa adquira hábitos intestinais regulares, mas não só à custa do uso de laxantes.  Ações a desenvolver:  Observação e registo das características das fezes (cheiro, cor, textura)  Estimular a adequada ingestão de líquidos (a que a pessoa idosa, normalmente, não é muito recetiva).  Incentivar a pessoa idosa para que tenha uma dieta equilibrada, e neste caso, rica em fibras (estas estimulam os movimentos dos intestinos).
  • 72.  Estimular a pessoa idosa à atividade física, contrariando uma vida sedentária (parada).  Ajudar a pessoa idosa a estabelecer um horário de eliminação das fezes.  Muitos idosos apresentam incontinência urinária. Quer isto dizer, que há emissão involuntária de urina. Esta situação é muito desagradável para a pessoa idosa, que para além do desconforto físico, sente-se humilhada, diminuindo a sua autoestima.  Ações a desenvolver, para a incontinência irreversível:  Ajudar a pessoa idosa a assumir a existência de um problema de incontinência, sem sentimentos de culpa, medos ou vergonha.  Aceitar a verbalização da sua raiva e mudanças de humor, mostrando-lhe que o compreende e que se estivesse no seu lugar, teria as mesmas reações.  Incentivar a pessoa idosa e família a manterem a participação social ativa, prevenindo o isolamento.  Aconselhar o uso de cuecas/fraldas para incontinência, pois evitará que molhe a roupa e sentir-se-á mais à vontade. Para além disso, esta precaução evitará a propagação do mau cheiro e permite à pessoa idosa manter a sua vida social.  Arejar o quarto e mantê-lo sempre limpo, de forma a anular o cheiro intenso a urina.
  • 73.  Ações a desenvolver, para a incontinência reversível:  Ajudar a pessoa idosa a assumir a existência de um problema de incontinência, sem sentimentos de culpa, medos ou vergonha.  Aumentar o consumo de ingestão de água até 2l/dia, se o seu estado de saúde o consentir.  Incentivar a pessoa idosa a fazer exercícios de tonificação do detrusor.  Evitar a ingestão de líquidos diuréticos, como por exemplo: café, chá, sumo de toranja, cacau e álcool. Ter em atenção que deve ir à casa de banho cerca de meia hora depois de ingerir líquidos. Conduzir regularmente a pessoa idosa à casa de banho, particularmente ao acordar, antes ou depois das refeições, ao deitar e 30 minutos antes da hora habitual da incontinência. Isto implica a monitorização das micções involuntárias
  • 74.  Higiene e hidrataçãoA independência na satisfação da necessidade de estar limpo, cuidado e proteger os tegumentos permite ao ser humano manter a saúde física e emocional.  Pontos importantes a ter em atenção, quando se dá um banho:Se o banho for tomado na casa de banho, colocar um tapete de borracha na base da banheira, para evitar quedas.A temperatura da água deve ser ao gosto do idoso/doente.manter uma temperatura do ambiente agradável e verificar que não existem correntes de ar.Se o idoso/doente preferir banho de chuveiro, não contrariar, uma vez que não possui contraindicações.Respeitar sempre a privacidade do idoso/doente.Se o banho for tomado na cama, evitar que o idoso/doente esteja todo destapado.Nunca misturar roupa limpa com a suja.À medida que se vai lavando, ir fazendo na própria lavagem movimentos de massagem, para ativar a circulação.Ter muita atenção com as zonas do corpo, onde a higiene deve ser mais pormenorizada: o Boca o Dentes o Axilas o Virilhas o Órgãos genitais o Pés
  • 75.  No banho na cama, a água deve ser mudada, quantas vezes forem precisas.  Secar bem a pele, nomeadamente no pescoço, axilas, região submamária, virilhas e espaços entre os dedos das mãos e principalmente dos pés (aparecimento de fungos).  Após o banho, massajar o corpo com uma substância gorda (por exemplo óleo de amêndoas doces), para lubrificar a pele, que na pessoa idosa é particularmente seca.  As massagens devem ser feitas com “carinho”, através de movimentos circulares, tendo especial atenção às zonas do corpo que estão sujeitas a maior pressão no idoso/doente acamado: o Ombros o Costas o Cotovelos o Nádegas o Calcanhares o Tornozelos  Ter atenção à higiene do cabelo e à sua apresentação.  Os produtos utilizados para a lavagem do corpo e da cabeça, devem ser suaves (de preferência os utilizados para a higiene dos bebés).  Se os olhos do idoso /doente estiverem inflamados ou infetados, devem ser lavados com água fervida e com bolas de algodão, utilizando bolas para cada olho separadamente. O olho, deve então ser limpo do canto externo para o canto interno.  Se o idoso/doente estiver urinado ou com fezes, limpar primeiro a zona suja e só depois começar a dar o banho.  As unhas dos pés devem ser cortadas a direito para evitar que se “encravem” na pele quando crescem. Depois de cortadas devem ser sempre limadas. Quando forem difíceis de cortar e, em especial, nos diabéticos, em vez de cortar (para evitar complicações) podem ser limadas. 
