SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 29
UFCD : 6558 Atividade Profissional do Técnico
Auxiliar de Saúde
“ A moral, propriamente dita, não é a doutrina que nos ensina como sermos felizes, mas como
devemos tornar-nos dignos da felicidade”
Immanuel Kant
Técnico Auxiliar de Saúde:
 Os direitos e deveres dos doentes e utentes dos serviços de saúde.
 O direito à proteção da saúde dos cidadãos está consagrado na Constituição da República
Portuguesa e assenta em valores fundamentais como a dignidade humana, a ética e a
solidariedade.
 Foi com base nestes princípios que se elaborou a Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes,
permitindo a todos os utentes de serviços de saúde o conhecimento dos seus direitos e deveres e
garantir-lhes uma melhor capacidade de intervenção em todo o sistema.
Direitos e Deveres do Técnico Auxiliar de Saúde perante o Utente do SNS:
 Ser tratado no respeito pela dignidade humana: o utente deve ser respeitado por todos os intervenientes no processo de prestação
de cuidados seja no que respeita ao atendimento médico seja relativamente ao processo de acolhimento na instituição de saúde e ao
acompanhamento enquanto durar a sua presença. Este direito engloba igualmente as condições das instalações e equipamentos que
terão de garantir o bem-estar que a situação em que o utente se encontra, requer
 Ser respeitado pelas suas convicções culturais, filosóficas e religiosas: caso seja requerido pelo utente ou por quem o represente,
deve ser permitido o apoio espiritual, qualquer que seja a sua orientação religiosa. Deve, igualmente, ser permitido e até incentivado, o
apoio de familiares e amigos, o que contribui para um mais rápido estabelecimento da sua situação clínica
 Receber os cuidados apropriados ao seu estado de saúde, no âmbito dos cuidados preventivos, curativos, de reabilitação e
terminais: os serviços de saúde devem estar acessíveis a todos os cidadãos, permitindo uma adequação dos cuidados técnicos
prestados ao problema de saúde apresentado pelo utente, com vista ao rápido restabelecimento do seu estado de saúde. Devem ser
postos ao seu serviço todos os recursos existentes sem qualquer forma de descriminação
 Receber a prestação de cuidados continuados: estes cuidados continuados podem ser prestados, em situações mais difíceis, por
técnicos de saúde especializados ou, nos casos mais ligeiros, podem ser assegurados por familiares e acompanhantes desde que lhes
seja proporcionada toda a informação necessária sobre os cuidados a receber pelo doente
 Ser informado acerca dos serviços de saúde existentes, suas competências e níveis de cuidados: o utente deve ter acesso a
informações sobre os serviços de saúde disponíveis, sejam eles locais ou nacionais, quais as suas competências, que tipo de cuidados
prestam e modo de funcionamento
 Ser informado sobre a sua situação de saúde: esta informação deve ser prestada de forma clara, tendo em conta a personalidade, o
grau de instrução e as condições clínicas e psíquicas do doente. Caso assim o entenda, o doente tem direito a não querer ser informado
do seu estado de saúde, devendo expressar essa vontade e se o quiser indicar quem deverá ser informado em seu lugar
 Obter uma segunda opinião sobre a sua situação de saúde: consultando outro especialista, um segundo parecer medido permitirá
ao doente obter mais informações sobre o seu estado de saúde, podendo permitir-lhe a escolha de tratamentos diversos
 Dar ou recusar o seu consentimento, antes de qualquer ato médico ou participação em investigação ou ensino clínico: pós uma correta
informação sobre o seu estado de saúde, o consentimento do doente é indispensável antes da realização de qualquer tratamento ou ato médico.
Em situações de emergência não há, obviamente, necessidade de anuência do doente, cabendo a decisão ao técnico de saúde. Em caso de
incapacidade, será o representante legal do doente a decidir por ele
 Confidencialidade de toda a informação clínica e elementos identificativos que lhe respeitam: este direito tem o propósito de proteger a
vida privada e personalidade do doente e tem a ver com a obrigatoriedade do segredo profissional dos técnicos do serviço de saúde
 Acesso aos dados registados no seu processo clínico: o doente tem o direito de tomar conhecimento de toda a informação constante no seu
processo clínico
 Privacidade na prestação de todo e qualquer ato médico: o ato médico é sempre efetuado por técnicos de saúde devidamente habilitados, não
devendo haver quaisquer outros intervenientes a não ser os indispensáveis para o ato médico e os eventualmente solicitados ou consentidos pelo
doente.
 Apresentar sugestões e reclamações: o utente pode, sempre que assim o entenda apresentar sugestões ou reclamações. Para o efeito deve
dirigir-se ao gabinete do utente ou solicitar o livro de reclamações
 Deveres dos utentes dos serviços de saúde
 Zelar pelo seu estado de saúde: o doente deve fazer tudo o que esteja ao seu alcance para atingir o mais rápido restabelecimento
 Fornecer aos profissionais de saúde todas as informações necessárias: só fornecendo todas as informações necessárias permitirá ao técnico
de saúde fazer um diagnóstico completo e adequar o melhor possível os tratamentos a efetuar
 Respeitar os direitos dos outros doentes: existem outros doentes e, provavelmente, com convicções sociais, culturais, religiosas ou outras
diferentes das suas. É preciso respeitar essas diferenças. É também preciso respeitar a sua dor e a doença que o levou até aquele serviço de saúde
 Colaborar com os profissionais de saúde: esta colaboração levará, certamente, a um mais rápido restabelecimento do estado de saúde
 Respeitar as regras de funcionamento dos serviços de saúde: assim, facilitará o trabalho de todos e garantirá uma melhor eficácia do trabalho
desenvolvido
“ Deveres do TAS “
 O técnico Auxiliar de Saúde, enquanto profissional de saúde, tem de cumprir determinadas regras, têm alguns
deveres, tanto para com a entidade patronal/ local de trabalho, como para com o utente, o que vai permitir ou
não facilitar a sua relação com o mesmo!
Em 1º lugar, o TAS não pode de nenhuma maneira, discriminar o utente, independentemente da sua religião,
opção sexual, etnia, maneira de vestir, entre outros, por mais que não concorde com as suas opções pessoais,
cultura ou modo de vida!
Deve este demonstrar importância, (dar atenção), ao utente, deve demonstrar empatia, sensibilidade e respeito
pelas características individuais de cada um.
Isto vai permitir que haja uma relação de maior proximidade entre este e o próprio utente, o que vai facilitar a
sua interação com ele, visto que ele se vai sentir “compreendido”, “aceite”, vai-se sentir à vontade, o que é
muito importante nesta área.
Muitos utentes deixam de ir ao centro de saúde, ou mesmo aos hospitais, porque são discriminados, colocados
de parte, não lhes é dada a devida atenção.
Outra coisa muito importante é o TAS aprender linguagem gestual, mas isso falarei mais á frente.
Os fatores anteriores que enunciei, podem concluir que são imprescindíveis e ESSENCIAIS, porque
estabelecem uma relação entre o profissional de saúde e o doente, visto que demonstra respeito pelas suas
características.
Relativamente á linguagem gestual, da qual fiquei de falar depois, esta é importante na medida em que as
pessoas com dificuldades auditivas/surdas os compreendem, se sentem compreendidos, o que vai fazer com
que estes se sintam bem!
O TAS também tem como dever, visto ter acesso á informação e confidencialidade dos utentes, (sigilo
médico), proteger a O TAS também tem como dever, visto ter acesso á informação e confidencialidade dos
utentes, (sigilo médico), proteger a intimidade e privacidade dos mesmos, caso contrário estarão a violar o
direito à sua privacidade, este poderá apresentar queixa contra o técnico, pois além de ser um direito é crime.
 O princípio da dignidade humana é um valor autónomo e específico inerente aos seres humanos consagrado na Constituição. O direito revela uma visão unitária da
pessoa, uma vez que o homem é “sujeito de direito” e não um objeto. O conceito de dignidade é portanto como um princípio moral e como disposição de direito. Reforça
também que, a dignidade humana é o verdadeiro pilar a partir do qual decorrem os outros princípios e que tem de estar presente, de forma inequívoca, em todas as
decisões e intervenções.
 Assim, o exercício da responsabilidade profissional deverá ter em conta, reconhecer e respeitar o carácter único e a dignidade de cada pessoa envolvida. Desta forma, a
essência é a preocupação de defesa da liberdade e da dignidade da pessoa humana.
 Dos valores e os princípios orientadores do exercício da profissão da OE (4), o terceiro ponto assinala os princípios orientadores da atividade profissional, destacando-se os
aspetos de concretização como “ (…) a responsabilidade é inerente ao papel assumido perante a sociedade "na alínea “b) O respeito pelos direitos humanos se configura
na relação com os clientes”, e por ultimo na alínea “c) A excelência do exercício na profissão em geral e na relação com outros profissionais”.
 Na Declaração Universal dos Direitos do Homem a dignidade humana é vista como algo irredutível aos quais se ligam a autonomia e a individualidade. A acessibilidade é
um aspeto básico que se relaciona com a garantia efetiva dos direitos, mas em que a distribuição dos recursos, cada vez mais caros e escassos, se torna de difícil decisão, o
que acresce com elevada relevância e pertinência, o debate em torno do princípio da justiça que se converte na equidade.
 O interesse da ciência não pode nunca colocar-se acima do direito da pessoa humana, devendo o progresso científico estar ao serviço desta.
 Já no Artigo 79º “Dos Deveres Deontológicos Em Geral” no 1 ponto, alínea c, refere que o enfermeiro, assume o dever de “ (…) defender a pessoa humana das práticas
que contrariem a lei, a ética ou o bem comum, sobretudo quando carecidas de indispensável competência profissional; d) Ser solidário com a comunidade, de modo
especial em caso de crise ou catástrofe, atuando sempre de acordo com a sua área de competência.” (3)
 O Código Deontológica, expressa um dever que se cruza tanto no plano ético como no plano jurídico. No plano ético, cada um de nós é responsável pelo Outro, no direito
civil e penal, a pessoa é obrigada a responder pelas “pessoas, animais ou coisas ao seu cuidado” (5), e a omissão de auxílio é considerada crime, em caso de necessidade,
nomeadamente provocada por desastre, acidente ou calamidade pública ou situação de perigo comum (6).
 É também referido que o enfermeiro, é (…) responsável para com a comunidade na promoção da saúde e na resposta às necessidades em cuidados de enfermagem,
assume o dever de: a) conhecer as necessidades da população e da comunidade onde está inserido, b) participar na orientação da comunidade na busca de soluções
para os problemas de saúde detetados, c) colaborar com outros profissionais em programas que respondam às necessidades da comunidade” (Artigo 80º da Secção
II) (4).
 Portanto podemos afirmar que a responsabilidade do enfermeiro perante a comunidade surge na promoção da saúde e na resposta às necessidades em cuidados de
enfermagem.
 Assim, independentemente das muitas pressões existentes na sociedade que valoriza a gestão economicista qualquer que seja o nível da prestação de cuidados onde o
enfermeiro exerce as suas funções, deverá identificar os recursos existentes que respondam às necessidades dos indivíduos na continuidade dos cuidados, na
interdisciplinaridade, na articulação de cuidados e no desenvolvimento de programas que promovam a saúde da comunidade.
 Em síntese que solução pode o direito encontrar, no diálogo com as ciências e os outros saberes, para os problemas suscitados pela nossa atualidade política, social,
ecológica, natural e sanitária?
 Os defensores dos benefícios da importação desta terminologia para a saúde consideram que a metáfora ambientalista poderia trazer para o sistema, a ideia de uma
aceitação dos nossos limites quanto à nossa longevidade, recursos para a aumentar, dando valor à natureza e à qualidade de vida. Isto poderia levar-nos a fazer escolhas
mais sensatas, quer em termos dos nossos estilos de vida quer, nas tecnologias e técnicas biomédicas a eleger. Menos dispendiosas e utilizáveis por uma maioria e não
apenas por alguns, favorecendo a prevenção e a promoção da saúde, criando espaços de debate sobre a racionalização dos recursos e da sua equitativa distribuição.
 Ética é diferente de moral. A moral está baseada no que diz respeito à
obediência aos bons costumes e aos bons hábitos, enquanto a ética está
fundamentada em ações exclusivas morais de maneira racional. Na
filosofia mais clássica a ética não era pautada somente à moral (hábitos e
costumes), ela buscava embasamento em fundamentos teóricos para
entender a melhor maneira de viver e conviver, ou seja, a maneira de
buscar o melhor estilo de vida no âmbito privado e no âmbito público. Na
filosofia clássica a ética concentrava os campos de conhecimento que não
eram inclusos na física, a estética e a dialética. Dessa maneira, a ética
englobava as áreas que hoje em dia são descritas como Antropologia,
Psicologia, Política e Educação, por exemplo. Com o passar do tempo, o
que era global na ética passou a ser especializado. A Revolução Industrial
teve papel importante no modo de pensar da sociedade. Hoje a ética é uma
disciplina independente de outras disciplinas. Assim sendo, é possível
dizer que a ética é uma área da filosofia preocupada e ocupada ao estudo
das normas morais da sociedade atual. A ética busca justificar e explicar
determinados costumes de certo grupo ou população. Ela é responsável por
fornecer subsídio, ou seja, ajuda para a solução dos questionamentos mais
comuns existentes. A ética pode ser definida, de maneira prática, como
ciência que estuda a conduta do ser humano e a moral que qualifica essa
conduta, o que pode ser descrito como julgamento do que é bom ou do que
é ruim; o paradoxo entre o bem e o mal.
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS EM ÉTICA
 De maneira alguma a ética deve ser entendida como meio
legal de se ver as coisas. Não podemos confundir lei com
ética, embora a ética e a lei devam andar juntas. A lei diz
respeito às normas e direitos enquanto a ética pauta
conduta e ações. Desobedecer à ética não significa que o
indivíduo esteja cometendo um crime ou ato de infração.
Nem sempre ir contra a ética significa receber alguma
sanção ou penalidade por algum motivo. Surge então um
conceito denominado Deontologia, que está diretamente
ligado à obrigação. Na filosofia contemporânea é uma das
teorias na qual as escolhas são moralmente necessárias,
proibidas ou permitidas. Está ligada às nossas escolhas do
que deve ser feito e de como proceder para ser feito.
Deontologia refere-se às normas da moral. A deontologia
pode ser aplicada quando está ligada a profissão, dessa
maneira chamamos de deontologia profissional. É
baseada no regimento do direito, dever e proibição do que
se pode ou não ser feito no campo em que o indivíduo
atua. Por isso a entendemos como um conjunto de
atitudes que norteiam o que pode, deve ou não ser feito de
maneira descritiva e prescritiva. Agir de maneira que se
deve agir por obrigação é o mesmo que agregar ação ao
valor moral. O dever/fazer que a deontologia prega
submete o indivíduo a uma obrigação ética. A deontologia
é o mesmo que agregar princípios de éticas e condutas de
deveres para com a sociedade.
Equipa Multidisciplinar:
Num grupo de pessoas, como por exemplo os Técnicos auxiliares de saúde, que fazem parte de uma equipa multidisciplinar, deverá existir
liderança para que possam todos de forma positiva influenciar comportamentos e mentalidades. Durante o trabalho em equipa todos têm o
mesmo objetivo, e também sabem o que devem cumprir e quais as suas obrigações.
 GRUPO
 É um conjunto pessoas que apresentam o mesmo comportamento
e a mesma atitude com um objetivo comum que condiciona a
coesão de seus membros
 TRABALHO
 O trabalho é um conjunto de atividades realizadas, é o esforço feito
por indivíduos, com o objetivo de atingir uma meta.
 LIDERANÇA
 Liderança é a arte de comandar pessoas, atraindo seguidores e
influenciando de forma positiva mentalidades e comportamentos.
 EQUIPA MULTIDISCIPLINAR
 É um conjunto de especialistas, em diversas áreas, trabalhando em
equipa, em busca de um objetivo comum. Ex: Especialistas da área
de fisioterapia, médicos, enfermeiros, nutricionistas, que
trabalham em conjunto para recuperação do paciente.
 AUXILIAR DE SAÚDE
 É uma pessoa que auxilia na prestação de cuidados de saúde aos
utentes, na recolha e transporte de amostras biológicas, na
limpeza, higienização e transporte de roupas, materiais e
equipamentos, na limpeza e higienização dos espaços e no apoio
logístico e administrativo das diferentes unidades e serviços de
saúde, sob orientações do profissional de saúde.
 DEONTOLOGIA É uma filosofia que faz parte da filosofia
moral contemporânea e sua origem significa, em grego,
ciência do dever e da obrigação. Deontologia é uma teoria
sobre as escolhas dos indivíduos, quais são moralmente
necessárias e serve para nortear o que realmente deve ser
