Historinhas
de
Mãe Natureza
©ROZILDA EUZEBIO COSTA
BN 506697, em 10/09/2010
CONTOS INFANTIS DE PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
LITERATURA INFANTIL EDUCATIVA
HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA
4
DECLARAÇÃO
Declaro que esta obra é puramente fictícia, e foi criada
com o intuito de colabor...
HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA
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SUMÁRIO
As lágrimas de Mãe Natureza......................................5
Senhor Jatobá.......
HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA
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As lágrimas de Mãe Natureza
atureza sempre fora uma mãe muito
dedicada a seus filhos. Todos ...
HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA
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Ararinha, uma de suas filhas, viu que a mãe chorava
muito, então voou e foi chamar outros an...
HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA
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E todos os filhos de Mãe Natureza ficaram alí,
juntinhos esperando que ela melhorasse um pou...
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Senhor Jatobá
m uma pequena reserva de floresta
conservada ainda viva, com um verde
profundo...
HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA
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Vivia rodeado de amigos que sentiam proteção
quando a seu lado. Devido ao seu belo porte, t...
HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA
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terra e nunca mais pode contemplar suas belas estrelas do
céu.
HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA
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Fred e o Peixe Falante
red era um garoto de seis anos de idade que
adorava passear na fazen...
HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA
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praticar a sua pescaria. Porém neste dia, Fred teve uma
grande surpresa.
Depois de alguns m...
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ouvi muitos pescadores falarem aqui na beira do lago. Isso
está me machucando, sabia? – dis...
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- Meu Deus! Esses garotos de hoje andam com a
cabeça não sei aonde! Desta vez vou falar pau...
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- Não, não. Claro que não... – depois de negar, o
peixe confirmou baixinho para que Fred nã...
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Tucanola
rande Tucano, cheio de charme... E o bico
então, nem se fala! É o mais bonito que ...
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água, que já estava quase morta. Passava sede há muitos
anos, e por isso foi morrendo aos p...
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e muitas outras coisas prejudiciais à natureza. Essas
atitudes acabam matando as pobrezinha...
HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA
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prejudicando a si mesmos. – disse Tucanola, confortando-
a.
Dadá, que até o momento só pres...
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A casa de Oncilda
ncilda era uma onça muito bonita. Ela tinha
o pelo amarelo escuro e pinta...
HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA
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direção à sua casa. A partir daquele instante, Oncilda viu
sua vida mudar completamente. Nu...
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transmitiu segurança. Ali seus filhotes e ela estariam
seguros, pelo menos até crescerem e ...
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Ararina
uando Ararina nasceu, era uma bela arara
azul. Naquele tempo sua mãe já sabia que
s...
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Não demorou muito, até que um dia, enquanto
observava Ararina praticando seu voo diário, fo...
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ainda, mas nunca se esquecera de sua mãe. Sabia
também que alguns seres humanos estavam lut...
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Luigi e o Pé de Cedro
uigi nascera na cidade grande, e sempre
convivera em um ambiente baru...
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Luigi já havia completado oito anos de idade, e não
conhecia nada sobre a vida do campo. Se...
HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA
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deslumbrantemente, reinando com seu verde magnífico
naquele espaço onde vivia.
Luigi se enc...
HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA
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O menino tentou abraçar a árvore, mas não conseguiu
juntar as mãos em torno dela, então con...
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O aniversário de Aroeira
Brasil da Silva
á oitenta anos nascia Aroeira, em um lugar
onde ou...
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Aos poucos o lugar foi se tornando uma pequena
floresta. O proprietário realmente decidira ...
HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA
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perigo, onde o homem destrói a natureza sem dó nem
piedade, sem a mínima consciência de amo...
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A solidão de Castanhola
astanhola nasceu em meio a uma natureza
magnífica e pura, ainda sem...
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derrubadas, umas para fornecimento de madeiras, outras
para a formação de pastagem para o g...
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das coisas. Pergunto a mim mesma – o que será de mim?!
Meus frutos já não são tantos como o...
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37
Jacareína
ois amigos resolveram sair pra caçar numa
pequena floresta que ficava numa região...
HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA
38
O silêncio foi interrompido por um cântico que ecoava
floresta adentro, e deixou os dois ca...
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- Foi embora, Graças a Deus! E nós também vamos.
Pegue suas coisas, rápido!
- Mas, se o fan...
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Os dois caçadores, pasmados, não conseguiram falar
mais nada, ficaram extremamente admirado...
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A festa das Flores
oi num lindo dia de sol que Mariazinha, uma
borboleta lindamente colorid...
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42
comemorar o nascimento da primeira florzinha de
Orquidina, amiga de Mariazinha.
