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Calagem e adubação da beterraba*
1

Paulo Espíndola Trani ( )
2
Sebastião Wilson Tivelli ( )
3
Thiago Leandro Factor ( )
4
José Maria Breda Júnior ( )
1

( ) Instituto Agronômico, Centro de Horticultura, Campinas (SP). petrani@iac.sp.gov.br
2
( ) APTA - UPD São Roque (SP). tivelli@apta.sp.gov.br
3
( ) APTA - Polo Regional Nordeste Paulista, Mococa (SP). factor@apta.sp.gov.br
4
( ) COOPERBATATA, Vargem Grande do Sul (SP). breda@cooperbatata.com.br
* Campinas (SP), junho de 2013

INTRODUÇÃO
A cultura da beterraba de mesa (Beta vulgaris L.) situa-se entre as espécies hortícolas
que mais respondem à calagem bem como às adubações orgânica e mineral.
No Estado de São Paulo predomina o cultivo de beterrabas de ciclo entre 80 e 100
dias, no sistema de semeadura direta, com ou sem canteiros e também, em área menor,
com o plantio de mudas. A época ideal para o cultivo é o outono - inverno com temperaturas
entre 15 e 20 oC. No verão, apesar de existirem cultivares tolerantes ao calor (temperaturas
médias entre 25 e 30 oC) a produtividade é menor devido à alta incidência de doenças
fúngicas, o que requer mais atenção com o controle destas além de pragas diversas.
A maior parte da área plantada (pelo menos 90%) é composta de cultivares
destinadas à colheita de raízes onde a parte aérea é descartada (Figura 1).
2

Figura 1. À esquerda, colheita de beterraba no campo descartando-se as folhas através de
corte manual. À direita, caixa com raízes de beterraba para posterior lavagem e
classificação. São José do Rio Pardo, 2007. (Foto: Paulo E. Trani).
Existe também o plantio e comercialização de beterrabas em maços (raízes+parte
aérea) nesse caso predominando o cultivo de híbridos de porte mais uniforme (Figura 2).

Figura 2. Beterraba comercializada em maços na CEAGESP. São Paulo, 2007 . (Foto:
Sebastião W. Tivelli).
3

1. Coeficientes Técnicos e Custo de Produção
A região de São José do Rio Pardo é uma das mais representativas quanto à
produção de beterraba no Estado de São Paulo. Na tabela 1 são apresentados os
coeficientes técnicos da cultura e o custo de produção para o mês de junho de 2011.
Verifica-se um significativo gasto de 28,2% referentes aos custos com calcário, fertilizantes e
sua aplicação ao solo, em relação ao total das despesas com a implantação, manejo e
colheita da beterraba. Torna-se, portanto, fundamental a realização e interpretação da
análise de solo e da análise foliar para o cálculo correto da calagem e adubação.
Deve ser ressaltado que a produtividade citada nesta tabela, de 30 t ha-1 de raízes
encontra-se próxima às aquelas mencionadas pelo Instituto de Economia Agrícola para o
Estado de São Paulo (28 t ha-1 de raízes) em anos recentes. Este fato permite inferir que a
proporção dos gastos com calcário e fertilizantes em outras regiões do Estado deve estar
bastante próxima aos dados apresentados na tabela 1.
É importante mencionar que com a adoção de novas técnicas de plantio, uso de
irrigação, híbridos altamente produtivos, adubação equilibrada e estande de plantas
adequado (450 a 550 mil plantas por ha), tem-se obtido produtividades de até 60 t ha-1, na
época de outono-inverno na região de São José do Rio Pardo.
4

Tabela 1. Coeficientes técnicos de produção e viabilidade econômica da beterraba divulgada
pela COOXUPÉ - Núcleo de São José do Rio Pardo (SP) em junho de 2011, para uma
produtividade de 30 t ha-1 de raízes (1.200 caixas K de 25 kg por hectare).
Descrição

Quantidade
Unidade V. Unitário(R$)
A - PREPARO DO SOLO
Limpeza da área
2,0
HT
35,00
Aração
4,0
HT
50,00
Gradagem (2x)
6,0
HT
50,00
Encanteiramento e semeadura
6,0
HT
80,00
Conservação do solo
2,5
HT
50,00
Aplicação de fertiliz. orgânico
4,0
HT
35,00
SUB TOTAL A
B - MÃO DE OBRA E TRATOS CULTURAIS
Irrigações (6x)
3,0
DH
40,00
Aplicação fertiliz. min. plantio
1,0
DH
40,00
Aplicação fertiliz. orgânico
2,0
HM
35,00
Raleação (desbaste)
30,0
DH
40,00
Adubações de cobertura (3x)
3,0
DH
40,00
Pulverizações fitossanit. (6x)
3,0
DH
40,00
Colheita (colher e cortar folhas)
30,0
DH
40,00
SUB TOTAL B
C - INSUMOS
Sementes
6,0
kg
50,00
Fertilizante 04-14-08 + B + Zn
0,75
t
750,00
Fertilizante cobert. (20-00-20)
0,50
t
950,00
Cama (“piso”) de galinha
5,00
t
120,00
Mancozebe (2x)
5,0
kg
16,00
Oxicloreto de cobre (2x)
2,0
kg
15,00
Azoxistrobina+Difenocon. (2x)
0,2
kg
400,00
Organofosforado (3x)
2,0
L
16,50
Piretróide (3x)
0,6
L
45,00
Ciromazina (2x)
2,0
emb/15 g
18,00
Espalhante adesivo
20,0
L
6,50
Energia elétrica
2.000
kW
0,29
SUB TOTAL C
D - TRANSPORTE INTERNO
Fertiliz. de plantio e cobertura
4,0
HT
35,00
Colheita
10,0
HT
35,00
SUB TOTAL D
TOTAL (A + B + C +D)
VIABILIDADE ECONÔMICA
Produção Estimada (kg)
Receita Bruta Estimada
Total do Custo (Orçamento)
LUCRO
HT = hora trator; DH = dia homem; HM = hora máquina.
Fonte: Breda Jr., J.M., 2011

Total (R$)
70,00
200,00
300,00
480,00
125,00
140,00
1.315,00
120,00
40,00
70,00
1.200,00
120,00
120,00
1.200,00
2.870,00
300,00
562,50
475,00
600,00
80,00
30,00
80,00
33,00
27,00
36,00
130,00
580,00
2.933,50
140,00
350,00
490,00
7.608,50
30.000
15.000,00
7.608,50
7.391,50
5