feito.
O que é uma equipe multidisciplinar na
saúde?
 Quando bem-estruturada, a equipe multidisciplinar de saúde pode ser usada como estratégia para tornar o
atendimento mais qualificado, efetivo e seguro para o paciente. Além disso, é possível promover diferentes ações
que resultem em benefícios clínicos, humanísticos e econômicos para a instituição.
 Tendo isso em vista, a proposta deste artigo é explicar a importância da equipe multidisciplinar para a eficiência
na gestão de saúde, como ela é formada e os efeitos desse tipo de assistência na recuperação do paciente
 É um grupo de profissionais clínicos que trabalham unidos em prol do diagnóstico, tratamento e recuperação do
paciente. Assim, é priorizado um consenso nas decisões de cada intervenção. A meta é que os resultados
alcançados sejam os melhores possíveis.
 A quantidade de profissionais na equipe e a formação acadêmica de cada um depende da demanda clínica, dos
recursos financeiros e do número de pacientes. Cada equipe estabelece normas e critérios de direcionamento e as
melhores estratégias. O objetivo é seguir os protocolos da Saúde Pública e superar os gargalos mais comuns entre
os desafios enfrentados pela instituição em que trabalham.
 Imediatamente após a avaliação do paciente, a equipe se reúne e discute as principais estratégias de intervenção.
O principal critério é o nível de gravidade da doença, o risco para o paciente e as ferramentas terapêuticas
disponíveis. Desse modo, as diferentes especialidades se integram em prol de objetivos em comum: a melhoria
da qualidade no atendimento e a reabilitação do paciente.
Qual a importância da equipe multidisciplinar?
 Quando um grupo de profissionais trabalha conjuntamente, a perceção de problemas clínicos é maior, visto que cada
um deles avalia o paciente objetiva e subjetivamente. Isso possibilita diferentes abordagens de questões específicas e
ajuda na escolha das terapias mais adequadas.
 Logo, quando a equipe é formada por muitos profissionais, maiores serão as chances de que o paciente tenha seu caso
investigado de um modo mais detalhado e com mais critério nas decisões. Por consequência, essa forma de trabalho
eleva a qualidade da assistência e possibilita o alcance de melhores resultados nos tratamentos.
 Sob o âmbito hierárquico, a multidisciplinaridade é vista como uma excelente estratégia para otimizar serviços e
processos. Essa equipe precisa ser composta por profissionais de diferentes áreas, mas que possam somar habilidades
e competências para assegurar mais qualidade aos serviços oferecidos.
 As equipes multiprofissionais de uma instituição de saúde podem trabalhar diversas iniciativas em prol da prevenção
e da promoção da saúde. Vale destacar, porém, que o paciente precisa ser visto sob um contexto biopsicossocial, já
que a interação mente e corpo influencia bastante os resultados do tratamento.
 Por isso, os profissionais que integram essas equipes devem manter-se constantemente atualizados por meio de
cursos de capacitação técnica, simpósios, congressos e similares. Dessa maneira, eles estarão mais aptos à
identificação dos problemas que aumentam a demanda, obstruem o sistema e lotam hospitais. Muitas vezes, isso
acontece por falta de atenção e cuidado na escolha das intervenções.
 Assim, é de suma importância uma interação singular e o envolvimento de todos na adoção de medidas mais
eficazes. O trabalho em equipe pode se tornar diferenciado ao ponto de olhar para o paciente como um todo e
proporcionar um atendimento mais humanizado
Como a equipe multidisciplinar é formada?
 Basicamente, a equipe de profissionais atua em conjunto, mas em suas respetivas áreas de formação. Esse trabalho
integrado evita o protagonismo de alguns especialistas e reduz o risco de falhas na avaliação diagnóstica e na conduta
terapêutica.
 Destacamos os profissionais que devem compor uma equipe multidisciplinar de saúde. O trabalho em equipa foi
definido, citando um comité de peritos da OMS, como “um método de trabalho visando um objetivo comum, que
permite a muitas pessoas utilizarem o melhor possível as suas qualidades individuais, associando as suas competências à sua
experiência”.
 O trabalho em equipa pode e deve estar presente onde se pretende trabalhar com pessoas que sejam críticas
Participativas Dinâmicas participantes de processos decisórios responsáveis. Todos os membros devem possuir um
pensamento positivo (basta que um dos elementos seja pessimista ou derrotista para todo o trabalho se encontrar em
risco). Todos os membros devem optar por uma postura flexível a novas ideias. Os membros de uma Equipa devem
estar atentos a distrações e falhas na produtividade para que, se tal acontecer, o grupo volte rapidamente a encontrar o
caminho previamente delineado
 O trabalho em equipa obriga-nos a um exercício de comunicação e a pensar em situação de cooperação. Toda a
comunicação produz aprendizagens, pois põe em comum experiências de sujeitos diversos e diferentes saberes
profissionais. Um dos aspetos fundamentais a ter em consideração numa equipa é a sua coesão e mútua confiança, muito
embora este aspeto esteja sob influência de vários fatores intrínsecos e extrínsecos ao grupo. Os fatores extrínsecos são
todos aqueles que antecedem a formação do grupo e são exteriores ao mesmo, sendo alguns deles comuns à maioria dos
grupos, como é o caso: Disposição material que regula as redes de comunicação; A semelhança ou a diferença do status
social e dos quadros de referência próprios dos indivíduos reunidos. Ou seja, a proximidade espacial, social e cultural
entre os elementos do grupo constitui um poderoso meio de facilitação para atingir os objetivos em causa. Assim, um
grupo reduzido que tem em comum diversas características, comunica mais rápida e intensamente do que os elementos
de uma reunião numerosa e diversificada.
 Relativamente aos fatores intrínsecos, estes representam os fatores inerentes ao próprio grupo e podem-se dividir em
duas grandes categorias: Fatores de ordem sócia afetiva: estão relacionados com motivações, emoções e valores comuns
que promovem a aproximação entre os elementos do grupo. Fatores sócio operatórios: estão relacionados com a
organização mental, cognitiva e funcional de um grupo, permitindo satisfazer as suas necessidades de duas maneiras:
Distribuição e articulação dos papéis: consiste em relacionar as atividades que se pretende concretizar e as opiniões dos
elementos do grupo. Pode existir uma organização horizontal (a equipa trabalha em cadeia e não há estrutura
hierárquica, ou seja, líder), ou uma organização vertical (existe uma hierarquização de todos os elementos do grupo).
Comportamento de um grupo e modo de liderança: todo o grupo tem um comportamento, em que este é influenciado de
modo diferente em qualidade e intensidade, por todos os elementos do grupo. Nenhum grupo funciona sem a presença
de um líder, mas a relação que este estabelece com os restantes elementos deve ser de complementaridade, ou seja, no
trabalho em equipa não implica eliminar as diferenças, mas alimentar o diálogo entre os profissionais e as diferentes
áreas, contribuindo para o avanço da democratização e da ética nas relações de trabalho e no próprio trabalho. A
interação e a troca de ideias entre os membros de uma equipa permitem que cada um obtenha um enriquecimento
pessoal de conhecimentos, maximizando assim o aproveitamento dos talentos de cada um. Ao fomentar o espírito de
entreajuda, geraram-se relações de confiança, flexibilidade e desenvolvimento de objetivos e expectativas. Se, por um
lado, permite uma distribuição da responsabilidade por todos os membros da equipa, por outro lado, essa
descentralização de poder resulta numa maior responsabilidade individual, levando assim a que cada um obtenha maior
empenho e maior motivação nas metas a atingir. Como consequência, operacionaliza-se uma maior produtividade para o
grupo, atingindo-se os objetivos pretendidos e alcançando metas que superam muitas vezes significativamente as
melhores expetativas. Não é apenas o líder que determina o comportamento do grupo, este comportamento pode
também ser aliado às diferentes situações.
A Equipa multidisciplinar deve ser composta por
profissionais de diversas áreas :
 Com formações académicas diferentes, e que trabalham em prol de um único objetivo. Esta equipa permite
uma ação clínica ou educativa unificada decorrente de ângulos diferentes do saber. Ao contrário da visão
isolada de cada um dos seus representantes, que possuem um olhar para o problema baseado exclusivamente
na sua experiência, a equipa multidisciplinar permite dotar os seus elementos de estratégias com as quais
podem construir uma resposta mais integradora à situação em questão. A multiprofissional idade diz respeito à
atuação conjunta de várias categorias profissionais, e a multidisciplinaridade refere-se à conjugação dos vários
saberes disciplinares na compreensão dos problemas de saúde e na parceria nos processos decisórios. As
parcerias geralmente começam porque alguns cuidados não podem ser prestados por um único profissional,
disciplina ou organização. Ao fornecer complementaridade e integração de cuidados, as parcerias podem
melhorar oportunidades, recursos e resultados em saúde. Há uma crescente necessidade de parcerias a
estabelecer entre os profissionais e o grande desafio é desenvolver a capacidade de trabalhar em equipas
eficazes. Uma equipa de saúde é uma realidade constituída por profissionais individuais com liberdade para
agir de modo nem sempre totalmente previsível e cujas ações se encontram interligadas a tal ponto que a ação
de um profissional modifica o contexto para os outros. Concluem que a multiprofissional idade e
interdisciplinaridade se baseiam na possibilidade de comunicação não entre campos profissionais e
disciplinares (entidades abstratas) mas entre os sujeitos que os constroem na prática e que interagem entre si. A
equipa tem de compreender a diversidade dos seus componentes, as competências e os saberes dos seus
profissionais, e tirar partido disso no benefício de todos. A prática não deverá ser apenas multiprofissional, em
que num mesmo contexto trabalham vários profissionais, mas multidisciplinar, em que as várias disciplinas
aprendem das outras, com as outras e sobre as outras.
 O trabalho em equipa multidisciplinar exige não só colaboração mas sobretudo interação e negociação entre os
seus membros, visando o desenvolvimento de capacidades de entrelaçamento multidisciplinar na construção de
uma interdisciplinaridade pensada e executada na práxis de saúde e no cuidado ao ser humano. Esta
interdisciplinaridade pressupõe um olhar transversal capaz de revelar aspetos antes inexplorados que se tornam
presentes na interligação entre as disciplinas que compõem o mesmo «todo» de conhecimentos. É necessário diluir
o conhecimento das diferentes disciplinas num todo de relações que podem contribuir para compreender a
complexidade do ser humano. Só uma equipa multidisciplinar permite uma prática potenciadora e promotora de
desenvolvimento pessoal, profissional e organizacional, conducente à resolução de problemas em rede, tirando o
máximo de proveito dos saberes e competências de cada profissão e de cada profissional num caminho para a
transdisciplinaridade, isto é, a capacidade de produzir e usar de forma adequada e efetiva o conhecimento, num
projeto de construção participada dos cuidados.
Tarefas que, sob orientação e supervisão de um profissional de
saúde, pode executar sozinho :
 O enfermeiro avalia a necessidade e o tipo de cuidados a prestar ao cliente, e na priorização dos mesmos, assume a delegação de
tarefas e a respetiva supervisão a pessoal funcionalmente dependente de si, mantendo total responsabilidade pelos cuidados
prestados. Critérios de competência:
 Delega noutros, atividades proporcionais às suas capacidades e ao seu âmbito de prática.
 Utiliza uma série de estratégias de suporte quando supervisiona aspetos dos cuidados delegados a outro.
 Mantém responsabilidade quando delega aspetos dos cuidados noutros. Os enfermeiros só podem delegar tarefas em pessoal deles
funcionalmente dependentes, quando este tenha a preparação necessária para as executar, conjugando-se sempre a natureza das
tarefas com o grau de dependência do utente em cuidados de enfermagem. São competência do assistente operacional as seguintes
atividades de acordo com a Portaria n.º 1041/2010 de 7 de Outubro. Diário da República nº 195: o assistente operacional de saúde é o
profissional que, sob a orientação de profissionais de saúde com formação superior, desempenha as seguintes tarefas com supervisão,
mas relativa autonomia:
 Ajudar o utente nas necessidades de eliminação e nos cuidados de higiene e conforto de acordo com orientações do enfermeiro;
 Auxiliar o enfermeiro na prestação de cuidados de eliminação, nos cuidados de higiene e conforto ao utente e na realização de
tratamentos a feridas e úlceras;
 Auxiliar o enfermeiro na prestação de cuidados ao utente que vai fazer, ou fez, uma intervenção cirúrgica;
 Auxiliar nas tarefas de alimentação e hidratação do utente, nomeadamente na preparação de refeições ligeiras ou suplementos
alimentares e no acompanhamento durante as refeições;
 Executar tarefas que exijam uma intervenção imediata e simultânea ao alerta do profissional de saúde;
 Auxiliar na transferência, posicionamento e transporte do utente, que necessita de ajuda total ou parcial, de acordo com orientações
do profissional de saúde;
 Auxiliar nos cuidados post-mortem, de acordo com orientações do profissional de saúde;
 Assegurar a limpeza, higienização e transporte de roupas, espaços, materiais e equipamentos, sob a orientação de profissional de
saúde;
 Assegurar a recolha, transporte, triagem e acondicionamento de roupa da unidade do utente, de acordo com normas e ou
procedimentos definidos;
 Efetuar a limpeza e higienização das instalações superfícies da unidade do utente, e de outros espaços específicos, de acordo com
normas e ou procedimentos definidos;
 Efetuar a lavagem e desinfeção de material hoteleiro, material clínico e material de apoio clínico em local próprio, de acordo com
normas e ou procedimentos definidos;
 Assegurar o armazenamento e conservação adequada de material hoteleiro, material de apoio clínico e clínico de acordo com normas
e ou procedimentos definidos;
 Efetuar a lavagem (manual e mecânica) e desinfeção química, em local apropriado, de equipamentos do serviço, de acordo com
normas e ou procedimentos definidos;
 Recolher, lavar e acondicionar os materiais e equipamentos utilizados na lavagem e desinfeção, de acordo com normas e ou
procedimentos definidos, para posterior recolha de serviço interna ou externa;
 Assegurar a recolha, triagem, transporte e acondicionamento de resíduos hospitalares, garantindo o manuseamento e transporte
adequado dos mesmos de acordo com procedimentos definidos.
Tarefas que, sob orientação de um profissional de saúde, tem de
executar sob sua supervisão direta:
 O conceito de competência tem carácter polissémico, sendo descrito como: capacidade para aplicar habilidades, conhecimentos e atitudes; habilidade de
utilizar o conhecimento a fim de chegar a um propósito;
 capacidade de utilizar conhecimentos e habilidades adquiridos para o exercício profissional; capacidade de mobilizar saberes — saber-fazer, saber-se,
saber agir;
 capacidade para resolução de um problema.
 Assim sendo, competência significa a construção de disposições e esquemas que permitem mobilizar os conhecimentos, no momento certo e com
discernimento.
 A competência seria a capacidade de orquestração destes esquemas.
 Um especialista é competente porque é capaz de dominar rapidamente situações comuns com esquemas que entram em ação automaticamente e, além
disso é capaz de, coordenar e diferenciar rapidamente os esquemas de ação e os conhecimentos para enfrentar de situações inéditas.
 Competências profissionais é aquilo que nos constitui e nos caracteriza como indivíduos, são capacidades relacionais – facilitadoras ou impeditivas de
uma boa inserção social.
 Mobilizam um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações) para solucionar situações de forma eficaz, são um conjunto de
conhecimentos, qualidades, capacidades e aptidões.
 Capacidade do sujeito mobilizar saberes, conhecimentos, habilidades e atitudes para a resolução de problemas e para a tomada de decisões adequadas.
 Pressupõem conhecimentos teóricos fundamentados, acompanhados das qualidades e das capacidades que permitem executar as decisões sugeridas.
 Podem estar presentes nas atividades políticas, sociais e educativas como um todo.
 Aptidão para trabalhar em equipa. Envolve facetas que vão do individual ao sociocultural, situacional (contextual organizacional) e processual.
 Competências não podem ser confundidas com o simples “desempenho” de tarefas.
 Cabe aos enfermeiros, no âmbito das suas competências, supervisionar o trabalho em equipa dos técnicos auxiliares de saúde, na medida em que estes se
encontram subordinados hierarquicamente.
 A atividade desenvolvida pelos enfermeiros tem a peculiaridade de ser em equipas, compostas por pessoas diferentes, com níveis de formação diferentes,
