SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 12
Baixar para ler offline
FORMAÇÃO TECNOLÓGICA
Rik Página 1
As Folhas
- Tipos de folha e sua função fotossintética
Em botânica, as folhas são órgãos das plantas especializados na captação de luz e trocas
gasosas com a atmosfera para realizar a fotossíntese e respiração. Salvo raras exceções,
associadas a plantas de climas áridos, as folhas tendem a maximizar a superfície em
relação ao volume, de modo a aumentar tanto a área da planta exposta à luz, quanto a
área da planta onde as trocas gasosas são possíveis por estar exposta à atmosfera.
Espécies diferentes de plantas têm folhas diferentes, e existem vários tipos
especializados de folhas, com fins diferentes dos das folhas comuns, como por exemplo
as pétalas das flores.
Anatomia das folhas das plantas vasculares
As folhas possuem três estruturas diferentes:
 Bainha – Estrutura que liga a folha ao caule;
 Pecíolo – Estrutura, semelhante a um pedúnculo; e
 Limbo – A parte laminar ou mais evidenciada da folha.
FORMAÇÃO TECNOLÓGICA
Rik Página 2
Em algumas plantas, as folhas podem não apresentar uma ou mais destas estruturas. Do
ponto de vista da histologia, ou seja, dos tecidos e outras formações da folha, este órgão
é formado por:
 Epiderme
 Mesofilo
A epiderme é uma camada de células transparentes muitas vezes recoberta por uma
cutícula de um material semelhante à cera que reduz a perda de água por transpiração.
Nas plantas de climas áridos, a cutícula pode ser tão espessa que dá às folhas uma
consistência coriácea.
As trocas gasosas entre a folha e o meio ambiente são efetuadas principalmente através
de pequenos orifícios na epiderme chamados estomatos, que são formados por duas
células em forma de rim ou feijão, que podem controlar a abertura e fecho para, por
exemplo, reduzir a transpiração. Os estomatos são geralmente mais numerosos na parte
inferior da folha.
Muitas plantas apresentam ainda na epiderme (não só das folhas, mas também do caule
ou das flores) apêndices formados por tricomas, ou seja "cabelos" que podem ser uni –
ou multicelulares e podem ter origem não apenas na epiderme, mas noutros tecidos da
folha. O conjunto destes apêndices chama-se indumento. Algumas destas estruturas
podem ter funções especiais, como por exemplo, a produção de compostos químicos
que podem servir para proteger a planta contra os animais ou para os atrair (por
exemplo, para a polinização).
FORMAÇÃO TECNOLÓGICA
Rik Página 3
O interior da folha, o mesofilo, é formado por parênquima, um tecido de células
semelhantes e muito permeáveis que possuem normalmente grande quantidade de
cloroplastos, caso em que o tecido passa a chamar-se clorênquima. A função principal
deste tecido é realizar a fotossíntese e produzir as substâncias nutritivas que
permitem a vida da planta. Este tecido pode também possuir células especializadas
na reserva de água ou outros fluidos - folhas carnudas, como as das Crassuláceas.
O mesofilo pode estar diferenciado em dois tipos diferentes de parênquima:
 O tecido em paliçada, formado por células alongadas e dispostas
transversalmente à superfície da folha, para lhe dar consistência; e
 O tecido esponjoso, formado por células mais arredondadas.
Os canais dos estomas atravessam a paliçada e terminam no tecido esponjoso.
A cor das folhas pode variar, de acordo com os pigmentos existentes nas suas células.
Estas diferentes colorações podem ser características da própria espécie ou ser causadas
por vírus ou ainda por deficiências nutritivas. Nos climas temperados e boreais, as
folhas de muitas espécies podem mudar de coloração com as estações do ano e soltar-se
(morrer) – folhas caducas ou decíduas – na época em que existe menos luz e em que a
temperatura é baixa; a planta sem folhas irá passar o inverno num estado de
metabolismo reduzido, alimentando-se das reservas nutritivas que tiver acumulado.
No interior das folhas das plantas vasculares existem ainda nervuras onde se encontram
os canais por onde circula a seiva – os tecidos vasculares, o xilema e o floema.
FORMAÇÃO TECNOLÓGICA
Rik Página 4
Forma das folhas das plantas vasculares
A forma das folhas é geralmente característica das espécies, embora com grandes
variações. As formas típicas de folha das plantas vasculares são:
 Arredondada ou sub-circular;
 Obovada (quando a parte mais estreita da lâmina foliar se encontra perto do
pecíolo ou da bainha);
 Ovada (quando a parte mais larga se encontra perto do pecíolo ou da bainha);
FORMAÇÃO TECNOLÓGICA
Rik Página 5
 Lanceolada – em forma de lança;
 Acicular – em forma de agulha;
 Alongada – como as folhas das gramíneas ou capins.
A forma da margem também mostra algumas variantes:
 Lisa – como as folhas do cafeeiro;
 Dentada – como a folha das roseiras;
 Crenada – o oposto de dentada;
 Lobada – dividida em lobos;
 Fendida – como as folhas do sobreiro; ou
 Partida ou secta – em que a divisão do limbo chega até à nervura central.
A lâmina das folhas também pode encontrar-se dividida em Pinas ou pínulas subiguais -
folhas compostas ou recompostas, como são os casos das folhas (frondes) dos fetos ou
das palmeiras. Nestes casos também se usa a notação:
 1-pinada – sem divisões ou folha inteira;
 2-pinada – dividida em Pinas, como no Polipódio;
 3-pinada (igual a "recomposta"); etc.
Nestes casos, o eixo da folha, ou seja, a nervura central pode ser mais grossa, formando
um ráquis.
As folhas compostas também podem ser palmiformes, quando as Pinas saem todas do
mesmo pecíolo (como na mandioca).
FORMAÇÃO TECNOLÓGICA
Rik Página 6
Formas de inserção das folhas das plantas vasculares
Filotaxia:
A -Alternadas
b – Opostas cruzadas
c – Opostas dísticas
d – Verticiladas.
Agulhas de pinheiro Folhas alaranjadas
Quanto à sua inserção no caule, as folhas podem ser:
 Alternadas (uma folha por nó), com duas opções:
o Oposto-cruzada (rotação 90 °), e
o Oposto-dística (não girada);
 Opostas (duas folhas saindo do mesmo nó);
 Verticiladas (várias folhas saindo do mesmo nó ou verticilo);
 Em roseta (várias folhas saindo da extremidade dum caule, como na Gerbera).
FORMAÇÃO TECNOLÓGICA
Rik Página 7
Outras classificações das folhas
 Quanto à situação:
o Aérea;
o Aquática;
o Subterrânea.




