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Adubação Orgânica de Hortaliças e Frutíferas

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1
Adubação Orgânica de Hortaliças e Frutíferas*
Paulo E. Trani (
1
)
Maurilo Monteiro Terra (
2
)
Marco Antonio Tecchio (
3
)
Luiz Antonio Junqueira Teixeira (
4
)
Jairo Hanasiro (
5
)
(
1
) Instituto Agronômico, Centro de Horticultura, Campinas (SP). petrani@iac.sp.gov.br; petrani32@hotmail.com
(
2
) Instituto Agronômico, Centro de Ecofisiologia e Biofísica, Campinas (SP). mmterra@iac.sp.gov.br
(
3
) UNESP- Faculdade de Ciências Agronômicas, Departamento de Horticultura, Botucatu (SP). tecchio@fca.unesp.br
(
4
) Instituto Agronômico, Centro de Solos e Recursos Ambientais, Campinas (SP). teixeira@iac.sp.gov.br
(
5
) Proactiva Serviços Ambientais, Barueri (SP). jairo.hanasiro@proactiva.com.br
* Campinas (SP), fevereiro de 2013
O adubo ou fertilizante orgânico é o produto de origem vegetal, animal ou agro-industrial que
aplicado ao solo proporciona a melhoria de sua fertilidade e contribui para o aumento da produtividade e
qualidade das culturas.
Segundo a ABISOLO, no período de 2001 a 2009 observou-se um expressivo crescimento de 12
vezes na comercialização de fertilizantes orgânicos (de 100.000 para 1.200.000 toneladas) no Brasil. A
comercialização de fertilizantes organominerais praticamente dobrou, de 1800.000 t para 3.400.000 t nesse
mesmo período. A fruticultura com participação de 48% e a olericultura (cultivo de hortaliças) com
participação de 26% sobre o valor das vendas, são as principais responsáveis pelo consumo de fertilizantes
orgânicos no Brasil em relação às outras culturas.
Os fertilizantes orgânicos e também os organominerais podem ser produzidos na propriedade
agrícola ou adquiridos de fabricantes e distribuidores especializados.
2
Vantagens e benefícios da adubação orgânica
Os principais efeitos dos adubos orgânicos sobre as propriedades físicas do solo são: melhoria da
estrutura, aeração, armazenamento de água e drenagem interna do solo. Favorecem a diminuição das
variações bruscas de temperatura do solo que interferem nos processos biológicos do solo e na absorção
de nutrientes pelas plantas.
Os principais efeitos dos fertilizantes orgânicos sobre as propriedades químicas do solo são:
enriquecimento gradual do solo com macro e micronutrientes essenciais às plantas e o aumento gradativo
do teor de matéria orgânica do solo.
Os principais efeitos dos adubos orgânicos sobre as propriedades físico-químicas do solo são:
melhoria na adsorção de nutrientes, que é a retenção físico-química de cátions, diminuindo, em
consequência, a lixiviação de nutrientes causada pela chuva ou pela irrigação; a) aumento gradativo da
capacidade de troca de cátions (CTC ou T) do solo, melhorando indiretamente sua fertilidade.
Os principais efeitos dos fertilizantes orgânicos sobre as propriedades biológicas do solo são: a)
aumento na biodiversidade de microorganismos úteis que agem na solubilização de fertilizantes diversos de
maneira a liberar nutrientes para as plantas; b) aumento na quantidade de microorganismos que auxiliam no
controle de nematóides, que são pragas que atacam as raízes das plantas.
Desvantagens e limitações da adubação orgânica
a) alguns fertilizantes orgânicos mal decompostos ou de origem não controlada podem introduzir ou
aumentar o número de microorganismos de solo nocivos às plantas (ex:Verticilium, Fusarium, Rizoctonia
etc.) e introduzir sementes de plantas daninhas.
b) resíduos como composto de lixo urbano e lodo de esgoto tratado não monitorados, podem
acarretar danos com a introdução de metais pesados ao solo e microorganismos patogênicos ao homem.
c) os custos de produção, transporte e aplicação dos adubos orgânicos freqüentemente são mais
elevados em relação aos fertilizantes minerais. Isso pode ser minimizado com a utilização dos fertilizantes
organominerais.
d) nem sempre a proporção dos nutrientes contidos nos fertilizantes orgânicos atende as
necessidades das plantas.
3
Tipos de fertilizantes orgânicos
Fertilizante orgânico simples
O fertilizante orgânico simples é oriundo de uma única fonte de origem animal ou vegetal. Dentre os
fertilizantes orgânicos simples destacam-se quanto à maior quantidade disponível os estercos animais, o
bagacilho e a torta de filtro de cana, a vinhaça (vinhoto ou restilo) de cana, as palhadas de milho e de soja,
a serragem de madeira, a casca de pinus, a casca de eucalipto, a casca de café e a casca de arroz.
Outros produtos de menor disponibilidade no comércio devido à sua limitada produção são: a farinha de
ossos, importante fonte de fósforo; a farinha de casco e chifres, a farinha de sangue e a torta de mamona,
importantes fontes de nitrogênio orgânico; e as cinzas de madeira, que se destacam como fontes de
potássio.