as quais estabelecem relações interpessoais de cariz profissional, no sentido da prestação de cuidados de enfermagem de qualidade.
 O trabalho em equipa é uma atividade sincronizada e organizada de diversos profissionais de categorias diferentes, para cumprir um objetivo comum.
 O produto final da equipa é diferente da soma das partes, uma vez que as pessoas enriquecem o grupo com o seu universo individual, composto pelos
seus modelos mentais, características de personalidade, vivências pessoais e experiências profissionais.
 Segundo o Conselho de Enfermagem da Ordem dos Enfermeiros (2004) são competências dos Enfermeiros de Cuidados Gerais:
 Os enfermeiros têm uma atuação de complementaridade funcional relativamente aos demais profissionais de saúde, mas dotada de idêntico nível de
dignidade e autonomia de exercício profissional.
Normas sociais :
 Uma representação é social no sentido em que é coletivamente produzida e “as representações sociais são um produto das interações e
dos fenómenos de comunicação no interior de um grupo social, refletindo a situação desse grupo, os seus projetos, problemas e
estratégias”
 As representações sociais têm ainda uma forma muito própria de funcionar, contribuindo para os processos de formação e para os
processos de orientação das comunicações e dos comportamentos sociais.
 A posição social que os indivíduos ocupam ou as funções que desempenham determinam os conteúdos representativos e a sua
organização por via de aproximação ideológica que eles têm com o mundo social, normas institucionais e modelos ideológicos a que
obedecem.
 A partilha de uma mesma condição, a qual se acompanha de uma relação com o mundo, valores, modelos de vida, desejos, produz
efeitos na norma de conceber a cultura e de representar a sociedade. Tendo as representações sociais um papel fundamental na dinâmica
das relações sociais, elas respondem a quatro funções:
 A primeira é a função de saber: elas permitem compreender e explicar a realidade.
 As representações definem um quadro de referência comum que permite trocas sociais e a transmissão e difusão deste saber espontâneo.
 Manifestam igualmente um esforço do homem para compreender e comunicar;
 A segunda é a função de identidade: elas permitem definir e salvaguardar as identidades específicas dos grupos.
 Ou seja, situam os indivíduos num dado campo social.
 A referência às representações sociais define a identidade do grupo e vai ter um papel importante no controle social exercido pelo
coletivo sobre qualquer um dos seus membros;
 A terceira função é a de orientação: ela guia os comportamentos e as práticas.
 A representação é prescritiva dos comportamentos ou das práticas obrigatórias.
 Ela define o que é lícito, tolerável ou inaceitável num dado contexto social;
 A última é a função justificativa: ela permite, à posteriori, justificar as tomadas de posição e os comportamentos, ou seja, avalia uma ação,
permitindo aos sujeitos justificarem as suas condutas numa dada situação
Atitudes e Comportamentos:
 Ser profissional é exercer uma atividade geralmente no seio de uma organização pública ou privada, depois de
obtida uma formação, que garanta uma competência específica e assegure a obtenção de um diploma
 Uma ciência humana e humanitária, sendo o seu objeto o “cuidar/cuidado” da pessoa, entendido no sentido
abrangente da promoção da vida e de tudo aquilo que ajuda a viver. No entanto, as sociedades atuais exigem que,
para que uma profissão exista, tenha de clarificar, justificar e provar o que faz de específico. “Que teorize sobre a
prática que realiza, que utilize essa teorização na formação, na prestação de cuidados diretos, na gestão de
cuidados e na investigação sobre os próprios cuidados”
 O trabalho em equipa não é uma atividade automática ou consequência natural de capacidade técnica ou profissional individual, mas sim uma
qualidade a ser desenvolvida do ponto de vista coletivo. Os principais grupos profissionais de uma organização de saúde, como enfermeiros,
médicos, auxiliares de ação médica, assistentes sociais, entre outros, podem ter papéis, funções e competências radicalmente diferentes, mas apenas
uma equipa interdisciplinar permite almejar a excelência e a qualidade holística dos cuidados à pessoa, ou seja, em toda a sua plenitude. O trabalho
em equipa parece também ser um dos pilares da organização dos serviços de saúde. As definições de equipas documentadas, em saúde, são
relativamente raras, uma vez que a noção de equipa, aqui, se encontra implícita e é uma realidade dada pela multidisciplinaridade. A maioria dos
estudos sobre trabalho em equipa, em saúde, apresenta uma abordagem tecnicista, em que o trabalho de cada profissional é mostrado como
atribuições, tarefas ou atividades específicas. Assim, a equipa multiprofissional é apresentada como um conjunto de profissionais que operam em
diferentes práticas, sobre uma determinada realidade. No entanto, na atualidade e segundo a OMS, todos os profissionais de saúde devem ter
oportunidade de aprender a trabalhar em conjunto, dando-se tanta importância às competências relacionais, como às instrumentais e cognitivas
Vários trabalhos de avaliação de equipas em saúde têm chegado à conclusão que mais do que os erros técnicos que afetam o desempenho delas, são
as competências não técnicas que mais prejudicam os seus resultados globais, assim como a satisfação de cada membro.
 As equipas falham, predominantemente, ao nível das capacidades relacionais, por falta de saber ser e estar em grupo. O que dá eficácia a uma equipa
é a diversidade dos contribuintes específicos de cada profissão, sempre num clima de respeito, confiança, cooperação e apoio. Trabalhar em equipa
implica as pessoas realizarem em conjunto tarefas ou missões concretas como expressão da nossa linguagem profissional. O trabalho em equipa é a
atividade sincronizada e coordenada de diversos profissionais, de categorias diferentes para cumprir um objetivo comum, sendo que o produto final
(equipa) é diferente da soma das partes, ou seja, o trabalho desenvolvido por cada trabalhador isoladamente é diferente daquele realizado pela
equipa. Relativamente, por exemplo, à profissão de enfermagem, o que dá eficácia a uma equipa é a diversidade dos contributos específicos de cada
profissão. Só possuindo uma conceção clara e precisa pode o enfermeiro projetar uma imagem positiva, quer na sociedade, quer nas equipas que
integra e consciencializar os pontos de sobreposição da sua intervenção com os dos outros profissionais, num clima de respeito, confiança, cooperação
e apoio. Acreditamos, que nos dias de hoje é impossível aos profissionais de saúde trabalharem isoladamente, quer devido à complexidade das
situações apresentados pelos utentes dos serviços de saúde, quer devido ao desenvolvimento tecnológico, quer ainda à explosão e fragmentação do
conhecimento. Os técnicos de saúde fazem parte de uma equipa e como tal, devem saber executar as suas atividades em interação para que a
melhoria da prestação de cuidados seja alcançada.
Modelos e práticas na saúde:
 A equipa de cuidados de saúde primários é nuclear,
constituída, no mínimo, por três elementos (médico,
enfermeiro e administrativo) responsáveis pela prestação de
cuidados de saúde a 1500 utentes de uma área
geograficamente delimitada e a que eventualmente se poderá
juntar o técnico sanitário, o médico de saúde pública, o
técnico de serviço social, entre outros. Pressupõe-se que os
elementos da equipa contactem entre si frequentemente e
prestem cuidados de saúde integrados. Nesta perspetiva, de
forma a responder eficazmente a todas as solicitações
colocadas pelos utentes, torna-se indispensável que os
profissionais de saúde juntem esforços no sentido de realizar
um verdadeiro trabalho em equipa. Este trabalho deve ser
baseado na cooperação (entre os diversos modelos) e em
contacto regular, face a face, envolvidos numa ação
coordenada, cujos membros contribuam de maneira
empenhada, competente e responsável para a realização de
uma determinada atividade. Nesta vertente, o trabalho em
equipa é condicionado por diversos pressupostos, de acordo
com a OMS, válidos para as organizações de saúde:
 Partilha de objetivos comuns
 Em que cada membro da equipa deve ter uma definição clara
e precisa da missão da equipa; Compreensão e aceitação dos
papéis e funções de cada um.
 Neste caso, um grupo só está em condições de trabalhar em
conjunto, como uma equipa depois de todos os seus membros
conhecerem e aceitarem os papéis uns dos outros, ou seja, quem
deve fazer o quê para que a equipa atinja os seus objetivos ou
metas; Existência de recursos humanos e materiais suficientes.
 A falta de um destes elementos compromete o trabalho em equipa;
a título de exemplo referimos alguns Centros de Saúde com um
número escasso de profissionais de saúde;
 Cooperação ativa e confiança mútua Onde as pessoas se exprimam
livremente e sem receio.
 Também é necessário que dentro e fora dos serviços haja um clima
propício à criação e funcionamento das equipas de trabalho, o que
implica estar atento ao meio ambiente pertinente da equipa
(Centro de Saúde e Comunidade); Liderança adequada e eficaz,
com uma rede de comunicação circular, aberta e multidirecional.
 O líder deve emergir do grupo e não ser imposto.
 No primeiro caso, a equipa de trabalho implica uma comunicação
aberta, multidirecional, embora menos eficiente (em termos de
custos homem/hora) mas mais eficaz.
 O Centro de Saúde, enquanto sistema aberto, por excelência,
dificilmente pode funcionar de outro modo, sob pena de caminhar
para a entropia e disfuncionamento.
 Pelo contrário, na casa de um grupo hierárquico tradicional, há
uma unidade de comando em que a comunicação é fechada e
unilateral
Bioética:
“Bioética é o estudo sistemático das
dimensões morais – incluindo visão moral,
decisões, condutas e políticas – das ciências
da vida e atenção à saúde, utilizando uma
variedade de metodologias éticas em um
cenário interdisciplinar.” Reich WT.
Enciclopédia OF Bioéticas. New York:
MacMillian, 1995:XXI.
 As condutas humanas, são dependentes das normas
morais que existem na consciência de cada um.
Como consequência, diferentes pontos de vista
determinam as diversas respostas das pessoas frente
aos semelhantes. A existência dessas normas morais
tem sempre estado presente na vida das pessoas,
norteando a análise dos problemas. Através
conselhos, ordens, obrigações e proibições recebidas
por nós desde pequenos, aprendemos a orientar e
determinar nossa conduta numa etapa posterior.
 As condutas humanas, são dependentes das normas morais que existem na consciência de cada um. Como consequência, diferentes pontos de vista
determinam as diversas respostas das pessoas frente aos semelhantes. A existência dessas normas morais tem sempre estado presente na vida das
pessoas, norteando a análise dos problemas. Através conselhos, ordens, obrigações e proibições recebidas por nós desde pequenos, aprendemos a
orientar e determinar nos A diversidade dos sistemas morais, pelo pluralismo que existe nas várias análises de um mesmo ato, determina que, para
alguns o que é correto poderá ser para outros imoral. Da mesma forma, a liberdade humana não é real, pois os indivíduos estão condicionados por
uma sociedade onde existe pressão social, cultural ou elaborativa a conduta numa etapa posterior A diversidade dos sistemas morais, pelo
pluralismo que existe nas várias análises de um mesmo ato, determina que, para alguns o que é correto poderá ser para outros imoral. Da mesma
forma, a liberdade humana não é real, pois os indivíduos estão condicionados por uma sociedade onde existe pressão social, cultural ou laborativa
 Considerando-se a ética e a moral, os campos que permitem a pessoa atuar em base a um critério individual, conservando sua própria consciência, os
problemas estarão na incompatibilidade, muitas vezes, entre a liberdade humana e as normas morais, o quer dizer, entre o ser e o dever ser.
 O nascimento da Bioética tem suas raízes ideológicas nas ruínas da 2ª Guerra Mundial quando se estimulou a consciência dos homens a uma
profunda reflexão, com o intuito de se estabelecer uma fronteira entre a ética e o comportamento. A partir desse marco, estimulou-se a exigência de
uma ética no campo biomédico, fundamentada na razão e nos valores objetivos da vida e da pessoa. O nascimento da Bioética tem suas raízes
ideológicas nas ruínas da 2ª Guerra Mundial quando se estimulou a consciência dos homens a uma profunda reflexão, com o intuito de se estabelecer
uma fronteira entre a ética e o comportamento. A partir desse marco, estimulou-se a exigência de uma ética no campo biomédico, fundamentada na
razão e nos valores objetivos da vida e da pessoa. Van Rensselaer Potter formulou sua definição que trazia o sentido de ética da terra: “Nós temos
uma grande necessidade de uma ética da terra, uma ética para a vida selvagem, uma ética de populações, uma ética do consumo, uma ética urbana,
uma ética internacional, uma ética geriátrica e assim por diante (...) Todas elas envolvem a bioética, (...)”. Potter VR. Bioethics, the science of survival.
Perspectives in biology and medicine. 1970;14:127-53. Potter depois traria a visão original do compromisso global frente ao equilíbrio e preservação
da relação dos seres humanos com o ecossistema, e a própria vida do planeta com uma nova definição: “Eu proponho o termo Bioética como forma
de enfatizar os dois componentes mais importantes para se atingir uma nova sabedoria, que é tão desesperadamente necessária: conhecimento
biológico e valores humanos”. Potter VR. Bioethics. Bridge to the future. Englewood Cliffs: Prentice Hall, 1971:2. A corrente principialista iniciou-se
com o Relatório Belmont (1979), com princípios básicos na solução dos problemas éticos surgidos na pesquisa com seres humanos. No mesmo ano,
Beauchamp & Childress apresentaram a bioética sob o mesmo prisma. Baseada nos quatro princípios prima facie (não absolutos): - princípio do
respeito da autonomia - principio da n ã o -maleficência - princípio da beneficência - princípio da justiça
 O principialismo é uma das várias formas mais principialismo
utilizadas da expressão da bioética. Hoje em dia tendemos a
buscar uma visão mais globalizada, mas ao mesmo tempo mais
específica na análise de cada caso, dentro do seu contexto social,
econômico e cultural. É conhecido como o modelo de
Georgetown, ou americano, por ter sido lançado e defendido na
Universidade dessa cidade norte-americana.
 Buscava-se soluções para os dilemas éticos baseados em uma
perspetiva aceitável para as pessoas envolvidas , por meio de
dois princípios de caráter deontológico: do grego deon ,
obrigação , dever (não maleficência e justiça ) e dois de caráter
teleológico: do grego telos , fim , finalidade (beneficência e
autonomia). Então, podemos redefinir que, Bioética se refere a
um estudo sistemático da conduta humana examinada à luz dos
valores e dos princípios morais. Trata-se de um "braço" da ética
geral. Sua tarefa não é elaborar novos princípios éticos gerais,
mas aplicar esses princípios ao âmbito das ciências da vida e do
cuidado da saúde, em especial aos novos problemas que estão
surgindo.
 A Bioética na Cancerologia discute, dentre alguns
temas polêmicos: eutanásia, distanásia, autonomia,
como dar más notícias, alocação de recursos, ordens
de não ressuscitação, suspensão ou não instalação de
alimentação e /ou hidratação artificial, sedação
paliativa (sedação controlada) e finitude da vida. Um
conflitos frequentes em Cuidados Paliativos é o de
decidir, junto com o paciente e família ou seu
responsável, que condutas ou estratégias de cuidados
devam ser tomadas frente ao óbito iminente ou
quando medidas clínicas não controlam os sintomas.
distanásia (morte lenta e com muito sofrimento). Para
manter o paciente vivo, é submetido, não
intencionalmente, a tratamentos fúteis (inúteis), não
prolongando propriamente a vida, mas o processo de
morrer, seja aplicando novas biotecnologias à
medicina ou retomando o desejo humano de superar a
morte; eutanásia, prática que busca abreviar sem dor e
sofrimento a vida de um doente reconhecidamente
incurável, pelo sentido literal de “boa morte”;
ortotanásia, morte no seu tempo aparentemente certo,
sem tratamentos desproporcionados e sem abreviação
do processo de morrer.
 Distanásia (morte lenta e com muito
sofrimento). Para manter o paciente
vivo, é submetido, não
intencionalmente, a tratamentos fúteis
(inúteis), não prolongando
propriamente a vida, mas o processo de
morrer, seja aplicando novas
biotecnologias à medicina ou retomando
o desejo humano de superar a morte;
eutanásia, prática que busca abreviar
sem dor e sofrimento a vida de um
doente reconhecidamente incurável,
pelo sentido literal de “boa morte”;
Ortotanásia, morte no seu tempo
aparentemente certo, sem tratamentos
desproporcionados e sem abreviação do
processo de morrer
 O principialismo de principialismo
Beauchamp & Childress(*) é o modelo
mais utilizado na bioética clínica, nas
discussões dos problemas, ou nos
dilemas, sendo a Cancerologia e, em
particular a área dos Cuidados
Paliativos, um grande campo de
aplicação. (*)Beauchamp TL, Childress
JF. Principles of biomedical ethics. 4th
ed. New York: Oxford University Press,
1994