 Quanto a consistência:
o Membranácea;
o Coriácea;
o Crassa.
1 – Flor – da - Páscoa, folha – de - sangue, e poinsétia, a
euphorbia é um arbusto semi-lenhoso
FORMAÇÃO TECNOLÓGICA
Rik Página 8
2-Medronheiro (Couro)
3- Tabernaemontana crassa.
 Quanto ao posicionamento de suas nervuras:
o Ramificadas (ex. folha da macieira);
o Paralelas (ex. folha do milho).
Nervuras ramificadas Nervuras paralelas
 Quanto a coloração:
o Maculada;
o Bicolor;
o Variegada;
o Listrada;
o Concolor.
Adaptações especiais das folhas
Algumas plantas, como os catos, têm as folhas transformadas em espinhos; são os
caules, carnudos e achatados, que exercem a função fotossintética.
FORMAÇÃO TECNOLÓGICA
Rik Página 9
As folhas dos caules subterrâneos, como na cebola, podem estar transformados em
órgãos de reserva de nutrientes.
O caso mais extremo parece ser das plantas carnívoras, em que a folha está
transformada numa armadilha, como se de um predador se tratasse.
Função Clorofilina; Fotossíntese ou Cloracarbonização.
A luz solar é a fonte primária de toda a energia que mantém a biosfera de nosso planeta.
Por meio da fotossíntese, as plantas, algas e alguns tipos de bactérias convertem a
energia física da luz solar em energia química, e esse processo é essencial para a
manutenção de todas a formas de vida aqui existentes.
A fotossíntese pode ser definida como um processo físico-químico, mediante o qual os
organismos fotossintéticos sintetizam compostos orgânicos a partir de matéria-prima
inorgânica, na presença de luz solar. O processo fotossintético das plantas ocorre nos
cloroplastos e resulta na libertação de oxigénio molecular (o) e na captura de dióxido
de carbono da atmosfera (CO2), que é utilizado para sintetizar carbonatos (Figura 1).
Figura 1. Esquema simplificado da fotossíntese
A fotossíntese pode ser representada pela seguinte equação empírica:
CO2 + H2O + Energia luminosa =====> [CH2O] + O2 + H2O
em que, [CH2O] representa carbonato (açúcares). A síntese de carbonatos a partir de
dióxido de carbono e água requer um grande ingresso de energia. A energia livre para a
redução de um mol de CO2 até o nível de glicose é de 478 kJ mol-1
.
FORMAÇÃO TECNOLÓGICA
Rik Página 10
A fotossíntese é um processo muito complexo que compreende muitas reações físicas e
químicas, que ocorrem de maneira coordenada em sistemas de proteínas, pigmentos e
outros compostos associados a membranas. Em geral, o processo fotossintético é
analisado em duas etapas interdependentes e simultâneas: 1) a etapa fotoquímica,
antigamente chamada de fase "luminosa" e 2) a etapa química, também chamada de
ciclo fotossintético redutivo do carbono, antigamente chamada de fase "escura".
Os produtos primários da etapa fotoquímica são o ATP e o NADPH2. Nessa etapa,
também ocorre a liberação do oxigénio, como subproduto da dissociação da molécula
da água. A etapa química da fotossíntese é uma etapa basicamente enzimática, na qual o
CO2 é fixado e reduzido até carbonatos, utilizando o NADPH2 e o ATP produzidos na
etapa fotoquímica (Figura 2).
Todas as plantas e animais respiram e por meio desse processo que ocorre no citoplasma
e mitocôndrios, os carbonatos e outros constituintes celulares são convertidos em
dióxido de carbono e água com a liberação de energia. Assim, a fotossíntese e a
respiração são processos importantes na regulação dos teores de oxigénio e dióxido de
carbono da atmosfera terrestre.
2. Cloroplastos: Estrutura e Organização e função
Nas plantas, o processo fotossintético ocorre dentro dos cloroplastos, que são plastídeos
localizados em células especializadas das folhas (células do mesofilo paliçádico e do
mesofilo lacunoso). O número de cloroplastos por célula varia de um a mais de cem,
dependendo do tipo de planta e das condições de crescimento. Os cloroplastos têm
forma discóide com diâmetro de 5 a 10 micras, limitado por uma dupla membrana
FORMAÇÃO TECNOLÓGICA
Rik Página 11
(externa e interna). A membrana interna atua como uma barreira controlando o fluxo de
moléculas orgânicas e íons dentro e fora do cloroplasto. Moléculas pequenas como CO2,
O2 e H2O passam livremente através das membranas do cloroplasto.
Endereços de referencia:
FORMAÇÃO TECNOLÓGICA
Rik Página 12
http://pt.wikipedia.org/wiki/Folha
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/folha/folhas-3.php
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAUfwAC/fotossintese