Fertilizante orgânico composto
O fertilizante composto é o produto obtido por processo bioquímico natural ou controlado com
mistura de resíduos orgânicos de origem vegetal, animal, industrial ou urbano. Compostagem é um
processo aeróbico de transformação de resíduos orgânicos em adubo humificado.
A compostagem pode ser feita manual ou mecanicamente com o auxilio de máquinas, sendo
importante a uniformidade da granulometria de cada fertilizante orgânico para que haja facilidade de
degradação e cura.
Em geral há a necessidade de um período de 90 a 120 dias para obtenção do composto pronto para
ser utilizado. A figura 1 mostra material orgânico a céu aberto, em processo intermediário de compostagem
com desprendimento de calor. São utilizados diferentes materiais orgânicos de origem animal, vegetal e
agroindustrial.
4
Figura 1. Processo de compostagem com resíduos orgânicos diversos. Piracicaba-SP.
Foto: Jairo Hanasiro.
Bokashi
É um composto produzido com resíduos orgânicos vegetais e animais de diferentes origens e
ativado com microorganismos úteis que aceleram o processo de compostagem. Os microorganismos úteis
como os actinomicetos e tricodermas entre outras espécies, são provenientes do solo sendo selecionados e
cultivados em laboratórios especializados. Existem diferentes formulações de bokashi. O Instituto
Agronômico de Campinas realizou em 2000/2001, pesquisas com hortaliças utilizando o bokashi com a
seguinte composição: 500 kg de esterco de frango + 500 kg de terra limpa de barranco (sub-solo) + 80 kg
de farelo de arroz + 1,5 kg de “Bym-Food” e 1,0 kg de Nitrex (micronutrientes silicatados). A análise deste
produto revelou: umidade=7%; pH=8,1; C/N=17. Em %: N=1,1; P2O5=1,2; K2O=3,6; Ca=2,2; Mg=1,2; S=1,2.
Em mg/kg (ppm): Na=2.200; Fe=12.325; Mn=200; Cu=38; Zn=90.
As figuras 2 e 3 mostram a produção de alface crespa em canteiros que não receberam aplicação
de fertilizantes e com a aplicação de bokashi, respectivamente.
5
Figura 2. Alface em canteiro que não recebeu aplicação de adubo. Instituto Agronômico.
Fazenda Santa Elisa. Campinas - SP. Foto: Paulo E. Trani.
Figura 3. Alface em canteiro que recebeu a aplicação de bokashi (1 kg por m2
).
Instituto Agronômico. Fazenda Santa Elisa. Campinas-SP. Foto: Paulo E. Trani.
6
Fertilizante organomineral
É o fertilizante procedente da mistura ou combinação de fertilizantes minerais e orgânicos. Como
um bom exemplo de adubo organomineral pode-se citar a mistura de esterco animal com superfosfato
simples o que diminui as perdas de amônia do esterco por volatilização e enriquece o material com fósforo,
cálcio e enxofre presentes em quantidades expressivas nesse fertilizante. O fertilizante organomineral para
aplicação no solo deve ter no mínimo 8% de carbono orgânico total, umidade máxima de 30%, capacidade
de troca de cátions (CTC) mínima de 80 mmolc/kg e soma N; P2O5 e K2O igual ou superior a 10%.
Adubos verdes
São plantas, em geral leguminosas que, cultivadas e incorporadas ao solo, liberam nutrientes,
principalmente o nitrogênio para as plantas cultivadas posteriormente. Além disso, proporcionam a melhoria
das propriedades físicas do solo. Citam-se as mucunas, crotalárias, guandu, leucena, chícharo e tremoço
entre os principais adubos verdes da família das leguminosas. Dentre as gramíneas, destacam-se a aveia
preta, aveia branca, milho, sorgo e milheto. Dentre as brássicas, cita-se o nabo forrageiro. Deve-se destacar
que a escolha do adubo verde é condicionada pelo clima. Por exemplo, o tremoço, a ervilhaca e o nabo
forrageiro desenvolvem-se melhor em regiões de clima ameno, enquanto as crotalárias, o guandu, o
chícharo e a leucena têm melhor desenvolvimento em regiões de temperaturas mais elevadas.
Composição dos fertilizantes orgânicos
Os fertilizantes orgânicos tem composição variável conforme sua origem, teor de umidade e
processamento antes de sua aplicação. A mineralização no solo de nutrientes como o nitrogênio e fósforo
depende principalmente da relação carbono/nitrogênio (C/N) do material orgânico. Por exemplo, compostos
com C/N menor que 25 e relação C/P menor que 200 liberam a maior parte do N e do P no primeiro ano da
aplicação. Em geral produtos de origem animal sofrem um processo de mineralização mais acelerado do
que produtos de origem vegetal, quando submetidos às mesmas condições de temperatura ambiente e
umidade no solo. A tabela 1 apresenta a composição de vários materiais orgânicos de origem animal,
vegetal e agroindustrial.