  • 76.  Quem dá banho ao idoso/doente acamado deve ter atenção à posição em que trabalha, para prevenir alterações patológicas, especialmente a nível da coluna vertebral.  Se o doente/idoso está acamado é importante também, dar uma atenção especial à cama:  Deve ser confortável;  A roupa deve estar sempre limpa e enxuta;  A roupa deve estar bem esticada, porque as pregas vão macerar a pele do idoso /doente. Pela mesma razão, nunca deve conter migalhas.
  • 77. Sono e repouso O sono e o repouso são funções restauradoras necessárias à preservação da vida. É comum - e correto - afirmar-se que passamos cerca de dois terços da vida a dormir. No entanto, estamos a falar de uma média, o que quer dizer que nem todas as pessoas estão dentro deste valor.Com o avançar da idade, a qualidade do sono tende a deteriorar-se. Muitas pessoas com mais de 65 anos sofrem de alguma perturbação do sono: dificuldade em adormecer, sono entrecortado, sono demasiado leve ou estar acordado durante a noite e sonolento de dia. No entanto, as pessoas tiveram hábitos de sono diferentes ao longo da vida, o que necessariamente determina também padrões de sono diferentes. Um dos sintomas mais frequentes da degradação da qualidade do sono é a alteração da hora de acordar, que na velhice tende a ocorrer mais cedo. As perturbações do sono causam uma sensação de cansaço durante o dia (hipersónia), muitas vezes traduzida em períodos de sonolência ou até sestas involuntárias. Estas alterações podem determinar irritabilidade e mal-estar e podem ter de ser objeto de avaliação e prescrição médicas.
  • 78. Mas podem ter outros efeitos, como dores musculares e das articulações, tendinites, torcicolos, refluxo gastro-esofágico, entre outros. Ora estes problemas podem, por sua vez, afetar o sono das noites seguintes, criando uma espécie de ciclo vicioso. Os fatores que contribuem para os problemas de sono nas pessoas idosas podem ter que ver com múltiplos aspetos, como a presença de dor ou desconforto físico, distúrbios emocionais ou fatores ambientais, ruídos ou presença de outras pessoas no quarto. Consoante as causas dos problemas de sono, há soluções e fatores que favorecem um sono confortável e tranquilo, nomeadamente:  Comer ou beber algo ligeiro antes de deitar (quando não exista contraindicação médica);  Gozar de um ambiente calmo, obscurecido e sem ruído, à temperatura adequada;  Evitar assistir a programas de televisão violentos ou situações excessivamente dramáticas;  Ouvir música suave e ler um texto agradável;  Evitar discussões ou debates empolgantes;  Tomar a medicação prescrita.
  • 79.  Controlo da dor e outros sintomas  Uma das maiores preocupações de um doente terminal é o controlo da dor aguda ou crónica que debilita a pessoa até esta já não conseguir executar as suas tarefas diárias. Muitas vezes, o doente pode estar a sofrer desnecessariamente, o que pode ter um efeito negativo na sua luta pela vida.  Ter qualidade de vida até ao final de uma doença terminal é fulcral, por isso, é necessário averiguar e experimentar quais os medicamentos e/ou tratamentos que possam controlar essa dor. Mantenha um historial sobre todos os medicamentos que o doente toma e possíveis reações, assim como uma análise sobre quais os tratamentos mais efetivos ou não, para poder informar o médico.
