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PASTEJO ROTACIONADO 2: PONTOS CRÍTICOS NO MANEJO
Augusto Zonta
Zootecnista, Ms, PqC do Polo Regional da Alta Paulista/APTA
zonta@apta.sp.gov.br
Márcia Cristina de Mello Zonta
Zootecnista, Ms, Técnica do Polo Regional da Alta Paulista/APTA
marciazonta@apta.sp.gov.br
Continuando o artigo anterior " PASTEJO ROTACIONADO 1: PONTOS CRÍTICOS NA
IMPLANTAÇÃO" (link) vamos discutir sobre os aspectos relevantes no andamento do
sistema após a instalação física.
Qualidade dos animais
Não precisamos utilizar animais de grande valor genético, mas também não podemos
colocar animais ruins ou com estado de saúde comprometido. É preciso escolher animais
que respondam às boas condições nutricionais que serão oferecidas. Ao entrar no sistema
os animais precisar estar vacinados, vermifugados e em condições físicas para realizar o
pastejo.
Número de animais
Outro ponto importante é a taxa de lotação, ou seja, o número de animais. Esta variável irá
depender da área, do nível de reposição de nutrientes no solo, controle do resíduo pós
pastejo e época de pastejo. Resumindo: depende da quantidade do material vegetal. Não
podemos deixar de observar também as características da propriedade, capacidade de
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trabalho, mão de obra, distribuição das chuvas ao longo do ano e disponibilidade de água
para os animais.
O objetivo é determinar a quantidade de animais de forma a evitar o super ou sub pastejo.
No super pastejo ocorre o corte frequente da planta sem dar tempo suficiente de descanso
para a sua adequada recuperação. Com o tempo, ocorre a diminuição do sistema radicular e
morte da planta.
Já no sub pastejo, o animal tem muito material vegetal disponível e escolhe o que vai
pastejar, deixando material em bom estado para trás que com o tempo envelhece, endurece
e perde qualidade nutritiva. Ocorrem os desperdícios. Com a saída dos animais a
quantidade de massa que sobra por hectare, o chamado resíduo pós-pastejo, deve estar
próxima de 2.500kg de matéria seca.
Um exemplo: Se o nosso sistema tem 11 piquetes de 1 hectare, a disponibilidade de matéria
seca por hectare na entrada dos animais é de 4.200 kg e o período de ocupação é de 3
dias, quantos animais posso ter por piquete? Vamos aos cálculos para melhor visualizar o
problema.
Um bovino adulto consome diariamente cerca de 2,5% do seu peso vivo em matéria seca.
Supondo que temos animais com peso médio de 380kg de peso vivo. O consumo diário de
matéria seca seria de 9,5kg de MS/cab/dia. Multiplicando pelo período de ocupação vamos
ver que cada animal consome 28,5kg no período. A quantidade de material disponível para
o consumo dos animais é obtido subtraindo-se a quantidade ideal de resíduo da
disponibilidade na entrada dos animais, ou seja, 1.700kg. Este valor dividido pelo consumo
individual no período nos informa a quantidade total de 60 animais. Agora basta dividirmos
este valor pela área total. Conclui-se que cada piquete é capaz de manter 5,45 animais
durante 3 dias.
Resíduo pós-pastejo
Como verificar que o sistema esta rodando de forma equilibrada? Pela sobra de forragem
após a saída dos animais. E como posso conferir isto? Pelo método do quadrado a lanço e
estimativa da matéria seca. O método do quadrado consiste em lançar no piquete, após a
saída do animais, um quadro de ferro com dimensões 1m x 1m e cortar todo o material que
estiver dentro deste quadro. A altura de corte para as gramíneas do gênero Panicum é de
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15cm e para a Brachiaria, rente ao solo. Quanto maior a área do piquete mais vezes será
preciso realizar o lanço do quadro para que o material colhido seja representativo e
possamos fazermos a média.
Recomenda-se realizar este corte após o meio dia e em dia ensolarado garantindo assim
que não se colha o orvalho junto com a vegetação o que acabaria afetando no peso. O
material cortado deverá ser pesado em balança capaz de quantificar frações de quilo.
Anota-se o valor. Como a determinação da matéria seca não precisa ser exata, apenas uma
estimativa é o suficiente, este material poderá ser desidratado ao sol ou em forno baixo até
o ponto de feno e depois pesado novamente.
Exemplificando: Peso natural = 1906g, Peso seco = 290g
1) Estimativa da matéria seca do capim
MS = (Peso seco x 100) / Peso natural
MS = (290x100)/1906 = 15,21%
2) Estimativa da quantidade de matéria seca disponível em 1 ha
Total = (10000 x 1,906) x 0,1521 = 2899 kg MS de resíduo/ha
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Neste exemplo observamos que o resíduo pós pastejo está um pouco acima do valor
recomendado de 2500kg/ha. Se o resíduo for superior: Os animais devem permanecer por
mais tempo no piquete ou deve-se introduzir animais gradativamente. Se for inferior: Passou
do tempo da retirada ou precisa-se reduzir o número de cabeças. Não será necessário
realizar este procedimento rotineiramente, pois com o tempo o produtor vai ficando
experiente e aprende por observação a associar a quantidade de matéria seca disponível e
a altura da gramínea por ocasião da saída dos animais.