2. Nutrição Mineral
A beterraba apresenta um crescimento intenso até os 80 dias após sua semeadura,
sendo que tanto a parte aérea como a raiz continuam a crescer até o final do ciclo. A
absorção de nutrientes é contínua dos 40 dias até a colheita, com maior intensidade a partir
do 60 dias após a semeadura. Na Horta Experimental da ESALQ, em Piracicaba (1988) em
um solo de alta fertilidade (Terra Roxa Estruturada, atualmente Nitossolo Vermelho
Eutroférrico) verificou-se que para uma população de 330.000 plantas ha-1, a beterraba (cv
Early Top Wonder) extraiu os macronutrientes (em kg ha-1): N = 78; P = 18 (corresponde a
41 de P2O5); K = 203 (corresponde a 244 de K2O); Ca = 20; Mg = 29 e os micronutrientes
(em g ha-1): Cu = 23; Fe = 736; Mn = 584 e Zn = 388. A alta absorção de potássio pelas
plantas de beterraba verificada nesse tipo de solo deve-se em parte ao “consumo de luxo”
que significa a extração deste nutriente acima da necessidade nutricional da planta quando
cultivada em solos ricos em potássio trocável.
Conforme ampla revisão de literatura nacional e internacional é válido citar as
seguintes quantidades de nutrientes extraídas pela beterraba (produtividades entre 20 e 65
t ha-1 de raízes + folhas): macronutrientes em kg ha-1: N = 78 a 275; P = 18 a 40 (ou seja 41
a 92 de P2O5); K= 83 a 476 (ou seja 100 a 571 de K2O) ; Ca = 20 a 74; Mg = 27 a 62.
Quanto aos micronutrientes, os trabalhos realizados no Brasil e no Exterior são mais
escassos. Pode-se citar como exemplo a seguinte exportação de micronutrientes (em g ha-1)
pelas raízes quando se considera uma produtividade de 20 t ha-1 de beterraba: B = 44;
Cu = 22; Fe = 406; Mn = 24; Mo = 0,3 e Zn = 62.
A análise química das folhas permite fornecer a interpretação sobre o estado
nutricional da cultura. No caso da beterraba recomenda-se a amostragem durante o
desenvolvimento das plantas, de preferência no período entre 40 e 60 dias após plantio,
coletando-se o limbo das folhas recém-maduras centrais, de 30 plantas representativas da
lavoura. As faixas de teores adequados de macro e micronutrientes são apresentadas na
tabela 2, a seguir.
6

Tabela 2. Faixas de teores adequados de macro e micronutrientes em folhas de beterraba.
N

P

K

Ca

Mg

S

-1

---------------------------------------------------g kg ---------------------------------------------------30 – 50
B

2–4

20 – 40
Cu

25 – 35
Fe

3–8
Mn

2–4
Zn

-1

---------------------------------------------------mg kg -------------------------------------------------40 – 80

5 – 15

70 – 200

70 – 200

20 – 100

3. Calagem
A maioria dos solos brasileiros apresenta características químicas inadequadas para o
cultivo intensivo de plantas, tais como: elevada acidez, altos teores de hidrogênio e alumínio
trocáveis além da deficiência de cálcio e magnésio. Portanto, a calagem é prática
fundamental para a correção da acidez do solo e para o fornecimento de cálcio e magnésio
às plantas. A cultura da beterraba está entre as hortaliças mais sensíveis à acidez do solo.
Assim sendo, os solos em que será cultivado beterraba devem ser corrigidos, quando
necessário, até obter 80 a 90% de saturação por bases, além de pH entre 6,5 e 7,0.
Dentre os corretivos da acidez do solo, os calcários são os mais comercializados. Os
calcários podem ser classificados em função do teor de óxido de magnésio (MgO) como
calcíticos, magnesianos ou dolomíticos. Calcários que apresentam até 5% de MgO são
denominados

calcíticos; de 6-12% de MgO,

magnesianos e acima de 12% de MgO,

dolomíticos.
Os calcários comuns têm PRNT (poder relativo de neutralização total) aproximado de
70% e devem ser incorporados ao solo de 60 a 90 dias antes da semeadura ou do plantio da
beterraba para ocorrer completa correção da acidez do solo.
Os calcários finamente moídos denominados “Filler” (PRNT próximo a 85-90%) e os
calcários parcialmente calcinados (PRNT de 95 a 100%) apresentam ação mais rápida na
7

correção da acidez do solo (30 a 40 dias após a aplicação).
É importante que se realize a incorporação do corretivo até 20 a 30 cm de
profundidade, para possibilitar o pleno desenvolvimento das raízes da beterraba. Logo após
a incorporação do calcário, recomenda-se irrigar o local para que se atinja umidade
suficiente à reação do calcário junto ao solo.
Vale ressaltar que o gesso agrícola (sulfato de cálcio bi-hidratado) não corrige o pH do
solo. Tem como principal função fornecer cálcio e enxofre às culturas e também arrastar para
longe do alcance das raízes, o alumínio trocável do solo. Sua aplicação deve ser criteriosa,
pois o excesso de gesso agrícola também poderá acarretar a lixiviação para maiores
profundidades, além do Al+++, de cátions como o K+ e o Mg++.
4. Adubação
A recomendação de adubação para a cultura da beterraba no Estado de São Paulo é
a seguinte:
- Adubação orgânica: aplicar de 20 a 40 t ha-1 de esterco bovino bem curtido ou composto
orgânico, sendo a maior dose para solos arenosos. Pode-se utilizar também 1/4 dessas
quantidades com outros fertilizantes orgânicos tais como a cama de frango, o esterco de
galinha, de suínos ou equinos. Todos devem ser bem incorporados ao solo, entre 30 e 40
dias antes da semeadura ou plantio da beterraba. Vale lembrar que os fertilizantes orgânicos
além de melhorar a parte física e biológica do solo, fornecem parcialmente os nutrientes
necessários às plantas de beterraba. A velocidade de liberação dos nutrientes para as
plantas é gradativa e varia bastante conforme o tipo de solo e as temperaturas do período de
desenvolvimento da cultura.
- Adubação mineral de plantio: aplicar e incorporar de 7 a 10 dias antes da semeadura,
conforme a análise do solo (Tabela 3).
8

Tabela 3. Recomendação de doses de NPK em pré-plantio, conforme análise de solo
P resina, mg/dm

3

+

K trocável, mmolc/dm

3

Zn, mg/dm

3

Nitrogênio
0-25
-1

N, kg ha
20 a 40

26-60

61-120

>120

-1

----------P2O5, kg ha ---------360

240

160

80

0-1,5

1,6-3,0

3,1-6,0

>6,0

-1

----------K2O, kg ha ---------160

80

Aplicar junto com o NPK em pré-plantio, 2 a 4 kg ha
deficientes em boro ou pobres em matéria orgânica.

