Distribuição das doenças no espaço e no tempo

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Distribuição das doenças no espaço e no tempo

  1. 1. DISTRIBUIÇÃO DASDOENÇAS NO ESPAÇOE NO TEMPOSaúde Coletiva IIIProfª: Roseane Cordeiro
  2. 2. IntroduçãoDistribuiçãode doençasno espaço eno tempo
  3. 3. Quem?• Características pessoais:- Sexo- Idade- Raça- Condição socioeconômica- Hábitos alimentares- Hábitos culturais
  4. 4. Onde?• Analisa a possibilidade de haver padrões espaciais nadistribuição de doenças.• Áreas específicas para manifestação das doenças.
  5. 5. Quando?• Avalia as tendências e os períodos de maior ocorrênciadas doenças.• Velocidade da ocorrência.• Evolução temporal pode predizer sua ocorrência futura.
  6. 6. Aplicabilidade• Melhor conhecimento do processo saúde-doença;• Definição de grupos mais vulneráveis;• Determinar as áreas de risco para intervenção em saúde;• Avaliar o impacto das intervenções de saúde;• Planejamento: Onde e como empregar recursos públicos.
  7. 7. Distribuição das doenças no espaço
  8. 8. • Início da relação entre ocorrência dedoenças e o espaço: Hipócrates , Séc Va.C. ( Dos ares, dos mares e dos lugares)• “As investigações médicas deveriamconsiderar as características daslocalidades onde as doenças ocorriam(...)”
  9. 9. Primeiros mapeamentos dedoenças: Europa, séc XVIII.James Lind: Ensaio sobre doençasacidentais de europeus em climaquente. (1768)- Procura pela explicação paradistribuição geográfica de diversasdoenças.- Considerado precursor dageografia médica.James Lind
  10. 10. • Valentine Seaman (1798): Febre amarela em Nova IorqueValentine Seaman
  11. 11. • André-Michel Guerry (França,1833)• Mapa sobre distribuição de crimes e sucídios.
  12. 12. • Heinrich Berghaus• Physikalicher Atlas (1852)Heinrich Berghaus
  13. 13. • John Snow, 1854.• Surto de cólera em Soho, Londres.
  14. 14. • Palm, final do séc XIX.• Luz solar : variação geográfica causa da prevalência dodo raquitismo em diversos países.• 1930, Pavlovsky : Teoria dos focos naturais para estudosda peste e da leishmaniose.• Meados do séc XX, Lancaster: distribuição espacial pormelanoma(excesso de luz solar) .Pavlovsky Lancaster
  15. 15. “O principal objetivo do estudo dasvariações geográficas das doenças é aformulação de hipóteses etiológicas atravésda análise conjunta das variações nosfatores ambientais.”(Medronho, 2009)
  16. 16. Análise Espacial em Saúde• É o estudo quantitativo da distribuição das doenças ouserviços de saúde, onde o objeto de estudo estáreferenciado geograficamente.
  17. 17. É utilizada para:• Identificar padrões espaciais de morbidade oumortalidade e seus fatores associados;• Descrever os processos de difusão das doenças;• Gerar conhecimento sobre etiologia de doenças;• Visualizar o padrão de distribuição de eventos em ummapa.
  18. 18. • Métodos para análise espacial:- Visualização: onde o mapeamento de eventos de saúde éa ferramenta primária.- Análise Exploratória de Dados: utilizada para descreverpadrões espaciais e relações entre mapas.- Modelagem: Utilizada quando se pretende testarformalmente uma hipóteses ou estimar relações.
  19. 19. • Instrumentos utilizados para análise espacial:GeoprocessamentoÉ um conjunto de técnicas de coleta, tratamento eexibição de informações indexadas geograficamente.Um dos sistemas mais utilizado nas saúde coletiva é oSistema de Informações Geográficas (SIG).
  20. 20. GeostatísticaÉ o estudo dos fenômenos que variam continuamente noespaço.Seu principal objetivo: análise da variabilidade espacial epredição de fenômenos.
  21. 21. Análise de dado de área ou em treliçaSão observações associadas a regiões que podemregulares ou irregulares.
  22. 22. Análise de padrões pontuaisO objetivo é saber se os eventos observados ocorreramaleatoriamente ou se existe algum padrão sistemático emdeterminada região.
  23. 23. Estudo dos Migrantes• Determinar se o risco de adoecer entre migrantesoriundos de uma região com alto(ou baixo) risco mudaapós a migração para uma região de baixo (ou alto) risco.