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Adubação Orgânica de Hortaliças e Frutíferas

  • 1. 1 Adubação Orgânica de Hortaliças e Frutíferas* Paulo E. Trani ( 1 ) Maurilo Monteiro Terra ( 2 ) Marco Antonio Tecchio ( 3 ) Luiz Antonio Junqueira Teixeira ( 4 ) Jairo Hanasiro ( 5 ) ( 1 ) Instituto Agronômico, Centro de Horticultura, Campinas (SP). petrani@iac.sp.gov.br; petrani32@hotmail.com ( 2 ) Instituto Agronômico, Centro de Ecofisiologia e Biofísica, Campinas (SP). mmterra@iac.sp.gov.br ( 3 ) UNESP- Faculdade de Ciências Agronômicas, Departamento de Horticultura, Botucatu (SP). tecchio@fca.unesp.br ( 4 ) Instituto Agronômico, Centro de Solos e Recursos Ambientais, Campinas (SP). teixeira@iac.sp.gov.br ( 5 ) Proactiva Serviços Ambientais, Barueri (SP). jairo.hanasiro@proactiva.com.br * Campinas (SP), fevereiro de 2013 O adubo ou fertilizante orgânico é o produto de origem vegetal, animal ou agro-industrial que aplicado ao solo proporciona a melhoria de sua fertilidade e contribui para o aumento da produtividade e qualidade das culturas. Segundo a ABISOLO, no período de 2001 a 2009 observou-se um expressivo crescimento de 12 vezes na comercialização de fertilizantes orgânicos (de 100.000 para 1.200.000 toneladas) no Brasil. A comercialização de fertilizantes organominerais praticamente dobrou, de 1800.000 t para 3.400.000 t nesse mesmo período. A fruticultura com participação de 48% e a olericultura (cultivo de hortaliças) com participação de 26% sobre o valor das vendas, são as principais responsáveis pelo consumo de fertilizantes orgânicos no Brasil em relação às outras culturas. Os fertilizantes orgânicos e também os organominerais podem ser produzidos na propriedade agrícola ou adquiridos de fabricantes e distribuidores especializados.
  • 2. 2 Vantagens e benefícios da adubação orgânica Os principais efeitos dos adubos orgânicos sobre as propriedades físicas do solo são: melhoria da estrutura, aeração, armazenamento de água e drenagem interna do solo. Favorecem a diminuição das variações bruscas de temperatura do solo que interferem nos processos biológicos do solo e na absorção de nutrientes pelas plantas. Os principais efeitos dos fertilizantes orgânicos sobre as propriedades químicas do solo são: enriquecimento gradual do solo com macro e micronutrientes essenciais às plantas e o aumento gradativo do teor de matéria orgânica do solo. Os principais efeitos dos adubos orgânicos sobre as propriedades físico-químicas do solo são: melhoria na adsorção de nutrientes, que é a retenção físico-química de cátions, diminuindo, em consequência, a lixiviação de nutrientes causada pela chuva ou pela irrigação; a) aumento gradativo da capacidade de troca de cátions (CTC ou T) do solo, melhorando indiretamente sua fertilidade. Os principais efeitos dos fertilizantes orgânicos sobre as propriedades biológicas do solo são: a) aumento na biodiversidade de microorganismos úteis que agem na solubilização de fertilizantes diversos de maneira a liberar nutrientes para as plantas; b) aumento na quantidade de microorganismos que auxiliam no controle de nematóides, que são pragas que atacam as raízes das plantas. Desvantagens e limitações da adubação orgânica a) alguns fertilizantes orgânicos mal decompostos ou de origem não controlada podem introduzir ou aumentar o número de microorganismos de solo nocivos às plantas (ex:Verticilium, Fusarium, Rizoctonia etc.) e introduzir sementes de plantas daninhas. b) resíduos como composto de lixo urbano e lodo de esgoto tratado não monitorados, podem acarretar danos com a introdução de metais pesados ao solo e microorganismos patogênicos ao homem. c) os custos de produção, transporte e aplicação dos adubos orgânicos freqüentemente são mais elevados em relação aos fertilizantes minerais. Isso pode ser minimizado com a utilização dos fertilizantes organominerais. d) nem sempre a proporção dos nutrientes contidos nos fertilizantes orgânicos atende as necessidades das plantas.
  • 3. 3 Tipos de fertilizantes orgânicos Fertilizante orgânico simples O fertilizante orgânico simples é oriundo de uma única fonte de origem animal ou vegetal. Dentre os fertilizantes orgânicos simples destacam-se quanto à maior quantidade disponível os estercos animais, o bagacilho e a torta de filtro de cana, a vinhaça (vinhoto ou restilo) de cana, as palhadas de milho e de soja, a serragem de madeira, a casca de pinus, a casca de eucalipto, a casca de café e a casca de arroz. Outros produtos de menor disponibilidade no comércio devido à sua limitada produção são: a farinha de ossos, importante fonte de fósforo; a farinha de casco e chifres, a farinha de sangue e a torta de mamona, importantes fontes de nitrogênio orgânico; e as cinzas de madeira, que se destacam como fontes de potássio. Fertilizante orgânico composto O fertilizante composto é o produto obtido por processo bioquímico natural ou controlado com mistura de resíduos orgânicos de origem vegetal, animal, industrial ou urbano. Compostagem é um processo aeróbico de transformação de resíduos orgânicos em adubo humificado. A compostagem pode ser feita manual ou mecanicamente com o auxilio de máquinas, sendo importante a uniformidade da granulometria de cada fertilizante orgânico para que haja facilidade de degradação e cura. Em geral há a necessidade de um período de 90 a 120 dias para obtenção do composto pronto para ser utilizado. A figura 1 mostra material orgânico a céu aberto, em processo intermediário de compostagem com desprendimento de calor. São utilizados diferentes materiais orgânicos de origem animal, vegetal e agroindustrial.