40
-1

20

0-0,5

0,6-1,2

>1,2
-1

-------Zn, kg ha ------3

1

0

de B, sendo as maiores doses em solos

As doses de nutrientes a serem aplicadas antes da semeadura ou do plantio, podem
também variar conforme o sistema de distribuição dos fertilizantes, em área total do canteiro
ou nos sulcos de semeadura. Caso a análise de solo indique a necessidade de doses de
K2O no plantio, acima de 60-80 kg ha-1, o produtor deverá aplicar o fertilizante contendo
potássio em área total do canteiro. Isso porque a aplicação concentrada nos sulcos de
semeadura poderá acarretar a “queima das sementes”. Nessa situação deve-se utilizar a
maior parte de K em cobertura, dividida em 3 ou 4 aplicações durante o ciclo da cultura,
desde os 15 até 60 dias após a emergência das plantas.
O produtor de beterraba que aplica as fórmulas de fertilizantes em sulcos ou linhas
deve sempre regular a máquina para que o adubo fique situado 2,5 cm abaixo e 2,5 cm ao
lado das sementes, diminuindo assim, a possibilidade de “queima” das mesmas, causadas
principalmente pelo Cl- presente no cloreto de potássio.
- Adubação mineral de cobertura: 80 a 160 kg ha-1 de N e 60 a 120 kg ha-1 de K2O. No caso
da irrigação por aspersão convencional as doses poderão ser parceladas em 4 aplicações:
aos 15, 30, 45 e 60 dias após a germinação. Recomenda-se a proporção de 20%; 30%; 30%
e 20% das quantidades a serem aplicadas de nutrientes em cobertura. Caso seja utilizada a
fertirrigação, através de gotejamento ou pivô central, tais doses deverão ser parceladas em
maior número de vezes.
- Adubação foliar: aplicar em pulverização, aos 20 e 40 dias após a semeadura ou após o
transplante das mudas, 5 g de molibdato de sódio (ou molibdato de amônio), e 10 a 20 g de
9

ácido bórico em 10 litros de água. Evitar a mistura dos micronutrientes com agrotóxicos para
não ocorrer incompatibilidade entre os componentes.
O boro via foliar também pode ser aplicado em conjunto com fertilizantes fontes de Ca
e N, como o nitrato de cálcio.
Ao iniciar a “tuberização” da raiz da beterraba, próximo dos 50 dias, realizar aplicação
foliar com sulfato de magnésio de 0,3 a 0,5% do volume de calda.
5. A importância do nitrogênio e do boro para a cultura da beterraba.
Dentre os nutrientes mais exigidos pela cultura da beterraba deve ser destacado o
nitrogênio o qual contribui para o aumento da produtividade por promover a expansão foliar
(essencial para a fotossíntese) e mais acúmulo de massa de raízes, além das folhas.
O manejo adequado da fertilização nitrogenada é importante também do ponto de vista
ambiental, pois o excesso de nitrogênio sendo facilmente lixiviado pela água da chuva ou da
irrigação pode atingir o lençol freático do solo.
Observa-se na literatura a existência de diferenças significativas nas quantidades de N
recomendadas para a beterraba de mesa. Isso se deve às diferentes exigências nutricionais das
cultivares utilizadas, às diferentes densidades de plantio e também aos diversos tipos de solo e
clima.
Experimentos com doses de nitrogênio, de 0 até 200 kg ha-1 de N, realizados na década
de 90, em Campinas (Figura 3) (Latossolo Vermelho Amarelo de textura média) e em Monte
Alegre do Sul (SP) (Figura 4) (Argissolo Vermelho Amarelo de textura franco-arenosa), com
teores de matéria orgânica de 2,0%, mostraram que as melhores produtividades de raízes de
beterraba situaram-se na faixa de 90 a 120 kg ha-1 de N, aplicado em cobertura. Nesses
experimentos, a análise foliar revelou boa correlação entre as doses de N aplicadas e os
teores de N nas folhas.
10

Figura 3. A foto à esquerda mostra em primeiro plano, canteiro de beterraba onde se aplicou
dose adequada de N e em segundo plano, canteiro onde se utilizou dose insuficiente de N. A
foto à direita mostra raízes e parte aérea de beterraba que receberam doses crescentes de
nitrogênio (0; 40; 80; 120; 160 e 200 kg ha-1 de N). Campinas, 1998. (Foto: Paulo E. Trani).

Figura 4. Estudo de adubação nitrogenada da beterraba em Monte Alegre do Sul, APTAPolo Leste Paulista. A foto mostra a primeira cobertura com fertilizante nitrogenado aos 15
dias após a germinação. 1990. (Foto: Paulo E. Trani).
11

Experimentos com doses de N e diferentes sistemas de plantio (semeadura direta e
transplante de mudas) em um Argissolo Vermelho Amarelo franco-argiloso, em São José do
Rio Pardo (Figura 5) mostraram que as doses entre 180 e 240 kg ha-1 de N foram aquelas
que proporcionaram as maiores produtividades. Nesse local, o plantio foi realizado sobre
palhada (dessecada) de braquiária. Uma parte do N aplicado, no sistema de “plantio direto”,
ao entrar em contato com a palhada na camada superficial e sub-superficial do solo é
utilizado por microrganismos úteis que mineralizam o material orgânico seco e
proporcionam o reequilíbrio da relação C/N do solo.

Figura 5. Aspecto no campo da cultura da beterraba onde foram pesquisadas diferentes
doses de N e sistemas de “plantio direto”. Área da Fundação Municipal “Luciano Ribeiro da
Silva”, em São José do Rio Pardo, 2010. (Foto: Thiago L. Factor).
É válido lembrar que quantidades excessivas de N afetam a qualidade nutricional
(valor alimentar) das raízes e folhas desta hortaliça, conforme demonstraram experiências
efetuadas em outros Países.
Outro elemento essencial e limitante para a beterraba é o boro, cuja deficiência causa
prejuízos à qualidade das raízes (Figura 6). O fornecimento do boro para as culturas em
geral deve ser preferencialmente via solo, antes da semeadura ou plantio. Na maioria das
vezes o fertilizante que contém o boro vem misturado aos adubos NPK para facilidade de
distribuição e uniformidade no solo. Recomenda-se as doses de 2 a 4 kg ha-1 de B, por
ocasião do plantio, conforme citado anteriormente. As maiores doses são recomendadas
para solos deficientes (teores inferiores a 0,3 mg kg-1 de B de solo) ou pobres em matéria
12

orgânica, e as menores doses de B para os demais solos. O boro aplicado via foliar em
complemento à aplicação via radicular, tem as doses mencionadas no item “adubação foliar”.