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

UFCD - 6574- Cuidados na Higiene, Conforto e Eliminação
UFCD - 6574-  Cuidados na Higiene, Conforto e EliminaçãoUFCD - 6574-  Cuidados na Higiene, Conforto e Eliminação
UFCD - 6574- Cuidados na Higiene, Conforto e Eliminação
Nome Sobrenome
 
UFCD - 6559 - Cuidados de Saúde na Comunicação.ppt
 UFCD - 6559 - Cuidados de Saúde na Comunicação.ppt UFCD - 6559 - Cuidados de Saúde na Comunicação.ppt
UFCD - 6559 - Cuidados de Saúde na Comunicação.ppt
Nome Sobrenome
 

Mais procurados (20)

UFCD - 6574- Cuidados na Higiene, Conforto e Eliminação
UFCD - 6574-  Cuidados na Higiene, Conforto e EliminaçãoUFCD - 6574-  Cuidados na Higiene, Conforto e Eliminação
UFCD - 6574- Cuidados na Higiene, Conforto e Eliminação
 
UFCD 6578 - cuidados-na-saude-materna.pptx
UFCD 6578 - cuidados-na-saude-materna.pptxUFCD 6578 - cuidados-na-saude-materna.pptx
UFCD 6578 - cuidados-na-saude-materna.pptx
 
UFCD - 6563 - Prevenção e Controlo da Infeção na Higienização de Roupas, Espa...
UFCD - 6563 - Prevenção e Controlo da Infeção na Higienização de Roupas, Espa...UFCD - 6563 - Prevenção e Controlo da Infeção na Higienização de Roupas, Espa...
UFCD - 6563 - Prevenção e Controlo da Infeção na Higienização de Roupas, Espa...
 
UFCD - 6585 - CUIDADOS E TRANSPORTE NAS UNIDADES E SERVIÇOS DA REDE NACIONAL ...
UFCD - 6585 - CUIDADOS E TRANSPORTE NAS UNIDADES E SERVIÇOS DA REDE NACIONAL ...UFCD - 6585 - CUIDADOS E TRANSPORTE NAS UNIDADES E SERVIÇOS DA REDE NACIONAL ...
UFCD - 6585 - CUIDADOS E TRANSPORTE NAS UNIDADES E SERVIÇOS DA REDE NACIONAL ...
 
Tarefas do TAS_ comunicacao
Tarefas do TAS_ comunicacaoTarefas do TAS_ comunicacao
Tarefas do TAS_ comunicacao
 
A comunicação na interação com indivíduos em situações de vulnerabilidade
A comunicação na interação com indivíduos em situações de vulnerabilidadeA comunicação na interação com indivíduos em situações de vulnerabilidade
A comunicação na interação com indivíduos em situações de vulnerabilidade
 
UFCD - 6580 - Cuidados na Saúde a Populações mais Vulneráveis
UFCD - 6580 - Cuidados na Saúde a Populações mais VulneráveisUFCD - 6580 - Cuidados na Saúde a Populações mais Vulneráveis
UFCD - 6580 - Cuidados na Saúde a Populações mais Vulneráveis
 
UfCD - 6582 -Cuidados de saúde Pos- Morten- .pptx
UfCD - 6582 -Cuidados de saúde Pos- Morten- .pptxUfCD - 6582 -Cuidados de saúde Pos- Morten- .pptx
UfCD - 6582 -Cuidados de saúde Pos- Morten- .pptx
 
UFCD - 6559 - Cuidados de Saúde na Comunicação.ppt
 UFCD - 6559 - Cuidados de Saúde na Comunicação.ppt UFCD - 6559 - Cuidados de Saúde na Comunicação.ppt
UFCD - 6559 - Cuidados de Saúde na Comunicação.ppt
 
Manual da UFCD 6573
Manual da UFCD 6573Manual da UFCD 6573
Manual da UFCD 6573
 
Ufcd 6582 cuidados de saúde a pessoas em fim de vida e post mortem_índice
Ufcd 6582 cuidados de saúde a pessoas em fim de vida e post mortem_índiceUfcd 6582 cuidados de saúde a pessoas em fim de vida e post mortem_índice
Ufcd 6582 cuidados de saúde a pessoas em fim de vida e post mortem_índice
 
UFCD - 6569: NOÇÕES GERAIS SOBRE A PELE E SUA INTEGRIDADE
UFCD - 6569: NOÇÕES GERAIS SOBRE A PELE E SUA INTEGRIDADEUFCD - 6569: NOÇÕES GERAIS SOBRE A PELE E SUA INTEGRIDADE
UFCD - 6569: NOÇÕES GERAIS SOBRE A PELE E SUA INTEGRIDADE
 
Comunicação terapêutica em saúde mental
Comunicação terapêutica em saúde mentalComunicação terapêutica em saúde mental
Comunicação terapêutica em saúde mental
 
UFCD_6585_Circuitos e transporte de informação nas unidades e serviços da red...
UFCD_6585_Circuitos e transporte de informação nas unidades e serviços da red...UFCD_6585_Circuitos e transporte de informação nas unidades e serviços da red...
UFCD_6585_Circuitos e transporte de informação nas unidades e serviços da red...
 
UFCD_6567 Noções Gerais sobre o Sistema Gastrointestinal, Urinário e Genito-R...
UFCD_6567 Noções Gerais sobre o Sistema Gastrointestinal, Urinário e Genito-R...UFCD_6567 Noções Gerais sobre o Sistema Gastrointestinal, Urinário e Genito-R...
UFCD_6567 Noções Gerais sobre o Sistema Gastrointestinal, Urinário e Genito-R...
 
UFCD_6573_QUALIDADE NA SAÚDE
UFCD_6573_QUALIDADE NA SAÚDEUFCD_6573_QUALIDADE NA SAÚDE
UFCD_6573_QUALIDADE NA SAÚDE
 
UFCD - 6579 Cuidados na Saúde Mental
UFCD -  6579 Cuidados na Saúde MentalUFCD -  6579 Cuidados na Saúde Mental
UFCD - 6579 Cuidados na Saúde Mental
 
Esterilização dos materiais hospitalares
Esterilização dos materiais hospitalares Esterilização dos materiais hospitalares
Esterilização dos materiais hospitalares
 
Ufcd 6562 prevenção e controlo da infeção_princípios básicos a considerar na ...
Ufcd 6562 prevenção e controlo da infeção_princípios básicos a considerar na ...Ufcd 6562 prevenção e controlo da infeção_princípios básicos a considerar na ...
Ufcd 6562 prevenção e controlo da infeção_princípios básicos a considerar na ...
 
UFCD_6577_Cuidados na saúde infantil_índice
UFCD_6577_Cuidados na saúde infantil_índiceUFCD_6577_Cuidados na saúde infantil_índice
UFCD_6577_Cuidados na saúde infantil_índice
 

Semelhante a UFCD - 6558 -Act. Técnico Auxiliar de Saude.pptx

Ppt ufcd 6558_atividade profissional do técnico auxiliar de saúde
Ppt ufcd 6558_atividade profissional do técnico auxiliar de saúdePpt ufcd 6558_atividade profissional do técnico auxiliar de saúde
Ppt ufcd 6558_atividade profissional do técnico auxiliar de saúde
Isabel Henriques
 
Carta direito usuarios_2ed2007
Carta direito usuarios_2ed2007Carta direito usuarios_2ed2007
Carta direito usuarios_2ed2007
Cínthia Lima
 
381295974-atendimento-presencial-em-servicos-de-saude-pdf.pdf
381295974-atendimento-presencial-em-servicos-de-saude-pdf.pdf381295974-atendimento-presencial-em-servicos-de-saude-pdf.pdf
381295974-atendimento-presencial-em-servicos-de-saude-pdf.pdf
susanachaves13
 
Cartilha integra direitos_2006
Cartilha integra direitos_2006Cartilha integra direitos_2006
Cartilha integra direitos_2006
Iranildo Ribeiro
 
Carta direito usuarios_2ed2007
Carta direito usuarios_2ed2007Carta direito usuarios_2ed2007
Carta direito usuarios_2ed2007
Eduardo Gomes
 
Carta direito usuarios_2ed2007
Carta direito usuarios_2ed2007Carta direito usuarios_2ed2007
Carta direito usuarios_2ed2007
Cms Carangola
 
Carta dos direitos dos usuarios da saude ministerio da saude - 2006-7
Carta dos direitos dos usuarios da saude   ministerio da saude - 2006-7Carta dos direitos dos usuarios da saude   ministerio da saude - 2006-7
Carta dos direitos dos usuarios da saude ministerio da saude - 2006-7
Unidade Temática T3 - blog
 
U. 1 - Direitos e Deveres do Utente do Serviço Nacional de Saúde
U. 1 - Direitos e Deveres do Utente do Serviço Nacional de SaúdeU. 1 - Direitos e Deveres do Utente do Serviço Nacional de Saúde
U. 1 - Direitos e Deveres do Utente do Serviço Nacional de Saúde
I.Braz Slideshares
 
02 19 emergências médicas - Marion
02 19 emergências médicas - Marion02 19 emergências médicas - Marion
02 19 emergências médicas - Marion
laiscarlini
 
Carta usuarios saude
Carta usuarios saudeCarta usuarios saude
Carta usuarios saude
feraps
 

Semelhante a UFCD - 6558 -Act. Técnico Auxiliar de Saude.pptx (20)

Ppt ufcd 6558_atividade profissional do técnico auxiliar de saúde
Ppt ufcd 6558_atividade profissional do técnico auxiliar de saúdePpt ufcd 6558_atividade profissional do técnico auxiliar de saúde
Ppt ufcd 6558_atividade profissional do técnico auxiliar de saúde
 
Carta direito usuarios_2ed2007
Carta direito usuarios_2ed2007Carta direito usuarios_2ed2007
Carta direito usuarios_2ed2007
 
Carta Direitos e Deveres do Doente.pdf
Carta Direitos e Deveres do Doente.pdfCarta Direitos e Deveres do Doente.pdf
Carta Direitos e Deveres do Doente.pdf
 