  • 4. 4 Figura 1. Processo de compostagem com resíduos orgânicos diversos. Piracicaba-SP. Foto: Jairo Hanasiro. Bokashi É um composto produzido com resíduos orgânicos vegetais e animais de diferentes origens e ativado com microorganismos úteis que aceleram o processo de compostagem. Os microorganismos úteis como os actinomicetos e tricodermas entre outras espécies, são provenientes do solo sendo selecionados e cultivados em laboratórios especializados. Existem diferentes formulações de bokashi. O Instituto Agronômico de Campinas realizou em 2000/2001, pesquisas com hortaliças utilizando o bokashi com a seguinte composição: 500 kg de esterco de frango + 500 kg de terra limpa de barranco (sub-solo) + 80 kg de farelo de arroz + 1,5 kg de “Bym-Food” e 1,0 kg de Nitrex (micronutrientes silicatados). A análise deste produto revelou: umidade=7%; pH=8,1; C/N=17. Em %: N=1,1; P2O5=1,2; K2O=3,6; Ca=2,2; Mg=1,2; S=1,2. Em mg/kg (ppm): Na=2.200; Fe=12.325; Mn=200; Cu=38; Zn=90. As figuras 2 e 3 mostram a produção de alface crespa em canteiros que não receberam aplicação de fertilizantes e com a aplicação de bokashi, respectivamente.
  • 5. 5 Figura 2. Alface em canteiro que não recebeu aplicação de adubo. Instituto Agronômico. Fazenda Santa Elisa. Campinas - SP. Foto: Paulo E. Trani. Figura 3. Alface em canteiro que recebeu a aplicação de bokashi (1 kg por m2 ). Instituto Agronômico. Fazenda Santa Elisa. Campinas-SP. Foto: Paulo E. Trani.
  • 6. 6 Fertilizante organomineral É o fertilizante procedente da mistura ou combinação de fertilizantes minerais e orgânicos. Como um bom exemplo de adubo organomineral pode-se citar a mistura de esterco animal com superfosfato simples o que diminui as perdas de amônia do esterco por volatilização e enriquece o material com fósforo, cálcio e enxofre presentes em quantidades expressivas nesse fertilizante. O fertilizante organomineral para aplicação no solo deve ter no mínimo 8% de carbono orgânico total, umidade máxima de 30%, capacidade de troca de cátions (CTC) mínima de 80 mmolc/kg e soma N; P2O5 e K2O igual ou superior a 10%. Adubos verdes São plantas, em geral leguminosas que, cultivadas e incorporadas ao solo, liberam nutrientes, principalmente o nitrogênio para as plantas cultivadas posteriormente. Além disso, proporcionam a melhoria das propriedades físicas do solo. Citam-se as mucunas, crotalárias, guandu, leucena, chícharo e tremoço entre os principais adubos verdes da família das leguminosas. Dentre as gramíneas, destacam-se a aveia preta, aveia branca, milho, sorgo e milheto. Dentre as brássicas, cita-se o nabo forrageiro. Deve-se destacar que a escolha do adubo verde é condicionada pelo clima. Por exemplo, o tremoço, a ervilhaca e o nabo forrageiro desenvolvem-se melhor em regiões de clima ameno, enquanto as crotalárias, o guandu, o chícharo e a leucena têm melhor desenvolvimento em regiões de temperaturas mais elevadas. Composição dos fertilizantes orgânicos Os fertilizantes orgânicos tem composição variável conforme sua origem, teor de umidade e processamento antes de sua aplicação. A mineralização no solo de nutrientes como o nitrogênio e fósforo depende principalmente da relação carbono/nitrogênio (C/N) do material orgânico. Por exemplo, compostos com C/N menor que 25 e relação C/P menor que 200 liberam a maior parte do N e do P no primeiro ano da aplicação. Em geral produtos de origem animal sofrem um processo de mineralização mais acelerado do que produtos de origem vegetal, quando submetidos às mesmas condições de temperatura ambiente e umidade no solo. A tabela 1 apresenta a composição de vários materiais orgânicos de origem animal, vegetal e agroindustrial.