Figura 6. Raízes de beterraba mostrando manchas corticóides e áreas necróticas escuras
devido à deficiência de boro. A parte interna das raízes pode mostrar ou não tais sintomas,
conforme o nível de deficiência no solo. Itapecerica da Serra, 2005. (Foto: Takenobu Miazato).
6. Outras recomendações
Para aproveitamento racional dos resíduos de corretivos e fertilizantes utilizados na
produção de beterraba, recomenda-se como rotação de cultura o cultivo de repolho, alface,
ervilha, cenoura, berinjela ou feijão-vagem. Tendo em vista que a beterraba tem uma ampla
faixa de plantio no ano, deve ser escolhido o período com temperaturas mais adequadas
como um fator condicionante na definição da espécie hortícola a ser utilizada no sistema de
rotação / sucessão de culturas.
Se na área de produção de beterraba, for constatado nematóide, fazer rotação de
cultura com espécies de adubos verdes, como Crotalaria juncea ou Crotalaria spectabilis,
milheto ou ainda um “mix” de crotalárias e milheto.
13

7. Conclusões
A calagem e adubação são práticas agronômicas fundamentais para se obter altas
produtividades e também raízes e folhas de beterraba com boa qualidade comercial e
nutricional.
O cálculo correto das quantidades de calcário e fertilizantes a serem aplicados no
plantio e em cobertura deve sempre levar em conta a análise de solo e a análise foliar.
Com a adoção destas práticas, ao lado de outras, como a escolha certa da cultivar,
bom estande, irrigação correta e o controle equilibrado de pragas e doenças, será possível a
obtenção de melhores produtividades e qualidade das raízes.
A figura 7 mostra uma plantação de beterraba conduzida conforme modernas
técnicas agronômicas. A figura 8 mostra um engradado com raízes bem selecionadas
prontas para a comercialização.

Figura 7. Plantas de beterraba aos 55 dias mostrando boa uniformidade e ótimo estande,
graças à semeadura bem calibrada e também à calagem e adubação bem executadas. São
José do Rio Pardo, 2013. (Foto: José Maria Breda Jr).
14

Figura 8. Raízes de beterraba após lavagem e classificação, prontas para a
comercialização. No detalhe, raízes cortadas mostrando formato arredondado e boa
intensidade de cor. 2007. (Foto: Paulo R. Nogueira Carvalho).

8. Literatura
CAMARGO, A.M.M.M.P.; CAMARGO, F.P.; CAMARGO FILHO, W.P.. Distribuição
geográfica da produção de hortaliças no Estado de São Paulo: participação no País,
concentração regional e evolução no período 1996-2006. Informações Econômicas,
São Paulo, v. 38, n. 1, p. 28-35, 2008.
CANTLIFFE, D.J; GOODWIN, P.R.. Effects of nitrogen rate; source and various anions and
cations on NO-3 accumulation and nutrients constituents of table beets. Agronomy Journal,
Madison, v.66, p. 779-783, 1974
GRANGEIRO, L.C; NEGREIROS, M.Z; SOUZA, B.S; AZEVEDO, P.E; OLIVEIRA, S.L;
MEDEIROS, M.A. Acúmulo e exportação de nutrientes em beterraba. Ciênc. agrotec.,
Lavras,v.31, n.2, p.267-273, mar./abr., 2007.
HAAG, H.P; MINAMI, K.. Requerimentos de nutrientes pela cultura da beterraba. In:
_____________ (coods). Nutrição Mineral em Hortaliças, 2 ed. Campinas: Fundação
Cargill, 1988. p 52-59.
15

HALBROOKS, M.C; PETERSON, L.A.. Boron use in the table beet and the relation of
short-term boron stress to blackheart injury. Journal American Society of Horticultural
Science, v. 111, p. 751-757, 1986.
LIMA JUNIOR, S.; FACTOR, T.L; SILVEIRA CARVALHO, J.M; PURQUERIO, L.F.V.;
CALORI, A.H.; GUIMARÃES, R.S.; SANTELLO, M.C.; RONCHI, R.S.M. Produtividade de
beterraba cultivada em plantio direto em função de doses e parcelamento da adubação
potássica. Horticultura Brasileira, v. 29, n.2, S3958-S3965, 2011. Suplemento – CDROM.
MESQUITA FILHO, M.V.; SOUZA, A.F.; FURLANI, P.R.. Hortaliças de bulbos, tubérculos,
raizes e frutos. In: FERREIRA, M.E.; CRUZ M.C.P.; RAIJ, B. van; ABREU, C.A.
Micronutrientes

e

elementos

tóxicos

na

agricultura.

Jaboticabal:

CNPq/FAPESP/POTAFOS, 2001. p. 511-532.
PURQUERIO, L.F.V.; FACTOR, T.L.; LIMA JR, S; SILVEIRA, J.M.C.; TIVELLI, S.W.;
CALORI, A.H.; GUIMARAES, R.S.; SANTELLO, M.C.; RONCHI, R.S.M. Produtividade de
beterraba cultivada em plantio direto em função de doses e fontes de nitrogênio.
Horticultura Brasileira, v. 29, n.2, S3771-S3777, 2011. Suplemento – CD-ROM.
TRANI, P.E.; FORNASIER, J.B.; LISBÃO, R.S.. Nutrição mineral e adubação da
beterraba. In: Nutrição e adubação de hortaliças. Piracicaba: Associação Brasileira
para Pesquisa da Potassa e do Fosfato. p. 429-446. 1993
TRANI, P.E.; PASSOS, F.A.; TAVARES, M.; AZEVEDO FILHO, J.A. 1997. Beterraba,
nabo, rabanete e salsa. In: RAIJ, B. van; CANTARELLA, H,; QUAGGIO, J.A.; FURLANI,
A.M.C. Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo.
Campinas, SP: Instituto Agronômico & Fundação IAC, p.174. (Boletim Técnico Nº 100, 2
ed. Rev. Atual).
TRANI, P.E.; CANTARELLA, H.; TIVELLI, S.W.. Produtividade de beterraba em função
de doses de sulfato de amônio em cobertura. Horticultura Brasileira v. 23, p. 726-730.
2005

