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  1. 1. JOGOS PEDAGÓGICOS Introdução Os Participantes Utilizar Jogos em Formação A Escolha do Jogo O que são Jogos Pedagógicos A Execução do JogoTipologia dos Jogos Pedagógicos Fichas de Jogos Pedagógicos O Ambiente Físico
  2. 2. IntroduçãoÉ hoje corrente ouvir falar da necessidade de melhorar aqualidade e eficácia da formação. Dirigentes de organismospúblicos ou privados, responsáveis políticos, referem anecessidade de uma mão-de-obra, a todos os níveis, culta,com boa preparação técnica, flexível, criativa, isto é,competente.Estas declarações não resultam de qualquer moda, mas dasnecessidades de uma nova concepção do funcionamento daeconomia e das instituições, do papel central que nelas joga cada trabalhador. A este não basta possuir bons conhecimentostécnicos, ou saber fazer, tendo de desenvolver capacidades que têm que ver com a sua cultura, os seus sentimentos, o seurelacionamento, enfim, as suas atitudes.Durante muito tempo a formação desenvolveu (e continua a desenvolver), essencialmente a componente “saber” ou a do “saberfazer”, deixando de lado a do “saber estar”. Se a pedagogia tradicional assegurava razoavelmente as duas primeiras, écompletamente ineficaz em relação à terceira, isto é, a do “saber estar”. Ora, é esta que se considera jogar o papel motor naprópria articulação dos diferentes tipos de saber, sendo, portanto, a pedra mestra da formação, na medida em que visa ajudar o
  3. 3. formando a assumir e a desenvolver as suas potencialidades como pessoa, as suas atitudes e comportamentos, a sua iniciativa ecriatividade, a sua capacidade de relacionamento e trabalho em grupo.Assim, assiste-se a um crescente desejo por parte dosformadores de introduzir alterações ao modo comodesempenham a sua actividade, de forma a assegurar aformação, tomada nas suas três componentes. O apelo ametodologias mais participativas é, pois, uma resultantenatural do desenvolvimento desse desejo. Porém, autilização dessas metodologias não é simples, exigindo umagrande preparação e, por vezes também, meios implicandoelevados custos – por exemplo jogos de empresa – eexecução completa.Respondendo à necessidade e ao desejo de melhorar a qualidade da formação, têm vindo a ser desenvolvidos esforços tendentesa ultrapassar as dificuldades referidas. Numa primeira fase, os jogos posteriormente referidos neste tópico, poderão ser utilizadostendo como objectivo central “quebrar o ritmo” de um dia de formação pesado, (re)situar os formandos num tema, motivar e
  4. 4. revitalizar as pessoas. Mas, à medida que os formadores forem praticando e ganhando confiança, dar-se-ão conta de que os jogostêm um verdadeiro alcance pedagógico que é o de criar dinâmicas de aprendizagem, conjugando o saber, o saber fazer e o saberestar.
  5. 5. Utilizar Jogos em FormaçãoA concepção básica dos Jogos Pedagógicos é a criação de dinâmicas no processo de aprendizagem, espaços onde os formandos: Comunicam entre si Põem em comum conhecimentos, vivências, sentimentos Negoceiam Estabelecem estratégias Tomam decisões
  6. 6. Com a dinâmica criada, visa-se:Motivar e “revitalizar” osformandos através da quebrade monotonia da cadência dasessão de formação; Melhorar a integração dos novos conhecimentos e atitudes na prática profissional; Criar um quadro de referências comuns – a própria realização do jogo – essencial à dinamização dos grupos; Criar hábitos em equipa; Familiarizar os formandos com métodos e técnicas de resolução de problemas
  7. 7. O que são Jogos PedagógicosPode entender-se como Jogo Pedagógico um conjunto de técnicas com utilização de meios mais ou menos elaborados, quepermitem uma participação e envolvimento geral dos formandos a nível cognitivo e afectivo, implicando a linguagem oral, gestual ecorporal e que tem sempre presente um objectivo pedagógico.A realização de um Jogo Pedagógico envolve três fases: 1) Preparação do grupo de formação 2) Execução do Jogo 3) Análise e síntese conclusiva com indicação dos:  Objectivos  RegrasQuando jogam, os participantes são postos a vivenciar – em situação simulada – situações cuja solução não está estandardizada:as “soluções” dependem do livre arbítrio de cada jogador (embora o jogo possa induzir comportamentos).Os jogadores nunca fazem exactamente, durante o jogo, o que eles tinham intenção de fazer quando o iniciam.Em jogos envolvendo equipas, a acção dos jogadores, muitas vezes, dificulta, em vez de facilitar, a realização do objectivo comum.É a tomada de consciência destes problemas que age como facilitadora de uma transformação profunda dos formandos ao níveldas suas atitudes.