  • 80.  O mesmo aplica-se às consultas – manter um registo sobre os motivos das consultas, a opinião do médico e os medicamentos ou tratamentos receitados.  Existem vários sintomas igualmente preocupantes que devem ser minimizados, para que o doente possa viver o mais confortavelmente possível:  Fraqueza – para o doente poder recuperar energias é necessário aumentar a ingestão diária de calorias e proteínas; derreta margarina em comidas como torradas, sopas, vegetais, massas, arroz ou ovos cozidos; opte por maionese em vez de molhos para saladas; sirva manteiga de amendoim e adicione natas ao chocolate quente, à fruta ou outras sobremesas; junte sementes ou nozes aos vegetais, saladas, massas ou sobremesas; faça batidos com uma dose extra de gelado; cozinhe com leite em vez de água; acrescente carne ou peixe às sopas e gratinados; utilize queijo gratinado em pratos de massa, vegetais ou gratinados; sirva fruta com todo o tipo de queijo.  Perda de apetite – sirva as refeições do doente quando ele tiver fome, mesmo que não seja dentro do horário “normal”; um pouco de exercício (como um pequeno passeio a pé) estimula o apetite; varie as refeições e sirva-as de forma apelativa; utilize temperos como sumo de limão, menta, manjerico e outras especiarias para conferir aos alimentos sabores e cheiros estimulantes; as suas atenções e reparos devem limitar-se àquilo que o doente conseguiu comer e não no que deixou no prato.
  • 81.  Náuseas e vómitos – o doente deve ingerir líquidos uma hora antes ou depois da refeição para não se sentir muito cheio; comer alimentos ricos em hidratos de carbono (como tostas ou torradas), especialmente logo de manhã; deve comer sempre devagar, mastigando bem a comida; descansar após as refeições para facilitar a digestão; se o próprio cheiro da confeção dos alimentos incomodar o doente, mantenha-o fora da cozinha ou opte por servir refeições frias compostas por produtos lacticínios, sandes, saladas, sobremesas ou fruta.  Diarreia – o doente deve comer várias refeições ao longo do dia, em vez das habituais três principais; evitar alimentos gordos e fritos; eliminar temporariamente da sua dieta os produtos lacticínios se forem estes a causa da diarreia; beber muitos líquidos para repor rapidamente aqueles que perdeu.  Prisão de ventre – o doente deve seguir uma dieta rica em fibras (cereais, arroz e massas integrais, fruta e vegetais frescos), beber muitos líquidos e fazer algum tipo de exercício regular; se o doente tiver dificuldades em engolir, deve cozer ou passar a fruta e os vegetais.
  • 82.  A relação com o idoso (estratégias de comunicação)  O ser humano é dotado de cinco sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar) que lhe permite receber a informação sobre o seu meio ambiente. O processo de senescência e certas doenças crónicas alteram o funcionamento dos órgãos que servem para a comunicação e afetam a necessidade de comunicar.  Deste modo, cabe à Equipa Multidisciplinar utilizar como principal instrumento de recolha de dados, a observação, ou seja, ver de forma atenta e cuidada todos os aspetos envolventes do Idoso, de forma a prevenir ou detetar alterações, promovendo a saúde e o bem-estar.  Uma atitude essencial é evitar e vencer os preconceitos. Os valores, crenças e necessidades pessoais afetam a forma como nos relacionamos com os outros.  Todos conhecemos pessoas com as quais nos identificamos, bem como outras cuja forma de ver o mundo e estar na vida não nos agrada. Pessoas diferentes geram empatias diferentes, o que é natural e não deve constituir um problema.