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  • 1. 1 Calagem e adubação da beterraba* 1 Paulo Espíndola Trani ( ) 2 Sebastião Wilson Tivelli ( ) 3 Thiago Leandro Factor ( ) 4 José Maria Breda Júnior ( ) 1 ( ) Instituto Agronômico, Centro de Horticultura, Campinas (SP). petrani@iac.sp.gov.br 2 ( ) APTA - UPD São Roque (SP). tivelli@apta.sp.gov.br 3 ( ) APTA - Polo Regional Nordeste Paulista, Mococa (SP). factor@apta.sp.gov.br 4 ( ) COOPERBATATA, Vargem Grande do Sul (SP). breda@cooperbatata.com.br * Campinas (SP), junho de 2013 INTRODUÇÃO A cultura da beterraba de mesa (Beta vulgaris L.) situa-se entre as espécies hortícolas que mais respondem à calagem bem como às adubações orgânica e mineral. No Estado de São Paulo predomina o cultivo de beterrabas de ciclo entre 80 e 100 dias, no sistema de semeadura direta, com ou sem canteiros e também, em área menor, com o plantio de mudas. A época ideal para o cultivo é o outono - inverno com temperaturas entre 15 e 20 oC. No verão, apesar de existirem cultivares tolerantes ao calor (temperaturas médias entre 25 e 30 oC) a produtividade é menor devido à alta incidência de doenças fúngicas, o que requer mais atenção com o controle destas além de pragas diversas. A maior parte da área plantada (pelo menos 90%) é composta de cultivares destinadas à colheita de raízes onde a parte aérea é descartada (Figura 1).
  • 2. 2 Figura 1. À esquerda, colheita de beterraba no campo descartando-se as folhas através de corte manual. À direita, caixa com raízes de beterraba para posterior lavagem e classificação. São José do Rio Pardo, 2007. (Foto: Paulo E. Trani). Existe também o plantio e comercialização de beterrabas em maços (raízes+parte aérea) nesse caso predominando o cultivo de híbridos de porte mais uniforme (Figura 2). Figura 2. Beterraba comercializada em maços na CEAGESP. São Paulo, 2007 . (Foto: Sebastião W. Tivelli).
  • 3. 3 1. Coeficientes Técnicos e Custo de Produção A região de São José do Rio Pardo é uma das mais representativas quanto à produção de beterraba no Estado de São Paulo. Na tabela 1 são apresentados os coeficientes técnicos da cultura e o custo de produção para o mês de junho de 2011. Verifica-se um significativo gasto de 28,2% referentes aos custos com calcário, fertilizantes e sua aplicação ao solo, em relação ao total das despesas com a implantação, manejo e colheita da beterraba. Torna-se, portanto, fundamental a realização e interpretação da análise de solo e da análise foliar para o cálculo correto da calagem e adubação. Deve ser ressaltado que a produtividade citada nesta tabela, de 30 t ha-1 de raízes encontra-se próxima às aquelas mencionadas pelo Instituto de Economia Agrícola para o Estado de São Paulo (28 t ha-1 de raízes) em anos recentes. Este fato permite inferir que a proporção dos gastos com calcário e fertilizantes em outras regiões do Estado deve estar bastante próxima aos dados apresentados na tabela 1. É importante mencionar que com a adoção de novas técnicas de plantio, uso de irrigação, híbridos altamente produtivos, adubação equilibrada e estande de plantas adequado (450 a 550 mil plantas por ha), tem-se obtido produtividades de até 60 t ha-1, na época de outono-inverno na região de São José do Rio Pardo.
  • 4. 4 Tabela 1. Coeficientes técnicos de produção e viabilidade econômica da beterraba divulgada pela COOXUPÉ - Núcleo de São José do Rio Pardo (SP) em junho de 2011, para uma produtividade de 30 t ha-1 de raízes (1.200 caixas K de 25 kg por hectare). Descrição Quantidade Unidade V. Unitário(R$) A - PREPARO DO SOLO Limpeza da área 2,0 HT 35,00 Aração 4,0 HT 50,00 Gradagem (2x) 6,0 HT 50,00 Encanteiramento e semeadura 6,0 HT 80,00 Conservação do solo 2,5 HT 50,00 Aplicação de fertiliz. orgânico 4,0 HT 35,00 SUB TOTAL A B - MÃO DE OBRA E TRATOS CULTURAIS Irrigações (6x) 3,0 DH 40,00 Aplicação fertiliz. min. plantio 1,0 DH 40,00 Aplicação fertiliz. orgânico 2,0 HM 35,00 Raleação (desbaste) 30,0 DH 40,00 Adubações de cobertura (3x) 3,0 DH 40,00 Pulverizações fitossanit. (6x) 3,0 DH 40,00 Colheita (colher e cortar folhas) 30,0 DH 40,00 SUB TOTAL B C - INSUMOS Sementes 6,0 kg 50,00 Fertilizante 04-14-08 + B + Zn 0,75 t 750,00 Fertilizante cobert. (20-00-20) 0,50 t 950,00 Cama (“piso”) de galinha 5,00 t 120,00 Mancozebe (2x) 5,0 kg 16,00 Oxicloreto de cobre (2x) 2,0 kg 15,00 Azoxistrobina+Difenocon. (2x) 0,2 kg 400,00 Organofosforado (3x) 2,0 L 16,50 Piretróide (3x) 0,6 L 45,00 Ciromazina (2x) 2,0 emb/15 g 18,00 Espalhante adesivo 20,0 L 6,50 Energia elétrica 2.000 kW 0,29 SUB TOTAL C D - TRANSPORTE INTERNO Fertiliz. de plantio e cobertura 4,0 HT 35,00 Colheita 10,0 HT 35,00 SUB TOTAL D TOTAL (A + B + C +D) VIABILIDADE ECONÔMICA Produção Estimada (kg) Receita Bruta Estimada Total do Custo (Orçamento) LUCRO HT = hora trator; DH = dia homem; HM = hora máquina. Fonte: Breda Jr., J.M., 2011 Total (R$) 70,00 200,00 300,00 480,00 125,00 140,00 1.315,00 120,00 40,00 70,00 1.200,00 120,00 120,00 1.200,00 2.870,00 300,00 562,50 475,00 600,00 80,00 30,00 80,00 33,00 27,00 36,00 130,00 580,00 2.933,50 140,00 350,00 490,00 7.608,50 30.000 15.000,00 7.608,50 7.391,50