  8. 8. Tipologia dos Jogos PedagógicosExistem tantas classificações quantos os autores. Em função da sua natureza poderá surgir esta classificação: Jogo de papéis Jogos de Empresa Jogos de Desenvolvimento Exercícios/Pequenos Jogos É uma técnica que consiste Sob formas diversas, estes jogos Equivalentes aos jogos de Existe também um conjunto num pequeno grupo de consistem em simular algumas etapas empresa, mas em que diversificado de exercícios e pessoas representar, (ou todas) da vida de uma empresa. Os situações simuladas se pequenos jogos. Os teatralizar, uma situação da participantes assumem os papéis dos centram sobre as dinâmicas exercícios põem os vida real, assumindo os responsáveis de diversas funções socioeconómicas territoriais participantes a resolver papéis das personagens – dentro da empresa (chefe de produção, (ao nível local, regional…) e problemas específicos e de atitudes, características gestor, director de marketing). Durante sobre as características âmbito circunscrito. O profissionais e situacionais. o jogo os participantes terão de específicas destes sistemas. exercício tem um carácter estabelecer estratégias, tomar técnico e pode ser resolvido O Jogo de papéis tem por decisões, ou seja, agir para fazer individualmente ou por objectivo facilitar a análise e evoluir a empresa (ou a estrutura que subgrupos. a compreensão do está em foco), reagir a diversos problema, não de forma Os pequenos jogos têm acidentes, procurar soluções. teórica, mas em condições características do jogo de próximas das reais. O Jogo Esta técnica permite que os papéis, ou de mini casos, ou de papéis não fornece participantes se familiarizem com de jogos de empresa, mas soluções pré-estabelecidas. instrumentos de gestão e, também, com objectivos mais que analisem as suas atitudes, os seus restritos e neste aspecto, comportamentos em acção. assemelham-se aos exercícios.
  9. 9. O Ambiente FísicoÉ um facto conhecido (e vivido) pelos formadores que o ambiente físico em que está mergulhada a acção de formação pode ser acausa de dificuldades no decorrer da mesma. Alguns desses factores podem ser:Salas pequenas Ruídos Deficiente Cadeiras Mesas Falta de luz ou Muito calor ouou grandes exteriores sonoridade desconfortáveis pequenas luz demasiado friodemais demais ou intensa insuficientesAs boas condições materiais não são suficientes para o sucesso de uma acção de formação… são, somente, necessárias eindispensáveis.
  10. 10. Disposição da SalaNo entanto, a influência que exerce a disposição espacial dos formandos no seu grau de participação e envolvimento, não é,muitas vezes, tomada em consideração.Na clássica disposição das mesas (sala de aulas ou de conferência), com mesas em filas, os formandos são “incitados” a seremsimples ouvintes ou a limitarem a sua comunicação ao formador – ninguém gosta de falar para quem lhe tem as costas voltadas.A disposição que melhor permite a participação de todos na discussão é a circular se as mesas são pequenas, ou a rectangular seas mesas são muito grandes.
  11. 11. Nesta disposição todos vêem a cara uns dos outros: ela permite falar frente a frente com todos os participantes.Com frequência, é necessário alterar a disposição da sala não só no início da formação (para formar o círculo) mas durante arealização dos jogos, caso estes decorram em subgrupos. Subgrupos ou Subgrupos com ObservadoresAssim, é conveniente a sala estar equipada com mesas ligeiras que, facilmente,possam ser movimentadas pelo grupo de formação.
  12. 12. Os ParticipantesDurante a realização de um jogo pedagógico, todas as pessoas do grupo de formação devem participar, ou como jogadores, oucomo observadores. 1. JOGADORESNos jogos em que o objectivo central é a integração das pessoas (ex: jogos deapresentação) ou pôr em comum os conhecimentos ou as dúvidas sobre determinado tema(ex: tempestade de ideias) todos são jogadores.Nos jogos em que os objectivos se centram sobre análise de situações vivenciadas duranteos mesmos, de atitudes, de comportamentos, dificuldades, formas organizativas, etc.,somente alguns participantes “jogam” (em geral organizados em pequenos grupos). Nestescasos, os “jogadores” são voluntários. 2. OBSERVADORESOs observadores participam no jogo, não de forma directa mas pela observação das dinâmicas criadas no(s) grupo(s) dejogadores.
  13. 13. As observações destes elementos são indispensáveis para permitir ao grupo de participantesaprofundar a análise do que se passa durante o jogo.É necessário, antes de dar início ao jogo, preparar os observadores para as suas funções, querao nível das regras gerais de observação, quer ao nível da indicação de qual o âmbito dessaobservação.Regras gerais para uma observação eficaz:  Dispor de instruções sobre o que vai observar (ex: tipo de organização do grupo, intervenções que facilitam ou dificultam o trabalho de grupo, etc.,) dado que observar é centrar a atenção sobre determinados aspectos do jogo (não é assistir/ver o jogo);  Observar, sem interferir na dinâmica dos jogadores (pela fala, gestos ou expressões);  Situar-se fora do círculo de jogadores, embora em posição de poder ver/ouvir aqueles que deve observar;  Relatar os factos observados, sem tecer juízos de valor sobre as pessoas observadas. O que se está a observar são dinâmicas, comportamentos, gerados pela situação criada, não se estão a avaliar qualidades ou defeitos pessoais dos jogadores (por exemplo: pode observar-se que “determinado comportamento foi autoritário”, mas não se pode afirmar que “fulano é autoritário”). Pessoalizar as observações impede qualquer análise por parte do grupo.