  • 7. 7 Tabela 1. Composição dos fertilizantes e resíduos orgânicos de origem animal, vegetal e agroindustrial (elementos na matéria seca) Materiais orgânicos C/N Umidade C N P2O5 K2O Ca % % ________________ % matéria seca _______________ Esterco bovino fresco 16 62 26 1,6 1,6 1,8 0,5 Esterco bovino curtido 21 34 48 2,3 4,1 3,8 3,0 Esterco (cama) de frango de corte 22 28 48 2,2 2,4 2,7 2,3 Esterco de galinha 11 54 34 3,0 4,8 2,4 5,1 Esterco suíno 10 78 27 2,8 4,1 2,9 3,5 Esterco equino 25 61 35 1,4 1,3 1,7 1,1 Casca de café 28 11 50 1,8 0,3 3,6 0,4 Farinha de ossos 4 6 16 4,1 27,3 4,3 23,2 Farinha de casco e chifres bovino 3 6 44 14,4 0,9 4,2 0,3 Ensilado de peixes 5 10 35 7,3 6,4 0,8 10,0 Composto de lixo1 27 41 27 1,0 0,8 0,7 1,9 Lodo de esgoto1 11 50 34 3,2 3,6 0,4 3,2 Vinhaça in natura 17 95 20 1,2 0,4 8,0 2,0 Torta de filtro 21 65 32 1,5 1,7 0,3 4,6 Torta de mamona 9 9 49 5,2 1,8 1,6 2,0 Mucuna sp 20 87 46 2,3 1,1 3,1 1,5 Crotalária júncea 25 86 50 2,0 0,6 2,9 1,4 Milho 46 88 50 1,1 0,4 3,3 0,4 Fonte: Trani e Trani (2011). 1 Resíduos urbanos (composto de lixo e lodo de esgoto) são proibidos seu uso em hortaliças, raízes e tubérculos conforme Resolução CONAMA 375/06. Obs: P2O5 / 2,29 = P; K2O / 1,20 = K; CaO / 1,4 = Ca; MgO / 1,66 = Mg; SO4 2- / 3 = S; MO%/1,8 = C%
  • 8. 8 Tabela 1 (continuação). Composição dos fertilizantes e resíduos orgânicos de origem animal, vegetal e agroindustrial (elementos na matéria seca) Materiais orgânicos Mg S B Cu Fe Mn Zn __ % matéria seca __ _____________ mg kg-1 matéria seca _______________ Esterco bovino fresco 0,3 0,3 15 16 2100 276 87 Esterco bovino curtido 0,9 0,3 24 38 3512 335 329 Esterco (cama) de frango de corte 0,6 0,4 36 93 1300 302 228 Esterco de galinha 1,1 0,4 27 230 3200 547 494 Esterco suíno 1,3 0,6 16 937 3700 484 673 Esterco equino 0,5 0,2 10 22 2732 226 85 Casca de café 0,1 0,1 33 18 150 30 70 Farinha de ossos 0,4 - 0,4 2 11 2 18 Farinha de casco e chifres bovino 0,1 2,4 0,9 12 731 23 115 Ensilado de peixes 0,2 - - 45 552 400 51 Composto de lixo1 0,2 0,2 3 181 8300 - 432 Lodo de esgoto1 1,2 0,4 37 870 36000 408 1800 Vinhaça in natura 0,8 1,0 - 100 144 13 60 Torta de filtro 0,5 0,6 11 119 22189 576 143 Torta de mamona 0,9 0,2 30 80 1423 55 141 Mucuna sp 0,3 0,3 30 23 370 103 66 Crotalária júncea 0,3 0,2 20 7 281 60 14 Milho 0,2 0,2 16 10 120 110 25 Fonte: Trani e Trani (2011). 1 Resíduos urbanos (composto de lixo e lodo de esgoto) são proibidos seu uso em hortaliças, raízes e tubérculos conforme Resolução CONAMA 375/06. Obs: P2O5 / 2,29 = P; K2O / 1,20 = K; CaO / 1,4 = Ca; MgO / 1,66 = Mg; SO4 2- / 3 = S; MO% / 1,8 = C%
  • 9. 9 Recomendações de adubação orgânica para hortaliças As recomendações de adubação orgânica para hortaliças apresentadas na tabela 2 constituem-se em valores médios obtidos de resultados de pesquisa agrícola realizadas pelo IAC. Para definição de doses mais precisas são necessárias mais informações como a análise do solo e o histórico do local a ser adubado. Estas recomendações são válidas para ambos os sistemas de produção de hortaliças, agroecológico e convencional. A distribuição dos fertilizantes orgânicos pode ser feita em área total, no sulco de plantio ou na cova, dependendo da espécie de hortaliça a ser cultivada. A aplicação do fertilizante orgânico deve ser realizada cerca de 30 dias antes do plantio das hortaliças o que evita a possibilidade de “queima” de sementes ou mudas instaladas no