Fertilidade do solo
Se a fertilidade estiver boa, o resíduo apresentará uma rebrota vigorosa, se a fertilidade
estiver a desejar a rebrota será muito lenta e após o período de descanso não haverá
quantidade de matéria natural suficiente para a reentrada de todos os animais no piquete.
Nesta situação o correto é realizar a adubação para corrigir a deficiência de nutrientes do
solo.
Uma alternativa não eficiente seria deixar maior quantidade de resíduo, aumentar o período
de descanso e/ou reduzir a quantidade de animais, porém com o sistema perderá
estabilidade. Uma adubação adequada e econômica exige a análise de solo na implantação
da técnica e repetida uma vez ao ano.
Adubação
A adubação irá depender da análise de solo, da intensidade do sistema e da espécie vegetal
que está sendo utilizada. Apresente o resultado da análise de solo a um profissional.
Irrigação
Toda planta para crescer precisa de horas de luz, temperatura adequada e água. O inverno,
época seca do ano, caracteriza-se por baixa intensidade e menor quantidade de horas luz,
além das baixas temperaturas, principalmente em regiões serranas. Portanto, nestes casos,
o investimento em irrigação não é interessante. Mas nas regiões do país mais próximas ao
equador, mesmo no inverno, as noites não são tão frias e a luz solar não sofre tanta
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variação. Neste caso a irrigação pode ser interessante para prolongar um pouco o uso do
sistema de pastejo rotacionado.
Considerações finais
O pastejo rotacionado é uma técnica interessante quando o objetivo é obtermos maiores
ganhos de peso por área, porém requer maior dedicação do produtor quando comparado ao
pastejo contínuo. O monitoramento da planta, solo e o ajuste criterioso da quantidade de
animais em pastejo é condição indispensável para o sucesso financeiro do empreendimento.

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Ponto crítico resíduo pós-pastejo

  • 1. PASTEJO ROTACIONADO 2: PONTOS CRÍTICOS NO MANEJO Augusto Zonta Zootecnista, Ms, PqC do Polo Regional da Alta Paulista/APTA zonta@apta.sp.gov.br Márcia Cristina de Mello Zonta Zootecnista, Ms, Técnica do Polo Regional da Alta Paulista/APTA marciazonta@apta.sp.gov.br Continuando o artigo anterior " PASTEJO ROTACIONADO 1: PONTOS CRÍTICOS NA IMPLANTAÇÃO" (link) vamos discutir sobre os aspectos relevantes no andamento do sistema após a instalação física. Qualidade dos animais Não precisamos utilizar animais de grande valor genético, mas também não podemos colocar animais ruins ou com estado de saúde comprometido. É preciso escolher animais que respondam às boas condições nutricionais que serão oferecidas. Ao entrar no sistema os animais precisar estar vacinados, vermifugados e em condições físicas para realizar o pastejo. Número de animais Outro ponto importante é a taxa de lotação, ou seja, o número de animais. Esta variável irá depender da área, do nível de reposição de nutrientes no solo, controle do resíduo pós pastejo e época de pastejo. Resumindo: depende da quantidade do material vegetal. Não podemos deixar de observar também as características da propriedade, capacidade de
  • 2. www.aptaregional.sp.gov.br ISSN 2316-5146 Pesquisa & Tecnologia, vol. 10, n. 2, Jul-Dez 2013 trabalho, mão de obra, distribuição das chuvas ao longo do ano e disponibilidade de água para os animais. O objetivo é determinar a quantidade de animais de forma a evitar o super ou sub pastejo. No super pastejo ocorre o corte frequente da planta sem dar tempo suficiente de descanso para a sua adequada recuperação. Com o tempo, ocorre a diminuição do sistema radicular e morte da planta. Já no sub pastejo, o animal tem muito material vegetal disponível e escolhe o que vai pastejar, deixando material em bom estado para trás que com o tempo envelhece, endurece e perde qualidade nutritiva. Ocorrem os desperdícios. Com a saída dos animais a quantidade de massa que sobra por hectare, o chamado resíduo pós-pastejo, deve estar próxima de 2.500kg de matéria seca. Um exemplo: Se o nosso sistema tem 11 piquetes de 1 hectare, a disponibilidade de matéria seca por hectare na entrada dos animais é de 4.200 kg e o período de ocupação é de 3 dias, quantos animais posso ter por piquete? Vamos aos cálculos para melhor visualizar o problema. Um bovino adulto consome diariamente cerca de 2,5% do seu peso vivo em matéria seca. Supondo que temos animais com peso médio de 380kg de peso vivo. O consumo diário de matéria seca seria de 9,5kg de MS/cab/dia. Multiplicando pelo período de ocupação vamos