381295974-atendimento-presencial-em-servicos-de-saude-pdf.pdf
381295974-atendimento-presencial-em-servicos-de-saude-pdf.pdf381295974-atendimento-presencial-em-servicos-de-saude-pdf.pdf
381295974-atendimento-presencial-em-servicos-de-saude-pdf.pdf
 
Cartilha integra direitos_2006
Cartilha integra direitos_2006Cartilha integra direitos_2006
Cartilha integra direitos_2006
 
Carta direito usuarios_2ed2007
Carta direito usuarios_2ed2007Carta direito usuarios_2ed2007
Carta direito usuarios_2ed2007
 
Carta direito usuarios_2ed2007
Carta direito usuarios_2ed2007Carta direito usuarios_2ed2007
Carta direito usuarios_2ed2007
 
Carta dos direitos dos usuarios da saude ministerio da saude - 2006-7
Carta dos direitos dos usuarios da saude   ministerio da saude - 2006-7Carta dos direitos dos usuarios da saude   ministerio da saude - 2006-7
Carta dos direitos dos usuarios da saude ministerio da saude - 2006-7
 
Cuidado centrado na pessoa
Cuidado centrado na pessoaCuidado centrado na pessoa
Cuidado centrado na pessoa
 
Etica_Bioetica.pptx
 Etica_Bioetica.pptx Etica_Bioetica.pptx
Etica_Bioetica.pptx
 
U. 1 - Direitos e Deveres do Utente do Serviço Nacional de Saúde
U. 1 - Direitos e Deveres do Utente do Serviço Nacional de SaúdeU. 1 - Direitos e Deveres do Utente do Serviço Nacional de Saúde
U. 1 - Direitos e Deveres do Utente do Serviço Nacional de Saúde
 
02 19 emergências médicas - Marion
02 19 emergências médicas - Marion02 19 emergências médicas - Marion
02 19 emergências médicas - Marion
 
Carta dos direitos dos usuários da saúde
Carta dos direitos dos usuários da saúdeCarta dos direitos dos usuários da saúde
Carta dos direitos dos usuários da saúde
 
A carta usuarios saúde
A  carta usuarios saúdeA  carta usuarios saúde
A carta usuarios saúde
 
Carta usuarios saude
Carta usuarios saudeCarta usuarios saude
Carta usuarios saude
 
Panfleto direitos dos usuários do sus[1]
Panfleto direitos dos usuários do sus[1]Panfleto direitos dos usuários do sus[1]
Panfleto direitos dos usuários do sus[1]
 
Apostila sus para concursos
Apostila   sus para concursosApostila   sus para concursos
Apostila sus para concursos
 
AULA 02 PSICO.pdf
AULA 02 PSICO.pdfAULA 02 PSICO.pdf
AULA 02 PSICO.pdf
 
Apostila sus para concursos
Apostila   sus para concursosApostila   sus para concursos
Apostila sus para concursos
 
Privacidade e segredo profissional
Privacidade e segredo profissional Privacidade e segredo profissional
Privacidade e segredo profissional
 

Mais de Nome Sobrenome

UFCD -605 -GESTÃO FLUXOS FINANCEIROS.pptx
UFCD -605 -GESTÃO FLUXOS FINANCEIROS.pptxUFCD -605 -GESTÃO FLUXOS FINANCEIROS.pptx
UFCD -605 -GESTÃO FLUXOS FINANCEIROS.pptx
Nome Sobrenome
 
UFCD 7851 ARRUMAÇÃO de mercadorias EM ARMAZÉM.pptx
UFCD 7851 ARRUMAÇÃO de mercadorias EM ARMAZÉM.pptxUFCD 7851 ARRUMAÇÃO de mercadorias EM ARMAZÉM.pptx
UFCD 7851 ARRUMAÇÃO de mercadorias EM ARMAZÉM.pptx
Nome Sobrenome
 
UFCD 6214 - sistema_de_normalizao_contabilstica.pptx
UFCD 6214 - sistema_de_normalizao_contabilstica.pptxUFCD 6214 - sistema_de_normalizao_contabilstica.pptx
UFCD 6214 - sistema_de_normalizao_contabilstica.pptx
Nome Sobrenome
 
UFCD - 6223- Direito Aplicado as Empresas.pptx
UFCD - 6223- Direito Aplicado as Empresas.pptxUFCD - 6223- Direito Aplicado as Empresas.pptx
UFCD - 6223- Direito Aplicado as Empresas.pptx
Nome Sobrenome
 
ufcd 607 - Instituições bancarias e titulos de credito , movimentaçao_das_con...
ufcd 607 - Instituições bancarias e titulos de credito , movimentaçao_das_con...ufcd 607 - Instituições bancarias e titulos de credito , movimentaçao_das_con...
ufcd 607 - Instituições bancarias e titulos de credito , movimentaçao_das_con...
Nome Sobrenome
 
UFCD - 7851- Aprovisionamento .Gestão de Stocks.pptx
UFCD - 7851- Aprovisionamento .Gestão de Stocks.pptxUFCD - 7851- Aprovisionamento .Gestão de Stocks.pptx
UFCD - 7851- Aprovisionamento .Gestão de Stocks.pptx
Nome Sobrenome
 

Mais de Nome Sobrenome (20)

UFCD - 6578 CUIDADOS DE SAUDE MATERNA 2
UFCD - 6578 CUIDADOS DE SAUDE MATERNA  2UFCD - 6578 CUIDADOS DE SAUDE MATERNA  2
UFCD - 6578 CUIDADOS DE SAUDE MATERNA 2
 
UFCD 366 Plano de Marketing.docx
UFCD 366 Plano de Marketing.docxUFCD 366 Plano de Marketing.docx
UFCD 366 Plano de Marketing.docx
 
UFCD-366- plano marketing.ppt
UFCD-366- plano marketing.pptUFCD-366- plano marketing.ppt
UFCD-366- plano marketing.ppt
 
UFCD 576 - IRC- .pptx
UFCD 576 - IRC- .pptxUFCD 576 - IRC- .pptx
UFCD 576 - IRC- .pptx
 
UFCD - 605 -FLUXOS GESTÃO FINANCEIRA 3ª Parte.pptx
UFCD - 605 -FLUXOS GESTÃO FINANCEIRA 3ª Parte.pptxUFCD - 605 -FLUXOS GESTÃO FINANCEIRA 3ª Parte.pptx
UFCD - 605 -FLUXOS GESTÃO FINANCEIRA 3ª Parte.pptx
 
UFCD 366 - ACT. 1 .docx
UFCD 366 - ACT. 1 .docxUFCD 366 - ACT. 1 .docx
UFCD 366 - ACT. 1 .docx
 
UFCD - 605- GESTÃO FLUXOS FINANCEIROS 2ª PARTE.pptx
UFCD - 605- GESTÃO FLUXOS FINANCEIROS 2ª PARTE.pptxUFCD - 605- GESTÃO FLUXOS FINANCEIROS 2ª PARTE.pptx
UFCD - 605- GESTÃO FLUXOS FINANCEIROS 2ª PARTE.pptx
 
UFCD -605 -GESTÃO FLUXOS FINANCEIROS.pptx
UFCD -605 -GESTÃO FLUXOS FINANCEIROS.pptxUFCD -605 -GESTÃO FLUXOS FINANCEIROS.pptx
UFCD -605 -GESTÃO FLUXOS FINANCEIROS.pptx
 
UFCD 7851 ARRUMAÇÃO de mercadorias EM ARMAZÉM.pptx
UFCD 7851 ARRUMAÇÃO de mercadorias EM ARMAZÉM.pptxUFCD 7851 ARRUMAÇÃO de mercadorias EM ARMAZÉM.pptx
UFCD 7851 ARRUMAÇÃO de mercadorias EM ARMAZÉM.pptx
 
UFCD 6214 - sistema_de_normalizao_contabilstica.pptx
UFCD 6214 - sistema_de_normalizao_contabilstica.pptxUFCD 6214 - sistema_de_normalizao_contabilstica.pptx
UFCD 6214 - sistema_de_normalizao_contabilstica.pptx
 
UFCD _6217_ .pptx
UFCD _6217_ .pptxUFCD _6217_ .pptx
UFCD _6217_ .pptx
 
UFCD- 10746- situações endêmicas pandêmicas -virus marburg.pptx
UFCD- 10746- situações endêmicas pandêmicas -virus marburg.pptxUFCD- 10746- situações endêmicas pandêmicas -virus marburg.pptx
UFCD- 10746- situações endêmicas pandêmicas -virus marburg.pptx
 
UFCD 6217 - Gastos Rendimentos e Resultados.pptx
UFCD 6217 - Gastos   Rendimentos e Resultados.pptxUFCD 6217 - Gastos   Rendimentos e Resultados.pptx
UFCD 6217 - Gastos Rendimentos e Resultados.pptx
 
UFCD - 6223- Direito Aplicado as Empresas.pptx
UFCD - 6223- Direito Aplicado as Empresas.pptxUFCD - 6223- Direito Aplicado as Empresas.pptx
UFCD - 6223- Direito Aplicado as Empresas.pptx
 
ufcd 607 - Instituições bancarias e titulos de credito , movimentaçao_das_con...
ufcd 607 - Instituições bancarias e titulos de credito , movimentaçao_das_con...ufcd 607 - Instituições bancarias e titulos de credito , movimentaçao_das_con...
ufcd 607 - Instituições bancarias e titulos de credito , movimentaçao_das_con...
 
UFCD-8518-Inventario.pptx
UFCD-8518-Inventario.pptxUFCD-8518-Inventario.pptx
UFCD-8518-Inventario.pptx
 
UFCD 7851 - Classificação de Stocks 1.pptx
UFCD 7851 - Classificação de Stocks 1.pptxUFCD 7851 - Classificação de Stocks 1.pptx
UFCD 7851 - Classificação de Stocks 1.pptx
 
UFCD - 7851- Aprovisionamento .Gestão de Stocks.pptx
UFCD - 7851- Aprovisionamento .Gestão de Stocks.pptxUFCD - 7851- Aprovisionamento .Gestão de Stocks.pptx
UFCD - 7851- Aprovisionamento .Gestão de Stocks.pptx
 
UFCD - 621 - Planeamento e controlo de produção- 5ª parte-2.pptx
UFCD - 621 - Planeamento e controlo de produção- 5ª parte-2.pptxUFCD - 621 - Planeamento e controlo de produção- 5ª parte-2.pptx
UFCD - 621 - Planeamento e controlo de produção- 5ª parte-2.pptx
 
UFCD - 621- Planeamento e controlo de produção- 4ª parte- 1.pptx
UFCD - 621- Planeamento e controlo de produção- 4ª parte- 1.pptxUFCD - 621- Planeamento e controlo de produção- 4ª parte- 1.pptx
UFCD - 621- Planeamento e controlo de produção- 4ª parte- 1.pptx
 

