Leite
Haplótipos
de Fertilidade
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ferramenta poderosa. Ela propiciou aos produtores de l...
TABELA 1, abaixo, lista os ancestrais conhecidos para cada haplotipo e propicia a
frequência de ocorrência dentro de cada ...
Excluir touros ou fêmeas que possuam um ou mais dos haplotipos do seu
programa reprodutivo pode ter um impacto mínimo em m...
Weigel continua: “Agora assuma que o MLV deste touro seja +$600, e
decidimos comprar sêmen de outro touro que seja +$500. ...
Por
ANGIE COBURN,
Vice-Presidente de Genética Leiteira da CRI
www.CRIgenetica.com.br
PONTOS DE SUMÁRIO:
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Haplótipos de Fertilidade: Tecnologia Genômica poderosa no aperfeiçoamento do rebanho

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Haplótipos de Fertilidade: Tecnologia Genômica poderosa no aperfeiçoamento do rebanho

  1. 1. Leite Haplótipos de Fertilidade
  2. 2. Nos últimos dois anos, nós descrevemos tecnologia genômica como uma ferramenta poderosa. Ela propiciou aos produtores de leite um caminho para progresso genético através do uso de touros jovens com os mais altos níveis genéticos e habilidade de aperfeiçoar escolhas de sêmen em novilhas testadas genomicamente. Assim, como nossa habilidade de analisar o gado genômico cresceu, também o fez nossa curiosidade e compreensão. Além de derivar PTA´s genômicos, existem pesquisas em andamento para descrever e explicar a função de segmentos de genes ou cromossomos específicos, também referidos como haploides. Através da melhor compreensão de como haploides funcionam, há uma maior oportunidade de utilizar esta informação em decisões de acasalamento. Através de pesquisas, cientistas do USDA – AIPL(1) identificaram cinco haploides que são inibidores de fertilidade quando ocorrem em um estado de homozigose ou, em outras palavras, uma sequência específica de DNA é herdada de ambos os pais. Três desses haploides são encontrados em gado holandês, um haploide ocorre em jersey e outro em pardo suíço. Pesquisas estão em andamento para futuramente descrever essa condição genética, confirmar sua forma de hereditariedade e determinar o impacto econômico total. Uma vez que a exata causa genética ou biológica ainda é desconhecida, os haploides receberam nomes simples de Haplotipos Holandês 1 até 3 (HH1, HH2, HH3), Haplotipo Jersey 1 (JH1) e Haplotipo Pardo Suíço 1 (BH1), nas siglas em inglês. A descoberta dos haplotipos impactando em fertilidade não é causa de alarme, mas sim avanço em informação. Hoje em dia, em pesquisa genética, é esperado que o gado siga um padrão como humanos, em que cada indivíduo possua um gene ou haplotipo que poderia resultar em condição genética indesejável se acasalado com outro com o mesmo haplotipo. Agora, com mais informações, podemos utilizar isso para avaliar o risco de um potencial acasalamento.
  3. 3. TABELA 1, abaixo, lista os ancestrais conhecidos para cada haplotipo e propicia a frequência de ocorrência dentro de cada população genotipada. Além disso, a tabela indica a redução total de taxas de concepção (TC) e a ausência de retorno em 60 dias (NR) para acasalamento de carreador x carreador nos níveis de frequência atuais. Ainda que estes haplotipos que impactam em fertilidade pareçam ser herdados em uma natureza recessiva, similarmente a selecionar por pelo vermelho ou contra defeitos como Mulefoot e Complexo de Má Formação Vertebral, (CVM) na sigla em inglês, eles devem ser tratados diferentemente em programas de acasalamento. Em um grande grau, o impacto econômico desta condição genética já é contabilizado, pois em características qual taxa de prenhez de filhas e taxa de concepção de touro (SCR), sigla em inglês. HAPLOTIPO CROMOSSOMO FREQUÊNCIA ANCESTRAIS MAIS RECENTES CONHECIDOS IMPACTO NA TC IMPACTO NA TAXA NR 60DIAS BH1 7 14.0% West Lawn Stretch Improver -3.4% -2.5% HH1 5 4.5% Pawnee Farm Arlinda Chief -3.1% -1.1% HH2 1 4.6% Willowholme Mark Anthony -3.0% -1.7% HH3 8 4.7% Gray View Skyliner Glendell Arlinda Chief -3.2% -3.1% JH1 15 23.4% Observer Chocolate Soldier -3.7% -3.7%