  • 5. 5 2. Nutrição Mineral A beterraba apresenta um crescimento intenso até os 80 dias após sua semeadura, sendo que tanto a parte aérea como a raiz continuam a crescer até o final do ciclo. A absorção de nutrientes é contínua dos 40 dias até a colheita, com maior intensidade a partir do 60 dias após a semeadura. Na Horta Experimental da ESALQ, em Piracicaba (1988) em um solo de alta fertilidade (Terra Roxa Estruturada, atualmente Nitossolo Vermelho Eutroférrico) verificou-se que para uma população de 330.000 plantas ha-1, a beterraba (cv Early Top Wonder) extraiu os macronutrientes (em kg ha-1): N = 78; P = 18 (corresponde a 41 de P2O5); K = 203 (corresponde a 244 de K2O); Ca = 20; Mg = 29 e os micronutrientes (em g ha-1): Cu = 23; Fe = 736; Mn = 584 e Zn = 388. A alta absorção de potássio pelas plantas de beterraba verificada nesse tipo de solo deve-se em parte ao “consumo de luxo” que significa a extração deste nutriente acima da necessidade nutricional da planta quando cultivada em solos ricos em potássio trocável. Conforme ampla revisão de literatura nacional e internacional é válido citar as seguintes quantidades de nutrientes extraídas pela beterraba (produtividades entre 20 e 65 t ha-1 de raízes + folhas): macronutrientes em kg ha-1: N = 78 a 275; P = 18 a 40 (ou seja 41 a 92 de P2O5); K= 83 a 476 (ou seja 100 a 571 de K2O) ; Ca = 20 a 74; Mg = 27 a 62. Quanto aos micronutrientes, os trabalhos realizados no Brasil e no Exterior são mais escassos. Pode-se citar como exemplo a seguinte exportação de micronutrientes (em g ha-1) pelas raízes quando se considera uma produtividade de 20 t ha-1 de beterraba: B = 44; Cu = 22; Fe = 406; Mn = 24; Mo = 0,3 e Zn = 62. A análise química das folhas permite fornecer a interpretação sobre o estado nutricional da cultura. No caso da beterraba recomenda-se a amostragem durante o desenvolvimento das plantas, de preferência no período entre 40 e 60 dias após plantio, coletando-se o limbo das folhas recém-maduras centrais, de 30 plantas representativas da lavoura. As faixas de teores adequados de macro e micronutrientes são apresentadas na tabela 2, a seguir.
  • 6. 6 Tabela 2. Faixas de teores adequados de macro e micronutrientes em folhas de beterraba. N P K Ca Mg S -1 ---------------------------------------------------g kg ---------------------------------------------------30 – 50 B 2–4 20 – 40 Cu 25 – 35 Fe 3–8 Mn 2–4 Zn -1 ---------------------------------------------------mg kg -------------------------------------------------40 – 80 5 – 15 70 – 200 70 – 200 20 – 100 3. Calagem A maioria dos solos brasileiros apresenta características químicas inadequadas para o cultivo intensivo de plantas, tais como: elevada acidez, altos teores de hidrogênio e alumínio trocáveis além da deficiência de cálcio e magnésio. Portanto, a calagem é prática fundamental para a correção da acidez do solo e para o fornecimento de cálcio e magnésio às plantas. A cultura da beterraba está entre as hortaliças mais sensíveis à acidez do solo. Assim sendo, os solos em que será cultivado beterraba devem ser corrigidos, quando necessário, até obter 80 a 90% de saturação por bases, além de pH entre 6,5 e 7,0. Dentre os corretivos da acidez do solo, os calcários são os mais comercializados. Os calcários podem ser classificados em função do teor de óxido de magnésio (MgO) como calcíticos, magnesianos ou dolomíticos. Calcários que apresentam até 5% de MgO são denominados calcíticos; de 6-12% de MgO, magnesianos e acima de 12% de MgO, dolomíticos. Os calcários comuns têm PRNT (poder relativo de neutralização total) aproximado de 70% e devem ser incorporados ao solo de 60 a 90 dias antes da semeadura ou do plantio da beterraba para ocorrer completa correção da acidez do solo. Os calcários finamente moídos denominados “Filler” (PRNT próximo a 85-90%) e os calcários parcialmente calcinados (PRNT de 95 a 100%) apresentam ação mais rápida na
  • 7. 7 correção da acidez do solo (30 a 40 dias após a aplicação). É importante que se realize a incorporação do corretivo até 20 a 30 cm de profundidade, para possibilitar o pleno desenvolvimento das raízes da beterraba. Logo após a incorporação do calcário, recomenda-se irrigar o local para que se atinja umidade suficiente à reação do calcário junto ao solo. Vale ressaltar que o gesso agrícola (sulfato de cálcio bi-hidratado) não corrige o pH do solo. Tem como principal função fornecer cálcio e enxofre às culturas e também arrastar para longe do alcance das raízes, o alumínio trocável do solo. Sua aplicação deve ser criteriosa, pois o excesso de gesso agrícola também poderá acarretar a lixiviação para maiores profundidades, além do Al+++, de cátions como o K+ e o Mg++. 4. Adubação A recomendação de adubação para a cultura da beterraba no Estado de São Paulo é a seguinte: - Adubação orgânica: aplicar de 20 a 40 t ha-1 de esterco bovino bem curtido ou composto orgânico, sendo a maior dose para solos arenosos. Pode-se utilizar também 1/4 dessas quantidades com outros fertilizantes orgânicos tais como a cama de frango, o esterco de galinha, de suínos ou equinos. Todos devem ser bem incorporados ao solo, entre 30 e 40 dias antes da semeadura ou plantio da beterraba. Vale lembrar que os fertilizantes orgânicos além de melhorar a parte física e biológica do solo, fornecem parcialmente os nutrientes necessários às plantas de beterraba. A velocidade de liberação dos nutrientes para as plantas é gradativa e varia bastante conforme o tipo de solo e as temperaturas do período de desenvolvimento da cultura. - Adubação mineral de plantio: aplicar e incorporar de 7 a 10 dias antes da semeadura, conforme a análise do solo (Tabela 3).