  • 83. Contudo, devemos estar conscientes de que essas preferências interferem com o nosso desempenho profissional e que, por isso, devemos esforçar-nos por controlá-las, impedindo que prejudiquem a qualidade do serviço que prestamos. Acima de tudo, não podemos confundir simpatias pessoais - ou falta delas - com preconceitos. É preciso acabar com estereótipos, que levam a que não se respeite cada pessoa e a sua circunstância. Temos de promover mudanças de comportamentos e atitudes face ao envelhecimento; ele tem de ser aceite como um fenómeno natural, que faz parte do ciclo da vida. Só assim poderão as pessoas idosas viver com dignidade e participar plenamente em atividades educativas, culturais, espirituais, sociais e económicas como titulares que são de cidadania plena, fundada na sua dignidade como pessoa.
  • 84.  Atitudes incorretas:  Gerontofobia: medo irracional de tudo o que relaciona com o envelhecimento e a velhice  “Agismo”: todas as formas discriminatórias com base na idade  Infantilização: cuidar do Idoso como se este fosse uma criança, tratamento por “tu”, simplificação demasiada das atividades sociais ou recreativas e pela organização de programas de atividades que não respondem às necessidades dos Idosos ou às suas capacidades de funcionamento   Atitudes corretas:  Aceitar a pessoa como ela é  Agir de modo sereno e competente  Chamar o Idoso pelo nome que mais gosta de ser tratado  Identificar-se pelo nome e especialidade
  • 85.  Não empregar linguagem infantil  Respeitar a individualidade dos Idosos  Estar disponível para escutar  Incentivar as suas próprias decisões  A conversa deverá ser sem pressa e sem pressões, com tempo suficiente para obter respostas  Responder às perguntas de forma simples, breve e lentamente  Manter o contacto visual e táctil com o Idoso  Não elevar a voz, a menos que apresente diminuição da audição. 
  • 86.  A promoção da autonomia e independência  Com o passar dos anos o nosso corpo apresenta algumas alterações relacionadas com a força, a resistência, a flexibilidade, a coordenação motora e o equilíbrio.  O processo natural do envelhecimento diminui a função de cada órgão de nosso corpo (coração, pulmão, rins, cérebro, fígado etc.). À medida que o tempo passa, cada órgão vai, pouco a pouco, quase sem percebermos, perdendo um pouco de função. A este processo chamamos de perda da capacidade funcional ou capacidade de funcionamento.  Além desse desgaste natural de cada órgão, o próprio progresso no tratamento da saúde tem contribuído para o aumento no número de pessoas idosas incapacitadas.  A relação entre atividade física, saúde, qualidade de vida e envelhecimento têm sido cada vez mais discutidos e analisada cientificamente.  O que se destaca como objetivo principal da atividade física na terceira idade, é o retardamento do processo inevitável do envelhecimento através da manutenção de um
  • 87.  estado suficientemente saudável que possibilite a normalização da vida dos idosos e os afaste dos fatores de risco comuns na terceira idade.  O idoso médio passa 10 ou mais anos a sofrer de um grau crescente de deficiência física e apresenta um declínio na capacidade de viver independente, pelo que a atividade física regular tem uma forte influência sobre as capacidades funcionais, qualidade de vida e saúde mental do cidadão idoso beneficiando de um aumento de 6 a 10 anos na expectativa de vida ajustada à qualidade de vida  Estudos indicam que se verifica uma significativa melhora funcional por meio da estimulação psicomotora em idosos hospitalizados, momento em que a tendência é de fragilidade e propício à dependência.  Todas as atividades diárias, de rotina ou ocupacionais, devem privilegiar o conforto do utente. Deve ter-se especial atenção ao posicionamento e mobilidade.  Alguns idosos/doentes, incapazes de se movimentar sozinhos, dependem completamente da/o técnica/o para mudar de posição.  Movimentos delicados e seguros da parte da/o técnica/o baseados em conhecimentos de mecânica corporal, não só ajudam o idoso/doente a se movimentar mais facilmente, como lhe proporcionam uma sensação de confiança na ajuda que recebe.