local. Tabela 2. Recomendação de fertilizantes orgânicos para o plantio de hortaliças, em quilo do adubo por metro quadrado de canteiro Hortaliças Espaçamento (entrelinhas x entreplantas) Adubação de plantio* (kg/m2 ) Esterco bovino curtido ou composto orgânico Estercos de frango, equino suíno ou caprino Torta de mamona pré- fermentada Abobrinha italiana 1,0-1,5 x 0,7-1,0 m 2 a 4 0,5 a 1,0 0,2 a 0,4 Abobrinha brasileira 2,0 x 2,0 m 2 a 4 0,5 a 1,0 0,2 a 0,4 Abóboras e morangas 4x3 m a 3x2 m 2 a 4 0,5 a 1.0 0,2 a 0,4 Acelga 0,4-0,5 x 0,4-0,5 m 1 a 2 0,25 a 0,5 0,1 a 0,2 Agrião (água e terra) 0,2-0,3 x 0,2-0,3 m 2 a 4 0,5 a 1,0 0,2 a 0,4 Aipo (salsão) 0,9 x 0,3-0,4 m 4 a 5 1,0 a 1,2 0,4 a 0,5 Alcachofra 2,0-2,5 x 1,0-1,5 m 4 a 5 1,0 a 1,2 0,4 a 0,5 Alface 0,25-0,3 x 0,25-0,3 m 4 a 6 1,0 a 1,5 0,4 a 0,6 Alho 0,25 x 0,10 m 1 a 2 0,25 a 0,5 0,1 a 0,2 Alho poró 0,40 x 0,20 m 4 a 5 1,0 a 1,2 0,4 a 0,5 Almeirão 0,20 x 0,05 m 4 a 6 1,0 a 1,5 0,4 a 0,6 Aspargo 2,0 x 0,3 m 4 a 6 1,0 a 1,5 0,4 a 0,6 Batata doce 0,90 x 0,30 m 1 a 2 0,25 a 0,5 0,1 a 0,2 Berinjela 1,0-1,2 x 0,6-0,8 m 1 a 2 0,25 a 0,5 0,1 a 0,2 Beterraba 0,25-0,30 x 0,10m 3 a 5 0,75 a 1,2 0,3 a 0,5 Brócoli 0,80 x 0,4-0,6 m 4 a 6 1.0 a 1,5 0,4 a 0,5 Cará (Inhame)** 0,80 x 0,40 m 1 a 2 0,25 a 0,5 0,1 a 0,2 Cebola 0,3-0,4 x 0,05-0,10 m 1 a 2 0,25 a 0,5 0,1 a 0,2 Cebolinha 0,2-0,25 x 0,15-0,2 m 3 a 5 0,75 a 1,2 0,3 a 0,5 Cenoura 0,25 x 0,05-0,10 m 2 a 4 1,0 a 2,0 0,2 a 0,4 Chicória 0,30 x 0,30 m 4 a 6 1,0 a 1,5 0,4 a 0,6
  • 10. 10 Tabela 2 (continuação). Recomendação de fertilizantes orgânicos para o plantio de hortaliças, em quilo do adubo por metro quadrado de canteiro Hortaliças Espaçamento (entrelinhas x entreplantas) Adubação de plantio* (kg/m2 ) Esterco bovino curtido ou composto orgânico Estercos de frango, equino suíno ou caprino Torta de mamona pré-fermentada Chuchu 4-6 x 3-6 m 1 a 2 0,25 a 0,5 0,1 a 0,2 Coentro 0,2-0,3 x 0,1-0,2 m 2 a 4 0,5 a 1,0 0,2 a 0,4 Couve-de-folha 0,7-0,8 x 0,4-0,6 m 4 a 5 1,0 a 1,2 0,4 a 0,5 Couve chinesa 0,6-0,8 x 0,3-0,4 m 3 a 5 0,75 a 1,2 0,3 a 0,5 Couve-flor 0,8 x 0,5 m 4 a 6 1,0 a 1,5 0,4 a 0,6 Ervilha-de-vagem 0,9-1,0 x 0,5 m 2 a 4 0,5 a 1,0 0,2 a 0,4 Feijão-vagem 0,8-1,0 x 0,4-0,5 m 2 a 4 0,5 a 1,0 0,2 a 0,4 Inhame (Taro)** 0,80 x 0,40 m 1 a 2 0,25 a 0,5 0,1 a 0,2 Jiló 1,2 x 0,8 m 1 a 2 0,25 a 0,5 0,1 a 0,2 Mandioca 1,0 x 1,0 m 1 a 2 0,25 a 0,5 0,1 a 0,2 Mandioquinha-salsa 0,70 x 0,30 m 2 a 4 1,0 a 2,0 0,2 a 0,4 Maxixe 1,0-1,5 x 0,3-0,4 m 1 a 2 0,25 a 0,5 0,1 a 0,2 Melancia 2,5-4,0 x 1,5-2,0 m 2 a 4 0,5 a 1,0 0,2 a 0,4 Melão 2,0 x 1,5 m 2 a 4 0,5 a 1,0 0,2 a 0,4 Mostarda 0,30 x 0,20 m 4 a 5 1,0 a 1,2 0,4 a 0,5 Morango 0,35-0,40 x 0,35 m 1,5 a 3,0 0,40 a 0,75 0,15 a 0,3 Nabo 0,3-0,4 x 0,1-0,2 m 3 a 5 0,75 a 1,2 0,3 a 0,5 Pepino 1,0 x 0,5 m 2 a 4 0,5 a 1,0 0,2 a 0,4 Pimenta-hortícola 1,0-1,2 x 0,5-0,6 m 1 a 2 0,25 a 0,5 0,1 a 0,2 Pimentão 1,0-1,2 x 0,4-0,6 m 1 a 3 0,25 a 0,75 0,1 a 0,3 Quiabo 1,0 x 0,3 m 1 a 2 0,25 a 0,5 0,1 a 0,2 Rabanete 0,20 x 0,05 m 2 a 4 0,5 a 1,0 0,2 a 0,4 Repolho 0,80 x 0,40 m 4 a 6 1,0 a 1,5 0,4 a 0,6 Rúcula 0,20-0,25 x 0,05-0,10 m 4 a 6 1,0 a 1,5 0,4 a 0,6 Salsa 0,20-0,25 x 0,1 m 3 a 5 0,75 a 1,2 0,3 a 0,5 Taioba 0,70 x 0,20-0,40 m 1 a 2 0,25 a 0,5 0,1 a 0,2 Tomate 1,0-1,2 x 0,5-0,7 m 2 a 3 0,5 a 0,75 0,2 a 0,3 * Incorporar o fertilizante orgânico 30 dias antes do plantio da hortaliça. ** No Norte e Nordeste o cará é conhecido como inhame e o inhame é conhecido como taro.