  • 8. 8 Tabela 3. Recomendação de doses de NPK em pré-plantio, conforme análise de solo P resina, mg/dm 3 + K trocável, mmolc/dm 3 Zn, mg/dm 3 Nitrogênio 0-25 -1 N, kg ha 20 a 40 26-60 61-120 >120 -1 ----------P2O5, kg ha ---------360 240 160 80 0-1,5 1,6-3,0 3,1-6,0 >6,0 -1 ----------K2O, kg ha ---------160 80 Aplicar junto com o NPK em pré-plantio, 2 a 4 kg ha deficientes em boro ou pobres em matéria orgânica. 40 -1 20 0-0,5 0,6-1,2 >1,2 -1 -------Zn, kg ha ------3 1 0 de B, sendo as maiores doses em solos As doses de nutrientes a serem aplicadas antes da semeadura ou do plantio, podem também variar conforme o sistema de distribuição dos fertilizantes, em área total do canteiro ou nos sulcos de semeadura. Caso a análise de solo indique a necessidade de doses de K2O no plantio, acima de 60-80 kg ha-1, o produtor deverá aplicar o fertilizante contendo potássio em área total do canteiro. Isso porque a aplicação concentrada nos sulcos de semeadura poderá acarretar a “queima das sementes”. Nessa situação deve-se utilizar a maior parte de K em cobertura, dividida em 3 ou 4 aplicações durante o ciclo da cultura, desde os 15 até 60 dias após a emergência das plantas. O produtor de beterraba que aplica as fórmulas de fertilizantes em sulcos ou linhas deve sempre regular a máquina para que o adubo fique situado 2,5 cm abaixo e 2,5 cm ao lado das sementes, diminuindo assim, a possibilidade de “queima” das mesmas, causadas principalmente pelo Cl- presente no cloreto de potássio. - Adubação mineral de cobertura: 80 a 160 kg ha-1 de N e 60 a 120 kg ha-1 de K2O. No caso da irrigação por aspersão convencional as doses poderão ser parceladas em 4 aplicações: aos 15, 30, 45 e 60 dias após a germinação. Recomenda-se a proporção de 20%; 30%; 30% e 20% das quantidades a serem aplicadas de nutrientes em cobertura. Caso seja utilizada a fertirrigação, através de gotejamento ou pivô central, tais doses deverão ser parceladas em maior número de vezes. - Adubação foliar: aplicar em pulverização, aos 20 e 40 dias após a semeadura ou após o transplante das mudas, 5 g de molibdato de sódio (ou molibdato de amônio), e 10 a 20 g de
  • 9. 9 ácido bórico em 10 litros de água. Evitar a mistura dos micronutrientes com agrotóxicos para não ocorrer incompatibilidade entre os componentes. O boro via foliar também pode ser aplicado em conjunto com fertilizantes fontes de Ca e N, como o nitrato de cálcio. Ao iniciar a “tuberização” da raiz da beterraba, próximo dos 50 dias, realizar aplicação foliar com sulfato de magnésio de 0,3 a 0,5% do volume de calda. 5. A importância do nitrogênio e do boro para a cultura da beterraba. Dentre os nutrientes mais exigidos pela cultura da beterraba deve ser destacado o nitrogênio o qual contribui para o aumento da produtividade por promover a expansão foliar (essencial para a fotossíntese) e mais acúmulo de massa de raízes, além das folhas. O manejo adequado da fertilização nitrogenada é importante também do ponto de vista ambiental, pois o excesso de nitrogênio sendo facilmente lixiviado pela água da chuva ou da irrigação pode atingir o lençol freático do solo. Observa-se na literatura a existência de diferenças significativas nas quantidades de N recomendadas para a beterraba de mesa. Isso se deve às diferentes exigências nutricionais das cultivares utilizadas, às diferentes densidades de plantio e também aos diversos tipos de solo e clima. Experimentos com doses de nitrogênio, de 0 até 200 kg ha-1 de N, realizados na década de 90, em Campinas (Figura 3) (Latossolo Vermelho Amarelo de textura média) e em Monte Alegre do Sul (SP) (Figura 4) (Argissolo Vermelho Amarelo de textura franco-arenosa), com teores de matéria orgânica de 2,0%, mostraram que as melhores produtividades de raízes de beterraba situaram-se na faixa de 90 a 120 kg ha-1 de N, aplicado em cobertura. Nesses experimentos, a análise foliar revelou boa correlação entre as doses de N aplicadas e os teores de N nas folhas.
  • 10. 10 Figura 3. A foto à esquerda mostra em primeiro plano, canteiro de beterraba onde se aplicou dose adequada de N e em segundo plano, canteiro onde se utilizou dose insuficiente de N. A foto à direita mostra raízes e parte aérea de beterraba que receberam doses crescentes de nitrogênio (0; 40; 80; 120; 160 e 200 kg ha-1 de N). Campinas, 1998. (Foto: Paulo E. Trani). Figura 4. Estudo de adubação nitrogenada da beterraba em Monte Alegre do Sul, APTAPolo Leste Paulista. A foto mostra a primeira cobertura com fertilizante nitrogenado aos 15 dias após a germinação. 1990. (Foto: Paulo E. Trani).
  • 11. 11 Experimentos com doses de N e diferentes sistemas de plantio (semeadura direta e transplante de mudas) em um Argissolo Vermelho Amarelo franco-argiloso, em São José do Rio Pardo (Figura 5) mostraram que as doses entre 180 e 240 kg ha-1 de N foram aquelas que proporcionaram as maiores produtividades. Nesse local, o plantio foi realizado sobre palhada (dessecada) de braquiária. Uma parte do N aplicado, no sistema de “plantio direto”, ao entrar em contato com a palhada na camada superficial e sub-superficial do solo é utilizado por microrganismos úteis que mineralizam o material orgânico seco e proporcionam o reequilíbrio da relação C/N do solo. Figura 5. Aspecto no campo da cultura da beterraba onde foram pesquisadas diferentes doses de N e sistemas de “plantio direto”. Área da Fundação Municipal “Luciano Ribeiro da Silva”, em São José do Rio Pardo, 2010. (Foto: Thiago L. Factor). É válido lembrar que quantidades excessivas de N afetam a qualidade nutricional (valor alimentar) das raízes e folhas desta hortaliça, conforme demonstraram experiências efetuadas em outros Países. Outro elemento essencial e limitante para a beterraba é o boro, cuja deficiência causa prejuízos à qualidade das raízes (Figura 6). O fornecimento do boro para as culturas em geral deve ser preferencialmente via solo, antes da semeadura ou plantio. Na maioria das vezes o fertilizante que contém o boro vem misturado aos adubos NPK para facilidade de distribuição e uniformidade no solo. Recomenda-se as doses de 2 a 4 kg ha-1 de B, por ocasião do plantio, conforme citado anteriormente. As maiores doses são recomendadas para solos deficientes (teores inferiores a 0,3 mg kg-1 de B de solo) ou pobres em matéria