  • 88.  A prevenção de acidentes: quarto, cozinha, casa de banho, escadas  À medida que envelhecemos, os músculos perdem elasticidade, os reflexos ficam mais lentos, os ossos mais frágeis, a visão e audição ficam prejudicadas. Além disso, muitas pessoas idosas podem experimentar tonturas, alergias, cãibras e desequilíbrios, devido à
  • 89.  grande quantidade de medicamentos que tomam, entre eles, medicação para dormir, antidepressivos, calmantes, entre outros.  Por estes motivos, os idosos podem sofrer diversos tipos de acidentes quer em casa, quer na rua ou nas instituições que frequentam/onde vivem.  As quedas e situações de engasgamento são os acidentes mais frequentes e, muitas vezes, com graves consequências ou mesmo fatais.  Com algumas medidas simples e modificações fáceis de serem executadas, podemos tornar os lares mais seguros e adaptados aos moradores mais velhos, contribuindo para uma vida com maior qualidade.
  • 90.  Medidas de Prevenção de quedas  Nas casas de banho:  Colocar barras de apoio e tapetes antiderrapantes no chuveiro e no chão.  Não deixar o idoso sozinho enquanto toma banho;  Não permitir que o idoso circule sozinho quando o chão está molhado  Aconselhar o idoso a apoiar-se nas barras de apoio ao entrar e sair do banho.  Nas outras divisões:  A mobília não deve ter rodas e a cama e as cadeiras não devem ser demasiado baixas ou altas.  Evitar encerar o chão.  Sinalizar com equipamento próprio pavimentos molhados e escorregadios, realizando a limpeza destes em horário de menor probabilidade de passagem da pessoa idosa.  Tapetes e passadeiras devem possuir tiras antiderrapantes e devem existir o mínimo possível
  • 91.  Mesas ou outros móveis que sejam muito utilizados como apoio devem ser fixados às paredes.  Os sofás devem ter braços largos para ajudar os movimentos de se levantar e se sentar.  Os degraus devem ser substituídos por rampas de inclinação leve.  Não deixar objetos no caminho de passagem do idoso.  Proporcionar uma boa iluminação das divisões, principalmente quando há existência de escadas e degraus.  As escadas têm de ter corrimão e proteção antiderrapante e os beirais dos degraus devem ser pintados com cores berrantes, como laranja ou amarelo.  Orientar o idoso a descer as escadas de lado, mantendo sempre a mão mais firme no corrimão.  O relvado, o jardim, o pátio, as passagens para carros e passeios devem estar desimpedidas, sem buracos, fendas ou outras irregularidades.
  • 92.  Outras medidas importantes:  O uso de calçado e vestuário adequados também são meios de prevenção de quedas.  Aconselhar o uso de sapatos ajustados, com solas antiderrapantes (de preferência com ranhuras), com saltos largos de presilhas ou atacadores, de modo a evitar que os pés se movimentem dentro dos sapatos.  Desincentivar o uso de chinelos.  Aconselhar a pessoa idosa a não usar camisas de noite ou roupões compridos.  Incentivar o idoso a utilizar óculos se precisa deles para potenciar a visão  Fomentar uma alimentação equilibrada.  Incentivar a participação nas atividades físicas com regularidade, de modo a melhorar a forma física.  Ser cuidadoso na administração dos medicamentos, de modo a não cometer erros na dosagem dos medicamentos.  Desincentivar o consumo de álcool em excesso.
  • 93.  Deixar os interruptores de luz ao alcance do idoso durante a noite para que não tenha que realizar movimentos desnecessários que possam originar desequilíbrios e quedas.
  • 94.  A importância da ocupação dos tempos livres e de ócio  Muitas famílias e instituições não compreendem a importância de estimular o idoso, deixando-o parado, inerte, sem participar em nenhuma atividade que o ocupe e o ajude a manter as suas capacidades ativas.   Estimular significa excitar, incitar, instigar, ativar, animar, encorajar. Para além de tudo isto, estimular é também criar meios de manter a mente, as emoções, as comunicações e os relacionamentos em atividade.   Quando é estimulado, o idoso ganha autoestima, fica mais esperto, mais participativo, começa a envolver-se em questões que o rodeiam, reivindica, reclama.