O lugar em ...
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43
Mariazinha disse para as amigas flores:
- Nunca me esquecerei deste lindo dia! Este momento...
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Sinopse
Este é um livro de literatura ambiental infantil com contos infantis de preservação do meio ambiente. O intuito desta obra é a conscientização das crianças quanto à importância de se preservar a natureza.
Quando criei estes contos infantis de preservação do meio ambiente, relendo-os depois, achei-os um pouco dramáticos. No entanto, percebo que mais dramática está a situação dos nossos recursos naturais! E se não levarmos realmente a sério esta questão da preservação ambiental, logo vamos ter problemas ainda maiores do que aqueles que já temos enfrentado hoje.
Qualquer gesto e qualquer atitude em prol da conservação da natureza são válidos. O nosso Planeta Terra está cada vez mais cansado, seus recursos naturais foram explorados indevidamente por anos a fio. Hoje estamos sentindo os efeitos de toda essa exploração.
É de suma importância que continuemos a trabalhar a conscientização da preservação e dos cuidados com o meio ambiente, porque a nossa vida está ligada à vida da natureza.

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  1. 1. Historinhas de Mãe Natureza ©ROZILDA EUZEBIO COSTA BN 506697, em 10/09/2010
  2. 2. CONTOS INFANTIS DE PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE LITERATURA INFANTIL EDUCATIVA
  3. 3. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 4 DECLARAÇÃO Declaro que esta obra é puramente fictícia, e foi criada com o intuito de colaborar com a preservação da natureza e seus segmentos. A autora.
  4. 4. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 5 SUMÁRIO As lágrimas de Mãe Natureza......................................5 Senhor Jatobá............................................................8 Fred e o Peixe falante..............................................11 Tucanola....................................................................16 A casa de Oncilda......................................................20 Ararina........................................................................23 Luigi e o Pé de Cedro................................................26 O aniversário de Aroeira Brasil da Silva....................30 A solidão de Castanhola............................................33 Jacareína...................................................................36 A festa das Flores......................................................40
  5. 5. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 6 As lágrimas de Mãe Natureza atureza sempre fora uma mãe muito dedicada a seus filhos. Todos eles são lindos e diferentes, não existe nenhum igual ao outro. Certo dia Natureza descobriu que estava doente e ficou muito triste com isso. Ela estava cheia de feridas muito graves. Algumas delas talvez nem tivessem mais cura. Natureza chorou muito. N
  6. 6. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 7 Ararinha, uma de suas filhas, viu que a mãe chorava muito, então voou e foi chamar outros animais para confortá-la. - Mamãe, porque choras tanto assim? Estamos aqui com você e não vamos abandoná-la! – disse o Jacaré, confortando-a. Mas Mãe Natureza não parava de chorar. E quando viu alí seus filhos todos reunidos, ela então buscou forças no seu coração e disse: - Meus filhinhos, não estou chorando por mim e nem por minhas feridas, eu estou chorando é por causa de vocês! Pois se eu morrer, vocês também não vão sobreviver! Isso é muito triste para mim... Neste momento, o leão ergueu a cabeça com coragem e disse para sua mãe: - Olhe mamãe, eu tenho uma idéia! – vamos nos unir e fazer um apelo aos humanos para que eles nos socorram. Quem sabe mamãe, eles nos escutem! Eu sei que suas feridas foram feitas por alguns humanos inconscientes do mal que estavam fazendo, porque muitos homens não sabem que não podem maltratar a senhora, que é a nossa Mãe Natureza! Eu tenho fé de que a senhora ainda pode ser curada! Não vamos ficar sem você mamãe... Não vamos...
  7. 7. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 8 E todos os filhos de Mãe Natureza ficaram alí, juntinhos esperando que ela melhorasse um pouco e voltasse a ter esperanças de que tudo um dia iria mudar. Os humanos se tornariam mais dedicados e cuidadosos com a Mãe Natureza e com todos os seus filhinhos.
