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Projeto de desenho apresentação

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Projeto em Arte educação

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Projeto de desenho apresentação

  1. 1. DESENHO INFANTIL: Desvios e Alterações no Processo Criativo Autor: Rose Aparecida da Silva Arte-Educadora Currículo Lattes BAURU 2012
  2. 2. Entendemos o desenho como sendo a arte de pensar através de traços, também uma manifestação conceitual fundamental para a formação humana e ferramenta de reflexão e sensibilidade No entanto, a linguagem gráfica foi no decorrer dos tempos, sendo substituída por outras atividades, por outras áreas do conhecimento. A nossa inquietação foi a seguinte:  Será possível reverter esse processo? Pensamos que aprendendo a desenhar, as pessoas passem a ver a vida de forma diferente, de forma global, simultânea e intuitiva. Adquirindo assim um nível de consciência profunda em que a racionalidade e a sensibilidade trabalhem juntas, de forma concomitante e cooperativamente.
  3. 3.  Perceber as conexões, que abrangem formas, cores, volumes, texturas, perspectivas, jogos de luz e sombra; que vão se desencadeando, no complexo processo da percepção visual  Compreender o desenho como sendo instrumento que permite ao indivíduo comunicar um pensamento, uma ideia, um conceito.
  4. 4.  Inicialmente enfocamos na concepção de desenho enquanto linguagem e como forma de educação. Para tanto foram estudadas as ideias de Tiburi, Edwards, Cotrim, Ostrower, Barbosa e Dworecki. Também mudando a forma de ver o desenho na vida, segundo estudos de Arheim e analogias de Rubem Alves. Dando enfoque na perspectiva sócio-cultural de Vigotsky e sua forma de pensar o desenvolvimento gráfico na infância e adolescência.
  5. 5.    O desenho primeira forma do ser humano manifestar seu entendimento do mundo Desenho é intenção, meta, propósito, é um plano que se concretiza. Não é coordenação motora, mas fruto do aprimoramento da percepção e da inteligência. Pessoas que desenham costumam enxergar o mundo de forma mais minuciosa, numa relação íntima entre o observador e a paisagem que contempla. Imagem1- Zé Otávio
  6. 6. Linguagem:   códigos pelos quais se comunicam a cultura e o conhecimento de um povo. Esses códigos são organizados dentro de uma logicidade própria de cada cultura proporcionando a interação na sociedade. Desenho:  composição de vários elementos plásticos que organizados transmitem uma produção de sentido, que permite ao indivíduo comunicar um pensamento, uma ideia, um conceito. Quanto maior a possibilidade de interpretação dessas informações, maior a comunicação.
  7. 7. insegurança Abandono do desenho moldes que ensinam como se faz Arte “corretament e” Desenho geométrico Laissez- faire
  8. 8. Aguçar mudança de hábitos percepção desconstruir pré-conceitos estereotipados Criatividade e desenho frutos de Arte pensante
  9. 9. O ver é compreender. (ARHEIM. 2005, p.39)         Ensinar a ver é: ensinar a conhecer, ensinar a explorar o mundo pelo olhar, apreender e compreendê-lo; quem compreende o que vê: cria novas possibilidades, inventa novas saídas, percebe o mundo de forma global; Imagem 2 – acervo pessoal
  10. 10. Desenhar na infância significa:  brincar, ela brinca com seus desenhos.  Gestualidade;  Prazer;  Comunicação;  Transitar livremente entre o imaginário e o real;  pura satisfação pessoal. Imagem3- google imagens
  11. 11. a criança amadurece:  Não incentivo  Adestramento motor gráfico  Crítica pessoal e social da produção gráfica  Perca do desejo do acesso ao desenho Desenho = velhos brinquedos empoeirados guardados no fundo dos baús  Imagem4 – Ricardo Antunes
  12. 12. Edwards DWORECKI aprender a desenhar:  aprender a ver de um modo diferente,  reeducar o sistema visual espacial,  estreitamente ligado ao processo criativo e ao ato de ver. Desenho:  instrumento de imersão no universo criativo  percurso de contínua experimentação e pesquisa da representação de formas através de traços.  Sugere a redescoberta do traço ao gesto
  13. 13.     O desenho é uma fazer criativo muita vezes não compreendido, faz parte de o senso comum, afirmar que desenhar é dom, um fazer desprovido de intelectualidade, coisa de criança ou de especialistas. O desenho é relegado a um fazer manual que não envolve o pensamento, o que o torna uma linguagem muitas vezes não desenvolvida pelas pessoas. Basta olhar e conseguir ver, adestrar o traço através de técnicas motoras repetitivas, ou promover desenhos através de desenhos livres, frutos de um espontaneísmo sem critérios, é desrespeitar o desenvolvimento cognitivo da criança. É impedir-lhe de desenvolver-se na sua plenitude intelectual. O desenho é muito mais que a ação das mãos é a ação do olhar, é linguagem, é uma forma de manifestar e de comunicar um pensamento; a mais antiga forma de comunicação plástica da humanidade. O desenho como linguagem é fruto de um conhecimento constituído a partir de experimentações, acertos e erros, trata-se de um fazer global de apropriação de mundo, estreitamente ligado ao processo criativo, ao ato de ver e ao pensamento.
  14. 14.  ARNHEIM, Rudolf. Arte e Percepção Visual: Uma psicologia da visão criadora: nova versão / Rudolf Arnheim; trad. Ivone Terezinha de Faria. São Paulo : Pioneira Thomson Learning.2005.  ANDRADE, Maria. Método de Redação Científica: Elaboração do TCC passo a passo. São Paulo: Factash, 2007.  BARBOSA, Ana Mae. Ed. Perspectiva. 4ºed. 2001  COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia. Gilberto Cotrim, Mirna Fernandes. 1 ed.. São Paulo: Saraiva, 2010  DERDYK, Edith. Formas de pensar o desenho: desenvolvimento do grafismo infantil. São Paulo, Scipione, 1989.  DWORECKI, Silvio. Em Busca do Traço Perdido. São Paulo. Scipione.  EDWARDS, Betty. Desenhando Com o Artista Interior. Trad. Maria Cristina Guimarães Cupertino. São Paulo: Claridade.2002.  FERREIRA. Sueli. Imaginação e Linguagem no Desenho da Criança. Campinas, SP: Papirus, 3ª Ed. 2003. ( Coleção Papirus Educação)  IAVELBERG, Rosa. O Desenho Cultivado da Criança. São Paulo: Zouk, 2007.  MEREDIÉU, Florence de. O Desenho Infantil. Trad. Álvaro Lorencini, Sandra M. Nutrini.11.ed. São Paulo: Cutrix, 2006.  MOREIRA, Ana Angélica Albano. O Espaço Do Desenho: A Educação Do Educador. Col. Espaço. Ed. Loyola. São Paulo.1984. 12ª Edição. 2008.  TIBURI, Márcia. Diálogo/Desenho. Marcia Tiburi, Fernando Chuí. São Paulo. Ed.Senac. São Paulo. 2010.  VYGOTSKY, L. S. La Imaginacion Y El Arte En La Infancia (Ensayo Psicologico). S. de C.V, Hipanicos-Ediciones Y Distribuciones, 1989  São Paulo ( Estado) Secretaria da Educação. Currículo do Estado de São Paulo: Linguagens, códigos e suas tecnologias/secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; coordenação de área, Alice Vieira. São Paulo : SEE, 2010  ALVES, Rubem. A Complicada Arte de Ver. Disponível em: www.rubemalves.com.br Acesso em: 12/10/2011. EDUSP.1998

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