  • 95.  Para que o idoso tenha uma velhice saudável é preciso que este esteja ativo e desenvolva diversas atividades em várias áreas.   A estimulação faz com que os idosos vivam mais a vida, que vivam o hoje, que usem mais a memória e a criatividade para criar situações, atividades, alegria e felicidade.   A estimulação é uma das práticas mais importantes para manter os idosos com vida e com saúde.   Neste contexto, a animação intervém no tempo de ócio dos indivíduos promovendo atividades. Ou seja, a partir da animação, os indivíduos podem aproveitar o seu tempo de forma ativa, participando em:
  • 96.  Atividades culturais;  Atividades de desenvolvimento de competências artísticas e criativas;  Atividades de entretenimento e convívio;  Movimentos cívicos, sociais, políticos e económicos.
  • 97.  A Higienização em casa   Salas  Os procedimentos para levar a cabo a limpeza periódica de uma sala mobilada são:  Retire todo o lixo  Esvazie o local tanto quanto possível de mobiliário e acessórios. Envie as cortinas para a lavandaria ou limpeza a seco.  Cubra todo o mobiliário que não possa ser removido com lençóis de proteção  Varra e aspire as paredes e tetos. Em seguida lave. Não esquecer os rodapés e os radiadores  Lave as portas e janelas, incluindo as soleiras  Limpe o pó das luzes fixas e dos focos. Esses acessórios devem ser lavados com detergente neutro e depois postos a secar antes de serem de novo postos nos seus lugares.  Aspire e ensaboe o mobiliário estofado. Limpe a parte não estofada do mobiliário e outros acessórios do mesmo.  Aspire e ensaboe as carpetes, e encere. Limpe com um pano de camurça os pavimentos que o necessitarem.  Lave os acessórios, como quadros, espelhos, ornamentos, cinzeiros, etc.  Ponha todos os acessórios e mobiliário de novo no lugar, na sua posição original.  Verifique se tudo funciona corretamente e registe qualquer falha ou dano.
  • 98.  Quartos  Os passos básicos da limpeza de quartos variam de estabelecimento para estabelecimento. O que é importante:  A mínima quantidade de tempo e esforço desperdiçada. Pensar em avançar também poupa tempo.  O risco de propagação das bactérias e pó deve ser minimizado.  Seguir uma ordem lógica para que nada seja esquecido e o trabalho termine.  Etapas na limpeza de um quarto: 1. Bater à porta duas vezes antes de entrar; 2. Deixar a porta entreaberta durante a limpeza; 3. Coloque o carrinho de limpeza à porta; 4. Puxe as cortinas e abra as janelas para arejar o quarto; 5. Verifique se existe algum estrago; 6. Desligue aparelhos elétricos; 7. Retire qualquer alimento ou tabuleiro com refeição e devolva-os à área de serviço; 8. Esvazie os cinzeiros e caixotes de lixo; 9. Puxe o autoclismo, aplique um detergente e desinfetante; 10. Desfaça as camas;
  • 99. 1. Retire toda a roupa suja (incluindo as toalhas da casa de banho coloque no saco apropriado); 2. Refaça as camas; 3. Limpe a casa de banho; 4. Limpe o pó da mobília seguindo uma lógica viável; 5. Feche as janelas; 6. Recoloque caixotes do lixo; 7. Aspire o chão; 8. Verifique a aparência geral do quarto.  Aspetos importantes na abertura de camas:  Quando desfizer a cama evite bater na roupa da cama, pois isto pode espalhar pó e bactérias no quarto. Cada objeto deve ser dobrado para o centro da cama
  • 100. •Assegure-se que o ocupante da cama dorme entre os lados direitos dos lençóis; •Nunca coloque cobertores ou roupa limpa no chão. Ponha a roupa suja diretamente no contentor destinado a ela – saco da roupa; •A dobra do lençol superior deve ter um tamanho de 20 cm e estar a 10 cm da cabeceira; •A abertura lateral da fronha não deve ser visível – para baixo e para o centro da cama; Faça as dobras corretamente
  • 101.  Instalações Sanitárias  A limpeza das instalações sanitárias é uma das etapas que requer maior atenção e é uma das tarefas de maior importância na execução do serviço de limpeza pelos seguintes motivos:  As instalações sanitárias recebem desperdícios como a sujidade das mãos e do corpo, pele morta, cabelos, excrementos ou sujidade das limpezas. Todas estas sujidades têm bactérias perigosas que se multiplicam em condições de falta de limpeza.  Estas áreas são utilizadas por muitas pessoas, e basta uma pessoa infetada para contaminar todas as outras que usaram a mesma banheira, lavatório ou sanita.  Se estas áreas não forem limpas devidamente e com a frequência necessária, começam a largar maus cheiros.