  8. 8. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 9 Senhor Jatobá m uma pequena reserva de floresta conservada ainda viva, com um verde profundo e ar puro, vivia um senhor muito distinto. Ele era alto e forte, tinha uma aparência esplendorosa. Seu nome? Jatobá! Ele era uma árvore notável e muito importante naquele lugar, e já vivia ali há muitos e muitos anos. Jatobá todas as noites contemplava as estrelas do céu. Ele as admirava por tão grande beleza e imenso brilho. E
  9. 9. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 10 Vivia rodeado de amigos que sentiam proteção quando a seu lado. Devido ao seu belo porte, todos o respeitavam muito. Mas certo dia, de repente, Jatobá ouviu um barulho muito estranho que ele desconhecia, e sentiu medo, muito medo mesmo. Tremendo-se todo, questionou-se em pensamentos – meu Deus, o que está acontecendo comigo? – E depois de alguns instantes, Jatobá percebeu que aquele barulho vinha de um pequeno monstrinho cheio de dentes. Era ele que estava a serrar o seu tronco, destruindo sua vida de árvore majestosa. A fraqueza foi tomando conta dele e logo ele começou a se sentir fraco. Já sentia dificuldade até pata respirar. Depois de algum tempo, e já quase sem vida, Jatobá olhou em sua volta para cada árvore, grandes e pequenas, olhou para cada animal ao seu redor e despediu-se de todos. Era a última vez que ele comtemplava os seus amigos e companheiros com olhos de árvore – adeus amigos! Eu espero que não aconteça o mesmo a vocês. Eu sei que isso foi obra do homem, mas um dia eles aprenderão a conservar a natureza, porque saberão a importância de cada árvore, de cada rio, de tudo que mantém a terra viva. – E após despedir-se, Jatobá caiu por
  10. 10. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 11 terra e nunca mais pode contemplar suas belas estrelas do céu.
  11. 11. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 12 Fred e o Peixe Falante red era um garoto de seis anos de idade que adorava passear na fazenda de seu pai. Era chegar às férias do colégio, e ele logo arrumava a sua mochila. O pai de Fred já sabia que ele estava pronto para a viagem. Sempre que chegava na fazenda, a primeira coisa que Fred fazia era arrumar suas tralhas de pesca, porque pescar no lago era algo que ele fazia com paixão. Certa vez ao chegar à fazenda, Fred correu para o lago e tratou de procurar um bom lugar para se apoiar e F
  12. 12. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 13 praticar a sua pescaria. Porém neste dia, Fred teve uma grande surpresa. Depois de alguns minutos que havia atirado o anzol na água, sentiu puxar a linha com muita força. – Parece um peixe grande! – pensou ele. Levantou-se e foi ajeitando a linha para aproximar o peixe. Estava bastante tranquilo, não queria perder aquele peixão. O peixe foi se aproximando da margem do lago, e, de repente, Fred ouviu uma voz que ele não soube identificar de onde vinha. Olhou a sua volta e não viu ninguém! Um pensamento lhe veio em mente, mas ele não queria acreditar – seria possível que aquele peixe estava falando com ele?! O som daquela voz parecia vir de dentro do lago! E novamente a voz falou: – Qual é garoto, me deixa em paz! Desta vez Fred não teve dúvidas, o peixe estava mesmo falando com ele! Como poderia ser isso?! Um peixe falante! - Quem está aí? Quem está falando comigo? – perguntou Fred um tanto assustado. E o peixe então respondeu: - Ora rapazinho, sou eu mesmo! Dá para tirar este anzol da minha boca? É esse o nome, não é? Anzol! Já
  13. 13. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 14 ouvi muitos pescadores falarem aqui na beira do lago. Isso está me machucando, sabia? – disse o peixe já nervoso. Fred estava muito assustado, mesmo assim puxou a linha um pouco mais, e finalmente pôde ver o peixe. - Mas o que é isso?! Eu nunca vi um peixe falar! – disse Fred com assombro. - Nunca viu é? Pois agora está vendo! Saiba que eu falo porque sou um peixe diferente. Agora tira logo este anzol da minha boca, eu não vou fugir de você! Até porque, eu tenho que mandar um recado para o seu pai – disse o peixe, dando uma rabanada na água. - Recado?! – perguntou Fred, retirando o anzol logo em seguida. - Sim, um recado! Diga para o seu pai parar de cortar as árvores em volta do meu lago porque ele está secando! - Meu Deus, eu nunca vi um bicho falar, e muito menos um peixe! – disse Fred novamente. E ficou pensativo por alguns instantes, com os olhos estatelados. - Garoto?! Garoto?! Cadê você? Não vai falar comigo? – perguntou o peixe. - Claro! É que... Eu estou um pouco assustado sabe! O que você disse mesmo?