ver que cada animal consome 28,5kg no período. A quantidade de material disponível para o consumo dos animais é obtido subtraindo-se a quantidade ideal de resíduo da disponibilidade na entrada dos animais, ou seja, 1.700kg. Este valor dividido pelo consumo individual no período nos informa a quantidade total de 60 animais. Agora basta dividirmos este valor pela área total. Conclui-se que cada piquete é capaz de manter 5,45 animais durante 3 dias. Resíduo pós-pastejo Como verificar que o sistema esta rodando de forma equilibrada? Pela sobra de forragem após a saída dos animais. E como posso conferir isto? Pelo método do quadrado a lanço e estimativa da matéria seca. O método do quadrado consiste em lançar no piquete, após a saída do animais, um quadro de ferro com dimensões 1m x 1m e cortar todo o material que estiver dentro deste quadro. A altura de corte para as gramíneas do gênero Panicum é de
  • 3. www.aptaregional.sp.gov.br ISSN 2316-5146 Pesquisa & Tecnologia, vol. 10, n. 2, Jul-Dez 2013 15cm e para a Brachiaria, rente ao solo. Quanto maior a área do piquete mais vezes será preciso realizar o lanço do quadro para que o material colhido seja representativo e possamos fazermos a média. Recomenda-se realizar este corte após o meio dia e em dia ensolarado garantindo assim que não se colha o orvalho junto com a vegetação o que acabaria afetando no peso. O material cortado deverá ser pesado em balança capaz de quantificar frações de quilo. Anota-se o valor. Como a determinação da matéria seca não precisa ser exata, apenas uma estimativa é o suficiente, este material poderá ser desidratado ao sol ou em forno baixo até o ponto de feno e depois pesado novamente. Exemplificando: Peso natural = 1906g, Peso seco = 290g 1) Estimativa da matéria seca do capim MS = (Peso seco x 100) / Peso natural MS = (290x100)/1906 = 15,21% 2) Estimativa da quantidade de matéria seca disponível em 1 ha Total = (10000 x 1,906) x 0,1521 = 2899 kg MS de resíduo/ha
  • 4. www.aptaregional.sp.gov.br ISSN 2316-5146 Pesquisa & Tecnologia, vol. 10, n. 2, Jul-Dez 2013 Neste exemplo observamos que o resíduo pós pastejo está um pouco acima do valor recomendado de 2500kg/ha. Se o resíduo for superior: Os animais devem permanecer por mais tempo no piquete ou deve-se introduzir animais gradativamente. Se for inferior: Passou do tempo da retirada ou precisa-se reduzir o número de cabeças. Não será necessário realizar este procedimento rotineiramente, pois com o tempo o produtor vai ficando experiente e aprende por observação a associar a quantidade de matéria seca disponível e a altura da gramínea por ocasião da saída dos animais. Fertilidade do solo Se a fertilidade estiver boa, o resíduo apresentará uma rebrota vigorosa, se a fertilidade estiver a desejar a rebrota será muito lenta e após o período de descanso não haverá quantidade de matéria natural suficiente para a reentrada de todos os animais no piquete. Nesta situação o correto é realizar a adubação para corrigir a deficiência de nutrientes do solo. Uma alternativa não eficiente seria deixar maior quantidade de resíduo, aumentar o período de descanso e/ou reduzir a quantidade de animais, porém com o sistema perderá estabilidade. Uma adubação adequada e econômica exige a análise de solo na implantação da técnica e repetida uma vez ao ano. Adubação A adubação irá depender da análise de solo, da intensidade do sistema e da espécie vegetal que está sendo utilizada. Apresente o resultado da análise de solo a um profissional. Irrigação Toda planta para crescer precisa de horas de luz, temperatura adequada e água. O inverno, época seca do ano, caracteriza-se por baixa intensidade e menor quantidade de horas luz, além das baixas temperaturas, principalmente em regiões serranas. Portanto, nestes casos, o investimento em irrigação não é interessante. Mas nas regiões do país mais próximas ao equador, mesmo no inverno, as noites não são tão frias e a luz solar não sofre tanta
  • 5. www.aptaregional.sp.gov.br ISSN 2316-5146 Pesquisa & Tecnologia, vol. 10, n. 2, Jul-Dez 2013 variação. Neste caso a irrigação pode ser interessante para prolongar um pouco o uso do sistema de pastejo rotacionado. Considerações finais O pastejo rotacionado é uma técnica interessante quando o objetivo é obtermos maiores ganhos de peso por área, porém requer maior dedicação do produtor quando comparado ao pastejo contínuo. O monitoramento da planta, solo e o ajuste criterioso da quantidade de animais em pastejo é condição indispensável para o sucesso financeiro do empreendimento.