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Mais procurados (20)

Folhas
FolhasFolhas
Folhas
 
Morfologia e Fenologia do Feijão
Morfologia e Fenologia do FeijãoMorfologia e Fenologia do Feijão
Morfologia e Fenologia do Feijão
 
Raiz
RaizRaiz
Raiz
 
Caule
CauleCaule
Caule
 
Morfologia vegetal da flor
Morfologia vegetal da florMorfologia vegetal da flor
Morfologia vegetal da flor
 
Frutos e sementes
Frutos e sementesFrutos e sementes
Frutos e sementes
 
Morfologia vegetal da inflorescência
Morfologia vegetal da inflorescênciaMorfologia vegetal da inflorescência
Morfologia vegetal da inflorescência
 
Tipos de folhas
Tipos de folhasTipos de folhas
Tipos de folhas
 
Folha
FolhaFolha
Folha
 
Raízes e sementes
Raízes e sementesRaízes e sementes
Raízes e sementes
 
Folhas e flores
Folhas e floresFolhas e flores
Folhas e flores
 
Slides da aula de Biologia (Renato) sobre Folha
Slides da aula de Biologia (Renato) sobre FolhaSlides da aula de Biologia (Renato) sobre Folha
Slides da aula de Biologia (Renato) sobre Folha
 
Enxertia
EnxertiaEnxertia
Enxertia
 
Estruturas das plantas
Estruturas das plantasEstruturas das plantas
Estruturas das plantas
 
Plano de aula - Plantas medicinais
Plano de aula - Plantas medicinaisPlano de aula - Plantas medicinais
Plano de aula - Plantas medicinais
 
Flores
FloresFlores
Flores
 
Caule 2012 aula
Caule 2012 aulaCaule 2012 aula
Caule 2012 aula
 
Aula 02 cultura do maracujá.
Aula 02  cultura do maracujá.Aula 02  cultura do maracujá.
Aula 02 cultura do maracujá.
 
