Epistemologia genética – jean piaget

1.606 visualizações

Publicada em

  • Seja o primeiro a comentar

Epistemologia genética – jean piaget

  1. 1. EPISTEMOLOGIA GENÉTICA– JEAN PIAGETA Psicogênese dos Conhecimentos:Desenvolvimento Cognitivo, Afetivo e Moral
  2. 2. INTRODUÇÃO: Ao longo da vida, construímos ideias econcepções acerca da realidade sob diferentespontos de vista de acordo com as estruturasmentais construídas. As pesquisas de Piaget consistiam emcompreender as categorias cognitivas da infânciae da idade adulta.2JeanPiaget–EpistemologiaGenética
  3. 3. COGNIÇÃO: Para Piaget cognição é a capacidade de raciocínioe julgamento, seria o grande responsável pelaprogressiva tomada de consciência tanto deconteúdos formais quanto de conteúdos afetivose morais. É o aparato cognitivo que viabiliza condutasresponsáveis e conscientes. Conquistas no campo intelectivo trazem comoconsequências conquistas no campo afetivo emoral.3JeanPiaget–EpistemologiaGenética
  4. 4. CATEGORIAS COGNITIVAS OU NÍVEISEVOLUTIVOS Esses níveis são formas de organização daatividade mental, não são sistemasclassificatórios, mas sim maneiras de ainteligência compreender ou explicar o realdiante daquilo que lhes causa interesse. Esses níveis são: Sensório-motor; Pré-operatório; Operatório-concreto e Operatório-formal4JeanPiaget–EpistemologiaGenética
  5. 5. Nível Sensório-Motor1 – Atividadereflexa2 – Primeirasdiferenciações3 – Reprodução deeventosinteressantes4 – Coordenação deesquemas5 – Experimentação 6 – Representação5
  6. 6.  1º mês Noção de objeto Não estabelece diferenças entre objetos; Respondem com reflexos quando estimulados; Tudo é incorporado ao esquema de reflexo demaneira indiferenciada, qualquer coisa que lhe éoferecida serve para chupar, agarrar e olhar. Causalidade Neste período a criança é totalmenteegocêntrica. Não tem consciência de si e por consequencia nãopode “causar”.1 – ATIVIDADE REFLEXA6JeanPiaget-EpistemologiaGenética
  7. 7.  Afetos Não há ainda “sentimentos”, o afeto seráassociado a reflexos. Moralidade Não conseguem ingressar no mundo damoralidade, portanto toda instrução por partedos adultos que busque ensinar conteúdos moraisé desnecessária.7JeanPiaget–EpistemologiaGenética
  8. 8.  Noções de objeto Olha para objetos que emitem sons (coordenaçãoentre audição e visão) Acompanha com os olhos o caminho percorridopor um objeto Coordena sons e faces, reagem a vozes familiares A não há intenção as ações são mais provocadasdo que planejadas de maneira consciente. Afetos Começa a haver a diferenciação entrenecessidade e interesse, desapontamentosassociados às ações aparecem nesta fase.2 – PRIMEIRAS DIFERENCIAÇÕES8JeanPiaget–EpistemologiaGenética
  9. 9.  Noção de objeto Balançam e batem objetos insistentemente(assimilação reprodutiva), movimentos incomunspassam a ser interessantes. Começa a antecipar as posições pelas quais oobjeto irá passar quando em movimento. O comportamento passa de aleatório aintencional. Noção de causalidade A criança permanece egocêntrica – ela se vêcomo causa de toda atividade, acreditando queela mesma pode causar os eventos.3 – REPRODUÇÃO DE EVENTOS INTERESSANTES9JeanPiaget–EpistemologiaGenética
  10. 10.  Noção de objeto Consciência de permanência do objeto (um objetoescondido pode ser encontrado) Não acompanham deslocamentos. Passa a ser capaz de usar meios para atingir finsintencionalmente. Pensam antes de agir. Noção de causalidade Egocentrismo começa a ser superado. É comum pegarem a mão de um adulto para causareventos. Isso demonstra progressiva desconcentração em simesmas, percebendo relações entre coisas e pessoasalém dos limites das próprias ações.4 – COORDENAÇÃO DE ESQUEMAS10JeanPiaget–EpistemologiaGenética
  11. 11.  Afeto Os sentimentos e atividades podem serlembrados, preservados na mente. Afetos podem ser transferidos para pessoas, arelação está cada vez mais fora de si. Começa-se a experimentar sensações de sucessoe fracasso.11JeanPiaget–EpistemologiaGenética
  12. 12.  Noção de objeto: A criança procura objetos onde foramescondidos, qualquer que seja o lugar, mesmo queem lugares diferentes (leva em consideraçãodeslocamentos sequenciais). Condutas indicam uma consciência de que osobjetos continuam a existir mesmo que nãopossam ser vistos. Causalidade Chamam, apontam, gritam para conseguir aquilo que querem– os adultos são os procedimentos para suas realizações.5 – EXPERIMENTAÇÃO12JeanPiaget–EpistemologiaGenética
  13. 13.  Noção de objeto A criança pensa nas possibilidades dedeslocamento do objeto, um objeto pode serescondido de várias maneiras e a criança é capazde encontrá-lo. Há uma lógica nesta busca. São capazes de pensar em como alcançar umobjeto com um banco. Afeto: Começam a ser capazes de sentir saudades,elegem pessoas e atividades. Investem afetos em outras pessoas e indicaminício de sentimentos morais.6- REPRESENTAÇÃO13JeanPiaget–EpistemologiaGenética
  14. 14. NÍVEL PRÉ-OPERACIONALDOS DOIS AOS SETE ANOS14
  15. 15. ASPECTOS GERAIS: O aparecimento da linguagem dará início dasocialização da ação. Surgirão os primeiros sentimentos de simpatia eantipatia, respeito e etc. – entram para o mundoda moralidade. As experiências do nível sensório-motor sãoimportantes mas agora elas contam com o mundosocial e o das representações interiores. A assimilação e a acomodação se harmonizam. Ainda se submetem ao egocentrismoinconsciente.15JeanPiaget-EpistemologiaGenética
  16. 16. A SOCIALIZAÇÃO DA AÇÃO Evolução da conduta de imitar. Enquanto antes aimitação estava limitada às ações auxiliando naconstrução do mundo interior, agora ela se dá deforma consciente, compartilhando a vida interiorantes construída. A subordinação ao adulto – concebem os adultoscomo seres grandes e fortes, como modelos que acriança busca alcançar. Desenvolve uma submissão intelectual e afetivainconsciente. Há portanto uma idealização destemundo adulto, como uma realidade superior à dacriança. 16JeanPiaget–EpistemologiaGenética
  17. 17.  Socialização ainda limitada – elas nãoconfrontam ideias, elas se limitam a fazerafirmações contrárias, a falar cada uma para si.Fala egocêntrica – a criança fala a si própria, numalinguagem que acompanha atividades e jogos17JeanPiaget–EpistemologiaGenética
  18. 18. A GÊNESE DO PENSAMENTO18

×