  • 12. 12 orgânica, e as menores doses de B para os demais solos. O boro aplicado via foliar em complemento à aplicação via radicular, tem as doses mencionadas no item “adubação foliar”. Figura 6. Raízes de beterraba mostrando manchas corticóides e áreas necróticas escuras devido à deficiência de boro. A parte interna das raízes pode mostrar ou não tais sintomas, conforme o nível de deficiência no solo. Itapecerica da Serra, 2005. (Foto: Takenobu Miazato). 6. Outras recomendações Para aproveitamento racional dos resíduos de corretivos e fertilizantes utilizados na produção de beterraba, recomenda-se como rotação de cultura o cultivo de repolho, alface, ervilha, cenoura, berinjela ou feijão-vagem. Tendo em vista que a beterraba tem uma ampla faixa de plantio no ano, deve ser escolhido o período com temperaturas mais adequadas como um fator condicionante na definição da espécie hortícola a ser utilizada no sistema de rotação / sucessão de culturas. Se na área de produção de beterraba, for constatado nematóide, fazer rotação de cultura com espécies de adubos verdes, como Crotalaria juncea ou Crotalaria spectabilis, milheto ou ainda um “mix” de crotalárias e milheto.
  • 13. 13 7. Conclusões A calagem e adubação são práticas agronômicas fundamentais para se obter altas produtividades e também raízes e folhas de beterraba com boa qualidade comercial e nutricional. O cálculo correto das quantidades de calcário e fertilizantes a serem aplicados no plantio e em cobertura deve sempre levar em conta a análise de solo e a análise foliar. Com a adoção destas práticas, ao lado de outras, como a escolha certa da cultivar, bom estande, irrigação correta e o controle equilibrado de pragas e doenças, será possível a obtenção de melhores produtividades e qualidade das raízes. A figura 7 mostra uma plantação de beterraba conduzida conforme modernas técnicas agronômicas. A figura 8 mostra um engradado com raízes bem selecionadas prontas para a comercialização. Figura 7. Plantas de beterraba aos 55 dias mostrando boa uniformidade e ótimo estande, graças à semeadura bem calibrada e também à calagem e adubação bem executadas. São José do Rio Pardo, 2013. (Foto: José Maria Breda Jr).
  • 14. 14 Figura 8. Raízes de beterraba após lavagem e classificação, prontas para a comercialização. No detalhe, raízes cortadas mostrando formato arredondado e boa intensidade de cor. 2007. (Foto: Paulo R. Nogueira Carvalho). 8. Literatura CAMARGO, A.M.M.M.P.; CAMARGO, F.P.; CAMARGO FILHO, W.P.. Distribuição geográfica da produção de hortaliças no Estado de São Paulo: participação no País, concentração regional e evolução no período 1996-2006. Informações Econômicas, São Paulo, v. 38, n. 1, p. 28-35, 2008. CANTLIFFE, D.J; GOODWIN, P.R.. Effects of nitrogen rate; source and various anions and cations on NO-3 accumulation and nutrients constituents of table beets. Agronomy Journal, Madison, v.66, p. 779-783, 1974 GRANGEIRO, L.C; NEGREIROS, M.Z; SOUZA, B.S; AZEVEDO, P.E; OLIVEIRA, S.L; MEDEIROS, M.A. Acúmulo e exportação de nutrientes em beterraba. Ciênc. agrotec., Lavras,v.31, n.2, p.267-273, mar./abr., 2007. HAAG, H.P; MINAMI, K.. Requerimentos de nutrientes pela cultura da beterraba. In: _____________ (coods). Nutrição Mineral em Hortaliças, 2 ed. Campinas: Fundação Cargill, 1988. p 52-59.
  • 15. 15 HALBROOKS, M.C; PETERSON, L.A.. Boron use in the table beet and the relation of short-term boron stress to blackheart injury. Journal American Society of Horticultural Science, v. 111, p. 751-757, 1986. LIMA JUNIOR, S.; FACTOR, T.L; SILVEIRA CARVALHO, J.M; PURQUERIO, L.F.V.; CALORI, A.H.; GUIMARÃES, R.S.; SANTELLO, M.C.; RONCHI, R.S.M. Produtividade de beterraba cultivada em plantio direto em função de doses e parcelamento da adubação potássica. Horticultura Brasileira, v. 29, n.2, S3958-S3965, 2011. Suplemento – CDROM. MESQUITA FILHO, M.V.; SOUZA, A.F.; FURLANI, P.R.. Hortaliças de bulbos, tubérculos, raizes e frutos. In: FERREIRA, M.E.; CRUZ M.C.P.; RAIJ, B. van; ABREU, C.A. Micronutrientes e elementos tóxicos na agricultura. Jaboticabal: CNPq/FAPESP/POTAFOS, 2001. p. 511-532. PURQUERIO, L.F.V.; FACTOR, T.L.; LIMA JR, S; SILVEIRA, J.M.C.; TIVELLI, S.W.; CALORI, A.H.; GUIMARAES, R.S.; SANTELLO, M.C.; RONCHI, R.S.M. Produtividade de beterraba cultivada em plantio direto em função de doses e fontes de nitrogênio. Horticultura Brasileira, v. 29, n.2, S3771-S3777, 2011. Suplemento – CD-ROM. TRANI, P.E.; FORNASIER, J.B.; LISBÃO, R.S.. Nutrição mineral e adubação da beterraba. In: Nutrição e adubação de hortaliças. Piracicaba: Associação Brasileira para Pesquisa da Potassa e do Fosfato. p. 429-446. 1993 TRANI, P.E.; PASSOS, F.A.; TAVARES, M.; AZEVEDO FILHO, J.A. 1997. Beterraba, nabo, rabanete e salsa. In: RAIJ, B. van; CANTARELLA, H,; QUAGGIO, J.A.; FURLANI, A.M.C. Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo. Campinas, SP: Instituto Agronômico & Fundação IAC, p.174. (Boletim Técnico Nº 100, 2 ed. Rev. Atual). TRANI, P.E.; CANTARELLA, H.; TIVELLI, S.W.. Produtividade de beterraba em função de doses de sulfato de amônio em cobertura. Horticultura Brasileira v. 23, p. 726-730. 2005