Planta: folha
Planta: folhaPlanta: folha
Planta: folha
 
Morfologia e anatomia vegetal Caule
Morfologia e anatomia vegetal CauleMorfologia e anatomia vegetal Caule
Morfologia e anatomia vegetal Caule
 

Destaque

Classificação das folhas características e tipos ii
Classificação das folhas   características e tipos iiClassificação das folhas   características e tipos ii
Classificação das folhas características e tipos iiWelton Fontes
 
Classificação das folhas características e tipos
Classificação das folhas   características e tiposClassificação das folhas   características e tipos
Classificação das folhas características e tiposWelton Fontes
 
As plantas utilidade
As plantas   utilidadeAs plantas   utilidade
As plantas utilidadetaniarijo
 
As plantas na nossa alimentação
As plantas na nossa alimentaçãoAs plantas na nossa alimentação
As plantas na nossa alimentaçãoigrejasp
 
Trabalho das oito principais arvores de Lisboa
Trabalho das oito principais arvores de LisboaTrabalho das oito principais arvores de Lisboa
Trabalho das oito principais arvores de LisboaRita Miguel
 
Tecido de revestimento celula vegetal
Tecido de revestimento   celula vegetalTecido de revestimento   celula vegetal
Tecido de revestimento celula vegetalShirlane Macedo Silva
 
Estudo das Folhas- Biologia
Estudo das Folhas- BiologiaEstudo das Folhas- Biologia
Estudo das Folhas- BiologiaMartha Gislayne
 
As Folhas - Classificação
As Folhas - ClassificaçãoAs Folhas - Classificação
As Folhas - ClassificaçãoRita Arantes
 
Dia Mundial da Árvore
Dia Mundial da ÁrvoreDia Mundial da Árvore
Dia Mundial da ÁrvoreCoordTic
 
Morfologia dos órgãos vegetativos folha
Morfologia dos órgãos vegetativos  folhaMorfologia dos órgãos vegetativos  folha
Morfologia dos órgãos vegetativos folhaernandes damasceno
 

Destaque (20)

Classificação das folhas características e tipos ii
Classificação das folhas   características e tipos iiClassificação das folhas   características e tipos ii
Classificação das folhas características e tipos ii
 
As folhas - Mariana Guedes
As folhas - Mariana GuedesAs folhas - Mariana Guedes
As folhas - Mariana Guedes
 
As folhas - Ana Perna
As folhas - Ana PernaAs folhas - Ana Perna
As folhas - Ana Perna
 
Folhas
FolhasFolhas
Folhas
 
Classificação das folhas características e tipos
Classificação das folhas   características e tiposClassificação das folhas   características e tipos
Classificação das folhas características e tipos
 
Folha
FolhaFolha
Folha
 
As plantas utilidade
As plantas   utilidadeAs plantas   utilidade
As plantas utilidade
 
As plantas na nossa alimentação
As plantas na nossa alimentaçãoAs plantas na nossa alimentação
As plantas na nossa alimentação
 
Folhas
FolhasFolhas
Folhas
 
Trabalho das oito principais arvores de Lisboa
Trabalho das oito principais arvores de LisboaTrabalho das oito principais arvores de Lisboa
Trabalho das oito principais arvores de Lisboa
 
Tecido de revestimento celula vegetal
Tecido de revestimento   celula vegetalTecido de revestimento   celula vegetal
Tecido de revestimento celula vegetal
 
Estudo das Folhas- Biologia
Estudo das Folhas- BiologiaEstudo das Folhas- Biologia
Estudo das Folhas- Biologia
 
As Folhas - Classificação
As Folhas - ClassificaçãoAs Folhas - Classificação
As Folhas - Classificação
 
Tipos de plantas curativas
Tipos de plantas curativas Tipos de plantas curativas
Tipos de plantas curativas
 
Folhas
FolhasFolhas
Folhas
 
Dia Mundial da Árvore
Dia Mundial da ÁrvoreDia Mundial da Árvore
Dia Mundial da Árvore
 
Trabalho sobre folhas - Duarte
Trabalho sobre folhas - DuarteTrabalho sobre folhas - Duarte
Trabalho sobre folhas - Duarte
 
Morfologia dos órgãos vegetativos folha
Morfologia dos órgãos vegetativos  folhaMorfologia dos órgãos vegetativos  folha
Morfologia dos órgãos vegetativos folha
 
Plantas
PlantasPlantas
Plantas
 
Silvicultura
SilviculturaSilvicultura
Silvicultura
 

Semelhante a 3 morfologia vegetal_folhas

Semelhante a 3 morfologia vegetal_folhas (20)

Folhas angiospermas
Folhas angiospermasFolhas angiospermas
Folhas angiospermas
 
A folha
A folhaA folha
A folha
 
Folhas
FolhasFolhas
Folhas
 
Gabriele alana folhas botanicas
Gabriele alana folhas botanicasGabriele alana folhas botanicas
Gabriele alana folhas botanicas
 