  • 102.  Procedimentos para limpar uma casa de banho: 1. Limpar todos os acessórios sanitários antes da sanita. a. Por o sabonete e os artigos pessoais de parte. b. Limpar os acessórios, parede circundante e objetos como o tapete de banho e cortinas. c. Enxaguar com água limpa. d. Limpar os espelhos, torneiras e superfícies sanitárias com papel próprio. e. Secar todas as superfícies. f. Voltar a por os objetos pessoais no seu lugar.
  • 103. 1. Limpar a sanita. 2. Remover as toalhas e as ofertas e fornecimentos para o hóspede. 3. Inspecionar o quarto, anotando qualquer falha ou avaria. 4. Limpar o chão. 5. Lavar, enxaguar e pôr a secar os panos, escovas e luvas utilizados na limpeza.
  • 104. Tarefas que em relação a esta temática se encontram no âmbito de intervenção do/a Técnico/a Auxiliar de Saúde  Tarefas que, sob orientação de um Enfermeiro, tem de executar sob sua supervisão direta   O Enfermeiro identifica a necessidade de cuidados do idoso, estabelece prioridades no cuidado, formula diagnósticos de enfermagem, planeia e executa intervenções de enfermagem dirigidas e personalizadas às características individuais, sociais e culturais das pessoas idosas e seus cuidadores, entenda-se cuidadores informais, estes, também alvo de cuidados.   É, também, no seio da equipa que desenvolve as práticas colaborativas no diagnóstico, tratamento e avaliação das situações
  • 105.  Assim o enfermeiro atua:  Ajudando em cuidados para que os idosos mantenham e alcancem o seu máximo potencial;  Trabalhando com as pessoas idosas para conseguir saúde, bem-estar e qualidade de vida ótimos, sendo que em tratando-se de idosos dependentes será a melhor qualidade de vida possível, de acordo com a decisão dos que recebem cuidados.   O enfermeiro deve supervisionar e desenvolver intervenções que capacitem os cuidadores para a prestação de cuidados globais ao idoso, por forma a não porem em risco a segurança da pessoa a cuidar, o que nem sempre acontece.   Intervenções estas, numa primeira fase, instruindo sobre o que fazer, como fazer, quando fazer e depois informando sobre a doença, suas principais dificuldades, gestão e adesão ao regime terapêutico e sobre o papel do cuidador em geral.   É importante fornecer informação para que a família seja um agente activo do planeamento/execução das intervenções; bem como importa informar sobre redes locais de apoio, associações de ajuda, apoio social e económico, entre outros.
  • 106. Os principais cuidados de enfermagem a prestar ao cuidador para que este se cuide e possa cuidar são:  Informação/formação sobre os processos de envelhecimento,  O processo demencial, enfatizando as fases da doença,  A importância de manter a comunicação com o idoso, mesmo que esta seja demasiado repetitiva,  A adoção de um padrão habitual de rotinas,  Sobre a importância de um ambiente adequado, caso a caso, nem muito estimulante nem demasiado tranquilo,  Sobre ajudas técnicas e equipamentos adaptativos,
  • 107.  Sobre os recursos em situação de urgência,  Orientação para a importância da manutenção da atividade do idoso, pela estimulação sensorial, pela deambulação e exercício.  Orientação sobre a importância da estimulação cognitiva,  Orientação para a participação/ envolvimento familiar no cuidado,  Para a necessidade de vigilância de saúde,  Para a gestão adequada da terapêutica,  Orientação para a importância da manutenção dos contactos sociais,  Sobre as alterações de memória e importância do treino/estimulação,  Identificar métodos e técnicas de ensino/aprendizagem mais adequadas às necessidades dos cuidadores,  Proporcionar treino sobre a prestação de cuidados (higiene, alimentação/ hidratação, mobilização, posicionamento e prevenção de úlceras, estimulação física e psicológica),  Promoção da adoção de estratégias promotoras da autonomia e independência,  Identificação precoce de fatores predisponentes de sobrecarga, etc.