  14. 14. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 15 - Meu Deus! Esses garotos de hoje andam com a cabeça não sei aonde! Desta vez vou falar pausadamente para ver se você entende ok? Eu - disse - para – você – pedir - para - o – seu – pai – para – não – cortar – mais – as – árvores - em – volta – do – meu – lago! – Porque – isso – faz – o - meu – lago - secar! Você entendeu garoto? Ou quer que eu desenhe? Já aviso logo que falar para mim que sou um peixe até que é fácil, agora... desenhaaar... Não dá não sabe, é que eu não tenho mãos assim como as suas, sabe? Fred respondeu: - Mas eu sempre vim aqui, e porque você nunca falou sobre isso comigo antes? – Fred quis saber. - Eu esperava que seu pai despertasse a consciência e percebesse que está destruindo a natureza. Sem falar de nós aqui do lago, eu e meus amigos, a minha família... Você não tem idéia de quantos somos nós garoto! Além do mais, eu não queria ver um garoto assim, com cara de bobo. - Como assim? Garoto com cara de bobo?! Quem é esse garoto? Não está se referindo a mim, não é? – Fred perguntou para o peixe.
  15. 15. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 16 - Não, não. Claro que não... – depois de negar, o peixe confirmou baixinho para que Fred não o ouvisse, senão ficaria magoado com ele. - Ora se não! - Tudo bem Peixe Falante, eu vou pedir para o meu pai deixar as árvores vivas em volta do seu lago, pode ficar tranqüilo. Só não vou dizer a ele que falei com um peixe, ele nunca vai acreditar! – Fred sorriu junto com o peixe. Fred e o peixe falante se tornaram grandes amigos. E nos anos seguintes, Fred continuou visitando o seu amigo peixe, mas nunca revelou a ninguém que eles conversavam, pois isso era um segredo somente deles.
  16. 16. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 17 Tucanola rande Tucano, cheio de charme... E o bico então, nem se fala! É o mais bonito que eu já vi. – comentou uma tucana chamada Sarita, com a sua amiga Dadá. Elas estavam a observar aquele jovem tucano há bastante tempo. Tucanola nem se deu conta de que estava sendo observado, e ainda, que estava em cima de uma árvore a ponto de cair! Pois a coitadinha da árvore estava tão danificada por falta de G
  17. 17. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 18 água, que já estava quase morta. Passava sede há muitos anos, e por isso foi morrendo aos poucos. No lugar em que ela vivia já não chovia há tempos! E o clima também era muito seco. De repente, um baque! Tucanola se viu sem nenhum apoio debaixo de seus pés de passarinho. A árvore caiu! Ele assustou-se tanto, que saiu desnorteado a bater as asas, à procura de outro abrigo. Sarita, que ainda estava com sua amiga Dadá ali numa árvore próxima, viu Tucanola o chamou para a árvore que estavam ela e sua amiga Sarita. Elas não perceberam, mas aquela árvore também estava fragilizada. - Nossa que susto! Quase que meu coração para de bater! – disse Tucanola. Sarita se aproximou de Tucanola e começaram a falar sobre o acontecido. - Mas porque está acontecendo isso com as nossas árvores?! – questionou Tucanola a Sarita. - Você não sabe? Não sabe mesmo?! Pois vou lhe explicar o que ouvi por aí nas conversas de outros pássaros. Eles disseram que tudo isso é resultado da ação dos homens. Eles derrubam as árvores, inclusive as das margens dos rios, jogam sujeiras químicas em suas águas,
  18. 18. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 19 e muitas outras coisas prejudiciais à natureza. Essas atitudes acabam matando as pobrezinhas das árvores, matam os peixinhos e os animais, até nós, pássaros, morremos! Eu tive uma amiga que morreu depois que bebeu da água de um rio poluído que fica perto daqui. – após estas palavras Sarita fez uma pausa, e continuou – que tristeza olhar tanta destruição assim! - É verdade garotas. Isso é muito triste mesmo. Nem sabemos quanto tempo ainda vamos resistir a estas ações desumanas com a natureza. – disse Tucanola, para Sarita e Dadá. - Isso sem falar no oxigênio! Precisamos das árvores para ajudar a produzir e manter o oxigênio que respiramos. Ah que triste, não é mesmo? – disse Sarita, já com os olhos cheios de lágrimas. Tucanola aproximou-se dela para confortá-la. - Desculpe, mas eu ainda não sei o seu nome! Como se chama? – perguntou Tucanola. - Eu me chamo Sarita. E esta é minha amiga Dadá. - Então Sarita, não chore! Eu tenho certeza que isso vai mudar. Os homens perceberão que estão prejudicando a natureza e vão parar de fazer estas coisas ruins. Eles ainda não têm consciência, que também estão
  19. 19. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 20 prejudicando a si mesmos. – disse Tucanola, confortando- a. Dadá, que até o momento só prestava atenção na conversa, chamou os dois para dar uma volta no que restava daquela floresta. E daquele dia em diante, Tucanola nunca mais se separou de Sarita e Dadá. Eles sempre se reuniam com outros pássaros da floresta para falarem sobre a natureza, e sobre o lugar onde viviam.