Histologia vegetal
Histologia vegetal Histologia vegetal
Histologia vegetal
 
1 reino das plantas
1 reino das plantas 1 reino das plantas
1 reino das plantas
 
MorfologiaVegeta, descricao egetall.pptx
MorfologiaVegeta, descricao egetall.pptxMorfologiaVegeta, descricao egetall.pptx
MorfologiaVegeta, descricao egetall.pptx
 
Histologia vegetal
Histologia vegetalHistologia vegetal
Histologia vegetal
 
Reino plantae[1]
Reino plantae[1]Reino plantae[1]
Reino plantae[1]
 
Ctrl aula 2 gabarito avaliação de nivelamento e revisão de anatomia vegeta...
 Ctrl aula 2   gabarito avaliação de nivelamento e revisão de anatomia vegeta... Ctrl aula 2   gabarito avaliação de nivelamento e revisão de anatomia vegeta...
Ctrl aula 2 gabarito avaliação de nivelamento e revisão de anatomia vegeta...
 
Plano 6
Plano 6Plano 6
Plano 6
 
Plano 6
Plano 6Plano 6
Plano 6
 
Reino Vegetal Tema:Folha
Reino Vegetal Tema:FolhaReino Vegetal Tema:Folha
Reino Vegetal Tema:Folha
 
Partes da planta
Partes da plantaPartes da planta
Partes da planta
 
Plano 7
Plano 7Plano 7
Plano 7
 
Parênquima
ParênquimaParênquima
Parênquima
 
Apostila botânica-pronta.107.193
Apostila botânica-pronta.107.193Apostila botânica-pronta.107.193
Apostila botânica-pronta.107.193
 
Apostila botânica-pronta.107.193
Apostila botânica-pronta.107.193Apostila botânica-pronta.107.193
Apostila botânica-pronta.107.193
 
Apostila botanica
Apostila botanicaApostila botanica
Apostila botanica
 
TRANSLOCAÇÃO DE SOLUTOS PELO FLOEMA
TRANSLOCAÇÃO DE SOLUTOS PELO FLOEMATRANSLOCAÇÃO DE SOLUTOS PELO FLOEMA
TRANSLOCAÇÃO DE SOLUTOS PELO FLOEMA
 

Mais de rrodrigues57

O estudo dos solos
O estudo dos solosO estudo dos solos
O estudo dos solosrrodrigues57
 
3 morfologia vegetal_folhas
3 morfologia vegetal_folhas3 morfologia vegetal_folhas
3 morfologia vegetal_folhasrrodrigues57
 
6 morfologia vegetal_hormonas
6 morfologia vegetal_hormonas6 morfologia vegetal_hormonas
6 morfologia vegetal_hormonasrrodrigues57
 
5 morfologia vegetal_sementes
5 morfologia vegetal_sementes5 morfologia vegetal_sementes
5 morfologia vegetal_sementesrrodrigues57
 
4 morfologia vegetal_flores
4 morfologia vegetal_flores4 morfologia vegetal_flores
4 morfologia vegetal_floresrrodrigues57
 
2 morfologia vegetal_caule
2 morfologia vegetal_caule2 morfologia vegetal_caule
2 morfologia vegetal_caulerrodrigues57
 
1 morfologia vegetal_raiz
1 morfologia vegetal_raiz1 morfologia vegetal_raiz
1 morfologia vegetal_raizrrodrigues57
 
Grelha de avaliação
Grelha de avaliaçãoGrelha de avaliação
Grelha de avaliaçãorrodrigues57
 
Grelha de avaliação
Grelha de avaliaçãoGrelha de avaliação
Grelha de avaliaçãorrodrigues57
 
Aromaticas pesquisa orientada
Aromaticas pesquisa orientadaAromaticas pesquisa orientada
Aromaticas pesquisa orientadarrodrigues57
 
Aromaticas pesquisa orientada
Aromaticas pesquisa orientadaAromaticas pesquisa orientada
Aromaticas pesquisa orientadarrodrigues57
 

Mais de rrodrigues57 (14)

O estudo dos solos
O estudo dos solosO estudo dos solos
O estudo dos solos
 
3 morfologia vegetal_folhas
3 morfologia vegetal_folhas3 morfologia vegetal_folhas
3 morfologia vegetal_folhas
 
6 morfologia vegetal_hormonas
6 morfologia vegetal_hormonas6 morfologia vegetal_hormonas
6 morfologia vegetal_hormonas
 
5 morfologia vegetal_sementes
5 morfologia vegetal_sementes5 morfologia vegetal_sementes
5 morfologia vegetal_sementes
 
4 morfologia vegetal_flores
4 morfologia vegetal_flores4 morfologia vegetal_flores
4 morfologia vegetal_flores
 