  14. 14. A Escolha do Jogo1. Antes de escolher o jogo, o formador tem de ter claro: Qual o tema que vai ser trabalhado nessa sessão de formação (ex: segurança no trabalho). Qual é o objectivo que se pretende alcançar (ex: analisar as resistências ao uso de equipamento de segurança numa instalação fabril). Com quem vai trabalhar / características dos participantes (ex: responsáveis da Higiene e Prevenção de fábrica(s) metalúrgica(s), com habilitações… etc.) . 2. Uma vez clarificadas estas questões, é que se procura qual é o jogo (ou outra técnica) mais adequada para tratar desse tema, para alcançar esses objectivos, tendo em conta esses participantes específicos (ex: jogo de papéis). 3. Uma vez resolvidas as questões anteriores, analisar a ficha do jogo e detalhar o procedimento a seguir aquando da sua aplicação.
  15. 15. Ponderar a escolha do jogo (ou adaptar o procedimento), face às condições existentes: número de participantes, ambiente físico,tempo disponível no plano da sessão… E Após a Escolha 1. Preparar o material necessário ao jogo. 2. Caso se trate de um jogo que o formador utiliza pela primeira vez, pode ser útil:  Falar com formadores que já o utilizaram;  Detalhar passo a passo o procedimento (ex: como vai apresentar o jogo, como vai formar os subgrupos, como organiza a sala, etc.);  Formular hipóteses sobre os resultados do jogo. 3. Preparar hipóteses de aprofundamento/análise para a fase de debate em grande grupo. 4. Preparar material teórico de apoio a esta análise.
  16. 16. A Execução do Jogo 1. Apresentação do Jogo  Na apresentação de um Jogo Pedagógico ter em atenção que esta deve:  Situar os participantes sobre o tema que se está a tratar.  Realçar os objectivos que se pretendem atingir (só de forma genérica, detalhar em demasia os objectivos pode levar a que se perca a espontaneidade das pessoas e a consequente dinâmica do jogo).  Evitar utilizar a palavra “jogo”.Com efeito a utilização da palavra “jogo”, e a não enunciação dos objectivos, pode gerarresistências ao trabalho – por associação dos conceitos jogo-lúdico-crianças – em vez daadesão dos formandos. 2. Desenvolvimento do JogoRegras de Funcionamento
  17. 17. Ter especial cuidado na explicitação destas. De um modo geral é conveniente distribui-las por escrito.Entregar também aos observadores uma cópia das instruções para os jogadores – eles têm de saber o contexto do que estão aobservar. Mas não entregar nunca aos jogadores as instruções para os observadores – condicionaria a dinâmica do jogo.Tempo ExigidoNo item Fichas de jogos Pedagógicos indicar-se-á o tempomédio da duração dos jogos.Alguns participantes – ou grupos – necessitam de menostempo, outros de muito mais. O formador deverá atender aestas diferenças, e parar o jogo quando o número suficientede participantes terminou o exercício, e em função dosobjectivos por si seleccionados. No entanto, acontece,com alguma frequência, que a adesão dos participantes aosaspectos lúdicos do jogo levam o grupo a resistir àinterrupção do mesmo (se tivéssemos mais tempo, tínhamosconseguido… agora é que estava animado… etc.).
  18. 18. Neste caso, o formador deverá ser inflexível quanto à decisão de parar e lembrar aos jogadores que o tempo disponível é um dadodeterminante em todas as actividades. 3. Análise do JogoA análise ou “exploração do jogo” segue-se, de imediato, à sua realização e é uma fase imprescindível. Com efeito, nesta fase,concretizam-se os objectivos pedagógicos propostos com o jogo.Efectua-se a sistematização da experiência vivida, relacionam-se esseselementos com a realidade profissional, passando do particular ao geral,procurando-se soluções alternativas para este tipo de situações.Primeira Etapa: O VividoEm plenário, pede-se a cada participante que se pronuncie sobre o quese passou durante o jogo. Não se trata de um debate. Todos devemescutar em silêncio o elemento que estiver a falar, sem tecercomentários, anotando as ideias ou afirmações que querem debaterposteriormente.
  19. 19. Durante esta primeira etapa o formador tem as seguintes funções específicas:  Anunciar ao plenário os resultados do jogo (não os analisa nem comenta);  Pedir em primeiro lugar aos jogadores – e só aos jogadores - que se pronunciem pondo-lhes questões deste tipo: o - O que me foi desagradável? Estas duas questões são altamente recomendáveis para avaliar o global da o - O que apreciei? experiência. Pedir sempre por esta ordem – 1º o negativo/2º o positivo  Quais as dificuldades?  Para si, qual era o objectivo pedido?  Quais as causas do objectivo não ter sido alcançado?  O que mais me surpreendeu? Pedir em segundo lugar aos observadores para falarem (e só aos observadores) sobre:  O que lhes foi pedido que observassem;  O que observaram  Reformular, quando necessário, afirmação dos participantes de forma a auxiliar a sua clarificação (mas nunca tecer comentários/apreciações sobre as mesmas).
  20. 20.  Ser directivo quando à forma como decorre o plenário.Segunda etapa: DebateNesta etapa, o plenário passa a sistematizar e analisar os elementos queestiveram presentes durante a realização do jogo.  O formador tem as seguintes funções específicas:  Coordenar o debate, centrando-se sempre que necessário em temas de interesse para o objectivo pedagógico que se propôs, evitando que a análise se disperse por outros aspectos que não são importantes nesse momento;  Estimular a participação de todos os elementos;  Reforçar as opiniões expressas;  Relançar os problemas inventariados, para os fazer discutir;  Estimular o surgimento de analogias entre as situações vividas no jogo e situações profissionais reais ou estabelecê-las.  Sistematizar teoricamente as principais linhas de força das opiniões expressas.