  4. 4. Excluir touros ou fêmeas que possuam um ou mais dos haplotipos do seu programa reprodutivo pode ter um impacto mínimo em melhorar a concepção total do rebanho e ainda resultar em redução no ganho genético. Conforme afirmado por Dr. Kent Weigel, em um recente artigo detalhando os haplotipos que impactam em fertilidade e seus impactos nos programas de reprodução, “O Mérito Líquido Vitalício (MLV) pesa todas as características de acordo com seus valores econômicos; sendo assim, touros que carreiam BH1, HH1, HH2, HH3 ou JH1 já foram penalizados no MLV. A magnitude desta penalidade depende da frequência dos haplotipos dentro da raça,”. A Tabela 2, explicando o potencial econômico, é adaptada deste artigo. TABELA 2. Cenário para Perdas Econômicas de Haplotipos que Afetam Fertilidade Se 20% das vacas de um rebanho carrear o haplotipo. Para cada 100 acasalamentos, 20 vacas carrearão haplotipo. ½ ou 10 dos seus óvulos carrearão haplotipos. ½ ou 5 dos embriões resultantes do acasalamento com um touro carreador serão homozigotos para o haplotipo. Embriões homozigotos perdidos entre 5-10 dias de gestação. Cada uma das 5 vacas terá custado um aumento de aproximadamente 30 dias vazias. A um custo extra por dia vazia de US$ 2. Perda econômica total por 100 acasalamentos: 5 vacas x 30 dias por vaca x US$ 2 por dia = US$ 300 ou cerca de US$ 3 por acasalamento.
  5. 5. Weigel continua: “Agora assuma que o MLV deste touro seja +$600, e decidimos comprar sêmen de outro touro que seja +$500. Nós abdicamos de US$97 na nossa tentativa de economizar US$3,00. Além disso, aqueles US$3 já estavam incluídos nas primeiras avaliações do MLV daquele touro.” Aqui está outra forma de avaliar risco. Com aproximadamente 1.400 touros holandesesdisponíveisnaindústria,14-15%carregamumoumaishaplotipos. Com a frequência atual, a probabilidade de acasalar dois animais carreadores é de sete em mil acasalamentos. Um rebanho com uma média de 31% de TC melhoraria apenas 0,36% eliminando um touro que possua um haplotipo. Novamente, esta informação já está expressa no SCR e Prenhez de Filhas e, se nós evitarmos comprar sêmen de touros que carregam estes haplotipos, estaremos duplamente pesando seus efeitos. Em conclusão, estamos apenas no início do aprendizado sobre o genoma bovino e como podemos incorporar a informação nos programas de acasalamento e manejo de precisão. Conforme aprendemos mais, o objetivo deveria ser identificar o impacto econômico correspondente. A partir daí, o bom senso deve prevalecer.
  6. 6. Por ANGIE COBURN, Vice-Presidente de Genética Leiteira da CRI www.CRIgenetica.com.br PONTOS DE SUMÁRIO: • (1) Laboratório de Melhoramento Animal do Departamento de Agricultura dos EUA. • Haploides são partes de cromossomos e podem ser rastreadas através de gerações com genotipagem de DNA. Cinco haplotipos que impactam a fertilidade foram identificados com pesquisa em andamento para descrever funções biológicas e avaliação de impacto econômico. • Em holandês, a frequência de acasalamento aleatório de dois carreadores é sete em cada mil acasalamentos. • Perdas esperadas já são contabilizadas na seleção por taxa de Prenhez de filhas e SCRs, e MLV é uma boa medida para ganho econômico líquido. • Para uma lista de touros da CRI em condição de haplotipos, visite http://genex.crinet.com/haplotype

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