2 morfologia vegetal_caule
2 morfologia vegetal_caule2 morfologia vegetal_caule
2 morfologia vegetal_caule
 
1 morfologia vegetal_raiz
1 morfologia vegetal_raiz1 morfologia vegetal_raiz
1 morfologia vegetal_raiz
 
Grelha de avaliação
Grelha de avaliaçãoGrelha de avaliação
Grelha de avaliação
 
Grelha de avaliação
Grelha de avaliaçãoGrelha de avaliação
Grelha de avaliação
 
Aromaticas pesquisa orientada
Aromaticas pesquisa orientadaAromaticas pesquisa orientada
Aromaticas pesquisa orientada
 
Aromaticas pesquisa orientada
Aromaticas pesquisa orientadaAromaticas pesquisa orientada
Aromaticas pesquisa orientada
 
Reflexão
ReflexãoReflexão
Reflexão
 
Reflexão
ReflexãoReflexão
Reflexão
 
Pãezinhos
PãezinhosPãezinhos
Pãezinhos
 

Último

Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPanandatss1
 
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdf
Geometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdfGeometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdf
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdfDemetrio Ccesa Rayme
 
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfCurrículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfIedaGoethe
 
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptxFree-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptxkarinasantiago54
 
6°ano Uso de pontuação e acentuação.pptx
6°ano Uso de pontuação e acentuação.pptx6°ano Uso de pontuação e acentuação.pptx
6°ano Uso de pontuação e acentuação.pptxErivaldoLima15
 
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mentalADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mentalSilvana Silva
 
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxSlide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxconcelhovdragons
 
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfPPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfAnaGonalves804156
 
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...Martin M Flynn
 
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 anoAdelmaTorres2
 
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxSlides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoGametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoCelianeOliveira8
 
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdfMapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdfangelicass1
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISVitor Vieira Vasconcelos
 
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasMesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasRicardo Diniz campos
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfHenrique Pontes
 
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAs Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAlexandreFrana33
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxIsabellaGomes58
 
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxBaladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxacaciocarmo1
 

Último (20)

Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SP
 
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdf
Geometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdfGeometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdf
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdf
 
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
 
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfCurrículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
 
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptxFree-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
 
6°ano Uso de pontuação e acentuação.pptx
6°ano Uso de pontuação e acentuação.pptx6°ano Uso de pontuação e acentuação.pptx
6°ano Uso de pontuação e acentuação.pptx
 
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mentalADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
 
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxSlide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
 
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfPPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
 
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
 
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
 
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxSlides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
 
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoGametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
 
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdfMapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
 
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasMesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
 
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAs Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
 
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxBaladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
 