  21. 21. Terceira Etapa: Síntese ConclusivaNo final do debate, é importante o formador efectuar uma intervenção, que globalize, do ponto de vista teórico e prático, todo otrabalho desenvolvido.Um elemento importante a ter em conta na aplicação dos jogos pedagógicos é ter imaginação criatividade, para os modificar,adequá-los às situações pedagógicas, e… criar novos jogos.Com efeito, cada jogo pode ter muitas variantes e muitos procedimentos, adaptando-se a participantes, situações e objectivosdiversos
  22. 22. Fichas de Jogos PedagógicosNeste tópico, optou-se por jogos simplificados (exercícios/pequenos jogos e jogos de papéis) que podem ser aplicados porformadores com pouca experiência neste domínio.Os jogos aqui incluídos foram agrupados, de acordo com o objectivo de utilização em: Jogos de Análise Geral Conjunto de instrumentos que podem ser utilizados no tratamento de temas muito diversificados. Jogos de Apresentação Conjunto de jogos que permitem um aprofundar da relação grupal no início do ciclo de formaçãoJogos de Planificação e OrganizaçãoJogos que permitem equacionar as dificuldades de planificar e de organizar o trabalho.
  23. 23. Alguns destes jogos podem também ter por objectivo central a análise dos processos de comunicação. No entanto, neste caso,optamos por realçar objectivos de mais fácil abordagem.Esta escolha teve como critério central evitar, na medida do possível, algumas dificuldades decorrentes da sua aplicação emsituações de formação. Com efeito, a utilização de técnicas participativas, ao modificar as condições da situação pedagógicatradicional, pode provocar alguns tipos de tensões e inquietações ao nível das relações interpessoais.Por outro lado, alguns jogos, mais envolventes, podem ter implicações mais ou menos profundas na personalidade, e fazer emergirdinâmicas para as quais a maioria dos formandos não está preparada.
  24. 24. Jogos de Análise GeralO conjunto de técnicas aqui agrupadas tem como característica comum o permitir trabalhar uma grande diversidade de temas, emfunção dos objectivos específicos do formador.No entanto, cada uma destas técnicas tem as suas particularidades: umas permitem-nos colectivizar ideias ordenadamente(tempestade de ideias), outras resumir ou sintetizar discussões (Phillips 6/6), outras promover uma discussão ampla sobre umtema ou estabelecer relações e interpretações acerca do tema que está a ser tratado (jogo de papéis).
  25. 25. Philips 6-6 Antes de iniciar uma exposição para um Procedimento grupo numeroso, pretende-se conhecer asAplicação dúvidas ou opiniões do grupo em questão. 1. Esclarecer o grupo desta técnica. Também se pode utilizar para que o grupo formule perguntas depois de uma exposição 2. Pedir aos formandos que se organizem em grupos (ou as suas opiniões sobre a mesma). de 6 pessoas. Obter, num curto espaço de tempo, as ideias ● Cada grupo nomeia um coordenador que de um grupo numeroso sobre umObjectivo orienta a discussão determinado tema. 3. Anunciar a pergunta ou tema em discussão, sobre Despertar o interesse das pessoas possibilitando a participação de todos. qual o grupo se deverá debruçar e chegar a umaNúmero de participantes Mais de 20. conclusão em 6 minutos.Tempo 20 minutos. 4. No final deste trabalho, os coordenadores informam Pode-se alterar o número de pessoas por o plenário do resultado da discussão. grupo e o tempo, mas para atingir osVariantes objectivos não ultrapassar as 8 pessoas e os 15 minutos. Esta técnica não é aplicável quando o objectivo a atingir é levar os formandos aComentários aprofundar um tema, porque o tempo de discussão é muito curto.
  26. 26. Jogo de papéisAplicações É muito útil, quando um grupo quer desenvolver Procedimento uma actividade e quer aprofundar como vai 1. Preparar o grupo de formandos. realizá-la, que comportamentos vai ter, com Não se “entra a frio” na realização de um jogo de papéis (é uma técnica que exige o quem atitudes se vai confrontar. Ex: envolvimento dos formandos): é necessário um aquecimento, para os formandos se vendedores, entrevistadores… colocarem “dentro” da situação que vai ser jogada. Para isso:Objectivos Analisar as diferentes atitudes e reacções das ● Distribuir um texto que descreve a situação que se vai jogar, mostrar filme ou pessoas frente a situações ou objectivos testemunhos concretos. ● Animar uma discussão sobre a situação (curta)Número de De 12 a 15 ● Assim que os formandos começam a identificar algumas personagens da situação, pedirparticipantes voluntários para jogar esses papéis.Tempo De 10 a 15 minutos para a fase de 2. Preparação da representação representação propriamente ditaexigido ● Distribuir, a cada personagem, os elementos caracterizadores desta O tempo global, que inclui a preparação e o ● Pedir ao grupo que auxiliem cada jogador a “entrar na pele” do seu personagem. debate é variável (1 a 2 horas) consoante a Atenção: nem o formador nem o grupo devem sugerir aos jogadores que comportamentos complexidade da situação representada. devem ter durante a representação. É o jogador que deve definir-se. Os elementos do grupoMaterial a Variável, dependendo da situação que se está que não estão a representar são observadores. Os observadores devem ser preparados e a jogar. Habitualmente, uma folha de instruçõesutilizar receberem instruções sobre que devem centrar a sua observação. Por exemplo: que caracterize a situação que vai ser representada. ● O que diz cada personagemAmbiente Sala suficientemente ampla. ● Os seus gestosFísico Dispor a sala de modo a que todos os ● Que argumentam facilitam o diálogo formandos visionem bem a teatralização.