UFCD - 6558 -Act. Técnico Auxiliar de Saude.pptx

  • 1. UFCD : 6558 Atividade Profissional do Técnico Auxiliar de Saúde “ A moral, propriamente dita, não é a doutrina que nos ensina como sermos felizes, mas como devemos tornar-nos dignos da felicidade” Immanuel Kant
  • 2. Técnico Auxiliar de Saúde:  Os direitos e deveres dos doentes e utentes dos serviços de saúde.  O direito à proteção da saúde dos cidadãos está consagrado na Constituição da República Portuguesa e assenta em valores fundamentais como a dignidade humana, a ética e a solidariedade.  Foi com base nestes princípios que se elaborou a Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes, permitindo a todos os utentes de serviços de saúde o conhecimento dos seus direitos e deveres e garantir-lhes uma melhor capacidade de intervenção em todo o sistema.
  • 3. Direitos e Deveres do Técnico Auxiliar de Saúde perante o Utente do SNS:  Ser tratado no respeito pela dignidade humana: o utente deve ser respeitado por todos os intervenientes no processo de prestação de cuidados seja no que respeita ao atendimento médico seja relativamente ao processo de acolhimento na instituição de saúde e ao acompanhamento enquanto durar a sua presença. Este direito engloba igualmente as condições das instalações e equipamentos que terão de garantir o bem-estar que a situação em que o utente se encontra, requer  Ser respeitado pelas suas convicções culturais, filosóficas e religiosas: caso seja requerido pelo utente ou por quem o represente, deve ser permitido o apoio espiritual, qualquer que seja a sua orientação religiosa. Deve, igualmente, ser permitido e até incentivado, o apoio de familiares e amigos, o que contribui para um mais rápido estabelecimento da sua situação clínica  Receber os cuidados apropriados ao seu estado de saúde, no âmbito dos cuidados preventivos, curativos, de reabilitação e terminais: os serviços de saúde devem estar acessíveis a todos os cidadãos, permitindo uma adequação dos cuidados técnicos prestados ao problema de saúde apresentado pelo utente, com vista ao rápido restabelecimento do seu estado de saúde. Devem ser postos ao seu serviço todos os recursos existentes sem qualquer forma de descriminação  Receber a prestação de cuidados continuados: estes cuidados continuados podem ser prestados, em situações mais difíceis, por técnicos de saúde especializados ou, nos casos mais ligeiros, podem ser assegurados por familiares e acompanhantes desde que lhes seja proporcionada toda a informação necessária sobre os cuidados a receber pelo doente  Ser informado acerca dos serviços de saúde existentes, suas competências e níveis de cuidados: o utente deve ter acesso a informações sobre os serviços de saúde disponíveis, sejam eles locais ou nacionais, quais as suas competências, que tipo de cuidados prestam e modo de funcionamento  Ser informado sobre a sua situação de saúde: esta informação deve ser prestada de forma clara, tendo em conta a personalidade, o grau de instrução e as condições clínicas e psíquicas do doente. Caso assim o entenda, o doente tem direito a não querer ser informado do seu estado de saúde, devendo expressar essa vontade e se o quiser indicar quem deverá ser informado em seu lugar  Obter uma segunda opinião sobre a sua situação de saúde: consultando outro especialista, um segundo parecer medido permitirá ao doente obter mais informações sobre o seu estado de saúde, podendo permitir-lhe a escolha de tratamentos diversos
  • 4.  Dar ou recusar o seu consentimento, antes de qualquer ato médico ou participação em investigação ou ensino clínico: pós uma correta informação sobre o seu estado de saúde, o consentimento do doente é indispensável antes da realização de qualquer tratamento ou ato médico. Em situações de emergência não há, obviamente, necessidade de anuência do doente, cabendo a decisão ao técnico de saúde. Em caso de incapacidade, será o representante legal do doente a decidir por ele  Confidencialidade de toda a informação clínica e elementos identificativos que lhe respeitam: este direito tem o propósito de proteger a vida privada e personalidade do doente e tem a ver com a obrigatoriedade do segredo profissional dos técnicos do serviço de saúde  Acesso aos dados registados no seu processo clínico: o doente tem o direito de tomar conhecimento de toda a informação constante no seu processo clínico  Privacidade na prestação de todo e qualquer ato médico: o ato médico é sempre efetuado por técnicos de saúde devidamente habilitados, não devendo haver quaisquer outros intervenientes a não ser os indispensáveis para o ato médico e os eventualmente solicitados ou consentidos pelo doente.  Apresentar sugestões e reclamações: o utente pode, sempre que assim o entenda apresentar sugestões ou reclamações. Para o efeito deve dirigir-se ao gabinete do utente ou solicitar o livro de reclamações  Deveres dos utentes dos serviços de saúde  Zelar pelo seu estado de saúde: o doente deve fazer tudo o que esteja ao seu alcance para atingir o mais rápido restabelecimento  Fornecer aos profissionais de saúde todas as informações necessárias: só fornecendo todas as informações necessárias permitirá ao técnico de saúde fazer um diagnóstico completo e adequar o melhor possível os tratamentos a efetuar  Respeitar os direitos dos outros doentes: existem outros doentes e, provavelmente, com convicções sociais, culturais, religiosas ou outras diferentes das suas. É preciso respeitar essas diferenças. É também preciso respeitar a sua dor e a doença que o levou até aquele serviço de saúde  Colaborar com os profissionais de saúde: esta colaboração levará, certamente, a um mais rápido restabelecimento do estado de saúde  Respeitar as regras de funcionamento dos serviços de saúde: assim, facilitará o trabalho de todos e garantirá uma melhor eficácia do trabalho desenvolvido
  • 5. “ Deveres do TAS “  O técnico Auxiliar de Saúde, enquanto profissional de saúde, tem de cumprir determinadas regras, têm alguns deveres, tanto para com a entidade patronal/ local de trabalho, como para com o utente, o que vai permitir ou não facilitar a sua relação com o mesmo! Em 1º lugar, o TAS não pode de nenhuma maneira, discriminar o utente, independentemente da sua religião, opção sexual, etnia, maneira de vestir, entre outros, por mais que não concorde com as suas opções pessoais, cultura ou modo de vida! Deve este demonstrar importância, (dar atenção), ao utente, deve demonstrar empatia, sensibilidade e respeito pelas características individuais de cada um. Isto vai permitir que haja uma relação de maior proximidade entre este e o próprio utente, o que vai facilitar a sua interação com ele, visto que ele se vai sentir “compreendido”, “aceite”, vai-se sentir à vontade, o que é muito importante nesta área. Muitos utentes deixam de ir ao centro de saúde, ou mesmo aos hospitais, porque são discriminados, colocados de parte, não lhes é dada a devida atenção. Outra coisa muito importante é o TAS aprender linguagem gestual, mas isso falarei mais á frente. Os fatores anteriores que enunciei, podem concluir que são imprescindíveis e ESSENCIAIS, porque estabelecem uma relação entre o profissional de saúde e o doente, visto que demonstra respeito pelas suas características. Relativamente á linguagem gestual, da qual fiquei de falar depois, esta é importante na medida em que as pessoas com dificuldades auditivas/surdas os compreendem, se sentem compreendidos, o que vai fazer com que estes se sintam bem! O TAS também tem como dever, visto ter acesso á informação e confidencialidade dos utentes, (sigilo médico), proteger a O TAS também tem como dever, visto ter acesso á informação e confidencialidade dos utentes, (sigilo médico), proteger a intimidade e privacidade dos mesmos, caso contrário estarão a violar o direito à sua privacidade, este poderá apresentar queixa contra o técnico, pois além de ser um direito é crime.
  • 6.  O princípio da dignidade humana é um valor autónomo e específico inerente aos seres humanos consagrado na Constituição. O direito revela uma visão unitária da pessoa, uma vez que o homem é “sujeito de direito” e não um objeto. O conceito de dignidade é portanto como um princípio moral e como disposição de direito. Reforça também que, a dignidade humana é o verdadeiro pilar a partir do qual decorrem os outros princípios e que tem de estar presente, de forma inequívoca, em todas as decisões e intervenções.  Assim, o exercício da responsabilidade profissional deverá ter em conta, reconhecer e respeitar o carácter único e a dignidade de cada pessoa envolvida. Desta forma, a essência é a preocupação de defesa da liberdade e da dignidade da pessoa humana.  Dos valores e os princípios orientadores do exercício da profissão da OE (4), o terceiro ponto assinala os princípios orientadores da atividade profissional, destacando-se os aspetos de concretização como “ (…) a responsabilidade é inerente ao papel assumido perante a sociedade "na alínea “b) O respeito pelos direitos humanos se configura na relação com os clientes”, e por ultimo na alínea “c) A excelência do exercício na profissão em geral e na relação com outros profissionais”.  Na Declaração Universal dos Direitos do Homem a dignidade humana é vista como algo irredutível aos quais se ligam a autonomia e a individualidade. A acessibilidade é um aspeto básico que se relaciona com a garantia efetiva dos direitos, mas em que a distribuição dos recursos, cada vez mais caros e escassos, se torna de difícil decisão, o que acresce com elevada relevância e pertinência, o debate em torno do princípio da justiça que se converte na equidade.  O interesse da ciência não pode nunca colocar-se acima do direito da pessoa humana, devendo o progresso científico estar ao serviço desta.  Já no Artigo 79º “Dos Deveres Deontológicos Em Geral” no 1 ponto, alínea c, refere que o enfermeiro, assume o dever de “ (…) defender a pessoa humana das práticas que contrariem a lei, a ética ou o bem comum, sobretudo quando carecidas de indispensável competência profissional; d) Ser solidário com a comunidade, de modo especial em caso de crise ou catástrofe, atuando sempre de acordo com a sua área de competência.” (3)  O Código Deontológica, expressa um dever que se cruza tanto no plano ético como no plano jurídico. No plano ético, cada um de nós é responsável pelo Outro, no direito civil e penal, a pessoa é obrigada a responder pelas “pessoas, animais ou coisas ao seu cuidado” (5), e a omissão de auxílio é considerada crime, em caso de necessidade, nomeadamente provocada por desastre, acidente ou calamidade pública ou situação de perigo comum (6).  É também referido que o enfermeiro, é (…) responsável para com a comunidade na promoção da saúde e na resposta às necessidades em cuidados de enfermagem, assume o dever de: a) conhecer as necessidades da população e da comunidade onde está inserido, b) participar na orientação da comunidade na busca de soluções para os problemas de saúde detetados, c) colaborar com outros profissionais em programas que respondam às necessidades da comunidade” (Artigo 80º da Secção II) (4).  Portanto podemos afirmar que a responsabilidade do enfermeiro perante a comunidade surge na promoção da saúde e na resposta às necessidades em cuidados de enfermagem.  Assim, independentemente das muitas pressões existentes na sociedade que valoriza a gestão economicista qualquer que seja o nível da prestação de cuidados onde o enfermeiro exerce as suas funções, deverá identificar os recursos existentes que respondam às necessidades dos indivíduos na continuidade dos cuidados, na interdisciplinaridade, na articulação de cuidados e no desenvolvimento de programas que promovam a saúde da comunidade.  Em síntese que solução pode o direito encontrar, no diálogo com as ciências e os outros saberes, para os problemas suscitados pela nossa atualidade política, social, ecológica, natural e sanitária?  Os defensores dos benefícios da importação desta terminologia para a saúde consideram que a metáfora ambientalista poderia trazer para o sistema, a ideia de uma aceitação dos nossos limites quanto à nossa longevidade, recursos para a aumentar, dando valor à natureza e à qualidade de vida. Isto poderia levar-nos a fazer escolhas mais sensatas, quer em termos dos nossos estilos de vida quer, nas tecnologias e técnicas biomédicas a eleger. Menos dispendiosas e utilizáveis por uma maioria e não apenas por alguns, favorecendo a prevenção e a promoção da saúde, criando espaços de debate sobre a racionalização dos recursos e da sua equitativa distribuição.
  • 7.  Ética é diferente de moral. A moral está baseada no que diz respeito à obediência aos bons costumes e aos bons hábitos, enquanto a ética está fundamentada em ações exclusivas morais de maneira racional. Na filosofia mais clássica a ética não era pautada somente à moral (hábitos e costumes), ela buscava embasamento em fundamentos teóricos para entender a melhor maneira de viver e conviver, ou seja, a maneira de buscar o melhor estilo de vida no âmbito privado e no âmbito público. Na filosofia clássica a ética concentrava os campos de conhecimento que não eram inclusos na física, a estética e a dialética. Dessa maneira, a ética englobava as áreas que hoje em dia são descritas como Antropologia, Psicologia, Política e Educação, por exemplo. Com o passar do tempo, o que era global na ética passou a ser especializado. A Revolução Industrial teve papel importante no modo de pensar da sociedade. Hoje a ética é uma disciplina independente de outras disciplinas. Assim sendo, é possível dizer que a ética é uma área da filosofia preocupada e ocupada ao estudo das normas morais da sociedade atual. A ética busca justificar e explicar determinados costumes de certo grupo ou população. Ela é responsável por fornecer subsídio, ou seja, ajuda para a solução dos questionamentos mais comuns existentes. A ética pode ser definida, de maneira prática, como ciência que estuda a conduta do ser humano e a moral que qualifica essa conduta, o que pode ser descrito como julgamento do que é bom ou do que é ruim; o paradoxo entre o bem e o mal.
  • 8. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS EM ÉTICA  De maneira alguma a ética deve ser entendida como meio legal de se ver as coisas. Não podemos confundir lei com ética, embora a ética e a lei devam andar juntas. A lei diz respeito às normas e direitos enquanto a ética pauta conduta e ações. Desobedecer à ética não significa que o indivíduo esteja cometendo um crime ou ato de infração. Nem sempre ir contra a ética significa receber alguma sanção ou penalidade por algum motivo. Surge então um conceito denominado Deontologia, que está diretamente ligado à obrigação. Na filosofia contemporânea é uma das teorias na qual as escolhas são moralmente necessárias, proibidas ou permitidas. Está ligada às nossas escolhas do que deve ser feito e de como proceder para ser feito. Deontologia refere-se às normas da moral. A deontologia pode ser aplicada quando está ligada a profissão, dessa maneira chamamos de deontologia profissional. É baseada no regimento do direito, dever e proibição do que se pode ou não ser feito no campo em que o indivíduo atua. Por isso a entendemos como um conjunto de atitudes que norteiam o que pode, deve ou não ser feito de maneira descritiva e prescritiva. Agir de maneira que se deve agir por obrigação é o mesmo que agregar ação ao valor moral. O dever/fazer que a deontologia prega submete o indivíduo a uma obrigação ética. A deontologia é o mesmo que agregar princípios de éticas e condutas de deveres para com a sociedade.
  • 9. Equipa Multidisciplinar: Num grupo de pessoas, como por exemplo os Técnicos auxiliares de saúde, que fazem parte de uma equipa multidisciplinar, deverá existir liderança para que possam todos de forma positiva influenciar comportamentos e mentalidades. Durante o trabalho em equipa todos têm o mesmo objetivo, e também sabem o que devem cumprir e quais as suas obrigações.  GRUPO  É um conjunto pessoas que apresentam o mesmo comportamento e a mesma atitude com um objetivo comum que condiciona a coesão de seus membros  TRABALHO  O trabalho é um conjunto de atividades realizadas, é o esforço feito por indivíduos, com o objetivo de atingir uma meta.  LIDERANÇA  Liderança é a arte de comandar pessoas, atraindo seguidores e influenciando de forma positiva mentalidades e comportamentos.  EQUIPA MULTIDISCIPLINAR  É um conjunto de especialistas, em diversas áreas, trabalhando em equipa, em busca de um objetivo comum. Ex: Especialistas da área de fisioterapia, médicos, enfermeiros, nutricionistas, que trabalham em conjunto para recuperação do paciente.  AUXILIAR DE SAÚDE  É uma pessoa que auxilia na prestação de cuidados de saúde aos utentes, na recolha e transporte de amostras biológicas, na limpeza, higienização e transporte de roupas, materiais e equipamentos, na limpeza e higienização dos espaços e no apoio logístico e administrativo das diferentes unidades e serviços de saúde, sob orientações do profissional de saúde.  DEONTOLOGIA É uma filosofia que faz parte da filosofia moral contemporânea e sua origem significa, em grego, ciência do dever e da obrigação. Deontologia é uma teoria sobre as escolhas dos indivíduos, quais são moralmente necessárias e serve para nortear o que realmente deve ser feito.