3 morfologia vegetal_folhas

  • 1. FORMAÇÃO TECNOLÓGICA Rik Página 1 As Folhas - Tipos de folha e sua função fotossintética Em botânica, as folhas são órgãos das plantas especializados na captação de luz e trocas gasosas com a atmosfera para realizar a fotossíntese e respiração. Salvo raras exceções, associadas a plantas de climas áridos, as folhas tendem a maximizar a superfície em relação ao volume, de modo a aumentar tanto a área da planta exposta à luz, quanto a área da planta onde as trocas gasosas são possíveis por estar exposta à atmosfera. Espécies diferentes de plantas têm folhas diferentes, e existem vários tipos especializados de folhas, com fins diferentes dos das folhas comuns, como por exemplo as pétalas das flores. Anatomia das folhas das plantas vasculares As folhas possuem três estruturas diferentes:  Bainha – Estrutura que liga a folha ao caule;  Pecíolo – Estrutura, semelhante a um pedúnculo; e  Limbo – A parte laminar ou mais evidenciada da folha.
  • 2. FORMAÇÃO TECNOLÓGICA Rik Página 2 Em algumas plantas, as folhas podem não apresentar uma ou mais destas estruturas. Do ponto de vista da histologia, ou seja, dos tecidos e outras formações da folha, este órgão é formado por:  Epiderme  Mesofilo A epiderme é uma camada de células transparentes muitas vezes recoberta por uma cutícula de um material semelhante à cera que reduz a perda de água por transpiração. Nas plantas de climas áridos, a cutícula pode ser tão espessa que dá às folhas uma consistência coriácea. As trocas gasosas entre a folha e o meio ambiente são efetuadas principalmente através de pequenos orifícios na epiderme chamados estomatos, que são formados por duas células em forma de rim ou feijão, que podem controlar a abertura e fecho para, por exemplo, reduzir a transpiração. Os estomatos são geralmente mais numerosos na parte inferior da folha. Muitas plantas apresentam ainda na epiderme (não só das folhas, mas também do caule ou das flores) apêndices formados por tricomas, ou seja "cabelos" que podem ser uni – ou multicelulares e podem ter origem não apenas na epiderme, mas noutros tecidos da folha. O conjunto destes apêndices chama-se indumento. Algumas destas estruturas podem ter funções especiais, como por exemplo, a produção de compostos químicos que podem servir para proteger a planta contra os animais ou para os atrair (por exemplo, para a polinização).
  • 3. FORMAÇÃO TECNOLÓGICA Rik Página 3 O interior da folha, o mesofilo, é formado por parênquima, um tecido de células semelhantes e muito permeáveis que possuem normalmente grande quantidade de cloroplastos, caso em que o tecido passa a chamar-se clorênquima. A função principal deste tecido é realizar a fotossíntese e produzir as substâncias nutritivas que permitem a vida da planta. Este tecido pode também possuir células especializadas na reserva de água ou outros fluidos - folhas carnudas, como as das Crassuláceas. O mesofilo pode estar diferenciado em dois tipos diferentes de parênquima:  O tecido em paliçada, formado por células alongadas e dispostas transversalmente à superfície da folha, para lhe dar consistência; e  O tecido esponjoso, formado por células mais arredondadas. Os canais dos estomas atravessam a paliçada e terminam no tecido esponjoso. A cor das folhas pode variar, de acordo com os pigmentos existentes nas suas células. Estas diferentes colorações podem ser características da própria espécie ou ser causadas por vírus ou ainda por deficiências nutritivas. Nos climas temperados e boreais, as folhas de muitas espécies podem mudar de coloração com as estações do ano e soltar-se (morrer) – folhas caducas ou decíduas – na época em que existe menos luz e em que a temperatura é baixa; a planta sem folhas irá passar o inverno num estado de metabolismo reduzido, alimentando-se das reservas nutritivas que tiver acumulado. No interior das folhas das plantas vasculares existem ainda nervuras onde se encontram os canais por onde circula a seiva – os tecidos vasculares, o xilema e o floema.
  • 4. FORMAÇÃO TECNOLÓGICA Rik Página 4 Forma das folhas das plantas vasculares A forma das folhas é geralmente característica das espécies, embora com grandes variações. As formas típicas de folha das plantas vasculares são:  Arredondada ou sub-circular;  Obovada (quando a parte mais estreita da lâmina foliar se encontra perto do pecíolo ou da bainha);  Ovada (quando a parte mais larga se encontra perto do pecíolo ou da bainha);
  • 5. FORMAÇÃO TECNOLÓGICA Rik Página 5  Lanceolada – em forma de lança;  Acicular – em forma de agulha;  Alongada – como as folhas das gramíneas ou capins. A forma da margem também mostra algumas variantes:  Lisa – como as folhas do cafeeiro;  Dentada – como a folha das roseiras;  Crenada – o oposto de dentada;  Lobada – dividida em lobos;  Fendida – como as folhas do sobreiro; ou  Partida ou secta – em que a divisão do limbo chega até à nervura central. A lâmina das folhas também pode encontrar-se dividida em Pinas ou pínulas subiguais - folhas compostas ou recompostas, como são os casos das folhas (frondes) dos fetos ou das palmeiras. Nestes casos também se usa a notação:  1-pinada – sem divisões ou folha inteira;  2-pinada – dividida em Pinas, como no Polipódio;  3-pinada (igual a "recomposta"); etc. Nestes casos, o eixo da folha, ou seja, a nervura central pode ser mais grossa, formando um ráquis. As folhas compostas também podem ser palmiformes, quando as Pinas saem todas do mesmo pecíolo (como na mandioca).