  27. 27. ● Que objectivos transparecem das atitudes de cada personagem. 3. Fazer “jogar” pondo os jogadores em presença. Ex: o vendedor e o potencial cliente. Parar o jogo quando se sentir que os jogadores estão cansados ou que se repetem. 4. Analisar os resultados do jogo. Em plenário, antes de iniciar o debate, pedir aos formandos que se exprimam pela seguinte ordem:● Os jogadores – como se sentiram, como viveram a situação (não permitir que entrem naanálise do que se passou)● Os observadores – o que observaram.● Os jogadores – quais os problemas que tiveram, a que objectivos se propuseram, desviosentre o que pensaram fazer e o que fizeram, como vivenciaram a(s) atitude(s) dointerlocutor(es).Dar início ao debate, devendo o formador:● Reformular as opiniões expressas● Classificar o tipo de dificuldades encontradas● Relançar os problemas que foram inventariados para os fazer discutir● Eventualmente, dar algumas informações complementares● Proporcionar a analogia entre as situações representadas e situações do quotidianoprofissional.No final, o formador fará uma síntese teórico-prática das questões debatidas.
  28. 28. Chuva de Ideias / Tempestade mentalAplicação Muito útil em sessões de formação ou em reuniões, Procedimento quando se pretende fazer uma primeira abordagem e 1. Introduzir o exercício, formulando o objectivo e o tema. Quer um quer outro explicitação das ideias de um grupo sobre um devem ser concisos, claros e concretos. Ex: “vamos fazer um exercício que determinado tema ou problema. nos permita uma primeira abordagem do tema Planificação”Objectivo ● Pôr em comum as ideias / representações / 2. Explicitar as regras: sentimentos de um grupo sobre um tema concreto. ● Trata-se de, durante 15 minutos, obter o máximo de palavras ou frases curtas ● Produzir muitas ideias acerca de um tema ou acerca de um tema. problema, em curto espaço de tempo. ● Durante o exercício não se podem tecer comentários ou críticas ao que os outrosNúmero de De 12 a 15 dizem (intervir, rir ou fazer gestos, etc.) nem de fazer auto-crítica. Todas as ideiasparticipantes são bem-vindas: direito ao Disparate. ● Cada pessoa diz as ideias que lhe vierem à cabeça a propósito do tema deTempo 15 minutos para a execução do exercício maneira rápida e espontânea – não pensar antes de falar. 30 minutos para análiseexigido ● Fala uma pessoa de cada vez, mas sem qualquer tipo de sequência pré-Material a Papel de cenário grande e marcadores estabelecida.utilizar 3. Dar início ao exercício reintroduzindo o tema. Ex: o que vos lembra aComentários Esta é uma das variantes da técnica de “chuva de palavra planificação? ideias”. Existem várias maneiras de proceder, com um O monitor regista todas as ideias expressas pelos participantes. O monitor corpo de regras que se tornam mais ou menos intervém, exclusivamente, no caso de: complexas conforme o objectivo prosseguido e a ● Não ter ouvido uma palavra ou frase, pedindo para ser repetida; aplicação específica que se pretende desenvolver. ● “Travar” comentários, perguntas ou críticas, re-explicando a regra; É bastante útil em reuniões de pequeno grupo, para ● Pedir rapidez ao grupo, impedindo frases longas. estabelecer o plano de trabalho ou os desenvolvimentos 4. Terminado o registo da “chuva de ideias” procede-se, com a participação
  29. 29. possíveis de uma tarefa. Nessa altura, as regras são do grupo, à classificação das mesmas, seguindo-se a respectiva análisesimplificadas. procurando salientar as ideias dominantes mas também explorando as ideias marginais e até os “disparates” que frequentemente têm uma carga importante de conteúdo a trabalhar.
  30. 30. Jogos de ApresentaçãoOs Jogos de Apresentação aqui referidos, têm por características comuns:● Colocar, desde o início, os formandos numa situação activa, sendo convidados a reflectir, comunicar com os outros – ouvir efalar – movimentar-se, trabalhar; são participantes de uma acção de formação, não são alunos numa situação escolar.● Incitar cada participante a reflectir sobre a sua própria experiência em função dos objectivos da acção de formação.● Romper o gelo inicial entre os participantes e suscitar o interesse pela experiência dos outros.● Permitir ao formador ter uma melhor percepção do grupo de formaçãoNo entanto, os jogos de apresentação NÃO se adequam às situações de:● Sessões de formação de muita curta duração (menos de três dias);● Situações em que os membros do grupo de formação já se conhecem entre si.