  24. 24. Distribuição das Doenças no Tempo• Fornecer informações paracompreensão, previsão, busca etiológica, prevenção dedoenças e avaliação do impacto de intervenções desaúde.
  25. 25. • Obedecer padrão.• Exemplo: Aumento da ocorrência de rubéola no final doinverno e início da primavera.• É preciso verificar tendências a longo prazo para avaliarse há uma elevação acima da frequência habitual dadoença em um determinado período do tempo, o quepoderia indicar a presença de uma epidemia.
  26. 26. • Quatro tipos principais de aspectos relacionados àevolução temporal das doenças:
  27. 27. Tendência Histórica• Análise das mudanças na frequência de uma doença porum longo período de tempo (geralmente décadas).
  28. 28. Transição epidemiológica• Ao longo do séc XX, primeiramente nos paísesdesenvolvidos e posteriormente nos paísessubdesenvolvidos.• Resultados de grandes melhorias sociais, introdução detecnologias, etc...
  29. 29. Variações Cíclicas• Flutuações na incidência de uma doença ocorrida em umperíodo maior que um ano.• Grande populações suscetíveis , a incidência de sarampotende a aumentar a cada três anos. (Sucessivonascimento de crianças suscetíveis).
  30. 30. Variações sazonais• Variação na incidência de umadoença, cujos ciclos coincidemcom as estações do ano.• A variação ocorre dentro doperíodo de um ano.• Doenças infecciosas agudassão exemplos típicos, mastambém podem ocorrer comdoenças crônicas. (maiornúmero de acidentes detrabalho durante época decolheita agrícola).
  31. 31. • Depende de fatores como: radiações solares, temperatura, umidade do ar, precipitação, etc...• Um conglomerado de pessoas no inverno pode favorecero aparecimento de diversas doenças respiratórias como agripe.• Maior consumo de água no verão pode favorecer atransmissão feco-oral (diarrérias infecciosas p.ex.)
  32. 32. Variações Irregulares• Alterações inusitadas na incidência dasdoenças, diferente do que seria esperado.• Incidência esperada baseada em dados históricos:Endemia• Não esperado: Epidemia.
  33. 33. Endemia• Presença usual de uma doença, dentro dos limitesesperados, em uma determinada área geográfica, por umperíodo de tempo ilimitado.• É uma doença habitual, presente entre membros de umdeterminado grupo, em uma população definida.• Ex: Malária, doença de Chagas, esquistossomose.
  34. 34. Epidemia• Elevação brusca , temporária e significativamente acimado esperado da incidência de uma determinada doença.• Alteração nos fatores relacionados ao agente, hospedeiroe/ou ambiente.• Ela não representa a ocorrência de muitas casos.• Por ex: Poliemielite não ocorre no Rio de Janeiro desdede 1989, logo um único caso autóctone já representariauma epidemia.
  35. 35. • Caso autóctone: É o caso oriundo do mesmo local ondeocorreu.• Caso alóctone: É o caso importado de outra localidade.
  36. 36. Pandemia• Ocorrência epidêmica caracterizada por uma largadistribuição espacial, atingindo várias nações.• Uma série de epidemias localizadas em diferentes paísesque ocorrem ao mesmo tempo.• Exemplo: Epidemia de AIDS no mundo, H1N1.
  37. 37. Surto epidêmico• Ocorrência epidêmica delimitada a um espaçoextremamente restrito, comovilas, quartéis, colégios, prédios,etc.
  38. 38. Epidemia por fonte comum• Pode ser veiculada por água, alimentos, ar, não havendoem geral a transmissão de pessoa para pessoa.• Rápida progressão no número de casos;• Pico de incidência em curto período de tempo• Indícios de contaminação por uma única fonte.• Curto espaço de tempo – Fonte pontual• Espaço de tempo mais longo – Fonte persistente.
  39. 39. Epidemia progressiva (ou propagada)• Lenta• Geralmente de pessoa para pessoa.• Malária, dengue, sífilis, raiva humana e gripe.• Em comunidades suscetíveis e isoladas (aldeiasindígenas p.ex.) pode provocar epidemias explosivas.
  40. 40. Como saber se é uma endemia ouepidemia?• Diagrama de ControleCalcula-se média mensal da incidência dos últimos dezanos.Calcula-se o desvio padrão para cada incidência mensal.

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