  • 11. 11 Tabela 3. Recomendação de adubação orgânica (kg/planta) para o plantio de plantas frutíferas Frutíferas Espaçamento* (entrelinhas x entreplantas) Plantas/ha Adubação de plantio (kg/planta) Esterco bovino curtido ou composto orgânico Estercos de frango, equino, suíno ou caprino Torta de mamona pré- fermentada Frutíferas de Clima Temperado Ameixa e damasco japonês 6 x 5 m 330 10-15 kg 3-4 kg 1 kg Nêspera 6 x 4 m 416 10-15 kg 3-4 kg 1 kg Pêssego e Nectarina - tendência atual 5 x 3 m 660 10-15 kg 3-4 kg 1 kg Pêssego e Nectarina – básico 7 x 5 m 285 10-15 kg 3-4 kg 1 kg Pêssego sobre Pessegueiro Okinawa 6 x 2 m 833 8-10 kg 2-3 kg 1 kg Figo 3,5 x 2 m 1400 10-15 kg 3-4 kg 1 kg Maça enxertada cavalo ananicante 4 x 2 m 1250 8-10 kg 2-3 kg 1 kg Maça enxertada cavalo semi vigoroso 6 x 4 m 410 10-15 kg 3-4 kg 1 kg Marmelo 5 x 3 m 650 10-15 kg 3-4 kg 1 kg Pêra enxertada sobre Marmeleiro 4 x 2 m 1250 8-10 kg 2-3 kg 1 kg Pêra enxertada sobre Pereira 7 x 5 m 285 10-15 kg 3-4 kg 1 kg Pecã 14 x 12 m 60 10-15 kg 3-4 kg 1 kg Frutíferas de Clima Tropical e Subtropical Abacate 10 x 10 m 100 15-20 kg 3-4 kg 2 kg Acerola 4 x 4 m 650 15-20 kg 3 kg 1 kg Banana 2 x 2 m a 3 x 3 m 1111 a 2500 10-15 kg 2,5-4 kg 1-1,5 kg Caqui 7 x 5 m 285 10-15 kg 3-4 kg 1 kg Citros 7 x 3,5 m a 6 x 3,5 m 400 a 500 10-15 kg 3-4 kg 1-1,5 kg Goiaba 5 x 6 m 330 15-20 kg 3 kg 1 kg Macadamia 8 x 8 m 156 10-15 kg 3-4 kg 1 kg Mamão 3 x 2 m 1660 5-10 kg 2 kg 1 kg Manga 10 x 8 m 125 15-20 kg 3 kg 2 kg Uvas Uva fina para mesa e passa 4 x 3 m ou 4 x 4 m ou 5 x 3 m 833; 625 ou 666 20-28 kg 5-7 kg 2 kg Uva comum para mesa, vinho e suco 2 x 1 m 5000 7 kg 2 kg 0,5 kg *As doses devem ser ajustadas em função do espaçamento adotado no pomar. ** Para banana fornecer N e K na proporção 1:2. Se necessário suplementar o potássio.
  • 12. 12 Tabela 4. Recomendação de adubação orgânica para pomares em produção Frutíferas Espaçamento* (entrelinhas x entreplantas) Plantas/ha Adubação de produção (kg/planta) Esterco bovino curtido ou composto orgânico Estercos de frango, equino, suíno ou caprino Torta de mamona pré- fermentada Frutíferas de Clima Temperado Ameixa e damasco japonês 6 x 5 m 330 15-25 kg 3-4 kg 2-3 kg Nêspera 6 x 4 m 416 15-25 kg 3-4 kg 2-3 kg Pêssego e Nectarina - tendência atual 5 x 3 m 660 15-25 kg 3-4 kg 2-3 kg Pêssego e Nectarina - básico 7 x 5 m 285 15-25 kg 3-4 kg 2-3 kg Pêssego sobre pessegueiro Okinawa 6 x 2 m 833 8-10 kg 2-3 kg 1 kg Figo 3,5 x 2 m 1400 15-25 kg 3-4 kg 2-3 kg Maça enxertada cavalo ananicante 4 x 2 m 1250 8-10 kg 2-3 kg 1 kg Maça enxertada cavalo semivigoroso 6 x 4 m 410 15-25 kg 3-4 kg 2-3 kg Marmelo 5 x 3 m 650 15-25 kg 3-4 kg 2-3 kg Pêra enxertada sobre Marmeleiro 4 x 2 m 1250 8-10 kg 2-3 kg 1 kg Pêra enxertada sobre Pereira 7 x 5 m 285 15-25 kg 3-4 kg 2-3 kg Pecã 14 x 12 m 60 25-40 kg 4-5 kg 4-5 kg Frutíferas de Clima Tropical e Subtropical Abacate 10 x 10 m 100 15-25 kg 3-4 kg 2-3 kg Acerola 4 x 4 m 650 15-25 kg 3 kg 2 kg Banana** 2 x 2m a 3 x 3m 1111 a 2500 10-15 kg 2,5-4 kg 1-1,5 kg Caqui 7 x 5 m 285 15-25 kg 3-4 kg 2-3 kg Citros 7 x 3,5 a 6 x 3,5 m 400 a 500 10-15 kg 3-4 kg 1-1,5 kg Goiaba 5 x 6 m 330 15-25 kg 3 kg 2 kg Macadâmia 8 x 8 m 156 25-40 kg 4-5 kg 4-5 kg Mamão 3 x 2 m 1660 10-15 kg 2 kg 1 kg Manga 10 x 8 m 125 15-25 kg 3 kg 2 kg Uvas Uva fina para mesa e passa 4 x 3m ou 4 x 4m ou 5 x 3 m 833; 625 ou 666 20-30 kg 5-8 kg 1 kg Uva comum para mesa, vinho e suco 2 x 1m 5000 5-7 kg 2 kg 0,4 kg * As doses devem ser ajustadas em função do espaçamento adotado no pomar. ** Para banana fornecer N e K na proporção 1:2. Se necessário suplementar o potássio. As figuras 4 e 5 mostram a distribuição do composto orgânico em área plantada com girassol em fase de colheita. Após a distribuição do composto orgânico, colheita do girassol, com incorporação dos restos de cultura, foi implantado pomar comercial de citros, no sistema de agricultura orgânica.