  • 6. FORMAÇÃO TECNOLÓGICA Rik Página 6 Formas de inserção das folhas das plantas vasculares Filotaxia: A -Alternadas b – Opostas cruzadas c – Opostas dísticas d – Verticiladas. Agulhas de pinheiro Folhas alaranjadas Quanto à sua inserção no caule, as folhas podem ser:  Alternadas (uma folha por nó), com duas opções: o Oposto-cruzada (rotação 90 °), e o Oposto-dística (não girada);  Opostas (duas folhas saindo do mesmo nó);  Verticiladas (várias folhas saindo do mesmo nó ou verticilo);  Em roseta (várias folhas saindo da extremidade dum caule, como na Gerbera).
  • 7. FORMAÇÃO TECNOLÓGICA Rik Página 7 Outras classificações das folhas  Quanto à situação: o Aérea; o Aquática; o Subterrânea.      Quanto a consistência: o Membranácea; o Coriácea; o Crassa. 1 – Flor – da - Páscoa, folha – de - sangue, e poinsétia, a euphorbia é um arbusto semi-lenhoso
  • 8. FORMAÇÃO TECNOLÓGICA Rik Página 8 2-Medronheiro (Couro) 3- Tabernaemontana crassa.  Quanto ao posicionamento de suas nervuras: o Ramificadas (ex. folha da macieira); o Paralelas (ex. folha do milho). Nervuras ramificadas Nervuras paralelas  Quanto a coloração: o Maculada; o Bicolor; o Variegada; o Listrada; o Concolor. Adaptações especiais das folhas Algumas plantas, como os catos, têm as folhas transformadas em espinhos; são os caules, carnudos e achatados, que exercem a função fotossintética.
  • 9. FORMAÇÃO TECNOLÓGICA Rik Página 9 As folhas dos caules subterrâneos, como na cebola, podem estar transformados em órgãos de reserva de nutrientes. O caso mais extremo parece ser das plantas carnívoras, em que a folha está transformada numa armadilha, como se de um predador se tratasse. Função Clorofilina; Fotossíntese ou Cloracarbonização. A luz solar é a fonte primária de toda a energia que mantém a biosfera de nosso planeta. Por meio da fotossíntese, as plantas, algas e alguns tipos de bactérias convertem a energia física da luz solar em energia química, e esse processo é essencial para a manutenção de todas a formas de vida aqui existentes. A fotossíntese pode ser definida como um processo físico-químico, mediante o qual os organismos fotossintéticos sintetizam compostos orgânicos a partir de matéria-prima inorgânica, na presença de luz solar. O processo fotossintético das plantas ocorre nos cloroplastos e resulta na libertação de oxigénio molecular (o) e na captura de dióxido de carbono da atmosfera (CO2), que é utilizado para sintetizar carbonatos (Figura 1). Figura 1. Esquema simplificado da fotossíntese A fotossíntese pode ser representada pela seguinte equação empírica: CO2 + H2O + Energia luminosa =====> [CH2O] + O2 + H2O em que, [CH2O] representa carbonato (açúcares). A síntese de carbonatos a partir de dióxido de carbono e água requer um grande ingresso de energia. A energia livre para a redução de um mol de CO2 até o nível de glicose é de 478 kJ mol-1 .
  • 10. FORMAÇÃO TECNOLÓGICA Rik Página 10 A fotossíntese é um processo muito complexo que compreende muitas reações físicas e químicas, que ocorrem de maneira coordenada em sistemas de proteínas, pigmentos e outros compostos associados a membranas. Em geral, o processo fotossintético é analisado em duas etapas interdependentes e simultâneas: 1) a etapa fotoquímica, antigamente chamada de fase "luminosa" e 2) a etapa química, também chamada de ciclo fotossintético redutivo do carbono, antigamente chamada de fase "escura". Os produtos primários da etapa fotoquímica são o ATP e o NADPH2. Nessa etapa, também ocorre a liberação do oxigénio, como subproduto da dissociação da molécula da água. A etapa química da fotossíntese é uma etapa basicamente enzimática, na qual o CO2 é fixado e reduzido até carbonatos, utilizando o NADPH2 e o ATP produzidos na etapa fotoquímica (Figura 2). Todas as plantas e animais respiram e por meio desse processo que ocorre no citoplasma e mitocôndrios, os carbonatos e outros constituintes celulares são convertidos em dióxido de carbono e água com a liberação de energia. Assim, a fotossíntese e a respiração são processos importantes na regulação dos teores de oxigénio e dióxido de carbono da atmosfera terrestre. 2. Cloroplastos: Estrutura e Organização e função Nas plantas, o processo fotossintético ocorre dentro dos cloroplastos, que são plastídeos localizados em células especializadas das folhas (células do mesofilo paliçádico e do mesofilo lacunoso). O número de cloroplastos por célula varia de um a mais de cem, dependendo do tipo de planta e das condições de crescimento. Os cloroplastos têm forma discóide com diâmetro de 5 a 10 micras, limitado por uma dupla membrana
  • 11. FORMAÇÃO TECNOLÓGICA Rik Página 11 (externa e interna). A membrana interna atua como uma barreira controlando o fluxo de moléculas orgânicas e íons dentro e fora do cloroplasto. Moléculas pequenas como CO2, O2 e H2O passam livremente através das membranas do cloroplasto. Endereços de referencia:
  • 12. FORMAÇÃO TECNOLÓGICA Rik Página 12 http://pt.wikipedia.org/wiki/Folha http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/folha/folhas-3.php http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAUfwAC/fotossintese