  • 10. O que é uma equipe multidisciplinar na saúde?  Quando bem-estruturada, a equipe multidisciplinar de saúde pode ser usada como estratégia para tornar o atendimento mais qualificado, efetivo e seguro para o paciente. Além disso, é possível promover diferentes ações que resultem em benefícios clínicos, humanísticos e econômicos para a instituição.  Tendo isso em vista, a proposta deste artigo é explicar a importância da equipe multidisciplinar para a eficiência na gestão de saúde, como ela é formada e os efeitos desse tipo de assistência na recuperação do paciente  É um grupo de profissionais clínicos que trabalham unidos em prol do diagnóstico, tratamento e recuperação do paciente. Assim, é priorizado um consenso nas decisões de cada intervenção. A meta é que os resultados alcançados sejam os melhores possíveis.  A quantidade de profissionais na equipe e a formação acadêmica de cada um depende da demanda clínica, dos recursos financeiros e do número de pacientes. Cada equipe estabelece normas e critérios de direcionamento e as melhores estratégias. O objetivo é seguir os protocolos da Saúde Pública e superar os gargalos mais comuns entre os desafios enfrentados pela instituição em que trabalham.  Imediatamente após a avaliação do paciente, a equipe se reúne e discute as principais estratégias de intervenção. O principal critério é o nível de gravidade da doença, o risco para o paciente e as ferramentas terapêuticas disponíveis. Desse modo, as diferentes especialidades se integram em prol de objetivos em comum: a melhoria da qualidade no atendimento e a reabilitação do paciente.
  • 11. Qual a importância da equipe multidisciplinar?  Quando um grupo de profissionais trabalha conjuntamente, a perceção de problemas clínicos é maior, visto que cada um deles avalia o paciente objetiva e subjetivamente. Isso possibilita diferentes abordagens de questões específicas e ajuda na escolha das terapias mais adequadas.  Logo, quando a equipe é formada por muitos profissionais, maiores serão as chances de que o paciente tenha seu caso investigado de um modo mais detalhado e com mais critério nas decisões. Por consequência, essa forma de trabalho eleva a qualidade da assistência e possibilita o alcance de melhores resultados nos tratamentos.  Sob o âmbito hierárquico, a multidisciplinaridade é vista como uma excelente estratégia para otimizar serviços e processos. Essa equipe precisa ser composta por profissionais de diferentes áreas, mas que possam somar habilidades e competências para assegurar mais qualidade aos serviços oferecidos.  As equipes multiprofissionais de uma instituição de saúde podem trabalhar diversas iniciativas em prol da prevenção e da promoção da saúde. Vale destacar, porém, que o paciente precisa ser visto sob um contexto biopsicossocial, já que a interação mente e corpo influencia bastante os resultados do tratamento.  Por isso, os profissionais que integram essas equipes devem manter-se constantemente atualizados por meio de cursos de capacitação técnica, simpósios, congressos e similares. Dessa maneira, eles estarão mais aptos à identificação dos problemas que aumentam a demanda, obstruem o sistema e lotam hospitais. Muitas vezes, isso acontece por falta de atenção e cuidado na escolha das intervenções.  Assim, é de suma importância uma interação singular e o envolvimento de todos na adoção de medidas mais eficazes. O trabalho em equipe pode se tornar diferenciado ao ponto de olhar para o paciente como um todo e proporcionar um atendimento mais humanizado
  • 12.
  • 13. Como a equipe multidisciplinar é formada?  Basicamente, a equipe de profissionais atua em conjunto, mas em suas respetivas áreas de formação. Esse trabalho integrado evita o protagonismo de alguns especialistas e reduz o risco de falhas na avaliação diagnóstica e na conduta terapêutica.  Destacamos os profissionais que devem compor uma equipe multidisciplinar de saúde. O trabalho em equipa foi definido, citando um comité de peritos da OMS, como “um método de trabalho visando um objetivo comum, que permite a muitas pessoas utilizarem o melhor possível as suas qualidades individuais, associando as suas competências à sua experiência”.  O trabalho em equipa pode e deve estar presente onde se pretende trabalhar com pessoas que sejam críticas Participativas Dinâmicas participantes de processos decisórios responsáveis. Todos os membros devem possuir um pensamento positivo (basta que um dos elementos seja pessimista ou derrotista para todo o trabalho se encontrar em risco). Todos os membros devem optar por uma postura flexível a novas ideias. Os membros de uma Equipa devem estar atentos a distrações e falhas na produtividade para que, se tal acontecer, o grupo volte rapidamente a encontrar o caminho previamente delineado  O trabalho em equipa obriga-nos a um exercício de comunicação e a pensar em situação de cooperação. Toda a comunicação produz aprendizagens, pois põe em comum experiências de sujeitos diversos e diferentes saberes profissionais. Um dos aspetos fundamentais a ter em consideração numa equipa é a sua coesão e mútua confiança, muito embora este aspeto esteja sob influência de vários fatores intrínsecos e extrínsecos ao grupo. Os fatores extrínsecos são todos aqueles que antecedem a formação do grupo e são exteriores ao mesmo, sendo alguns deles comuns à maioria dos grupos, como é o caso: Disposição material que regula as redes de comunicação; A semelhança ou a diferença do status social e dos quadros de referência próprios dos indivíduos reunidos. Ou seja, a proximidade espacial, social e cultural entre os elementos do grupo constitui um poderoso meio de facilitação para atingir os objetivos em causa. Assim, um grupo reduzido que tem em comum diversas características, comunica mais rápida e intensamente do que os elementos de uma reunião numerosa e diversificada.
  • 14.  Relativamente aos fatores intrínsecos, estes representam os fatores inerentes ao próprio grupo e podem-se dividir em duas grandes categorias: Fatores de ordem sócia afetiva: estão relacionados com motivações, emoções e valores comuns que promovem a aproximação entre os elementos do grupo. Fatores sócio operatórios: estão relacionados com a organização mental, cognitiva e funcional de um grupo, permitindo satisfazer as suas necessidades de duas maneiras: Distribuição e articulação dos papéis: consiste em relacionar as atividades que se pretende concretizar e as opiniões dos elementos do grupo. Pode existir uma organização horizontal (a equipa trabalha em cadeia e não há estrutura hierárquica, ou seja, líder), ou uma organização vertical (existe uma hierarquização de todos os elementos do grupo). Comportamento de um grupo e modo de liderança: todo o grupo tem um comportamento, em que este é influenciado de modo diferente em qualidade e intensidade, por todos os elementos do grupo. Nenhum grupo funciona sem a presença de um líder, mas a relação que este estabelece com os restantes elementos deve ser de complementaridade, ou seja, no trabalho em equipa não implica eliminar as diferenças, mas alimentar o diálogo entre os profissionais e as diferentes áreas, contribuindo para o avanço da democratização e da ética nas relações de trabalho e no próprio trabalho. A interação e a troca de ideias entre os membros de uma equipa permitem que cada um obtenha um enriquecimento pessoal de conhecimentos, maximizando assim o aproveitamento dos talentos de cada um. Ao fomentar o espírito de entreajuda, geraram-se relações de confiança, flexibilidade e desenvolvimento de objetivos e expectativas. Se, por um lado, permite uma distribuição da responsabilidade por todos os membros da equipa, por outro lado, essa descentralização de poder resulta numa maior responsabilidade individual, levando assim a que cada um obtenha maior empenho e maior motivação nas metas a atingir. Como consequência, operacionaliza-se uma maior produtividade para o grupo, atingindo-se os objetivos pretendidos e alcançando metas que superam muitas vezes significativamente as melhores expetativas. Não é apenas o líder que determina o comportamento do grupo, este comportamento pode também ser aliado às diferentes situações.
  • 15. A Equipa multidisciplinar deve ser composta por profissionais de diversas áreas :  Com formações académicas diferentes, e que trabalham em prol de um único objetivo. Esta equipa permite uma ação clínica ou educativa unificada decorrente de ângulos diferentes do saber. Ao contrário da visão isolada de cada um dos seus representantes, que possuem um olhar para o problema baseado exclusivamente na sua experiência, a equipa multidisciplinar permite dotar os seus elementos de estratégias com as quais podem construir uma resposta mais integradora à situação em questão. A multiprofissional idade diz respeito à atuação conjunta de várias categorias profissionais, e a multidisciplinaridade refere-se à conjugação dos vários saberes disciplinares na compreensão dos problemas de saúde e na parceria nos processos decisórios. As parcerias geralmente começam porque alguns cuidados não podem ser prestados por um único profissional, disciplina ou organização. Ao fornecer complementaridade e integração de cuidados, as parcerias podem melhorar oportunidades, recursos e resultados em saúde. Há uma crescente necessidade de parcerias a estabelecer entre os profissionais e o grande desafio é desenvolver a capacidade de trabalhar em equipas eficazes. Uma equipa de saúde é uma realidade constituída por profissionais individuais com liberdade para agir de modo nem sempre totalmente previsível e cujas ações se encontram interligadas a tal ponto que a ação de um profissional modifica o contexto para os outros. Concluem que a multiprofissional idade e interdisciplinaridade se baseiam na possibilidade de comunicação não entre campos profissionais e disciplinares (entidades abstratas) mas entre os sujeitos que os constroem na prática e que interagem entre si. A equipa tem de compreender a diversidade dos seus componentes, as competências e os saberes dos seus profissionais, e tirar partido disso no benefício de todos. A prática não deverá ser apenas multiprofissional, em que num mesmo contexto trabalham vários profissionais, mas multidisciplinar, em que as várias disciplinas aprendem das outras, com as outras e sobre as outras.
  • 16.  O trabalho em equipa multidisciplinar exige não só colaboração mas sobretudo interação e negociação entre os seus membros, visando o desenvolvimento de capacidades de entrelaçamento multidisciplinar na construção de uma interdisciplinaridade pensada e executada na práxis de saúde e no cuidado ao ser humano. Esta interdisciplinaridade pressupõe um olhar transversal capaz de revelar aspetos antes inexplorados que se tornam presentes na interligação entre as disciplinas que compõem o mesmo «todo» de conhecimentos. É necessário diluir o conhecimento das diferentes disciplinas num todo de relações que podem contribuir para compreender a complexidade do ser humano. Só uma equipa multidisciplinar permite uma prática potenciadora e promotora de desenvolvimento pessoal, profissional e organizacional, conducente à resolução de problemas em rede, tirando o máximo de proveito dos saberes e competências de cada profissão e de cada profissional num caminho para a transdisciplinaridade, isto é, a capacidade de produzir e usar de forma adequada e efetiva o conhecimento, num projeto de construção participada dos cuidados.
  • 17.
  • 18. Tarefas que, sob orientação e supervisão de um profissional de saúde, pode executar sozinho :  O enfermeiro avalia a necessidade e o tipo de cuidados a prestar ao cliente, e na priorização dos mesmos, assume a delegação de tarefas e a respetiva supervisão a pessoal funcionalmente dependente de si, mantendo total responsabilidade pelos cuidados prestados. Critérios de competência:  Delega noutros, atividades proporcionais às suas capacidades e ao seu âmbito de prática.  Utiliza uma série de estratégias de suporte quando supervisiona aspetos dos cuidados delegados a outro.  Mantém responsabilidade quando delega aspetos dos cuidados noutros. Os enfermeiros só podem delegar tarefas em pessoal deles funcionalmente dependentes, quando este tenha a preparação necessária para as executar, conjugando-se sempre a natureza das tarefas com o grau de dependência do utente em cuidados de enfermagem. São competência do assistente operacional as seguintes atividades de acordo com a Portaria n.º 1041/2010 de 7 de Outubro. Diário da República nº 195: o assistente operacional de saúde é o profissional que, sob a orientação de profissionais de saúde com formação superior, desempenha as seguintes tarefas com supervisão, mas relativa autonomia:  Ajudar o utente nas necessidades de eliminação e nos cuidados de higiene e conforto de acordo com orientações do enfermeiro;  Auxiliar o enfermeiro na prestação de cuidados de eliminação, nos cuidados de higiene e conforto ao utente e na realização de tratamentos a feridas e úlceras;  Auxiliar o enfermeiro na prestação de cuidados ao utente que vai fazer, ou fez, uma intervenção cirúrgica;  Auxiliar nas tarefas de alimentação e hidratação do utente, nomeadamente na preparação de refeições ligeiras ou suplementos alimentares e no acompanhamento durante as refeições;  Executar tarefas que exijam uma intervenção imediata e simultânea ao alerta do profissional de saúde;  Auxiliar na transferência, posicionamento e transporte do utente, que necessita de ajuda total ou parcial, de acordo com orientações do profissional de saúde;  Auxiliar nos cuidados post-mortem, de acordo com orientações do profissional de saúde;
  • 19.  Assegurar a limpeza, higienização e transporte de roupas, espaços, materiais e equipamentos, sob a orientação de profissional de saúde;  Assegurar a recolha, transporte, triagem e acondicionamento de roupa da unidade do utente, de acordo com normas e ou procedimentos definidos;  Efetuar a limpeza e higienização das instalações superfícies da unidade do utente, e de outros espaços específicos, de acordo com normas e ou procedimentos definidos;  Efetuar a lavagem e desinfeção de material hoteleiro, material clínico e material de apoio clínico em local próprio, de acordo com normas e ou procedimentos definidos;  Assegurar o armazenamento e conservação adequada de material hoteleiro, material de apoio clínico e clínico de acordo com normas e ou procedimentos definidos;  Efetuar a lavagem (manual e mecânica) e desinfeção química, em local apropriado, de equipamentos do serviço, de acordo com normas e ou procedimentos definidos;  Recolher, lavar e acondicionar os materiais e equipamentos utilizados na lavagem e desinfeção, de acordo com normas e ou procedimentos definidos, para posterior recolha de serviço interna ou externa;  Assegurar a recolha, triagem, transporte e acondicionamento de resíduos hospitalares, garantindo o manuseamento e transporte adequado dos mesmos de acordo com procedimentos definidos.
  • 20. Tarefas que, sob orientação de um profissional de saúde, tem de executar sob sua supervisão direta:  O conceito de competência tem carácter polissémico, sendo descrito como: capacidade para aplicar habilidades, conhecimentos e atitudes; habilidade de utilizar o conhecimento a fim de chegar a um propósito;  capacidade de utilizar conhecimentos e habilidades adquiridos para o exercício profissional; capacidade de mobilizar saberes — saber-fazer, saber-se, saber agir;  capacidade para resolução de um problema.  Assim sendo, competência significa a construção de disposições e esquemas que permitem mobilizar os conhecimentos, no momento certo e com discernimento.  A competência seria a capacidade de orquestração destes esquemas.  Um especialista é competente porque é capaz de dominar rapidamente situações comuns com esquemas que entram em ação automaticamente e, além disso é capaz de, coordenar e diferenciar rapidamente os esquemas de ação e os conhecimentos para enfrentar de situações inéditas.  Competências profissionais é aquilo que nos constitui e nos caracteriza como indivíduos, são capacidades relacionais – facilitadoras ou impeditivas de uma boa inserção social.  Mobilizam um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações) para solucionar situações de forma eficaz, são um conjunto de conhecimentos, qualidades, capacidades e aptidões.  Capacidade do sujeito mobilizar saberes, conhecimentos, habilidades e atitudes para a resolução de problemas e para a tomada de decisões adequadas.  Pressupõem conhecimentos teóricos fundamentados, acompanhados das qualidades e das capacidades que permitem executar as decisões sugeridas.  Podem estar presentes nas atividades políticas, sociais e educativas como um todo.  Aptidão para trabalhar em equipa. Envolve facetas que vão do individual ao sociocultural, situacional (contextual organizacional) e processual.  Competências não podem ser confundidas com o simples “desempenho” de tarefas.  Cabe aos enfermeiros, no âmbito das suas competências, supervisionar o trabalho em equipa dos técnicos auxiliares de saúde, na medida em que estes se encontram subordinados hierarquicamente.  A atividade desenvolvida pelos enfermeiros tem a peculiaridade de ser em equipas, compostas por pessoas diferentes, com níveis de formação diferentes, as quais estabelecem relações interpessoais de cariz profissional, no sentido da prestação de cuidados de enfermagem de qualidade.  O trabalho em equipa é uma atividade sincronizada e organizada de diversos profissionais de categorias diferentes, para cumprir um objetivo comum.  O produto final da equipa é diferente da soma das partes, uma vez que as pessoas enriquecem o grupo com o seu universo individual, composto pelos seus modelos mentais, características de personalidade, vivências pessoais e experiências profissionais.  Segundo o Conselho de Enfermagem da Ordem dos Enfermeiros (2004) são competências dos Enfermeiros de Cuidados Gerais:  Os enfermeiros têm uma atuação de complementaridade funcional relativamente aos demais profissionais de saúde, mas dotada de idêntico nível de dignidade e autonomia de exercício profissional.