  20. 20. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 21 A casa de Oncilda ncilda era uma onça muito bonita. Ela tinha o pelo amarelo escuro e pintas negras que se destacavam, deixando-a mais bonita ainda. Era muito respeitada na região que vivia, inclusive a chamavam de – Dona Oncilda! A toca em que Oncilda morava era muito bem cuidada por ela. Tinha orgulho de viver naquela floresta. Ali, ela teve os seus filhotes. Porém, certo dia, ainda com os filhotes pequenos, Oncilda ficou desesperada, quando notou que o ar estava mais quente e uma fumaça esbranquiçada vinha em O
  21. 21. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 22 direção à sua casa. A partir daquele instante, Oncilda viu sua vida mudar completamente. Num instante, estava sem lar, e pensou – meu Deus, o que farei? E meus filhotinhos, tão pequenos ainda, como eu vou salvá-los?! – e o desespero tomou conta dela. E viu grandes labaredas de fogo aproximando-se de sua toca. Oncilda não tinha tempo para pensar, pois precisava agir muito rápido para salvar os seus filhotes. Começou a carregá-los para perto de um rio que ficava um pouco a frente de onde morava. Eram somente três filhotes, mas ela estava sozinha para socorrê-los, e só poderia carregar um por vez. Assim, um a um, Oncilda os carregou até a margem do rio. Ficou pensativa, sem saber o que fazer. – E agora meu Deus, o que vou fazer? Meus filhos não podem ficar sem um lar! - Oncilda passou o resto da noite, triste e sem esperança. Finalmente o dia amanheceu. Já tinha amamentado seus filhos, então ela os escondeu embaixo de alguns arbustos ao lado do rio e foi em busca de um lugar onde pudesse formar o seu novo lar. Oncilda atravessou o rio a nado e caminhou a manhã inteira. Por sorte, encontrou uma pequena caverna que lhe
  22. 22. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 23 transmitiu segurança. Ali seus filhotes e ela estariam seguros, pelo menos até crescerem e se tornarem adultos, para que pudessem sobreviver por conta própria. Oncilda voltou e foi buscar os filhos, trazendo um de cada vez, com grande esforço e caminhando toda aquela distância, sem falar do risco que seus filhotes correram em afogar-se enquanto ela os atravessava pelo rio. Ao terminar de agasalhar seus filhotes no novo lar, Oncilda estava tão cansada que se estirou no chão, mal conseguia movimentar suas patas. Somente seus pensamentos tinham força, pois ela não parava de pensar no porquê de os homens terem ateado fogo em sua tão amada floresta. Perguntava-se – porque estão fazendo isso?! Eles estão cegos?! Não vêem que estão matando a vida da natureza através das queimadas! Oh homens, onde estão suas consciências?! – finalizou.
  23. 23. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 24 Ararina uando Ararina nasceu, era uma bela arara azul. Naquele tempo sua mãe já sabia que sua espécie estava em extinção. Sabia também que deveria cuidar muito bem de sua filha, a única nascida de sua ninhada de quatro ovinhos. Sentia-se orgulhosa por ver sua filha a cada dia mais bela. Prometia a si mesma que cuidaria dela com muita dedicação e amor, como se isso fosse sua última missão de pássaro. Parecia até que ela estava adivinhando que o pior estava por vir. Q
  24. 24. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 25 Não demorou muito, até que um dia, enquanto observava Ararina praticando seu voo diário, foi atingida por algo que a deixou desacordada. Quando voltou a si, percebeu que estava presa em uma gaiola, em um lugar que nem imaginava existir de tão triste que era. Quando Ararina viu sua mãe sendo levada embora, chorou muito e partiu sem direção floresta adentro. Passaram-se alguns meses e Ararina sempre sozinha. Agora ela já era uma ave adulta e desejava encontrar um companheiro, já que não tinha mais ninguém para voar com ela. Então procurou, e procurou, e nada! Lembrou-se da sina da mãe que sofrera tanto! A mãe lhe contara que logo que fez o ninho e botou seus ovos, levaram o companheiro dela, deixando-a sozinha! Não desejava sofrer e passar pelas mesmas coisas que sua mãe havia passado. Depois de muito procurar, Ararina encontrou um jovem de sua espécie. Ele também vagava sozinho, não tinha família. Os dois se uniram e passaram a voar juntos, fazendo companhia um ao outro. Tempos depois Ararina foi viver em uma pequena reserva florestal, onde ainda não havia sido destruído pelo homem. Ali teve dois filhinhos e viveu por muitos anos
  25. 25. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 26 ainda, mas nunca se esquecera de sua mãe. Sabia também que alguns seres humanos estavam lutando para proteger sua espécie dos predadores, para que pudessem continuar a existirem.