  31. 31. Apresentação por entrevista recíprocaObjectivos ● Conhecer e dar-se a conhecer, iniciando a relação inter-pessoal. Procedimento ● Mostrar que nenhum membro do grupo pode passar despercebido. ● Explicar que para iniciar a formação é proposto um exercício que ● Dar uma primeira ideia dos valores pessoais dos membros permitirá às pessoas conhecerem-se melhor. Este exercício participantes. consiste em cada pessoa entrevistar um(a) colega fazendoAmbiente Dispor de espaço suficiente (no interior ou utilizando espaços externos) posteriormente a sua apresentação a todo o grupo: para decorrerem as entrevistas, sem que se perturbem mutuamente. ● Dispõem de 20 minutos para realizar o trabalho que consiste em:físico 1.º Tempo: escolher um parceiro de entre as pessoasNúmero de De 12 a 30 desconhecidas.participantes 2.º Tempo: entrevistar o colega durante 7 minutos para o conhecerTempo Uma hora aproximadamente, para um grupo de 12 membros. melhor sob 3 aspectos:exigido ● A sua vida profissionalIdeias a No final o animador pede aos participantes que se manifestem sobre a ● A sua vida pessoal apresentação feita. No final do exercício, e a propósito do que é dito ● Os seus gostos e lazeresrealçar pelos formandos, o formador pode fazer uma síntese sobre a coerência Tomando notas dos traços essenciais de cada um destes aspectos. do grupo relativamente às motivações, experiências profissionais (ou a 3.º Tempo: inverter os papéis – aquele que estava a entrevistar riqueza da sua diversidade), complementaridade (ou aparente oposição passa a ser o entrevistado. de interesses) 4.º Tempo: preparar a apresentação ao plenário.Comentários Este exercício permite distender rapidamente a atmosfera. ● Em plenário cada membro fará a apresentação do colega Quando o formador apresenta o exercício, pode chamar a atenção para entrevistado. o facto de cada um ser livre de escolher até onde se quer implicar; não são obrigados a responder a todas as perguntas; pode ter interesse Cada pessoa deve estar atenta e verificar se a sua apresentação é que o formador participe neste primeiro exercício. correcta.
  32. 32. Troca de ExperiênciasObjectivo ● Acelerar o processo de conhecimento mútuo no grupo; Procedimento ● Dar a todos a oportunidade de falar e de escutar; ● Tomar consciência que cada pessoa tem experiências e aspirações diversificadas. 1. O animador faz uma breve introdução do exercício, falandoMaterial a Um número suficiente de papeletas com um tema a ser abordado em sobre a importância do conhecimento pessoal e da riqueza público por cada participante.utilizar de ouvir experiências diversificadas;Número de De 12 a 30 pessoasparticipantes 2. Distribuir, em seguida, uma papeleta / tema para cada participante;Tempo Aproximadamente 30 minutos, para um grupo de 12 pessoas.exigido 3. Um a um, os participantes desenvolverão o tema queIdeias a A diversidade de experiências de várias pessoas do grupo, enquanto estiver na papeleta; elemento enriquecedor do trabalho de equipa.desenvolver 4. No final, segue-se um debate sobre o exercício feito.Comentários Este exercício permite quebrar o ritmo e distender a atmosfera, numa fase inicial da formação. Os “temas” agem como elementos facilitadores da expressão
  33. 33. Relação de possíveis temas para o exercício da troca de experiências1. Consegue-se êxito na vida… 11. Um acontecimento que muito me ajudou na vida…2. Alguém encontra tempo para algo mais quando… 12. Eu queria ser…3. As pessoas que esquecemos… 13. O que mais gosto na minha vida…4. Fracassos que transformamos em novos sucessos… 14. Quando tenho algo a dizer…5. As amizades que mais nos ajudam… 15. Quando tenho um problema difícil…6. Sabe-se enfrentar os desafios da vida quando… 16. Ocasiões em que me senti útil…7. Começamos a ser adultos quando… 17. Ocasiões em que me senti inútil…8. Há factos que revelam as nossas possibilidades… 18. Paisagens que me inspiram…9. Revelamos as nossas limitações quando… 19. Coisas que me comovem…10. Nada nos frustra tanto… 20. Situações que me provocam…
  34. 34. Jogos de Planificação e OrganizaçãoOs jogos de planificação e organização aqui apresentados são “ferramentas” muito concretasque permitem:Realçar a importância da planificação e da organização para a eficácia do trabalho;Analisar e melhorar as competências dos participantes ao nível da planificação e daorganização.Mesmo que utilizados sem grande preocupação de aprofundar o que se passou durante ojogo, cumprem a sua função essencial de quebrar o ritmo, permitindo aos participantes(re)situarem-se e aumentarem o seu nível de interesse pelo tema.