  • 13. 13 Figura 4. Distribuição de composto orgânico nas entrelinhas de girassol, onde posteriormente será instalado pomar de citros (Mogi Guaçu - SP). Foto: Jairo Hanasiro. Figura 5. Aspecto dos sulcos com composto orgânico, onde posteriormente será instalado pomar de citros (Mogi Guaçu - SP). Foto: Jairo Hanasiro.
  • 14. 14 Vale lembrar que em culturas perenes como frutíferas, café e citros, recomenda-se além da adubação orgânica em pré-plantio, a adubação orgânica para plantas em formação e em produção. A figura 6 mostra o acondicionamento no balaio, de composto à base de cama de frango, para posterior aplicação manual deste fertilizante orgânico em plantação de uva. Deve-se aplicar em sulcos abertos nas entrelinhas (Figura 7), para posterior cobertura com o solo. Figura 6. Aplicação de composto orgânico em parreiras de uva Niágara. Louveira (SP), 2010. Foto: Marco Antonio Tecchio.
  • 15. 15 Figura 7. Composto orgânico distribuído nas entrelinhas (ruas) de parreiras com uva Niágara. Louveira (SP), 2009. Foto: Marco Antonio Tecchio. Literatura Consultada ABISOLO. Associação Brasileira das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos, Organominerais, Foliares, Biofertilizantes, Condicionadores de Solo e Substratos para Plantas. Plano Nacional de Preservação da Biomassa dos Solos Brasileiros. São Paulo, 2009. 28 p (não publicado). BERTON, R. S. Adubação Orgânica. In. Recomendações de Adubação e Calagem para o Estado de São Paulo, 2 ed. rev. e atual. p 30 -35. (RAIJ, B. van et al., eds.). Campinas, Instituto Agronómico, 1997. 285 p. (Boletim técnico, 100). BRASIL. Instrução normativa nº 23, de 31 de agosto de 2005. Definições e normas sobre as especificações e as garantias, as tolerâncias, o registro, a embalagem e a rotulagem dos fertilizantes orgânicos simples, mistos, compostos, organominerais e biofertilizantes destinados à agricultura. Diário Oficial da União nº 173, Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Defesa Agropecuária, Brasília, DF, 08 set. 2005. Seção 1, p.12. Disponível em: www.dfasp.gov.br < acesso em 20/07/2007>
  • 16. 16 BRASIL. Instrução normativa nº 05, de 23 de fevereiro de 2007. Definições e normas sobre as especificações e garantias, as tolerâncias, o registro, a embalagem e a rotulagem dos fertilizantes minerais, destinados à agricultura. Diário Oficial da União nº 41, Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Defesa Agropecuária, Brasília, DF, 01 mar. 2007. Seção 1, p.1- 43. BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Legislação para sistemas orgânicos de produção animal e vegetal. Brasília: Mapa/ACS, 2009. 195 p. BRASIL. Instrução Normativa nº 46, de 06 de outubro de 2011. Regulamento técnico para os sistemas orgânicos de produção animal e vegetal e listas de substâncias permitidas para uso nos sistemas orgânicos de produção animal e vegetal. Diário Oficial da União nº 194, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Brasília, DF, 07 outubro 2011. Seção 1, p. 4 – 11. KIEHL, E. J. Fertilizantes Orgânicos. Piracicaba, Editora Agronômica Ceres, 1985. 492 p. POINCELOT, R. P. The biochemistry and methodology of composting. U.S.A. Connecticut Agricultural Experimental Station, 1975. (Bulletin, 754) STOFFELLA, P. J. & KAHN, B. A. Compost utilization in horticultural cropping systems. Boca Raton, USA, 2001. 432 p. TERRA, M. M. Nutrição, calagem e adubação. In: POMMER, C.V., ed. Uva: tecnologia de produção, pós-colheita, mercado. Porto Alegre: Cinco Continentes, 2003, p. 405-476. TRANI, P. E.; TRANI, A. L. Fertilizantes: Cálculo de Fórmulas Comerciais. Campinas, Instituto Agronômico, 2011. 29p (Boletim Técnico IAC, 208).