  26. 26. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 27 Luigi e o Pé de Cedro uigi nascera na cidade grande, e sempre convivera em um ambiente barulhento de pessoas, carros, motos e outros sons próprios das cidades. Tudo isso para ele era algo muito normal. Não sabia como era viver em outro ambiente que não tivesse estas características. O pai de Luigi sonhava em comprar um sítio, e durante muitos anos trabalhou duro para juntar dinheiro o suficiente para que pudesse realizar este sonho. Por fim, ele conseguiu comprar um pequeno sítio a alguns quilômetros da cidade em que eles viviam. L
  27. 27. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 28 Luigi já havia completado oito anos de idade, e não conhecia nada sobre a vida do campo. Seu pai logo quis levá-lo para conhecer o sítio. Luigi hesitou um pouco, mas aceitou ir com o pai. Quando chegaram ao sítio, Luigi não gostou muito, pois era tudo tão diferente daquilo que ele conhecia! Era um lugar muito silencioso, tanto que incomodava. E aqueles bichos?! Vacas, porcos, galinhas... – Ah pai, eu não estou gostando desse lugar! – disse Luigi, com fisionomia de insatisfeito. - Ah filho, você acabou de chegar! Ainda nem viu o sítio direito! Eu vou levá-lo para dar uma volta, tenho certeza que você irá se familiarizar com o sítio logo, logo. – disse o pai com animação. Assim fizeram, logo depois do almoço, saíram os dois juntos caminhando pelo sítio. E andaram bastante, pois o sítio não era tão pequeno. O pai de Luigi desejava muito que o filho se interessasse pela natureza, pelos animais e pela vida do campo, então, enquanto caminhavam foi lhe explicando tudo. Chegaram a uma pequena reserva de mata virgem, e uma árvore centenária chamou a atenção de Luigi. Seu tronco era forte e sua copa muito formosa, desgalhava-se
  28. 28. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 29 deslumbrantemente, reinando com seu verde magnífico naquele espaço onde vivia. Luigi se encantou com a árvore e perguntou ao pai: - Pai, que árvore é essa, tão grande?! - Linda não é filho? Esta árvore tem mais de cem anos de vida! Isso não é uma maravilha? Chama-se Cedro. Um pé de Cedro! - Cem anos pai?! Nunca pensei que uma árvore pudesse viver cem anos! – disse Luigi com admiração. - Vive muito mais filho! É que muitos seres humanos destroem a natureza, cortam as árvores e não deixam que elas vivam e cresçam. Muitos homens derrubam este tipo de árvore para usarem sua madeira construindo móveis com ela. Outros constroem casas, e assim vão derrubando todas as árvores, acabando com a natureza. - Que triste não é pai? Vamos pedir a eles para não fazer mais isso! - Vamos sim filho. Nós podemos fazer isso. Muita gente já tem consciência, não destrói e nem polui a natureza. Um dia chegaremos lá filho, todos serão conscientes e serão educados a cuidar muito bem da nossa natureza.
  29. 29. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 30 O menino tentou abraçar a árvore, mas não conseguiu juntar as mãos em torno dela, então convidou o pai para se darem às mãos e assim, poder abraçar aquela árvore. Ficaram alguns minutos abraçando a arvore. O pai percebera que Luigi a partir daquele momento se tornaria outra criança, pois notara o quanto o filho estava emocionado. Depois de alguns minutos o menino falou novamente com o pai: - Pai, eu posso ficar com ele, com o pé de Cedro? Prometo que vou cuidar bem dele. Seremos amigos. - Pode sim filho! Claro! Com um protetor como você, este Cedro irá viver ainda muitos anos. – disse o pai com expressão sorridente. E assim, todos os anos em suas férias, Luigi ia para o sítio visitar sua amiga árvore, o pé de Cedro. Mesmo depois que cresceu, Luigi continuou a ir ao sítio do pai, dizia que, enquanto ele vivesse, aquela árvore também viveria, pois cuidaria dela com muito amor.