  35. 35. Ganhar TempoObjectivos ● Realçar a importância de planificar antes de executar um trabalho Procedimento ● Tornar consciente a sequência de passos que cada participante segue ao 1. Fazer uma breve introdução ao exercício planificar explicando que se trata de um exercício ● Proporcionar um debate sobre as dificuldades de planificar prático de planificação, em que é pedido queAmbiente Sala que permita o funcionamento de 2 ou mais equipas. seja determinada a sequência de execuçãofísico de uma lista de tarefas. 2. Entregar a folha de instruções e o mapa.Material a Folha com instruções e mapa para cada participante. Folha de papel cenário, com mapa. (ver Regras/Tarefas/Mapa) 3. O exercício é realizado em três tempos:utilizar 1º Tempo – Individual com duração de 15 minutos.Tempo 45 minutos para a realização do exercício seguido de cerca de 60 minutos para Cada participante deverá escrever numa folha de análise/debate em plenário.exigido papel a ordem pela qual as tarefas devem serIdeias a ● Analisar as lógicas subjacentes às respostas; executadas. 2º Tempo – em grupos de trabalho (3 a 6 pessoas)realçar no ● Realçar como devem estar sempre presentes os objectivos a atingir, quando planificamos; têm 30 minutos para comparar as respostas, analisá-debate ● A importância de planificar para a eficácia do trabalho; las e encontrar uma resposta comum. ● Analisar o modo como cada pessoa planifica o seu dia-a-dia; 3º Tempo – em plenário, comparação dos resultados ● Principais etapas num processo de planificação. dos grupos de trabalho, análise e debate sobre oComentários A utilização durante o plenário do mapa grande em papel de cenário facilita o trabalho efectuado. debate. A solução, que tem subjacente o objectivo de transportar os volumes pesados no mínimo de tempo possível é a seguinte: 1) Repartição de Finanças; 2) Estação de correio; 3) Sapateiro; 4) Tinturaria; 5) Livraria; 6) Padaria; 7) Leitaria; 8) Café; 9) Escritório; 10) Garagem
  36. 36. Regras Tarefas1. Você sai de casa às 9.15h para fazer 1. Deixar os sapatos noas tarefas indicadas ao lado. sapateiro.2. Obrigatoriamente regressa às 13h. 2. Ir ao seu escritório buscar o computador portátil.3. O percurso Casa-Garagem 3. Ir à tinturaria deixar umcorresponde a 30 minutos. casaco.4. A repartição das finanças encerra às 4. Expedir no correio um pacote10h. de 10Kgs.5. O comércio encerra às 12h, assim 5. Pagar o imposto profissionalcomo o correio. na repartição de finanças.6. A padaria abre depois das 11h. 6. Comprar pão na padaria.7. O percurso deve ser feito a pé. 7. Comprar meio quilo de café (na casa de café) 8. Ir esperar uns amigos na garagem que chegam às 12.30h 9. Comprar um livro na livraria. 10. Comprar 250g de manteiga na mercearia.
  37. 37. Os BarcosAplicações Este jogo é especialmente útil para realçar as incidências da planificação e Procedimento organização na eficácia e produtividade do trabalho. 1. Trata-se de um exercício em que as pessoas constituemObjectivo ● Evidenciar o papel do: a) Estudo da encomenda; b) Organização; c) equipas de trabalho às quais é feita uma encomenda em Controlo barcos de papel. Ganha a equipa que produzir mais no ● Analisar as funções da coordenação/direcção num trabalho de equipa mesmo espaço de tempo.Material a ● Para cada pessoa: 1 tesoura, 1 régua, 1 folha de instruções O objectivo é analisar as formas organizativas das equipas.utilizar ● Para cada grupo de trabalho: 1 jogo de barcos de papel já executado (ver Comentários), 2 conjuntos de 2. Constituir equipas de 4 a 6 pessoas que organizam o seu 100 folhas A4 de cores diferentes. espaço de trabalho (equipas com número idêntico de ● Para os observadores: pessoas). 1 folha de observação Pedir observadores (no mínimo 1 por equipa) ● Cada jogo é constituído por: 1 barco grande (A4); 1 barco médio (1/2 de A4); 1 barco pequeno (1/4 de A4), todos os barcos da mesma cor. 3. Entregar a cada pessoa e equipa o material necessário.Ambiente Dispor o espaço suficiente (numa só sala ou em salas contíguas) para Entregar aos observadores a folha de instruções e a folha de decorrerem os trabalhos das equipas (2 ou 3) sem se perturbarem observação.físico mutuamente. Mesas e cadeiras que possam ser (re)distribuídas aquando dos trabalhos de subgrupos e dos plenários. 4. Em espaços separados:Participantes De 12 a 30 pessoas Esclarecer aos observadores sobre as regras do jogo e sobre a suaTempo 90 minutos (30 minutos para a realização do jogo + 60 minutos para o função debate/análise). Esclarecer as equipas sobre dúvidas acerca das instruções.Ideias a realçar ● Papel da planificação e organização no trabalho de equipa
  38. 38. ● Utilização nos recursos 5. Cada equipa dispõe de: ● Nós de estrangulamento ● 10 minutos para decidir como se organiza (findo os quais o ● Divisão do trabalho formador dá início à fase de produção). ● Gestão dos conhecimentos existentes no grupo ● 15 minutos para produzir. ● Função controlo ● Valor da análise crítica (a partir da função do observador) 6. Inicia-se o plenário comunicando o volume de produção deVariantes O mesmo procedimento anterior, mas efectuando duas etapas de produção. cada equipa. Cada equipa conta como se sentiu, como se Efectuar um primeiro plenário com um debate mais curto. organizou, como realizou o trabalho, que dificuldades Dá-se início à segunda fase: as equipas voltam à produção, nas mesmas sentiu. condições anteriores, mas devendo introduzir correcções na sua organização Seguidamente os observadores dirão como viram a respectiva Regresso ao plenário para comparar os resultados das duas fases, o que foi equipa trabalhar. alterado, e efectuar o debate. Anotar no mapa-cenário as principais linhas de força. Esta variante ajuda a aprofundar a importância do controlo e análise crítica do trabalho da equipa, para detecção e correcção de erros. 7. Debate / análise a partir das linhas de força registadas.Comentários Trata-se de produzir objectos de papel executados por dobragens. Barcos ou Procura de soluções e/ou alternativas para melhorar o trabalho das outros objectos, desde que: equipas. ● O processo de execução seja relativamente conhecido Síntese conclusiva. ● Todas as equipas recebam a mesma encomenda.