  • 108.  Tarefas que, sob orientação e supervisão de um Enfermeiro, pode executar sozinho/a   A supervisão das práticas do técnico/a auxiliar de saúde terá uma dimensão menos intrusiva, permitindo a sua autonomia, nomeadamente quando nos referimos a:  Relação de ajuda ao doente/utente, convivente significativo ou familiar;  Promoção da melhoria do estado de saúde do doente em situação de urgência ou emergência;
  • 109.  O cuidar de doentes que se encontram em risco de vida;  A identificação de problemas nos doentes;  Aspetos da comunicação com o doente e a família.  Neste campo, a supervisão aponta para a identificação de soluções de problemas, melhoria efetiva da prática e aumento de competências, capacidades e conhecimento dos profissionais com vista à qualidade global e globalizante.
  • 110.  O Técnico/a auxiliar de saúde deve então:  Adaptar-se e atualizar-se a novos produtos, materiais, equipamentos e tecnologias.  Agir em função das orientações do profissional de saúde e sob a sua supervisão.  Agir em função de normas e/ou procedimentos.  Agir em função de princípios de ética.  Agir em função do estado de saúde do utente,  Agir em função dos aspetos culturais dos diferentes públicos.  Assumir uma atitude de melhoria contínua.  Concentrar-se na execução das tarefas.  Trabalhar em equipa multidisciplinar.  Agir em função do bem-estar de terceiros.  Comunicar de forma clara e assertiva  Demonstrar compreensão, paciência e sensibilidade na interação com utentes.  Demonstrar interesse e disponibilidade na interação com utentes, familiares e/ou cuidadores.  Demonstrar interesse e disponibilidade na interação com os colegas de trabalho.  Demonstrar segurança durante a execução das tarefas.  Autocontrolar-se em situações críticas e de limite.
  • 111.  De acordo com o respetivo perfil profissional, cabem ao técnico/a de saúde as seguintes tarefas que, sob orientação e supervisão de um técnico/a de saúde, pode executar sozinho/a:  Acompanhamento do idoso nas atividades diárias: especificidades.
  • 112.  Comunicação na interação com o utente, cuidador e/ ou f amília.  Cuidados de apoio à eliminação: materiais, técnicas e dis positivos de apoio, sinais de alerta.  Cuidados de higiene e conforto: materiais, técnicas e disp ositivos de apoio.  Cuidados na alimentação e hidratação oral: técnicas, risc os e sinais de alerta.  Aplicar técnicas de apoio à higiene e conforto,  Aplicar técnicas de apoio na alimentação e hidratação ora l.  Cumprir e aplicar procedimentos definidos.
  • 113. Bibliografia AA VV., Constituição de uma rede de cuidados: interação com a família e o meio social do idoso, manual de formação, Ed. Santa Casa de Misericórdia de Mértola AA VV., Manual de boas práticas – um guia para o acolhimento residencial de pessoas mais velhas, Instituto da Segurança Social, 2005 Aleixo, Fernando, Manual de Enfermagem, Ed. Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio., EPE, 2007 Aleixo, Fernando, Manual do Assistente Operacional, Ed. Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio., EPE, 2008 Sanches, Maria do Carmo; Pereira, Fátima, Manual do formando: Apoio a idosos em meio familiar, Projeto Delfim, GICEA - Gabinete de Gestão de Iniciativas Comunitárias do Emprego, 2000