  30. 30. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 31 O aniversário de Aroeira Brasil da Silva á oitenta anos nascia Aroeira, em um lugar onde outrora havia sido uma grande pastagem que alimentava o gado de um rico fazendeiro. O proprietário do lugar resolveu na época deixar vivas, as pequenas árvores que insistiam em crescer ali. Para Aroeira isso foi uma dádiva do céu, pois a cada dia ela crescia e se tornava ainda mais robusta. H
  31. 31. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 32 Aos poucos o lugar foi se tornando uma pequena floresta. O proprietário realmente decidira não mais formar pastagem naquele pedaço de terra. *** Aroeira Brasil da Silva celebrava já seus oitenta anos de idade! Aquele proprietário de antes, já havia partido para o outro mundo. Agora quem se tornara dono do lugar era seu filho, um conceituado médico que nem fazia muita questão de trabalhar a terra. Com isso, Aroeira contemplava a vida fazendo parte daquela natureza maravilhosa. Naquele dia era seu aniversário, e, no entanto ninguém havia se lembrado. Nenhum de seus amigos e vizinhos! Aroeira aguardara o dia todo e nada! Já quase escurecendo, Aroeira já estava desistindo de acreditar que algum de seus amigos ainda se lembraria de seu aniversário, no entanto... Háaaa! Gritaram todos de uma só vez! Seus amigos prepararam-lhe uma bela surpresa. E todos cantaram parabéns para Aroeira que, agora, era só felicidade. Estava muito feliz e sentia que realmente possuía muitos amigos naquele pedaço de floresta. Todos comemoraram o aniversário de Aroeira. As outras árvores balançavam seus galhos, os animais corriam de um lado para o outro, todos muito felizes. Também comemoravam o fato de ainda viverem e contemplarem aquela floresta intocável em dias de muito
  32. 32. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 33 perigo, onde o homem destrói a natureza sem dó nem piedade, sem a mínima consciência de amor a natureza.
  33. 33. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 34 A solidão de Castanhola astanhola nasceu em meio a uma natureza magnífica e pura, ainda sem os efeitos devastadores causados pela ação do homem. Sua família sempre foi muito conhecida pelos seus frutos, os quais também nós chamamos de “Castanha do Pará” ou “Castanha do Brasil”, frutos muito saborosos e ricos em proteínas. No entanto, os tempos mudaram, e mesmo permanecendo viva, Castanhola viu sua família sendo destruída. Suas amigas e vizinhas foram sendo C
  34. 34. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 35 derrubadas, umas para fornecimento de madeiras, outras para a formação de pastagem para o gado. E muitas árvores da vizinhança foram devoradas pelo fogo ateado propositalmente por aqueles que se diziam proprietários das terras onde elas haviam crescido. Alguns diziam fazer isso para a plantação de alimentos, outros, para a formação de pastagem para a criação de bovinos... – Bem... eu, Castanhola... Eu permaneci. Continuo existindo solitária, neste mundo transformado pela ação do homem. Os pássaros, esses também se tornaram escassos por aqui. Vez ou outra eu recebo a visita de algum passarinho meio atordoado e perdido. Alguns deles migraram para a cidade, onde também correm o risco de morrerem por alguma pedrada de baladeira, ou por comerem alimentos inadequados para o estômago de um passarinho. Os poucos pássaros que ainda vivem por aqui, não possuem mais o encantamento de outros tempos, quando faziam algazarras festivas, como se tivessem comemorando a vida. Isso tudo que vem acontecendo, é o resultado de uma mudança drástica no meio ambiente. Tudo vai mudando, se tornando algo dividido, sendo meio natural e meio fabricado, resultados do tal progresso. Penso que o progresso é bom, mas não deve mudar a essência natural
  35. 35. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 36 das coisas. Pergunto a mim mesma – o que será de mim?! Meus frutos já não são tantos como outrora, quando eram abundantes e robustos. Hoje, já não tenho força para produzi-los. Talvez no próximo ano eu já nem esteja mais de pé... Meu tronco parece estar enfermo, eu tenho uma ferida causada por um fogo nas queimadas do ano passado. Sinto-me a balançar quando o vento passa com um pouco mais de velocidade, parece que vou cair a qualquer momento... Ah Sr. Fazendeiro, tenha pena de minha Mãe Natureza! Eu peço. Seja mais amável e cuidadoso com aquela que tem participação fundamental na composição da vida.