  39. 39. Instruções 1. Após a primeira leitura destas instruções o grupo tem 10 minutos para se organizar, seguidos de 15 minutos para executar a encomenda. Nota de encomenda 2. De acordo com as negociações anunciadas, o cliente adquire todos os jogos de barcos de papel que lhe forem fornecidos, dentro do prazo estabelecido e que estejam de acordo com as seguintes especificações:Matéria-prima: papel (fornecido pelo cliente)Modelo e dimensões: cada jogo é constituído por três barcos da mesma cor, de acordo com os modelos fornecidos pelo clientesendo: 1 barco grande 1 barco médio 1 barco pequeno Atenção: só são aceites jogos completos.
  40. 40. Guião do observador1. Como é que o grupo utilizou os 10 minutos iniciais? ● Estudou a encomenda (leram as instruções, discutiram-nas?) ● Planificou a produção?2. Qual a distribuição de funções dentro do grupo?3. Como é coordenado o trabalho? O tipo de coordenação adoptado: ● Facilita a execução do trabalho? Em quê? ● Dificulta a execução do trabalho? Em quê?4. Qual a sequência das operações produtivas?5. A forma como o grupo produziu está de acordo com as decisões organizativas tomadas no início? Se não em que é que diferiu? Quais as causas das alterações?
  41. 41. Jogo dos quadradosAplicações Com especial interesse em todas as situações em que se pretende analisar Procedimento a incidência dos bloqueios à circulação da informação na concretização 1 - Trata-se de um exercício em que uma equipa de 5 pessoas vai dos(s) objectivo(s) produtivo(s) de uma equipa (ou empresa). executar uma tarefa. As restantes pessoas vão observar esseObjectivo Analisar os elementos básicos do trabalho em equipa: trabalho. ● A circulação da informação Pedir 5 voluntários para a equipa de trabalho, os quais se sentam ● A atitude de inter-ajuda / colaboração em círculo, em torno da mesa. (no caso de um grupo maior, pode ● O contributo pessoal formar-se mais de uma equipa) ● A inter-relação entre objectivos da equipa e os objectivos pessoais. 2 - Reunir, em separado, com o grupo de observadores e esclarecê-Material a Folha de cartolina na qual se recortam as peças de 5 quebra-cabeças los sobre as suas funções. Distribuir o guião de observação. A (puzzles de dimensões idênticas: observação poderá ser individualizada, isto é, cada membro doutilizar ● grupo de observação observa em especial um número limitado - 1 a 2 jogadores. Os observadores situam-se em torno dos jogadores. 3 - Anunciar, em voz alta, as regras do trabalho, ou inclusivamente entregá-las por escrito, ou escrevê-las em papel de cenário: ● Cada pessoa vai receber 3 peças de cartolina ● O vosso objectivo é construir 5 quadrados iguais e, para tal: - Não podem falar; não podem fazer sinais; não podem pedir peças; só podem dar e receber peças dos outros jogadores; têm 20 minutos para realizar o trabalho. ● Folha de instruções ● Guia de observação. A cada jogador são distribuídas aleatoriamente 3 peças do quebra-Ambiente Uma sala que permita organizar espaços diferenciados para os jogadores e cabeças.
  42. 42. físico para os observadores. Terminado o tempo (ou atingido o objectivo) parar o jogo De 12 a 15 pessoas 4 - Em plenário, iniciar a análise/discussão ouvindo os jogadores,Participantes pedindo que se pronunciem individualmente sobre:Tempo Uma hora e um quarto ● Como se sentiu durante o jogo?Ideias a realçar ● o papel da comunicação ● Qual foi a sua primeira reacção ao ver as peças? ● A importância da circulação da informação ● Que objectivo colocou? ● Dificuldades resultantes da informação circular num só sentido (pode-se ● Que obstáculos se lhe depararam? dar peças, mas não pedir) ● Como os objectivos particulares podem dificultar ou facilitar na Seguem-se os observadores (só os observadores podem falar) concretização dos objectivos da equipa ● A inter-dependência entre os vários elementos de uma equipa - ou ● Generalizar o debate centrado sobre as dificuldades para alcançar empresa os objectivos da equipa, soluções possíveis, analogias com a vida de uma empresa.
  43. 43. Guião do Observador 1. Quantas peças tem a pessoa observada● No início do jogo?● No fim do jogo? 2. A pessoa observada recebe ou entrega primeiro peças? 3. A pessoa observada dificulta ou favorece a realização do objectivo a atingir pela equipa ● Em quê? ● Porquê 4. Outras observações.

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