  • 21. Normas sociais :  Uma representação é social no sentido em que é coletivamente produzida e “as representações sociais são um produto das interações e dos fenómenos de comunicação no interior de um grupo social, refletindo a situação desse grupo, os seus projetos, problemas e estratégias”  As representações sociais têm ainda uma forma muito própria de funcionar, contribuindo para os processos de formação e para os processos de orientação das comunicações e dos comportamentos sociais.  A posição social que os indivíduos ocupam ou as funções que desempenham determinam os conteúdos representativos e a sua organização por via de aproximação ideológica que eles têm com o mundo social, normas institucionais e modelos ideológicos a que obedecem.  A partilha de uma mesma condição, a qual se acompanha de uma relação com o mundo, valores, modelos de vida, desejos, produz efeitos na norma de conceber a cultura e de representar a sociedade. Tendo as representações sociais um papel fundamental na dinâmica das relações sociais, elas respondem a quatro funções:  A primeira é a função de saber: elas permitem compreender e explicar a realidade.  As representações definem um quadro de referência comum que permite trocas sociais e a transmissão e difusão deste saber espontâneo.  Manifestam igualmente um esforço do homem para compreender e comunicar;  A segunda é a função de identidade: elas permitem definir e salvaguardar as identidades específicas dos grupos.  Ou seja, situam os indivíduos num dado campo social.  A referência às representações sociais define a identidade do grupo e vai ter um papel importante no controle social exercido pelo coletivo sobre qualquer um dos seus membros;  A terceira função é a de orientação: ela guia os comportamentos e as práticas.  A representação é prescritiva dos comportamentos ou das práticas obrigatórias.  Ela define o que é lícito, tolerável ou inaceitável num dado contexto social;  A última é a função justificativa: ela permite, à posteriori, justificar as tomadas de posição e os comportamentos, ou seja, avalia uma ação, permitindo aos sujeitos justificarem as suas condutas numa dada situação
  • 22. Atitudes e Comportamentos:  Ser profissional é exercer uma atividade geralmente no seio de uma organização pública ou privada, depois de obtida uma formação, que garanta uma competência específica e assegure a obtenção de um diploma  Uma ciência humana e humanitária, sendo o seu objeto o “cuidar/cuidado” da pessoa, entendido no sentido abrangente da promoção da vida e de tudo aquilo que ajuda a viver. No entanto, as sociedades atuais exigem que, para que uma profissão exista, tenha de clarificar, justificar e provar o que faz de específico. “Que teorize sobre a prática que realiza, que utilize essa teorização na formação, na prestação de cuidados diretos, na gestão de cuidados e na investigação sobre os próprios cuidados”
  • 23.  O trabalho em equipa não é uma atividade automática ou consequência natural de capacidade técnica ou profissional individual, mas sim uma qualidade a ser desenvolvida do ponto de vista coletivo. Os principais grupos profissionais de uma organização de saúde, como enfermeiros, médicos, auxiliares de ação médica, assistentes sociais, entre outros, podem ter papéis, funções e competências radicalmente diferentes, mas apenas uma equipa interdisciplinar permite almejar a excelência e a qualidade holística dos cuidados à pessoa, ou seja, em toda a sua plenitude. O trabalho em equipa parece também ser um dos pilares da organização dos serviços de saúde. As definições de equipas documentadas, em saúde, são relativamente raras, uma vez que a noção de equipa, aqui, se encontra implícita e é uma realidade dada pela multidisciplinaridade. A maioria dos estudos sobre trabalho em equipa, em saúde, apresenta uma abordagem tecnicista, em que o trabalho de cada profissional é mostrado como atribuições, tarefas ou atividades específicas. Assim, a equipa multiprofissional é apresentada como um conjunto de profissionais que operam em diferentes práticas, sobre uma determinada realidade. No entanto, na atualidade e segundo a OMS, todos os profissionais de saúde devem ter oportunidade de aprender a trabalhar em conjunto, dando-se tanta importância às competências relacionais, como às instrumentais e cognitivas Vários trabalhos de avaliação de equipas em saúde têm chegado à conclusão que mais do que os erros técnicos que afetam o desempenho delas, são as competências não técnicas que mais prejudicam os seus resultados globais, assim como a satisfação de cada membro.  As equipas falham, predominantemente, ao nível das capacidades relacionais, por falta de saber ser e estar em grupo. O que dá eficácia a uma equipa é a diversidade dos contribuintes específicos de cada profissão, sempre num clima de respeito, confiança, cooperação e apoio. Trabalhar em equipa implica as pessoas realizarem em conjunto tarefas ou missões concretas como expressão da nossa linguagem profissional. O trabalho em equipa é a atividade sincronizada e coordenada de diversos profissionais, de categorias diferentes para cumprir um objetivo comum, sendo que o produto final (equipa) é diferente da soma das partes, ou seja, o trabalho desenvolvido por cada trabalhador isoladamente é diferente daquele realizado pela equipa. Relativamente, por exemplo, à profissão de enfermagem, o que dá eficácia a uma equipa é a diversidade dos contributos específicos de cada profissão. Só possuindo uma conceção clara e precisa pode o enfermeiro projetar uma imagem positiva, quer na sociedade, quer nas equipas que integra e consciencializar os pontos de sobreposição da sua intervenção com os dos outros profissionais, num clima de respeito, confiança, cooperação e apoio. Acreditamos, que nos dias de hoje é impossível aos profissionais de saúde trabalharem isoladamente, quer devido à complexidade das situações apresentados pelos utentes dos serviços de saúde, quer devido ao desenvolvimento tecnológico, quer ainda à explosão e fragmentação do conhecimento. Os técnicos de saúde fazem parte de uma equipa e como tal, devem saber executar as suas atividades em interação para que a melhoria da prestação de cuidados seja alcançada.
  • 24. Modelos e práticas na saúde:  A equipa de cuidados de saúde primários é nuclear, constituída, no mínimo, por três elementos (médico, enfermeiro e administrativo) responsáveis pela prestação de cuidados de saúde a 1500 utentes de uma área geograficamente delimitada e a que eventualmente se poderá juntar o técnico sanitário, o médico de saúde pública, o técnico de serviço social, entre outros. Pressupõe-se que os elementos da equipa contactem entre si frequentemente e prestem cuidados de saúde integrados. Nesta perspetiva, de forma a responder eficazmente a todas as solicitações colocadas pelos utentes, torna-se indispensável que os profissionais de saúde juntem esforços no sentido de realizar um verdadeiro trabalho em equipa. Este trabalho deve ser baseado na cooperação (entre os diversos modelos) e em contacto regular, face a face, envolvidos numa ação coordenada, cujos membros contribuam de maneira empenhada, competente e responsável para a realização de uma determinada atividade. Nesta vertente, o trabalho em equipa é condicionado por diversos pressupostos, de acordo com a OMS, válidos para as organizações de saúde:  Partilha de objetivos comuns  Em que cada membro da equipa deve ter uma definição clara e precisa da missão da equipa; Compreensão e aceitação dos papéis e funções de cada um.  Neste caso, um grupo só está em condições de trabalhar em conjunto, como uma equipa depois de todos os seus membros conhecerem e aceitarem os papéis uns dos outros, ou seja, quem deve fazer o quê para que a equipa atinja os seus objetivos ou metas; Existência de recursos humanos e materiais suficientes.  A falta de um destes elementos compromete o trabalho em equipa; a título de exemplo referimos alguns Centros de Saúde com um número escasso de profissionais de saúde;  Cooperação ativa e confiança mútua Onde as pessoas se exprimam livremente e sem receio.  Também é necessário que dentro e fora dos serviços haja um clima propício à criação e funcionamento das equipas de trabalho, o que implica estar atento ao meio ambiente pertinente da equipa (Centro de Saúde e Comunidade); Liderança adequada e eficaz, com uma rede de comunicação circular, aberta e multidirecional.  O líder deve emergir do grupo e não ser imposto.  No primeiro caso, a equipa de trabalho implica uma comunicação aberta, multidirecional, embora menos eficiente (em termos de custos homem/hora) mas mais eficaz.  O Centro de Saúde, enquanto sistema aberto, por excelência, dificilmente pode funcionar de outro modo, sob pena de caminhar para a entropia e disfuncionamento.  Pelo contrário, na casa de um grupo hierárquico tradicional, há uma unidade de comando em que a comunicação é fechada e unilateral
  • 25.
  • 26. Bioética: “Bioética é o estudo sistemático das dimensões morais – incluindo visão moral, decisões, condutas e políticas – das ciências da vida e atenção à saúde, utilizando uma variedade de metodologias éticas em um cenário interdisciplinar.” Reich WT. Enciclopédia OF Bioéticas. New York: MacMillian, 1995:XXI.  As condutas humanas, são dependentes das normas morais que existem na consciência de cada um. Como consequência, diferentes pontos de vista determinam as diversas respostas das pessoas frente aos semelhantes. A existência dessas normas morais tem sempre estado presente na vida das pessoas, norteando a análise dos problemas. Através conselhos, ordens, obrigações e proibições recebidas por nós desde pequenos, aprendemos a orientar e determinar nossa conduta numa etapa posterior.
  • 27.  As condutas humanas, são dependentes das normas morais que existem na consciência de cada um. Como consequência, diferentes pontos de vista determinam as diversas respostas das pessoas frente aos semelhantes. A existência dessas normas morais tem sempre estado presente na vida das pessoas, norteando a análise dos problemas. Através conselhos, ordens, obrigações e proibições recebidas por nós desde pequenos, aprendemos a orientar e determinar nos A diversidade dos sistemas morais, pelo pluralismo que existe nas várias análises de um mesmo ato, determina que, para alguns o que é correto poderá ser para outros imoral. Da mesma forma, a liberdade humana não é real, pois os indivíduos estão condicionados por uma sociedade onde existe pressão social, cultural ou elaborativa a conduta numa etapa posterior A diversidade dos sistemas morais, pelo pluralismo que existe nas várias análises de um mesmo ato, determina que, para alguns o que é correto poderá ser para outros imoral. Da mesma forma, a liberdade humana não é real, pois os indivíduos estão condicionados por uma sociedade onde existe pressão social, cultural ou laborativa  Considerando-se a ética e a moral, os campos que permitem a pessoa atuar em base a um critério individual, conservando sua própria consciência, os problemas estarão na incompatibilidade, muitas vezes, entre a liberdade humana e as normas morais, o quer dizer, entre o ser e o dever ser.  O nascimento da Bioética tem suas raízes ideológicas nas ruínas da 2ª Guerra Mundial quando se estimulou a consciência dos homens a uma profunda reflexão, com o intuito de se estabelecer uma fronteira entre a ética e o comportamento. A partir desse marco, estimulou-se a exigência de uma ética no campo biomédico, fundamentada na razão e nos valores objetivos da vida e da pessoa. O nascimento da Bioética tem suas raízes ideológicas nas ruínas da 2ª Guerra Mundial quando se estimulou a consciência dos homens a uma profunda reflexão, com o intuito de se estabelecer uma fronteira entre a ética e o comportamento. A partir desse marco, estimulou-se a exigência de uma ética no campo biomédico, fundamentada na razão e nos valores objetivos da vida e da pessoa. Van Rensselaer Potter formulou sua definição que trazia o sentido de ética da terra: “Nós temos uma grande necessidade de uma ética da terra, uma ética para a vida selvagem, uma ética de populações, uma ética do consumo, uma ética urbana, uma ética internacional, uma ética geriátrica e assim por diante (...) Todas elas envolvem a bioética, (...)”. Potter VR. Bioethics, the science of survival. Perspectives in biology and medicine. 1970;14:127-53. Potter depois traria a visão original do compromisso global frente ao equilíbrio e preservação da relação dos seres humanos com o ecossistema, e a própria vida do planeta com uma nova definição: “Eu proponho o termo Bioética como forma de enfatizar os dois componentes mais importantes para se atingir uma nova sabedoria, que é tão desesperadamente necessária: conhecimento biológico e valores humanos”. Potter VR. Bioethics. Bridge to the future. Englewood Cliffs: Prentice Hall, 1971:2. A corrente principialista iniciou-se com o Relatório Belmont (1979), com princípios básicos na solução dos problemas éticos surgidos na pesquisa com seres humanos. No mesmo ano, Beauchamp & Childress apresentaram a bioética sob o mesmo prisma. Baseada nos quatro princípios prima facie (não absolutos): - princípio do respeito da autonomia - principio da n ã o -maleficência - princípio da beneficência - princípio da justiça
  • 28.  O principialismo é uma das várias formas mais principialismo utilizadas da expressão da bioética. Hoje em dia tendemos a buscar uma visão mais globalizada, mas ao mesmo tempo mais específica na análise de cada caso, dentro do seu contexto social, econômico e cultural. É conhecido como o modelo de Georgetown, ou americano, por ter sido lançado e defendido na Universidade dessa cidade norte-americana.  Buscava-se soluções para os dilemas éticos baseados em uma perspetiva aceitável para as pessoas envolvidas , por meio de dois princípios de caráter deontológico: do grego deon , obrigação , dever (não maleficência e justiça ) e dois de caráter teleológico: do grego telos , fim , finalidade (beneficência e autonomia). Então, podemos redefinir que, Bioética se refere a um estudo sistemático da conduta humana examinada à luz dos valores e dos princípios morais. Trata-se de um "braço" da ética geral. Sua tarefa não é elaborar novos princípios éticos gerais, mas aplicar esses princípios ao âmbito das ciências da vida e do cuidado da saúde, em especial aos novos problemas que estão surgindo.  A Bioética na Cancerologia discute, dentre alguns temas polêmicos: eutanásia, distanásia, autonomia, como dar más notícias, alocação de recursos, ordens de não ressuscitação, suspensão ou não instalação de alimentação e /ou hidratação artificial, sedação paliativa (sedação controlada) e finitude da vida. Um conflitos frequentes em Cuidados Paliativos é o de decidir, junto com o paciente e família ou seu responsável, que condutas ou estratégias de cuidados devam ser tomadas frente ao óbito iminente ou quando medidas clínicas não controlam os sintomas. distanásia (morte lenta e com muito sofrimento). Para manter o paciente vivo, é submetido, não intencionalmente, a tratamentos fúteis (inúteis), não prolongando propriamente a vida, mas o processo de morrer, seja aplicando novas biotecnologias à medicina ou retomando o desejo humano de superar a morte; eutanásia, prática que busca abreviar sem dor e sofrimento a vida de um doente reconhecidamente incurável, pelo sentido literal de “boa morte”; ortotanásia, morte no seu tempo aparentemente certo, sem tratamentos desproporcionados e sem abreviação do processo de morrer.
  • 29.  Distanásia (morte lenta e com muito sofrimento). Para manter o paciente vivo, é submetido, não intencionalmente, a tratamentos fúteis (inúteis), não prolongando propriamente a vida, mas o processo de morrer, seja aplicando novas biotecnologias à medicina ou retomando o desejo humano de superar a morte; eutanásia, prática que busca abreviar sem dor e sofrimento a vida de um doente reconhecidamente incurável, pelo sentido literal de “boa morte”; Ortotanásia, morte no seu tempo aparentemente certo, sem tratamentos desproporcionados e sem abreviação do processo de morrer  O principialismo de principialismo Beauchamp & Childress(*) é o modelo mais utilizado na bioética clínica, nas discussões dos problemas, ou nos dilemas, sendo a Cancerologia e, em particular a área dos Cuidados Paliativos, um grande campo de aplicação. (*)Beauchamp TL, Childress JF. Principles of biomedical ethics. 4th ed. New York: Oxford University Press, 1994