  36. 36. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 37 Jacareína ois amigos resolveram sair pra caçar numa pequena floresta que ficava numa região próxima de onde moravam. Prepararam tudo e partiram ao entardecer. Logo que chegaram ao local programado, perto de um riacho, cuidaram de armar suas barracas e preparar suas tralhas para a caçada noturna. A noite estava linda, com uma lua imensa e brilhante no céu. As estrelas cintilavam na imensidão do universo, enfeitando-o com realeza. Ao terminar de montar as barracas, os dois amigos foram preparar algumas armadilhas para pegar algum animal que passasse por ali. D
  37. 37. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 38 O silêncio foi interrompido por um cântico que ecoava floresta adentro, e deixou os dois caçadores arrepiados de medo. Seus cabelos eriçaram e um pavor lhes tomou conta da mente. Como poderia alguém cantar daquela forma numa floresta solitária?! Seria alguma assombração?! – pensou um deles, enquanto olhava para o amigo com os olhos arregalados. - Você ouviu? Ouviu isso? - Psiu! Silêncio! Está cantando novamente! Os dois permaneceram em silêncio por mais alguns segundos ouvindo o canto, que parecia se aproximar. “Eu sou um jacaré, e vivo na floresta, E a minha vida é uma festa taaaá, Durmo o dia todo, brinco durante a noite, E em caçadores dou os meus açoites... La la la ra la, la la la ra... e em caçadores dou os meus açoites.” E o canto foi se aproximando... se aproximando... - Minha nossa, isso é um fantasma! – disse um deles já querendo correr e ir embora. E o som se aproximando cada vez mais. De repente, silêncio total. Nenhum som se ouvia mais. Nem mesmo os grilos cricrilavam. Um dos caçadores então disse ao outro:
  38. 38. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 39 - Foi embora, Graças a Deus! E nós também vamos. Pegue suas coisas, rápido! - Mas, se o fantasma já foi embora, então a gente não precisa ir! E se isso foi apenas coisa da nossa imaginação?! Talvez fosse porque estávamos com medo! – disse o outro caçador ao amigo. Enquanto isso, algo ou alguém, se aproximava deles por entre os pequenos arbustos. - Muito bonito hein! Querendo caçar meus amigos! – disse aquela voz. Os dois viraram de repente e um deles focou com a luz da lanterna na direção da voz e deparou-se com um grande jacaré. - O que é isso?! Um Jacaré falando?! Socorro! Vamos correr! - Ha ha há haa. Seus medrosos! E eu não sou um jacaré, eu sou ela, entendeu? Ela! Meu nome é Jacareína. - Você fala? Como gente? Isso não pode ser desse mundo! – disse um dos caçadores coçando a cabeça e com olhos esbugalhados. - O que há de errado no meu falar? Vocês humanos tem cada uma viu! Quem disse que bicho não fala? Bicho fala sim!
  39. 39. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 40 Os dois caçadores, pasmados, não conseguiram falar mais nada, ficaram extremamente admirados com Jacareína. Ela continuou falando: - Então, seus malvados, vão embora daqui! Os meus amigos animais querem viver. Vamos corram! Eu vou dar umas rabanadas em vocês se não forem embora agora! E os dois caçadores começaram a correr. E correram tanto que até largaram suas tralhas de caça para traz. Não tiveram nem mesmo a lembrança das coisas que haviam trazido para a caçada. E aprenderam que não se deve caçar animais da floresta para matar, usando como desculpa de que a caça é um esporte porque não é! O esporte é vida. O esporte não mata, não tira vidas. Matar animais indefesos apenas por diversão é uma maldade muito grande. É preciso preservar a vida e a natureza, porque natureza também gera vida.
  40. 40. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 41 A festa das Flores oi num lindo dia de sol que Mariazinha, uma borboleta lindamente colorida, saiu para mais um de seus passeios. Todos os passeios de Mariazinha eram muito especiais para ela, mas aquele seria ainda mais especial que os outros. Ela fora convidada para a Festa das Flores, uma festa organizada para F
  41. 41. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 42 comemorar o nascimento da primeira florzinha de Orquidina, amiga de Mariazinha. O lugar em que vivia Orquidina era simplesmente magnífico. Ali nasceram tantas outras flores de beleza rara e incomparável! Mariazinha ajeitou suas asas e partiu logo em seguida para a Festa das Flores. Ao chegar no bosque vira todas as flores já reunidas, cantarolando felizes, exalando seus perfumes e fazendo com que o vento graciosamente os espalhasse por toda a área do bosque. Mariazinha então cumprimentou uma a uma. Todas as flores aguardavam ansiosas pelo grande momento do nascimento da pequena flor de Orquidina. E mais um pouco de tempo, e ela nasceu! Tão linda! Tão bela! Todas as outras flores ficaram encantadas e paralisadas com tamanha beleza. Mariazinha não se cabia de tanta felicidade e quis logo sentir o perfume daquela maravilha de florzinha que acabara de desabrochar. Aproximou-se de Orquidina alegre e esvoaçante para beijar a sua florzinha. Que dia mais feliz aquele! Quanta emoção! Todas as flores estavam em festa.
  42. 42. HISTÓRINHAS DE MÃE NATUREZA 43 Mariazinha disse para as amigas flores: - Nunca me esquecerei deste lindo dia! Este momento foi mágico para mim. Eu peço a Deus que nunca deixe os seres humanos destruírem o nosso bosque, porque ainda quero ver nascerem muitas outras flores aqui. Fim © Rozilda Euzebio Costa

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